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domingo, 24 de novembro de 2013

Post. 96: ENCARNAÇÃO NOS DIFERENTES MUNDOS

          Já vivemos em outros mundos e sobre a Terra. A alma pode reviver muitas vezes sobre o mesmo mundo se não é bastante avançada para passar para um mundo superior. A que passamos neste globo não é a primeira, nem a ultima,  e é uma das mais materiais e mais distante da perfeição; desta forma podemos reencarnar varias vezes na Terra, se encontrando aqui cada vez em posições diferentes, que são oportunidades de adquirir experiência. Para alcançar a perfeição e o bem supremo que é o objetivo final de todos os homens, o espírito não necessita passar por todos os mundos que existem no universo, pois há muitos mundos que estão no mesmo nível e desta forma  o espírito não aprenderia nada de novo.

         Todos os mundos são solidários um com o outro, nisto os espíritos depois de terem encarnados em outros mundos, podem encarnar aqui na Terra, por exemplo, sem jamais terem passado por aqui, porque o que não se faz em um, pode-se fazer noutro. O que determina o mundo em que o espírito vai reencarnar é o seu grau de evolução, pois o espírito nem sempre pode escolher o novo mundo que vai habitar, mas se pedir e, se tiver méritos, pode ser atendido; de acordo com o seu progresso.


        Os que devem recomeçar a mesma existência, são os que faliram em suas missões ou em suas provas; podendo permanecer estacionários, mas não regredir na sua evolução; a punição para os espíritos rebeldes, é a de não avançar e de recomeçar as existências mal empregadas num meio conveniente à sua natureza, podendo ser transferidos para mundos inferiores, que não seja melhor do que estava vivendo, e que pode ser pior. Pelo fato de que, os seres que habitam cada mundo não alcançam o mesmo grau de perfeição, é como na Terra: existem os mais e os menos avançados, para haver o equilíbrio e o progresso do orbe.

        Não há nenhuma vantagem particular de voltar a habitar sobre um mundo como a Terra, por ser um mundo onde o sofrimento impera,  a menos que seja uma encarnação de missão; nesse caso, os espíritos aceitam com alegria as tribulações dessa existência materialista, visto que lhes fornecem um meio de progredir, revivendo corporalmente em um mundo inferior aquele em que já viveram.

        Em relação ao perispírito, a sua substância não é a mesma em todos os mundos, ela é mais ou menos etérea, pois quando o espírito passa de um mundo para outro ele se reveste da matéria própria de cada mundo. Existe mundos onde os espíritos, cessando de habitar corpos materiais, só tenha por envoltório o perispírito, e torna-se tão etéreo que, para nós, é como se não existisse; este é o estado dos espíritos puros; estes habitam  mundos felizes, mas não estão confinados como nós na Terra, eles podem melhor que os outros, estar por toda a parte, devido a sua bondade. Já a infância é, em todos os mundos, é uma transição necessária, porém, não é em todos os mundos precária como é a nossa. E quando o espírito passa de um mundo para outro, ele conserva a inteligência que acumulou, assim ela não se perde, mas ela pode não dispor dos mesmos meios para manifestá-la, dependendo isso da sua superioridade e das condições do corpo que tomar.  

       Não seria melhor permanecer como espírito? Não, porque iria estacionar o progresso em direção a Deus, pois apenas a encarnação em diferentes mundos é que nos leva a caminho Dele. 


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