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sábado, 28 de abril de 2018

CONHECENDO UMA CANTORA ESPÍRITA – HELENA CRISTINA

          Embora não muito divulgadas e pouco conhecida no meio espírita, existe músicas espíritas, com letras edificantes, conteúdo elevado e doutrinário, em que muitas vezes nos transporta para as harmonias das esferas espirituais. Assim, é com as músicas apresentadas pela cantora Helena Cristina, conhecida como Chrystal.

         Helena Cristina recebeu por meio mediúnico todas as letras e melodias que compõem o CD Luz de Chrystal, fazendo a psicografia das músicas. Cristina, acabou adotando o nome artístico “Chrystal” devido a várias pessoas passarem a lhe chamar desta forma.

        A mediunidade sempre esteve presente na vida de Cristina, desde a primeira infância, mas só passou a entender o que acontecia depois que começou a estudar o Espiritismo. Um certo dia, quando ela já era espírita, passou a escutar músicas, melodias distorcidas, como se fosse de algum rádio e tentava sintonizar o aparelho de som para escutar melhor, mas nada acontecia. Um dia sentiu a presença de alguém ao seu lado, era o Espírito chamado Gabriel, que Cristina passou a saber posteriormente o seu nome. E ele pediu para que ela pegasse papel e lápis, assim, ela providenciou o material sem saber o que iria acontecer, mas com tranquilidade e sem pretensões, começou a escrever o que lhe era ditado pelo Espírito Gabriel.


        De inicio não tinha ideia de que se tratava de músicas, acreditava serem poemas, mas logo depois percebeu que as melodias que escutava, embora distorcidas, estavam relacionadas com as mensagens que estava recebendo. Isto porque, depois que escrevia as letras começava a ouvir as melodias. Cristina ficou muito surpresa por está recebendo letras e melodias para compor músicas, pois ela não tinha nenhum conhecimento musical. Então, o que fazer com aquelas canções? Por mais que perguntasse para aquela entidade que vinha lhe trazer as letras e melodias, não obtinha nenhuma resposta, apenas lhe transmitia mais uma música, e mais uma, chegando a receber três músicas de uma só vez, uma estrofe de cada vez até que ao terminar haviam três musicas prontas, e isso tudo de forma muito rápida.

        Sem entender ao certo o que era tudo aquilo, e sem saber o que fazer com o material, Cristina decidiu não dar mais atenção aquela voz e passou algum tempo resistindo aos apelos. Mas, os pedidos foram mais fortes, até que um dia o Espírito Gabriel disse que teria que trabalhar nas músicas, era um compromisso que ela tinha em trabalha-las e canta-las, embora não fosse cantora. Era um chamado incessante ao trabalho. Gabriel pediu que Cristina mostrasse o material a José Luiz da Silva, que era músico e frequentava a mesma casa espírita que Cristina na época. Com timidez foi falar com o senhor José Luiz, mostrando as letras das  canções, ele perguntou-lhe como eram cantadas. E timidamente Cristina começou a cantar uma das canções. O senhor José Luiz, se emocionou, pois, ele percebeu que as melodias e letras eram de músicas realmente simétricas, ficando impressionado, tinha cifras bastante melódicas que só quem conhece de música poderia fazer. Então, ele cifrou as músicas a medida que Cristina cantava, e assim, as músicas começam a se estruturar aqui no plano material. A partir daí ambos se tornaram amigos. Mas, tempos depois o senhor José Luiz desencarnou, antes da gravação do CD.

        Embora, Cristina houvesse pensado que tudo tinha acabado e ficado desanimada com a partida do amigo e incentivador musical para o plano espiritual, era o início da jornada. A partir daí conheceu o cantor e também compositor de músicas espíritas Totonho, e este posteriormente apresentou-a ao produtor Sóstenes. O caminho estava trilhado, o CD iria nascer fruto de muito esforço, superação e determinação. E em todo o processo de produção e gravação do CD, o Espírito Gabriel estava lá ao lado de Cristina. O nome para o CD também foi inspirado por Gabriel, que o chamou de Luz de Chrystal.

        O caminho não foi fácil e ainda hoje não o é, desde o início há um processo de superação para Cristina aprender a cantar, vencer a timidez, aprender a se apresentar, desenvolver o CD, e hoje adentrar com esse belíssimo trabalho que é o conjunto de músicas do CD Luz de Chrystal no meio espírita é um exercício de persistência, porque falta apoio e incentivo, mas como sabemos se ao menos uma pessoa for tocada por esse lindo trabalho que começou no plano espiritual e veio por meio de Helena Cristina para o plano terreno, já valeu todos os esforços dos dois planos da vida.  

Capa do CD - Luz de Chrystal

        Toda parte financeira para o desenvolvimento do CD saiu das próprias finanças de Helena Cristina e de seu esposo Elenilson, que muito se esforçou para tornar este projeto realidade.  Toda a renda arrecadada com a venda dos CDs é destinado as ações sociais das casas espíritas. Pois, devemos dar de graça o que de graça recebemos.

         O CD Luz de Chrystal é composto de 14 músicas, todas voltadas para os temas espíritas, além claro de divulgar a Doutrina Espírita através da música. São músicas muito ricas em conteúdo, que nos eleva, nos conecta com o mais alto, com a espiritualidade amiga, nos faz refletir, e como uma boa canção nos transporta para paisagens de luz.


        Acompanhe aqui o Blog Jardim Espírita os vídeos com as músicas do CD Luz de Chrystal, que iremos publicando no decorrer das postagens. Assista abaixo o vídeo com a música O Espiritismo, que compõe o CD Luz de Chrystal. 



segunda-feira, 23 de abril de 2018

MINUTOS DE SABEDORIA: Não dê importância à sua idade!


Não dê importância à idade de seu corpo físico: seja sempre jovem e bem disposto espiritualmente.

A alma não tem idade.

A mente jamais envelhece.

Mesmo que o corpo assinale os sintomas da idade física, mantenha-se jovem e bem disposto, porque isto depende de sua mentalização positiva.

Faça que a juventude de seu espírito se irradie através de seu corpo, tenha ela a idade que tiver.




Fonte: Livro: Minutos de Sabedoria. De C. Torres Pastorino. Mensagem 58. 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

REENCARNAÇÃO DE BEZERRA DE MENEZES COMO PARMÊNIO E A DESTRUIÇÃO DA CASA DOS BENEFÍCIOS

          Nesta mensagem recebida por Francisco Cândido Xavier, na noite de 6 de novembro de 1986, em sua residência, em Uberaba — MG. O Espírito Bezerra de Menezes explica como se deu a destruição da Casa dos Benefícios, no século VI, em sua encarnação como o Irmão Parmênio.

        A finalidade da Casa Dos Benefícios, é abrigar os desvalidos, doentes, perturbados e abandonados do mundo.

        Se sabe que em suas vidas anteriores à sua reencarnação como Bezerra de Menezes, fundou sete casas de benefícios. Com exceção da última, todas foram destruídas pelos inimigos da luz. A última Casa dos Benefícios criada em 1891 na cidade do Rio de Janeiro –Brasil com denominação de Grupo Espírita Regeneração, permanece em atividade até hoje. Leia aqui as sobre as outras encarnações de Dr. Bezerra de Menezes.



                                             



HISTÓRIA DA DESTRUIÇÃO DA CASA DOS BENEFÍCIOS 

Nos últimos dias do Século V, da nossa Era, considerada a Era Cristã, duas meninas gêmeas eram vistas numa residência nobre do Palatium em Roma, suscitando admiração pela beleza com que se distinguiam.

Entretanto, nos traços psicológicos eram, em si, a antítese uma da outra.


Ceres trazia, no coração pessimista, no processo de inadaptação ao mundo que a incompabilizava com a vida. Rancorosa e apaixonada pelas próprias fantasias, fazia-se difícil pelo temperamento complexo. Cecília, porém guardava o íntimo possuído por belos ideais. Amava a natureza, praticava a benemerência com espontaneidade de sentimento e conquistava a simpatia de quantos lhe desfrutassem o convívio.


Acariciadas pelos pais amorosos, estudavam com preceptores gregos, alguns deles escravos, que muito cedo conseguiram avaliar a diferença das duas.


Apesar desse desajuste no caráter, eram ambas inteligentes e assimilavam, sem dificuldade, os ensinamentos que os professores lhes ministravam.

Em meio de toda uma legião de amizades, as duas se desenvolveram adquirindo larga compreensão da vida social, esmerando-se em conservar o nome que os pais lhes haviam transmitido.

Não tardou muito e Cecília, como era natural, nas qualidades apreciáveis de que se fazia portadora, angariou as atenções de nobre romano, Coriolano Rufus, rapaz cioso da própria posição e homem da sua época, cedo habituado aos preconceitos do tempo. Proprietário de grande império rural na Camparia, Coriolano se caracterizava pela prodigalidade, embora a honradez que lhe pautava os atos.

Em longos diálogos com a escolhida, empenhava-se em mostrar-lhe as virtudes romanas, como sendo o modelo de conduta para todas as mulheres, não apenas de Roma e sim de todas as regiões que se lhe faziam satélites. Conversava longamente sobre a inconveniência dos Constantinos, que teimavam em manter a capital do Império em Bizâncio, mais tarde Constantinopla. Quando Roma devia ser resguardada por cidade padrão, com realizações que interessavam o mundo inteiro.

Na época, com a promulgação do Edito de Milano, que tornava o Cristianismo um movimento religioso tão digno quanto os demais, a divisão das crenças no campo familiar era assunto compreensível e não constituía razão para qualquer atitude separatista. Com isso, Coriolano não estranhava as predileções da futura noiva, que se inclinava para os ensinos do Crucificado. Adorador incondicional de Júpiter, o rapaz, de quando em vez, revelava o escasso respeito pelo povo das catacumbas, nome pelo qual se designava, no tempo, qualquer agrupamento cristão, improvisando chalaças e motejos que não feriam Cecília, espírito habituado à veneração pelos antepassados, mas dada pela espontaneamente aos princípios cristãos que lhe pareciam mais consentâneos com uma sociedade que não se distanciasse da caridade e da compaixão

Os pais não interferiam na escolha da filha e o rapaz aceitava-lhe as inclinações sem maiores dificuldades.

Depois de algum tempo, com quanto o ciúme de Ceres, que seguia os acontecimentos com aparente sinceridade, o casamento de Cecília e Coriolano se realizou com os vinhos e alegrias do noivo e com as distribuições de alimentos e agasalhos, em homenagem a Deus, para com os desvalidos, que, convidados para a festa, compareceram em grande número.

Instalado em sua própria residência, o casal se rejubilava com as benções de que se reconheciam depositários, recebendo amigos e comparecendo a reuniões sociais do grande mundo a que pertenciam.

Após doze meses de felicidade, os cônjuges foram agraciados pela Divina Providência com o nascimento de um filho, ao qual deram o nome de Pompílio, como preito de gratidão de Coriolano a um dos avós, que se acostumara a amar em sua infância. A existência se desdobrava com a segurança pecuniária por base à rotina das ocorrências de cada dia.

Coriolano e Cecília, porém, ignoravam que Apio Claudius, um rico rapaz do tempo, fixava Cecília com a lascívia a se lhe desprender dos próprios olhos.

Disputava com pares de sua época juvenil, em determinados jogos, em que milhares de sestércios entravam, como sendo o material cobiçado especialmente pelos mais jovens que se entregavam às garantias do futuro.

Em tempo estreito, o adversário culto de Coriolano se enriquecia e não fazia mistério disso. Claudius não conseguia aproximar-se da jovem senhora, senão nas solenidades públicas ou domésticas, e isso o enfurecia. Ao contrário, aliciara a afeição de Ceres, de quem não admirava os dotes pessoais, mas, que, mais tarde, poderia serví-lo.

Muitos amigos chegavam à conclusão de que o cavalheiro e a irmã de Cecília se reuniriam em casamento, tão logo se lhes aprofundassem as afinidades.


Isso, porém, não aconteceu, e o nascimento do primeiro filhinho provocava nos outros a certeza de que a união de Cecília e Coriolano se tornava cada vez mais segura.

Temperamento exclusivista e apaixonado, Coriolano se consagrava ao filho com fervoroso carinho e, para a esposa, se tornava difícil fazê-lo entender que todos somos filhos de Deus, em luta com o próprio aperfeiçoamento na terra.

Acontece, no entanto, que o menino Pompílio foi acometido pela escarlatina complicada, e as melhores sumidades médicas da vida romana passaram pelo caso, com absoluta ignorância, sem qualquer medida que pudesse alcançar a extinção do mal que atingia a criança com a marca de inumeráveis padecimentos.

Cecília, mãe aflita, soube, por amiga fiel – Domitila Pompônia -, que na povoação de Possidônia, outrora chamada Pestum, havia um homem piedoso, que não só abraçara o Cristianismo, mas também se dedicara à sustentação de uma casa rústica em que hospedava os doentes e os infelizes. Tratava-se do Irmão Parmênio, que, em idade avançada e abandonado pela família anticristã, construíra o recanto a que chamava Casa dos Benefícios, para melhor cumprir os seus deveres de homem, cujo coração se represara dos ensinos do Divino Mestre, abrigando sofredores de qualquer procedência.

A Casa dos Benefícios se localizava, no ano 513, no sexto século do Cristianismo, em pequena colina, cujos alicerces se espraiavam em formosas capinas, freqüentemente pródigas de flores, que embalsamavam o ambiente com perfumes considerados medicamentos.

Ali vivia toda uma comunidade formada por viúvas de guerreiros aniquilados em conflitos políticos ou em hostilidades de raças; de enfermos que vinham buscar socorro, desde as edificações do posto de Óstia e das diversas cidades e aldeias da periferia romana, à caça de apoio e consolação. O irmão Parmênio presidia a esse núcleo de gente sofrida e dilacerada por amargas provações humanas.

A Casa dos Benefícios era a escola e o lar, o templo e o recanto de cura para centenas de pessoas dos mais diversos níveis sociais, que lá se irmanavam pelos desenganos e pelas próprias lágrimas.

Valendo-se de uma viagem claramente inadiável, Coriolano se ausentara por tempo breve, a caminho de Pádua, ocasião em que Cecília, induzida pela amiga que lhe prestava assistência em todos os passos difíceis da existência, resolveu tomar o filho nos braços e, em companhia dela, a amiga de sempre, procurar o irmão Parmênio, em Possidônia, para que o doentinho lá recebesse a bênção e as instruções possíveis à cura da enfermidade que o feria, tomando para isso um carro quais os do tempo, movimentado à força de cavalos dóceis, que lhe facilitavam a excursão.

Em casa, porém, Ceres não descansou no ciúme que lhe marcava os sentimentos. Convidou Claudius para uma refeição íntima, alegando haver recebido preciosos vinhos da Sicília, e solicitou de Túlia, uma servidora de sua confiança pessoal, a seguisse de perto no ágape, pelo tempo em que se prolongassem os serviços.

Cláudius compareceu, muito bem apessoado e, enquanto se fartava das finas viandas e dos vinhos licorosos que a jovem anfitriã havia reservado, notou que Ceres lhe endereçava olhares inflamados de sensualidade, a que ele, algo, conturbado pelas bebidas entontecedoras, não conseguia resistir. E, ante a própria serva que os observava, beijou a jovem com loucura.

Decorridos dois dias em que Cecília e a amiga com a criança se instalaram na Casa dos Benefícios, Coriolano regressou quase de inesperado, e a serva, que igualmente se embriagara na noite da visita do rapaz convidado de Ceres, se prontificou a comunicar ao dono da casa as cenas de que fora testemunha, numa intriga totalmente tramada.

Coriolano, indignado com a ausência da esposa e do filho que se puseram em peregrinação, buscando o apoio de um homem, que ele, patrício de muitas gerações, considerara charlatão e impostor, indagou da escrava:

- Mas, Cecília se encontrava nesta mistura de desequilíbrio e obscenidade ?

Ei-la que respondeu com maldade intencional, dizendo simplesmente:

- Senhor, Ceres e Cecília são gêmeas. Eu não posso diferenciar uma da outra.



Diante de semelhante calúnia, Coriolano organizou toda uma legião de homens fortes, em maioria assinalados por instintos bestiais, e colocou o pelotão em caminho, conduzido por cavalos ágeis, que facilmente cobriram a distância, atingindo a Casa dos Benefícios, nas sombras da noite.

Coriolano, informado por uma guarda de que era proibido incomodar os doentes na hora tardia em que se apresentava, deixou que todas as suas reservas de desespero e inclemência lhe assomassem o pensamento, exigindo que o fogo fosse atirado à instituição por todos os lados. Conquanto os gemidos de muitos abrigados, o incêndio destruiu tudo o que as chamas alcançassem e todos os que tentassem opor-lhes resistência.


Em poucas horas o Irmão Parmênio e a sua obra humanitária não passavam de um montão de cinzas fumegantes.

O delito não encontrou censores nem corretivos, porque o tempo permitia aos poderosos do momento qualquer espécie de ímpetos loucos, sem que a justiça lhes viesse tomar contas, punindo-lhes os desacatos.

Foi assim que no Século VI, da nossa Era, a Casa dos Benefícios se viu destruída e Cecília, com outras entidades amigas, prometeu a Jesus que a obra do Irmão Parmênio seria reconstituída, para o que daria a sua própria vida, antes que o milênio terminasse.

Prometemos que vos diríamos no instante oportuno, algo sobre o assunto e aí tendes – com o auxílio de muitos dos implicados no delito que varou os séculos e que hoje são companheiros do Cristo, devotados ao Bem, transformados pelo sofrimento – a tarefa edificante em que vos unistes, rendendo louvores ao Pai Misericordioso pelo trabalho bendito a que fomos todos chamados, no Grupo Espírita Regeneração.

Louvado seja Deus!

Bezerra de Menezes. 




No dia 5 de agosto de 1965, o Dr. Alcides Neves Ribeiro de Castro, que havia institucionalizado o Regeneração em 1952, que foi seu Presidente de 1948 a 1964 (quando desencarnou), e cuja história à frente do Regeneração já foi contada na “Origem Próxima” do nosso Grupo, enviou uma mensagem (soneto) aos companheiros que constituíam o Grupo Ismael, da Federação Espírita Brasileira. Na oportunidade, pediu desculpas porque não era poeta e havia reunido um grande esforço para mensagear-se poeticamente:

Já muitos, muitos séculos rolaram
Sobre essa noite alvar de malefícios
Que mentes mórbidas mentalizaram
Vendo o fim da Mansão dos Benefícios ...

A rudes golpes logo amortalharam
O templo azul que reprimia os vícios
E onde os humildes o Senhor buscaram
Para adoçar o fel dos sacrifícios ...

Mas novos, novos séculos passaram
Até que a Grande Lei fez renascer
Todos os que seu culto molestaram ...

Ressurge a Casa à custa dos autores
Que a destroçaram, para reascender
A luz que antes velaram sem temores!...

Estudiosos companheiros sobre a história do Regeneração registram que Alcides de Castro antecipou-se, com essa mensagem, à promessa que Bezerra de Menezes fizera em 1952, pela mediunidade de Chico Xavier, de nos contar a origem remota do Regeneração, vez tratar-se ele da antiga “Casa dos Benefícios”, existente em uma colina nas cercanias de Roma no século V. Por isso havia pedido a ele (Alcides), naquela oportunidade que agregasse ao nome “Grupo Espírita Regeneração” a expressão “Casa dos Benefícios”. Há-de se registrar entretanto que Alcides, desencarnado, só quis trazer a mensagem de que a “Casa dos Benefícios” havia sido destruída e que havia sido reconstruída por Bezerra em 1891. Testemunho flagrante dessa conclusão é o de que Chico Xavier, na noite de 6 de novembro de 1986, em sua residência, em Uberaba – MG, recebeu, psicograficamente, a “História da Destruição da Casa dos Benefícios”, contada pelo Dr. Bezerra de Menezes, cujo original integra os arquivos históricos do Regeneração, e a qual transcrevemos neste espaço para conhecimento do público em geral.



Fonte: Site do Grupo Espírita Regeneração – Casa dos Benefícios. http://www.regeneracao.org.br/2014/palavras.php

quarta-feira, 11 de abril de 2018

AS REENCARNAÇÕES DE BEZERRA DE MENEZES

       Sempre nos chama atenção vidas passadas, e falar de reencarnações, como por exemplo, de grandes vultos do Espiritismo não é fácil, embora procuremos pesquisar muito sobre esse tema para não informar o leitor de forma errada. E vocês amigos leitores, muito nos ajuda e auxilia prestando informações que detém e que nós ainda não possuímos, o importante é isto trocar informações, principalmente quando se tem fontes em livros e em autores confiáveis. 

       Em relação as reencarnações de Dr. Bezerra de Menezes, há informações em que entram em conflito, em relação a sua vida no tempo em que Jesus estava no plano terrestre. 

       Pois, no livro A Grande Espera, pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo, psicografia de Corina Novelino, da editora IDE - Instituto de Difusão Espírita; que retrata momentos históricos dos Essênios e do Cristianismo do século I; neste livro encontramos a informação de que Bezerra de Menezes foi um essênio chamado Lisandro, e que Eurípedes Barsanulfo era um essênio chamado Marcos, em que os dois tinham grande amizade. Esta informação consta em alguns lugares da internet, se fazendo uma pesquisa apurada. 

       Já de forma mais vasta na internet, ou com muitos estudiosos sérios do movimento espírita, ou em livros diversos, como por exemplo, O 13º Apóstolo - As Reencarnações de Bezerra de Menezes, do autor Jorge Damas, que é um livro fruto de trabalho e de pesquisa do autor, em que retrata as reencarnações de Bezerra de Menezes. Consta nestas fontes que Dr. Bezerra de Menezes foi Zaqueu, o coletor de impostos que subiu na árvore para poder ver Jesus. Em que se passou a chamar de Matias,  depois de ter se tornado um apóstolo tal como Pedro e Paulo de Tarso, vivendo a Mensagem de Jesus com toda a sinceridade da sua alma generosa e fraternal. Esta informação em que ele passou a se chamar Matias, é uma informação histórica deixada por Clemente de Alexandria, em seu livro Stromata, onde afirma ter sido Zaqueu chamado de Mathias, pelos apóstolos, e ficado no lugar de Judas Iscariotes após a ascensão de Jesus. Posteriormente, já chamado como Matias cria a Casa De Benefícios para abrigar os desvalidos, doentes, perturbados e abandonados do mundo. Durante as suas sucessivas reencarnações, fundou sete casas de benefícios. Com exceção da última, todas foram destruídas pelos inimigos da luz. O que chama atenção nesta questão são as construções das casas de benefício em que foram criadas, sendo a primeira supostamente em sua vida como Zaqueu já se chamando de Matias; depois reencarna como Parmênio e cria uma nova casa de benefícios; e por último em sua vida como Bezerra de Menezes cria novamente uma outra casa de benefícios. 



                                

OUTRAS VIDAS DE BEZERRA DE MENEZES DEPOIS DE ZAQUEU

Quinto Varro e Quinto Celso
        No livro Ave Cristo, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier. Conhecemos mais duas encarnações de Dr. Bezerra, como Quinto Varro e posteriormente como Quinto Celso. Para converter seu filho Taciano, reencarna-se duas vezes: uma como Quinto Varro (irmão Corvino) e a seguir como Quinto Celso.

Parmênio
        Posteriormente no século V, volta reencarna como Irmão Parmênio, onde, como as suas outras vidas, mais uma vez é martirizado. Irmão Parmênio, que, em idade avançada é abandonado pela família anticristã, construíra o recanto a que chamava Casa dos Benefícios, para melhor cumprir os seus deveres de homem, cujo coração se represara dos ensinos do Divino Mestre, abrigando sofredores de qualquer procedência. Leia aqui mais sobre sua vida como Parmênio e sobre a Casa dos Benefícios. 

Adolfo Bezerra de Menezes
        Finalmente, reencarna no Brasil como Adolfo Bezerra de Menezes, com o objetivo de concretizar a fixação do Espiritismo em terras brasileira e à união dos espíritas.
       Não foi por acaso que chegou ao status de Bezerra de Menezes, em quem se realizaram as virtudes da humildade, desapego e simplicidade: tudo isso já vinha sendo trabalhado no seu íntimo há milênios, pois as virtudes somente se consolidam com o exercício, a repetição, a impregnação, a troca dos valores do “homem velho” pelos do “homem novo”, ou sejam, as coisas e interesses do mundo material vão sendo substituídas pelas coisas e interesses do mundo espiritual, o que demanda esforço de milênios.




         Estas informações sobre reencarnações devemos encarar de forma educativa, para nos inspirar em cada vez mais tomar o caminho do bem, do amor, da caridade, para progredirmos como esses amados espíritos que já percorreram tais caminhos e que hoje nos passam exemplos por meio das suas vidas passadas, em sabermos quem foram antes e quem hoje são, com uma consciência madura nos caminhos do progresso evolutivo. E que nos avisa por meios de suas mensagens e de seus históricos de vida, que também é possível para nós avançarmos e levantarmos vôos mais altos como eles alcançaram, por meio do trabalho com sinceridade, perseverança, caridade, amor, esperança, alegria...



Fonte: Livro Bezerra de Menezes. Pelo Espírito Irmão Gilberto. Psicografia de Luiz Guilherme Marques.
Livro O 13º Apóstolo. De Jorge Damas.
Site: Fronteira da Paz.
Mensagem recebida por Francisco Cândido Xavier, na noite de 6 de novembro de 1986, em sua residência, em Uberaba — MG.
Livro A Grande Espera. Pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo. De Corina Novelino.


quarta-feira, 4 de abril de 2018

OS QUE DORMEM NO PLANO ESPIRITUAL


         No livro Os Mensageiros, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier. André Luiz nos conta que em um Posto de Socorro, ligado a Colônia Espiritual Campo da Paz. Há um pavilhão abrigando vários espíritos adormecidos. André nos narra que a impressão que ele teve era de ter penetrado em um cemitério escuro, onde os visitantes fossem obrigados a guardar todo o respeito aos mortos.


        Com estranheza, André Luiz notou que um dos servidores do posto de socorro entregou ao chefe do Posto, Chamado Alfredo, uma pequena maquina, que explicou da seguinte forma para que servia: “Este é o nosso aparelho de sinalização luminosa. Estamos no centro dos pavilhões a que se recolhem irmãos ainda adormecidos. Temos aqui, presentemente, quase dois mil.”

        Os numerosos cooperadores dirigiam-se em ordem para a zona de serviços que lhes competiam.

        Ao primeiro sinal luminoso de Alfredo, o chefe do Posto de Socorro, acenderam-se numerosas lâmpadas elétricas e, então, André Luiz  dominado a custo, a impressão de horror em que teve de extensas filas de leitos aos rés do chão, ocupados todos por pessoas mergulhadas em profundo sono. Muitos tinham o semblante horrendo. Eram muitos poucos os que traziam as pálpebras cerradas, parecendo tranquilos. Em quase todos, estampavam-se-lhes nos olhos, aparentemente vitrificados, o extremo pavor e o doloroso desespero da morte. Cadavérica palidez cobria-lhes a face. Raríssimos pareciam dormir em sono natural.

        André Luiz profundamente tocado pelo o que via, inclinou-se instintivamente para o indivíduo mais próximo, tentando examinar o estado fisiológico do adormecido. André identificou o calor orgânico, a pulsação regular e os movimentos respiratórios, embora verificasse a extrema rigidez dos membros, como que mergulhados em imobilidade cataléptica. André levantou-se assustado, dirigindo-se a Aniceto, o seu instrutor, perguntou-lhe:
       - Explicai-me, por Deus! Que vemos aqui? Estamos, acaso na moradia da morte, depois da morte?
Aniceto respondeu:
       - Sim, André, este sono é, verdadeiramente, avançada imagem da morte. Aqui permanecem, com a bênção do abrigo, alguns milhões dos nossos irmãos que ainda dormem. São as criaturas que nunca se entregaram ao bem ativo e renovador, em torno de si, e mormente os que acreditam convictamente na morte como o nada, o fim de tudo, o sono eterno. A crença na vida superior é atividade incessante da alma. A ferrugem ataca a enxada ociosa. O entorpecimento invade o espírito vazio de ideal criador. Os que, nos círculos carnais, homens e mulheres, creem na vida eterna, ainda que não sejam fundamentalmente cristãos, estão desenvolvendo faculdades de movimentação espiritual e podem penetrar as esferas extraterrenas em estado animador, pelo menos quanto à locomoção e juízo mais ou menos exato. No entanto, as criaturas que perseveram em negação deliberada e absoluta, não obstante , por vezes, filiadas a cultos externos de atividade religiosa, que nada veem além da carne nem desejam qualquer conhecimento espiritual, são verdadeiramente infelizes. (...) Temos a certeza, porém, de que muitos se negaram ao contato da fé, absolutamente por indiferença criminosa aos desígnios do eterno Pai. Dormem, porque estão magnetizados pelas próprias concepções negativistas; permanecem paralíticos, porque preferiram a rigidez ao entendimento; mas dia virá em que deverão levantar-se e pagar os débitos contraídos. Eis por que os considero sofredores. Primeiramente, demoram no sono em que acreditaram; mais tarde, acordam; porém a maioria não pode fugir à enfermidade e à perturbação.
A fé sincera é ginástica do Espírito. Quem não a exercitar de algum modo, na Terra, preferindo deliberadamente a negação injustificável, encontrar-se-á mais tarde sem movimento. Semelhantes criaturas necessitam de sono, de profundo repouso, até que despertem para o exame das responsabilidades que a vida traduz.

          A luz artificial iluminava os leitos, que se perdiam de vista, mas observei que
nenhum dos albergados reagia à intensa claridade que se fizera. Continuavam rígidos, cadavéricos, prostrados.

         Alfredo, o chefe do Posto de Socorro, começou a mover o aparelho de sinalização, para emitir as ordens de serviço. Cada sinal determinava operação diferente.

        Os servidores do Posto distribuíram pequenas porções de alimento liquido e medicação bucal, em profundo silêncio. Em seguida, forneceram reduzidas quantidades de água efluviada (água fluidificada) ao infelizes, com exceção, porém, de muitos que pareciam preparados a receber, tão somente, caldo e remédio. Dois terços dos quatrocentos abrigados em tratamento receberam passes magnéticos. Alguns poucos receberam aplicação do sopro curador.

        Todos os movimentos do trabalho eram transmitidos pela sinalização luminosa, partida das mãos do administrador, que parecia interessado na manutenção do máximo silêncio. A razão de alguns enfermos não terem sido beneficiados com a água e com o socorro de forças novas, por meio do passe e do sopro vivificante, é que segundo Aniceto (instrutor de André Luiz): “Cada um na vida, tem a necessidade que lhe é peculiar. Aqui, compreendemos com amplitude esse imperativo da Natureza.


       Todos os que dormem nestes pavilhões permanecem dentro do mau sono. Quem dorme em desequilíbrio entrega-se a pesadelos. Todos estes irmãos desventurados, aparentemente mortos, são presas de horríveis visões intimas. Cada um dos adormecidos em sono atormentado vivem estranhos pesadelos, de que não podem isentar-se de um instante para outro. É um sono doloroso e infeliz, em que não traduz repouso do pensamento. Anestesiados pela negação espiritual a que se entregaram no mundo. Quase todos vítimas de terríveis pesadelos, por terem olvidado, no mundo material, os mandamentos de amor e sabedoria. Sob a imobilidade aparente, movimenta-se-lhe o espírito, entre aflições angustiosas que, por vezes, não podemos sondar.

       Nestes pavilhões, tinha cerca de 1.980 abrigados que dormem. Todos receberam diariamente alimento e medicação comuns, mas só quatrocentos são atendidos com alimento e medicação especializados, por se mostrarem mais suscetíveis de justa melhora. Desses quatrocentos, apenas dois terços se revelaram aptos à recepção de passes magnéticos. Muitos não podiam receber naquele momento a água efluviada. E poucos foram contemplados com o sopro curativo.

       E razão destas circunstancias, Aniceto falou para André Luiz que: “Façamos todo o bem, sem qualquer ansiedade. Semeemo-lo sempre e em toda a parte, mas não estacionemos na exigência de resoltados. O lavrador pode espalhar as sementes à vontade e onde quer que esteja, mas precisa reconhecer que a germinação, o crescimento e o resultado pertencem a Deus.”


Fonte: livro Os Mensageiros. Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Chico Xavier. Capítulos 22 a 25.