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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Caracteres da perfeição

Amai os vossos inimigos; fazei o bem aqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e que vos caluniam; porque se não amais senão aqueles que vos amam, que recompensa com isso tereis? Os publicanos não o fazem também? E se vós não saudardes senão vossos irmãos, que fazeis nisso mais que os outros? Os pagãos não o fazem também? Sede pois, vós outros, perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito. (Mateus, cap. V, v. 44,46, 47 e 48).

Uma vez que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta máxima: “Sede perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito”, tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de se atingir a perfeição absoluta. Se fosse dado à criatura ser tão perfeito quanto o Criador, ela tornar-se-lhe-ia igual, o que é inadmissível. Mas os homens aos quais Jesus se dirigia não teriam compreendido essa nuança, ele se limitou a lhes apresentar um modelo e lhes disse para se esforçarem por alcançá-lo.

É preciso, pois, entender, por essas palavras, a perfeição relativa, aquela da qual a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus disse: “amar os inimigos, fazer o bem aqueles que nos odeiam, orar por aqueles que nos perseguem.” Ele mostra, assim, que a essência da perfeição é a caridade em sua mais larga acepção, porque ela implica a prática de todas as outras virtudes.

Com efeito, observando-se os resultados de todos os vícios, e mesmo dos simples defeitos, se reconhecerá que não há nenhum que não altere, mais ou menos, o sentido da caridade, pois todos tem o seu princípio no egoísmo e no orgulho, que são a sua negação; porque tudo o que superexcita o sentimento da personalidade, destrói, ou pelo menos enfraquece, os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento. O amor ao próximo, levado até ao amor dos inimigos, não podendo se aliar com nenhum defeito contrário à caridade é, por isso mesmo, sempre o indício de  maior ou menos superioridade moral; de onde resulta que o grau de perfeição está na razão direta da extensão desse amor; por isso, Jesus, depois de ter dado aos seus discípulos as regras da caridade naquilo que ela tem de mais sublime, lhes disse: “Sede, pois, perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito.”


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. XVII – itens 1 e 2.



domingo, 13 de julho de 2014

Post.157: PERDOAR – POR JOANNA DE ÂNGELIS


Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.  

Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão. Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.

Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.

Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo. Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.

Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera de alienação com indisfarçável presunção.

Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for. O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.

Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia. O perdoado é alguém em debito; o que perdoou é espírito em lucro.

Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.

Todo agressor sofre em si mesmo. é um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.

Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema – graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma – que te desacostumastes ao convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia e petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.

Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor. O que te é inusitado, nele é habitual. Se não te permitires a ira ou a rebeldia – perdoarás!

A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.  O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante. A natureza violenta pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo e logo multiplicando flores e grãos. E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.

Que é o “Consolador”, que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em  missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nosso erros, por intercessão de Jesus!

Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o,  assim mesmo como ele é.

“Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.”  Mateus:18-22

“A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacifico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas.”       O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap.X – Item 4.


Joanna de Ângelis
Livro: Florações Evangélicas. Psicografia de Divaldo Franco.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Post.156: RECONCILIAR-SE COM OS ADVERSÁRIOS


5. Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão. – Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil. (S. MATEUS, 5:25 e 26.)

6. Na prática do perdão, como, em geral, na do bem, não há somente um efeito moral: há também um efeito material. A morte, como sabemos, não nos livra dos nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, muitas vezes, com seu ódio, no além-túmulo, aqueles contra os quais guardam rancor; donde decorre a falsidade do provérbio que diz: “Morto o animal, morto o veneno”, quando aplicado ao homem.
O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus interesses, ou nas suas mais caras afeições. Nesse fato reside a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo dos que apresentam certa gravidade, quais os de subjugação e possessão. O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre vítimas de uma vingança, cujo motivo se encontra em existência anterior, e à qual o que a sofre deu lugar pelo seu proceder. Deus o permite, para os punir do mal que a seu turno praticaram, ou, se tal não ocorreu, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, não perdoando. Importa, conseguintemente, do ponto de vista da tranqüilidade futura, que cada um repare, quanto antes, os agravos que haja causado ao seu próximo, que perdoe aos seus inimigos, a fim de que, antes que a morte lhe chegue, esteja apagado qualquer motivo de dissensão, toda causa fundada de ulterior animosidade. Por essa forma, de um inimigo encarniçado neste mundo se pode fazer um amigo no outro; pelo menos, o que assim procede põe de seu lado o bomdireito e Deus não consente que aquele que perdoou sofra qualquer vingança. Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não é somente objetivando apaziguar as discórdias no curso da nossa atual existência; é, principalmente, para que elas se não perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, da prisão, enquanto não houverdes pago até o último centavo, isto é, enquanto não houverdes satisfeito completamente a justiça de Deus.


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. X

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Post.155: O PERDÃO

Deus nos criou simples e ignorantes para aprendermos por nós mesmos a atingirmos o bem, e nosso destino final é a perfeição, mas quando nos afastamos do bem nos auto agredimos, nisto sofremos  desajustes e dores para reajustar nossas emoções e corrigir nossos rumos.

Quando prejudicamos o próximo, haverá consequências danosas para nós, não e jamais porque Deus seja um Deus cruel, mas simplesmente pelo fato que colhemos o que plantamos, é a lei do retorno, a lei de causa e efeito, uma lei universal, conhecida também como ação e reação. Como temos o livre arbítrio, se somos livres para fazer nossas próprias escolha somos capazes de colher os insucessos ou sucessos destas.  Se pudéssemos saber as consequências de atos danosos que cometemos iríamos pensar duas vezes antes de cometê-los, haveríamos de cortar a própria mão antes de agredir alguém, ou a própria língua, antes de nos comprometermos com injurias. É como Jesus disse: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão.”  (Mateus 26:52)

Então, o que nos cabe é perdoar, e a justiça não está em nossas mão, está na perfeita lei da ação e reação. Não fazemos nenhum favor ao perdoar o ofensor. A mágoa, o ressentimento, o rancor, o ódio, corroem nossas entranhas, quando perdoamos, ficamos livres. Pois, quando somos vítima bate a magoa e o ressentimento, no entanto, não é conveniente, porque, mágoas, rancores, ressentimentos, nos desajustam. E assim perturbam os mecanismos imunológicos e favorecem a evolução de doenças graves, como o câncer.

Quantas vezes já escutamos ou até mesmo falamos estas frases: “Perdôo, mas nunca mais lhe dirigirei a palavra.” ou “Perdôo, mas não esqueço o que você fez pra me.” Ou “Sou de perdoar, mas esquecer nunca.” ...  Será que esta pessoa perdoou mesmo? Não perdoou. Este pensamento e atitude é como se fosse uma sentença condenatória aos outros e a si mesmo. O relacionamento continua balançado e de uma forma muito pior sem as pessoas nem se olhem ou se falem  e quando é em um relacionamento familiar é que as coisas se complicam muito mais, em que a convivência sadia, a afetividade, a alegria... vão embora. Assim, quem não esquece as ofensas que sofreu, cultiva em seu coração cada vez mais a mágoa, e coloca-se como vítima, sofrendo tudo outra vez. E assim, a ferida nunca cicatriza, apenas a feri cada vez mais, ao invés de trabalhar pela própria cura.


O que atesta o perdão é esquecer as ofensas. O perdão é exercido quando se esquece o que nos foi feito, e se recomeça novamente. Perdoar verdadeiramente é reconstruir a nossa paz interior, é deixar a consciência livre, é voltar a ter harmonia, a ficar estável, é compreender que também podemos errar como erram conosco... Se não haver verdadeiramente o perdão estamos no mesmo nível dos nossos opressores.  Os ofensores não sabem o mal que estão  auto submetendo, com desajustes e sofrimentos.

         Precisamos entender que cada pessoa está em um nível evolutivo, a partir do momento em que trabalhamos a compreensão, não exigimos mais das pessoas do que elas tem pra dar. O que nos cabe apesar de tudo o que nos foi feito é perdoar verdadeiramente, pois será que nós não merecíamos passar pelas “dificuldades” em que nos colocaram? Será que os ofensores existem para que possamos exercer o perdão em nossos corações? Pois, sem eles como é que haveríamos de trabalhar e buscar o perdão? Será que somos totalmente inocentes?

Lembremos as palavras de Jesus:

“Eu digo a você: para perdoar não até sete, mas até setenta vezes sete."
(Mateus 18:22) 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O EXEMPLO DE PERDÃO DE ABRAHAM LINCOLN

Em 14 de abril de 1865, Abraham Lincoln foi assassinado por John Wilkes Booth.
Após seu desencarne, Abraham Lincoln, teve consciência da sua morte e logo se conformou.
Depois de ter assassinado Lincoln, a policia o cercou John Wilkes, e o assassinou a tiros; depois que despertou  no lado espiritual, ele se deparou com Lincoln, que foi a seu encontro para desculpá-lo do crime. 

  
John Wilkes Booth
Abraham Lincoln