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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Os Três Crivos de Sócrates

Vejamos a postura de Sócrates em relação a maledicência, a famosa fofoca:


Certa vez, um homem esbaforido achegou-se a Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos: 

– Escuta, na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular…

- Espera! – ajuntou o sábio prudente – já passaste o que me vai dizer pelos três crivos?

- Três crivos? – perguntou o visitante, espantado.

- Sim, meu caro amigo, três crivos. Observamos se tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza quanto àquilo que pretendeis comunicar?

- Bem – ponderou o interlocutor – assegurar mesmo, não posso… mas ouvi dizer e… então…

- Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julga saber, será pelo menos bom o que me queres contar?

Hesitando, o homem replicou:
- Isso não, muito pelo contrário…

- Ah! – tornou o sábio – então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.

- Útil?! – aduziu o visitante ainda agitado – Útil não é…

- Bem – arrematou o filósofo num sorriso – se o que tens a me confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupas com ele, já que nada valem casos sem edificação para nós!


Vamos refletir se o que vamos falar vai ser: VERDADEIRO, BOM e ÚTIL.
Pois, quanto mais se fala mal, e consequentemente se tem mais pensamentos ruins, mais a vibração baixa, e maus espíritos se aproveitam desta imperfeição moral, por se está no mesmo nível vibracional que eles.

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