Translate

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Dr. BEZERRA DE MENEZES

          


         Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, mais conhecido como Dr. Bezerra de Menezes. Nasceu em 29 de agosto de 1831, na fazenda Santa Bárbara, no lugar chamado Riacho das Pedras, município cearense de Riacho do Sangue, hoje Jaguaretama, estado do ceará. E desencarnou na cidade do Rio de Janeiro – RJ, em 11 de abril de 1900, com 68 anos de idade. Bezerra de Menezes foi médico, militar, escritor, jornalista, político, filantropo e expoente do Espiritismo. Sendo também conhecido como O Médico dos Pobres.

        Os seus pais eram Antônio Bezerra de Menezes, capitão das antigas milícias e tenente-coronel da Guarda Nacional,  desencarnou em Maraguape, em 29 de setembro de 1851, de febre amarela. E a mãe de bezerra chamava-se Fabiana de Jesus Maria bezerra, era senhora do lar, nascida em 29 de setembro de 1791, desencarnou em Fortaleza, aos 91 anos de idade, perfeitamente lúcida, em 5 de agosto de 1882.

        Em 1838, Adolfo com sete anos de idade, ingressou na escola publica da Vila do Frade (adjacente ao Riacho do Sangue, atual Jaguaretama) onde, em dez meses aprendeu os princípios da educação elementar, a ler, a escrever e fazer contas simples.

        No ano de 1842, a sua família mudou-se para a antiga Vila de Maioridade (Serra dos Martins), no Rio Grande do Norte, por consequência de perseguições políticas e dificuldades financeiras. Lá na Serra dos Martins, Bezerra de Menezes com 11 anos foi matriculado na aula pública de latim, aprendendo o idioma em dois anos, e passou a substituir o professor em classe, em suas faltas.


       Em 1846, a família voltou para o Ceará, fixando residência em Fortaleza. Adolfo foi matriculado no Tradicional Liceu, que era dirigido pelo seu irmão mais velho, o Dr. Manoel Soares da Silva Bezerra. Lá concluiu os estudos preparatórios, destacou-se entre os primeiros alunos.

       Bezerra queria torna-se médico, e não advogado como os irmãos. Mas, não havia faculdade de medicina no Nordeste, o curso de medicina era na sede da Corte, a cidade do Rio de Janeiro; e o seu pai enfrentava dificuldades financeiras e não tinha como custear a viagem, no entanto, os parentes se sensibilizaram e contribuíram com 400 mil réis para pagar a sua viagem para o Rio de Janeiro.

       Foi assim que no ano do falecimento de seu pai, em 1851, que Adolfo pegou o navio e mudou-se para a então sede do império para cursar medicina, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Foto do Monumento em Homenagem a Dr Bezerra de Menezes,
no local onde ficava sua residência em Riacho do Sangue -CE,
hoje Jaguaretama. (Fonte desta imagem e informação do blog
Iluminado Guia Bezerra de Menezes)
        Em novembro de 1852, com 21 anos de idade, ingressou como residente no Hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Para prover os seus estudos, dava aulas particulares de filosofia e matemática.

        Em 1856, graduou-se, com a defesa da tese: “Diagnóstico do Cancro”. Nessa
altura abandonou o ultimo patronímico, passando a assinar apenas Adolfo Bezerra de Menezes. Neste mesmo ano, o Governo Imperial decretou a reforma do corpo de Saúde do Exército Brasileiro, e nomeou para chefia-lo como Cirurgião-Mor, o Dr. Manuel Feliciano Pereira Carvalho, que foi professor de Bezerra, que convidou Bezerra para trabalhar como seu assistente. Com o emprego remunerado estável, começou o caminho do Médico dos Pobres, pois Bezerra não esqueceu dos necessitados. Isto porque antes de ingressar no Exército, Bezerra e um colega de faculdade que tinha condição financeira, entraram em acordo para abrirem um consultório em uma sala no centro comercial do Rio de Janeiro. Mas, quase não tinha pacientes. Mas a casa onde bezerra morava ficava repleta de doentes, então começou a atender gratuitamente os membros da família e depois aos domingos. Sua fama correu pelo bairro e os pacientes apareciam; mas ninguém pagava, pois eram pobres e dinheiro nunca foi mencionado. Assim, Bezerra continuava atendendo aqueles que não podiam pagar. O consultório do centro da cidade começou a ficar movimentado, também com clientes que pagavam, mas o dinheiro que recebia no consultório era gasto com os pobres em remédios, roupas e auxilio em dinheiro.
Em 27 de abril de 1857 candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina, com a memória “algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento”. O acadêmico José Pereira Rego leu o parecer na sessão de 11 de maio, tendo a eleição transcorrido em 18 de maio, e a posse em 1 de junho de 1857.  E neste mesmo ano, passou a colaborar na “Revista da Sociedade Físico-Química”.


        No ano de 1858 candidatou-se a uma vaga de substituto da Seção de Cirurgia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Saindo neste ano a sua nomeação oficial como assistente do Corpo de Saúde do Exército, no posto de Cirurgião-Tenente. Ainda no ano de 1858, com a vida mais organizada, casou-se em 6 de novembro, com Maria Cândida Lacerda, com quem teve dois filhos.

Primeira Esposa de Dr. Bezerra de Menezes,
Maria Cândida.
 
        Nesta época, tinha posição social: além de médico, era jornalista, escrevendo para os principais jornais da cidade; no meio militar era muito respeitado. Não demorou muito até que lhe oferecessem um lugar na chapa de um partido para as eleições do Poder Legislativo. Sua esposa Dona Maria, foi uma das maiores incentivadoras da candidatura de Bezerra de Menezes. Os moradores de São Cristovão, bairro onde morava e clinicava, também queriam tê-lo como representante na Câmara Municipal.

       Foi assim  que em 1860 foi eleito por um grupo de São Cristovão. Tendo havido uma tentativa de impugnar seu diploma sob o pretexto de que um militar não poderia ser eleito. Levando Bezerra a ter que escolher entre a carreira militar ou a política. Segundo os conselhos de sua esposa, escolheu a vida política, renunciando à patente militar.

       No período de 1859 a 1861 exerceu a função de redator dos Anais Brasilienses de Medicina, periódico da Academia Imperial de Medicina.

       Em 24 de março de 1863, a sua esposa Maria Cândida de Lacerda, desencarnou. Depois de uma doença rápida e repentina, que a levou ao falecimento em menos de vinte dias. Deixando o marido com dois filhos, um de três anos e outro com um ano de idade. Com o desencarne da esposa buscou consolação na Bíblia, que passou a ler com frequência.



        No ano de 1864, Bezerra foi reeleito vereador.

        Em 21 de janeiro de 1865, casou novamente com Cândida Augusta de Lacerda Machado, que era irmã materna de sua primeira esposa, e que cuidava de seus filhos até então. Teve sete filhos com ela, e permaneceram casados até a morte.
Já em franca atividade médica, Bezerra de Menezes demonstrava o grande coração que iria semear, até o fim do século, sobretudo entre os menos favorecidos financeiramente, o carinho, a dedicação e o alto valor profissional.

Cândida Augusta, segunda esposa de Dr. Bezerra de Menezes
       Em 1867, dando continuidade a sua carreira política, foi eleito deputado-geral (que corresponde atualmente a deputado federal) pelo Rio de Janeiro, apesar da oposição de outros políticos. Empossado em 1867, a câmara dos deputados foi dissolvida no ano seguinte, em 1868, devido à ascensão do Partido Conservador.

        Afastado temporariamente da política, dedicou-se ao empreendedorismo. Em 1870, foi sócio fundador da Companhia Estrada de Ferro Macaé e Campos, na província do Rio de Janeiro. No ano de 1872, empenhou-se na construção da Estrada de Ferro Santo Antônio de Pádua, que pretendia estendê-la até ao Rio Doce, mas não conseguiu concretizar. Foi um dos diretores da Companhia Arquitetônica de Vila Isabel, fundada em Outubro de 1873, por João Batista Viana Drummond, para empreender a urbanização do bairro de Vila Isabel.

        Em 1875, foi presidente da Companhia Ferro-Carril de São Cristovão, período em que os trilhos da empresa alcançaram os bairros do Caju e da Tijuca.

       Em meio a sua carreira empresarial, retornando à política entre aos anos de 1873 a 1885, como vereador , e ocupando varias vezes as funções de presidente interino da Câmara Municipal, efetivando-se em julho de 1878, cargo que corresponderia atualmente ao de prefeito.

       Foi eleito deputado geral pela Província do Rio de Janeiro no período de 1877 a 1885, ano em que encerrou a sua carreira política. Neste período acumulou o exercício da presidência da câmara e do Poder Executivo Municipal. Em sua atuação como deputado, destacou-se com ideias pioneiras, como: Regulamentar o Trabalho Doméstico através de projeto de lei, visando conceder a essa categoria inclusive o aviso prévio de 30 dias; denunciou os perigos da poluição que já afetava a população do Rio de Janeiro, promovendo providência para combatê-la. Foi membro, a partir de 1882 das Comissões de Obras Públicas, Redação e Orçamento.

       Assim, em 1885 encerrou as suas atividades políticas, tendo atuado por 30 anos como político definiu a política certa vez em mensagem ao deputado Freitas Nobre: “A ciência de criar o bem de todos.” E outra missão o aguardava...



O Espiritismo
        Bezerra de Menezes conheceu a Doutrina Espírita quando foi lançado a tradução de O Livro dos Espíritos em português, no ano de 1875. Foi oferecido a Bezerra um exemplar da obra com dedicatória pelo tradutor, o também médico Dr. Joaquim Carlos Travassos, que se ocultou sob o pseudônimo de Fortúnio. Sobre o contato com a obra, Bezerra de Menezes  afirmou:
“ Deu-mo na cidade e eu morava na Tijuca, a uma hora de viagem de bonde. Embarquei com o livro e, como não tinha distração para a longa viagem, disse comigo: ‘Ora, Deus! Não hei de ir para o inferno por ler isto... Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas.’ Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrava nada que fosse novo para o meu espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!... Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no ‘O Livro dos Espíritos’. Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: ‘Parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como diz vulgarmente , de nascença.’”   

        Contribuiu para a sua adesão o contato com as “curas extraordinárias” obtidas pelo médium João Gonçalves do Nascimento (1844-1916), em 1882.

        Nesta época o Espiritismo no Brasil buscava organizar-se: em 1876 surgiu a primeira sociedade espírita no Rio de Janeiro; em 1883, Augusto Elias da Silva, interessado na difusão dos ensinos espíritas, fundava a revista O Reformado, é o periódico mais antigo do Brasil, ainda em circulação. Elias da Silva consultava Bezerra sobre as melhores diretrizes a seguir em defesa dos ideais espíritas. Pois, o Espiritismo sofria perseguições e era combatido veementemente. A imprensa era fonte diária de críticas ferozes, os sermões eram cheios de insultos e insinuações contra o Espiritismo. E Bezerra aconselhava Elias da Silva a não seguir o caminho do ataque, de não combater o ódio com o ódio, mas antes combater o ódio com amor. E foi desta forma que Bezerra conduziu toda a sua vida e o seu trabalho, dentro e fora do Movimento Espírita Brasileiro. E passou a colaborar com a redação de artigos doutrinários.

        Em 1º de janeiro de 1884 foi fundada a Federação Espírita Brasileira (FEB), que promoveria a doutrinação, a disciplina e o intercâmbio de experiências entre os diversos centros já existentes. Bezerra foi um dos primeiros a ser convidado para assumir a posição de presidente da organização, mas não aceitou por não se considerar capaz de tamanha responsabilidade. O primeiro presidente da FEB foi o Marechal Ewerton Quadros e a revista O Reformador tornou-se órgão oficial da FEB.

        Somente em 16 de agosto de 1886, aos 55 anos de idade, Bezerra de Menezes, perante grande publico, em torno de 1.500 a 2.000 pessoas, no salão de Conferência da Guarda Velha, em discurso, justificou a sua opção definitiva de abraçar os princípios da Consoladora Doutrina. O evento chegou a ser referido em nota publicada pelo “O Paiz”, que era o jornal de maior circulação da época.

        Daí por diante Bezerra de Menezes foi catalisador de todo o movimento espírita
no Brasil. Com sua cultura privilegiada, aliada ao descortino de homem publico e ao inexcedível amor ao próximo.

        Em 1887, passou a escrever uma série chamada “Espiritismo – Estudo Filosóficos”, que era publicado aos domingos no jornal “O Paiz”, com o  pseudônimo de Max, no período de 23 de outubro de 1887 à dezembro de 1893.

       Em 1888, Bezerra perdeu dois filhos. Reagiu e continuou trabalhando.

       No ano seguinte, 1889, Dr. Bezerra tornou-se presidente da Federação Espírita Brasileira. Nesse período, iniciou o estudo sistemático de “O Livro dos Espíritos”, uma vez por semana, nas sextas feiras; passou a redigir O Reformador; exercendo ainda a tarefa de doutrinador de espíritos obsessores.       

       Inspirado principalmente por mensagem ditada mediunicamente pelo Espírito Allan Kardec em janeiro do mesmo ano, através do médium Frederico Júnior, em que Kardec lhe transmitiu a mensagem intitulada: “Instruções de Allan Kardec aos Espíritas do Brasil.” Em determinado ponto da mensagem Kardec perguntou: “Onde está a escola de médiuns?”, e isto ficou na mente de Bezerra. Na realidade ele não encontrou uma escola de médiuns em lugar algum. A solução foi fundar ele meso a escola de médiuns. Muitos foram contra a ideia, mas mesmo assim instalou a escola de médiuns na casa espírita chamada “Centro” (que ele mesmo fundara para promover o estudo do Evangelho e de O Livro dos Espíritos). Mas ninguém passou a frequentar a escola, mesmo chamando a todos, mas ninguém comparecia.

       Organizou e presidiu um Congresso Espírita Nacional, em 14 de abril, no Rio de Janeiro. Com a presença de 34 delegações de instituições de diversos estados. Assumiu a presidência do Centro da União Espírita do Brasil, em 21 de abril. Já em 22 de dezembro de 1890, oficiou ao então presidente do Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca, em defesa dos direitos e da liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal Brasileiro de 1890; em que a recém proclamada República vivia com receio de conspiração daqueles contrários ao novo regime e por isso o Código Civil impunha limites às associações das pessoas, dentre as quais as reuniões espíritas. Reuniões de qualquer natureza eram denunciadas à polícia sob suspeita de conspiração. Por isso O Reformador teve sua publicação suspensa; e casas espíritas chegaram a fechar.

        Dr. Bezerra, continuava escrevendo os artigos doutrinários no jornal “O Paiz”, ia ao “Centro Ismael”, e trabalhou em um romance chamado “Lázaro, o leproso”, publicado em 1892.

        De 1890 a 1891 foi vice-presidente da FEB na gestão de Francisco de Menezes Dias da Cruz, época em que traduziu o livro “Obras Póstumas” de Allan Kardec, publicado em 1892.

       Em 1893, a situação ficou crítica. Dr. Bezerra estava desprovido de recursos materiais, falido, pois o que possuía sempre repartia com os mais necessitados. No mês de setembro, houve o fechamento de todas as sociedades, espíritas ou não. No Natal encerrou a redação dos artigos semanais  “Estudos Filosóficos” do jornal “O Paiz”.

       Em 1895, foi convidado a reassumir a presidência da FEB. Pediu auxilio à Espiritualidade para decidir se deveria aceitar o convite, e prometeu seguir o que lhe fosse indicado. E foi na sessão das sextas feiras do Grupo Ismael,que o Espírito Agostinho manifestou-se pelo médium Frederico Junior, e Agostinho instruiu que Bezerra tomasse o cargo da presidência e se pusesse como elemento conciliador capaz de unir e erguer os espíritas, prometendo auxiliá-lo em mais esta tarefa. Naquela mesma noite Bezerra de Menezes aceitou o cargo, permanecendo presidente até a data  de seu falecimento, em 1900. Nesta gestão iniciou o estudo semanal de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, fundou a primeira livraria espírita no Brasil, e ocorreu a vinculação ao Grupo Ismael e a assistência aos necessitados.  


Desencarne
       Foi em meio a grandes dificuldades financeiras que sofreu um acidente vascular cerebral, que o deixou acamado, em janeiro de 1900. Durante três meses Bezerra de Menezes ficou sem poder falar ou se movimentar. Só os olhos se moviam. Houve verdadeira peregrinação à casa do médico dos pobres, no subúrbio modesto. Assim, como acontecia no seu consultório, pobres e ricos misturaram-se em sua casa para visitar o doente. Cada pessoa entrava uma a uma no quarto onde Bezerra ficava, sentava-se em uma cadeira, não falava nada, porque ele não poderia responder, ficava alguns minutos e saía comovida pelo olhar que Bezerra lhe dirigia. E as visitas seguiu-se dia e noite. 

       Bezerra de Menezes desencarnou em 11 de abril de 1900, às 11:30 horas da manhã, na Rua 24 de Maio. Tendo ao seu lado a dedicada companheira de tantos anos, Cândida Augusta. A cidade agitou-se com a noticia do seu desencarne, prestando-lhe homenagens. No dia seguinte, na primeira página do jornal “O Paiz”, foi lhe dedicado um longo necrológico, chamando-o de “Eminente Brasileiro”. Recebeu ainda homenagem da Câmara Municipal do então Distrito Federal pela conduta e pelos serviços dignos.

        Morreu pobre, embora seu consultório estivesse cheio de pacientes sem recursos financeiros para pagar consulta. Foi preciso constituir-se uma comissão para angariar donativos para a manutenção da família. A comissão fora presidida pelo jornalista e político Quintino Bocaiuva.

       Por ocasião do desencarne de Bezerra de Menezes, Leon Denis – um dos maiores discípulos de Kardec, assim se pronunciou sobre Bezerra: “Quando tais homens deixam de existir, enluta-se não somente o Brasil, mas os espíritas de todo o mundo.”

       Pela sua atuação destacada no movimento espírita do Brasil, Bezerra de Menezes foi considerado um modelo para os adeptos do Espiritismo. Com índole carinhosa, perseverança, disposição amorosa para superar os desafios, a sua militância na divulgação e na reestruturação do movimento espírita no país, Bezerra de Menezes foi de extrema relevância para o movimento espírita do Brasil.

       Dr. Bezerra de Menezes continua, em espírito, a orientar a influenciar o movimento espírita. É patrono de centenas de instituições espíritas em todo o mundo. Também continua a prestar assistência espiritual e de saúde juntamente com sua equipe de benfeitores espirituais em varias casas espíritas, e intermediando a favor de muitos em hospitais e em suas casas.

       Por sua postura de medico caridoso, atendendo pessoas que necessitavam, mas não podiam pagar, ficou conhecido como “O médico dos pobres”. É relatado em suas biografias o episódio que bezerra doou o seu anel de formatura em medicina a uma mãe para que comprasse os medicamentos que seu filho precisava. E afirmou como um verdadeiro médico deve ser:

      “O médico verdadeiro é isto: não tem direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto... O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado e achar-se fatigado ou por ser alta à noite, mau o caminho e o tempo, ficar perto ou longe do morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante da medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura.” (Dr. Bezerra de Menezes)  



sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

PASSANDO PELA TERRA



Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra.

*** 

Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo. 

***

Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem. 

*** 

Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes. 

*** 

Aceita os companheiros do caminho, qual se mostram, sem exigir-lhes a perfeição da qual todos nos vemos ainda muito distantes. 

*** 

Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os espíritos ainda vinculados à Terra, não nos achamos isentos de imperfeições. 

***

Levanta os caídos e ampara os que tropecem. 

***

Não te lamentes. 

*** 

Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de que se façam portadores. 

*** 

Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência. 

*** 

Desculpa, sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas avançar, estrada afora, livre do mal. 

***

Auxilia aos outros, quanto estiver ao teu alcance, e repete semelhante benefício, tantas vezes quantas isso te for solicitado. 

*** 

Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo as calamidades e provas em que te vejas, já que te reconheces passando pela Terra, a caminho da Vida Maior. 

***

Louva, agradece, abençoa e serve sempre. 

*** 

E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de tudo aquilo que doamos ou fazemos na Terra, teremos a justa equação na Vida Espiritual.

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier.


Fonte: do Livro Calma.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

BEM VINDO 2018



Que este novo ciclo de tempo que inicia-se no Planeta Terra, seja abençoado pelo Nosso Criador...

que o ciclo de 2018 seja de bênçãos para a humanidade encarnada e desencarnada!
que possamos ter saúde para trabalhar e desenvolver nossas atividades;
que possamos sorrir muito;
que possamos desenvolver mais o amor e a caridade;
que possamos descobrir e vivenciar cada vez mais os ensinamentos de Jesus;
que possamos respeitar e dar mais valor a natureza;
que possamos ir em busca de mais aprendizados para os ofertar a nós mesmos e para compartilhar com todos que quiserem;

que possamos ter mais compreensão e tolerância para com o próximo;
que as dificuldades que possam aparecer, que sirvam para o nosso desenvolvimento espiritual;
que as pessoas que praticam a violência permitam-se serem tocadas pelo amor de Jesus e deem mais respeito a vida;
que possamos trabalhar cada vez mais para o bem, sermos fonte de amor, de luz, de caridade;
que possamos ter perseverança em nossos compromissos e trabalhos assumidos;
que possamos construir a paz interior para sermos pontos de luz no planeta Terra...
que possamos seguir nossas inspirações, realizar nossos objetivos, ser fiel a nossa consciência; que possamos fazer brilhar nosso caminho em 2018, plantar cada vez mais o amor e o bem...


que possamos praticar de acordo com nosso desenvolvimento e nível espiritual os ensinamentos de Mestre Jesus, cada vez mais!

        Desejo um saudável e feliz 2018! Agradeço por estarmos juntos, e que a humanidade possa ter um ano de paz e tranquilidade!

        Que 2018 seja iniciado e que permaneça sob a Luz do nosso Divino Mestre Jesus, com as bênçãos de Deus.

       BEM VINDO 2018 !!!!!!

Amor à todos!
Luz e boas vibrações!

Escrito pelo Jardim Espírita.




quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

JESUS


Jesus foi na Terra
a mais perfeita encarnação do Amor Divino.
E ainda hoje,
nos dias amargurados que transcorrem,
é para a Humanidade
a promessa de Paz,
o manto protetor
que abriga os aflitos e os infelizes,
o pão que sacia os esfomeados das verdades eternas,
a fonte que desaltera todos os sofredores.


Apegai-vos a Ele, cheio de confiança!
Ele é misericórdia personificada,
o Jardineiro Bendito
que jorra, no coração
dos transviados do caminho do bem,
as sementes do arrependimento
que hão de florir na Regeneração
e frutificar na perfeita felicidade espiritual.


Ouvi a sua voz
no silêncio da consciência que vos fala
do cumprimento austero
de todos os deveres cristãos,
e um dia
descansareis reunidos,
ligados pelos liames inquebrantáveis
da fraternidade além da morte,
à sombra da árvore luminosa
das boas ações que praticastes,
longe das lágrimas
do orbe obscuro,
Dos prantos e das provações remissoras!...


Pelo Espírito Marta.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.



Fonte: Livro Antologia Mediúnica do Natal. Espíritos Diversos. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


domingo, 24 de dezembro de 2017

LOUVOR DO NATAL


Senhor Jesus!

Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado,
cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.

Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura com que lhes fulgia as vitórias,
alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição do
solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.

Levantaram-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e
cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade.

Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para
sempre.

Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te
ofertaram esburacada manta, por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor
que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.

Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.

Escolhes-te vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime...Buscaste
para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes
favoreciam os voos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem
propaganda condicionada.

No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos
joelhos amigos, nem das mãos fatigadas a quem te dirigiste na via pública!

A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia Tibério,
comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em pessoa, ao lado
de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e as personagens de
tua epopéia chamam-se “o cego Bartimeu”, “o homem de mão mirrada”, “o servo
do centurião”, “o mancebo rico”, a “mulher Cananéia”, “o gago de Decápolis”, “a
sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de Marta e Maria”.

Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e
sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem,
chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que
surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a
tranquilidade e a alegria, com bênção de todos.

É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em
prece:

- Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz
de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!...


Espírito Emmanuel.
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.



FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL. Psicografia: Francisco Cândido Xavier. Espíritos Diversos.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

NATAL...


Diante do bolo iluminado, abraças, feliz, os entes amados que chegaram de
longe...

Ouves a música festiva que passa, de leve, por moldura de harmonia às telas
da natureza... Entretanto, quando penetrarem o tempo da oração, reverenciando o
Mestre que dizes amar, mentaliza o estábulo pobre.

Ignoramos de que estrela chegando o Sublime Renovador, mas todos sabemos
em que ponto da Terra começou ele o apostolado divino.

Recorda as mãos fatigadas dos tratadores de animais, os dedos calosos dos
homens do campo, o carinho das mulheres simples que lhes ofertaram as primeiras
gotas do próprio leite e o sorriso ingênuo dos meninos descalços que lhe recebera, do
olhar a primeira nota de esperança.

Lembra-te do Senhor, renunciando aos caminhos constelados de luz para
acolher-se, junto dos corações humildes que o esperavam, dentro da noite, e desce
também da própria alegria, para ajudar no vale dos que padecem...

Contemplará, de alma surpresa, a fila dos que se arrastam, de olhos
enceguecidos pela garoa das lágrimas. Ladeando velhinhos que tossem ao desabrigo,
há doentes e mutilados que suspiram pelo lençol de refúgio na terra seca. Surgem
mães infelizes que te mostram filhinhos nus e crianças desajustadas para quem o pão farto nunca chegou. Trabalhadores cansados falam de abandono e jovens subnutridos se referem ao consolo da morte...

Divide, porém, com eles o tesouro de teu conforto e de tua fé e, nos recintos de
palha e sombra a que te acolhes, encontrarás o Cristo no coração, transfigurando-te a vida, ao mesmo tempo em que, nos escaninhos da própria mente, escutarás, de novo, o cântico do Natal, como que repetido na pauta dos astros:

- Glória a Deus nas alturas e boa vontade para com os homens!...

Pelo Espírito MEIMEI.
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.




FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL. Psicografia: Francisco Cândido Xavier. Espíritos Diversos.


sábado, 16 de dezembro de 2017

CARTÃO DE NATAL

        


        Ao clarão do Natal, que em ti acorda a música da esperança, escuta a voz de alguém que te busca o ninho da própria alma!... Alguém que te acende a estrela da generosidade nos olhos e te adoça o sentimento, qual se trouxesses uma harpa de ternura escondida no peito.

       Sim, é Jesus, o amigo fiel, que volta.

       Ainda que não quisesses, lembrar-lhe-ias hoje os dons inefáveis, ao recordares as canções maternais que te embalaram o berço, o carinho de teu pai, ao recolher-te nos braços enternecidos, a paciência dos mestres que te guiaram na escola e o amor puro de velhas afeiçoes que te parecem distantes.

       Contemplas a rua, onde luminárias e cânticos lhe reverenciam a gloria; entretanto, vergaste ao peso das lagrimas que te desafogam o coração... É que ele te fala no íntimo, rogando perdão para os que erram, socorro aos que sofrem, agasalho aos que tremem na vastidão da noite, consolação aos que gemem desanimados e luz para os que jazem nas trevas.

      Não hesites! Ouve-lhe a petição e faze algo!... Sorri de novo para os que te ofenderam; abençoa os que te feriram; divide o farnel com os irmão em necessidade; entrega um minuto de reconforto ao doente; oferece uma fatia de bolo aos que moram, sozinhos, sob ruínas e pontes abandonadas; estende um lençol macio aos que esperam a morte, sem aconchego do lar; cede pequenina parte de tua bolsa no auxílio às mães fatigadas, que se afligem ao pé dos filhinhos que enlanguescem de fome, ou improvisa a felicidade de uma criança esquecida.

      Não importa se diga que cultivas a bondade somente hoje quando o Natal te deslumbra!... Comecemos a viver com Jesus, ainda que seja por algumas horas, de quando em quando, e aprendemos, pouco a pouco, a estar com ele, em todos os instantes, tanto quanto ele permanece conosco, tornando diariamente ao nosso convívio e sustentando-nos para sempre.

Pelo Espírito Meimei.
Psicografia de Chico Xavier.



FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL. Psicografia: Francisco Cândido Xavier. Espíritos Diversos.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

MARIA: “FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER.”

AS BODAS DE CANÁ

Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galileia, e achavam-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como visse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: “Eles já não tem mais vinho.” Respondeu-lhe Jesus: “Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou.” Disse, então, a sua mãe aos serventes: “Fazei o que ele vos disser.” Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. Jesus ordena-lhes: “Enchei as talhas de água.” Eles encheram-nas até em cima. “Tirai agora, disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes.” E levaram.
Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água),chamou o noivo e disse-lhe: “É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.”
Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galileia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. Depois disso, desceu para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ali só demoram poucos dias.
(João – cap. 2; ves. 1 a 12)




        As bodas de Caná, oferece-nos diversos ensinamentos sublimes. Abordaremos apenas alguns pontos, desta significativa passagem.

       As festas de casamento duravam até sete dias. Assim, centenas de pessoas devem terem ido a esta festa, que provavelmente poderia ser de algum familiar de Jesus, pelo fato que Maria – Mãe de Jesus, exercia uma certa autoridade na casa ordenando os servos.

       Maria de forma carinhosa avisa a Jesus: “Eles não tem mais vinho.” Talvez Jesus tenha achado que ainda não fosse chegada Sua hora de manifestar o seu poder publicamente, mas Maria acaba ignorando a advertência de Jesus. E Ele em exemplo de obediência, de submissão, atendeu ao apelo da mãe.

      Maria, com sua postura discreta, mas ativa e presente e atuante na vida de Jesus, com desvelos de mãe carinhosa; aconselha de forma bela e maternal os servos daquela festividade, da seguinte forma:  “Fazei tudo o que ele vos disser.”  E discretamente, Jesus agiu e solucionou o problema.  

      Para Maria ter feito tal pedido a Jesus não estaria Ela acostumada com tais transformações de materialização de alimentos?

      Outro ponto que nos chama atenção é o tratamento que Jesus dispensa a Maria, chamando-a de “Mulher”. Na época este era um tratamento respeitoso. O termo “senhora” não existia na época, assim usava-se “Mulher” que equivaleria a dizer  “senhora”.   

       A simbologia da transformação da água em vinho, é a transformação da matéria para a espiritualidade. No contexto bíblico a água é o elemento gerador absoluto, representando o contexto material.  Já o vinho é a simbologia de um composto de espírito e matéria (álcool e água). A palavra “espírito” vem do latim spiritus, relacionado a spirare “respirar”. O vapor do álcool também era chamado de “espírito do álcool”.  Assim, o vinho simboliza a espiritualização na matéria.  Pois, nossa transformação começa agora, enquanto encarnados para o aperfeiçoamento, para a transformação do espírito.

      Por isso que Maria nos convida da seguinte forma maternal: “Fazei tudo o que ele vos disser.”  Isto porque são os ensinos que Jesus nos trouxe que transforma o nosso espírito, que nos faz nos aperfeiçoar nas praticas dessas máximas que o Cristo ensina-nos através dos séculos. A insuficiência do vinho é a nossa espiritualidade insuficiente. O vinho que acaba é a conscientização da nossa carência espiritual. Então, passamos a seguir os ensinos de Jesus e fazendo tudo o que eles nos disse, e nos transformaremos em vinho de alta qualidade.


      O Espírito Emmanuel, no livro Caminho Verdade e Vida, psicografia de Chico Xavier, fala-nos que: “Também nós estamos na festa do noivado do evangelho com a Terra. (...) Somos serventes humildes. Em muitas ocasiões esgota-se o vinho da esperança. Sentimo-nos extenuados, desiludidos. Implorando ternura maternal e eis que Maria nos responde: “Fazei tudo quanto ele vos disser.”

      Já o escritor e palestrante espírita Clóvis Tavares, de forma humilde e instigante, no livro De Jesus Para Os Que Sofrem. Denominou a frase: “Fazei tudo o que ele vos disser.” O Mandamento de Maria. Pois, aquela ordem de Maria aos serventes vale para nós, em todos os tempos. Será sempre atual.  É ordem. Mas é também conselho de Mãe!



Fonte de inspiração: Revista Reformador, Dezembro de 1998.
E site Espírito Imortal. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

OS ENSINAMENTOS DE MESTRE JESUS

         O Natal convida-nos a pensar na vida extraordinária de Jesus; na Sua Doutrina de Amor. De passarmos alguns acontecimentos de Sua Vida e ensinamentos para nossa reflexão. Jesus  nos deixou mensagens vivas, como: na manjedoura singela, o da humildade; em toda a vida, o do amor ao próximo, curando enfermidades do corpo e da alma, ensinando as Leis de Deus; no alto da cruz, o do perdão e da submissão aos desígnios do Pai. E tantas outras!


Como, mensagens ora de esperança:
  •          “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” ;
  •          “Tende bom ânimo.”;
  •          “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem a mim (...) haverá um rebanho e um pastor.” ;
  •          “(...) não vos inquieteis com o dia de amanhã (...)”;
  •         “(...) eu não vim para julgar o mundo, e, sim, para salvá-lo.”;
  •          “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”


Ora mensagens de consolo:
  •          “Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados.”;
  •          “Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei.”


Ora mensagens de advertência:
  •          “Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho?... Tirai primeiro a trave do vosso olho (...);
  •      “Não julgueis, a fim de não serdes julgados (...) “;
  •         “Não julgueis segundo a aparência, e sim, pela reta justiça.”
  •        “Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! Entrarão no reino dos céus; apenas entrará aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”;
  •        “Meus Bem-Amados, não creiais em qualquer espírito; experimentai se os espíritos são de Deus, porquanto muitos falsos profetas se tem levantado no mundo.”


        Educador incomparável, em inúmeras oportunidades ensinando-nos a viver, a conhecer as Leis de Deus, para que aprendamos a evoluir conscientemente, com a reta conduta moral:
  •           “Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.”
  •          “Se me amais, guardai os meus mandamentos...”
  •          “Bem-aventurados os pobres de espíritos, pois que deles é o reio dos céus (...) os que tem puro o coração, porquanto verão a Deus (...) os que são brandos, porque possuirão a Terra (...) os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus (...) os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia.”
  •          “Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto todos estais a caminho (...).”
  •          “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra (...) mas ajuntai para vós outros tesouros no céu (...) porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”
  •         “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os vossos olhos forem bons, todo o vosso corpo será luminoso.”
  •        “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.”  
  •       “(...) conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
  •       “(...) não resistais ao mal que vos queiram fazer (...) se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra (...) se alguém quiser pleitar contra vos, para vos tomar a túnica, também lhe entregueis o manto (...) se alguém obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil.”
  •       “Daí aquele que vos pedir e não repilais aquele que vos queira tomar emprestado.”
  •         “Quando derdes esmola, não saiba a vossa Mão esquerda o que faz a vossa mão direita.”
  •        “Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente que construiu sobre a rocha a sua casa.”
  •        “Não são os que gozam saúde que precisam de médico.”
  •      “Pedi e vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá (...).”
  •     “Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curais os leprosos, expulsai os demônios. Daí gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido.”
  •         “Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto. E vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa.”
  •         “Não cuideis de pedir muito nos vossas preces (...) porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais.”
  •         “Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei.”


        Jesus fala-nos do amor a Deus e ao próximo:
  •       “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito, este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. – toda a lei e os profetas se acham nesses dois mandamentos.”
  •      “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.”
  •      “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus (...).”
  •  "Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá?(...).”


       E ensina-nos a Regra Áurea:
  •          “Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas.”


      Allan Kardec, no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. XV, item 3. De forma inspirada afirma sobre Jesus: “Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. (...) humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, Ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.”

       E, Kardec ao comentar a questão 625 de “O Livro dos Espíritos”, afirma: “(...) Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. (...) e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor (...)”.

       Jesus, Mestre por excelência; sábio, tolerante e bom – veio para nos ensinar a conhecer, amar e a observar as Leis de Deus. A essência de Sua mensagem é o Amor, a compaixão. Consciente de sua missão, de suas responsabilidades, afirma, categoricamente: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João, 14-6)



Fonte de inspiração: Revista Reformador, Dezembro de 1998.