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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Post. 180: O CÉU, O PURGATÓRIO E O INFERNO, NA VISÃO DO ESPIRITISMO

O Céu, o Purgatório e o Inferno são estados de consciência. É a qualidade das experiências que podem trazer o céu ou o inferno para as nossas vidas, se as atitudes são boas vivenciamos o céu em nosso interior, se tomamos atitudes ruins é o inferno que é vivenciado; então trazemos em nós o céu e o inferno, assim cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desgraça.

Assim, não existe uma localização geográfica para o céu, para o purgatório e para o inferno. O céu, o purgatório e o inferno são estados de alma, sendo o resultado do comportamento de cada um. As penas e as felicidades são de acordo com o grau de perfeição do espírito. Cada um possui em si mesmo o princípio da sua própria felicidade ou infelicidade, e como eles estão por toda a parte, nenhum lugar circunscrito, nem fechado, não está destinado a um antes que o outro, ou seja, cada um está no lugar em que a sua consciência permite, acompanha. Quanto aos espíritos encarnados, são mais ou menos felizes ou infelizes, conforme o mundo que eles habitem mais ou menos avançados. Então, o céu, o purgatório e o inferno são apenas figuras, pois há por toda a parte espíritos felizes e infelizes. Entretanto, os espíritos de uma mesma ordem se reúnem por simpatia, mas podem se reunir onde querem, quando são perfeitos.

O inferno
É injustificável e totalmente incompreensível se Deus com toda a Sua Misericórdia e com Sua Infinita Bondade condenasse as almas pecadoras, para arderem eternamente nas chamas do inferno.
Sente-se no inferno os espíritos que agiram contrariando as Divinas Leis, vivendo: o egoísmo, a brutalidade, a ganância, o ódio, a inveja, o ciúme, a perseguição, a maledicência e tantas outras situações contrarias aos ensinamentos do Mestre Jesus. Aonde quer que vá, mesmo ainda encarnados, esses indivíduos estarão vivenciando verdadeiros tormentos íntimos, por causa do mau praticado e vivenciado. O estado de sofrimento independe do local onde se encontra, por carregar sempre o inferno dentro de si. Ao desencarnar, a lei de afinidade faz com que as criaturas voltadas ao mal se reúnam, criando, elas próprias, verdadeiros núcleos de baixas vibrações onde umas impõem sofrimentos as outras.
A Doutrina Espírita nos esclarece que o sofrimento é moral. O sofrimento dos espíritos culpados, é muito mais intenso quando estão vivendo no lado espiritual, onde não há mais as limitações impostas pelo corpo físico, nem as ilusões da matéria, que escondem as percepções e a consciência fica anestesiada. Assim, o espírito culpado quando desencarna mergulha nas emoções e lembranças relacionadas com suas faltas, vivenciando sofrimentos morais de grande intensidade que não se compara em nada na Terra, nisto estes sofrimentos morais leva-os para regiões que combinam com seu estado de consciência; estas regiões são os umbrais, que são regiões  de baixas vibrações, destinadas ao esgotamento de resíduos mentais, isto possibilita o espírito entender o seu atual estado espiritual. O tempo de permanência no umbral vai depender do arrependimento sincero e humilde dos espírito.
Quando um espírito está em pena, ele é um espírito sofredor, incerto de seu futuro, encontrando algum alívio nas preces dirigidas a eles. O mau praticado pesa na consciência, levando a pessoa ou o espírito vivenciar no estado de consciência, o inferno.
No livro Libertação, o espírito André Luiz, nos esclarece que: “A rigor, não temos círculos infernais, de acordo com os figurinos da antiga teologia, onde se mostram indefinidamente gênios satânicos de todas as épocas e, sim, esferas obscuras em que se agregam consciências embotadas na ignorância, cristalizados no ócio reprovável ou confundidas no eclipse temporário da razão. Desesperadas e insubmissas, criam zonas de tormentos reparadores. Semelhantes criaturas, no entanto, não se regeneram à força de palavras. Necessitam de amparo eficiente que lhes modifique o tom vibratório, elevando-lhes o modo de sentir e pensar.”

Purgatório
O purgatório para a Doutrina Espírita, são as dores físicas e morais, estas que são o tempo da expiação. É sobre a Terra que o espírito encarnado faz o seu
purgatório, expiando suas faltas.
O que o homem chama purgatório é também uma figura pela qual se deve entender, não um lugar determinado qualquer, mas o estados dos espíritos imperfeitos que estão em expiação até a purificação completa que os deve elevar ao nível dos espíritos bem-aventurados. Essa purificação, operando-se nas diversas encarnações, o purgatório consiste nas provas da vida corporal.
Purgatório significa purgador, purgativo, ou seja, o purgante é o remédio que limpa o organismo. Nisto, as dores, as aflições limpam o espírito das infrações à Lei Divina. Assim, podemos dizer que “a Terra é um purgatório”. O purgatório encontramos nas nossas encarnações terrenas, nas nossas vidas físicas.
No livro Renúncia, o espírito Emmanuel, define as regiões de sofrimento como: “Inferno ou purgatório são estados de espírito em tribulação por faltas graves, ou vias de penitencia regeneradora.”

Céu
A palavra céu se entende pelo espaço universal, são os planetas, as estrelas, e todos os mundos superiores, onde os espíritos vivenciam todas as suas faculdades sem ter as atribuições da vida material, nem as angústias inerentes à inferioridade.
Quando falam de quarto, de quinto céu e assim por diante... Para o Espiritismo está se falando dos diferentes graus de depuração do espírito e, assim, de felicidade.
Não há regiões de pura contemplação para os bons espíritos, os espíritos voltados ao bem trabalham continuamente com a obra de Deus, desempenhando, entre outras tarefas, aquelas de ajudar os espíritos culpados, comprometidos com as Leis Divinas. 
Então, o céu está dentro de cada um de nós, sendo uma conquista interior. É o estado de consciência tranquila por está seguindo realmente o bem, então isto nos faz sentir a felicidade onde estivermos, estando com o sentimento de dever cumprido, de ter se empenhado na pratica do bem, de ter buscado sempre aprimorar a sua espiritualidade. Esses espíritos, além da paz construída e vivida no seu ser, constrói verdadeiros núcleos de felicidade, de alegrias, de trabalhos pelo progresso, junto com outros que pensam, sentem e agem do mesmo modo, estando reunidos pela lei da afinidade.

Deus Permite, a qualquer momento, darmos novo rumo a nossa vida. Pois, nada é eterno, senão o bem.

“Permanecer na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, é ação espiritual que depende de nós. O céu começará sempre em nós mesmos e o inferno tem o tamanho da rebeldia de cada um.” (Emmanuel)



Fontes: O Livro dos Espíritos
             Site Seara do Mestre
             Blog Grupo Allan Kardec

domingo, 26 de outubro de 2014

Post.179: MUNDOS TRANSITÓRIOS

Existem mundos que servem aos espíritos errantes como estações e locais de repouso, são mundos particularmente destinados aos seres errantes e nos quais podem habitar temporariamente; espécie de acampamentos, de campos para se repousar de uma erraticidade muito longa, estado sempre um pouco penoso. São posições intermediarias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos espíritos que podem alcançá-los, e nele vivem um bem-estar maior ou menor.

Os espíritos que se acham nesses mundos transitórios podem deixá-los para irem aonde devem ir. Imaginemos como aves que, de passagem, pousam numa ilha para refazerem suas forças, a fim de alcançarem o seu destino.

Os espíritos progridem durante sua estada nos mundos transitórios, pois aqueles que se reúnem assim, o fazem com o objetivo de se instruírem e de poderem, mais facilmente, obter a permissão de alcançarem lugares melhores, e ascender à posição de espíritos mais evoluídos.

Os mundos transitórios não são perpetuamente destinados aos espíritos errantes, sua posição é apenas temporária, assim são estéreis transitoriamente. E não são habitados ao mesmo tempo por seres corporais, pois a sua superfície é estéril, ou seja,  é sutil; sendo que aqueles que os habitam não tem necessidade de nada. Em relação as belezas naturais desses mundos transitórios  se traduz pelas belezas da imensidade, que não são menos admiráveis das que chamamos de belezas naturais.

Como já sabemos o estado desses mundos é transitório, e a Terra já esteve um dia no mesmo estado, que foi durante a sua formação.

Nada é inútil na natureza: cada coisa tem o seu objetivo, a sua destinação; nada é vazio, tudo é habitado, a vida está em toda a parte. Assim, durante a longa série de séculos que se escoaram antes da aparição do homem sobre a Terra, durante esses lentos períodos de transição atestados pelas camadas geológicas, antes mesmo da formação dos primeiros seres orgânicos sobre esta massa informe, neste árido caos onde os elementos estavam confundidos, não havia ausência de vida. Os seres que não tinham as nossas necessidades, nem as nossas sensações físicas, aí procuravam refúgio. Deus quis que mesmo neste estado imperfeito ele servisse para alguma coisa. Quem então ousaria dizer que entre esses bilhões de mundos que circulam na imensidade, um só, um dos menores, perdido na multidão, tivesse o privilegio exclusivo de ser povoado?

Qual seria, então, a utilidade dos outros? Deus não os teria feito senão para recrear os nossos olhos? Suposição absurda, incompatível com a sabedoria que emana de todas as suas obras, e inadmissível quando se imagina tudo aquilo que não podemos perceber. Ninguém contestará que nesta ideia de mundos ainda impróprios à vida material e, portanto, povoado de seres viventes apropriados a este meio, há alguma coisa de grande e de sublime, onde se encontra, talvez, a solução de mais de um problema.



Fonte: O Livro dos Espíritos

terça-feira, 21 de outubro de 2014

PERGUNTA DE UM LEITOR: Sobre a Existência de Deus

A questão foi a seguinte:

A ESSENCIA DE DEUS “ “ Por curiosidade tem o desejo de saber sobre a essência de DEUS?” “A ESSENCIA DE DEUS” é composta de todo o “ESPAÇO FISICO DO UNIVERSO” ocupado por uma “INTELIGENCIA” do mais alto grau de perfeição, para dar a origem no tempo e no espaço, todas as formas de “ENERGIAS”, que “movimentam”, desde o átomo, com suas estruturas infinitesimais dimensões, até todos os corpos celestes, que compõe o Cosmo em perfeita harmonia e equilíbrio em seus movimentos, e a pureza de seus sentimentos de “AMOR” constituído de “PIEDADE”, “JUSTIÇA” e “MISERICORDIA”, nos dá, a existência da vida. Qual é a sua "opinião" sobre este personagem, conhecido por todos, mas a sua composição é pouco comentada entre os leigos e religiosos? Aguardo uma resposta sua, se “realmente” acredita nele.


Resposta:

Amigo leitor, agradeço a sua visita ao Jardim Espírita, é com alegria que respondo a sua pergunta, pois já iria fazer uma postagem sobre Deus; e coloco está questão como postagem porque muitas outras pessoas podem ter a mesma duvida. E gostei da sua questão, misturando o que o Espiritismo é Ciência, Filosofia e Religião. Ciência no sentido de ter as provas muito bem raciocinada e sem mistificação; Filosofia no sentido do que é a vida e tudo o que ela abrange; e religião no sentido que temos a certeza da Existência de Deus, Deus que é o Arquiteto do Universo, mas que ao mesmo tempo é Pai como Jesus veio nos ensinar. 

Primeiramente o Espiritismo, também conhecido como Doutrina Espírita é uma Doutrina Cristã, sendo assim seguimos os ensinamentos de Jesus, que Veio nos apresentar um Deus Misericordioso, que é Pai, Criador de todo o Universo, desde as estruturas que compõe o átomo até a seres evoluídos, como também desde a mundos que vibram sem a matéria como a conhecemos de uma forma pesada até a mundos perfeitos. Ou seja, Deus está em tudo. Sendo assim posso garantir que este blog Jardim Espírita existe pelo fato que Deus existe, sem Deus não existiria sentido nenhum a existência desse blog que é para a divulgação da amada Doutrina Espírita, assim como sem Deus a vida não teria sentido nenhum. 

Estamos no inicio da nossa grande jornada evolutiva, embora o progresso que alcançamos até aqui nos dar uma condição de vida boa, confortável e que colhemos muitas informações, entendimentos... Não é nada comparado ao que vamos alcançar, que são coisas inimagináveis, inenarráveis,que a nossa atual estrutura intelectual, psicológica, biológica, religiosa não iria comportar pois vivemos em matéria muito “grosseira”; são entendimentos que vamos colher a medida em que vamos evoluído na senda do tempo e do espaço, de encarnação em encarnação a mundos menos evoluídos como é atualmente o nosso que é de Prova e Expiação até a mundos perfeitos, então há uma jornada de imensa magnitude nos esperando para que possamos compreender o que é Deus. Vamos ter que passar por vários níveis da matéria,(Assim nos remetemos a física quântica) para sabermos realmente o que é Deus, e conhecermos a Sua Essência.

No Livro dos Espírito, a primeira pergunta de Allan Kardec aos espíritos superiores foi esta: Que é Deus? (A forma como ele a formulou é de grande significado, tentando ser o mais objetivo possível e o mais abrangente possível). E os espíritos superiores responderam: “Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.” (A resposta também carrega grande significado, foi simples, objetiva, sutil, mas de uma grande complexidade, nos mostrando que Deus é a Causa Primaria de todas as coisas, ora se Deus é Causa Primeira de todas as coisas Ele está presente em tudo).

Temos que ler a segunda questão de Kardec aos espíritos superiores que foi:
Que se deve entender por infinito?
Resposta dos espíritos superiores: "O que não tem começo e nem fim; o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito."

A terceira pergunta de Allan Kardec é de extrema importância, para que possamos compreender um pouco sobre Deus, a pergunta foi:
Pode-se-ia dizer que Deus é o infinito?
A resposta dos espíritos superiores foi: "Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima de sua inteligência."
Em nota a esta questão Allan Kardec escreveu: Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo pela própria coisa, e definir uma coisa que não é conhecida, por uma coisa que também não o é.

O Fluido Universal Cósmico que está por todo o Universo não existindo um mínimo de espaço sem ser preenchido no Universo, a anti matéria que dar origem a tudo, são Criações de Deus, assim como as coisas mais simples e singelas que vemos nosso mundo físico em que muitas vezes não damos valor são todas criações de Deus, nós somos criações de Deus, existimos pelo Querer de Deus, mas será que estamos dando valor a vida? Pois, onde há vida há Uma Essência de Deus, mas que essa Essência ainda não possamos compreender devido a inferioridade da humanidade em que somos partes. Por isso que devemos dar valor a toda espécie de vida, porque o átomo um dia será um arcanjo, passando por toda a sua jornada evolutiva descobrindo a sua própria essência para depois ser digno de conhecer a Essência de Deus.

Na quarta questão  de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec vai em busca de provas da existência de Deus, vejamos:
Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
Resposta dos espíritos superiores: "Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e vossa razão vos responderá."
Em nota Kardec fala: para crer em Deus basta lançar os olhos sobre as obras da criação. O Universo existe; ele tem, pois, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa, e adiantar que o nada pode fazer alguma coisa.

Na quinta pergunta de O Livro dos Espíritos encontramos a questão sobre o sentimento intuitivo da existência de Deus, a pergunta é:
Que consequência se pode tirar do sentimento intuitivo que todos os homens carregam em si mesmos da existência de Deus?
Respostas dos espíritos superiores: "Que Deus existe; porque de onde lhe viria esse sentimento se Ele não repousasse sobre nada? É ainda uma consequência do principio de que não há efeito sem causa."

As perguntas 10, 11, 12  e 13 nos faz compreender melhor as nossas condições perante a Deus, vejamos as perguntas e as respostas:
10 - O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?
Resposta dos espíritos superiores: "Não, é um sentido que lhe falta."
11 – Um dia será dado ao homem compreender o mistério da divindade?
Resposta dos espíritos superiores: "Quando seu espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver próximo Dele, então, ele O verá e O compreenderá."  
Kardec em nota à questão 11 diz: A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da humanidade, o homem o confunde, frequentemente, com a criatura, da qual lhe atribui as imperfeições. Mas, à medida que o senso moral se desenvolve nele, seu pensamento penetra melhor o fundo das coisas, e dele faz uma ideia mais justa e mais conforme a sã razão, embora sempre incompleta.
12 – Se não podemos compreender a natureza íntima de Deus, podemos ter uma ideia de algumas de suas perfeições?    
Resposta dos espíritos superiores: "Sim, de algumas. O homem as compreende melhor à medida que se eleva acima da matéria; ele as entrevê pelo pensamento."
13 – Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom, não temos uma ideia completa dos seus atributos?
Resposta dos espíritos superiores: "Do vosso ponto de vista, sim, porque credes tudo abraçar. Mas sabeis bem que há coisas acima da inteligência do homem mais inteligente, e para as quais vossa linguagem limitada às vossas ideias e às vossas sensações, não tem expressão adequada. A razão vos diz, com efeito, que Deus deve ter essas perfeições no supremo grau, porque se o tivesse uma só de menos ou não fosse de um grau infinito, ele não seria superior a tudo, e por conseguinte não seria Deus. Por estar acima de todas as coisas, Deus não deve suportar nenhuma vicissitude e não ter nenhuma das imperfeições que a imaginação pode conceber."

Então, para nós que seguimos a Doutrina Espírita de acordo com o nosso grau evolutivo e intelectual atual que se apresenta no mundo em que vivemos que está em grau de Provas e Expiações “ainda”, Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais. Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.

        Acreditar ou não em Deus cabe a cada um de nós, isto sendo o livre arbítrio, se Deus nos permite fazer as nossas próprias escolhas quem somos nós para tirar o livre arbítrio dos outros, ou os julgar perante as suas crenças? O parâmetro de crença em Deus é individualista, pois cada um ver Deus de sua forma, do seu nível de consciência atual. Vamos buscar a nossa essência, a nossa evolução rogando a Deus que nos conceda compreensão na vida para que possamos alcançar  o entendimento maior no futuro, que possamos levantar e depois retirar o véu da nossa inferioridade, para que assim possamos nos depurar e nos tornamos cada vez mais sutis no laborioso trabalho da nossa evolução.

Que Deus nos ampare sempre.
Jardim Espírita.

domingo, 19 de outubro de 2014

Post.178: ESPÍRITOS ERRANTES, O QUE É?

Espíritos errantes são os espíritos desencarnados que ainda precisam reencarnar para se aperfeiçoar. Aguardando no plano espiritual uma nova oportunidade de encarnação, encontrando-se assim na erraticidade. A erraticidade é o intervalo que se encontra o espírito de uma encarnação para outra.
Já os espíritos puros que atingiram a perfeição não são errantes, pelo fato que não precisam mais reencarnar.



Algumas vezes o espírito reencarna imediatamente após a morte do corpo físico; porém, o mais frequência, é reencarnar depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é, quase sempre, imediata; a matéria nesses mundos superiores é menos grosseira, o espírito encarnado possui aí quase todas as suas faculdades de espírito; seu estado normal é comparado ao do sonâmbulo lúcido do nosso mundo material.

Todos os espíritos que devem reencarnar são espírito errantes, mas os espíritos puros, que alcançaram a perfeição, não são errantes: seu estado é definitivo.

A erraticidade não é um sinal de inferioridade nos espíritos, pois há espíritos errantes de todos os graus. Já dissemos que a encarnação é um estado transitório; no seu estado normal o espírito está liberto da matéria.

Como sabemos nos intervalos das encarnações o espírito está em estado errante esperando um novo destino. A duração desses intervalos podem durar algumas horas a alguns milhares de séculos. De resto, não há, propriamente falando, limite extremo assinalado para o estado errante, que pode prolongar-se por muito tempo, mas que, entretanto, não é jamais perpétuo. O espírito encontra sempre, cedo ou tarde, oportunidade de recomeçar uma existência que sirva à purificação das anteriores, ou seja, para corrigir seus erros com uma nova oportunidade no mundo material.

Essa duração na erraticidade é uma consequência do livre-arbítrio. Os espíritos sabem perfeitamente o que fazem. Outros pedem para que ela seja prolongada, a fim de continuarem estudos que não podem ser feitos com proveito, senão no estado de espírito.  A instrução dos espíritos errantes se dar por meio de estudos do seu passado e procurando os meios para se elevarem. Veem, observam o que passa nos lugares que percorrem; ouvem as palavras dos homens mais esclarecidos e os avisos dos espíritos mais elevados, e isso lhes dá ideias que não tinham. O espírito no estado errante pode melhorar-se muito, sempre segundo a sua vontade e o seu desejo; mas é na existência corporal que ele põe em prática as novas ideias que adquiriu.

Os espíritos errantes inferiores conservam algumas das paixões humanas. Os espíritos deixando a Terra não deixam nela todas as suas más paixões. Tens nesse mundo pessoas que são excessivamente invejosas; acreditas que, mal deixem o mundo material, perdem os seus defeitos? Não. Depois de sua partida da Terra, sobretudo para aqueles que tem paixões bem acentuadas, resta uma espécie de atmosfera que os envolve e conserva todas as suas coisas más, porque o espírito não está inteiramente desprendido; só por momentos vê a verdade, como para lhe mostrar o bom caminho. Já os espíritos elevados, perdendo seu envoltório físico, deixam as más paixões e só guardam as do bem.

A felicidade ou infelicidade dos espíritos errantes está de acordo com seus méritos. Sofrem as paixões cuja essência conservaram, ou são felizes segundo eles sejam mais ou menos desmaterializados. No estado errante, o espírito entrevê o que lhe falta para ser mais feliz e procura os meios para alcançar a felicidade; mas não lhe é sempre permitido reencarnar-se como seria do seu agrado, e isso, então, lhe é uma punição.

Quando o espírito deixa o corpo, ele não está, por isso, completamente liberto da matéria e pertence ainda ao mundo onde viveu ou a um mundo do mesmo grau,a menos que durante a sua vida, ele se tenha elevado; e deve ser esse seu objetivo a elevação pois, caso contrário, não se aperfeiçoará jamais. Ele pode, entretanto, ir a certos mundo superiores, mas, nesse caso, aí é como um estranho; não faz, por assim dizer, mais do que os entrever, e é isso que lhe dá o desejo de se melhorar, para ser digno da felicidade que nesses mundos se desfruta e poder habitá-los mais tarde.  Já os espíritos puros vão frequentemente a mundo inferiores para ajudar o seu progresso; sem essa ajuda os mundo inferiores estariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.


Fonte: O Livros dos Espíritos


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

PRECE: NAS AFLIÇÕES DA VIDA

26. PREFÁCIO. Podemos pedir a Deus favores terrestres, e Ele pode no-los conceder, quando tem uma finalidade útil e séria; mas, como julgamos a utilidade das coisas pelo nosso ponto de vista, e nossa visão é limitada ao presente, nem sempre vemos o lado mau daquilo que desejamos. Deus, que vê melhor do que nós, e não Quer senão o nosso bem, Pode, nos recusar, como um pai recusa a seu filho o que poderia prejudicá-lo. Se o que pedimos não nos é concedido, nisso não devemos conceber nenhum desencorajamento; é preciso pensar, ao contrário, que a privação do que desejamos, nos é imposta como prova ou expiação, e que a nossa recompensa será proporcional à resignação com a qual a tivermos suportado. 
(Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. XXVII, nº 6, cap II, nº 5,6 e 7).

27. PRECE. Deus Todo-Poderoso, que Vedes as nossas misérias, Dignai-Vos Escutar favoravelmente os votos que vos dirijo neste momento. Se o meu pedido for inconveniente, Perdoai-mo; se for justo e útil aos Vossos Olhos, que os bons Espíritos, que executam Vossas Vontades, venham em minha ajuda para o seu cumprimento.
         O que quer que me advenha, meu Deus, que a Vossa Vontade Seja Feita. Se meus desejos não são atendidos, é porque entra nos Vossos desígnios experimentar-me, e eu me submeto sem murmurar. Fazei com que eu não conceba nisso nenhum desencorajamento, e que nem minha fé, nem minha resignação, sejam abaladas.
          (Formular pedido).


Fonte: Coletânea de Preces Espíritas, de Allan Kardec. 




segunda-feira, 13 de outubro de 2014

LINDA MENSAGEM DO ESPÍRITO COTOVIA TRISTE


Quando encarnada, fui poetisa, gostava de brincar com as palavras, escrevi em verso e em prosa, vivi as minhas emoções, relatei fatos e observações e gostava de buscar inspiração em contato com a natureza.

Gostava de sentir o perfume das rosas, admirava as árvores, as flores, amava os canteiros com seus coloridos diversos, o perfume que as flores exalavam, o cheiro da chuva batendo na terra e não me cansava de contemplar a natureza. Tudo em torno de mim fazia-me sentir a beleza de Deus.

Hoje, no Plano Espiritual, continuo amando as árvores e as flores. Nas várias colônias que visito, gosto de admirar os canteiros belíssimos: as árvores onde me encontro, não precisam de ar, nem de chuva, elas são plasmadas com fluidos.

Além de contemplar toda a beleza que me cerca no Plano Espiritual, aprendi a admirar a natureza humana, a beleza que existe dentro de cada ser; voltei-me inteiramente para ver como são essas flores de Deus, como são essas plantações espirituais que Deus criou, que são almas.

Hoje sei ver com outros olhos, não só o Sudeste e a História do Brasil, mas principalmente, a dor do Nordeste e a dor esquecida, humilhante, a dor que todos conhecem, porém, faze, questão de desconhecer, fazem questão de justificar a permanência eterna dessa dor. E eu que tive a bênção de ter cultura, revolto-me ao ver que tantas e tantas pessoas poderiam ter um futuro melhor, se no Nordeste houvesse mais chance de aprender a ler e a escrever... Por isso, atualmente, tenho pesquisado muito sobre o povo nordestino, fui despertada para saber como vive aquele povo sofrido.

Além disso, pelos lugares por onde passo, busco aprender com as pessoas, com as suas experiências de vida, com os seus acertos e com os seus erros, trocando idéias, permutando experiências. E por ter a oportunidade de estar em contato com os encarnados e levar para eles as histórias que me são contadas aqui no Plano Espiritual, tornei-me uma repórter do Além. E estou aprendendo muito mais do que aprendi na Terra, pois tenho aberto o Livro da Vida das pessoas, as suas experiências, as suas conquistas, os seus fracassos, o secar do pranto e o descortinar de um sorriso na face.

Cada experiência de vida encerra muitas lições valiosas para aqueles que almejam evitar experiências dolorosas, que necessitam de reencarnações de resgate difícil. É uma oportunidade valiosa que Deus nos proporciona, para sabermos que sempre existe um amanhã , que pode ser diferente, pois o amanhã vai depender de nossas ações no presente.

Por isso, se a sua prova está difícil, não desanime, continue trabalhando e siga adiante, porque não há dor que dure eternamente.

Somente o Amor de Jesus estará perenemente com todos nós!

 Cotovia Triste



Fonte: Livro Sob o Luar do Sertão, pág. 9. Médium Shyrlene Campos – Núcleo Maria de Nazaré 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Post.177: 09 DE OUTUBRO DE 1861: LIVROS ESPÍRITAS QUEIMADOS

Este acontecimento da queima de Livros Espíritas em Barcelona, Espanha, foi chamado por Allan Kardec como o Auto de Fé de Barcelona. Esta expressão foi usada pela primeira vez no subtítulo do artigo “O Resto da Idade Média”, publicado em novembro daquele mesmo ano de 1861, na Revue Spirite (Revista Espirita).

Como o Auto de Fé de Barcelona aconteceu?
Maurice Lachâtre era um intelectual, editor e livreiro franceses, que estava estabelecido em Barcelona, sendo um grande propagandista do Espiritismo na Espanha, nisto encomendou trezentos volumes de diversos títulos espíritas à Allan Kardec, para a sua livraria.

O material chegou à Espanha através de tramitação legal, com impostos e taxas devidamente pagos por Kardec e com a documentação correta. E o senhor Maurice Lachâtre, como destinatário, pagou os direitos de entrada dos volumes, mas antes que os livros fossem entregues, uma relação dos títulos foi entregue ao bispo de Barcelona, pois a liberação de livros e/ou sua censura, competia à autoridade eclesiástica. O bispo, tomando conhecimento da natureza dos livros, ordenou que fossem apreendidos e queimados em praça púbica pela mão do carrasco.

Em situações como esta, os livros deveriam ser devolvidos ao remetente em seu pais de origem – neste caso a França. Mas,a  situação de devolução não aconteceu. O que ocorreu foi um ato de intolerância e intransigência, em que no dia 9 de outubro de 1861, às 10:30 horas, os volumes dos livros foram queimados como se fossem réus da inquisição.

A ata da execução dizia que: “Neste dia, nove de outubro, de mil oitocentos e sessenta e um, às dez horas e meia da manhã, na esplanada da cidade de Barcelona, no lugar onde são executados os criminosos condenados ao último suplício, e por ordem do Bispo desta cidade, foram queimados trezentos volumes de brochuras sobre o Espiritismo, a saber:
- “Revista Espírita”, dirigida por Allan Kardec.
- “A Revista Espiritualista”, dirigida por Piérard.
- “O Livro dos Espíritos”, por Allan Kardec.
-  “O Livro dos Médiuns”, por Allan Kardec.
- “O que é o Espiritismo?”, por Allan Kardec.
- “Fragmento de Sonata”, atribuído ao Espírito de Mozart.
- “Carta de um Católico sobre o Espiritismo”, pelo doutor Grand.
-  “A História de Joanna D’Arc”, atribuído a Joanna D’Arc, pela médium Ermance Dufaux.
- “A realidade dos Espíritos Demonstrada pela Escrita Direta”, pelo barão de Guldenstubbé.


Assistiram ao Auto de Fé:
- Um padre, com as roupas sacerdotais, trazendo a cruz em uma mão e na outra uma tocha.
- Um notário encarregado de redigir a ata do auto de fé.
- O escrevente do notário.
- Um funcionário superior da administração da alfândega;
- Três serventes da alfândega, encarregados de manter o fogo.
-Um agente da alfândega representando o proprietário das obras condenadas pelo bispo.
- Uma multidão, que vaiava o religioso e seus auxiliares aos gritos de “Abaixo a inquisição!

Essa atitude intransigente continuou de uma forma oculta, mas acirradamente por muito tempo após a queima dos livros, porém contribuiu enormemente para a propaganda da Doutrina Espírita.  

Numerosas pessoas, em seguida, se aproximaram da fogueira, e recolheram as suas cinzas. Foi enviado a Kardec uma aquarela feita in loco por um artista distinto, representando a cena do auto de fé, e uma parte das cinzas que com elas se encontrava um fragmento de “O Livros dos Espíritos” consumido pela metade. Allan Kardec mandou fazer do quadro uma redução fotográfica, o punhado de cinzas e alguns fragmentos legíveis de folhas queimadas foram colocados em uma urna de cristal.  Mas, lamentavelmente a intolerância ainda continuou na primeira metade do século XX, em que os nazistas durante a 2ª Guerra Mundial destruíram a urna.

Esses acontecimentos deu lugar a numerosas comunicações da parte dos espíritos. A mensagem seguinte foi obtida espontaneamente na Sociedade de Paris, em 19 de Outubro, no retorno de Kardec de Bordeaux:
“Faltava alguma coisa que castigasse com um golpe violento certos espíritos encarnados para que se decidissem a se ocupar dessa grande Doutrina que deve regenerar o mundo. Nada está inutilmente feito sobre a vossa Terra para isso, e, nós que inspiramos o Auto de Fé em Barcelona, sabíamos bem que, assim agindo, faríamos dar um passo imenso à frente. Esse fato brutal, inaudito nos tempos atuais, foi consumado para o efeito de atrair a atenção dos jornalistas que estavam indiferentes diante da agitação profunda que movimentava as cidades e os centros espíritas; deixavam dizer e deixavam fazer; mas se obstinavam em fazer ouvidos de mercador, e respondiam pelo mutismo ao desejo de propaganda dos adeptos do Espiritismo. Quer queiram quer não, é preciso que dele falem hoje; uns constatando o histórico do fato Barcelona, os outros desmentindo-o, deram lugar a uma polemica que fará volta ao mundo, e da qual só o Espiritismo aproveirará. Eis porque, hoje, a retaguarda da inquisição fez seu ultimo auto de fé, assim como o quisemos.” UM ESPÍRITO

No livro “Obras Póstumas”, Kardec pergunta ao Espírito À Verdade:
- Não ignorais, sem dúvida, o que vem de se passar em Barcelona a respeito das obras espíritas; teríeis a bondade de me dizer se convém perseguir a sua restituição?
Resposta: “em direito podes reclamar essas obras, e delas, certamente, obtereis a restituição, dirigindo-se ao Ministro dos Assuntos Estrangeiros da França. Mas, a minha opinião é que resultará desse Auto de Fé um bem maior que não produziria a leitura de alguns volumes. A perda material não é nada em comparação com a repercussão que semelhante fato dará à Doutrina. Compreendes o quanto uma perseguição tão ridícula e tão atrasada poderá fazer o Espiritismo progredir na Espanha. As idéias se difundirão com tanto mais rapidez, e as obras serão procuradas com tanto mais diligência, quanto as tiver queimado. Tudo está bem.

Kardec, em decorrência deste episodio, comentou: “Graças a esse zelo imprudente, todo o mundo, em Espanha, vai ouvir falar do Espiritismo e quererá saber o que é; é tudo o que desejamos. Podem-se queimar os livros, mas não se queimam as idéias; as chamas das fogueiras as super-excitam em lugar de abafá-las. As idéias, alias, estão no ar, e não há Pirenéus* bastante altos para detê-las; e quando uma idéia é grande e generosa, ela encontra milhares de peitos prontos para aspirá-la.”

O Auto de Fé de Barcelona foi literalmente o seu batismo de fogo do Espiritismo, a sua consagração na Espanha. A Espanha levantou-se como um só homem, para saber o que era essa doutrina que aterrorizava o clero. Muitas outras perseguições viriam e ainda vem para o Espiritismo. Muitas lagrimas ainda seriam e serão derramas por seus seguidores. Mais desistir jamais, a causa é magnífica, é sublime, é luminosa...

Diante desse fato, Allan Kardec, pela Revista Espírita que já tinha assinantes em quase todo o mundo, proclamou:
“Espíritas de todos os países! Não vos esqueçais desta data de 9 de outubro de 1861; Ela será marcada, nos fastos do Espiritismo; que ela seja para vós um dia de festa e não de luto, porque é a garantia do vosso próximo triunfo!” (Allan Kardec)



*Pirenéus são uma cordilheira no sudoeste da Europa cujos montes formam uma fronteira natural entre a França e a Espanha.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Cientistas realizaram o maior estudo sobre a Experiência de Quase Morte

Cada vez mais a ciência vem comprovando o conhecimento que o Espiritismo nos dar. Por isso que a Doutrina Espírita está alicerçada na ciência, filosofia e religião. Vejamos a seguir a matéria sobre o estudo de experiência de quase morte do site da globo.com:  


Pesquisa mostra que 40% têm lembranças da 'vida após a morte’
Maior estudo sobre o tema já feito investigou casos de pacientes que relataram memórias do período entre parada cardíaca e reanimação.

Pacientes relataram 'luz brilhante' durante morte clínica (Foto: Thinkstock)

O maior estudo já feito sobre experiências de quase morte mostrou que cerca de 40% dos pacientes têm algum tipo de lembrança sobre o período em que estiveram clinicamente mortos e sugeriu que uma pessoa pode continuar com atividade cerebral por até três minutos após seu coração parar completamente.

Durante quatro anos, cientistas da Universidade de Southampton, na Inglaterra, analisaram os casos de 2.060 pessoas que sofreram paradas cardíacas em 15 hospitais da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Áustria.

Entre os 330 que sobreviveram, 140 puderam ser entrevistados e, desses, 55 (39%) disseram ter alguma percepção ou lembrança do período em que estavam tecnicamente mortos.
Entrentanto, apenas duas pessoas relataram lembranças precisas sobre suas experiências de quase morte.

Luz
Uma delas, um homem de 57 anos, relatou que, de um canto da sala, observou enquanto os médicos faziam o procedimento de reanimação em seu corpo.

"Ele descreveu de forma precisa as pessoas, som e atividades de sua reanimação. Os registros médicos corroboram seu relato", diz o estudo.

Baseado nos sons que ele diz ter ouvido, é possível estimar que o homem tenha ficado consciente por 3 minutos entre a parada cardíaca e a reanimação - o normal, segundo o estudo, é a ocorrência de atividade cerebral residual entre 20 a 30 segundos após a parada cardíaca.

A maior parte dos entrevistados não lembrava detalhes, mas descreveu sensações e imagens que se repetiram nos relatos. Cerca de 20% dos entrevistados disse que se sentiu em paz e 27% disseram que o tempo desacelerou ou acelerou.

Alguns lembraram de ver um luz brilhante, outros relataram medo, sensação de afogamento ou de ser sugado para águas profundas. Do grupo, 13% disseram que se sentiram separados de seus corpos e o mesmo número disse que seus sentidos ficaram mais aguçados que o normal.

Além disso, 8% disseram ter encontrado algum tipo de presença mística ou voz identificável, e 3% viram espíritos religiosos ou de pessoas mortas.

Ninguém relatou ter vivido experiências do futuro.

O estudo destaca que, apesar de os pacientes terem aparentemente mais tempo de consciência durante a morte clínica, as memórias deles podem ser afetadas pelo impacto do processo de reanimação no cérebro ou pelos sedativos usados.

Os autores do estudo apontaram ainda algumas limitações na pesquisa, como a dificuldade para identificar se as memórias que os pacientes que diziam ter tido durante a parada cardíaca refletiam sua percepção real.

Eles também apontaram o baixo número de pacientes com memórias explícitas sobre o momento da morte clínica, o que impediu que houvesse análises mais profundas.


Fonte: globo.com - G1: Ciência e Saúde.

Para saber mais sobre a Experiência de Quase Morte na visão da Doutrina Espírita, leia a postagem do link que segue: http://jardim-espirita.blogspot.com.br/2014/03/post-128-experiencia-de-quase-morte.html

domingo, 5 de outubro de 2014

Post.176: É HORA DO DESPERTAR, O TEMPO URGE!

Estamos vivenciando a mais importante passagem material da nossa existência. É hora do despertar. É o grande momento para todos nós. A grande transformação que está sendo realizada no Planeta Terra é inexorável, requer de cada um de nós sinceridade para conosco mesmo, pois apenas nós somos capazes de rever nossos conceitos, e mudar as nossas diretrizes. O novo mundo de conceito moral que está sendo erguido, requer que olhemos para frente, para o novo, que cultivemos nossos valores, que possamos agregar novos conceitos elevados ao nosso ser imortal, que trabalhemos sem cessar para sanar nossas imperfeições morais.

Esta é uma oportunidade de grande dimensão, é um magnífico presente de Deus, O Arquiteto do Universo, para nós; em que sabemos do que está ocorrendo no amado Planeta Terra, e que sabemos para onde estamos indo e acima de tudo o que devemos fazer de nós. E quanto mais informações temos, mais responsabilidades carregamos. E o que estamos fazendo com todas essas informações? Será que seremos dignos de voltar a viver no amado Planeta Azul com a humanidade reformada moralmente?

A Terra irá vibrar em Estado de Mundo de Regeneração, muitas coisas irá mudar, como já estamos começando a perceber, mas está transformação é antes moral que material. Para acompanhar o mundo de regeneração temos que nos regenerar. Esta regeneração começa em nós, pois jamais podemos mudar os outros, apenas os inspirar. No entanto, é a partir da nossa transformação interior que as pessoas do nosso ciclo de convívio, possam se inspirar a buscar a reforma interior, elevando sua moral. E assim um erguendo o outro como uma corrente. Inspiremo-nos no nosso Amado Mestre Jesus que jamais impôs, apenas convidou e inspirou. Então vamos buscar no amado Rabi da Galileia a inspiração para transformar-nos em seres de amor, de luz, para que possamos ser dignos de poder viver neste novo mundo. Quando nos transformamos em pessoas melhores somos capazes de mudar muitas cosias em nossa volta.

Vamos buscar a paz interior e cultivar-la, apesar de muitas vezes as circunstâncias da vida na matéria nos faz perde-la, mas é com a prática que conseguimos edificar nossa paz interior. Vamos buscar a humildade para conhecer, para identificar nossas falhas morais, e por meio do exercício diário de vigília irmos domando nossas imperfeições, nossos erros.

Somos os trabalhadores da última hora, fomos chamados várias vezes, mas será que atendemos a tais chamados anteriormente, já que estamos ainda por aqui? Os espíritos superiores elucida-nos  que o tempo urge, é a nossa grande e possivelmente a última oportunidade aqui no Planeta Terra, e o tempo está se esgotando. Espíritos vindos principalmente do orbe de Alcíone, atenderam ao chamado do Mestre Jesus, o nosso governador espiritual, para encarnarem e trabalharem para a transição planetária. E então, o que estamos esperando para começarmos a nos lapidar em seres límpidos e a ajudar o nosso amado orbe? Então, vamos dar mais valor a esta atual existência na matéria, pois está é diferente das outras experiências carnais, pelo fato que estamos vendo o desdobrar, o amanhecer de uma Nova Era, que é um grande acontecimento para um orbe e para os seus habitantes.   


Os que não conseguirem acompanhar, alcançar o nível moral da Terra vão ser enviados para viver em outros orbes que estão de acordo com o seu nível evolutivo moral, até que possam evoluir e ajudar a evoluir tais orbes, pois Deus que é Pai, jamais desampara os seus filhos, e há sempre alguma morada do Nosso Pai para acolher-nos.

Então, deixemos para trás as nossas imperfeições, as tristezas, os fracassos, os ciúmes, as invejas, a raiva, o ódio, a mágoa, o rancor, a mentira, a ostentação, o orgulho, a cupidez, o egoísmo, o materialismo,as paixões inferiores, a vingança, o afrontamento, a violência, as atitudes vis...

Desejo a todos nós um ótimo trabalho de valorização das boas qualidades, de reforma interior. Que possamos de alguma forma ajudar neste laborioso serviço de evolução do Planeta Terra. Que os nossos frutos sejam cada vez mais nutritivos e saudáveis. Que Jesus nos inspirem e ampare sempre. Que a nossa luz brilhe.

Jardim Espírita.