Translate

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A RESPONSABILIDADE DO CONTEÚDO DO PENSAMENTO. O QUE VOCÊ ANDA PENSANDO?

        Nesta passagem Jesus nos ensina muito além das palavras que falou. Ensina-nos que nossos atos, seja qual for, começam em nossos pensamentos. E nos transmite o ensino da responsabilidade que temos perante nossos pensamentos, que já é ato. Pois, o pensamento é força, criação.  O texto seguinte está contido no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.



Pecado por pensamento. Adultério

Aprendeste o que foi dito aos Antigos: Não cometereis adultério. Mas eu vos digo que todo aquele que tiver olhado uma mulher com um mau desejo por ela, já cometeu adultério com ela, em seu coração. (São Mateus, cap. V, v. 27 e 28).
A palavra adultério não deve ser entendida aqui no sentido exclusivo de sua acepção própria,mas em sentido mais geral; Jesus, frequentemente, a empregou por extensão designar o mal, o pecado e todo mau pensamento, como, por exemplo, nesta passagem: “Porque se alguém se envergonhar de mim e de minhas palavras entre esta raça adúltera e pecadora, o Filho do Homem se envergonhará também dele, quando vier acompanhado dos santos anjos na gloria de seu Pai.” (São Marcos, Cap. VIII, v. 38).

        A verdadeira pureza não está somente nos atos, mas também no pensamento, porque aquele que tem o coração puro não pensa mesmo no mal; foi isso que Jesus quis dizer: ele condena o pecado, mesmo em pensamento, porque PE um sinal de impureza.

        Esse princípio conduz naturalmente a esta questão: Sofrem-se as consequências de um pensamento mau não seguido de efeito? 

       Há aqui uma importante distinção a se fazer. À medida que a alma, empenhada no mau caminho, avança na vida espiritual, se esclarece e se despoja, pouco a pouco, de suas imperfeições, segundo a maior ou menor boa vontade que emprega em virtude do seu livre-arbítrio. Todo mau pensamento, pois, resulta da imperfeição da alma; mas de acordo com o desejo que concebeu de se depurar, mesmo esse mau pensamento torna-se para ela uma ocasião de adiantamento, porque o repele com energia; é o indicio de uma mancha que se esforça para apagar; e não cederá se se apresentar ocasião para satisfazer um mau desejo; e depois que tiver resistido, sentir-se-á mais forte e alegre com a sua vitória.

       Aquele, ao contrario, que não tomou boas resoluções, procura a ocasião para o ato mau, e se não realiza, não é por efeito da sua vontade, mas porque lhe falta oportunidade; ela é, pois, tão culpada como se o cometesse.
Em resumo, na pessoa que não concebe mesmo o pensamento do mal, o progresso está realizado; naquela a quem vem esse pensamento mas o repele, o progresso está em vias de se cumprir; naquela, enfim, que tem esse pensamento e nele se compraz, o mal está ainda com toda a sua força; numa, o trabalho está feito, na outra está por fazer. Deus, que é justo, considera todas essas diferenças na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homem. 


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Capitulo: VIII.  

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

EVANGELHO NO LAR E HARMONIA CONJUGAL POR DIVALDO FRANCO


       Com o surgimento dos filhos e com a família tornando-se mais coesa, as responsabilidades são maiores, porque, de certo modo, os nossos filhos serão o reflexo do que aprenderem na intimidade do lar. A Psicologia, a Psiquiatria e a psicanálise demonstram os danos que defluem de uma família disfuncional. Conflitos, traumas e complexos longamente fomentados pela convivência familiar irrompem na vida do indivíduo que alcança a adolescência e a fase adulta, explodindo na forma de violência, criminalidade e desprezo pelas bases éticas da sociedade, o que traduz uma resposta consciente ou mesmo inconsciente aos sofrimentos vivenciados no lar.

        Diante do quadro esboçado, como evitar o agravamento dos dramas conjugais-familiares e prevenir as mazelas sociais? Há uma excelente proposta apresentada pela Doutrina Espírita: trazer Jesus para a intimidade do lar mediante o estudo semanal do Evangelho.

        Todos podemos reservar uma noite por semana para uma convivência saudável com nossos familiares. O estudo do Evangelho no Lar é uma medida preventiva para o nosso desconcerto interior, porque nos une na dimensão espiritual dos relacionamentos, portanto, numa dimensão mais profunda, para que não estejamos unidos apenas pelos laços legais e consanguíneos.

       O método para a realização do estudo do Evangelho no Lar é simples, não exigindo condições especiais ou formalismos de qualquer natureza, pois não representa uma cerimônia. Uma vez por semana nos sentamos tranquilamente em volta da mesa e conversamos amorosamente com nossos filhos. O diálogo continua sendo uma das melhores soluções para qualquer conflito nas relações humanas.

       Utilizamos do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo e fazemos a leitura de um pequeno trecho para meditar. No entanto, se o casal é adepto de outra Doutrina, e não a espírita, e por isso prefere uma leitura compatível com suas concepções espirituais, poderá utilizar, por exemplo, o livro-base da sua orientação religiosa. Que recorra à Bíblia ou outro livro que lhe seja satisfatório. Seja da Igreja Católica, na Religião Evangélica, no Budismo ou nos fundamentos do Islã, todos receberemos os benefícios da comunhão de Deus, que será uma terapia de valor inestimável para o grupo familiar.

       

        Normalmente aconselhamos a leitura da obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, em razão da forma como os bons Espíritos e Allan Kardec interpretaram as palavras de Jesus, privilegiando os aspectos éticos da sua mensagem.


        Sendo assim, para iniciar o estudo pedimos a um filho que formule uma oração e em seguida solicitamos a outro filho ou filha que leia um pequeno texto do Evangelho. Após a leitura teceremos alguns comentários, aprofundamos alguns ângulos importantes e abordamos questões relativas aos problemas enfrentados pela família ao longo da última semana. Discutimos alguma dificuldade que houve entre nós e elegemos estratégias para solucionar os impasses. Uma discussão indevida, uma atitude irrefletida do pai, um comportamento imprevidente da mãe, uma decisão precipitada de um filho, tudo poderá ser solucionado com um gesto de perdão recíproco, que tem lugar naquele momento em que nos tornamos mais receptivos à Presença Divina em nosso lar.

        Logo depois de comentarmos o texto que foi selecionado enunciamos uma oração. Antes colocamos sobre a mesa um recipiente com água para pedir a Jesus que repita o fenômeno de Caná, quando o Mestre Incomparável, em uma festividade de casamento, manipulou as moléculas da água e conferiu ao líquido um sabor agradável, semelhante ao vinho (porém sem teor alcoólico) para presentear os convidados. Neste sentido, vamos solicitar a Jesus que altere a estrutura molecular da água sobre a nossa mesa e a transforme em medicamento espiritual para as nossas necessidades, consubstanciando um verdadeiro veículo de paz. E que a água sirva para sustentar as nossas energias, estabelecer e manter entre os familiares um vínculo de união.

        Em seguida, ao longo desta mesma oração, vamos pedir por todos nós que ali estamos para entrar em sintonia com a Divindade. É desejável também que nos lembremos dos enfermos, dos parentes e amigos que passam por alguma dificuldade. Mas também iremos recordar-nos dos nossos inimigos, que são aqueles que, por alguma razão, decidiram afastar-se de nós no caminho evolutivo. Ter inimigos é inevitável. Porém, como me disse certo dia Joanna de Ângelis, não é importante que alguém seja nosso inimigo. O importante é que nós não sejamos inimigos de ninguém. Oremos fraternalmente por eles, quer estejam encarnados ou desencarnados, que nos perseguem, nos odeiam e nos criam situações obsessivas embaraçosas. Incluamos os parentes e amigos que nos precederam na grande viagem de retorno ao mundo espiritual.

        Finalmente, elevemos o pensamento aos Espíritos Nobres, para que eles nos visitem em nome do Mestre Nazareno.

       Com esse procedimento o psiquismo insondável de Jesus habitará os recantos da nossa casa.

       A reunião deve transcorrer durante vinte ou trinta minutos, no máximo, tempo suficiente para que o encontro seja produtivo e para articularmos um vínculo de ternura na intimidade no nosso lar. E com esta medida estaremos com as portas abertas para que Jesus seja habitante do núcleo familiar em que nos encontramos.


                                        

       Em síntese, para impedir os conflitos conjugais, necessitamos cultivar o sentimento de espiritualidade em nosso relacionamento. Assim poderemos viver religiosamente, no sentido profundo da palavra, abraçando o amor como a nossa âncora de segurança. Afinal, ao término de uma reunião como essa, quando o casal vai-se recolher ao leito, os parceiros poderão dialogar com transparência e desculpar-se reciprocamente. Cada qual terá a oportunidade de falar sobre suas dificuldades, explicando os problemas e as necessidades interiores que lhe caracterizam a alma, abrindo, enfim, as comportas do coração. Mas é importante que este momento não reproduza uma dessas confissões vulgares que o parceiro afirma estar arrependido, pede perdão e volta a repetir o mesmo engano. Este diálogo conjugal precisa ser um instante de respeito, de solidariedade e de alta consideração, uma vez que é nesta oportunidade que se cria um momento de ternura. É no ato de ternura que o amor se expressa, podendo, inclusive, ter o seu clímax numa relação íntima. O parceiro e a parceira têm a necessidade de conjugar o seu sentimento com o do outro, de fundir-se no outro para descobrir os meandros da alma do ser amado.

       A carícia, a ternura e o amor conjugal fazem com que a família mantenha relações saudáveis, minimizando o impacto das discussões que podem ocorrer e perpetuando a união de todos os membros do grupo. Episódios de discussão fazem-se invitáveis, pois decorrem das diferenças que nos definem como seres no mundo. Mas que as nossas diferenças sirvam para nos auxiliar na verdadeira união.

Divaldo Franco

Fonte: Sexo e Consciência. Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

DESAFIOS E AMIZADE NA VIDA CONJUGAL


         A grande pergunta que norteia qualquer reflexão acerca da experiência conjugai é a forma como poderemos produzir um relacionamento estável e feliz. Primeiro, deveremos realizar um trabalho interior. A proposta da Doutrina Espírita prevê que consigamos o autoconhecimento. Se não nos conhecermos, não saberemos quais serão as nossas reações e não teremos uma ideia de como nos comportar em determinadas situações, o que resultará em atitudes intempestivas desencadeadas por questões familiares muito simples, quando entramos em litígio com o parceiro em nome de verdadeiras banalidades, graças ao capricho de querermos impor a nossa opinião.

         Como a união conjugal é uma parceria, é indispensável que cada um dos membros contribua com a sua melhor parte. Que cada um realize um movimento na direção do outro sem esperar que seja sempre a parte que cede.

        Muitas vezes, no egoísmo masculino, o homem deseja que a mulher permaneça como sua serva, sem dar-se conta de que essa época histórica já passou. O desejo que o outro exerça o papel subalterno pode existir também por parte da companheira, cabendo-lhe tomar os mesmos cuidados que recomendamos para o indivíduo do gênero masculino.

      Vivemos um tempo de direitos iguais na relação a dois, tornando-se imprescindível que ambos se reconheçam como responsáveis por desenvolver a maturidade no relacionamento, numa atitude recíproca de respeito e de compreensão.

      Com muita frequência desejamos que o outro seja o que não conseguimos. A nossa afetividade reproduz uma forma de fuga psicológica. O indivíduo ama na pessoa a imagem do que não consegue ser e ela tem que corresponder a essa expectativa. Este fato é tão comum que a maioria dos casais, quando transcorrem alguns meses após o casamento, enfrenta um processo de insatisfação que leva um dos cônjuges a dizer ao outro: “Eu me decepcionei com você!”.

      É óbvio que isso teria que acontecer, pois a pessoa construiu uma imagem do companheiro ou companheira. Aquele rapaz bonito, gentil e bem cuidado não era exatamente o que ela pensou. A parceira criou uma imagem e desejava obrigar o marido a interpretar aquele papel projetado futuro a fora. Quando ele deixou de ser alguém que queria conquistá-la, porque já o conseguiu e não soube mantê-la, é evidente que a mudança produza um choque.



         Para que uma união seja estável e feliz o casal deverá cultivar o sentimento de amizade e companheirismo, uma parceria afetiva profunda pelo ser que se encontra ao seu lado. Se esta medida for adotada na vida conjugai o êxito será inevitável.

         A amizade é o primeiro passo do amor. Quem não é capaz de ser amigo não será capaz de ser amante, no sentido estético e profundo desta palavra. Porque a amizade é este jogo de fraternidade e de confiança.

        Se o marido chega a casa e não anda muito bem consigo mesmo, a esposa pensa,
inadvertidamente: “Ele está me subestimando’. Está fazendo pouco caso de mim!”

        Em vez de imaginar hipóteses absurdas, a companheira poderia simplesmente entender que ele não está bem e procurar tratá-lo com mais atenção. Se ele não está bem, dê-lhe o direito de ter uma fase ruim e ame-o mais! Somente porque o divórcio está banalizado iremos declinar das nossas responsabilidades diante da primeira dificuldade?

       Ninguém se casou para ter um inimigo dentro de casa, mas para ter um amigo. Se por alguma razão o seu companheiro encontra-se numa fase em que não lhe procura como parceira sexual, receba-o em sua intimidade na condição de um amigo, envolvendo-o em ternura, uma qualidade essencial às relações humanas e que se encontra muito esquecida. Diga-lhe: “Meu bem, não há problema! Eu compreendo você!” Não há homem que resista a uma expressão de carinho da mulher amada! Dê aquele toque de sensibilidade que só as mulheres sabem colocar.

        Há esposas que são curiosas em suas atitudes. Busca o espelho e adorna o cabelo com um penteado especial. Quando o marido vai acariciá-la, tocá-la na cabeça, dá um salto de desespero e solicita: “Não desmanche o meu penteado!” Mas ela está se penteando para quem? Não será para o marido? Eu entendo que ela queira embelezar-se para manter a sua autoestima, em primeiro lugar, mas de permitir que o seu marido mereça uma parte dessa história... Faculte ao seu marido despenteá-la um pouquinho! Eu não sei por que, mas o homem adora desmanchar o cabelo da esposa! A companheira pode até fazer melhor: quando o marido chegar do trabalho, sendo sábia, deve deixar o cabelo exposto... (risos)...

        Por sua vez, o marido tem obrigação de entender a indisposição momentânea da esposa. Ela passa por ciclos hormonais que apresentam fases de intensa alteração física e emocional. É necessário tratá-la como uma pessoa que merece o seu respeito, e não como um objeto que se usa e se descarta como melhor aprazer.

       A nossa viagem em busca do amor que liberta pode ser feita de desafios e dificuldades, que fazem parte do caminho ascensional. O espiritismo, ao nos falar de amor, liberta-nos definitivamente do pieguismo. Amor não é conivência. Muitas pessoas confundem os conceitos e não se dão conta de que a conivência é uma forma de covardia, pois é preciso coragem para dizer não. É uma palavra que podemos utilizar com naturalidade, sem cultivar a raiva daquele de quem discordamos.


Por
Divaldo Franco

Fonte: Sexo e Consciência. Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

REENCANTAR A VIDA A DOIS E ESTÍMULOS SEXUAIS INFERIORES

Muitos casais que se dizem amar verdadeiramente se utilizam do sexo
promíscuo para aquecer o relacionamento e torná-lo mais interessante (segundo eles próprios afirmam). Alguns chegam ao ponto de introduzir outras pessoas na relação sexual ou praticar a troca de casais. Espiritualmente falando, esta é uma escolha que poderá acontecer graves consequências para esses parceiros.

       Poderemos até admitir, em princípio, que os casais que assim procedem realmente se amem, mas certamente não se respeitam.

       Quando nós nos respeitamos a nossa prática sexual estará embasada em um critério de ética. E qualquer manifestação promíscua é um comportamento atentatório aos valores profundos que todos deveremos cultivar.

      O fato de uma determinada prática estar na moda não lhe atribui cidadania no plano da ética. Se a promiscuidade invadiu os espaços sociais isto não a credencia para que possamos dela nos utilizar sem qualquer consequência mais grave.

      Se um casal se ama de fato não tem necessidade de outros indivíduos para se imiscuírem em sua relação íntima, da mesma forma como também não terão necessidade de práticas de extremo apelo erótico, que atinjam o patamar dos transtornos sexuais classificados pela psiquiatria. Parceiros que agem assim não se amam, apenas se utilizam um do outro para aventuras eróticas que satisfaçam a sua sede desenfreada de novos expedientes sexuais, ainda mais porque também são influenciados pelos vampirizadores sexuais do mundo espiritual, que se valem da invigilância do casal para atenderem aos seus apetites, ao seu desvario e à sua ilustração por não disporem mais de corpo físico para continuarem a trajetória de desequilíbrios no campo do sexo.

      Seria conveniente que o casal parasse para meditar e verificasse que a cada dia essa sede vai lhes exigir novas experiências, cada uma delas mais degradante.

      As fantasias sexuais em um ambiente voltado para o ato sexual podem levar os parceiros a sintonizar com Espíritos ligados ao sexo, pois esta sintonia é o fruto de um intercâmbio psíquico.

      Os Espíritos se vinculam a nós produzindo um acoplamento mental, períspirito a períspirito. À medida que a nossa mente emite ondas de teor vibratório inferior elas encontrarão ressonância no mundo espiritual. Aqueles que sincronizam com essas ondas aproximam-se e começam a responder aos nossos apelos mentais. Desta maneira se estabelece um intercâmbio que permite que eles nos influenciem por meio da hipnose, provocando uma dependência emocional entre encarnado e desencarnado. A obsessão está instalada.

      Se o indivíduo deseja experimentar um bom relacionamento, que tenha a característica de ser um vínculo compensador, por que ele deveria fantasiar? Muitos parceiros e parceiras, quando estão tendo intimidades sexuais, optam por imaginar um artista de cinema ou alguém que está presente na mídia para produzir um clima de satisfação pessoal que o outro nem sequer irá perceber. Em outras ocasiões este parceiro poderá se valer da relação sexual em curso para imaginar cenas que são próprias de profundos transtornos mentais na área do sexo. Esta postura irá atrair entidades perversas e viciadas, com se comprazem neste comércio psíquico perturbador, fazendo com que a obsessão seja inevitável, no caso do indivíduo persistir neste comportamento imprevidente.

       Se um casal desejar ir a um motel com a finalidade de usufruir momentos de privacidade, corre o risco de absorver as energias de Espíritos inferiores.

       Por que em nosso lar não poderemos ter a privacidade que desejamos? Será que nos aproximamos da alma do nosso parceiro somente naqueles breves minutos? A privacidade deve ser um estado permanente das almas... Um casal que se ama tem mil momentos privativos no cotidiano.

      Daí, quando desejar a intimidade sexual com seu parceiro ou parceira, que procure ter muita tranquilidade, preparando-se psicologicamente. Que se prepare no ambiente da família, procurando ter reservas e cuidados para não ser perturbado, evitando o voyeurismo e a curiosidade dos filhos. E entregue-se em plenitude.

                            

       Os motéis podem dar conforto promíscuo, roupas contaminadas, lavadas às pressas ou não lavadas, apenas passadas a ferro rapidamente para tirar as dobras produzidas pela utilização do casal anterior. A psicosfera de um ambiente como este é a mais baixa, pois somente vai ali quem está atormentado. A população espiritual é hedionda, porque é composta por entidades enfermas. Aqueles encarnados que chegam abrem-se a esse intercâmbio. Como os motéis possuem uma boa e ilusória aparência, semelhante aos bordéis do século XIX, a pessoa passa a ver nesse lugar um fetiche, da mesma forma como outros indivíduos utilizam uma peça de roupa íntima, um cacho do cabelo do seu parceiro ou qualquer artifício dessa natureza para poder sentir estímulo sexual. Em breve a pessoa conseguirá se estimular somente estando num lugar semelhante a esse, perfeitamente perturbador. Isso porque Espíritos viciosos, que perderam o corpo, mas não perderam a função mental, acercam-se daqueles que trazem as distonias e as manipulam, gerando obsessões das mais sórdidas. É uma interdependência como aquela que ocorre em relação ao uso de drogas, álcool, tabaco e alimentos consumidos em excesso.

      Divaldo Franco narra no livro Sexo e Consciência, a seguinte situação: “Visitando bordéis em Salvador para atender a mulheres que nos solicitavam socorro, especialmente na área histórica da cidade, como no Pelourinho, não poucas vezes, ao entrarmos nos edifícios em que elas se entregavam ao nefando comércio da insensatez, defrontávamos as mais torpes apresentações espirituais. Vimos Espíritos que se metamorfosearam (que perderam relativamente a forma perispiritual) e se imantavam como verdadeiros polvos sobre a área do cerebelo, descendo pela espinha dorsal daquelas pobres meretrizes, que no conúbio com outros parceiros transmitiam-lhes as mesmas energias ou propiciavam que os sugadores de energias se transferissem para aqueles que mantinham com elas a relação sexual destituída de sentimentos. As formas-pensamento me agrediam. As lesmas psíquicas impregnavam o ambiente. Eram esgares transformados em formas mentais semelhantes à água-viva que encontramos no mar.
      No entanto, nesses bordéis, enquanto eu atendia mulheres portadoras de sífilis, tuberculose ou loucura, podia ver que, mesmo nesses lugares de desesperação, vez que outra raiava uma claridade específica de Espíritos superiores que vinham trazer à reencarnação entidades que necessitavam renascer naquele meio hostil e pernicioso, para recomeçarem a marcha sob o açodar de muitas aflições. A mim me espantaram muitas vezes, durante a juventude, esses ambientes, que são indefiníveis para os nossos padrões de compreensão. São lugares soturnos, com odores pútridos da eliminação da sudorese perispiritual dos Espíritos perturbadores. Ali eu encontrei pessoas exauridas e algumas delas desvitalizadas, não pela perda da energia glandular (porque não experimentam nada), mas pela perda do tônus vital, do fluido que os Espíritos sugam no momento do comércio infeliz.
       Ao longo dos anos eu não vi tormentos desta ordem apenas em ambientes de sordidez humana, um dos mais baixos degraus do processo de manifestação sexual. Também vi e vejo tormentos deste tipo em pessoas que vivem do sexo nos apartamentos de luxo. São homens e mulheres que brilham diante das luzes da sociedade, em seus momentos de glória, mas que permanecem igualmente sugados por esses Espíritos soezes, perversos e vampirizadores, que lhes estão roubando a flor juvenil, provocando o envelhecimento precoce e a degradação que logo mais chega, quando eles são expulsos desses lugares de destaque por outros sempre mais jovens, que lhes constituem perigosos competidores.”

                    

      Já em outro parte do mesmo livro citado acima( Sexo e Consciência), Divaldo conta-nos que: “Viajando muito e hospedando-me em várias residências, não poucas vezes eu vi Espíritos nobres postados diante do quarto dos casais para preservá-los da invasão de entidades vulgares, nos momentos em que os parceiros se buscavam para a completude sexual. Conforme já foi mencionado, mesmo aqueles guias que vêm em tarefa reencarnacionista, trazendo Espíritos para uma futura experiência, procedem com imenso respeito pelo casal. Quando se vai reencarnar um Espírito nobre os mentores espirituais fomentam a ternura nos parceiros e os inspiram a um relacionamento íntimo. Os pais são envolvidos em doces expectativa sem relação ao filho que está por vir, mas a intimidade conjugai não é presenciada pelos Mentores. Porque nós temos direito à privacidade. Quando esta privacidade é feita de vulgaridade ela se transforma em espetáculo público de Espíritos também vulgares. Eles veem, gargalham, estimulam, sugerem... É como se fosse um circo, pois, é a lei das afinidades psíquicas. Os vampirizadores participam da relação sexual, hora utilizando um, hora utilizando o outro. Chegam a tombar em volúpia, como se estivessem na convulsão do orgasmo, pois toda sensação encontra-se sob o comando da mente. Allan Kardec, com muita sabedoria, afirmou que o períspirito mantém as impressões do corpo físico e sofre os seus efeitos.”

       Em uma união feita de ternura, amor e cumplicidade há defesas para que a intimidade do casal não se torne um pasto de vampirização espiritual. Por isso, um dos graves problemas do exercício sexual sem a presença do amor é a porta que se abre para as obsessões muito virulentas.


Fonte: Sexo e Consciência. Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

TROCA E CANALIZAÇÃO DE ENERGIA SEXUAL


TROCA DA ENERGIA SEXUAL    
    
         Se nós selecionarmos os conteúdos que guardamos em nosso psiquismo ficará muito mais fácil alcançar a paz interior que nos preservará de tormentos desnecessários. Divaldo Franco, diz que: “Eu procuro manter uma técnica para não impregnar a mente com cenas deploráveis: não me detenho a olhar tudo aquilo que está ao meu alcance. Seleciono as imagens para diferenciar aquelas que são agradáveis daquelas que não me interessa registrar.”

         De acordo com o direcionamento da mente a nossa energia sexual será utilizada de formas variadas. Afinal, os fatores diferenciais do sexo (masculino e feminino) podem ser localizados no sistema reprodutor. Mas a sexualidade está localizada em todo o corpo, na mente, na aura e na emanação psíquica que possuímos.

         Na realidade não é a relação sexual em si mesma que desgasta o corpo e compromete o funcionamento do sistema reprodutor, mas é a mente viciada que lança toxinas psíquicas na estrutura dos órgãos e glândulas sexuais. Quando um casal se ama e se respeita, no momento da relação sexual são liberados também hormônios psíquicos de ternura, que se convertem em verdadeiro nutriente para o corpo e para a mente dos parceiros.

         Certa vez um Espírito amigo disse a Divaldo Franco que:
- “Em uma relação sexual feita de ternura ocorre uma transmissão de energia das mais profundas, semelhante a uma aplicação de passe. Na terapia do passe as energias penetram lentamente a aura e os poros do períspirito para depois beneficiar o corpo físico. Durante a intimidade de um casal que se ama a bioenergia sexual penetra com mais intensidade no organismo. Há um fluxo de bioenergia de fora para dentro, a partir da radiação psíquica absorvida do parceiro, e outro de dentro para fora, que se origina no próprio organismo do indivíduo. Os dois fluxos de energia exercem sobre o casal um efeito terapêutico, irradiando-se pelos órgãos e produzindo saúde. E tudo isso graças ao milagre do amor!”

                     
                     


CANALIZAÇÃO DA ENERGIA SEXUAL


          No livro Missionários da Luz, o Espírito André Luiz refere-se à canalização das energias para o trabalho saudável com o corpo. Ele afirma que os exercícios físicos e a prática esportiva constituem uma forma de eliminar os excessos de energia que se manifestam no indivíduo, sobretudo nos mais jovens.

         Todavia, o autor espiritual também se refere a uma forma de exercício que foi sugerida por Jesus e que a Doutrina Espírita preconiza: a prática do bem. Se pensarmos nos problemas que os nossos irmãos de caminhada evolutiva experimentam, concluiremos que os dramas sexuais que nos alcançam não são tão espinhosos quanto parecem. Há sempre alguém inserido em um processo expiatório ou provacional mais doloroso do que o nosso. Nós até conseguimos pensar no sofrimento de outras pessoas, mas preferimos utilizar o tempo chorando os nossos pesares. Se olharmos aqueles que gostariam de ter pelo menos uma parte do que possuímos, mesmo com aquele problema que nos estiola por dentro iremos reconhecer o quanto temos a agradecer e quão pouco necessitamos de pedir.

         Canalize as suas forças para o Bem. Se na sua percepção o fluxo de energias está excessivo, suba morros e visite residências humildes. Leia o Evangelho para um idoso e deposite um pouco de alegria em um coração amargurado. Não pense que se manterá em equilíbrio apenas estudando a Doutrina Espírita em seu aspecto científico, o que é muito válido. No entanto, todas as pessoas necessitam aliar a teoria à prática. Em vez de ser apenas médiuns de Espíritos desencarnados, que se transformem em médiuns da vida. Concentrar a atenção exclusivamente no estudo científico é um mecanismo de fuga para não se ter que enfrentar o desafio do autoburilamento espiritual.

         Portanto, lembremo-nos todos deste precioso recurso psicoterapêutico para as terríveis expressões do nosso egoísmo, que nos levam a ceder às paixões: visitar pessoas doentes, conviver com as pessoas simples e sofredoras.

       Para conservar o equilíbrio psicológico dispomos também de dois equipamentos infalíveis que Jesus nos ofereceu: a vigilância e a oração. Vigiar as imperfeições, estar atento às deficiências, identificar o próprio calcanhar de Aquiles. São perguntas que teremos que nos fazer constantemente: “Onde está o meu ponto nevrálgico? Em qual ângulo do meu comportamento eu sou frágil e não resisto?” Com essa conduta poderemos trabalhar o ser interior que somos sem desânimo e sem nunca cessar o processo de aprimoramento.

       Se cairmos, levantemos para seguir adiante, porque todos tombamos em algum momento da vida. Não nos esquecermos dos instrumentos da solidariedade e da fraternidade.

       Portanto, a melhor maneira de lutar contra essas paixões que predominam na natureza humana é a coragem da autoanálise e o esforço para ser a cada instante melhor do que antes, evoluindo sempre.



Fonte: Sexo e Consciência. Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

AMOR E SEXO. PELO ESPÍRITO VICTOR HUGO.

                


                O sexo, no entanto, é instrumento divino para a vida.
                O amor pode expressar-se sem o sexo; o sexo, também, pode externar-se sem amor.
                Quando o amor independe do sexo é santificação, escada de luz nos rumos da Divindade.
                O sexo, no entanto, quando se apresenta sem amor, faz-se ruína e se converte em mecanismo de infelicidade, que arroja à loucura e ao crime.
                O amor, conjugando-se ao sexo, preenche superiores finalidades da reencarnação humana, com vistas à criação física, intelectual, artística, espiritual...
                Na permuta de forças fisiopsíquicas, mediante a afetividade sexual, renovam-se as paisagens da alma e plasmam-se as construções relevantes da Humanidade.
                Baratear o amor, vulgarizar o sexo, são meios de extermínio moral em que sucumbem, também, os apaniguados da utopia libertina da sensualidade.
                Por amor a Beatriz padeceu Dante inomináveis suplícios, no entanto, do seu mar de infortúnios, premiou a literatura universal com a “Divina Comédia”.
                Amando, Abelardo sofreu os mais vis opróbrios, ganhando a História as célebres “Cartas a Heloísa”, seu amor, e toda uma literatura incomparável, conforme a publicou Cousin, em 1836, enfeixadas sob a epígrafe: “Obras Inéditas de Abélard”.
                Não são poucos os milagres do amor no Pensamento, na Humanidade, arrebatando homens e mulheres às culminâncias do martírio, da glória, da renúncia, do heroísmo, da santificação, da beleza.
                Mostrem-me uma realização sublime e eu a apontarei como filha do amor.
                Sintoma de decadência de um povo, a expansão libertina do sexo; sinal de degenerescência de uma época, a alucinação sexual.

Pelo Espírito Victor Hugo.
Psicografia de Divaldo Franco.


Fonte:  Livro – Do Abismo às Estrelas. Ditado pelo Espírito Victor Hugo. Psicografia de Divaldo Franco.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

SEXO, NO ENTENDIMENTO DO ESPIRITISMO

         A função sexual considerada como fonte de vida pelo milagre da reprodução, é acompanhada pelo prazer no seu exercício saudável, tornando-se, também, fator de desequilíbrio quando alguma dificuldade a inibe, a direciona equivocadamente, através da eleição de conduta patológica.

        Fundamentada na ética do amor, a Doutrina Espírita propõe ao comportamento
sexual higiene moral e respeito indispensável ao exercício da sua função dentro de padrões equilibrados, de modo que se constitua elemento proporcionador de saúde e de bem estar, contribuindo seguramente para o desenvolvimento de todos os valores intelectuais e espirituais em que a vida se estrutura triunfante.

        Isso, porém, deflui da conquista da consciência, do nobre instrumento da razão e do discernimento, que capacita o indivíduo a viver da função e não exclusivamente para ela ou sem ela...

        A partir da gestação, quando o espírito vincula-se ao futuro corpo, as ocorrências do intercâmbio entre a mãe e o futuro filho, as imposições do ambiente, a conduta na vida infantil, a convivência social, influem de maneira inequívoca na construção da sua saudável ou doentia conduta sexual, imprimindo no inconsciente receptivo às informações exteriores, os instrumentos hábeis para o seu desenvolvimento, no que resultam o equilíbrio ou os transtornos graves durante toda a existência.

       O Espírito André Luiz afirma que as nossas atividades sexuais a imundície não está no sexo em si mesmo, mas no comportamento da nossa mente.

       O sexo, assim como qualquer outra função que se manifesta em nossa maquinaria orgânica, deve ser utilizado com o respeito que devemos dedicar aos demais mecanismos fisiológicos. Encarregado de perpetuar a espécie, a sua prática reveste-se de significados profundos, por ensejar a reprodução, particularmente na espécie humana. Igualmente portador de hormônios fisiológicos e psicológicos, pelo prazer que proporciona, merece o envolvimento do amor, sem o qual se torna automatismo orgânico destituído de mais elevada consequência. Ademais, pelo fato de envolver outra pessoa, quando nos relacionamentos saudáveis, sempre se torna responsável pelos efeitos psicológicos que vinculam uma à outra. A sua utilização promíscua e irresponsável sempre gera distúrbios morais, sociais e emocionais profundos, de que padece a nossa sociedade, alguns dos quais serão transferidos para o Além-túmulo.

       Quando observamos a promiscuidade sexual, notamos que a pessoa muda de parceiro, mas não muda de comportamento. E vai procurar no outro parceiro (masculino ou feminino) aquilo que faltava no anterior. É a busca do novo, do diferente, que em breve será normal, repetitivo, cansativo. E, por consequência, o indivíduo passa a usar a função sexual como alimento de variação constante, sem jamais alcançar uma digestão de plenitude.

       Conforme já foi amplamente elucidado, os transtornos da sexualidade não são causados pela estrutura anatomofisiológica do sistema reprodutor, mas residem nas forças mentais que tipificam as criaturas humanas. A mente que retornou viciada à Terra, trazendo seus conflitos do mundo invisível, tem sede, não se incomodando em que recipiente vai sorver a água para saciar-se.

       Não poderemos contestar uma lei que tem vigência nos Soberanos Códigos da Vida: temos o dever de nos respeitar e de respeitar o nosso próximo. Portanto, o que recomendamos é que o indivíduo evite manter uma vida promíscua, entregando-se a aventuras sexuais variadas, sem nenhum respeito por si mesmo nem pelo outro. Esta recomendação é válida para qualquer circunstância. Um indivíduo promíscuo na heterossexualidade, por exemplo, é alguém que estará de alguma forma lesando a sua própria saúde física e psíquica, qual ocorrerá com a promiscuidade em qualquer modalidade de orientação sexual.

      Um dos nossos desafios é manter o equilíbrio sexual, mesmo que sejamos estimulados pela sociedade contemporânea à vulgaridade. Quando exercemos o sexo, sem educação mental, dando campo à pornografia e à utilização de recursos esdrúxulos, produzimos mecanismos de desajuste psicoemocional. A mídia e os meios de difusão da arte projetam conceitos ilusórios em torno do sexo, que contribuem para o nosso desequilíbrio.

       Somente os estímulos sexuais produzidos pela mente bem direcionada, acompanhada do toque de amor, são capazes de gerar saúde integral.

       Segundo os bons Espíritos, o sexo será tão aviltado, conforme já vem acontecendo, que em breve não nos sentiremos estimulados quando focarmos nos veículos de comunicação de massa pessoas completamente desnudas. Paradoxalmente, iremos sentir os ardores da libido quando olharmos as pessoas vestidas. Como o sexo é fortemente induzido pelos recursos da imaginação, um produto excessivamente exposto não provoca a excitação, senão uma volúpia fugaz.

       O sexo sempre foi livre. Infelizmente também foi sempre libertino. Ser livre não significa permitir-se todas as aberrações em nome do prazer, porque, senão, os portadores de transtornos sexuais seriam as pessoas mais felizes da Terra. E não o são!

       Se fizermos um exercício de disciplina mental, poderemos receber as notícias
que circulam na mídia com naturalidade, bloqueando qualquer possibilidade de sermos afetados. Tenhamos a nossa mente tranquila.

      O abuso, o uso inadequado da sexualidade, levam-nos a assumir responsabilidades muito grandes. Em qualquer situação da vida, nós deveremos utilizar o bom senso para viver com saúde integral. Da mesma forma como temos respeito pelos órgãos da digestão, pelo sentido da visão e por outras funções fisiológicas, o sexo, sendo um órgão que faz parte do santuário do corpo, precisa ser vivenciado com critério e dignidade. Quando agredimos o sistema digestório, adotando uma alimentação excessiva, os órgãos que o compõem apresentam falhas funcionais que causam transtornos como a diarreia e as dores abdominais. Quando abusamos do álcool, temos a tendência natural a desenvolver cirrose hepática. Quando abusamos do cigarro, marchamos inevitavelmente para o enfisema pulmonar. Assim também, quando abusamos do sexo, corrompemos a sua função, e sofremos as consequências dessa injunção.

        A exposição excessiva dos corpos tem repercussões deletérias para o indivíduo. O corpo é muito transitório, por mais belo ou dotado de próteses que ele seja. Por mais que tenha sido submetido a cirurgias para torná-lo atraente, termina por decair. É lógico que os recursos da medicina estética podem ser utilizados para que a pessoa se sinta bem e esteja feliz. Contudo, quando esses recursos são empregados exclusivamente para o erotismo, a estimulação visual desencadeia nos seus admiradores ondas mentais de desejo que vão invadir a estrutura fisiopsíquica do homem ou da mulher, causando-lhes prejuízos na saúde, produzindo, depois de certo tempo, transtornos sexuais como a frigidez ou a impotência. Os danos à função sexual farão com que esses indivíduos procurem as drogas para regularizar o organismo, estabelecendo ligações com Espíritos obsessores que se lhes acoplam. Ao desencarnar, esses atormentados do sexo prosseguem sendo vampirizados, como vítimas de si mesmos e dos seres que sintonizaram na mesma frequência mental. São cenas dantescas que normalmente é evitado descrever para não criar imagens perturbadoras na mente das pessoas.

        Divaldo Franco diz no livro Sexo e Consciência: Certo dia eu perguntei aos amigos espirituais até que ponto iríamos suportar o sexo corrompido e vulgar. Eles me contestaram, informando que chegaria um ponto em que ocorreria uma saturação. Quando vemos o triunfo do sadomasoquismo, das drogas estimulantes e outras aberrações, significa que o sexo em si mesmo foi subtraído das suas finalidades. Em alguns segmentos sociais, o sexo natural, defluente do amor, cedeu lugar a esses descalabros, que já nos estão fazendo pensar em voltar aos tempos da afetividade. Daí, a humanidade vai começar a sentir saudades do namoro, do sorriso, do aperto de mão, da relação sexual enriquecida pela amizade entre os parceiros, adornada pela atitude gentil e enobrecedora. Portanto, chegaremos ao máximo, às culminâncias do absurdo, para logo depois fazermos o movimento de retorno, inclusive voltando aos carnavais mais ingênuos que tinham lugar em alguns grupos sociais do passado, divertindo-nos sem mergulharmos na alucinação sexual.

       Quando formos capazes de amar e de usar o sexo com a finalidade reprodutiva para a qual a Divindade o dotou, bem como para o intercâmbio saudável de hormônios, de emoções e de sensações, com ternura e respeito pelo parceiro, ele será uma fonte inexaurível de bênçãos, mesmo que haja uma ou outra dificuldade em nossa caminhada.



Fonte: Sexo e Consciência. Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

DEUS E NÓS


Somente Deus é a Vida em si.
Entretanto, você pode auxiliar alguém a encontrar o contentamento de viver.

Somente Deus sabe toda a Verdade.
Mas você pode iluminar de compreensão a parte da verdade em seu conhecimento.

Somente Deus consegue doar todo o Amor.
Você, porém, é capaz de cultivar o Amor na alma dessa ou daquela criatura, com alguma parcela de bondade.

Somente Deus é Criador da verdadeira Paz.
No entanto, você dispõe de recursos para ceder um tanto em seus pontos de vista para que a harmonia seja feita.

Somente Deus pode formar a Alegria Perfeita.
Mas você pode ser o sorriso da esperança e da coragem, do entendimento e do perdão.

Somente Deus realiza o impossível.
Entretanto, diante do trabalho para a construção do bem aos outros não se esqueça que Deus lhe entregou o possível para você fazer.



Pelo Espírito André Luiz.
Psicografia de Chico Xavier. 



Fonte: do livro – Antologia da Criança. Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

UM POUCO DA GALÁXIA DE ANDRÔMEDA

         Ver um pouco do vasto e magnífico Universo é contemplar a vida de múltiplas formas. E ter a certeza de que não estamos sozinhos no infinito espaço universal, lembrando das palavras de Jesus: “Há muitas moradas na casa de meu Pai.” É ter a certeza que muitos como nós estão na sua caminhada evolutiva, em diferentes estágios de evolução, de vibração, de energia, em diferentes mundos habitados, mas todos tendo o seu ponto de partida de um Único Criador, por todo Universo. Para refletirmos sobre a magnificência de um pedacinho do Universo, nesta postagem repasso para vocês um vídeo da galáxia de Andrômeda. 

         A NASA e a Agencia Espacial Europeia (ESA) divulgaram em janeiro de 2015 a maior imagem já captada pelo telescópio espacial Hubble, e a imagem é da belíssima galáxia de Andrômeda, ou M31. Para se ter uma ideia da resolução do registro, seriam necessárias 600 Tvs de alta resolução para exibir a imagem de 1,5 bilhões de pixels, tendo o arquivo 4,3GB. O único jeito de poder observar os detalhes de uma foto tão grande assim, é através de uma ferramenta de zoom, que pode ser encontrada no site do telescópio. Foi retratado mais de 100 milhões de estrelas localizadas à direita do centro galáctico, que se estendem por um disco que mede cerca de 40 mil anos luz.  Abaixo está o magnífico vídeo captado pelo telescópio Hubble:




         A galáxia de Andrômeda (Messier31, M31), é uma galáxia espiral. Localizada a cerca de 2,54 milhões de anos-luz de distancia da Terra, na direção da constelação de Andrômeda. É a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea e seu nome é derivado da constelação onde está situada, que, por sua vez, tem seu nome derivado da princesa mitológica Andrômeda. É a mais larga galáxia do Grupo Local, que também contém nossa galáxia, a Via Láctea, a galáxia do Triângulo e aproximadamente 30 outras menores. Embora seja mais larga, não é a mais maciça: sua massa de aproximadamente 7.1x1011 é menor do que a da Via Láctea, que contém mais matéria escura. Contudo, contém aproximadamente meio trilhão de estrelas. Possuindo entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro.

        As primeiras fotografias que mostram a estrutura espiral da galáxia de Andrômeda foram tiradas por Isaac Roberts, em 1887.

        Vesto Slipher, do observatório Lowell, concluiu que Andrômeda tinha a maior velocidade radial entre todas as nebulosas conhecidas, aproximando-se radialmente da Terra a uma velocidade de 300km/s (266km/s, segundo Robert burnham  jr.; ou 298km/s, segundo R. Brent Tully). Este valor alto já apontava para a natureza extragaláctica do objeto.

        Estudiosos e cientistas conseguiram prever, através de uma série de cálculos, que a nossa Via Láctea e Andrômeda estão se aproximando e colidirão. Mas, calma. Teoricamente, o encontro aconteceria em cerca de 4 bilhões de anos, que é o período aproximado do fim do nosso Sol: nesta época, provavelmente, a vida na Terra nem exista mais da forma como a conhecemos.
   
        Os danos que tal colisão causaria são mínimos, e isso se deve ao fato dos espaços entre os astros serem muito grandes, reduzindo drasticamente a chance de colisões, o que também explica o fato de o sistema solar raramente entrar em contato com algum outro corpo celeste ao passar pelas nuvens mais densas da Via Láctea.
  



quarta-feira, 26 de julho de 2017

MISSÃO DO HOMEM INTELIGENTE NA TERRA

         Não vos orgulheis do que sabeis, porque esse saber tem limites bem estreitos no mundo em que habitais. Mas suponho que sejais uma dessas sumidades inteligentes desse globo e não tendes nenhum direito para disso vos envaidecerdes. Se Deus, em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que ele quer que dela useis para o bem de todos; porque é uma missão que vos dá, colocando em vossas mãos o instrumento com a ajuda do qual podeis desenvolver, a vosso turno, as inteligências retardatárias e as conduzir a Deus. A natureza do instrumento não indica o uso que dele se deve fazer? A enxada que o jardineiro coloca entre as mãos de seu operário não lhe mostra que ele deve cavar? E que diríeis se esse operário, ao invés de trabalhar, levantasse a enxada para com ela atingir seu patrão? Diríeis que é horrível e que ele merece ser expulso. Pois bem, não ocorre o mesmo com aquele que se serve de sua inteligência para destruir a ideia de Deus e a da Providência entre seus irmãos? Não ergue contra seu senhor a enxada que lhe foi dada para roçar o terreno? Tem ele o direito ao salário prometido e não merece, ao contrário, ser expulso  do jardim? E o será, não duvideis disso, e arrastará existências miseráveis e cheias de humilhações até que se curve diante d’Aquele a quem tudo deve.

         A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas com a condição de ser bem empregada; se todos os homens dotados, se servissem dela segundo os desígnios de Deus, a tarefa dos espíritos seria fácil para fazer a humanidade avançar; infelizmente, muitos fazem dela um instrumento de orgulho e de perdição para si mesmos. O homem abusa da inteligência como de todas as outras faculdades e, entretanto, não lhe faltam lições para adverti-lo de que uma poderosa mão pode lhe retirar aquilo que ela mesma lhe deu. (FERDINANDO, Espírito protetor, Bordéus, 1862).


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Capítulo VII – item 13. 


quarta-feira, 19 de julho de 2017

ORAÇÃO A BEZERRA DE MENEZES

Nós Te rogamos, Pai de Infinita Bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros.

Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a Verdade e assistindo a todos quantos apelam ao Teu Infinito Amor. 

Jesus, Divino Portador da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o, Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de Teus Santos Espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o amor triunfe sobre todas as coisas.

Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimenta as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos Espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo os Divinos Exemplos de Jesus Cristo.  




domingo, 16 de julho de 2017

COMO FOI O RETORNO DE CHICO XAVIER AO MUNDO ESPIRITUAL ? PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS

       Nesta linda e emocionante mensagem, intitulada O Retorno do Apóstolo Chico Xavier, o Espírito Joanna de Ângelis, por meio da Psicografia de Divaldo Franco; faz uma síntese da vida de Chico Xavier, desde antes de reencarnar, depois sobre a infância, sobre os desafios que enfrentou na vida, e no trabalho mediúnico, na divulgação do Espiritismo... até o seu desencarne, sua volta ao mundo espiritual. Boa reflexão a todos. 


   

O Retorno do Apóstolo Chico Xavier


        Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas.

       Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente na área da mediunidade, Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que deveria travar para alcançar o porto de segurança.

       Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação.

       Adversários do ontem que se haviam reencarnado também, crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal que lhe dirigiam.

       Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade, nem aos sentimentos vis.

       Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.

       Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo para outras tantas existências.

       Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.

       Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo, tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da mediunidade.

       Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando, direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem.

       Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e fidelidade ao compromisso assumido.

       Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca desertando das suas tarefas.

       As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava através da oração e do exercício intérmino da caridade.

       A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da Espiritualidade.

       Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém.

       Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.

       Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa.

       Por isso mesmo, o seu foi mediunato incomparável.

       ...E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe:

       - Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco




quinta-feira, 6 de julho de 2017

LUZ QUE ENTROU NO QUARTO DO HOSPITAL ONDE CHICO XAVIER ESTAVA INTERNADO

         Em junho de 2001, um ano antes de Chico Xavier desencarnar, ele  foi internado por causa de pneumonia nos dois pulmões. Cinco dias depois que Chico estava internado, foi filmado uma luz em alta velocidade entrando no quarto do hospital onde Chico estava internado. Dez minutos depois deste fato, Chico que já estava em estado terminal começou a melhorar.

       Chico Xavier contou que a luz que entrou no quarto era a sua mãe e o seu guia Emmanuel, e este lhe pediu que tivesse paciência e não demorou muito na visita.


       Abaixo esta o vídeo da reportagem realizada pela TV Globo, com a imagem da luz entrando no quarto e Chico afirmando que era a sua mãe Maria José e Emmanuel, entrando no hospital. 


quinta-feira, 29 de junho de 2017

15 ANOS DO DESENCARNE DE CHICO XAVIER

        
          Chico Xavier deixou o plano físico em 30 de junho de 2002, aos 92 anos de idade, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, às 19:30. Oito dias antes de completar 75 anos de trabalho para o Espiritismo, com sua mediunidade abençoada, como um dos mais legítimos discípulos de Jesus. Fazendo neste ano de 2017, 15 anos do seu desencarne.

        Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico dizia que iria desencarnar num dia de muita felicidade para o Brasil, em que o país estivesse em festa, para assim o desencarne dele não causar tristeza. E assim aconteceu. Pois, o país festejava a conquista do pentacampeonato da Copa do Mundo de Futebol daquele ano. Chico desencarnou cerca de nove horas depois da partida final de Brasil x Alemanha.

        Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, cerca de 120 mil pessoas compareceram ao velório do médium, que aconteceu em Uberaba nos dias 1 e 2 de julho. Em um caminhão do Corpo de Bombeiros, o caixão com o corpo do médium percorreu 5km até chegar ao Cemitério São João Batista, em Uberaba, e mais de 30 mil pessoas acompanharam o cortejo a pé. Quando o caixão chegou ao cemitério, foi recebido com uma chuva de pétalas de 3 mil rosas lançadas em profusão de um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal.


        Francisco Cândido Xavier, com sua mediunidade ímpar, a sua bondade atraiu pessoas de todos os credos, e até mesmo aquelas que não tinha nenhuma religião. Psicografou 468 livros, vendendo mais de 50 milhões de exemplares em todo o mundo, todo os direitos autorais da venda dos livros foram para instituições de caridade. Nunca ficando com nenhum valor desses livros. Também psicografou cerca de 10 mil cartas, sem nunca ter cobrado nada. Esta dedicação no trabalho em benefício do próximo possibilitou a Chico a indicação, ao Prêmio Nobel da Paz de 1981. E no ano de 2012, Chico foi eleito “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos”, em evento promovido e realizado pela emissora de televisão SBT.

        Chico foi um homem extraordinário, com sua vida de dedicação e sem a necessidade do muito para viver, sempre levou a sua vida da forma mais simples, sem luxos. Homem de coragem, para propagar o Espiritismo, e ser o elo entre os espíritos e os encarnados. Sua humildade exemplificadora e capacidade de transmitir mensagens vindo da espiritualidade de forma clara e precisa. E todo seu amor por aqueles para os necessitados, uns que iam em busca de simples sopa, cesta básica... necessitados para viver; outros que com toda a sua riqueza financeira necessitada do seu auxilio para vencer as dificuldades que atravessavam.

        No vídeo abaixo está a reportagem do Jornal Nacional da TV Globo com a cobertura do velório e do enterro da morte de Chico Xavier. A fonte deste vídeo é de Fabio Marckezini no YouTube. 


                                     

À Chico as nossas energias de agradecimentos e de amor.

terça-feira, 27 de junho de 2017

CHICO XAVIER JÁ FOI INDICADO AO NOBEL DA PAZ

          Francisco Cândido Xavier, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz de 1981.

        Em 1980, foi realizado um movimento para propor a candidatura de Chico para a premiação. Por iniciativa do escritor, diretor de TV uberabense Augusto César Vannucci, que era amigo de Chico, e outros amigos se associaram e o movimento adquiriu extensão. Esse movimento de abaixo assinado, fez listas percorrerem o Brasil, acumulando cerca de 2 milhões de assinaturas pedindo a candidatura de Chico Xavier ao Nobel da Paz de 1981. E sua candidatura foi aceita.

        Chico afirmou que recebeu a notícia da indicação “Com muita surpresa, porquanto nunca pensei numa indicação dessa.” E contou que aceitou a indicação “Num caso de generosidade espontânea qual o de Augusto César Vannucci, e conquanto me reconheça sem qualquer merecimento para a concessão proposta, recusar-me à apresentação dele seria de minha parte uma descortesia das mais grossas, mesmo porque, em se tratando de Vannucci, que considero amigo particular, desde muito tempo, creio que ele terá tido o propósito de homenagear a Doutrina Espírita ligada ao Evangelho de Jesus, e não a mim.”

         Chico não ganhou o prêmio Nobel da Paz, que foi concedido naquele ano de 1981, ao Alto Comissariado das Nações para os Refugiados (ACNUR), Instituição da ONU, por seu papel no auxílio de refugiados de guerra. Chico Xavier recebeu a notícia da seguinte forma: “Nós estamos muito felizes em saber que um prêmio dessa ordem coube a uma Organização que já atendeu a mais de 18 milhões de refugiados em todo o mundo. A Organização detentora do prêmio é mais do que merecedora dessa homenagem do mundo, através do Prêmio Nobel da Paz. Nós todos deveríamos instituir recursos para uma organização como essa, onde mais de 18 milhões de criaturas encontraram apoio, amparo a bênçãos. Nós estamos muito contentes e, sem falsa modéstia, nós nos regozijamos com os resultados dessa comissão que foi tão feliz nessa escolha, porque, graças a Deus, estamos muito bem. Para fazer um pouco de alegria nos corações, vamos dizer que não tivemos, na Doutrina Espírita, o Prêmio da Paz, mas estamos com a PAZ DO PRÊMIO.”