Translate

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

OS ENSINAMENTOS DE MESTRE JESUS

         O Natal convida-nos a pensar na vida extraordinária de Jesus; na Sua Doutrina de Amor. De passarmos alguns acontecimentos de Sua Vida e ensinamentos para nossa reflexão. Jesus  nos deixou mensagens vivas, como: na manjedoura singela, o da humildade; em toda a vida, o do amor ao próximo, curando enfermidades do corpo e da alma, ensinando as Leis de Deus; no alto da cruz, o do perdão e da submissão aos desígnios do Pai. E tantas outras!


Como, mensagens ora de esperança:
  •          “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” ;
  •          “Tende bom ânimo.”;
  •          “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem a mim (...) haverá um rebanho e um pastor.” ;
  •          “(...) não vos inquieteis com o dia de amanhã (...)”;
  •         “(...) eu não vim para julgar o mundo, e, sim, para salvá-lo.”;
  •          “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”


Ora mensagens de consolo:
  •          “Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados.”;
  •          “Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei.”


Ora mensagens de advertência:
  •          “Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho?... Tirai primeiro a trave do vosso olho (...);
  •      “Não julgueis, a fim de não serdes julgados (...) “;
  •         “Não julgueis segundo a aparência, e sim, pela reta justiça.”
  •        “Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! Entrarão no reino dos céus; apenas entrará aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”;
  •        “Meus Bem-Amados, não creiais em qualquer espírito; experimentai se os espíritos são de Deus, porquanto muitos falsos profetas se tem levantado no mundo.”


        Educador incomparável, em inúmeras oportunidades ensinando-nos a viver, a conhecer as Leis de Deus, para que aprendamos a evoluir conscientemente, com a reta conduta moral:
  •           “Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.”
  •          “Se me amais, guardai os meus mandamentos...”
  •          “Bem-aventurados os pobres de espíritos, pois que deles é o reio dos céus (...) os que tem puro o coração, porquanto verão a Deus (...) os que são brandos, porque possuirão a Terra (...) os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus (...) os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia.”
  •          “Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto todos estais a caminho (...).”
  •          “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra (...) mas ajuntai para vós outros tesouros no céu (...) porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”
  •         “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os vossos olhos forem bons, todo o vosso corpo será luminoso.”
  •        “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.”  
  •       “(...) conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
  •       “(...) não resistais ao mal que vos queiram fazer (...) se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra (...) se alguém quiser pleitar contra vos, para vos tomar a túnica, também lhe entregueis o manto (...) se alguém obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil.”
  •       “Daí aquele que vos pedir e não repilais aquele que vos queira tomar emprestado.”
  •         “Quando derdes esmola, não saiba a vossa Mão esquerda o que faz a vossa mão direita.”
  •        “Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente que construiu sobre a rocha a sua casa.”
  •        “Não são os que gozam saúde que precisam de médico.”
  •      “Pedi e vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá (...).”
  •     “Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curais os leprosos, expulsai os demônios. Daí gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido.”
  •         “Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto. E vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa.”
  •         “Não cuideis de pedir muito nos vossas preces (...) porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais.”
  •         “Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei.”


        Jesus fala-nos do amor a Deus e ao próximo:
  •       “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito, este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. – toda a lei e os profetas se acham nesses dois mandamentos.”
  •      “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.”
  •      “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus (...).”
  •  "Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá?(...).”


       E ensina-nos a Regra Áurea:
  •          “Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas.”


      Allan Kardec, no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. XV, item 3. De forma inspirada afirma sobre Jesus: “Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. (...) humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, Ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.”

       E, Kardec ao comentar a questão 625 de “O Livro dos Espíritos”, afirma: “(...) Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. (...) e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor (...)”.

       Jesus, Mestre por excelência; sábio, tolerante e bom – veio para nos ensinar a conhecer, amar e a observar as Leis de Deus. A essência de Sua mensagem é o Amor, a compaixão. Consciente de sua missão, de suas responsabilidades, afirma, categoricamente: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João, 14-6)



Fonte de inspiração: Revista Reformador, Dezembro de 1998.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

AJUDAR O SEMELHANTE

       
        O espírito, que ama com uma certa profundidade espiritual, é como o adamo de toda a ciência e diretriz de todas as filosofias. O contexto desta página visa despertar, em cada coração, o modo pelo qual pode, cada um em particular, canalizar os seus esforços em benefício dos seus semelhantes, coadjuvando assim o seu irmão, que segue paralelo na evolução espiritual.
        Quando, ao passardes por algum caminho, encontrardes alguém chorando, faminto ou nu, sedento ou desesperado, não vos façais de surdo. Eis a vossa oportunidade de servir. Procurai ser útil. Fazei removerem-se os pensamentos negativos das criaturas, pelo que já aprendestes com o Cristo. Comunicai, como puderdes, pelas vias do coração e pelas linhas do sentimento, e despertai a alegria, juntamente com ideias sadias, fazendo ver que todos nós somos peças da engrenagem divina, irmãos e filhos do mesmo Deus.

       Ajudar o semelhante é muito importante na vida do cristão. Sem que isso se processe, a consciência não nos libera e continuamos encarcerados pela melancolia, pela incerteza, pela dor e pela ignorância, em plena atividade. Quem ajuda, aprende e é ajudado. Quem serve, instrui e é servido. Quem auxilia, se enriquece e é auxiliado.

      As ideias conexas, no serviço do amor, prelibam um mundo novo para a coletividade e abrem vantagens grandiosas na evolução individual. Nunca deixeis de ajudar a quem quer que seja. As sensações de quem presta assistência são bem maiores que as de quem recebe, pois é a caridade vibrando na plenitude do coração. A vida consiste em trocas de valores morais, espirituais e materiais.

      Somos intermediários e é bom que sejamos canais por onde somente passe o bem ideal supremo do espírito puro.

      Todos os grandes homens na Terra deram-se a reconhecer pelo traço de fraternidade deixada por onde passaram, pelo amor à humanidade, pela ajuda desinteressada a quem quer que fosse. O orgulho e o egoísmo são árvores alimentadas por espíritos inferiores, e não são encontrados em almas de escol. A depressão consciencial é motivada pela ausência de amor, mas amor daquele que não julga, que não desmerece, que não se ensoberbece, que não maltrata, que não fere, que não humilha. Quem fala que ama e não compreende a ignorância alheia está confundido, porque, pelo gesto, exige algo em troca. Quem fala que ama e não perdoa algumas ofensas dos semelhantes, por certo ainda está ligado à vingança. Quem fala que ama e ainda persegue aquele que não comunga com as suas ideias, deixou escondido, nas dobras da caridade, o orgulho e a vaidade que toldam os valores imortais da benevolência. Quem abre os braços, como o Cristo, para ajudar em nome de Deus, deve ser humilde. Que não imponha suas ideias, que não oprima, que não maltrate, e que respeite os seus semelhantes na posição que eles ocupam na escala evolutiva da Terra.

         Em muitos casos, ajudar é silenciar. Para usar o verbo em favor dos outros, é preciso que ele seja domesticado e que sua música perca o poder de ferir. Ao contrário, seja como melodia clássica, que eleva, que inspira, que arrebata a alma às regiões inacessíveis do amor.

       O impulso de ajudar no ser humano é propensão ingênita, pois constitui harmonia do Criador em todas as coisas que fez, principalmente no explodir da razão e no alvorecer, dos sentimentos. O advento do Cristo na Terra deu nascimento à grande esperança de que o amor não é fantasia dos santos, de que a vida do espírito é imortal, de que existe a felicidade. Eis porque arregimentamos todas as forças ao nosso alcance para servir, ajudar ao semelhante. É o nosso lema, com Jesus, em todas as direções que a vida nos convida.


Pelo Espírito Miramez
Psicografia de João Nunes Maia



Livro Fonte: Horizontes da Mente


sábado, 25 de novembro de 2017

TODAS AS COLÔNIAS ESPIRITUAIS SÃO COMO A DO NOSSO LAR?


       No livro Nosso Lar, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier. Recebemos a informação que, as colônias espirituais não são iguais em suas organizações, e sim há um processo de aperfeiçoamentos e trocas de experiências entre colônias e planos mais elevados. No capitulo 11, André Luiz faz a seguinte pergunta a Lísias, seu enfermeiro amigo:

      - Lísias, amigo, poderá informar-me se todas as colônias espirituais são idênticas a esta? Os mesmos processos e as mesmas características?

       A resposta de Lísias foi a seguinte:

      - De modo algum. Se nas esferas materiais, cada região e cada estabelecimento revelam traços peculiares, imagine a multiplicidade de condições em nossos planos. Aqui, tal como na Terra, as criaturas se identificam pelas fontes comuns de origem e pela grandeza dos fins que devem atingir, mas importa considerar que cada colônia, como cada entidade, permanece em degraus diferentes na grande ascensão. Todas as experiências de grupo diversificam-se entre si e Nosso Lar constitui uma experiência coletiva dessa natureza. Segundo nossos   arquivos, muitas vezes os que nos antecederam buscaram inspiração nos trabalhos de abnegados trabalhadores de outras esferas; em compensação, outros agrupamentos buscam o nosso concurso para outras colônias em formação. Cada organização, todavia, apresenta particularidades essenciais. 


Fonte: Nosso Lar. Pelo Espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier. Capitulo 11. 


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

OBSERVAI OS PÁSSAROS DO CÉU

        Não ajunteis tesouros na Terra, onde a ferrugem e os vermes os corroem, onde os ladrões os desenterram e roubam; mas formai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os corroem; porque onde estão vosso tesouro, aí também está o vosso coração.

       Por isso eu vos digo: não vos inquieteis por saber onde achareis do que comer para o sustento da vossa vida, nem de onde tirareis roupa para cobrir o vosso corpo; a vida não é mais do que o alimento, e o corpo mais do que a roupa?

       Observai os pássaros do céu: eles não semeiam e não colhem, e não amontoam nada nos celeiros, mas vosso Pai Celestial os alimenta; não sois muito mais do que eles? E quem é, dentre vós, aquele que pode, com todos os seus cuidados, aumentar à sua estatura a altura de um côvado?

      Por que também vos inquietais pela roupa? Observai como crescem os lírios dos
campos; eles não trabalham e não fiam; e, entretanto, eu vos declaro que Salomão, mesmo em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Se, pois, Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que hoje existe e que amanhã será lançada no fogo, quanto mais cuidado terá em vos vestir, oh homens de pouca fé!

      Não vos inquieteis, pois, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou de que nos vestiremos? Como fazem os pagãos que procuram todas essas coisas; porque vosso Pai sabe que delas tendes necessidade.

      Procurai, pois, primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo. Por isso, não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta o seu mal. (São Mateus, cap. VI, v. de 19 a 21 e 25 a 34).


      Estas palavras, tomadas ao pé da letra, seriam a negação de toda previdência, de todo trabalho e, por conseguinte, de todo progresso. Com semelhante princípio, o homem se reduziria a uma passividade expectante; suas forças físicas e intelectuais estariam inativas; se tal tivesse sido a sua condição normal na Terra, não teria jamais saído do estado primitivo, e se dela fizesse a sua lei atual, não teria mais senão viver sem nada fazer. Tal não pode ter sido o pensamento de Jesus, porque estaria em contradição com o que disse em outro lugar, e mesmo com as leis da Natureza. Deus criou o homem sem roupa e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los.

      Não se deve, pois, ver nessas palavras senão uma poética alegoria da Providência, que não abandona jamais aqueles que colocam nela sua confiança, mas quer que trabalhem de seu lado. Se ela não vem sempre em sua ajuda por um socorro material, inspira as ideias com as quais se acham os meios de se livrar da dificuldade.

     Deus conhece as nossas necessidades, e as provê segundo o necessário; mas o homem, insaciável em seus desejos, não sabe sempre se contentar com o que tem; o necessário não lhe basta, lhe é preciso o supérfluo; é então que a Providência o deixa entregue a si mesmo; frequentemente, é infeliz por sua culpa e por ter desconhecido a voz que o advertia na sua consciência, e Deus o deixa sofrer as consequências, a fim de que isso lhe sirva de lição para o futuro.

     A Terra produzirá bastante para alimentar todos os seus habitantes, quando os homens souberem administrar os bens que ela dá, segundo as leis de justiça, de caridade e de amor ao próximo; quando a fraternidade reinar entre os diversos povos, como entre as províncias de um mesmo império, o supérfluo momentâneo de um suprirá à insuficiência momentânea do outro, e cada um terá o necessário. O rico, então, se considerará coo um homem que tem uma grande quantidade de sementes; se as espalha, elas produzirão ao cêntuplo para ele e para os outros; mas se come essas sementes sozinhos, e as esbanja deixando perder-se o excesso daquilo que comer, não produzirão nada, e não bastarão para todo o mundo; se as guarda em seu celeiro, os vermes as comerão; por isso Jesus disse: Não ajunteis tesouros na Terra, que são perecíveis, mas formai tesouros no céu, porque são eternos. Em outros ermos, não ligueis, aos bens materiais, mais importância do que aos bens espirituais, e sabei sacrificar os primeiros em proveito dos segundos. 

     Não é com as leis que se decreta a caridade e a fraternidade; se elas não estão no coração, o egoísmo as sufocará sempre; fazê-las nele penetrar é a tarefa do Espiritismo.


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. XXV – Buscai e Achareis.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

AMADURECIMENTO PSICOLÓGICO

         

        O relacionamento interpessoal revela o comportamento dos indivíduos em função de si e dos outros. Nos primeiros tentames oculta a realidade, na grande preocupação da aparência.

        À medida que estreita os vínculos, a postura de guarda cede lugar ao relaxamento emocional e, a pouco e pouco, a máscara cai. Esse fenômeno é resultado da aproximação que o tempo proporciona à relação. Nas pessoas realizadas, saudáveis, a conduta permanece sem surpresas, porque há uma interação da sua vivência interior com a exterior, verdadeiro amadurecimento psicológico.

       Após o autoconhecimento,que propicia a auto-aceitação, explora-se o exterior,abrindo-se a experiências, a vivências novas e enriquecedoras. Alinha do equilíbrio demarca a personalidade, sem excentricidades nem bruscas mudanças como ocorre entre a exaltação e a depressão.

       Quem assim age encontra-se plenificado, irradiando esse estado de conquista como pessoa humana. No comportamento alternado, em que o júbilo e a tristeza, a confiança e a suspeita, o amor e a animosidade se confundem, o auto descobrimento e a imaturidade programam estados de instabilidade, de desdita, conduzindo a enfermidades emocionais que são somatizadas, reaparecendo na área orgânica com caráter destruidor.

       Tais reflexos, no relacionamento, geram desequilíbrios que se agravam, na razão direta que se fazem desastrosos, empurrando suas vítimas para estados obsessivos-compulsivos ou depressivos. Na tua ânsia de crescimento, experimenta a tua realidade íntima em confronto com a externa. Não te permitas perturbar pelos indivíduos reagentes, que se encontram de mal com eles próprios e vomitam mau humor contra os demais. Permanece cortês, para que não seja o seu estado bilioso a dizer como te comportares. Por tua vez, não te transformes em personalidade reatora, aquela que está sempre reagindo, quando poderia e deveria agir.

       A tua ação e reação traduzem como és interiormente, bem como sentes e vês em realidade o que se passa em teu mundo íntimo. Assim, não desperdices energias mascarando-te, antes aplica-as em contínuo trabalho de autoaprimoramento, de crescimento interior até exteriorizares as conquistas em simpatia, cordialidade e amor. Qualquer pretensão de modificar o mundo e fazê-lo girar como te aprouver é alucinação. Porém, se te dedicares à transformação íntima, que reflita em alteração de outros comportamentos para melhor, lograrás alcançar a verdadeira meta do amadurecimento psicológico.

       Com esse aprofundamento no eu espiritual, a saúde plena será tua amiga na grande proposta que te leva em busca de realização pessoal e humana. Jesus nunca se amesquinhou diante dos falsamente poderosos ou de classe e economia mais expressivas. Tampouco se tornou prepotente diante dos fracos e sofredores. A linha de equilíbrio entre o Seu interior e o exterior, demonstrou a Sua superioridade moral, espiritual e intelectual, que O torna Modelo sob todos os aspectos para todos nós, exemplo de perfeita maturidade psicológica, porque plenificadora.

Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco.





Livro: Momentos de Saúde - Joanna de Angelis / Divaldo Franco

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

CULPA E CONSCIÊNCIA


       "A culpa surge como forma de catarse necessária para a libertação de conflitos. Encontra-se insculpida nos alicerces do espírito e manifesta-se em expressão consciente ou através de complexos mecanismos de auto-punição inconsciente.

       Suas raízes podem estar fixadas no pretérito - erros e crimes ocultos que não foram justiçados - ou em passado próximo, nas ações da extravagância e da delinquência.

      Geradora de graves distúrbios, a culpa deve ser liberada a fim de que os seus danos desapareçam.

      A existência terrena é toda uma oportunidade para enriquecimento contínuo. Cada instante é ensejo de nova ação propiciadora de crescimento, de conhecimento, de conquista.

      Saber utilizá-lo é desafio para a criatura que anela pela evolução espiritual.

      Águas passadas não movem moinhos - afirma o brocardo popular, com sabedoria -.

      As lembranças negativas entorpecem o entusiasmo para as ações edificantes, únicas
portadoras de esperança para a liberação da culpa.

      Desse modo, quem se detém nas sombrias paisagens da culpa ainda não descobriu a consciência da própria responsabilidade perante a vida, negando-se à benção da libertação.

      Sai da forma do arrependimento e age de maneira correta, edificante.

      Reabilita-te do erro através de ações novas que representam o teu atual estado de alma.

      A soma das tuas ações positivas quitará o débito moral que contraíste perante a Divina Consciência, porquanto o importante não é a quem se faz o bem ou o mal, e sim, a ação em si  mesma em relação à harmonia universal.

     A culpa deve ser superada mediante ações positivas, reabilitadoras, que resultarão dos pensamentos íntimos enobrecedores."


Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco.



Fonte: livro Momentos de Meditação.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A PACIÊNCIA


        A dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes, mas bendizei, ao contrário, o Deus Todo-Poderoso que vos marcou pelador neste mundo para a glória no céu.

        Sede pacientes; a paciência é também uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres, é a mais fácil das caridades; mas há uma bem mais penosa e, consequentemente, mais meritória: perdoar àqueles que Deus colocou sobre nosso caminho para serem os instrumentos dos nossos sofrimentos e colocar a nossa paciência à prova.

        A vida é difícil, eu o sei; ela se compõe de mil nadas que são picadas de alfinetes que acabam por ferir; mas é preciso considerar os deveres que nos são impostos, as consolações e as compensações que temos por outro lado, e, então, veremos que as bênçãos são mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado quando se olha para o alto, do que quando se curva a fronte para o chão.

       Coragem, amigos, o cristo é o vosso modelo; ele sofreu mais do que qualquer de vós e não tinha nada a se censurar, enquanto que vós tendes vosso passado a expiar e vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos, essa palavra encerra tudo. (UM ESPÍRITO AMIGO, Havre, 1862).



Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. IX – item 7. 


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

COMO PODEMOS APRECIAR A LIBERDADE DO ESPÍRITO DURANTE O SONO?

         Nas questões 400 e 401 de O Livro do Espíritos, de Allan Kardec, os espíritos superiores nos informa que: o espírito encarnado aspira sem cessar à sua libertação, e quanto mais o envoltório é grosseiro, mais deseja estar dele desembaraçado. Durante o sono a alma não repousa com o corpo físico, pois o espírito jamais está inativo. Durante o sono, os laços que o unem ao corpo se relaxam, e o corpo não necessita do espírito. Então o espírito percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros espíritos.


         É na pergunta 402 que Allan Kardec indagou aos espíritos superiores sobre, como podemos apreciar a liberdade do espírito durante o sono? E a resposta foi a seguinte:

         Pelos sonhos. Crede, enquanto o corpo repousa, o espírito dispõe de mais faculdades do que na vigília. Tem o conhecimento do passado e, algumas vezes, previsão do futuro. Adquire maior energia e pode entrar em comunicação com os outros espíritos, seja neste mundo, seja em outro. Muitas vezes, dizes: tive um sonho bizarro, um sonho horrível, mas que não tem nada de verossímil; enganaste, é frequentemente  uma lembrança dos lugares e das coisas que viste e veras em uma outra existência ou em um outro momento. Estando o corpo entorpecido, o espírito esforça-se por quebrar seus grilhões, procurando no passado e no futuro.

        Pobres homens, que pouco conheceis os fenômenos mais simples da vida! Acreditai-vos sábios e vos embaraçais com as coisas mais vulgares. Ficais perturbados a esta pergunta de todas as crianças: que fazemos quando dormimos, e que é o sonho?

        O sonho liberta, em parte a alma do corpo. Quando se dorme, se está, momentaneamente, no estado em que o homem se encontra, de maneira fixa, depois da morte. espíritos que se desligam logo da matéria, em sua morte tiveram sonhos inteligentes; estes, quando dormem, reúnem-se à sociedade de outros seres superiores a eles. Com eles, viajam, conversam e se instruem, trabalhando mesmo em obras que encontram prontas quando morrem. Isto deve vos ensinar, uma vez mais, a não temer a morte, pois que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo. Isso para os espíritos elevados. Todavia, a massa dos homens que, na morte deve ficar longas horas em perturbação, nessa incerteza da qual vos falaram, esses vão, seja para mundos inferiores à Terra, onde velhas afeiçoes os evocam, seja a procurar os prazeres que podem ser mais vis, mais ignóbeis, mais nocivos que as que professam em vosso meio. O que gera a simpatia sobre a Terra não é outra coisa que o fato de se sentirem ao despertar, ligados pelo coração, aqueles com quem vieram de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer. Isso explica também as antipatias invencíveis, pois sabem no fundo do seu coração que essas pessoas de lá tem uma consciência diversa da nossa e a conhecem sem as ter visto jamais com os olhos. Explica, ainda, a indiferença, visto que não se deseja fazer novos amigos quando a gente sabe que existem outras pessoas que nos amam e nos querem. Em uma palavra, o sono influi mais do que pensais sobre vossa vida.

        Pelo efeito do sono, os espíritos encarnados estão sempre em relacionamento com o mundo dos espíritos, e é isso que faz com que os espíritos superiores consintam, sem demasiada repulsa, em encarnarem entre vós. Quis Deus que durante o seu contato com o vício eles possam ir se renovar nas fontes do bem, para não falirem, eles que vem instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu até seus amigos do céu. É o recreio depois do trabalho, enquanto esperam a grande libertação, a libertação final que deve devolvê-los ao seu verdadeiro meio.

        O sonho é a lembrança do que vosso espírito viu durante o sono. Notai, porém, que não sonhais sempre porque não recordais sempre do que vistes, ou de tudo o que vistes. Vossa alma não está em pleno desdobramento. Não é, muitas vezes, senão a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa volta, à qual se junta a do que fizestes ou do que vos preocupou no estado de vigília. Sem isso, como explicareis esses sonhos absurdos que tem os sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e pusilânimes.

        De resto, vereis dentro em pouco se desenrolar outra espécie de sonho, tão velha quanto a que conheceis, mas vós a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacob, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos. Esse sonho é a lembrança da alma, inteiramente desligada do corpo, a lembrança dessa segunda vista de que sempre vos falo.

        Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos naqueles dos quais vos lembrais; sem isso, caireis em contradição e nos erros que serão funestos à vossa fé.   

         Em nota a esta questão Allan Kardec escreveu o seguinte:
Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais distantes, ou que jamais se viu e, algumas vezes, mesmo a outros mundos, assim como a lembrança que traz à memória os acontecimentos ocorridos na existência presente ou nas existências anteriores; a estranheza de imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas de coisas do mundo atual, foram esses conjuntos bizarros e confusos que parecem não ter nem sentido, nem ligação.

       A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Tal seria uma narração à qual se tenha truncado frases ao acaso, ou parte de frases; os fragmentos restantes reunidos perderiam toda significação razoável.



Fonte: O Livro dos Espíritos, Allan Kardec. Questões 400 à 402. 


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

VOLTARÁS AMANHÃ


Não repouses na gleba de possibilidades que o Divino Amor te confiou ao coração da Terra.

Voltarás amanhã para colher o que hoje semeias. 

Ninguém te pede milagres de santidade num dia. 

A árvore vigorosa não cresceu de improviso.

A cidade em que renasceste não se levantou de repente. 

Tudo se desenvolve, minuto a minuto... 

A vida impõe-te “agora” as consequências do “antes”. 

Somos hoje no espaço e no tempo, a projeção do que fomos... 

Se a dor é a tua mestra constante, agradece-lhe o serviço e aprende a lição. Ela é o recurso invisível com que a Bondade do Senhor te arrebata ao labirinto das sombras de ti mesmo. 

Se recebeste alguma facilidade para atravessar, com êxito, a escura região terrestre, não te confies à preguiça ou à vaidade, para que o sofrimento não seja convidado a desintegrar a gelada neblina em que te sepultarás sem perceber. 

Não te esqueças.

A oportunidade passa, mas a luta adiada volta sempre. 

Amanhã reencontrar-te-ás contigo mesmo, na paisagem que o mundo te oferece, nos ideais que esposas, nos trabalhos confiados à tua mão ou na pessoa do próximo que honras ou menosprezas... 

Cumpramos, agora, os nossos iluminados deveres à face da Lei. Convertamos nossa experiência pessoal em serviço a todos, transformando as horas, que Deus nos empresta, em bênçãos de utilidade, beleza, graça e harmonia e o futuro constituir-se-á para nossa alma em abençoado e celeste caminho de ascensão.

Não critiques destruindo.

Não julgues o mal por mal.

Não firas a ninguém. 

Não revides os golpes da sombra para que te não demores nas malhas da treva. 

Não retribuas ofensa por ofensa, amargura por amargura, incompreensão por incompreensão. 

Ama, auxilia e passa, e, quando regressares à Terra, amanhã, o mundo receberá teus pés, em chuva de bênçãos. 




Pelo espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Candido Xavier.



Fonte: Do livro Instrumentos do Tempo. Psicografia de Francisco Candido Xavier.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

SONHOS DE VIDAS PASSADAS

         É grande o interesse em querer saber sobre as vidas passadas, no entanto, esta é uma questão delicada e complexa. Pois, o esquecimento das vidas passadas é fundamental ao progresso humano, sem esse esquecimento haveria um entrave na marcha do progresso. Esquecer o passado é um presente divino. Quando o indivíduo tem algum conhecimento sobre alguma das suas vidas passadas é porque Deus permitiu para o ajudar em algum entrave em que esteja vivenciando em relação a tal existência passada.


        No O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, capitulo XXVI – item 15; encontramos a seguinte informação passada por espíritos superiores sobre nos fazer conhecer nossas existências passadas: “Deus permite, algumas vezes, que sejam reveladas, segundo o objetivo; se é para vossa edificação a vossa instrução, serão verdadeiras, e, nesse caso, a revelação é quase sempre feita espontaneamente, de modo inteiramente imprevisto; mas jamais o permite para satisfazer a uma vã curiosidade.”  

        Assim, de forma espontânea e de modo inteiramente imprevisto, e não por nossa curiosidade; com a permissão de Deus podemos sonhar com alguma vida passada, relembrar algumas cenas que seja necessária para trazer algum entendimento que estamos precisando na vida atual, pois o exame do passado clareia algumas incógnitas, ajudando nas lutas da atual conjuntura.
Mas, como é esta experiência de relembrar o passado por meio de sonho? Algumas vezes as cenas desenrolam-se como se fossemos telespectadores de nós mesmos, nos vendo como se fosse em um filme, mas sentindo todo o sentimento, emoções, dramas, dores... das cenas mostradas. Ou em outras vezes acompanhamos as lembranças como nós mesmos, ou seja, vivenciando toda  cena por nossa perspectiva, e sentindo as emoções e sentimentos dos acontecimentos. Podendo também as lembranças serem mostradas das duas formas, tanto da perspectiva de nós como telespectadores de nós mesmos, como em outras cenas do mesmo sonho estarmos na perspectiva da visão de nós mesmos. Nas lembranças de vidas passadas é possível vivenciar todo o drama envolvido, como sentir o clima do ambiente, se frio ou quente, assim como hostil ou amigável; o cheiro; a noção do tempo, se frio ou quente, ou o século do ocorrido; ter noção do local; sentir literalmente todos os sentimentos e emoções sejam bons ou ruins vivenciados naquelas lembranças, as dores, os dramas, as alegrias... É um processo desnorteante, de carga emocional fortíssima, que muitas vezes pode causar perplexidade devido a intensidade das lembranças, e que causa uma mudança na forma de encarar a vida e nos levando a reflexões profundas.

        Outro fato é que,  em uma cena podemos entender toda as circunstâncias do que levou a tal cena sem nenhuma explicação. A consciência se assevera dos fatos contidos nas cenas. Brota da mente o motivo do acontecimento. É como se toda uma existência passasse em cenas rápidas, que não parecem rápidas e que se compreende todo aquele desenrolar por trás de cada cena sem que ninguém explique, seja durante o sonho ou antes ou depois. É como se fosse uma explicação automática, ou uma auto explicação, que não tem nenhuma necessidade de explicação, pois brota em nossa mente, assim como as emoções e sentimentos que são fortíssimos. É vivenciar tudo novamente. Todas essas experiências são complicadas para explicar, pois só quem viveu tal experiência sabe como é, e a intensidade.

       No livro Do Abismo às Estrelas, ditado pelo Espírito Victor Hugo, psicografado por Divaldo Franco; este livro narrando uma historia real. A personagem central do livro, Suzette-Sara, vivencia enquanto dorme esta experiência de relembrar o passado por meio de sonho, em que nos é explicado o processo em que ela  passou para relembrar. O espírito dela em desdobramento pode meio do sono físico foi levado a uma reunião espiritual com espíritos amigos para que ela relembrasse um determinado acontecimento de uma existência passada para ela entender-se certas circunstancias daquela vida presente dela. Então, o processo em que ela  passou para relembrar, foi da seguinte forma explicado no livro: Graças a um processo de mentalização hipnótica, à medida em que o espírito narrava, as cenas se desenrolavam como uma imensa tela viva de um peculiar cinemascópio. Os presentes acompanhavam os acontecimentos, enquanto, os nele implicados, experimentavam as emoções e dramas do momento evocado.

        Para que nos lembremos dessas lembranças quando nosso espírito volte ao corpo físico, quando acordamos, os espíritos benfeitores atual de modo especial sobre nós para que, ao acordar lembremos do necessário daquelas lembranças mostradas, recuperadas.


        Na questão 396 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, nos é esclarecido que, certas pessoas creem ter uma vaga lembrança de um passado desconhecido que se lhes apresenta como a imagem fugida de um sonho que se procura em vão reter. Essa ideia algumas vezes é real; mas frequentemente, é uma ilusão contra a qual é preciso se colocar em guarda, porque pode ser o efeito de uma imaginação superexcitada.   
    
       No O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, capitulo XXVI- item15. Encontramos a seguinte informação: As questões de vidas passadas que podem serem reveladas em que podemos tirar proveito para nossa melhoria, são o gênero de existência que se teve, a posição social que se ocupou, com as qualidades e defeitos que predominaram em nós. Mas, os espíritos superiores nos diz que, estudando nosso presente, nós mesmos podemos deduzir nosso passado. 

       A verdade é que, sempre queremos saber quem formos em existências passadas, no entanto, nem tão doce é a realidade e a verdade. 


Escrito pelo Jardim Espírita.

Fontes:
O Livro dos Médiuns. Allan Kardec.
O Livro dos Espíritos. Allan Kardec.
Do Abismo às Estrelas. Ditado pelo Espírito Victor Hugo, psicografado por Divaldo Franco.
A outra vez em que eu morri. Frederico Menezes.