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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

O PRIMEIRO NATAL


"Dizem que o primeiro Natal foi uma festa bem simples. 

Poucas pessoas. Só o menino, a mãe, o pai que o adotou, uns pastores e alguns bichos. Pouca comida, poucos presentes. Somente o silêncio e uma noite estrelada. 

Mas dizem que foi o mais belo Natal de todos os tempos. 

Neste ano de 2020, o Natal de cada casa será com pouca gente (ou pelo menos deveria ser). 

Algumas casas também terão a companhia de algum bicho. 

Com pouca gente, não vai precisar de tanta comida. 

Também serão poucos os presentes. 

Talvez a noite seja silenciosa. 

Talvez estrelada. 

Se este será o seu melhor Natal, porém, vai depender se você aprendeu com o primeiro. 

Paz profunda a todos os seres!” 

(Texto de origem desconhecida)



Que o Natal seja de Esperança e de Renovação!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

UM NATAL DIFERENTE. MAS COM JESUS A ILUMINAR SEMPRE!

Em meio aos caminhos escuros que atravessamos e que ainda estamos a caminhar neste ano de 2020 e ainda para o próximo ano, uma luz sempre se fez presente, a nos guiar pela escuridão da insegurança, do desanimo, do medo, da perda, da tristeza... A luz de Cristo Jesus sempre esteve presente a nos guiar, nos transmitindo esperança, bom animo, confiança... Lembrando-nos que em meio ao caos Deus nunca nos abandona e se faz presente por meio de diversos tipos de amparo, por meios que desconhecemos muitas vezes, e que simples gestos de gentileza torna uma pessoa acolhida. Fazendo-nos aprender como faz falta a nossa rotina, o convívio com as pessoas, o poder viver de forma simples, que não precisamos de muito para viver e sentir alegria, mas fazendo desabrochar ainda mais em nós a capacidade que carregamos de ajudar uns aos outros, de nos doar, seja apenas indo ali na esquina comprar o pão para um vizinho de grupo de risco, seja olhar os mais vulneráveis e encontrar um jeito de podermos ajudar, seja aprender que com gestos simples de usar máscara e higienizar as mãos já é está amando o próximo como Jesus nos ensinou a amar, e amando a nós mesmos, cuidado da nossa saúde, da preciosidade que é a vida física permitida por Deus. Até mesmo o não visitar as pessoas, respeitando este momento de pandemia em que estamos vivendo já é amar, pois estamos cuidado do próximo. Sabemos que não adianta comemorações devido ao nascimento de Jesus, colocando a vida do próximo e a nossa em risco, Jesus não quer que nos arrisquemos por um momento breve devido a comemorações natalinas, Jesus quer que amemos, que amemos o próximo, que cuidemos do próximo e de nós. Nos cuidado e tendo consciência da situação que estamos vivendo com a pandemia, podemos ter muitos e muitos natais juntos de todos os nossos amores.

Oh, Jesus! Quanto amor tem por nós, por meios desconcertantes que nós não compreendemos devido a nossa pequenez, ensina-nos a amar, ensina-nos cada vez mais saber o que é o verdadeiro amor, sem apego, sem cobranças, sem esperar nada em troca. E que simples gestos que pode não parecer nada, já é está amando.

Jesus nos desconserta, quebrando toda a lógica, em que nossa capacidade intelectual ainda não tem o alcance necessário para começar a compreender a sua magnitude, a magnificência da sua vida, as maravilhas das suas histórias, todo o impacto em que ele causou, em que até hoje esse Homem de Nazaré ecoa pelos séculos e séculos, sempre a transformar e a renovar todas as coisas, em que vamos aprendendo a Saudar-Lhe com um Ave Cristo pelo tempo. Cristo ontem, Cristo hoje, Cristo sempre.

            Sempre estendendo os seus braços para nos acolher em todos os momentos de nossa vida. Oh, Mestre Nazareno, o teu amor para conosco é tão grande que nós hoje podemos te chamar de Amigo, nosso Amigo de Luz, que nos aquece e clareia nossos caminhos, que ilumina nos trazendo alegria, esperança, animo...

Faz-nos com os teus ensinos encontrar outras estradas, a prendermos a estender as mãos aos irmãos pelos caminhos, nos faz ir longe, a encontrar e desbravar outros horizontes, nos fazendo desenvolver as nossas próprias asas, por meio do teu magnânimo amor.

Mas, não podemos jamais esquecer dos que partiram devido a pandemia do coronavírus, rogamos a Deus e a Jesus  que os ilumine e os ampara, tanto os que regressaram para o mundo espiritual como os seus familiares que aqui no plano físico ficaram os consolando e os amparando.

Em um ano tão triste, desafiador, mas também de muitos aprendizados, recordamos a saudação dos anjos no Dia Glorioso do nascimento Daquele Menino que Mudou o Mundo, Nascido em um Estábulo e que se faz luz em nossas vidas: “Glória a Deus nas alturas, Paz na Terra aos Homens e Mulheres de Boa Vontade.”

Desejamos um Natal de Muita Esperança. Que tenhamos consciência da necessidade do momento que nos chama a responsabilidade! Saúde a todos nós!

Deus conosco.
Paz, Luz e Harmonia.
Blog Jardim Espírita.


domingo, 20 de dezembro de 2020

EM TODOS OS CAMINHOS



Seja qual for a experiência, convence-te de que Deus está conosco em todos os caminhos. 

Isso não significa omissão de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei. 

O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo em que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie. 

Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem. 

Nasceste para realizar o melhor. Para isso, é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos exercícios da escola. A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor. Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus. 

Se o conhecimento exato da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessidade de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço. Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigênio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras. 

Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor, nos reservatórios da Natureza e compreenderás que ninguém vive só. 

Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.




Fonte: Livro – Estude e Viva. Chico Xavier e Waldo Vieira. Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz.

 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

PRECE: AÇÃO DE GRAÇAS POR UM FAVOR OBTIDO

             PREFÁCIO. Não é preciso considerar apenas como acontecimentos felizes as coisas de grande importância; as menores em aparência são, frequentemente, as que influem mais sobre o nosso destino. O homem esquece facilmente o bem, e se lembra antes daquilo que o aflige. Se registrássemos, dia a dia, os benefícios dos quais somos objetos, sem os ter pedido, ficaríamos frequentemente espantados de os ter recebido tantos, que se apagaram da nossa memória, e humilhados com a nossa ingratidão.     

Cada noite, elevando nossa alma a Deus, devemos lembrar-nos dos favores que ele nos concedeu, durante o dia, e agradecê-los. É sobretudo no próprio momento em que experimentamos os efeitos da sua bondade e da sua proteção que, por um movimento espontâneo, devemos lhe testemunhar a nossa gratidão; basta, para isso, um pensamento que lhe atribua o benefício, sem que seja necessário desviar-se do trabalho.

                Os benefícios de Deus não consistem somente nas coisas materiais; é preciso igualmente agradecer-lhe as boas ideias, as inspirações felizes que nos são sugeridas. Enquanto o orgulhoso acha nelas um mérito, o incrédulo as atribui ao acaso, aquele que tem fé rende graças a Deus e os bons Espíritos. Por isso, as longas frases são inúteis: “Obrigado, meu Deus, pelo bom pensamento que me inspirou,” diz mais do que muitas palavras. O impulso espontâneo que nos faz atribuir a Deus o que nos chega de bem, testemunha um  hábito de reconhecimento e de humildade que nos atrai a simpatia dos bons Espíritos.



PRECE

Deus infinitamente bom, que o vosso nome seja bendito pelos benefícios que me concedestes; deles seria indigno se os atribuísse ao acaso dos acontecimentos ou ao meu próprio mérito.

Bons Espíritos, que fostes executores das vontades de Deus, e vós sobretudo, meu anjo guardião, eu vos agradeço. Desviai de mim o pensamento de nele conceber o orgulho, e dele fazer um uso que não fosse para o bem. Eu vos agradeço, notadamente por...

 

 

Fonte: Livro – Coletânea de Preces Espíritas. Allan Kardec.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

DISPUTAS E PACIFICAÇÃO

Mensagem psicografada pelo médium A. H. S. em Brasília, ditada pelo Espírito Abdias Oliveira, em 14 de novembro de 2020. Publicada no site da FEB (Federação Brasileira Espírita).

 

Disputas e Pacificação

 Há momentos decisivos em que a conduta individual é a mais importante manifestação de nossos compromissos. 

            Na atualidade, a abundância de informação tem gerado um estado de perplexidade e o discernimento encontra dificuldade para diferençar os fatos das ficções.
 
            O campo luminoso da linguagem provê os elementos adequados para descrever a realidade ou para modelar a ilusão.

            Há fatos, há ficções e há escolhas. 

Optar por construir filtros pela razão, para distinguir o real do aparente, caracteriza maturidade de espírito com vistas aos acertos das ações. Mas é preciso reconhecer que os nossos estados sentimentais interferem simultaneamente em nossa percepção, em nosso raciocínio e, consequentemente, em nossas ações.

É urgente cuidar da educação do sentir para aprimorar a educação do pensar. 

A nomenclatura técnica denomina viés a influência do passado na apropriação do presente e na projeção do futuro.

Ocorre que nossas limitações de percepção, dificuldades de equilibrar o sentimento e equívocos no desenvolvimento de raciocínios constituem vieses de difícil detecção sem o benefício do diálogo efetivo e das interações construtivas. 

Neste capítulo das relações humanas, a tecnologia da paz tem sido instrumento desconsiderado, quando não afastado por beligerante deliberação. E o resultado é um viés de má vontade comprometendo percepções, sentimentos, raciocínios e ações.

É preciso cultivar a paz no perceber, a paz no sentir, a paz no raciocinar e a paz no agir! Sem atitudes de paz comprometemos o presente e malbaratamos o futuro. 

Paz no perceber implica boa vontade para ver os fatos, disposição para apreciar a realidade. 

Paz no sentir significa evitar o preconceito do juízo influenciado pela emoção precipitada.

Paz no raciocínio equivale a movimentação sincera de analisar os próprios argumentos considerando a possibilidade de que os nossos possam estar inexatos; tanto quanto os dos outros merecem ser entendidos e dialogados, mas jamais proibidos. Toda alma tem o direito de amadurecer no tempo que o Senhor lhe confiou.

Paz no agir é decisão de atitude a reunir amor, justiça e caridade em todas as nossas manifestações, buscando fazer o melhor de nós mesmos em todas das circunstâncias.

Compreendendo os desafios da comunicação humana, é preciso aprender a divergir sem a pretensão de disputar. Divergindo abrimos espaço para dilatados raciocínios; apreciamos aspectos dos argumentos e viabilizamos o crescimento comum.

Disputando pretendemos impor derrotas e exaltar vitorias numa contabilidade doentia, na qual vicejam o egoísmo e o orgulho, em detrimento do aprendizado edificante.

Nestes momentos conturbados em que a ânsia de vitorias cobra o preço da humilhação do outro, tenhamos a serenidade necessária para enxergar a realidade das coisas buscando a pacificação em nosso modo de ser. 

Diante do erro: paz e correção.

Diante do debate: paz e fraternidade.

Diante do desafio: paz e tolerância.

Diante da acusação: paz e trabalho.

Diante da perseguição: perdão e paz.

Estamos todos na escola da vida e mesmo quando equivocados o Senhor nos oferece o benefício do aprendizado. Mas tenhamos certeza de que em paz faremos sempre melhor!

 

Abdias Oliveira (Espírito)

 

(Mensagem psicografada pelo médium A. H. S. Brasília, 14 de novembro de 2020.)
Publicado no site da FEB (Federação Brasileira Espírita).



quinta-feira, 26 de novembro de 2020

PROGRESSÃO DOS MUNDOS

 


                O progresso é uma das leis da natureza; todos os seres da Criação, animados e inanimados, a ele estão submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo engrandeça e prospere. A própria destruição, que parece aos homens o termo das  coisas, não é senão um meio de atingir, pela transformação, um estado mais perfeito, porque tudo morre para renascer, e coisa alguma se torna nada.

                Ao mesmo tempo que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Que pudessem seguir um mundo nas suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos que serviram à sua constituição, vê-lo-ia percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas por graus insensíveis a cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que estes avançam, eles mesmos, na senda do progresso. Assim, caminham paralelamente o progresso do homem, e dos animais seus auxiliares, dos vegetais e da habitação, porque nada é estacionário na Natureza. Quanto esta ideia é grande e digna da majestade do Criador! E, ao contrário, quanto é pequena e indigna do seu poder aquela que concentra sua solicitude e sua providência, sobre o imperceptível grão de areia da Terra, e restringe a Humanidade a alguns homens que a habitam!

                A Terra, seguindo essa lei, esteve material e moralmente num estado inferior ao que está hoje, e atingirá, sob esse duplo aspecto, um grau mais avançado. Ela atingiu um dos seus períodos de transformação, em que, de mundo expiatório, torna-se-á mundo regenerador; então, os homens serão felizes, porque a lei de Deus nela reinará. (Santo Agostinho, Paris, 1862).

 

 Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Capítulo III, item 19.  



quinta-feira, 19 de novembro de 2020

MUNDOS REGENERADORES


                    Entre essas estrelas que cintilam na abóboda azulada, quantos mundos há, como o vosso, designados pelo Senhor para a expiação e a prova! Mas há também mais miseráveis e melhores, como os há transitórios que se podem chamar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, correndo no espaço ao redor de um foco comum, arrasta consigo seus mundos primitivos de exílio, de prova, de regeneração e de felicidade. Já vos falaram desses mundos onde a alma nascente é colocada, quando, ignorante ainda do bem e do mal, pode caminhas para Deus, senhora de si mesma, na posse do seu livre-arbítrio; já vos foi dito de que imensas faculdades a alma está dotada para fazer o bem; mas, ah! Existem as que sucumbem, e Deus, não querendo seu aniquilamento, lhes permite ir para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, se regeneram, e se tornarão dignas da gloria que lhes estava reservada.

                Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes; a alma que se arrepende, neles encontra a calma e o repouso, acabando de se depurar. Sem dúvida, nesses mundos, o homem está ainda sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e os vossos desejos, mas está livre das paixões desordenadas, das quais sois escravos; neles não mais de orgulho que faz calar o coração, de inveja que o tortura, de ódio que o sufoca; a palavra amor está escrita sobre todas as frontes; uma perfeita equidade regula as relações sociais; todos se revelando a Deus, e tentando ir a ele, seguindo suas leis.

                Neles, todavia, não está ainda a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem aí é ainda carne e, por isso mesmo, sujeito às vicissitudes de que não estão isentos senão os seres completamente desmaterializados; há ainda provas a suportar, mas que não tem as pungentes angustias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são muito felizes, e muitos de vós ficariam satisfeitos em aí se deterem, porque é a calma depois da tempestade, a convalescença depois de uma cruel moléstia; mas o homem, menos absorvido pelas coisas materiais, entrevê, melhor que vós, o futuro; ele compreende que há outras alegrias que o Senhor promete para aqueles que delas se tornem dignos, quando a morte tiver ceifado de novo seus corpos para lhes dar a verdadeira vida. É então que a alma liberta planará sobre todos os horizontes; não mais os sentidos materiais e grosseiros, mas os sentidos de um perispírito puro e celeste, aspirando as emanações do próprio Deus sob os perfumes do amor e da caridade que se espalham do seu seio.

                Mas, ah! nesses mundos, o homem é ainda falível, e o espírito do mal não perdeu, ali, completamente seu império. Não avançar é recuar, e se não está firme no caminho do bem, pode voltar a cair nos mundos de expiação, onde o esperam novas e mais terríveis provas. 

                Contemplai, pois, essa abóboda azulada, à noite, à hora do repouso e da prece, e nessas esferas inumeráveis que brilham sobre vossas cabeças, perguntai-vos as que conduzem a Deus, e pedi-lhe que um mundo regenerador vos abra seu seio depois da expiação da Terra. (Santo Agostinho, Paris, 1862).


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Capítulo III, itens  16 a 18.



sexta-feira, 13 de novembro de 2020

DESTINAÇÃO DA TERRA. CAUSA DAS MISÉRIAS HUMANAS.



            Espanta-se em encontrar sobre a Terra tanta maldade e más paixões, tantas misérias e enfermidades de toda sorte, e se conclui disso que a espécie humana é uma triste coisa. Esse julgamento provém do ponto de vista limitado em que se está colocado, e que dá uma ideia falsa do conjunto. É preciso considerar que, sobre a Terra, não se vê a Humanidade, mas apenas uma pequena fração dela. Com efeito, a espécie humana compreende todos os seres dotados de razão que povoam os inumeráveis mundos do Universo; ora, o que é a população da Terra, perto da população total desses mundos? Bem menos que a de um lugarejo em relação á de um grande império. A situação material e moral da Humanidade terrestre nada mais tem que espante, inteirando-se da destinação da Terra e da natureza daqueles que a habitam.

                Far-se-ia dos habitantes de uma grande cidade uma ideia muito falsa, se fossem julgados pela população de bairros ínfimos e sórdidos. Num hospital não se veem doentes e estropiados; numa prisão de forçados veem-se todas as torpezas, todos os vícios reunidos; em regiões insalubres, a maior parte dos habitantes são pálidos, fracos e sofredores. Pois bem, que se figure a Terra como sendo um subúrbio, um hospital, uma penitenciaria, uma região malsã, porque ela é ao mesmo tempo tudo isso, e se compreenderá por que as aflições sobrepujam as alegrias, pois não se enviam a um hospital as pessoas sadias, nem às casas de correção aqueles que não fizeram o mal; e nem os hospitais, nem as casas de correção são lugares de prazeres.

                Ora, da mesma forma que, numa cidade, toda a população não está nos hospitais ou nas prisões, toda a Humanidade não está sobre a Terra; como se sai do hospital quando se está curado, e da prisão quando se cumpre o tempo, o homem deixa a Terra por mundos mais felizes, quando está curado das suas enfermidades morais.

 

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Capítulo III, itens 6 e 7.



quinta-feira, 5 de novembro de 2020

PRECE: PARA PEDIR UM CONSELHO

PREFÁCIO. Quando estamos indecisos em fazer, ou não fazer uma coisa, devemos, antes de tudo, nos colocar as seguintes questões:

              1° -  A coisa que hesito em fazer pode causar um prejuízo qualquer a outrem?

             2° - Ela pode ser útil a alguém?

3° - Se alguém a fizesse a mim, eu ficaria satisfeito?

Se a coisa não interessa senão a si, é permitido balancear a soma das vantagens e dos inconvenientes pessoais que podem dela resultar.

Se ela interessa a outrem, e fazendo o bem a um possa fazer o mal a outro, é preciso, igualmente, pesar a soma do bem e do mal, para se abster ou agir.

Enfim, mesmo para as melhores coisas, é preciso ainda considerar a oportunidade e as circunstancias acessórias, porque uma coisa boa em si mesma pode ter maus resultados em mãos inábeis, se não é conduzida com prudência e circunspecção. Antes de empreendê-la, convém consultar as forças e os meios de execução.

Em todos os casos, pode-se sempre reclamar a assistência dos espíritos protetores, lembrando-se desta sábia máxima: Na dúvida, abstém-te. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, n° 38).



PRECE

Em nome de Deus Todo-Poderoso, bons espíritos que me protegeis, inspirai-me a melhor resolução a tomar na incerteza em que estou. Dirigi meu pensamento para o bem, e desviai a influência daqueles que tentarem me desencaminhar.

 

Fonte: Livro - Coletânea de Preces Espíritas. Allan Kardec. 


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Música Espírita: A Morte

Música: A morte
CD: Luz de Chrystal
Cantora: Helena Cristina


LETRA DA MÚSICA: A Morte

A morte não existe
é uma ilusão!
O que morre é o corpo
o espírito, não,
(a vida continua em outra dimensão) (bis)

Convido-te, meu amigo,
faça uma reflexão!

Na questão da morte e
da vida, não tem outra solução

Morrer e nascer de novo
em busca da perfeição,
Morrer e nascer de novo
em busca da evolução

Abra os olhos não se
atormente a morte é renovação
(é separação necessária a nossa civilização) (bis)    

A boa nova nos ensina
a não temê-la jamais,
(o que deixamos é uma
roupagem, nossa essência não se desfaz)  (bis)

Aqueles que a temem
ainda não têm no coração,
(as verdades do evangelho
para nossa redenção)  (bis)

A boa nova nos ensina
a não temê-la jamais,
(o que deixamos é uma
roupagem, nossa essência não se desfaz)  bis

(a morte não existe é uma ilusão!
o que morre é o corpo
o espírito, não) (bis)

la,la,la....

 

 

 

sábado, 31 de outubro de 2020

PANDEMIA E CORAGEM

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

 

         Passado o primeiro período em que a pandemia da Covid-19 alastrou-se pelo mundo com as suas garras destruidoras, a pouco e pouco fomos acostumando-nos com a sua fome de vidas.

          Passamos a descuidar-nos do uso das máscaras, de lavar as mãos com sabão e com frequência, bem como manter-nos a distância necessária para evitar o contágio maligno.

         Estamos voltando aos velhos hábitos nas ruas, nos lugares nos quais se aglomeram grupos, sem nenhum cuidado com a saúde. Dá-me a impressão de que o terrível surto com o prolongamento da contaminação em todo o mundo aconteceu e estamos procurando esquecer essa tragédia que sacudiu a civilização sem aviso prévio. No entanto, a cada momento surgem dezenas de milhares de novos casos, resultado de contaminação quase generalizada, enquanto se discutem medicina e política, e as pessoas morrem quase na mesma proporção.

        Enquanto não chega a vacina que nos previne do mal, pessoas de alta responsabilidade ironizam, criticam o seu uso, expõem-se.

          Até poucos dias eram as alegrias da retirada dos hospitais de campanha por falta de pacientes, enquanto, neste momento, eles estão sendo convocados porque em muitas cidades o número de doentes surpreende médicos e cuidadores.

       As ruas estão cheias a toda hora, as pessoas mantêm os anteriores hábitos de abraçar-se e manter-se juntas, sem a menor responsabilidade pela sua e pela vida das demais criaturas.

         Graças a esse comportamento podemos avaliar a responsabilidade de administradores políticos e população, que não se dão conta da gravidade do momento, porque o mal prossegue avançando, e uma onda nova da enfermidade cruel está atingindo número expressivo de vítimas, que se sentem aturdidas.

       Informa-se que a Aids está matando mais do que a Covid, portanto, a esses não parecem necessários os cuidados preventivos para livrar-se do mal de ambas doenças.

        Não será a presença de um mal que justificará o aumento de outros males, especialmente na área da saúde pública.

          Tenhamos cuidado!

 

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 29 de outubro de 2020.

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

O ENCONTRO DE EURÍPEDES BARSANULFO COM JESUS

Assista ao vídeo da FEBTV | Federação Espírita Brasileira, narrando esta linda história. 



Visão de Eurípedes 


     Começara Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da mediunidade, em Sacramento, no Estado de Minas Gerais, a observar-se fora do corpo físico, em admirável desdobramento, quando, certa feita, à noite, viu a si próprio em prodigiosa volitação. Embora inquieto, como que arrastado pela vontade de alguém num torvelinho de amor, subia, subia... 

        Subia sempre. 

    Queria parar, e descer, reavendo o veículo carnal, mas não conseguia. Braços intangíveis tutelavam-lhe a sublime excursão. Respirava outro ambiente. Envergava forma leve, respirando num oceano de ar mais leve ainda... Viajou, viajou, à maneira de pássaro teleguiado, até que se reconheceu em campina verdejante. Reparava na formosa paisagem, quando não longe, avistou um homem que meditava, envolvido por doce luz. 

        Como que magnetizado pelo desconhecido, aproximou-se... 

       Houve, porém, um momento, em que estacou, trêmulo. 

       Algo lhe dizia no íntimo para que não avançasse mais... 

        E num deslumbramento de júbilo, reconheceu-se na presença do Cristo. 

       Baixou a cabeça, esmagado pela honra imprevista, e ficou em silêncio, sentindo-se como intruso, incapaz de voltar ou seguir adiante. 

        Recordou as lições do Cristianismo, os templos do mundo, as homenagens prestadas ao Senhor, na literatura e nas artes, e a mensagem d’Ele a ecoar entre os homens, no curso de quase vinte séculos... 

        Ofuscado pela grandeza do momento, começou a chorar... 

        Grossas lágrimas banhavam-lhe o rosto, quando adquiriu coragem e ergueu os olhos, humilde. 

        Viu, porém, que Jesus também chorava... 

     Traspassado de súbito sofrimento, por ver-lhe o pranto, desejou fazer algo que pudesse reconfortar o Amigo Sublime... Afagar-lhe as mãos ou estirar-se à maneira de um cão leal aos seus pés... 

        Mas estava como que chumbado ao solo estranho... 

        Recordou, no entanto, os tormentos do Cristo, a se perpetuarem nas criaturas que até hoje, na Terra, lhe atiram incompreensão e sarcasmo... 

        Nessa linha de pensamento, não se conteve. 

        Abriu a boca e falou suplicante: 

       - Senhor, por que choras? 

       O interpelado não respondeu. 

      Mas desejando certificar-se de que era ouvido, Eurípedes reiterou: 

      - Choras pelos descrentes do mundo? 

       Enlevado, o missionário de Sacramento notou que o Cristo lhe correspondia agora ao olhar. 

      E, após um instante de atenção, respondeu em voz dulcíssima: 

     - Não, meu filho, não sofro pelos descrentes aos quais devemos amor. Choro por todos os 
que conhecem o Evangelho, mas não o praticam... 

       Eurípedes não saberia descrever o que se passou então. 

      Como se caísse em profunda sombra, ante a dor que a resposta lhe trouxera, desceu, 
desceu... 

      E acordou no corpo de carne. 

      Era madrugada. 

     Levantou-se e não mais dormiu. 

    E desde aquele dia, sem comunicar a ninguém a divina revelação que lhe vibrava na consciência, entregou-se aos necessitados e aos doentes, sem repouso sequer de um dia, servindo até a morte.


Fonte: Livro -  A vida Escreve, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelo Espírito Hilário Silva. Capitulo 27 – A Visão de Eurípedes.
Vídeo da FEBTV | Federação EspíritaBrasileira.



quinta-feira, 15 de outubro de 2020

A PRIMEIRA MENSAGEM DE EURÍPIDES BARSANULFO

Eurípides Barsanulfo, transmitiu a sua primeira mensagem à Francisco Cândido Xavier, em 30 de abril de 1950. Trazendo uma mensagem de esperança, de consolação perante as dificuldades que a vida na matéria apresenta. Mensagem esta de 1950, que é atual, nos trazendo otimismo e fé, deste espírito inspirador. 




         Aos Companheiros de Ideal

         Aos queridos amigos do Triângulo Mineiro:

        A nossa marcha continua e, como sempre, irmãos meus, confirmo a promessa de seguir convosco até a suprema vitória espiritual.

        Os anos correm incessantemente, a morte estabelece apreciáveis modificações, as paisagens se transformam, todavia, nossa confiança em Deus permanece inabalável.

        Somos numerosa caravana em serviço das divinas realizações.

       Velhos amigos nossos, ouvindo-me a palavra, sentirão os olhos úmidos. Para vós que ainda permaneceis na Terra, a travessia dos obstáculos parece mais dolorosa. As saudades orvalhadas das lágrimas vicejam ao lado das flores da esperança. As recordações represam-se na alma. Alguns companheiros estacionaram em caminho, atraídos pelo engano do mundo ou esmagados pelo desalento; não foram poucos os que desanimaram, receosos da luta. Por isso mesmo, as dificuldades se fizeram mais duras, a jornada mais difícil.

        Mas a nós, que temos sentido e recebido a bênção do Senhor, no mais íntimo d’alma, não será lícito o repouso.

        Nossas mãos continuam enlaçadas na cooperação pelo engrandecimento da verdade e do bem, e minha saudade, antes de ser um sofrimento é um perfume do céu. No coração vibram nossas antigas esperanças e continuamos a seguir, a seguir sempre, no ideal de sublime unificação com o Divino Mestre.

        Tenhamos para com os nossos irmãos ainda frágeis, a ternura do amor que examina e compreende. As ilusões passam como os rumores do vento. Prossigamos, desse modo, com a verdade, para a verdade.

       Falando-vos em nome de companheiros numerosos da espiritualidade, assinalo a nossa alegria pelo muito que já realizasteis, no entanto, amigos, outras edificações nos esperam, requisitando-nos o esforço. É preciso contar com os tropeços de toda sorte. O obstáculo sempre serviu para medir a fé, e o espírito de inferioridade nunca perdoou as árvores frutíferas. Quase toda gente deixa em paz o arbusto espinhoso a fim de atacar a árvore generosa, que estende os ramos em frutos aos viajantes que passam fatigados. A sombra, muita vez, ameaçará ainda os nossos esforços, os espinhos surgirão, inesperadamente, na estrada, a incompreensão cruel aparecerá, de surpresa. Conservemos porém, a limpidez de nosso horizonte espiritual, como quem espera as dificuldades, convictos de que a vida real se estende muito além dos círculos acanhados da Terra. Guardando a energia de nossa união, dentro da sublimidade do ideal, teremos à frente o archote poderoso da fé que remove montanhas. Quando o desânimo vos tente, intensificai os passos na estrada da realização. Não esperemos por favores do mundo, quando o próprio Jesus não os teve. A paz na Terra, muitas vezes, não merece outro nome, além de ociosidade. Procuremos, pois a paz de Cristo que excede o entendimento das criaturas. Semelhante vitória somente poderá ser conquista através de muita renúncia aos caprichos que nos ameaçam a marcha. Não seria justo aguardar as vantagens transitórias do plano material, quando o trabalho áspero ainda representa a nossa necessidade e o nosso galardão.

        Jamais vos sintais sozinhos na luta. Estamos convosco e seguiremos ao vosso lado. Invisibilidade não significa ausência.

        O Mestre espera que façamos do coração o templo destinado à sua Presença Divina.

       Enche-vos o mundo de sombras? Verificam-se deserções, dissabores, tempestades? Continuemos sempre. Atendamos ao programa de Cristo. Que ninguém permaneça nas ilusões venenosas de um dia.

       Deste “Outro Lado” da vida, nós vos estendemos as mãos fraternas. Unindo-nos mais intensamente no trabalho, em vão rugirá a tormenta. Jamais vos entregueis à hesitação ou ao desalento, porque, ao nosso lado, flui a fonte eterna das consolações com o amor de Jesus Cristo.


Fonte:
Mensagem extraída do livro: Eurípedes – O Homem e a Missão, autora Corina Novelino, editora ide (Instituto de Difusão Espírita).



segunda-feira, 5 de outubro de 2020

EURÍPEDES BARSANULFO

            Grande nome do Espiritismo, Eurípedes Barsanulfo, tem uma história de vida inspiradora. Para começarmos a desbravar um pouco sobre a sua biografia, encontramos no livro “Eurípides, o Homem e a Missão”, de Corina Novelino, a revelação do Espírito Emmanuel feita a Chico Xavier, dizendo que nos tempos evangélicos Eurípides fora educado por Inácio, pupilo de João, o Evangelista, que se tornara grande propagador da Boa Nova. Adolescente ainda, Eurípides naquela reencarnação passada substituíra o Benfeitor na pregação na Palestina, onde também manteve contatos com João e fora martirizado.  Assim, temos uma pequena amostra da evolução espiritual de Eurípides Barsanulfo. Há quem afirme ainda que Eurípedes, fora a reencarnação do escravo Rufo, um cristão praticante que aparece no livro Ave Cristo, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.



            Eurípides Barsanulfo, foi um educador, político, jornalista e médium, um dos expoentes e pioneiros do Espiritismo no Brasil. Nasceu em 1º de maio de 1880, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais. E faleceu em 1º de novembro de 1918, aos 38 anos de idade, também na cidade de Sacramento.

                Os seus pais foram Hermógenes Ernesto de Araújo (Seu Mogico) e D. Jerônima de Almeida (Dona Meca), ambos a princípio, podres de haveres materiais, mas ricos de virtudes cristãs, as quais enchiam o lar honrado de alegria e paz. Eurípides foi o terceiro de 15 irmão, muito jovem ainda, teve de enfrentar as vicissitudes do lar, promovendo os meios de auxiliá-lo. Cresceu e viveu sempre ao lado de seus progenitores, para os quais foi um verdadeiro arrimo. Desde cedo, na sua infância, Eurípides já dava sinais de bondade e preocupação com as pessoas necessitadas, manifestando os nobres sentimentos de que era dotado, mostrando-se um menino admirável pela sua inteligência precoce, pela sua dedicação ao trabalho e ao estudo, com uma grande capacidade de aprendizagem.

 

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Música Espírita: É Fácil Amar

Música: É Fácil Amar
CD: Luz de Chrystal
Cantora: Helena Cristina




LETRA DA MÚSICA: É Fácil Amar


É fácil amar o teu amigo,
Também é fácil amar teu
Opressor,
Se pensares nele como 
Irmão, filho do mesmo
Senhor

Deus ama suas criaturas
Por igual sem distinção,
Por que tu também não podes
Amar a todos como irmãos?

Somos centelhas no universo,
Filhos do mesmo criador,
Em busca da evolução
De uma vida sem dor

Deus ama suas criaturas...

Ama muito teu amigo,
Ama também teu opressor
Pois, ele também é
Filho de Deus amor!

Deus ama suas criaturas ...

É fácil amar o teu amigo,
Também é fácil amar teu
Opressor,
Se pensares nele como
Irmão, filho do mesmo
Senhor

Deus ama suas criaturas....

Somos centelhas no universo,
Filhos do mesmo criador,
Em busca daa evolução
De uma vida sem dor

Deus ama suas criaturas...

Ama muito teu amigo,
Ama também teu opressor
Pois, ele também é
Filho de deus amor!

Deus ama suas criaturas.... Leieriroro...

Introdução

Deus ama suas criaturas...

Introdução

Leireriloro. 


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Pergunta de um Leitor: Sobre Colônias Espirituais e Júpiter

      Recebemos do nosso Amigo Leitor Marcos Magagnatto, o seguinte pedido:

Eu Gostaria De Saber Das Colônias Espiritual De Nosso Lar Alvorada Nova E Júpiter.



        Amigo Marcos Magagnatto,
        As informações a cerca de Júpiter que temos, é as que foram publicadas na Revista Espírita, por Allan Kardec, que nos informa sobre as habitações do Planeta Júpiter, não sendo colônias espirituais, mas sim como os seres que lá habitam vivem. Segue os links dessas postagens da Revista Espírita sobre as Habitações de Júpiter, que já foram postadas aqui no Blog Jardim Espírita, e assim sendo de uma fonte segura e confiável:


                                                Na Revista Espírita, edição de Agosto de 1858.



                                                HABITAÇÕES DO PLANETA JÚPITER
                                            Na Revista Espírita, edição de Agosto de 1858.



                            DESCRIÇÃO DA VIDA EM JÚPITER POR BERNARD PALISSY
                                             Na Revista Espírita, edição de Abril de 1858.



            Em relação a informações seguras sobre a Cidade Espiritual Nosso Lar, temos os livros de André Luiz, psicografados por Chico Xavier, são as fontes mais seguras. Sendo indicado para esse tema os livros: Nosso Lar, Os Mensageiros, Ação e Reação, Libertação, Entre a Terra e o Céu... Todos tratam de cidades, colônias e postos de socorro espirituais. Todos esses livros pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier. São ótimas as leituras, trazendo informações confiáveis. Abaixo segue os links das postagens em que já publicamos aqui no Blog Jardim Espírita sobre os temas das colônias espirituais:


                                               CIDADE ESPIRITUAL ALVORADA NOVA




                                                             Nosso Lar e Alvorada Nova




                                          COMO É A VIDA NAS COLÔNIAS ESPIRITUAIS?




                                             VIDA SOCIAL DOS DESENCARNADOS




        Outra coleção de livros em que fala sobre colônias e a vida no mundo espiritual e de informações confiáveis é a coleção do Espírito Patrícia, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, com os livros: Violetas na Janela, O Voo da Gaivota, Vivendo no Mundo Espiritual e A casa do Escritor.


        Amigo Leitor Marcos, espero que te ajudemos de alguma forma, pois essas são as informações em que temos no momento, informações de fontes confiáveis. É de extrema importância que busquemos fontes confiáveis e seguras para nos informarmos sempre.



segunda-feira, 21 de setembro de 2020

DÉJÀ VU NO ENTENDIMENTO DO ESPIRITISMO

            O termo Déjà vu é uma expressão da língua francesa que significa: “Já visto”. Em que descreve a reação psicológica da transmissão de ideias de que já se esteve naquele lugar antes, ou já se viu aquelas pessoas, ou outro elemento externo, ou já ter vivido certa situação presente, quando na realidade isto não era de conhecimento anterior. Em alguns casos ocorre a habilidade de predizer os eventos que acontecerão em seguida, o que é denominado premonição. Outras vezes, a pessoa pode determinar o tempo exato e o local onde a experiência original ocorreu. 

            Déjà vu pode-se descrever como uma sensação desencadeada por um fato presente, que faz com que quem o sofra lhe pareça estranhamente que já presenciara aquela especifica situação, quando, em verdade, não o fizera. Ao verdadeiro déjà vu o sentimento, a sensação de estranheza é indispensável, de que se está vivenciando uma experiência do passado. Pode-se sentir um pouco confuso, ou indeciso, ou triste por sentir que a memória já não tem a limpidez de outros tempo, mas isso é natural; o sentimento associado ao déjà vu clássico não é o de confusão ou de dúvida, mas sim o de estranheza. Tem-se a sensação esquisita de estar revivendo alguma experiência passada, sabendo que é materialmente impossível que ela tenha algum dia ocorrido. 


Explicação científica
            O cérebro possui vários tipos de memória, como a imediata, responsável, por exemplo, pela capacidade de repetir imediatamente um número de telefone que é dito e logo em seguida esquecê-lo; a memória de curto praz, que dura algumas horas ou dias, mas que pode ser consolidada; e a memória de longo prazo, que dura meses ou até anos, exemplificada pela aprendizagem de uma língua. O déjà vu ocorre quando há uma falha cerebral: os fatos que estão acontecendo são armazenados diretamente na memória de longo ou médio prazo, sem passar pela memória imediata, o que nos dá a sensação de o fato já haver ocorrido. 

           Freud dizia que o déjà vu resultava da lembrança de desejos inconscientes ou fantasias do passado que eram ativadas pela situação presente. Também o déjà vu poderia ser uma autodefesa, ou seja, nosso inconsciente processava a informação de que aquilo já havia acontecido, por isso, não devia temer, pois já havia passado por aquela experiência anteriormente.


Explicação espiritual
            Com base nos ensinamentos do Espiritismo o déjà vu são lembranças de momentos vividos em outras vidas. E essas lembranças conseguem retomar à nossa mente quando vemos alguma imagem, ouvimos um som, sentimos um cheiro ou sentimos uma sensação. Nossas lembranças não são apagadas, ficam armazenadas em nosso espírito. Assim, o déjà vu permite acessar informações de outras encarnações. É o encontro do passado com o presente.

            Joanna de Ângelis explica que: “ O Ser real é constituído de corpo, mente e espírito. Dessa forma, uma abordagem psicológica pode ser verdadeiramente eficaz deve ter uma visão holística do ser, tratando de seu corpo (físico e periespirítico), de sua mente (consciente, inconsciente e subconsciente) e de seu espírito imortal que traz consigo uma bagagem de experiências anteriores à presente existência e está caminhando para a perfeição Divina.”

            Hans Holzer, em seu livro Vida Além Vida, descreve o seguinte: “A maioria dessas experiências déjà vu pode ser explicada com base na precognição. Uma experiência é prevista e não é registrada na hora. Mais tarde, quando a experiência se torna uma realidade objetiva e a pessoa passa por ela, de repente lembra-se “em um piscar de olhos” que já a conhecia. Em outras palavras, a maioria das experiências déjà vu nada mais são do que incidentes precógnitos esquecidos. Contudo, existe uma pequena parte dessas experiências que não pode ser explicada dessa maneira. Entre elas está em ir a uma cidade ou uma casa pela primeira vez e prever com exatidão como é a casa ou a cidade – a ponto até de conhecer os cômodos, os móveis, a disposição de objetos e outros detalhes que estão muito além do âmbito da proconição normal. (...) Em geral, as experiências precógnitas são parciais e enfatizam certos pontos notáveis, talvez alguns detalhes, mas nunca todo o quadro. Quando o número de detalhes lembrado torna-se muito grande, temos que desconfiar sempre de que se trata de lembranças de uma encarnação passada.

            Ainda no livro de Hans Holzer, ele descreve a experiência déjà vu de um soldado: “durante a Segunda Guerra Mundial, um soldado se viu na Bélgica. Enquanto seus companheiros se perguntavam como entrar em determinada casa em uma cidadezinha daquele país, ele lhes mostrou o caminho e subiu a escada à frente deles, explicando, enquanto subia, onde ficava cada cômodo. Quando, depois disso, lhe perguntaram se havia estado ali antes, ele negou, dizendo que nunca havia deixado seu lar nos Estados Unidos, e estava dizendo a verdade. Não conseguia explicar como, de repente, se vira dotado de um conhecimento que não possuía em condições normais”.

            Deve-se ter cuidado para que uma ilusão não se confunda com uma experiência déjà vu. O termo déjà vu se tornou popular dando amplo sentido a tudo que nos parece familiar. A experiência déjà vu é muito profunda e o sentimento é de estranheza. Devem ser separadas, as teorias de reencarnação, sonhos ou desdobramentos, das teorias de desejos inconscientes, fantasias do passado, mecanismo de autodefesa, ilusão epiléptica, entre outras, para melhor discernimento do que realmente é um déjà vu e o que é apenas uma ilusão de nossa imaginação fértil.


Fonte: Revista Cristã de Espiritismo,edição 35.

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