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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Post. 136: JESUS E ATUALIDADE

          Jesus foi na época em que viveu, é, e sempre será, atual. As Suas atitudes e Seus ensinamentos, sempre acompanha a humanidade em todas as épocas, no tempo em que viveu encarnado na Terra mostrou uma nova forma de viver e sentir inimaginável para tal sociedade daquele tempo, algo superpreedente moderno; e nos dias atuais ainda nos surpreende ,nos faz compreender coisas que não se podiam serem entendidas, e questões que a ciência hoje comprova... E esta sociedade atual necessita de um Jesus mostrado de uma forma mais simples, de um Jesus que esteja mais perto de nós, como fala Joanna de Ângelis no texto abaixo: “Um Jesus descrucificado”; pois não precisamos mais de aparatos físicos para aprender, precisamos ver Jesus em Sua essência de uma maneira mais simples e acompanhando os seus ensinamentos e a sua forma de viver de uma maneira atual, moderna, de acordo com a nossa capacidade intelectual e livre em que vivemos hoje. Abaixo segue o texto de Joanna de Ângelis, do livro Jesus e Atualidade, psicografia de Divaldo Pereira Franco.


Jesus e atualidade

A atualidade do pensamento de Jesus surpreende os mais cépticos estudiosos da problemática humana, sempre complexa e desafiadora, nestes dias.
Profundo conhecedor da psique, Jesus penetrava com segurança nos refolhos do indivíduo e descobria as causas reais das aflições que o inconsciente de cada um procurava escamotear.
Não se permitindo derivativos nem adiantamentos, enfrentando as questões com elevado critério de sabedoria, que desnudava as mais intrincadas personalidades psicopatológicas, propondo com rigor a terapia compatível, elucidando quanto à responsabilidade pessoal e eliminando a sombra projetada sob a qual muitos se ocultavam.
Por processos mais demorados, a psicologia profunda chega, no momento, às mesmas conclusões que Ele lograva com facilidade desde há dois mil anos.
(...)
A personalidade marcante de Jesus impressionava, de forma indelével, todos aqueles que O encontravam.
Identificado com Deus, demonstrava-O em todos os Seus Passos, conclamando os ouvintes à conquista da realidade – o reino dos céus – que se encontra no imo de cada um.
A Sua proposta de aferição de valores – os materiais com os espirituais – oferecia a excelente oportunidade para o despertamento mental a respeito da vida e a consequente experiência vivencial em clima de harmonia íntima, com uma identificação entre as possibilidades, e as circunstancias existenciais.
Sem utilizar-se de expressões e conceitos interpolados, falava uma linguagem de simples apreensão pela massa ignorante e pelas mentes elitizadas que O buscavam.
Extraordinário narrador de historias, uma das artes mais difíceis na área do discurso, e poeta ímpar, em razão das imagens puras na sua riqueza de cores e de significado, os Seus ensinamentos eternizaram-se, reconhecidos como dos mais belos jamais anotados pela gnose.
O sermão da montanha, considerado a “carta magna dos direitos humanos”, é um desafio de não-violência, próprio para esta época, assim como foi para aquela em que Ele o enunciou. Os que o ouviram, jamais se desimpregnaram da sua magia incomparável.
Não somente, porém, Jesus é atual pelas terapias de amor e pelos ensinamentos que propõe ao homem contemporâneo, mas também, pelo exemplo de felicidade e exteriorização de paz que irradiava.
Enquanto as ambições desregradas conduzem as inteligências ao paroxismo e à alucinações da posse, da fama, da glória, das disputas cegas, Ele ressurge na consciência moderna em plenitude, jovial e amigo, afortunado pela humanidade e a segurança íntima.
A atualidade necessita urgentemente de Jesus descrucificado, companheiro e terapeuta em atendimento de emergência, a fim de evitar-lhe a queda no abismo.
(...) Buscando respostas da conduta na terapia de Jesus, cujos resultados, obviamente, são a saúde, a paz e a felicidade como experiências ainda não fruídas individual e coletivamente pelos homens.
(...) Rogamos a Ele que nos oriente e ampare no rumo que seguimos, ansiosos pela nossa realização total.

Salvador, 20 de fevereiro de 1989
Joanna de Ângelis  


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