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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Post.232: ESPÍRITO QUE COMETEU DEZ SUICÍDIOS

         Certa vez uma mulher com uma criança nos braços, procurou Chico Xavier em busca de ajuda, e lhe falou:
         – Chico, meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem os dois braços. Agora está com uma doença nas pernas e os médicos querem amputar as duas para salvar a vida dele. Há uma resposta para mim no Espiritismo?

        Foi com a intervenção de Emmanuel que a resposta veio:

         – Chico, explique à nossa irmã que este nosso irmão em seus braços suicidou-se nas dez últimas encarnações e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de se matar novamente. Mas, agora que está aproximadamente com cinco anos, procura um rio, um precipício para se atirar. Avise nossa irmã que os médicos amigos estão com a razão.
As duas pernas dele vão ser amputadas, em seu próprio benefício, para que ele fique mais algum tempo na Terra, a fim de que diminua a ideia do suicídio.”


         Bendita seja a oportunidade que Deus concede sempre a todos sem discriminação dos atos. Nesta história Emmanuel nos esclarece que, o espírito desta criança antes de reencarnar já estava consciente dos seus atos e compromissos assumidos com as Leis de Deus, que os seus erros ao cometer vários suicídios o fez acumular, e para sanar tais dividas difíceis, sem cair novamente nos mesmos erros, seria necessário que reencarna-se com todas estas dificuldades físicas por meio de várias deficiências. E se os médicos não amputassem as suas duas pernas por causa de uma doença abençoada que o fez mudar os rumos da sua existência, este espírito voltaria a cometer o mesmo erro de dar fim a sua própria vida, assim seria o décimo primeiro suicídio de um espírito com ideia fixa nesta ato. E ao invés dele ir se regenerando de tais atos, iria acumular mais dividas, se não fosse uma doença que possibilitasse a perda das suas duas pernas. Iria perder está grande e difícil oportunidade de ir se reacostumando a viver na matéria sem dar fim a sua própria vida. Assim, seu corpo físico deficiente serviu como um veiculo de correção para o inicio da sua regeneração, sem ter as forças necessária pra cometer tal ato novamente, pois esta vida seria de extrema necessidade para ele ir mudando o seu pensamento de cometer suicídio. A Divindade Trabalha por meios que desconhecemos.

          Lembremos sempre que o suicídio é uma falsa solução, que tudo fica muito mais complicado do que as provações que temos que superar aqui no plano terreno. A vida não cessa, podemos encarar a vida com coragem moral e sofrer de forma abnegada, com perseverança, e no final olharmos para trás e vermos as provações superadas e assim progredirmos; ou podemos complicar ainda mais a nossa vida, a nossa estrada evolutiva, contrair mais dividas, deixar nosso espírito doente com um ato desse que deixa as nossas provações muito mais difíceis, complicadas... A vida não termina com a morte, a vida segue com os mesmos aspectos e ainda mais real do que imaginamos. Então, vivamos as nossas dificuldades, provações, expiações porque necessitamos delas para a nossa evolução, e estas coisas todas passam, mas o suicídio não. Fé sincera em Deus para todos os momentos, pois Ele sabe o que necessitamos e não nós.



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