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quinta-feira, 5 de julho de 2018

ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS

          O Espiritismo nos ensina de que maneira se opera a união do espírito e do corpo na encarnação.

          O espírito, pela sua essência espiritual, é um ser indefinido, abstrato, que não pode ter uma ação direta sobre a matéria, sendo-lhe necessário um intermediário; esse intermediário está no envoltório fluídico que faz, de alguma sorte, parte integrante do espírito, envoltório semi-material, quer dizer, tendo da matéria por sua origem e da espiritualidade por sua natureza etérea; como toda matéria, ela é haurida no fluido cósmico universal, que sofre nessa circunstância, uma modificação especial. Esse envoltório, designado sob o nome de perispírito, de um ser abstrato, faz um ser concreto, definido, perceptível pelo pensamento; ele o torna apto para agir sobre a matéria tangível, do mesmo modo que todos os fluidos imponderáveis, que são, como se sabe, os mais poderosos motores.


        O fluido perispiritual é, pois, o traço de união entre o espírito e a matéria. Durante a sua união com o corpo, é o veículo de seu pensamento, para transmitir o movimento às diferentes partes do organismo que agem sob o impulso de sua vontade, e para repercutir no espírito as sensações produzidas pelos agentes exteriores. Ele tem por fio condutor os nervos.

        Quando o espírito deve se encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que não é outra coisa senão uma expansão do seu perispírito, liga-o ao germe para o qual se acha atraído, por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o germe se desenvolve, o laço se aperta; sob a influência do princípio vital material do germe, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, com o corpo que se forma: de onde se pode dizer que o espírito, por intermédio de seu perispírito, toma, de alguma sorte, raiz nesse germe, como uma planta na terra. Quando o germe está inteiramente desenvolvido, a união é completa, e, então, ele nasce para a vida exterior.

         Por um efeito contrário, essa união do perispírito e da matéria carnal, que se cumprira sob a influência do princípio vital do germe, quando esse princípio deixa de agir, em consequência da desorganização do corpo, a união, que era mantida por uma força atuante, cessa quando essa força deixa de agir; então o perispírito se desliga, molécula a molécula, como estava unido, e o espírito se entrega à sua liberdade. Assim, não é a partida do espírito que causa a morte do corpo, mas a morte do corpo que causa a partida do espírito.

        Desde o instante que se segue à morte, a integridade do espírito está inteira; que as suas faculdades adquirem mesmo uma penetração maior, ao passo que o princípio de vida está extinto do corpo, é a prova evidente de que o princípio vital e o princípio espiritual são duas coisas distintas.

        O Espiritismo nos ensina, pelos fatos que nos faculta observar, os fenômenos que acompanham essa separação; algumas vezes, ela é rápida, fácil, doce e insensível; de outras vezes, é lenta, laboriosa, horrivelmente penosa, segundo o estado moral do espírito, e pode durar meses inteiros.

        Um fenômeno particular, igualmente assinalado pela observação, acompanha
sempre a encarnação do espírito. Desde que este é preso pelo laço fluídico que o liga ao germe, a perturbação se apodera dele; essa perturbação cresce à medida que o
laço se aperta, e, nos últimos momentos, o espírito perde toda a consciência de si mesmo, de sorte que ele nunca é testemunha consciente de seu nascimento. No momento em que a criança respira, o espírito começa a recobrar as suas faculdades, que se desenvolvem à medida que se formam e se consolidam os órgãos que devem servir para a sua manifestação.

         Mas, ao mesmo tempo que o espírito recobra a consciência de si mesmo, ele perde a lembrança de seu passado, sem perder as faculdades, as qualidades e as aptidões adquiridas anteriormente, aptidões que estavam, momentaneamente, estacionadas em seu estado latente e que, em retomando a sua atividade, vão ajudá-lo a fazer mais e melhor do que o fazia precedentemente; ele renasce o que se fez pelo seu trabalho anterior, é, para ele, um novo ponto de partida, um novo degrau a subir. Aqui ainda se manifesta a bondade do Criados,porque a lembrança de um passado, frequentemente penoso ou humilhante, juntando-se às amarguras de sua nova existência, poderia perturbá-lo ou entravá-lo; ele não se lembra senão daquilo que aprendeu, porque isso lhe é útil. Se, algumas vezes, conserva uma vaga intuição dos acontecimentos passados, é como a lembrança de um sonho fugido. É, pois, um homem novo, por ancião que seja o seu espírito, ele se apoia sobre novos hábitos, com a ajuda dos que adquiriu. Quando ele entra na vida espiritual, o seu passado se desenrola aos seus olhos, e julga se empregou bem ou mal o seu tempo.

         Não há, pois, solução de continuidade na vida espiritual, apesar do esquecimento do passado; o espírito é sempre ele, antes, durante a encarnação e depois dela; a encarnação não é senão uma fase especial de sua existência. Esse esquecimento não ocorre mesmo senão durante a vida exterior de relação; durante o sono, o espírito, em parte desligado dos laços carnais, entregue à liberdade e à vida espiritual, lembra-se; sua visão espiritual não é mais tanto obscurecida pela matéria.

(...)

         A obrigação, para o espírito encarnado, de prover à nutrição de seu corpo, sua segurança e seu bem estar, constrange-o a aplicar as suas faculdades na busca de exercê-las e desenvolvê-las. Sua união com a matéria é, pois, útil ao seu adiantamento; eis por que a encarnação é uma necessidade. Por outro lado, pelo trabalho inteligente que realiza em seu proveito sobre a matéria, concorre para a transformação e o progresso material do globo em que habita; assim é que, progredindo ele mesmo, colabora na obra do Criador, de que é agente inconsciente.

         Mas a encarnação do espírito não é constante nem perpétua; não é senão transitória; deixando um corpo, não retoma outro imediatamente; durante um lapso de tempo mais ou menos considerável, vive da vida espiritual, que é a vida normal; de tal sorte que a soma do tempo passado nas diferentes encarnações é pouca coisa, comparada ao tempo que ele passa no estado de espírito livre.

         No intervalo dessas encarnações, o espírito progride igualmente, no sentido de que aproveita, para o seu adiantamento, os conhecimentos e a experiência adquiridos na vida corpórea; ele examina o que fez em sua permanência terrestre, passa em revista o que aprendeu, reconhece suas faltas, organiza seus planos e toma as resoluções segundo as quais conta guiar-se numa nova existência, tratando de fazer o melhor. Assim é que cada existência é um passo adiante na via do progresso, uma espécie de escola de aplicação.

         A encarnação não é, pois, normalmente, uma punição para o espírito, como alguns o pensam, mas uma condição inerente à inferioridade do espírito e um meio de progredir.

         À medida que o espírito progride moralmente, ele se desmaterializa, quer dizer que, subtraindo-se à influência da matéria, depura-se; sua vida se espiritualiza, suas faculdades e suas percepções se estendem; sua felicidade está em razão do progresso realizado. Mas como age em virtude do seu livre-arbítrio, pode, por negligência ou má vontade, retardar o seu adiantamento; prolongar, por conseguinte, a duração de suas encarnações materiais, que se tornam então,para ele, uma punição, uma vez que, por sua falta, permaneceu nas classes inferiores, obrigado a recomeçar a mesma tarefa. Depende, pois, do espírito abreviar, por seu trabalho e depuração de si mesmo, a duração do período de encarnação. 

          O progresso material de um globo segue o progresso moral de seus habitantes; ora, como a criação dos mundos e dos espíritos é incessante, que estes progridem mais ou menos rapidamente, em virtude de seu livre-arbítrio, disso resulta que há mundos mais ou menos antigos, em diferentes graus de adiantamento físico e moral, onde a encarnação é mais ou menos material, e onde, por conseguinte, o trabalho, para os espíritos, é mais ou menos rude. Sob esse ponto de vista, a Terra é um dos menos avançados; povoada de espíritos relativamente inferiores, a vida corpórea nela é mais penosa do que em outros, como ocorre com os mais atrasados, onde é ainda mais penosa que sobre a Terra, e para os quais a Terra seria, relativamente, um mundo feliz. 

                 

          Quando os espíritos adquiriram, sobre um mundo, a soma do progresso que o estado desse mundo comporta, deixam-no para se encarnarem num outro mais avançado, onde adquirem novos conhecimentos, e assim por diante até que, não lhes sendo mais útil a encarnação num corpo material, vivem exclusivamente da vida espiritual, onde progridem ainda num outro sentido e por outros meios. Chegados ao ponto culminante do progresso, gozam da suprema felicidade; admitidos nos conselhos do Todo-Poderoso, tem seu pensamento, tornam-se seus mensageiros, seus ministros diretos para o governo dos mundos, tendo sob suas ordens os espíritos em diferentes graus de adiantamento.

         Assim, todos os espíritos, encarnados e desencarnados, em qualquer grau de hierarquia a que pertençam, desde o menor ao maior, tem as suas atribuições no grade mecanismo do Universo; todos são uteis ao conjunto, ao mesmo tempo que são úteis a si mesmos; aos menos avançados, como a de simples operários, incumbe uma tarefa material, de início inconsciente, depois gradativamente inteligente. Por toda parte há atividade no mundo espiritual, em nenhuma parte a ociosidade inútil.

          A coletividade dos espíritos, de alguma sorte, é a alma do Universo; é o elemento espiritual que age em tudo e por toda parte, sob o impulso do pensamento divino. Sem esse elemento, não há senão a matéria inerte, sem objetivo, sem inteligência, sem outro motor que as forças materiais que deixam uma multidão de problemas insolúveis; pela ação do pensamento espiritual individualizado, tudo tem um objetivo, uma razão de ser, tudo se explica; eis por que, sem a espiritualidade, tropeça-se com dificuldades insuperáveis.


Fonte: A Gênese – Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. XI.


sábado, 30 de junho de 2018

UNIÃO DO PRINCÍPIO ESPIRITUAL E DA MATÉRIA


          Devendo a matéria ser o objeto de trabalho do espírito, para o desenvolvimento de suas faculdades, era necessário que pudesse atuar sobre ela, por isso veio habitá-la, como o lenhador habita a floresta. Devendo ser a matéria, ao mesmo tempo, o objetivo e o instrumento de trabalho, Deus, em lugar de unir o espírito à pedra rígida, criou, para seu uso, corpos organizados; flexíveis, capazes de receber todos os impulsos de sua vontade, e de se prestar a todos os seus movimentos.

        O corpo é, pois, ao mesmo tempo, o envoltório e o instrumento do espírito, e à medida que este adquire novas aptidões, ele reveste um envoltório apropriado ao novo gênero de trabalho que deve realizar, como se dá a um obreiro ferramentas menos grosseiras à medida que ele seja capaz de fazer uma obra mais cuidada.


        Para ser mais exato, é necessário dizer que é o próprio espírito que dá forma ao seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o, desenvolve-o e completa o organismo à medida que sente a necessidade de manifestar novas faculdades; em uma palavra, ele a coloca na estatura de sua inteligência; Deus lhe fornece os materiais: cabe-lhe empregá-los; assim é que as raças avançadas tem um organismo ou, querendo-se, uma aparelhagem cerebral mais aperfeiçoada que as raças primitivas. Explica-se assim, igualmente, o cunho especial que o caráter do espírito imprime aos traços da fisionomia e ao comportamento do corpo.

        Desde que um espírito nasce na vida espiritual, deve, para o seu adiantamento, fazer uso de suas faculdades, de inicio, rudimentares; por isso, ele reveste um envoltório corporal apropriado ao seu estado de infância intelectual, envoltório que deixa para revestir um outro à medida que as suas forças aumentam. Ora, como em todos os tempos houve mundos, e que esses mundos deram nascimento a corpos organizados próprios a receberem os espíritos, de todos os tempos os espíritos encontraram, qualquer que fosse o seu grau de adiantamento, os elementos necessários à sua vida carnal.

       Sendo o corpo exclusivamente material, sofre as influências da matéria. Depois de funcionar algum tempo, ele se desorganiza e se decompõe; o princípio vital, não achando mais o elemento de sua atividade, se extingue e o corpo morre. O espírito, para quem o corpo privado de vida é doravante sem utilidade, deixa-o como se deixa uma casa em ruína ou uma veste fora de serviço.

      O corpo não é, pois, senão um envoltório destinado a receber o espírito; desde então, pouco importam a sua origem e os materiais de que é construído. Que o corpo do homem seja uma criação especial ou não, não deixa de ser formado com os mesmos elementos que os dos animais, animado do mesmo princípio vital, de outro modo dito, aquecido pelo mesmo fogo, como é alumiado pela mesma luz, sujeito às mesmas vicissitudes e às mesmas necessidades: é um ponto sobre o qual não há contestação.    

       A não considerar senão a matéria, e fazendo abstração do espírito, o homem não tem, pois, nada que o distingue do animal; mas tudo muda de aspecto fazendo-se uma distinção entre a habitação e o habitante.

(...)

        Com o homem, não é a sua vestimenta de carne que o eleva acima do animal e dele faz um ser à parte, é o seu ser espiritual, o seu espírito.



Fonte: A Gênese – Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. XI. 



quinta-feira, 21 de junho de 2018

PRINCÍPIO VITAL

          Dizendo-se que as plantas e os animais são formados dos mesmos princípios constituintes que os minerais, é necessário entender-se no sentido exclusivamente material; também aqui não é questão senão do corpo.


         Sem falar do princípio inteligente, que é uma questão à parte, há na matéria orgânica um princípio especial, inacessível, e que não pôde ainda ser definido: é o princípio vital. Este princípio, que é ativo no ser vivo, está extinto no ser morto, mas não deixa de dar, à substância, propriedades características que a distinguem das substancias inorgânicas. A química, que decompõe e recompõe a maioria dos corpos inorgânicos, pôde decompor os corpos orgânicos. Mas nunca chegou a reconstruir mesmo uma folha morta, prova evidente de que há nesta alguma coisa que não existe nas outras.

(...)

          Mas, qualquer que seja a opinião que se faça sobre a natureza do princípio vital, ele existe, uma vez que se lhe veem os efeitos. Pode-se, pois, admitir logicamente que, em se formando, os seres orgânicos assimilaram o princípio vital que era necessário à sua destinação; ou, querendo-se, que esse princípio se desenvolveu, em cada indivíduo, pelo efeito mesmo da combinação dos elementos, como se vê, sob o império de certas circunstâncias o calor, a luz e a eletricidade.

         O oxigênio, o hidrogênio, o azoto e o carbono, em se combinando sem o fluido vital, não formariam senão um mineral ou corpo inorgânico; o princípio vital, modificando a constituição molecular desse corpo, lhe dá propriedades especiais. Em lugar de uma molécula mineral, tem-se uma molécula orgânica.

         A atividade do princípio vital é mantida, durante a vida, pela ação do desempenho dos órgãos, (...); que essa ação cessa pela morte, o princípio vital se extingue (...). mas o efeito produzido sobre o estado molecular do corpo, pelo princípio vital, subsiste depois da extinção desse princípio (...). Na análise de corpos orgânicos, a química encontra bem os elementos constituintes: oxigênio, hidrogênio, azoto e carbono, mas não pode reconstituí-los, porque não existindo mais a causa, ela não pode reduzir o efeito, ao passo que reconstituir uma pedra.

        (...) Os corpos orgânicos seriam, assim, verdadeiras pilhas elétricas, que funcionam enquanto os elementos dessas pilhas estão nas condições requeridas para produzir a eletricidade: é a vida; que param quando cessam estas condições: é a morte. Segundo isso, o principio vital não seria outro que a espécie particular de eletricidade designada sob o nome de eletricidade animal, liberada durante a vida pela ação dos órgãos, e cuja produção se suspende na morte pela cessação dessa ação.





Fonte: A Gênese – Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. X. 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS


Questões de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Capítulo 1, perguntas e respostas das questões  76 à 83 aos Espíritos Superiores.

 


76 – Que definição se pode dar dos Espíritos?
“Pode-se dizer que os Espírtios são os seres inteligentes da Criação. Povoam o Universo fora do mundo material.”
Nota: O vocábulo Espírito é empregado aqui para designar as individualidades dos seres extra-corpóreos, e não mais o elemento inteligente universal.

77 – Os Espíritos são seres distintos da Divindade ou seriam apenas emanações ou porções da Divindade e Chamados, por essa razão, filhos de Deus?
“Meu Deus! São sua obra absolutamente como um homem que faz uma máquina; essa máquina é obra do homem e não ele mesmo. Sabes que quando o homem faz uma coisa bela, útil, ele a chama sua filha, sua criação. Pois bem, o mesmo se dá com relação a Deus: somos seus filhos, uma vez que somos sua obra.” 

78 – Os Espíritos tiveram princípio, ou existem como Deus, de toda a eternidade?
“Se os Espíritos não tivessem tido princípio, seria iguais a Deus, ao passo que eles são sua criação e submetidos à sua vontade. Deus existe de toda eternidade e isto é incontestável; mas saber quando e como nos criou, não o sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se entenderes com isso que sendo Deus eterno, tem criado sem descanso; mas quando e como ele criou cada um de nós, digo-te, ainda, ninguém o sabe; aí é que está o mistério.”

79 – Visto que existem dois elementos gerais no Universo – o elemento inteligente, e o elemento material – pode-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente como os corpos inertes são formados do elemento material?
“Evidentemente; os Espíritos são individualizações do princípio inteligente como os corpos são individualizações do princípio material. A época e o modo dessa formação é que são desconhecidos.”

80 – A criação dos Espíritos é permanente, ou só ocorreu na origem dos tempos?
“É permanente; quer dizer, Deus não cessou jamais de criar.”

81 – Os Espíritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?
“Deus os criou, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas, ainda uma vez a origem deles é mistério.”

82 – É exato dizer-se que os Espíritos são imateriais?
“Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem insuficiente? Pode um cego de nascimento definir a luz? Imaterial não é o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que sendo o Espírito uma criação, deve ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que não pode ser percebida pelos vossos sentidos.”

Dizemos que os espíritos são imateriais, porque sua essência difere de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Uma comunidade de cegos não teria termos para definir a luz e seus efeitos. Um cego de nascença crê possuir todas as percepções pelo ouvido, o odor, o gosto e o tato; ele não compreende as ideias que lhe dariam o sentido que lhe falta. Da mesma forma, com relação à essência dos seres sobre-humanos somos verdadeiros cegos. Não os podemos definir senão por comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da nossa imaginação.

83 – Os Espíritos tem fim? Compreende-se que o princípio de onde eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se sua individualidade tem um termo e se, num tempo dado, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina e não retorna à massa donde saiu, como ocorre com os corpos materiais. É difícil de conceber-se que uma coisa que teve começo, possa não ter fim.
“Existem coisas que não compreendeis porque a vossa inteligência é limitada e isso não é razão para que as rejeiteis. A criança não compreende tudo o que seu pai compreende, nem o ignorante tudo o que o sábio compreende.
Dissemos que a existência do espírito não tem fim; é tudo o que podemos dizer, por enquanto.”



Fonte: O Livros dos Espíritos. Allan Kardec. Cap. 1 - perguntas e respostas das questões  76 à 83 aos Espíritos Superiores.



segunda-feira, 11 de junho de 2018

MÚSICA ESPÍRITA: MOSTRA-ME A LUZ

Música: Mostra-me a Luz 
CD: Luz de Chrystal 
Cantora: Chrystal (Helena Cristina)



LETRA DA MÚSICA: MOSTRA-ME A LUZ



Ó! Meu Senhor, 
Mostra-me a luz!... (bis)
(Tira de mim o véu que me impede de ver
Que tua misericórdia é para todos) (bis)

São tantas coisas
Que eu preciso saber
São tantas coisas que preciso aprender
(Primeiro tenho que me conhecer) (bis)
Dá-me forças, ó meu senhor!
Para que eu comece minha transformação
(Amplia os meus sentidos desturva minha visão) (bis)

(Traz-me sempre na lembrança
Que teu perdão a todos nos alcança) (bis)



Introdução


Dá-me forças, ó meu Senhor!
Para que eu comece
Minha transformação
Amplia os meus sentidos desturva minha visão

(Traz-me sempre na lembrança que teu perdão a todos nos alcança) (bis)

Ó! Meu Senhor,
Mostra-me a luz!... (bis)
(Tira de mim o véu 
Que me impede de ver
Que tua misericórdia é para todos) (bis) 
la ,la ,la.....

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A PERCEPÇÃO HUMANA E A GRANDEZA DO UNIVERSO

O texto a seguir está contido no livro Livro Os Mensageiros. Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Chico Xavier. Ano do livro 1944. Capitulo 15. 


A nebulosa de Órion é uma nebulosa difusa que
se encontra entre 1500 e 1800 anos-luz do Sistema Solar,
e situada a sul do Cinto de Órion.


             A percepção humana não consegue apreender senão determinado número de vibrações. Comparando as restritas possibilidades humanas com as grandezas do Universo infinito, os sentidos físicos são muitíssimos limitados. O homem recebe reduzido noticiário do mundo que lhe é moradia. É verdade que tem devassado com a sua ciência problemas profundos. A astronomia terrena conhece que o Sol, por medidas aproximadas, é 1.300.000 vezes maior que a Terra e que a estrela Capela é 5.800 vezes maior que o nosso Sol; sabe que Arcturo equivale a milhares de sóis, iguais ao que nos ilumina; está informada de que Canópus corresponde a 8.760 sóis idênticos ao nosso, reunidos; mediu as distancias entre o nosso planeta e a Lua; acompanhou certos fenômenos em Marte, Saturno, Vênus e Júpiter; sonda os milhões de sóis aglomerados na Via Láctea; conhece as estrelas variáveis, as nebulosas espirais e difusas. E não param as observações humanas na grandeza ilimitada do macrocosmo. A Ciência vai, igualmente, aos círculos atômicos; analisa a materialização da energia, o movimento dos elétrons, estuda o bombardeio de átomos e esquadrinha corpúsculos diversos. Mas todo esse trabalho, com a colaboração das lunetas de alta potencia e dos geradores de milhões de volts, ainda é serviço que apenas identifica os aspectos exteriores da vida. Há, porém, outros mundos sutis, dentro dos mundos grosseiros, maravilhosas esferas que se interpenetram. O olho humano sofre variadas limitações e todas as lentes físicas reunidas não conseguiriam surpreender o campo da alma, que exige o desenvolvimento das faculdades espirituais para torna-se perceptível. A eletricidade e o magnetismo são duas correntes poderosas que começam a descortinar aos encarnados alguma coisa dos infinitos potenciais do invisível, mas ainda é cedo para cogitarmos de êxito completo. Somente ao homem de sentidos espirituais desenvolvidos é possível revelar alguns pormenores das paisagens sob nossos olhos. A maioria das criaturas ligadas à crosta não entende estas verdades senão após perderem os laços físicos mais grosseiros. É da lei que não devemos ver senão o que possamos observar com proveito.


               Assista abaixo o vídeo da Comparação do Tamanho dos Corpos Celestes, e uma Viagem em Anos Luz  que nos permite refletir sobre a Grandeza das Criações Dividas pelo Universo: 



                           

Em um único segundo, a luz viaja
aproximadamente 300 mil quilômetros no vácuo. 




Fonte do texto: Livro Os Mensageiros. Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Chico Xavier.
As imagens e o vídeo desta postagem não estão no livro citado. 


segunda-feira, 28 de maio de 2018

BEM E MAL SOFRER



          Quando o Cristo disse: “Bem aventurados os aflitos, que deles é o reino dos céus”, não se referia aqueles que sofrem em geral, porque todos aqueles que estão neste mundo sofrem, estejam sobre o trono ou sobre a palha; mas, ah! Poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem condu-los ao reino de Deus. O desencorajamento é uma falta; Deus vos recusa consolações porque vos falta coragem. A prece é um sustentáculo para a alma, porém, ela não basta: é preciso que esteja apoiada sobre uma fé viva na bondade de Deus. Frequentemente, ele vos disse que não colocava fardos pesados em ombros fracos; o fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e à coragem; maior será a recompensa quanto a aflição não seja penosa; mas essa recompensa é preciso merecê-la, e é por isso que a vida está cheia de tribulações.

        O militar que não é enviado ao campo de batalha não fica contente, porque o repouso da retaguarda no acampamento não lhe proporciona promoção; sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enfraqueceria e a vossa alma se entorpeceria. Ficai satisfeitos quando Deus vos envia à luta. Essa luta não é o fogo da batalha, mas as amarguras da vida, onde é preciso, algumas vezes, mais coragem do que num combate sangrento, porque aquele que ficaria firme diante do inimigo, se dobrará sob o constrangimento de uma pena moral. O homem não é recompensado por essa espécie de coragem, mas Deus lhe reserva louros e um lugar glorioso. Quando vos atinge um motivo de inquietação ou de contrariedade, esforçai-vos por superá-lo, e quando chegardes a dominar os ímpetos da impaciência, da cólera ou do desespero, dizei-vos co justa satisfação: “Eu fui o mais forte.”

       Bem-aventurados os Aflitos por, pois, ser traduzidos assim: bem-aventurados aqueles que tem oportunidades de provarem sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão em cêntuplo a alegria que lhes falta na Terra, e depois do trabalho virá o repouso. (LACORDAIRE, Havre, 1863)


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Capítulo V, item 18.  Instruções dos Espíritos.


quinta-feira, 24 de maio de 2018

SERMOS AGRADECIDOS


            


            Quanto reclamamos da vida abençoada que temos, que apesar das dificuldades sempre temos o necessário para nosso sustento material.

           Temos que agradecer mais ao Criador pelo dia que se inicia e a noite que se encerra, algumas vezes com suas dificuldades e conquistas;
            Agradecer pela nossa saúde, e quando a saúde nos falta agradecer pela oportunidade de aprender a sofrer com resignação;
           Agradecer pelo sopro da vida física;
           Agradecer, pela nossa capacidade física de interagir na matéria sem ter deficiência, e se alguma deficiência física tiver ou aparecer agradecer pela oportunidade de estarmos expurgando as nossas falhas espirituais que foram adquiridas pelos caminhos da vida;
          Agradecer pelo alimento abençoado que fortalece nosso corpo físico, as vezes sem fatura, mas que tantos outros não tem nada para ingerir;
         Agradecer pelo nosso trabalho que traz o sustento material, que as vezes pode não ser tão bom e gratificante realizar, mas que tantos outros irmãos gostariam de estar exercendo algum compromisso profissional e não estão, seja por falta de emprego ou por falta de saúde;
         Agradecer pelas pessoas do nosso convívio, pois são elas que nos fazem aprender e são a elas que ensinamos, que apesar de existir alguma dificuldade de convívio esta é a oportunidade de reparação ou de superação de si mesmo;
        Agradecer pela água fonte de vida e preciosa, que faz florescer a vida e nossa esperança;
       Agradecer pelo perdão;
       Agradecer pelos livramentos das causas inferiores físicas e espirituais que muitas vezes nem nos damos conta da proteção que recebemos;
        Agradecer pela nossa casa que nos abriga e nos protege;
        Agradecer pelas oportunidades que aparecem...

        Ah, como há tantas coisas para agradecer ao nosso Criador. Passaríamos horas em agradecimento. Quando agradecemos nossa vida ilumina-se. 

        Que possamos refletir mais sobre as circunstâncias da vida. E parar de reclamar de coisas pequenas, enquanto que coisas realmente grandes e serias estão acontecendo. É começar a exercer diariamente a eliminação das nossas mesquinharias, fazemos questão por tudo. Sem paciência para nada, nem para agradecer a vida que temos, seja ela boa ou ruim.

        Lembremos é aqui que devemos estar e devemos ser muito agradecidos por isto. Pois, Deus nos coloca sempre no melhor lugar para o nosso adiantamento. Já vivemos muitas vidas por diversas raças e países que a Terra possui. Mas, o nosso grande momento e o nosso palco é este que estamos vivendo agora. Que não deixemos de amar a Terra em que nos acolhe com tanto amor, pois é ela que proporciona o ensino necessário que temos que aprender, é por este fato que estamos aqui. A vida nunca erra, nós é que erramos, mas que temos a capacidade de refazer e acertar. 

       Será que somos realmente agradecidos?
       Que sejamos antenas para o amor e para o bem. Não esqueçamos de ser gratos e de amar.


Escrito pelo Jardim Espírita



segunda-feira, 21 de maio de 2018

OS CINCO SEGREDOS DA FELICIDADE DO HOMEM MAIS FELIZ DO MUNDO


          O monge Matthieu Ricard é a pessoa mais feliz do mundo. É o que afirmam os cientistas após estudarem seu cérebro.

         Ricard fala que: “Felicidade não é a busca infinita por uma série de experiências prazerosas.

         Aos 70 anos, Ricard dá cinco dicas para alcançar a felicidade:

1 -  Defina o que é felicidade.
Felicidade é um jeito de ser. É um estado mental ótimo, excepcionalmente saudável que dá a você os recursos para lidar com os altos e baixos da vida.

2 - Seja paciente.
Não seja como uma criança que faz pirraça... “Eu quero ser feliz agora”. Isso não funciona. A fruta amadurece com paciência e vira uma fruta e uma geleia deliciosas. Você não pode fazer isso com uma fruta verde. Leva tempo cultivar todas aquelas qualidades humanas fundamentais que criam bem-estar.

3 - Saiba que pode treinar a mente.
O que você fizer vai mudar seu cérebro. Se você aprender malabarismo, a mergulhar ou a esquiar, seu cérebro vai mudar. Da mesma forma, se você treinar sua concentração, se você treinar para ter mais compaixão, se você treinar para ser mais altruísta seu cérebro vai mudar, você será uma pessoa diferente. Todas essas habilidades podem ser aprendidas, assim como tocar piano ou jogar xadrez.

4 - Pratique pouco e sempre.
É como quando você rega as plantas no seu apartamento. Você precisa regar um pouco todos os dias. Se você derramar um balde uma vez por mês a planta vai morrer. É melhor fazer sessões curtas de meditação com frequência, do que uma muito longa de tempos em tempos, porque o processo de neuroplasticidade não será ativado ou mantido.

5 - Não deixe o tédio desencorajá-lo.
Devemos perseverar, porque, às vezes, quando está chato é que uma mudança de verdade ocorre. A regularidade é uma das grandes dicas de meditação e treinamento mental, para se tornar uma pessoa melhor, mais feliz e mais altruísta.


Assista abaixo o vídeo da BBC do monge Matthieu Ricard.



segunda-feira, 14 de maio de 2018

MÚSICA ESPÍRITA: POEMA DA VIDA

Música: Poema da Vida 
CD: Luz de Chrystal 
Cantora: Chrystal (Helena Cristina)





LETRA DA MÚSICA: POEMA DA VIDA

Somos, como as águas,
uns são rios, outros riachos,
Mas todos com um destino certo...
Uns secam antes de concluírem o percurso,
Outros... desembocam vencedores
nos braços do grande mar...

Descansam... por um certo tempo,
retornam ao azul do céu

Preparam-se
Para a gloriosa volta
Como gotículas de chuva
das mãos do Criador.


Somos, como as águas,
uns são rios, outros riachos,
Mas todos com um destino certo...
Uns secam antes de concluírem o percurso,
Outros... desembocam vencedores
nos braços do grande mar...

Descansam... por um certo tempo,
retornam ao azul do céu

Preparam-se
Para a gloriosa volta
Como gotículas de chuva
das mãos do Criador.

das mãos do Criador. 
das mãos do Criador. 
das mãos do Criador. 



CLIQUE AQUI para conhecer mais sobre a história do CD Luz de Chrystal e das Músicas Espírita da cantora Helena Cristina.