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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Post.175: A PREPARAÇÃO DOS ESPÍRITOS VINDOS DE ALCÍONE PARA REENCARNAR NA TERRA

Antes de iniciamos a leitura desta postagem, é interessante sabermos a localização do orbe de Alcíone, principalmente para os leitores que possuem esta informação:

Vejamos primeiro a constelação de Touro

Em Touro encontramos Plêiades 

E na constelação de  Plêiades, está finalmente Alcíone.
Alcíone é a estrela central da constelação de Plêiades.


No livro Amanhecer de Uma Nova Era, o espírito Manoel Philomeno de Miranda, por meio da psicografia de Divaldo Franco, nos faz conhecer no capítulo 16 um trabalho muito especial e de grande magnitude, que está sendo realizado aqui no planeta Terra.  Manoel Philomeno de Miranda, guiado por Bezerra de Menezes, nos esclarece que:

Existem nobres Comunidades que se encontram espalhadas na Terra, servindo de laboratórios  especiais para a preparação da reencarnação de espíritos vindo de Alcíone. Manoel Philomeno de Miranda conta-nos a sua visita a uma dessas sedes, chamada de Santuário da Esperança, localizada em uma linda praia; sendo o Santuário da Esperança uma bela e colossal construção fluídica, quase uma cidade espiritual, que apresentava expressiva movimentação de entidades laboriosas, correspondendo a uma cidade terrestre de médio porte. Edifícios de grandes dimensões, porém, não muito altos, multiplica-se, encantando com as suas formas originais toda a paisagem urbana, adornada de jardins com árvores que desconhecemos, enquanto que veículos diferentes dos nossos, flutuam acima do solo em movimentação equilibrada, sem  exageros de velocidade. Aves canoras de belíssima plumagem, são vistas vez que outra, cortando o ar embelezando a natureza, em si mesma rica de imagens coloridas.

Esses santuários vem sendo construídos em muitos países da Terra, desde o fim do século passado, quando começaram a hospedar nossos generosos amigos benfeitores vindos de Alcíone. Essas edificações exteriorizam uma luminosidade especial, por causa das atividades  superiores que são realizados nestes locais; e uma projeção de especial claridade envolve toda a construção para impedir qualquer tipo de invasão por seres inferiores.

É de algumas dessas edificações que se tem partido os construtores da Era Nova. E outros espíritos missionários do passado, virão diretamente para a Terra, deixando os seus redutos de iluminação onde ora se encontram, para o mergulho direto no mundo celular.   

O processo de transição apresenta-se, há um bom tempo com fases específicas: as ocorrências sísmicas, que são de todos os períodos, agora, porém, estão mais aceleradas, os sofrimentos morais que vem de doenças geradas pelas próprias criaturas humanas, em razão de terem optado pelos roteiros mais difíceis, as enfermidades dilaceradoras que encontram campo de expansão naqueles que se encontram receptivos, as dores coletivas resultantes dos interesses subalternos dos déspotas, dos ambiciosos, dos que se fazem carrascos da humanidade, assessorados por outros semelhantes que os mantêm na condição infeliz. E outros processos igualmente afligentes, convidando todas as criaturas a reflexão em torno das mudanças que se estão operando e que prosseguirão com mais severidade.

Jesus providenciou o retorno dos Seus mensageiros que marcaram as suas épocas com as características de amor e sabedoria, de modo que impulsionaram o progresso da humanidade até este momento culminante, agora necessários para o grande enfrentamento com as heranças enfermiças que permanecem na psicosfera do planeta, em razão da condição primaria de alguns dos seus habitantes. Simultaneamente, torna-se indispensável a presença de missionários de outra dimensão que, ao lado desses conseguirão vencer as urdiduras e programações dos desastres morais, modificando a estrutura moral da Terra, que irá elevar-se a situação mais própria a mundo de regeneração.

À medida que os espíritos progridem, as funções do corpo intermediário são absorvidas lentamente pelo ser imortal, em face da desnecessidade de construir corpos com os sinais do processo evolutivo, corrompidos, degenerados, limitados... Atingindo uma faixa mais elevada, o ser espiritual proporciona o renascimento através de automatismo, tendo como modelo a forma saudável e bela, cada vez mais sutil e nobre até alcançar o estado de plenitude, o reino dos céus interior...

Esses espíritos vindos do outro orbe, necessitam de algumas adaptações perispiritual para ficar compatíveis com a vibração do planeta Terra, assim como também a adaptação à psicosfera do novo domicílio temporário. Pois, do orbe de onde vêem o estagio vibratório é diferente do nosso. Deste modo, os que vem de fora do nosso sistema passam por uma fase de adaptação perispiritual necessária ao êxito do ministério que irão desempenhar, submetendo-se a experimentos especiais, de modo que a sua adaptação ao novo corpo, que deverão modelar, seja menos penosa. Isto porque, no orbe em que viviam as dores e enfermidades físicas não existem mais, na condição de procedimentos depuradores, tornando-lhe indispensável condensar, sintetizar  no perispírito energias próprias para poder habitar o planeta Terra.

Nesses laboratórios os espíritos do outro orbe ficam sob forte jato de energia luminosa em concentração profunda. Neste estado, concentrados nos objetivos que os traziam à Terra, desdobram as características de expansibilidade perispiritual, neles quase que absorvidas pelo espírito, a fim de poderem plasmar as necessidades típicas do veículo carnal de que se revestiriam quando no ministérios reencarnatorio. Esta operação delicada de remodelagem perispiritual faculta ao espírito o retorno psíquico ao período em que as reencarnações eram-lhe penosas, e, portanto imprimiam nos tecidos delicados da sua estrutura as necessidades evolutivas.

Enquanto o processo de recuperação perispiritual nos moldes terrenos é realizado, ocorre que, aparelhos delicados acoplados à cabeça, transmite acontecimentos planetários do nosso orbe, para ele se acostumar com as ocorrências do cotidiano, com o objetivo de facilitar-lhes o trânsito com os demais membros da grande família humana.

Essas construções haviam sido programadas e executadas por engenheiros de Alcíone que, antes da chegada dos que se deveriam reencarnar, criaram os pousos onde ficariam preparado-se, para depois poderem transitar na psicosfera terrestre, comunicando-se mediunicamente e participando dos labores espirituais.

Esses espíritos missionários do orbe de Alcíone estarão reencarnado nas mais diversas áreas do conhecimento, assim como nos mais variados segmentos da sociedade.

Fonte: Amanhecer de Uma Nova Era. Psicografia de Divaldo Franco. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda 


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Post.174: MENSAGEM DE BEZERRA DE MENEZES SOBRE A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

- A população terrestre alcança a passos largos o expressivo número de sete bilhões de seres reencarnados simultaneamente, disputando a oportunidade da evolução...
               
         “Embora as grandes aquisições do conhecimento tecnológico e dos avanços da ciência na sua multiplicidade de áreas, nestes dias conturbados os valores transcendentes não tem recebido a necessária consideração dos estudiosos que se dedicam à análise e à promoção dos recursos humanos, vivendo mais preocupados com as técnicas do que com o comportamento moral, que é de suma importância. Por isso, a herança que se transfere para as gerações novas que ora habitam o planeta diz mais respeito à ganância, ao prazer dos sentidos físicos, à conquista de espaço de qualquer maneira, dando lugar à violência e à desordem...

                O desprezo de muitos líderes e de incontáveis multiplicadores de opinião pelas religiões do passado e o fanatismo que vem sendo desenvolvido em torno do espiritualismo de ocasião, encarregando de amealhar recursos monetários para a existência e de favorecer com saúde aqueles que mais facilmente a possam comprar a soldo dos poderes endinheirados, tem dado lugar ao materialismo e ao utilitarismo em que as pessoas comprazem-se, distantes da solidariedade, da compaixão e do espírito fraternal, ante a dificuldade da real vivência do amor, conforme ensinado e vivido por Jesus.

                Podemos dizer que se vive o período da extravagância e do gozo imediato, sem que sejam mensuradas as consequências perniciosas dessa conduta decorrentes.

                Os indivíduos parecem anestesiados em relação aos tesouros da alma, com as exceções compreensíveis, e mesmo entre alguns daqueles que abraçam a revelação espírita, os conflitos de várias ordem permanecem na condição de mecanismos de defesa contra a abnegação e a entrega total ao Messias de Nazaré.

                Alguns indivíduos, que se consideram ousados e cépticos, não levam em consideração os acontecimentos que assolam o planeta, seja no que diz respeito às convulsões sísmicas, cada vez mais vigorosas e trágicas, seja no tocante às de natureza sociológica, econômico-financeira, psicológica, ético-moral aterrorizantes. Outros, mais tímidos, deixam-se seduzir por informações religiosas ortodoxas, amedrontados e inquietos ante a perspectiva do fim do mundo.

                Estabelecem-se datas compulsórias com certa leviandade, como se um cataclismo cósmico devesse ocorrer, com um caráter punitivo à sociedade que se tem distanciado de Deus, numa espécie de absurda vingança... Ignorando a extensão do amor de Nosso Pai, esperam o desencadear da Sua ira em processo de punição extrema, como se a vida ficasse encerrada no fenômeno da morte física.

                Felizmente, o fim do mundo de que falam as profecias refere-se àqueles de natureza moral, sem dúvida, com a ocorrência inevitável de sucessos trágicos, que arrebatarão comunidades, facultando a renovação social, que a ausência do amor não consegue lograr como seria de desejar... Esses fenômenos não se encontram programados para tal ou qual período, num fatalismo aterrador, mas para um largo período de transformações, adaptações, acontecimentos favoráveis à vigência da ordem e da solidariedade entre todos os seres.

                É compreensível, portanto, que a ocorrência mais grave esteja, de certo modo, a depender do livre-arbítrio das próprias criaturas humanas, cuja conduta poderá apressar ou retardar, ou mesmo modificar, a sua constituição, suavizando-a ou agravando-a...

                Com muita justeza alguém definiu o Universo como um grande pensamento, pois que tudo quanto nele existe vibra, reflete-se na sua estrutura, contribui para a sua preservação ou desordem.

Qualquer definição de período torna-se temerária, em razão dos acontecimentos de cada dia, responsáveis pelas funestas ocorrências.

Se as mentes humanas, ao invés do cultivo do egoísmo, da insensatez, da perversidade, emitirem ondas de bondade e de compaixão, de amor e de misericórdia, certamente alterar-se-ão os fenômenos programados para a grande mudança que já se vem operando.

As mais vigorosas convulsões planetárias tornam-se necessárias para que haja alteração para melhor no clima, na estabilidade relativa das grandes placas tectônicas, nas organizações sociais e comunitárias, com os recursos agrários e alimentícios naturais para manter no futuro as populações não mais esfaimadas nem miseráveis, como ocorre na atualidade...

Compreendendo-se a transitoriedade da experiência física, a psicosfera do planeta será muito diferente, porque as emissões do pensamento alterarão as faixas vibratórias atuais que contribuirão para a harmonia de todos, para o aproveitamento do tempo disponível, em preparação jubilosa para o enfrentamento da mudança que terá lugar para muitos mediante a desencarnação que os levará para outro campo da realidade.

O amor de Nosso Pai e a ternura de Jesus para com o Seu rebanho diminuirão a gravidade dos acontecimentos, mediante também a compaixão e a misericórdia, embora a severidade da lei de progresso.

Todos nos encontramos, desencarnados e encarnados, comprometidos com o programa da transição planetária para melhor. Por essa razão, todos devemos empenhar-nos no trabalho de transformação moral interior, envolvendo-nos em luz, de modo que nenhuma treva possa causar-nos transtorno ou levar-nos a dificultar a marcha da evolução.

Certamente, os espíritos ainda fixados nas paixões degradantes, em razão do seu primitivismo, sintonizarão com outras ondas vibratórias próprias a mundos inferiores, para eles transferindo-se por sintonia, onde se tornarão trabalhadores positivos pelos recursos que já possuem em relação a essas regiões mais atrasadas nas quais aprenderão as lições da humildade e do bem proceder. Tudo se encadeia nas leis divinas, nunca faltando recursos superiores para o desenvolvimento moral do espírito. Nesse imenso processo de transformação molecular até o instante da angelitude, há meios propiciatórios para o crescimento intelecto-moral, sem as graves injunções punitivas, nem os lamentáveis privilégios para alguns em detrimento dos outros.

Nesse sentido, as comunicações espirituais através da mediunidade representam uma valiosa contribuição aos viajantes carnais, por demonstrar-lhes a imortalidade, a justiça divina, os mecanismos de valorização da experiência na reencarnação e o imenso significado de cada momento existencial.

Ser-nos-á mais fácil estimulá-los ao aprendizado pelo amor do que através dos impositivos do sofrimento, convidando-os à reflexão e ao labor da caridade fraternal com que se enriquecerão, preparando-se para a libertação inevitável pela desencarnação, quando ocorrer.”

(...)

- Louvar e agradecer ao Senhor do Universo pela glória da vida que nos é concedida e suplicar-Lhe auxílio para sermos fiéis aos postulados do pensamento de Jesus, nosso Mestre e Guia, constituem deveres nossos em todos os momentos.

“Desse modo, os médiuns devotados, os divulgadores do bem em todas as esferas sociais, experimentarão o aguilhão da dificuldade, sofrerão o apodo e a incompreensão desenfreada que tem sido preservados pela invigilância.

Não seja de surpreender que os melhores sentimentos de todos aqueles que porfiam com Jesus sejam deturpados e transformados em instrumento de aflição para eles próprios.

O amor, quando autêntico, dá testemunho da sua fidelidade. Nos dias atuais, os cristãos legítimos ainda constituem reduzido grupo, fazendo lembrar o período das rudes provações durante os três primeiros séculos de divulgação da mensagem de Jesus no Império Romano.

Todos serão chamados aos sacrifícios, de alguma forma, a fim de demonstrarem a excelência dos conteúdos evangélicos, considerando-se, por um lado, as injunções pessoais que exigem reparação e a fidelidade que pede confirmação pelo exemplo. Que se não estranhem as dificuldades que se apresentam inesperadamente, causando, não poucas vezes, surpresa e angústia.

Toda adesão ao bem produz uma reação equivalente,  faz superada pelo espírito de abnegação.

Todos admiramos e emocionamo-nos quando tomamos conhecimento da grandeza dos mártires do passado, nada obstante, quando convocados ao prosseguimento do testemunho, nem sempre nos comportamos como seria de desejar. Por isso, o refugio da oração apresenta-se como o lugar seguro para reabastecer as forças e prosseguir com alegria.

As entidades que se comprazem na volúpia da vampirização das energias dos encarnados distraídos e insensatos, voltam-se, naturalmente, contra os emissários de Jesus onde se encontrem, gerando conflitos em sua volta e agredindo-os com ferocidade. Ao invés da tristeza e do desencanto que sempre tomam o lutador, ele deve voltar-se para a alegria do serviço, agradecendo aos Céus a oportunidade autoiluminativa, sem que nisso ocorra qualquer expressão de masoquismo.

Sem dúvida, numa fase de grandes mudanças, conforme vem sucedendo, as dores sempre se apresentam mais expressivas e volumosas, porque os velhos hábitos devem ceder lugar às novas injunções do progresso. É natural, portanto, que as forças geradoras da anarquia e do desar, sentindo-se combatidas em todas as fronteiras, invistam com os mecanismos de que dispõem, buscando manter as condições em que se expressam. É compreensível, portanto, que todos aqueles que se devotam aos valores humanos que dignificam, sejam considerados inimigos que devem ser combatidos.

Desse modo, constitui-nos uma honra qualquer sofrimento por amor ao ideal da verdade, à construção do mundo novo.

Que o discernimento superior possa assinalar-nos a todos, e que os mais valiosos recursos que se possuam, sejam colocados à disposição do Senhor da Vinha que segue à frente.”


Fonte: Livro Amanhecer de uma Nova Era, do espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Franco.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Post.173: MENSAGEM DE JESUS NO ANO 58 D.C. À PRIMEIROS CRISTÃOS

No livro Há Dois Mil Anos, o espírito Emmanuel, por meio de psicografia de Chico Xavier, nos faz conhecer uma mensagem de grandíssima beleza e significado, esta mensagem Jesus à transmitiu no Mundo Espiritual, quando cerca de 200 cristãos foram mortos no circo de Roma por leões africanos famintos, no ano de 58 d.C., quando Nero era imperador de Roma. Nisto depois de alguns dias do desencarne desses cristãos, Jesus teve um encontro com eles, e lhes transmitiu tal mensagem.
Pessoalmente, achei esta mensagem com magníficas informações Dadas por Jesus ainda no ano de 58 d.C., pois Ele transmitiu informações sobre o futuro da humanidade e do Planeta Terra. Prometendo o consolador para reviver a essência dos Seus ensinamentos que seriam perdidos durante a idade média, informou sobre a evolução do Planeta Terra, sobre os trabalhos para o mundo de regeneração, assim como as convulsões renovadoras, a seleção natural dos espíritos para o novo ciclo evolutivo do planeta com base nas Verdades do Consolador, ou seja, informações passadas aqueles primeiros Cristãos, mas que estamos vivenciando atualmente. Vejamos a mensagem abaixo:


- Vinde a mim, vós todos que semeastes, com lágrimas e sangue, na vinha celeste do meu reino de amor e verdade!...
"Nas moradas infinitas do Pai, há luz bastante para dissipar todas as trevas, consolar todas as dores, redimir todas as iniquidades...
"Glorificai-vos, pois, na sabedoria e no amor de Deus Todo-Poderoso, vós que já sacudistes o pó das sandálias miseráveis da carne, nos sacrifícios purificadores da Terra! Uma paz soberana vos aguarda, para sempre, no reino dilatado e sem fim, prometido pelas divinas aleluias da Boa Nova, porque não alimentastes outra aspiração no mundo, senão a de procurar o reino de Deus e de sua justiça.
"Entre a Manjedoura e o Calvário, tracei para as minhas ovelhas o eterno e luminoso caminho... O Evangelho floresce, agora, como a seara imortal e inesgotável das bênçãos divinas. Não descansemos, contudo, meus amados, porque tempo virá na Terra, em que todas as suas lições hão-de ser espezinhadas e esquecidas... Depois de longa era de sacrifícios para consolidar-se nas almas, a doutrina da redenção será chamada a esclarecer o governo transitório dos povos; mas o orgulho e a ambição, o despotismo e a crueldade hão-de reviver os abusos nefandos de sua liberdade! O culto antigo, com as suas ruínas pomposas, buscará restaurar os templos abomináveis do bezerro de ouro. Os preconceitos religiosos, as castas clericais e os falsos sacerdotes restabelecerão novamente o mercado das coisas sagradas, ofendendo o amor e a sabedoria de Nosso Pai, que acalma a onda minúscula no deserto do mar, como enxuga a mais recôndita lágrima da criatura, vertida no silêncio de suas orações ou na dolorosa serenidade de sua amargura indizível!...
"Soterrando o Evangelho na abominação dos lugares santos, os abusos religiosos não poderão, todavia, sepultar o clarão de minhas verdades, roubando-as ao coração dos homens de boa vontade!...
"Quando se verificar este eclipse da evolução de meus ensinamentos, nem por isso deixarei de amar intensamente o rebanho das minhas ovelhas tresmalhadas do aprisco!...
"Das esferas de luz que dominam todos os círculos das atividades terrestres, caminharei com os meus rebeldes tutelados, como outrora entre os corações impiedosos e empedernidos de Israel, que escolhi, um dia, para mensageiro das verdades divinas entre as tribos desgarradas da imensa família humana!...
"Em nome de Deus Todo-Poderoso, meu Pai e vosso Pai, regozijo-me aqui convosco, pelos galardões espirituais que conquistastes no meu reino de paz, com os vossos sacrifícios abençoados e com as vossas renúncias purificadoras! Numerosos missionários de minha doutrina ainda tombarão, exânimes, na arena da impiedade, mas hão-de constituir convosco a caravana apostólica, que nunca mais se dissolverá, amparando todos os trabalhadores que perseverarem até ao fim, no longo caminho da salvação das almas!...
"Quando a escuridão se fizer mais profunda nos corações da Terra, determinando a utilização de todos os progressos humanos para o extermínio, para a miséria e para a morte, derramarei minha luz sobre toda a carne e todos os que vibrarem com o meu reino e confiarem nas minhas promessas, ouvirão as nossas vozes e apelos santificadores!...
"Pela sabedoria e pela verdade, dentro das suaves revelações do Consolador, meu verbo se manifestará novamente no mundo, para as criaturas desnorteadas no caminho escabroso, através de vossas lições, que se perpetuarão nas páginas imensas dos séculos do porvir!...
"Sim! amados meus, porque o dia chegará no qual todas as mentiras humanas hão de ser confundidas pela claridade das revelações do céu. Um sopro poderoso de verdade e vida varrerá toda a Terra, que pagará, então, à evolução dos seus institutos, os mais pesados tributos de sofrimentos e de sangue... Exausto de receber os fluidos venenosos da ignomínia e da iniquidade de seus habitantes, o próprio planeta protestará contra a impenitência dos homens, rasgando as entranhas em dolorosos cataclismos. .. As impiedades terrestres formarão pesadas nuvens de dor que rebentarão, no instante oportuno, em tempestades de lágrimas na face escura da Terra e, então, das claridades da minha misericórdia, contemplarei meu rebanho desditoso e direi como os meus emissários: "Ó Jerusalém, Jerusalém?..."
"Mas Nosso Pai, que é a sagrada expressão de todo o amor e sabedoria, não quer se perca uma só de suas criaturas, transviadas nas tenebrosas sendas da impiedade!...
"Trabalharemos com amor, na oficina dos séculos porvindouros, reorganizaremos todos os elementos destruídos, examinaremos detidamente todas as ruínas buscando o material passível de novo aproveitamento e, quando as instituições terrestres reajustarem a sua vida na fraternidade e no bem, na paz e na justiça, depois da seleção natural dos Espíritos e dentro das convulsões renovadoras da vida planetária, organizaremos para o mundo um novo ciclo evolutivo, consolidando, com as divinas verdades do Consolador, os progressos definitivos do homem espiritual".


Fonte:  Livro Há Dois Mil Anos, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier – Segunda Parte, cap. VI.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Post. 172: O CONSOLADOR PROMETIDO POR JESUS

Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: – O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. – Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito. (S. JOÃO, 14:15 a 17 e 26.)

Jesus não falou tudo o que poderia ter nos dito. Ele não teve como transmitir tudo o que Ele poderia, pelo fato que a humanidade não estava pronta para entender certas verdades, nem moralmente, nem intelectualmente, nem cientificamente. Pois, o conhecimento para a compreensão de tais ensinamentos que Jesus não pode transmitir só seriam adquiridos com o tempo. Além de novos conhecimentos, só o tempo poderia completar seus ensinamentos no sentido de explicar e desenvolver as suas máximas, pois tudo o que Ele ensinou deixou na forma de germe, de semente, faltando apenas o amadurecimento do intelecto e da moral humana para aprender e compreender o sentido de seus ensinamentos.

O Mestre Jesus, conforme passagem do Evangelho acima, nos declara que seus ensinamentos estavam incompletos, por isso que já anunciava a vinda daquele que os deveria completar; previa também que se enganariam sobre suas palavras, que se desviariam de seus ensinamentos, ou seja, iriam desfazer tudo aquilo que Ele tinha construído, a essência dos seus ensinamentos seria perdida, por isso Jesus declarou que todas as coisas deveriam ser restabelecidas.

Além disso, Jesus também sabia da necessidade que o ser humano teria em buscar e ter consolação, podendo essa necessidade de consolação implicar na insuficiência da crença que iriam seguir. Consolação para as provações e expiações que iriam suportar no mundo material, em um planeta em estágio evolutivo de Provas e Expiações, necessidade de consolação para curar e prevenir doenças psíquicas, e os sentimentos tantas vezes tumultuados...

 Jesus nesta passagem do Evangelho foi muito claro, com um sentido altamente profético.

O Espiritismo é o Consolador prometido, por ser uma Doutrina que consola, e que está resgatando a essência dos ensinamentos de Jesus; explica os por quês da nossa existência, e assim nos faz entender as provações, as barreiras, as expiações que se apresenta na vida na matéria, a partir do momento em que compreendemos somos consolados, e consolados acima de tudo pela busca sincera de aprender as máximas do Cristo com total sinceridade e amor. Consolação que nos faz buscar nosso melhoramento...

Sabemos que o Espiritismo é a Terceira Revelação de Deus. E que a Doutrina Espírita não está centralizada em uma pessoa, e sim nos espíritos superiores que revelaram tais ensinamentos, com a permissão de Jesus, e tudo com base nas máximas do Cristo.

No Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, o capítulo 6 – item 3 e 4, fala sobre O Consolador Prometido:

4. Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha de vir mais tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo não dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, é que o que este disse foi esquecido ou mal compreendido.
O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos
para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores.
Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” Mas, como há de alguém sentir-se ditoso por sofrer, se não sabe por que sofre? O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Mostra o objetivo dos sofrimentos, apontando-os como crises salutares que produzem a cura e como meio de depuração que garante a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer e acha justo o sofrimento. Sabe que este lhe auxilia o adiantamento e o aceita sem murmurar, como o obreiro aceita o trabalho que lhe assegurará o salário. O Espiritismo lhe dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma. Dando-lhe a ver do alto as coisas, a importância das vicissitudes terrenas some-se no vasto e esplêndido horizonte que ele o faz descortinar, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem de ir até ao termo do caminho.      
Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.   


Para saber mais sobre as 3 revelações de Deus, leia a postagem: http://jardim-espirita.blogspot.com.br/2013/06/post48-tres-revelacoes-de-deus.html

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Post.171: QUEM É O ESPÍRITO DE VERDADE?

O Espírito de Verdade, também conhecido como Espírito da Verdade ou Espírito Verdade; é um dos participantes da Codificação Espírita nas obras de Allan Kardec; há diversas mensagens Lhe atribuídas nas Obras Básicas do Espiritismo, e Ele também orientava Kardec no trabalho da codificação. O Espírito de Verdade se apresentou a Kardec como sendo um espírito familiar, que iria o ajudar, e o orientar. Quando se fala em espírito familiar, podemos tomar como entendimento que seja um espírito que compartilha as mesmas idéias, sendo um espírito da família espiritual e não propriamente carnal.

A identidade do Espírito de Verdade nunca foi revelada. As hipóteses levantadas para a sua identidade são:
- Que seja o próprio Jesus, devido a forma como se expressa nas mensagens, e que teria  usado tal denominação para Se comunicar.
- Ou que seja uma falange, uma equipe de espíritos superiores, que reunidos com a permissão de Jesus desempenhariam missões atribuídas à Jesus, para firmarem os conceitos da codificação. Isto porque aprendemos com a Doutrina Espírita, que os espíritos elevados desempenham atividades em equipe.
- Ou que o Espírito de Verdade foi um ilustre filosofo da antiguidade, que não quis revelar a sua verdadeira identidade, pois provavelmente pelo fato que não traria aos conceitos da codificação nenhum proveito.

Jesus disse que: “Eu rogarei ao Pai e Ele vos enviará outro Consolador, para que fique eternamente convosco: o Espírito de Verdade.” Ora, Jesus fala que Rogaria a Deus para enviar a Terra o Espírito de Verdade. Nisto o Espírito tem que ser de Nível Superior, para ser porta-voz do Cristo, para dar continuidade a Sua Obra e assim está de acordo com suas idéias. 

Mas é de grande importância sabermos que, os Espíritos Superiores pouco estão preocupados com nomes, esta preocupação de personalismo é coisa de espíritos atrasados (tanto encarnado como desencarnado), em que valorizam muito  nomes e personalidades, então esta importância dada a personalismo tem que ser transcendida, ultrapassada, temos que nos elevar acima destas idéias materialistas, pois o que importa são as orientações elevadas que este Espírito de Verdade nos transmitiu por meio da codificação de Allan Kardec.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Post.170: FLAGELOS DESTRUIDORES

O objetivo dos flagelos destruidores é fazer a humanidade avançar mais depressa. A destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos, que adquirem, a cada nova existência, um novo grau de perfeição. É preciso ver o fim para poder apreciar os resultados. Esses transtornos são, frequentemente, necessários  para fazer alcançar, mais prontamente, uma ordem melhor de coisas, em alguns anos o que exigiria séculos.

Deus emprega todos os dias outros meios sem ser os flagelos destruidores para aprimorar a humanidade, visto que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É que o homem não aproveita; é preciso o homem ser tocado no seu orgulho e fazê-lo sentir sua fraqueza.


Durante a vida, o homem relaciona tudo com o seu corpo, mas, depois da morte, ele pensa de outra forma, pois a vida do corpo é pouca coisa. Um século no mundo material é um relâmpago na eternidade. Portanto, os sofrimentos de alguns meses ou alguns dias, não são nada, apenas um ensinamento para nós, e que nos servirá no futuro. O mundo espiritual é o mundo real, preexistente e sobrevivente a tudo, são os filhos de Deus e o objeto de toda a sua solicitude; os corpos físicos são apenas os trajes com os quais eles aparecem no mundo material. Nas grandes calamidades que dizimam os homens, é como um exército que, durante a guerra, vê seus trajes usados, rasgados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com suas vestes.

Mas as vítimas desses flagelos não são menos vítimas?
Se considerarmos a vida por aquilo que ela é, e o pouco que é com relação ao infinito, se atribuiria menos importância a isso. Essas vítimas encontrarão, em uma outra existência, uma larga compensação aos seus sofrimentos, se elas sabem suportá-los sem murmurar.

Que chegue a morte por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se pode escapar a ela quando soa a hora de partida: a única diferença é que com isso, nos desencarnes por flagelo, parte um maior número de uma vez.
Se pudéssemos nos elevar, pelo pensamento, de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la inteiramente, esses flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais que tempestades passageiras no destino do mundo.

Os flagelos destruidores tem uma utilidade, sob o ponto de vista físico, pois eles mudam, algumas vezes, o estado de uma região; mas o bem que disso resulta não é, frequentemente, percebido senão pelas gerações futuras.

Os flagelos são provas que fornecem ao homem a ocasião de exercitar sua inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação à vontade de Deus, e o orientam para demonstrar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se ele não está mais dominado pelo egoísmo.


O homem pode evitar os flagelos por uma parte, mas não como se pensa, geralmente. Muitos flagelos são o resultado da imprevidência do homem; à medida que o homem adquire conhecimentos e experiência, pode evitá-los, quer dizer, preveni-los, se sabe procurar-lhes as causas. Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os gerais que estão nos desígnios da Providência, e dos quais cada indivíduo recebe mais ou menos, a repercussão.  A estes o homem não pode opor senão a resignação à vontade de Deus e, ainda, esses males são agravados, frequentemente, pela sua negligência.

Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, é preciso incluir na primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não encontrou na ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e na irrigação, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar, ou pelo menos atenuar, os desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão preservadas hoje? Que não fará, portanto, o homem por seu bem-estar material quando souber aproveitar todos os recursos de sua inteligência e quando ao cuidado de sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade por seus semelhantes?


Fonte: O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Cap.VI, questões 737 à 741.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Post.169: DESENCARNE COLETIVO

Os espíritos ao reencarnarem unem-se em grupos, em famílias e em situações com os quais possuem necessidades e provas a partilharem, em que eles mesmos deram origem em outras vidas. Então estes espíritos se unem tanto no erguimento de obras para o bem, para o progresso, como em situações de flagelos e de sofrimentos levando às chamadas mortes coletivas. Por trás das mortes coletivas tem todo um conjunto de razões que está de acordo com as leis de Deus; que são justas, perfeitas e misericordiosa. É a Lei da Ação e Reação. Então, as mortes coletivas acontecem por causa de dívidas contraídas no passado, sendo este tipo de morte o meio para se pagar determinados tipos de dívidas, contraídas em vidas passadas.


Joanna de Ângelis nos informa alguns crimes contra a humanidade que são justificados num flagelo destruidor, incluindo: “Comparsas de hediondas chacinas, grupos de vândalos; malta de inveterados agressores; corsários e marinhagens desvairados; soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora; incendiários contumazes de lares e celeiros; cúmplices e seviciadores de vítimas inermes; pesquisadores e cientistas impenitentes; legisladores sádicos e injustos; conquistadores arbitrários, carniceiros; mentes vinculadas entre si pelo ódio, ciúme e inveja que incendeiam paixões.” Ou seja, esses são criminosos que “reunidos em vidas futuras, atravessando os portais da Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram, escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente... a fim de se reajustarem no concerto Cósmico da Vida...”


Precisamos entender que o ser humano está sob três aspectos, que são: indivíduo; membro da família; e cidadão. Sob cada um desses três aspectos pode ser criminoso ou virtuoso; por isso existem as faltas do indivíduo, da família e da nação. Qualquer aspecto deste em que o ser humano esteja em falta, as dívidas são reparadas com a Lei da Ação e Reação. Esta mesma Lei age sobre o indivíduo, sobre a família, sobre as nações, raças, enfim, o conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.

Os erros praticados em conjunto, são reparados de uma forma solidária, coletiva, ou seja, os mesmos espíritos que erram juntos reúnem-se para reparar suas faltas. Aqueles que em coletividade desrespeitaram as leis universais, se encontram em determinada reencarnação para pagarem os crimes realizados. Esse reencontro se dar pela lei de afinidade para pagar por aqueles crimes, delitos terríveis que cometeram, quitando suas dívidas por meio de fenômenos naturais como maremotos, terremotos, ou tragédias como acidentes de avião, incêndios, ou epidemias; ou guerras...

Emmanuel nos informa que as comoções geológicas não são simples acidentes da natureza, uma vez que o mundo não está sob a direção de forças cegas. E Emmanuel ainda esclarece que, as comoções geológicas são instrumentos de provações coletivas, ríspidas e penosas. A multidão resgata igualmente os seus crimes e cada elemento integrante da mesma quita-se do passado em relação aos débitos pessoais.


E Joanna de Ângelis no livro Após a Tempestade, nos informa que: “Esses flagelos destruidores tem objetivos saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem elimina e aspira em continua intoxicação.” Compreendemos que a atmosfera se compõe também das energias emitidas pelos espíritos encarnados e que precisa periodicamente ser renovada. Eventos de catástrofes produzem uma energia diferente e compensadora que é a que emana da solidariedade que costuma ser vista em momentos assim.

A misericórdia Divina é tão inenarrável, que aqueles que se dedicam ao bem, à caridade, ao amor ao próximo, podem mudar a forma de pagamento de sua dívida. Está neste grupo aqueles que escaparam por pouco, por sorte, dos resgate coletivos.

A reparação dos débitos se dá porque a alma, quando volta para o mundo dos espíritos, conscientiza-se da responsabilidade própria, faz o levantamento dos seus débitos passados e, por isso mesmo, roga os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente, e se libertar de tais faltas. Os seja, os erros coletivos exigem reparação coletivas conforme os padrões da Justiça Divina, é uma reparação pedagógica. 


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Post.168: O EXERCÍCIO DE PERSEVERANÇA DE CHICO XAVIER


Em meados de 1932, o “Centro Espírita Luiz Gonzaga” estava reduzido a um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Carmen Pena Perácio, José Xavier, d. Geni Pena Xavier e Chico Xavier.

Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhores, desapareciam como por encanto. Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos da vida familiar. O grupo ficou limitado a três companheiros. D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar com apenas os dois irmãos. José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento. Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a frequencia ao grupo, pelo menos, por alguns meses.

Vendo-se sozinho, o médium também quis ausentar-se.

Mas, na primeira noite, em que se achou a sós no centro, sem saber como agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse:

- Você não pode afastar-se. Prossigamos em serviço.
Chico falou: - Continuar como? Não temos frequentadores... 
Emmanuel prosseguiu: - E nós? Nós também precisamos ouvir o Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo. Abra a reunião na hora regulamentar, estudemos juntos a lição do Senhor, e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho.

Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o pequeno salão do Centro Espírita Luiz Gonzaga e fazia a prece de abertura, às oito da noite em ponto. Em seguida, abria o “Evangelho Segundo o Espiritismo”, ao acaso e lia essa ou aquela instrução, comentando-a em voz alta. Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez. Via e ouvia dezenas de espíritos desencarnados e sofredores que iam até o grupo, à procura de paz e refazimento. Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta de Emmanuel. Para os encarnados, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho...

E essas reuniões de Chico Xavier a sós com os desencarnados, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, de portas abertas, se repetiam todas as noites de segunda a sexta feira.