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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Dr. BEZERRA DE MENEZES

          


         Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, mais conhecido como Dr. Bezerra de Menezes. Nasceu em 29 de agosto de 1831, na fazenda Santa Bárbara, no lugar chamado Riacho das Pedras, município cearense de Riacho do Sangue, hoje Jaguaretama, estado do ceará. E desencarnou na cidade do Rio de Janeiro – RJ, em 11 de abril de 1900, com 68 anos de idade. Bezerra de Menezes foi médico, militar, escritor, jornalista, político, filantropo e expoente do Espiritismo. Sendo também conhecido como O Médico dos Pobres.

        Os seus pais eram Antônio Bezerra de Menezes, capitão das antigas milícias e
tenente-coronel da Guarda Nacional,  desencarnou em Maraguape, em 29 de setembro de 1851, de febre amarela. E a mãe de bezerra chamava-se Fabiana de Jesus Maria bezerra, era senhora do lar, nascida em 29 de setembro de 1791, desencarnou em Fortaleza, aos 91 anos de idade, perfeitamente lúcida, em 5 de agosto de 1882.

Pai de Bezerra de Menezes

        Em 1838, Adolfo com sete anos de idade, ingressou na escola publica da Vila do Frade (adjacente ao Riacho do Sangue, atual Jaguaretama) onde, em dez meses aprendeu os princípios da educação elementar, a ler, a escrever e fazer contas simples.

        No ano de 1842, a sua família mudou-se para a antiga Vila de Maioridade (Serra dos Martins), no Rio Grande do Norte, por consequência de perseguições políticas e dificuldades financeiras. Lá na Serra dos Martins, Bezerra de Menezes com 11 anos foi matriculado na aula pública de latim, aprendendo o idioma em dois anos, e passou a substituir o professor em classe, em suas faltas.


       Em 1846, a família voltou para o Ceará, fixando residência em Fortaleza. Adolfo foi matriculado no Tradicional Liceu, que era dirigido pelo seu irmão mais velho, o Dr. Manoel Soares da Silva Bezerra. Lá concluiu os estudos preparatórios, destacou-se entre os primeiros alunos.

       Bezerra queria torna-se médico, e não advogado como os irmãos. Mas, não havia faculdade de medicina no Nordeste, o curso de medicina era na sede da Corte, a cidade do Rio de Janeiro; e o seu pai enfrentava dificuldades financeiras e não tinha como custear a viagem, no entanto, os parentes se sensibilizaram e contribuíram com 400 mil réis para pagar a sua viagem para o Rio de Janeiro.

       Foi assim que no ano do falecimento de seu pai, em 1851, que Adolfo pegou o navio e mudou-se para a então sede do império para cursar medicina, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Foto do Monumento em Homenagem a Dr Bezerra de Menezes,
no local onde ficava sua residência em Riacho do Sangue -CE,
hoje Jaguaretama. (Fonte desta imagem e informação do blog
Iluminado Guia Bezerra de Menezes)
        Em novembro de 1852, com 21 anos de idade, ingressou como residente no Hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Para prover os seus estudos, dava aulas particulares de filosofia e matemática.

        Em 1856, graduou-se, com a defesa da tese: “Diagnóstico do Cancro”. Nessa
altura abandonou o ultimo patronímico, passando a assinar apenas Adolfo Bezerra de Menezes. Neste mesmo ano, o Governo Imperial decretou a reforma do corpo de Saúde do Exército Brasileiro, e nomeou para chefia-lo como Cirurgião-Mor, o Dr. Manuel Feliciano Pereira Carvalho, que foi professor de Bezerra, que convidou Bezerra para trabalhar como seu assistente. Com o emprego remunerado estável, começou o caminho do Médico dos Pobres, pois Bezerra não esqueceu dos necessitados. Isto porque antes de ingressar no Exército, Bezerra e um colega de faculdade que tinha condição financeira, entraram em acordo para abrirem um consultório em uma sala no centro comercial do Rio de Janeiro. Mas, quase não tinha pacientes. Mas a casa onde bezerra morava ficava repleta de doentes, então começou a atender gratuitamente os membros da família e depois aos domingos. Sua fama correu pelo bairro e os pacientes apareciam; mas ninguém pagava, pois eram pobres e dinheiro nunca foi mencionado. Assim, Bezerra continuava atendendo aqueles que não podiam pagar. O consultório do centro da cidade começou a ficar movimentado, também com clientes que pagavam, mas o dinheiro que recebia no consultório era gasto com os pobres em remédios, roupas e auxilio em dinheiro.
Em 27 de abril de 1857 candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina, com a memória “algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento”. O acadêmico José Pereira Rego leu o parecer na sessão de 11 de maio, tendo a eleição transcorrido em 18 de maio, e a posse em 1 de junho de 1857.  E neste mesmo ano, passou a colaborar na “Revista da Sociedade Físico-Química”.


        No ano de 1858 candidatou-se a uma vaga de substituto da Seção de Cirurgia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Saindo neste ano a sua nomeação oficial como assistente do Corpo de Saúde do Exército, no posto de Cirurgião-Tenente. Ainda no ano de 1858, com a vida mais organizada, casou-se em 6 de novembro, com Maria Cândida Lacerda, com quem teve dois filhos.

Primeira Esposa de Dr. Bezerra de Menezes,
Maria Cândida.
 
        Nesta época, tinha posição social: além de médico, era jornalista, escrevendo para os principais jornais da cidade; no meio militar era muito respeitado. Não demorou muito até que lhe oferecessem um lugar na chapa de um partido para as eleições do Poder Legislativo. Sua esposa Dona Maria, foi uma das maiores incentivadoras da candidatura de Bezerra de Menezes. Os moradores de São Cristovão, bairro onde morava e clinicava, também queriam tê-lo como representante na Câmara Municipal.

       Foi assim  que em 1860 foi eleito por um grupo de São Cristovão. Tendo havido uma tentativa de impugnar seu diploma sob o pretexto de que um militar não poderia ser eleito. Levando Bezerra a ter que escolher entre a carreira militar ou a política. Segundo os conselhos de sua esposa, escolheu a vida política, renunciando à patente militar.

       No período de 1859 a 1861 exerceu a função de redator dos Anais Brasilienses de Medicina, periódico da Academia Imperial de Medicina.

       Em 24 de março de 1863, a sua esposa Maria Cândida de Lacerda, desencarnou. Depois de uma doença rápida e repentina, que a levou ao falecimento em menos de vinte dias. Deixando o marido com dois filhos, um de três anos e outro com um ano de idade. Com o desencarne da esposa buscou consolação na Bíblia, que passou a ler com frequência.



        No ano de 1864, Bezerra foi reeleito vereador.

        Em 21 de janeiro de 1865, casou novamente com Cândida Augusta de Lacerda Machado, que era irmã materna de sua primeira esposa, e que cuidava de seus filhos até então. Teve sete filhos com ela, e permaneceram casados até a morte.
Já em franca atividade médica, Bezerra de Menezes demonstrava o grande coração que iria semear, até o fim do século, sobretudo entre os menos favorecidos financeiramente, o carinho, a dedicação e o alto valor profissional.

Cândida Augusta, segunda esposa de Dr. Bezerra de Menezes
       Em 1867, dando continuidade a sua carreira política, foi eleito deputado-geral (que corresponde atualmente a deputado federal) pelo Rio de Janeiro, apesar da oposição de outros políticos. Empossado em 1867, a câmara dos deputados foi dissolvida no ano seguinte, em 1868, devido à ascensão do Partido Conservador.

        Afastado temporariamente da política, dedicou-se ao empreendedorismo. Em 1870, foi sócio fundador da Companhia Estrada de Ferro Macaé e Campos, na província do Rio de Janeiro. No ano de 1872, empenhou-se na construção da Estrada de Ferro Santo Antônio de Pádua, que pretendia estendê-la até ao Rio Doce, mas não conseguiu concretizar. Foi um dos diretores da Companhia Arquitetônica de Vila Isabel, fundada em Outubro de 1873, por João Batista Viana Drummond, para empreender a urbanização do bairro de Vila Isabel.

        Em 1875, foi presidente da Companhia Ferro-Carril de São Cristovão, período em que os trilhos da empresa alcançaram os bairros do Caju e da Tijuca.

       Em meio a sua carreira empresarial, retornando à política entre aos anos de 1873 a 1885, como vereador , e ocupando varias vezes as funções de presidente interino da Câmara Municipal, efetivando-se em julho de 1878, cargo que corresponderia atualmente ao de prefeito.

       Foi eleito deputado geral pela Província do Rio de Janeiro no período de 1877 a 1885, ano em que encerrou a sua carreira política. Neste período acumulou o exercício da presidência da câmara e do Poder Executivo Municipal. Em sua atuação como deputado, destacou-se com ideias pioneiras, como: Regulamentar o Trabalho Doméstico através de projeto de lei, visando conceder a essa categoria inclusive o aviso prévio de 30 dias; denunciou os perigos da poluição que já afetava a população do Rio de Janeiro, promovendo providência para combatê-la. Foi membro, a partir de 1882 das Comissões de Obras Públicas, Redação e Orçamento.

       Assim, em 1885 encerrou as suas atividades políticas, tendo atuado por 30 anos como político definiu a política certa vez em mensagem ao deputado Freitas Nobre: “A ciência de criar o bem de todos.” E outra missão o aguardava...



O Espiritismo
        Bezerra de Menezes conheceu a Doutrina Espírita quando foi lançado a tradução de O Livro dos Espíritos em português, no ano de 1875. Foi oferecido a Bezerra um exemplar da obra com dedicatória pelo tradutor, o também médico Dr. Joaquim Carlos Travassos, que se ocultou sob o pseudônimo de Fortúnio. Sobre o contato com a obra, Bezerra de Menezes  afirmou:
“ Deu-mo na cidade e eu morava na Tijuca, a uma hora de viagem de bonde. Embarquei com o livro e, como não tinha distração para a longa viagem, disse comigo: ‘Ora, Deus! Não hei de ir para o inferno por ler isto... Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas.’ Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrava nada que fosse novo para o meu espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!... Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no ‘O Livro dos Espíritos’. Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: ‘Parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como diz vulgarmente , de nascença.’”   

        Contribuiu para a sua adesão o contato com as “curas extraordinárias” obtidas pelo médium João Gonçalves do Nascimento (1844-1916), em 1882.

        Nesta época o Espiritismo no Brasil buscava organizar-se: em 1876 surgiu a primeira sociedade espírita no Rio de Janeiro; em 1883, Augusto Elias da Silva, interessado na difusão dos ensinos espíritas, fundava a revista O Reformado, é o periódico mais antigo do Brasil, ainda em circulação. Elias da Silva consultava Bezerra sobre as melhores diretrizes a seguir em defesa dos ideais espíritas. Pois, o Espiritismo sofria perseguições e era combatido veementemente. A imprensa era fonte diária de críticas ferozes, os sermões eram cheios de insultos e insinuações contra o Espiritismo. E Bezerra aconselhava Elias da Silva a não seguir o caminho do ataque, de não combater o ódio com o ódio, mas antes combater o ódio com amor. E foi desta forma que Bezerra conduziu toda a sua vida e o seu trabalho, dentro e fora do Movimento Espírita Brasileiro. E passou a colaborar com a redação de artigos doutrinários.

        Em 1º de janeiro de 1884 foi fundada a Federação Espírita Brasileira (FEB), que promoveria a doutrinação, a disciplina e o intercâmbio de experiências entre os diversos centros já existentes. Bezerra foi um dos primeiros a ser convidado para assumir a posição de presidente da organização, mas não aceitou por não se considerar capaz de tamanha responsabilidade. O primeiro presidente da FEB foi o Marechal Ewerton Quadros e a revista O Reformador tornou-se órgão oficial da FEB.

        Somente em 16 de agosto de 1886, aos 55 anos de idade, Bezerra de Menezes, perante grande publico, em torno de 1.500 a 2.000 pessoas, no salão de Conferência da Guarda Velha, em discurso, justificou a sua opção definitiva de abraçar os princípios da Consoladora Doutrina. O evento chegou a ser referido em nota publicada pelo “O Paiz”, que era o jornal de maior circulação da época.

        Daí por diante Bezerra de Menezes foi catalisador de todo o movimento espírita
no Brasil. Com sua cultura privilegiada, aliada ao descortino de homem publico e ao inexcedível amor ao próximo.

        Em 1887, passou a escrever uma série chamada “Espiritismo – Estudo Filosóficos”, que era publicado aos domingos no jornal “O Paiz”, com o  pseudônimo de Max, no período de 23 de outubro de 1887 à dezembro de 1893.

       Em 1888, Bezerra perdeu dois filhos. Reagiu e continuou trabalhando.

       No ano seguinte, 1889, Dr. Bezerra tornou-se presidente da Federação Espírita Brasileira. Nesse período, iniciou o estudo sistemático de “O Livro dos Espíritos”, uma vez por semana, nas sextas feiras; passou a redigir O Reformador; exercendo ainda a tarefa de doutrinador de espíritos obsessores.       

       Inspirado principalmente por mensagem ditada mediunicamente pelo Espírito Allan Kardec em janeiro do mesmo ano, através do médium Frederico Júnior, em que Kardec lhe transmitiu a mensagem intitulada: “Instruções de Allan Kardec aos Espíritas do Brasil.” Em determinado ponto da mensagem Kardec perguntou: “Onde está a escola de médiuns?”, e isto ficou na mente de Bezerra. Na realidade ele não encontrou uma escola de médiuns em lugar algum. A solução foi fundar ele meso a escola de médiuns. Muitos foram contra a ideia, mas mesmo assim instalou a escola de médiuns na casa espírita chamada “Centro” (que ele mesmo fundara para promover o estudo do Evangelho e de O Livro dos Espíritos). Mas ninguém passou a frequentar a escola, mesmo chamando a todos, mas ninguém comparecia.

       Organizou e presidiu um Congresso Espírita Nacional, em 14 de abril, no Rio de Janeiro. Com a presença de 34 delegações de instituições de diversos estados. Assumiu a presidência do Centro da União Espírita do Brasil, em 21 de abril. Já em 22 de dezembro de 1890, oficiou ao então presidente do Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca, em defesa dos direitos e da liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal Brasileiro de 1890; em que a recém proclamada República vivia com receio de conspiração daqueles contrários ao novo regime e por isso o Código Civil impunha limites às associações das pessoas, dentre as quais as reuniões espíritas. Reuniões de qualquer natureza eram denunciadas à polícia sob suspeita de conspiração. Por isso O Reformador teve sua publicação suspensa; e casas espíritas chegaram a fechar.

        Dr. Bezerra, continuava escrevendo os artigos doutrinários no jornal “O Paiz”, ia ao “Centro Ismael”, e trabalhou em um romance chamado “Lázaro, o leproso”, publicado em 1892.

        De 1890 a 1891 foi vice-presidente da FEB na gestão de Francisco de Menezes Dias da Cruz, época em que traduziu o livro “Obras Póstumas” de Allan Kardec, publicado em 1892.

       Em 1893, a situação ficou crítica. Dr. Bezerra estava desprovido de recursos materiais, falido, pois o que possuía sempre repartia com os mais necessitados. No mês de setembro, houve o fechamento de todas as sociedades, espíritas ou não. No Natal encerrou a redação dos artigos semanais  “Estudos Filosóficos” do jornal “O Paiz”.

       Em 1895, foi convidado a reassumir a presidência da FEB. Pediu auxilio à Espiritualidade para decidir se deveria aceitar o convite, e prometeu seguir o que lhe fosse indicado. E foi na sessão das sextas feiras do Grupo Ismael,que o Espírito Agostinho manifestou-se pelo médium Frederico Junior, e Agostinho instruiu que Bezerra tomasse o cargo da presidência e se pusesse como elemento conciliador capaz de unir e erguer os espíritas, prometendo auxiliá-lo em mais esta tarefa. Naquela mesma noite Bezerra de Menezes aceitou o cargo, permanecendo presidente até a data  de seu falecimento, em 1900. Nesta gestão iniciou o estudo semanal de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, fundou a primeira livraria espírita no Brasil, e ocorreu a vinculação ao Grupo Ismael e a assistência aos necessitados.  


Desencarne
       Foi em meio a grandes dificuldades financeiras que sofreu um acidente vascular cerebral, que o deixou acamado, em janeiro de 1900. Durante três meses Bezerra de Menezes ficou sem poder falar ou se movimentar. Só os olhos se moviam. Houve verdadeira peregrinação à casa do médico dos pobres, no subúrbio modesto. Assim, como acontecia no seu consultório, pobres e ricos misturaram-se em sua casa para visitar o doente. Cada pessoa entrava uma a uma no quarto onde Bezerra ficava, sentava-se em uma cadeira, não falava nada, porque ele não poderia responder, ficava alguns minutos e saía comovida pelo olhar que Bezerra lhe dirigia. E as visitas seguiu-se dia e noite. 

       Bezerra de Menezes desencarnou em 11 de abril de 1900, às 11:30 horas da manhã, na Rua 24 de Maio. Tendo ao seu lado a dedicada companheira de tantos anos, Cândida Augusta. A cidade agitou-se com a noticia do seu desencarne, prestando-lhe homenagens. No dia seguinte, na primeira página do jornal “O Paiz”, foi lhe dedicado um longo necrológico, chamando-o de “Eminente Brasileiro”. Recebeu ainda homenagem da Câmara Municipal do então Distrito Federal pela conduta e pelos serviços dignos.

        Morreu pobre, embora seu consultório estivesse cheio de pacientes sem recursos financeiros para pagar consulta. Foi preciso constituir-se uma comissão para angariar donativos para a manutenção da família. A comissão fora presidida pelo jornalista e político Quintino Bocaiuva.

       Por ocasião do desencarne de Bezerra de Menezes, Leon Denis – um dos maiores discípulos de Kardec, assim se pronunciou sobre Bezerra: “Quando tais homens deixam de existir, enluta-se não somente o Brasil, mas os espíritas de todo o mundo.”

       Pela sua atuação destacada no movimento espírita do Brasil, Bezerra de Menezes foi considerado um modelo para os adeptos do Espiritismo. Com índole carinhosa, perseverança, disposição amorosa para superar os desafios, a sua militância na divulgação e na reestruturação do movimento espírita no país, Bezerra de Menezes foi de extrema relevância para o movimento espírita do Brasil.

       Dr. Bezerra de Menezes continua, em espírito, a orientar a influenciar o movimento espírita. É patrono de centenas de instituições espíritas em todo o mundo. Também continua a prestar assistência espiritual e de saúde juntamente com sua equipe de benfeitores espirituais em varias casas espíritas, e intermediando a favor de muitos em hospitais e em suas casas.

       Por sua postura de medico caridoso, atendendo pessoas que necessitavam, mas não podiam pagar, ficou conhecido como “O médico dos pobres”. É relatado em suas biografias o episódio que bezerra doou o seu anel de formatura em medicina a uma mãe para que comprasse os medicamentos que seu filho precisava. E afirmou como um verdadeiro médico deve ser:

      “O médico verdadeiro é isto: não tem direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto... O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado e achar-se fatigado ou por ser alta à noite, mau o caminho e o tempo, ficar perto ou longe do morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante da medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura.” (Dr. Bezerra de Menezes)  



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