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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

POLÍTICA DIVINA

Eu, porém, entre vós, sou como aquele que serve. – Jesus (Lucas, 22:27)


            O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido.
            O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor, representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.
            Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.
            Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do magistrado.
            Amou profundamente os semelhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua grandeza celestial.
            Que seria das organizações cristãs se o apostolado que lhes diz respeito estivesse subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?
            Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho Redentor.
            Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.
            Ama o próximo como a ti mesmo.
            Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.
            Faze o bem aos que te fazem mal.
            Abençoa os que te perseguem e caluniam.
            Ora pela paz dos que te ferem.
            Bendize os que te contrariam o coração inclinando ao passado inferior.
            Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos afortunados e mais pobres do caminho.
            Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.
            Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.
            Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.
            Levanta os caídos.
            Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob aleijões morais.
            Combate a ignorância, acendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de critica e sem gritos de condenação.
            Ama, compreende e perdoa sempre.
            Dependerás, acaso, de decretos humanos para meter mãos à obra?
            Lembra-te, meu amigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria imortal, amparando os potencias econômicos, passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações traçadas no Código da Vida eterna, na execução das quais devemos edificar o Reino divino, dentro de nós mesmos.

Emmanuel
Psicografia Francisco Cândido Xavier


Fonte: Vinha de Luz. Chico Xavier. Pelo Espírito Emmanuel. 

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