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terça-feira, 20 de junho de 2023

ABORTO ESPONTÂNEO, VISÃO ESPIRITUAL

                                          

        Na ocorrência de aborto espontâneo estaremos sempre diante de um mecanismo da Lei de Causa e Efeito, que compõe o conjunto de princípios da Doutrina Espírita. As causas desse tipo de interrupção natural da gravidez podem ser encontradas a partir de uma visão espiritual.

        Muitas vezes, o Espírito que vai renascer elege um programa ao qual se submeterá durante a reencarnação, cabendo ao próprio interessado fazer ajustes que julgue convenientes e que o seu livre-arbítrio permita. Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec explica que chega um momento, durante a fase gestacional, em que o ser se reconhece impossibilitado de assumir as tarefas para as quais se preparou, mudando de atitude e desistindo de levar adiante o processo reencarnatório, o que tem como consequência o aborto espontâneo.

        Noutras vezes, trata-se da gestação de indivíduos em degrau evolutivo muito primário, o que dificulta sua adaptação à forma física sem provocar danos ao metabolismo embrionário ou fetal. Também pode ser um Espírito que já foi abortado em outras vidas ou que se tornou inimigo implacável daquela que está na iminência de recebê-lo como filho.

        De outra forma, Espíritos que encerraram a encarnação anterior em decorrência de um suicídio ficaram em débitos perante as Leis Cósmicas, tendo como consequência essas reencarnações malsucedidas que resultam em aborto espontâneo na tentativa seguinte. A interrupção do renascimento será uma prova ou expiação que o ser se permite para resgatar aquele tempo de vida que não foi devidamente cumprido.

        Acrescentemos também que um expressivo número de mulheres pode provocar psiquicamente o aborto ao rejeitarem uma gestação e se negarem a receber a criança em seus braços. A mente materna, talvez inconscientemente, bombardeia o embrião ou o organismo fetal com energias psíquicas desarticuladoras do funcionamento celular, responsáveis por expulsar o reencarnante da câmara uterina.

        Em todas as circunstâncias descritas a própria densidade vibratória do reencarnante extermina a vida em formação, desencadeando a sua expulsão do útero materno.

        Não nos deveremos esquecer que os pais que estarão incursos no processo provacional ou expiatório de alguma forma se encontram implicados na trama ocorrida no pretérito daquele grupo.

        Muitas mulheres entram em desespero com o aborto espontâneo, desenvolvendo estados psicológicos que demandam acompanhamento especializado por profissionais da área de saúde. A mulher que vivenciou uma situação de aborto espontâneo, normalmente experimenta um trauma muito grande. É provável até que o episódio venha a exercer influência em futuras gestações.

        As alterações fisiológicas e psíquicas provenientes da interrupção da gravidez podem desencadear na mãe frustrada certos transtornos emocionais e mentais, como a depressão, que ela conseguirá superar após um período mais ou menos longo, a depender do seu esforço pessoal. Tudo isso estará previsto nos Códigos da Vida.

        Se considerarmos a vida do Espírito, o fenômeno da interrupção da gestação será percebido como uma experiência evolutiva, integrando a relação dos incidentes naturais que permeiam a nossa trajetória no rumo da felicidade. Essa interpretação vale tanto para o reencarnante, que teve a vida orgânica obstruída, quanto para os pais, particularmente a gestante, que momentaneamente estará privada de experimentar a maternidade.

        Poderemos dirigir-nos à mulher que experimentou semelhante sofrimento, sugerindo que ela procure adotar a paciência como conselheira. Vamos dizer-lhe que supere a dor, que persevere e que se prepare, pois numa situação desta ordem, invariavelmente ocorrerá, mais tarde, uma nova gestação. Aquele Espírito cuja reencarnação foi interrompida, se for bem-intencionado, retornará aos braços de quem o aguardava com carinho e ansiedade, permitindo que ela experimente a grande alegria de tornar-se mãe.

        Algumas mulheres têm muitas dificuldades para engravidar. Mesmo que biologicamente tudo esteja bem com a sua saúde, elas não conseguem iniciar ou terminar o processo gestacional.

        Conforme a Lei de Causa e Efeito, tudo aquilo que nos acontece hoje é o resultado de atos que praticamos ontem. Na ocorrência da dificuldade para engravidar ou levar até o final a gestação, podemos entender que se trata de pessoas que no passado se comprometeram negativamente na área da maternidade. Em face do mau uso da oportunidade de ser cocriadora da vida, a mulher retorna com esses fatores impeditivos para que possa ter êxito na condição maternal. Um dos exemplos desse mau uso é a prática do aborto.

        Desta forma, certos fatores que impedem a gravidez são biológicos, enquanto outros estão relacionados à estrutura psicológica da mulher. Mas, quando estes aspectos estão saudáveis e mesmo assim ela não consegue realizar o sonho de conceber um filho, é fácil concluir que nela está instalada uma dinâmica provacional-expiatória que traduz a sua necessidade evolutiva naquele momento.

        Como consequência, a candidata à maternidade desenvolve uma ansiedade imensa para alcançar o seu objetivo. Este estado ansioso converte-se em mais um fator impeditivo, porque produz uma descarga psíquica de alta intensidade que, de alguma forma, perturba a produção e a liberação dos óvulos pelo sistema reprodutor feminino, reforçando o bloqueio para que a gestação não aconteça, ou, se ocorrer, para que seja levada com êxito até o final.

         Entretanto, nós não estamos na Terra para sofrer nem para pagar algo, como afirmam muitos estudiosos superficiais do Espiritismo. Estamos na estrada terrena para nos reabilitarmos, matriculando-nos em um programa de reeducação para progredirmos. Por isso, o esforço pela conquista de serenidade perante os desafios da vida permitirá que a mulher modifique lentamente o plano das suas experiências. Cabe-lhe insistir no seu sonho, utilizando os recursos da oração, da prática das virtudes e da terapia bioenergética dos passes, que quase sempre propiciam uma reversão do processo e permitem que a mulher realize o desejo de ser mãe.

 

 

Fonte: Livro – Sexo e Consciência. Divaldo Franco, organizado por Luiz Fernando Lopez.



segunda-feira, 12 de junho de 2023

ABORTO PELO ESPÍRITO EMMANUEL


        “De todos os institutos sociais existente na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida.

        É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no Planeta; em virtude disso, entre pais e filhos residem os mecanismos da sobrevivência humana, quanto à forma física, na face do orbe.

        Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pai, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor – do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da terra para os Céus.

        Com semelhantes notas, objetivamos tão só destacar a expressão calamitosa do aborto criminosos, praticando exclusivamente pela fuga ao dever.

        Habitualmente – nunca sempre - somos nós mesmos quem planificamos a formação da família, antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos, à maneira da casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos e técnicos distintos.

        Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria.

        Criamos projetos, aventamos sugestões, articulamos providências e externamos votos respeitáveis, englobando-nos com eles em salutares compromissos que, se observados, redundarão em bênçãos substanciais para todo o grupo de corações a que se nos vincula a existência. Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de nossos erros de outras épocas, ontem convertidos, no Plano Espiritual, em amigos potenciais, à custa das nossas promessas de compressão e de auxílio, fazem-se hoje – e isso ocorre bastas vezes, em todas as comunidades da Terra – inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos-problema, impondo-nos trabalho e inquietação.  

        Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões”.

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier.



Fonte: Livro Vida e Sexo. Psicografia de Chico Xavier. Pelo Espírito Emmanuel. Cap. 17


domingo, 4 de junho de 2023

O ESPIRITISMO DIZ NÃO A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

        Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
        O de viver. Por isso ninguém tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer a sua existência corpórea.
(Questão 880 do O Livro dos Espíritos. Allan Kardec)



        O Movimento Espírita posiciona-se contrario aos projetos de revisão da legislação que visam à legalização do aborto em nosso país.

        Em face do desenvolvimento da ciência, facilmente se comprova o início da vida humana desde o momento da concepção no ventre materno, e não somente quando ocorre o nascimento, como afirmam muitos.

        Constitui-se em grave comprometimento com as Leis Divinas a provocação do aborto em qualquer fase da gravidez, uma vez que tal iniciativa impede que o espírito, já ligado ao embrião, renasça no corpo físico que lhe servirá como instrumento de progresso.

        Os que lutam a favor do aborto sempre colocam em questão: o princípio da dignidade da pessoa humana; os direitos sexuais e reprodutivos da mulher; o direito à autonomia da mulher; o direito à integridade física e psíquica da gestante; o direito da igualdade da mulher... No ordenamento jurídico brasileiro o direito a vida é inviolável, conforme art. 5° da Constituição Federal. A Vida é, portanto, o nosso bem maior e o mais importante direito natural, de acordo com a resposta da Espiritualidade Maior à questão n° 880 de O Livro dos Espíritos. E esquecem, também que sem a Vida, todos os demais direitos ficam cerceados, pois sem a Vida não há que se falar de liberdade, autonomia, dignidade ou igualdade.

        Quantos métodos contraceptivos se tem acesso atualmente, de forma fácil, e até mesmo gratuitos, assim, não há muitas desculpas para não se prevenir de uma gravidez inesperada. O que falta é consciência e responsabilidade, e não métodos contraceptivos, preservativos.

        No livro Sexo e Consciência, Divaldo Franco fala que:
        Qualquer justificativa legal para matar, estará sempre ferindo a ética! Se abrirmos um precedente para a interrupção da gestação do anencéfalo, em breve surgirão propostas muito graves no tecido social...
        Em 1935, quando Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha nazista, ele começou seu governo tornando legal a prática do aborto. Na chamada noite dos cristais ele liberou o assassinato em massa de milhões de indivíduos. Logo depois, na mesma sede de sangue e na alucinação que dele se apoderou, o líder alemão pediu aos pais que tivessem filhos deficientes, até mesmo aqueles que apenas sofriam de enurese noturna, que os enviassem às câmaras de gás e aos campos de extermínio, a fim de depurarem a raça alemã... Milhares de crianças foram mortas em nome de uma super-raça que estava apenas na imaginação delirante de um psicótico. Em seguida, ele autorizou o assassinato em massa de mais de seis milhões de judeus e de mais de três milhões de outras etnias, somente porque as considerava inferiores, exaltando o biótipo germânico.
      Stalin, no início do século XX, enviou milhares de inimigos políticos para o exílio na Sibéria, sem contar aqueles que ele internou compulsoriamente em hospitais psiquiátricos ou que mandou executar através de injeção letal, porque divergiam politicamente da doutrina do Estado.
     Tanto na Alemanha quanto na União Soviética milhares de vidas foram sumariamente dizimadas com apoio “legal” e justificativas diversas. Penso que a legalização do aborto eugênico ensejará passos mais audaciosos no futuro, em favor da prática do aborto generalizado, o que será muito lamentável. E a legalização do aborto pela sociedade humana será um perigoso precedente que se abrirá em direção a outras propostas de aniquilação da vida.
      (...) Na mesma linha de raciocínio, outra pessoa de sentimentos torpes irá propor que todos os portadores de transtornos mentais severos, que praticam crimes e são internados para tratamento, deverão ser expungidos da sociedade por meio do homicídio patrocinado pelo Estado, mediante injeção letal e outras técnicas bárbaras, quando é dever desse mesmo Estado prover os meios para a recuperação da saúde mental de seus cidadãos, bem como utilizar de medidas paliativas, quando a recuperação completa não for viável. E se a proposta de assassinato ganhar cidadania, em pouco tempo alguém afirmará que tem direito a tirar a vida de seus pais, que são portadores de doenças neurológicas degenerativas, como o Mal de Parkinson e o Mal de Alzheimer, conforme referido anteriormente, que se transformam em um verdadeiro peso na sua vida de jovem que deseja estar livre para buscar seus sonhos.
     Como as leis humanas são injustas, porque refletem a injustiça dos seres que as elaboram, algumas medidas procuram punir em vez de educar ou reabilitar. E isso não poderá generalizar-se para ser aplicado em qualquer circunstância, pois corresponderia à instalação do caos na vida social.
     Numa sociedade que anseia pela justiça real, a reverência pela vida é fundamental, uma vez que deveremos respeitar as Leis Divinas que governam a Natureza e as relações humanas. Não me refiro a nenhuma conotação com denominações religiosas específicas, mas apenas ao respeito pela vida.
     Eis por que o Espiritismo é frontalmente contra a proposta de matar. Qualquer iniciativa que tenha a intenção de fazê-lo irá configurar uma violência deplorável contra as Leis Divinas.
     E o que dizer a uma mãe que está gerando uma criança destinada a ter uma vida breve? Deveremos dizer-lhe que agradeça a Deus pela gestação, pois se trata de uma oportunidade de reabilitação para todos os envolvidos.



Fonte: Livreto da FEB – Em defesa da vida. Aborto não.
Site da FEP – Luta contra o aborto.
Livro – Sexo e consciência. Divaldo Franco, organizado por Luiz Fernando Lopez.


domingo, 19 de agosto de 2018

MÚSICA ESPÍRITA: MÃE

Música: Mãe
CD: Luz de Chrystal 
Cantora: Chrystal (Helena Cristina)



LETRA DA MÚSICA: MÃE

Mãe, sublime amor,
Instrumento divino,
Que deus nos ofertou

Laços de amizade
Por toda eternidade,
Mãe, seu nome é amor...

Mãe, seu útero sagrado
É o berço querido
Que nos faz conceber e  ter
A oportunidade
De reparar o passado com
Esse novo renascer

Mãe, doce é seu nome,
Sublime é seu amor,
Ternura de vida, mãe,
Cheiro de flor

A...gradeço, ó! Mãe,
Pelos dias e noites
Que me consagrou
Mãe, você é meu
Ninho de amor.

Introdução

Repete todo a musica

(mãe, você é meu
Ninho de amor) ( no final repete três vezes) la,la....... 

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

ABORTO: A RESPONSABILIDADE DO PAI E DO PROFISSIONAL DE SAÚDE


          Um tema importante para se debater é a responsabilidade do pai da criança abortada, que estimulou ativamente ou que influenciou a realização do aborto com sua omissão. Qual a parcela de responsabilidade que lhe cabe? Afinal, a mulher não pode ser o único foco responsável da questão. Nesse momento identificamos o machismo perverso que ainda sobrevive em nossa sociedade.

         O conceito hipócrita que atribui à mulher a condição de única responsável pelo crime praticado, uma vez que é ela quem de fato realiza o aborto. E o homem covarde que a fecundou fica isento de responder legal e socialmente pelo ato. Todavia, a Divindade o conhece e as Leis da Vida não permitem que ele fuja de sua própria consciência, pois o homem reconhece que cometeu um crime vergonhoso, mesmo que não esteja ciente de que a mulher vai abortar. O seu delito, inicialmente, foi não oferecer apoio àquela que ele fecundou, já que este apoio é compreendido como uma responsabilidade paterna intransferível. A tarefa de cuidar da criança e a responsabilidade por um eventual aborto não podem ser depositados apenas sobre os ombros da mulher.


        Não importa que o ato sexual praticado pelo homem tenha sido por uma busca leviana de prazer momentâneo ou por causa do uso de bebida alcoólica e drogas numa festividade qualquer, que afetaram o seu julgamento em relação aos próprios atos. Isso é indiferente. Se o parceiro procurou-a para o sexo, com qualquer motivação que se possa imaginar, tem o dever de ampará-la, no caso de uma gravidez que surpreenda os dois, pois o que acontecer com a vida da gestante e da criança terá o pai como corresponsável. Os amigos espirituais são unânimes nesta opinião.

        Já os pais de adolescentes que incentivaram ou patrocinaram o aborto para ajudarem a filha a se livrar de uma gravidez não planejada são duplamente responsáveis pelo grave delito. Primeiro, porque não educaram, não vigiaram e não atenderam às necessidades afetivas da filha, deixando-a correr um risco desnecessário. E agora, para diminuir a culpa ou as consequências da sua invigilância, levam-na a perpetrar um crime muito maior, que pesará na economia espiritual dela e deles também, que são corresponsáveis.

         Por outro lado, os profissionais de saúde que praticam a interrupção criminosa da gestação, são pessoas que cometeram um delito ainda mais cruel! Fizeram um juramento para salvar a vida e respeitá-la, mas estão amealhando recursos financeiros que defluem de um crime praticado contra a vida, ainda mais quando se trata de vítimas indefesas.

          A História do século XX narra a trajetória de profissionais que cometiam mais de dez abortos por dia nos Estados Unidos. Nesse país, foi publicado um documentário denominado O Grito Silencioso, que mostra filmagens de abortos utilizando microcâmaras para captar imagens intrauterinas. As cenas documentam o momento exato da expulsão dolorosa da criança que se encontra no organismo materno. Quando o profissional introduz uma lâmina ou um aparelho qualquer para despedaçar a criança e retirá-la do útero, o pequeno ser percebe que será assassinado e desfere um grito pungente que ninguém ouve, mas que traduz o sofrimento de uma vida sendo esfacelada.

          Esses profissionais corrompidos são verdadeiros infanticidas que, no seu ato de desmantelar a vida, assemelham-se àqueles que trabalham num abatedouro de animais, separando peças bovinas destinadas ao fornecimento de carne para consumo humano. O indivíduo que se encontra no abatedouro ao menos está exercendo uma profissão para a qual foi treinado, enquanto o profissional de saúde que pratica o aborto não foi preparado para matar, mas sim, para salvar.

          O médium e orador espírita Divaldo Franco fala que em um país que visita periodicamente há muitas décadas, está ocorrendo um fenômeno inusitado. Como o aborto foi legalizado nesse país, várias mulheres têm procurado médicos para realizarem a interrupção da gravidez a seu bel-prazer. E quando chegam ao consultório essas gestantes se deparam com muitos médicos que se recusam a efetuar o procedimento, afirmando que ele fere a ética da sua profissão. Este comportamento denota um amadurecimento psicológico coletivo da classe médica naquele país, atingindo um elevado patamar de dignidade humana e de respeito pela vida.

          Mesmo nos países em que o aborto foi legalizado, o profissional de saúde que adere a essa prática estará dilapidando o patrimônio que lhe foi concedido por Deus, para que se tornasse um benfeitor da humanidade, porque ele fez um juramento para salvar vidas.


         Na atualidade, alguns conceitos científicos mostram-nos que o compromisso dos profissionais de saúde não é impedir a morte a qualquer preço, mas salvar vidas ou tornar a vida mais agradável, prolongando-a sempre que possível e colaborando para que tenha qualidade. Nesse painel de responsabilidades claramente estabelecidas, por que uma pessoa, que exerce uma profissão de saúde, se permitiria o luxo de matar? Por que converter o sacerdócio num profissionalismo vulgar?

         As consequências desta atitude são imprevisíveis, porque ninguém burla impunemente as Soberanas Leis da Vida. Mas não apenas para a mãe, senão também para o genitor do feto que tenha contribuído para a infeliz decisão, assim como para aquele que é o aborteiro.

          Para que a decisão da mãe seja a do aborto, quase sempre o genitor tem envolvimento emocional indireto. A sua conduta pode ser visualizada como um fator preponderante. A negligência do mesmo em não se responsabilizar pela aceitação do filho, negando-se ao dever que se deriva da autoria da concepção, faz com que ele se torne corresponsável pela tragédia.

        Ao médico, por sua vez, cabe o dever de preservar a vida em qualquer forma como se apresente e jamais interrompê-la, porquanto, para tal jurou e aprendeu como fazê-lo. Nesse conúbio que se apresenta entre a mulher que se sente defraudada, o homem que a explorou e aquele que interrompe a existência em formação, surge um compromisso negativo que os une para o futuro, nas consequências que sofrerão perante a Consciência Cósmica...


Fonte: Livro Sexo e Consciência de Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

CONSEQUÊNCIAS E RESPONSABILIDADES DO ABORTO


         São muito graves os efeitos na economia moral de quem opta por fazer o aborto ou de quem o incentiva. Na ignorância moral em que se encontra e estando consciente da ocorrência, o Espírito abortado rebela-se e busca vingança, por compreender que lhe foi negada a oportunidade de evoluir. Não são poucos os casos de obsessões que tem a sua gênese no aborto provocado.

         As mulheres que engravidam e matam seus filhos com muita naturalidade desconhecem que são responsáveis por esse terrível flagelo que se impõem a si mesmas, pois os Espíritos abortados normalmente não as perdoam, o que provocará um litígio de grandes proporções. Eles acompanham sutilmente essas mulheres até que elas vivenciem alguma dificuldade na vida. Nesse momento, eles se voltam contra elas e exacerbam seus conflitos existenciais até conseguirem perturbá-las, atirando-as em estados depressivos ou facilitando quadros psicóticos aparentes, que na verdade são transtornos mediúnicos, classificados como obsessões espirituais. Em seguida, esse processo alcançará também o homem que foi motivo do crime hediondo.

         Quando ainda não se encontra consciente do que lhe ocorreu, o Espírito sofre o ato cruel e imanta-se por afinidade àquela que o expulsou do útero materno. Como esses seres prematuramente expulsos do corpo já estavam com seu períspirito imantado às células, o organismo físico é eliminado, mas permanecem as suas fixações perispirituais junto ao organismo da mulher, o que poderá causar um futuro câncer de colo de útero e outras doenças do sistema reprodutor feminino. O ódio desses seres que tiveram a vida cerceada transforma-se em uma alucinação convertida em ondas mentais deletérias no organismo fragilizado da mulher, que as assimila e sofre alterações no seu estado de saúde.


         O médium e orador espírita Divaldo Franco relata a seguinte história: “Certa vez, eu conheci uma senhora que deveria ter uns trinta anos de idade, quando começou a frequentar a Mansão do Caminho.
         Quando contava aproximadamente cinquenta e cinco anos, ela recebeu o diagnóstico de um câncer de útero, que ao ser revelado já havia produzido metástase óssea que lhe provocava dores quase insuportáveis.
         Naquela época, na cidade de Salvador, não havia quimioterapia. O único tratamento disponível era a radioterapia aplicada no Hospital do Câncer. A minha amiga submeteu-se ao tratamento radioterápico e ficou com muitas lesões no corpo, porque a técnica ainda estava em fase experimental. Quando ela estava muito mal mandou chamar-me. Eu já a visitava periodicamente, mas, na ocasião, ela deu-se conta de que iria desencarnar e desejava falar-me. O câncer já havia invadido o mediastino e o óbito era uma questão de tempo.
         Eu procurei levantar-lhe o ânimo, quando, então, ela fez-me a seguinte revelação: 
         — Divaldo, as Leis de Deus são soberanas. Eu sei por que estou com câncer. E felizmente a Doutrina Espírita chegou em boa hora para mim. Só a assimilei depois da doença. Como você sabe, eu conheço o Espiritismo há alguns anos, pois frequento a sua instituição faz muito tempo. Mas ainda não o havia digerido adequadamente. Eu aceitava a proposta sem maiores compromissos e permanecia enganando-me. A minha situação é a seguinte: eu tenho um companheiro que é um homem casado. Eu o amo muito e ele também diz que me ama. Nesses últimos vinte anos eu realizei mais de uma dezena de abortos dele, já que eu não poderia ser mãe. Ele me garantia que se eu preservasse um filho nosso e ele descobrisse, seria a última vez em que nos veríamos, pois ele nunca deixaria a esposa e nunca registraria um filho fora do casamento. Naquela época, não havia exame de DNA nem a imposição da lei para que o pai biológico assumisse a responsabilidade pelo filho. Então, por amor a ele, eu abortei em mais de dez ocasiões diferentes.
         Eu fiquei simplesmente estarrecido! Como a alma humana é complexa! Como é que ela pôde ouvir a proposta de Jesus, os enunciados a respeito do “Não matarás”, e em nome de um amor irreal, que era somente desejo, tormento sexual, matar crianças com tanta impiedade? Porque o amor não mata! O amor liberta! Se ela realmente amasse aquele homem, dir-lhe-ia: “Prefiro vê-lo feliz com a sua mulher a vê-lo atormentado comigo, causando-me também infelicidade”. Se ela de fato o amasse, renunciaria ao relacionamento sexual com ele e continuaria amando-o, desde que ele já era feliz com a esposa.
         Por isso, o câncer era o resultado de todas as agressões que ela praticou contra o próprio organismo. Felizmente, a sua consciência despertou ainda aqui na Terra. E menos de uma semana depois do nosso diálogo ela desencarnou.
         Muitos anos mais tarde eu a encontrei em uma visita a uma região dolorosa do mundo espiritual inferior, para onde os Espíritos amigos me conduziram em desdobramento consciente a fim de realizar observações e estudos. Ela me reconheceu e contou-me as consequências dos seus atos criminosos.
        Esclareceu-me que estava profundamente arrependida dos abortos praticados. Mas os seres cujas vidas ela havia destruído não a perdoaram, sendo que um deles tentou renascer oito vezes, e dela recebendo uma resposta negativa por meio da interrupção criminosa da gestação.
       Alguns dos Espíritos receberam da Misericórdia Divina a oportunidade de reencarnar em outras famílias. Porém, esse reincidente desenvolveu por ela um ódio tão intenso que se lhe alojou psiquicamente no útero e deu início ao processo de alterações celulares que culminou no câncer e na sua desencarnação.
       Por fim, ela informou-me que estava programada para reencarnar junto a esse Espírito vingativo, como gêmeos xifópagos (gêmeos siameses), para que os dois pudessem regularizar o débito contraído. São muitas as consequências do aborto na encarnação subsequente.”

       Poucos sabem que Divaldo Franco poderia ter sido abortado, mas a sua mãe negou fazer o aborto. A seguinte confissão de cunho pessoa de Divaldo sobre o assunto:  “Não tenho a intenção de concordar com a atitude de revide que os seres abortados assumem perante aquelas pessoas que lhes roubaram a oportunidade da reencarnação, mas quero dizer que eu compreendo perfeitamente a dor que lhes aniquila os sentimentos profundos, pois sou o décimo terceiro filho de uma família numerosa, e quase não pude renascer... Pelo desejo dos meus pais, o meu irmão, que é cinco anos mais velho do que eu, seria o último filho a nascer. Minha mãe já experimentava os primeiros sinais do climatério quando percebeu algo estranho no seu corpo e consultou-se com um médico, que lhe deu a inesperada notícia de uma gravidez tardia. Por causa do organismo debilitado, depois de doze partos e três abortos espontâneos, o médico sugeriu-lhe que interrompesse a gestação para que ela não tivesse a saúde gravemente comprometida. A orientação médica foi dada nos seguintes termos:
        — Dona Ana, vamos fazer o aborto! A senhora já realizou sua missão de mãe com os doze filhos que Deus lhe concedeu.
        — Não, doutor! Eu não vou abortar meu filho!
        — Mas esta criança vai matá-la! A senhora não tem condições de saúde para resistir!
        Diante dos argumentos do médico, era provável que qualquer pessoa aderisse à proposta por ele apresentada. Nossa família tinha muitas dificuldades financeiras e faria ainda maiores sacrifícios se mais uma criança viesse ao mundo. Não obstante, a minha mãe, contrariando aquilo que para muitos seria uma solução óbvia, voltou-se para o médico e respondeu:
       — Se eu morrer no intuito de dar a vida a um filho, para mim será uma honra!
       (...) E a minha mãe não me abortou. Eu tenho para com ela uma dívida de gratidão indescritível! Ao correr o risco de sacrificar sua própria vida, ela me permitiu mais de oitenta anos de existência física. Se me tivesse abortado, será que eu a amaria? Será que eu não estaria hoje dominado pela mágoa (e até mesmo pelo ódio) de ver perdida a chance que a Divindade me desenhava naquele momento? Não se pode descartar esta hipótese. No entanto, aqueles seres que indubitavelmente ainda se encontram num patamar incipiente de evolução psicológica cultivarão sentimentos de animosidade e de revolta que geram obsessões das mais lamentáveis, com consequências que se estendem para a vida espiritual.
       É fascinante constatar como devemos fazer tudo ao nosso alcance para preservar a vida. A vida humana é patrimônio de Deus e ninguém, sob pretexto algum, tem o direito de interrompê-la. O aborto, sob qualquer aspecto em que se apresente, permanece como crime hórrido que um dia desaparecerá da Terra, em face da crueldade e covardia de que se reveste.”


Fonte: Livro Sexo e Consciência de Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

VOCÊ SABIA QUE ANDREA BOCELLI PODERIA TER SIDO ABORTADO POR ORIENTAÇÃO MÉDICA?

   

No vídeo abaixo Andrea Bocelli conta a história da sua vida, em que sua mãe Edi passou por um problema de saúde, e os médicos orientaram que ela abortasse o bebê, mas ela se recusou. Andrea Bocelli falou o porque de trazer ao publico esse fato da sua vida: 




        Em uma entrevista Andrea Bocelli deu a seguinte declaração: “Minha mãe, Edi, é uma mulher extraordinária. Entre os muitos ensinamentos que pude receber dela e do meu pai, Sandro, encontram-se: a força, a garra e a capacidade de não me render, que eles mesmos mostraram quando, estando grávida, os médicos aconselharam minha mãe a abortar, porque seu filho nasceria com graves patologias. Ela ignorou estes imprudentes conselhos e prosseguiu com a gravidez, com o apoio do meu pai. Sem aquele gesto de coragem e fé, eu não estaria aqui para contar isso hoje. E, se eu tornei pública esta vivência privada, foi para oferecer minha pequena contribuição para dar um apoio psicológico e um pouco de esperança a todas aquelas mulheres que, por milhares de motivos, não se sentem com força para defender a vida que carregam em seu útero.”

        Andrea Bocelli,é apenas um exemplos que citamos de mães que escolheram a vida ao invés da morte por meio do aborto de seus filhos. Mas, quantos “Andreas” tem por aí que foram abortados, que poderiam ter feito a diferença de alguma forma para a sociedade, diferença até mesmo no anonimato? São por meios desses exemplos e de outros que, poderemos começar a conscientizar as pessoas sobre a importância da vida, para não escolherem o aborto. Os adultos tem escolha a fazer por meio de diversos contraceptivos, mas aquele bebê não tem escolha alguma, é um espírito que está se preparando para voltar ao mundo material, cheio de insegurança, de incerteza, em que depende inteiramente da sua mamãe como fonte de criação para seu corpo físico, e como proteção contra tudo que ela pode fazer para o proteger na sua volta a vida física. Mas, estarrecedor quando é essa mamãe que se torna o seu medo, o seu algoz, a pessoa que destrói seu corpo físico e a esperança de reencarnar para poder evoluir, evolução esta que se cumpre de diversas formas, até mesmo por meio de doenças congênitas, assim fazendo resgate tanto do espírito reencarnate, como da mãe, do pai e da família.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

VOCÊ SABIA QUE DIVALDO FRANCO PODERIA TER SIDO ABORTADO POR ORIENTAÇÃO MÉDICA?

Encontramos esta informação no Livro Sexo e Consciência de Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.


        O médium Divaldo Franco é o décimo terceiro filho de uma família numerosa, e quase não pode renascer... Pelo desejo dos seus pais, o irmão que é cinco anos mais velho do que Divaldo, seria o último filho a nascer. A mãe de Divaldo Franco, Ana, já experimentava os primeiros sinais do climatério quando percebeu algo estranho no seu corpo e consultou-se com um médico, que lhe deu a inesperada notícia de uma gravidez tardia. Por causa do organismo debilitado, depois de doze partos e três abortos espontâneos, o médico sugeriu-lhe que interrompesse a gestação para que ela não tivesse a saúde gravemente comprometida. A orientação médica foi dada nos seguintes termos:

        — Dona Ana, vamos fazer o aborto! A senhora já realizou sua missão de mãe com os doze filhos que Deus lhe concedeu.

       — Não, doutor! Eu não vou abortar meu filho!

       — Mas esta criança vai matá-la! A senhora não tem condições de saúde para resistir!

       Divaldo diz no livro Sexo E Consciência que: “Diante dos argumentos do médico, era provável que qualquer pessoa aderisse à proposta por ele apresentada. Nossa família tinha muitas dificuldades financeiras e faria ainda maiores sacrifícios se mais uma criança viesse ao mundo. Não obstante, a minha mãe, contrariando aquilo que para muitos seria uma solução óbvia, voltou-se para o médico e respondeu:
       — Se eu morrer no intuito de dar a vida a um filho, para mim será uma honra!
      (...) E a minha mãe não me abortou. Eu tenho para com ela uma dívida de gratidão indescritível! Ao correr o risco de sacrificar sua própria vida, ela me permitiu mais de oitenta anos de existência física. Se me tivesse abortado, será que eu a amaria? Será que eu não estaria hoje dominado pela mágoa (e até mesmo pelo ódio) de ver perdida a chance que a Divindade me desenhava naquele momento? Não se pode descartar esta hipótese. No entanto, aqueles seres que indubitavelmente ainda se encontram num patamar incipiente de evolução psicológica cultivarão sentimentos de animosidade e de revolta que geram obsessões das mais lamentáveis, com consequências que se estendem para a vida espiritual.
      É fascinante constatar como devemos fazer tudo ao nosso alcance para preservar a vida. A vida humana é patrimônio de Deus e ninguém, sob pretexto algum, tem o direito de interrompê-la. O aborto, sob qualquer aspecto em que se apresente, permanece como crime hórrido que um dia desaparecerá da Terra, em face da crueldade e covardia de que se reveste.”

Divaldo Franco, é apenas um dos exemplos que citamos de mães que escolheram a vida ao invés da morte por meio do aborto de seus filhos. Mas, quantos “Divaldos” tem por aí que foram abortados, que poderiam ter feito a diferença de alguma forma para a sociedade, diferença até mesmo no anonimato? São por meios desses exemplos e de outros que, poderemos começar a conscientizar as pessoas sobre a importância da vida, para não escolherem o aborto. Os adultos tem escolha a fazer por meio de diversos contraceptivos, mas aquele bebê não tem escolha alguma, é um espírito que está se preparando para voltar ao mundo material, cheio de insegurança, de incerteza, em que depende inteiramente da sua mamãe como fonte de criação para seu corpo físico, e como proteção contra tudo que ela pode fazer para o proteger na sua volta a vida física. Mas, estarrecedor quando é essa mamãe que se torna o seu medo, o seu algoz, a pessoa que destrói seu corpo físico e a esperança de reencarnar para poder evoluir, evolução esta que se cumpre de diversas formas, até mesmo por meio de doenças congênitas, assim fazendo resgate tanto do espírito reencarnate, como da mãe, do pai e da família. 


Fonte da informação: Livro Sexo e Consciência de Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

ABORTO PROVOCADO

A sociedade brasileira está passando pela questão da legalização do aborto. Aborto e suicídio são temas que devemos sempre levar informações das suas consequências a luz da Doutrina Espírita, por isso, que aqui no Jardim Espírita sempre faço postagem sobre esses dois temas, que são os crimes mais terríveis, hediondos que podem serem cometidos, em que vai contra as leis cósmicas e tendo a reação da ação negativa praticada. A lei humana pode até legalizar o aborto, no entanto, a Lei Maior, que realmente guia as nossas vidas, que são as Leis Divinas, não deixa passar sem impunidade aqueles que praticam, induzem, e aos profissionais que realizam , em algum momento a Lei de Ação e Reação vai se apresentar, é inexorável. 


Para nos informar mais ainda sobre o tema, abaixo coloco o texto do Livro Sexo e Consciência de Divaldo Franco, Organizado por Luiz Fernando Lopes, sobre o aborto provocado.



        O aborto provocado é um crime hediondo! É, acima de tudo, um crime covarde, pois vai interromper a vida de alguém que não se pode defender. O Espiritismo, assim como as outras religiões, desaprova o aborto provocado.

        De acordo com a Lei Divina, a união sexual, além das emoções e das sensações que proporciona, tem como efeito próximo e imediato a procriação. Quando o casal se encontra para o relacionamento sexual, é óbvio que deve esperar a geração de um ser, consequência daquele ato livre e espontaneamente aceito. O exercício da sexualidade deve estar acompanhado de responsabilidade.

        Justifique-se o aborto como se melhor pretenda. Todavia, matar um ser indefeso é, sem dúvida, um dos mais graves delitos praticados contra a vida, ainda mais se pensarmos que este ser não teria pedido para ser formado por quem se conjuga sexualmente de forma leviana.

        Receber nos braços um filho que a vida nos enseja é sempre uma bênção. A alegação de que a mulher é dona do seu corpo pode oferecer-nos no futuro uma argumentação sofista de filhos ingratos, constrangidos a atender pais escleróticos, hemiplégicos, deficientes mentais, podendo eles ser tentados a propor nas altas Casas do Legislativo um conjunto de leis para se livrarem desses genitores, estabelecendo a morte piedosa deles, em benefício de suas comodidades. De liberação em liberação do crime que se deseje legalizar, poder-se-á responder por mais tremendas e hediondas consequências.

        Um ato como esse é programado nas trevas da consciência da mulher, que por alguma razão se sente culpada ou deseja vingar-se daquele que a fecundou e a abandonou em situação deplorável ante os padrões sociais vigentes. Trata-se de uma tentativa de agredir moralmente o companheiro que a deixou em uma situação de severas dificuldades materiais. Frequentemente a mulher que passa por essa circunstância adversa, desenvolve um sentimento de ódio pelo parceiro que a desconsiderou. E, por um desejo de vingança que eclode em sua intimidade, não podendo matá-lo, ela o faz contra o fruto daquele relacionamento que lhe provocou a mágoa de grandes proporções. O aborto também é praticado por mulheres que simplesmente rejeitam a maternidade. Devido à insatisfação com essa gestação não planejada ou mesmo por futilidade, quando tem receio de sofrer alterações estéticas no corpo, opta pelo aborto criminoso, adquirindo uma grande dívida perante a
Consciência Cósmica.

       Em nenhuma circunstância serão encontradas justificativas para o infanticídio. Não somos autores da vida! Por isso não temos o direito de submetê-la aos nossos caprichos, eliminando-a.

       Perante os códigos éticos da vida espiritual apenas uma situação nos autoriza a praticar a interrupção do processo gestacional: o aborto terapêutico. Allan Kardec transcreveu a opinião dos Espíritos sobre o aborto, no qual se pretende salvar a vida da gestante. Quando a integridade física da mãe está em risco é preferível que preservemos uma vida já consolidada do que comprometê-la em razão de uma vida ainda cm formação. Salvando-se a vida da mulher-mãe ela terá outra oportunidade de ter filhos e de trazer à vida física o Espírito ora candidato à reencarnação.

       Justifica-se que, se o aborto tornar-se um ato legal, a onda de crimes em torno dele, se fará muito menor, o que é equívoco. As estatísticas demonstram a continuidade do aborto clandestino, pondo-se em risco a vida da mulher. Se tivermos de legitimar o aborto para impedir outros crimes, retornaremos às faixas primárias da vida! Abortar para evadir-se da responsabilidade livremente aceita, nunca!

       Por mais que o aborto receba a legalização oficial, nunca deixará de ser um crime hediondo contra a humanidade. No entanto, a criatura humana, pelos seus instintos agressivos, procura o mecanismo desculpista nas leis terrenas, invariavelmente injustas, para dar vazão aos seus sentimentos perturbadores, qual ocorre nestes dias, em que o abortamento é ilegal. Mesmo que as leis se tornem favoráveis ao crime do infanticídio, aqueles que o cometerem não poderão alegar que agiam sob o amparo da legislação humana, porquanto está estabelecido no Decálogo: “Não matarás”. E este preceito não tem exceção. Diante da Consciência Cósmica a interrupção da vida da criança sempre representará um grave delito.

        Ademais, repugna à consciência humana matar uma vítima indefesa, somente porque os caprichos, os preconceitos e os anseios desvairados impõem essa atitude, que nunca terá justificativa.

        Pesquisas feitas ao longo das últimas décadas dão conta do aumento desenfreado de mulheres praticando o aborto em diversos países, como o Brasil. A partir da década de 1960, quando as mulheres passaram a sentir-se no direito de experimentar o sexo sem amor e sem vínculos, elas resolveram aderir à comodidade de rapidamente se verem livres de uma gestação que se transforma em empecilho para a busca de novos prazeres. E um fator que intensificou esta escolha foi a facilidade de praticar-se abortos clandestinos em todos os lugares.

        Por outro lado, a ausência de educação em saúde contribui para que meninas em todo o mundo engravidem cada vez mais cedo. Em nosso serviço de saúde, na Mansão do Caminho, conhecemos meninas grávidas aos onze anos de idade, que se tornaram mães nesta faixa etária, o que significa uma verdadeira aberração, uma falência da sociedade em educar os seus jovens. Essas meninas praticaram sexo sem nem ao menos possuírem um organismo preparado para isto, estimuladas pela curiosidade e pela desinformação.


                        

         Os fatores que incentivam a prática do aborto são diversos. Primeiro a desinformação. Depois a influência da cultura em que a pessoa está imersa. E por fim, a facilidade em se executar uma intervenção médica que é oferecida indiscriminadamente em clínicas desumanas e exploradoras.

         Em meu contato com comunidades extremamente vulneráveis, tenho percebido que o aborto é muito disseminado no seio da ignorância, pois, nas classes privilegiadas, do ponto de vista socioeconômico, as orientações para evitar a gravidez são ministradas em todos os lugares, concedendo às pessoas os meios para tomarem precauções antes de iniciarem uma relação íntima. Contudo, em comunidades com severas restrições educacionais, conheci jovens que nem sequer sabiam como ocorre a fecundação. E quando se veem grávidas, em meio aos relacionamentos múltiplos que cultivam, não são capazes de identificar o pai do ser em gestação e se submetem à intervenção dos métodos abortivos, que invariavelmente traumatizam a mulher, quando não a condenam à morte...

        O homem, além de abandonar a mulher que fecundou, pode ainda chantageá-la para que ela pratique o aborto, condicionando a continuidade do relacionamento à realização do infanticídio, somente para se ver livre das responsabilidades que acompanharão a sua futura condição de pai. E algumas mulheres cedem ao apelo, e eliminam a criança, para depois se arrependerem quando percebem que foram enganadas por um parceiro que já planejava abandoná-la desde o princípio.

       Somente algumas mulheres de fibra, verdadeiras heroínas, decidem enfrentar todas as adversidades para levar adiante o compromisso da maternidade, mesmo que ele não tenha sido programado, como seriai ideal. Elas entendem que é preferível ter um filho a ter um amante inconsequente e manipulador.



Fonte: Livro Sexo e Consciência de Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

ABORTO CRIMINOSO

          Em meio a tantos casos de microcefalia poderá está havendo inúmeros casos de aborto criminoso de fetos que carreguem a dificuldade física da microcefalia. O aborto é uma das práticas mais criminosas em que não dar a oportunidade da vítima se defender, isto ocorrendo pelo grandíssimo egoísmo por parte da mais responsável, a mãe, pois não sabe aceitar o seu bebê como ele é, e não sabe assim amar. Desta forma ao invés de progredir a sua evolução recebendo um bebê, com o aborto é a contração de mais dívidas perante as Leis Divinas, e posteriormente mais sofrimentos para sanar tais erros.

         Encontramos no livro Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, e psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. O texto que transcrevo abaixo sobre o aborto criminoso, em que André Luiz nos explica as responsabilidades que cabem ao pai e a mãe, assim como no futuro as doenças físicas mais graves em que o aborto vai causar tanto na mãe a mais responsável, e no pai que também é lesado por doenças futuras por não ter assumido a responsabilidade que o cabia, assim como também a pessoa que realizou o aborto; como nos informa também as causas emocionais e psíquicas que esta prática criminosa causa nos que a prática. 






- Reconhecendo-se que os crimes do aborto provocado criminosamente surgem, em esmagadora maioria, nas classes mais responsáveis da comunidade terrestre, como identificar o trabalho expiatório que lhes diz respeito, se passam quase totalmente despercebidos da justiça humana?

         Temos no plano terrestre cada povo com o seu código penal apropriado à evolução em que se encontra, mas, considerando o Universo em sua totalidade como Reino divino, vamos encontrar o bem do Criador para todas as criaturas, como Lei básica, cujas transgressões deliberadas são corrigidas no próprio infrator, com o objetivo natural de conseguir-se, em casa circulo de trabalho no campo cósmico, o máximo de equilíbrio com o respeito máximo aos direitos alheios, dentro da mínima cota de pena.

         Atendendo-se, no entanto, a que a Justiça perfeita se eleva, indefectível, sobre o perfeito amor, no hausto de Deus “em que nos movemos e existimos”, toda reparação, perante a lei básica a que nos reportamos, se realiza em termos de vida eterna, e não segundo a vida fragmentaria que conhecemos na encarnação humana, porquanto uma existência pode estar repleta de acertos e desacertos, méritos e deméritos, e a misericórdia do Senhor preceitua não que o delinquente seja flagelado, com extensão indiscriminada de dor expiatória, o que seria volúpia de castigar nos tribunais do destino, invariavelmente regidos pela Equidade soberana, mas sim que o mal seja suprimido de suas vítimas, com a possível redução do sofrimento.

        Desse modo, segundo o princípio universal do Direito cósmico a expressar-se, claro, no ensino de Jesus que manda conferir “a cada um de acordo com as próprias obras”. Arquivamos em nós as raízes do mal que acalentamos, para extirpá-las à custa do esforço próprio, em companhia daqueles que se nos afinem à faixa de culpa, com os quais, perante a Justiça eterna, os nossos débitos jazem associados.

         Em face de semelhantes fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de creditos e dividas, pode terminar com aparência de regularidade irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as consequências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, a fim de reabilitar-se ante a harmonia divina, caminhando, assim transitoriamente, ao lado de espíritos incursos em regeneração da mesma espécie. 




         É dessa forma que a mulher e o homem acumpliciados nas ocorrências do aborto delituoso, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma sementeira de males que frutescerão, mais tarde, em regime de produção a tempo certo.


        Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no ser, à feição de víbora magnética, mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústias e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino.

        No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata aquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção.

        Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves. O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesa-maternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, uma vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e os obséquios dos espíritos amigos e benfeitores que lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitindo num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia.

         Dessarte, ressurgem na vida física, externando gravidade, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana, nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes hemorrágicas de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragípara que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras de órgãos germinal em desajuste. 


          Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas aparecem, flagelando a vida feminina, como sejam o deslocamento da placenta eutópica, por hiperatividade histolítica da vilosidade corial; a hipocinesia uterina, favorecendo a germicultura do estreptococo ou do gonococo, depois das crises endometríticas puerperais; a salpingite tuberculosa; a degeneração cística do cório; a salpingo-oforite, em que o edema e o exsudato fibrinoso provocam a aderência das pregas da mucosa tubária, preparando campo propício às grandes inflamações anexiais, sem que o ovário e a trompa experimentam a formação de tumores purulentos que os identificam no mesmo processo de desagregação; as síndromes circulatórias da gravidez aparentemente normal, quando a mulher, no pretérito, viciou também o centro cardíaco, em consequência do aborto calculado e seguido por disritmia das forças psicossomáticas que regulam o eixo elétrico do coração, ressentindo-se, como resultado, na nova encarnação e em pleno surto de gravidez, da miopraxia do aparelho cardiovascular, com aumento da carga plasmática na corrente sanguínea, por deficiência no orçamento hormonal, daí resultando graves problemas da cardiopatia consequente.

          Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores, inocula automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe evidenciarem na existência próxima pela vasta acumulação do antígeno que lhe imporá as divergências sanguíneas com que asfixia, gradativamente, por meio da hemólise, o rebento de amor que alberga carinhosamente no próprio seio, a partir da segunda ou terceira gestação, porque as enfermidades do corpo humano, como reflexos das depressões profundas da alma, ocorrem dentro de justos períodos etários.

          Além dos sintomas que abordamos em sintética digressão na etiopatogenia das moléstias do órgão genital da mulher, surpreenderemos largo capítulo a ponderar no campo nervoso, em face da hiperexcitação do centro cerebral, com inquietantes modificações da personalidade, a raiarem, muitas vezes, no martirológio da obsessão, devendo-se ainda salientar o caráter doloroso dos efeitos espirituais do aborto criminoso para os ginecologistas e obstetras delinquentes. 


- Para melhorar a própria situação, que deve fazer a mulher que se reconhece, na atualidade, com dívidas no aborto provocado, antecipando-se, desde agora, no trabalho da sua própria melhoria moral, antes que a próxima existência lhe imponha as aflições regenerativas? 

          Sabemos que é possível renovar o destino todos os dias. Quem ontem abandonou os próprios filhos pode hoje afeiçoar-se aos filhos alheios, necessitados de carinho e abnegação.
         O próprio Evangelho do Senhor, na palavra do apóstolo Pedro, adverte-nos quanto à necessidade de cultivarmos ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobre a multidão de nossos males (I Pedro, 4:8).





Fonte: Evolução em Dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira.

Para saber mais sobre o aborto criminoso/provocado, leia a postagem: http://jardim-espirita.blogspot.com.br/2013/12/post-98-aborto-provocado-diga-nao.html