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sábado, 18 de abril de 2026

SONO E SONHOS

 O SONO

    O sono, para o corpo físico, é uma morte de todos os dias, aparente e incompleta, durante a qual ele não perde sua integridade, cessando somente a atividade dos órgãos de relação com o mundo exterior; mas, em compensação, para o Espírito, o sono abre as portas do sonho, frestas mais ou menos amplas para a visão das estranhas cenas do mundo estranho do Além, suas paisagens de coloridos bizarros, suas luzes intensas e maravilhosas, seus misteriosos habitantes.

    Tudo no mundo dorme, seres e coisas, pelo menos aparentemente. Um terço de nossa vida, no mínimo passamos a dormir.

    Enquanto é dia e sob a influencia do Sol, cuja luz destrói as emanações fluídicas maléficas, predomina o dinamismo das forças materiais, regidas pela inteligência; mas, quando o Sol se vai e cai a noite, passam a imperar as forças negativas da astralidade inferior e o corpo humano adormece, então, sob seu domínio.

(...)

    Mas, como se dá o sono?
    Com o abandono provisório do corpo pelo Espírito, da mesma forma como a morte, quando o abandono é definitivo.



                       



OS SONHOS


Sonhos do Subconsciente
    São reproduções de pensamentos, ideias e impressões que afetam nossa mente na vigília; fatos comuns da vida normal, que se registram nos escaninhos da memória e que, durante o sono, continuam a preocupar o Espírito, com maior ou menor intensidade. Esses elementos, subindo do subconsciente, uns puxam os outros, se se pode assim dizer, e formam verdadeiros enredos, com reminisciências presentes e passadas, tornando tais sonhos quase sempre de difícil compreensão, justamente por serem confusos, complexos, extravagantes.

    Nesses sonhos do subconsciente, entram também outros fatores, como sejam o temperamento imaginativo ou emocional do indivíduo, seus recalques, mormente os de natureza sexual, perturbações fisiológicas momentâneas, etc. Os dormentes, nesses sonhos somente veem quadros formados em sua própria mente subconsciente, porque tais sonhos são unicamente auto-produtos mentais inferiores.

    Finalmente, o que os define e caracteriza, além de seu aspecto confuso e nebuloso, é a incoerência, a falta de nitidez, de luz e do colorido.



Sonhos Reais
    Enquanto o corpo físico repousa, o Espírito passa a agir no plano espiritual, no qual terá maior ou menor liberdade de ação, segundo sua própria condição evolutiva; uns se conduzem livremente, outros ficam na dependência de terceiros, mas todos são atraídos para lugares que lhes sejam afins ou correspondentes.

    Pois, justamente aquilo que vê, ouve ou sente, os contatos que faz com pessoas ou coisas desses lugares ou esferas de ação, é que constituem os sonhos reais que, como bem se compreende, não são mais elaborações da mente subconsciente individual, mas sim perfeitas visões, diretas e objetivas, desses mundos; verdadeiros desdobramentos, exteriorizações involuntárias do Espírito.

    Os encarnados, sujeitos como são às leis que regem o plano material, delas não se libertam senão com o desencarne e, por isso, mesmo quando exteriorizados durante o sono, as leis prevalecem, mantendo os véus de obscuridade vibratória entre os dois mundos.

    Essa é a razão porque os sonhos, mesmos os reais, são normalmente indistintos, nebulosos, de difícil recordação. Por isso, também, é que quanto há necessidade de obviar a esse estado de coisas, fazendo com que os sonhos sejam mais facilmente recordáveis, os agentes do invisível lançam na mente do adormecido poderosas sugestões, facilmente transformáveis, ao despertar, em imagens mentais alegóricas representativas dos ensinamentos, advertências ou experiências que o dormente deve recordar.

    Costumam, também, conduzir o adormecido a regiões ou instituições do espaço, proporcionando-lhes contatos e experiências necessárias ao seu aprendizado espiritual, dos quais a recordação, pelo referido processo, sempre de alguma forma permanece.

    E se isso acontece em relação aos Espíritos bons, também sucede com os maus que, valendo-se da lei das afinidades vibratórias, apoderam-se dos dormentes e os carregam para seus antros, inoculando-lhes ou alimentando em suas mentes desprotegidas, ideias ou tendências maléficas.

    Os médiuns, pois, que se guardem dessas infelizes possibilidades, purificando-se em corpo e espírito, para que sua tonalidade vibratória se eleve e orando e vigiando como o Divino Mestre recomendou.

    Conforme, porém, seu desenvolvimento espiritual, pode o Espírito, assim desdobrado, viajar em varias regiões etéreas, vê-las e compreendê-las; instruir-se, penetrar acontecimentos passados ou futuros, do setor dos chamados sonhos simbólicos ou proféticos.

    Nesse mundo diferente, no qual ingressamos diariamente, muita coisa está à nossa disposição, como auxilio ao nosso esforço evolutivo; material de estudo, elementos de investigação, contatos reparadores, conselhos e instruções de amigos desencarnados ou não, e de instrutores espirituais.

    A luminosidade, a nitidez, a clareza, a lógica e o colorido, eis as características inconfundíveis desses sonhos reais, únicos verdadeiros.

    Poucos são os que, ao despertar, se recordam dessa vida esquisita que viveram durante o sono. EM geral, só nos recordamos do último sonho, o que antecedeu o despertar e, esse mesmo, é logo varrido da memória com a interferência brutal dos acontecimentos materiais imediatos.

    No livro Os Mensageiros (psicografado por Chico Xavier) – Cap. 37 – (o Espírito) André Luiz, referindo-se aos encontros que se dão durante o sono, acrescenta: “Estas ocorrências nos círculos da crosta, dão-se aos milhares, todas as noites. Com a maioria de irmãos encarnados, o sonho apenas reflete perturbações fisiológicas ou setimentais a que se entregam, entretanto, existe grande número de pessoas que com mais ou menos precisão, estão aptas a desenvolver este intercâmbio espiritual”.

    Vivemos atualmente na carne, com perda de mais de um terço de nossa vida consciente, que escapa assim ao nosso controle, nas brumas do esquecimento do sono.




Fonte: Livro – Mediunidade. Edgard Armond. Cap. 9 e 10


domingo, 29 de março de 2026

EVITANDO OBSESSÕES

                    

Não deixe de sonhar, mas enfrente as suas realidades no cotidiano.

Reduza suas queixas ao mínimo, quando não possa dominá-las de todo.

Fale tranquilizando a quem ouve.

Deixe que os outros vivam a existência deles, tanto quanto você deseja viver a experiência que Deus lhe deu.

Não descreia do poder do trabalho.

Nunca admita que o bem possa ser praticado sem dificuldade.

Cultive a perseverança, na direção do melhor, jamais a teimosia em pontos de vista.

Aceite suas desilusões com realismo, extraindo delas o valor da experiência, sem perder tempo com lamentações improdutivas.

Convença-se de que você somente solucionará os seus problemas se não fugir deles.

Recorde que decepções, embaraços, desenganos e provações são marcos no caminho de todos e que por isso mesmo, para evitar o próprio enfaixamento na obsessão o que importa não é o sofrimento que nos visite e sim a nossa reação pessoal diante dele.


Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Chico Xavier.



Fonte: Livro - Paz e Renovação. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Lição nº 41.


segunda-feira, 16 de março de 2026

ORIGEM DA FRASE: “A MAIOR CARIDADE QUE PODEMOS FAZER PELA DOUTRINA ESPÍRITA É A SUA PRÓPRIA DIVULGAÇÃO.”

    A frase: “A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua própria divulgação.” Tornou-se muito conhecida no meio espírita e se propaga sem o conhecimento real desta como realmente o Espírito Emmanuel a transmitiu por meio da mediunidade de Chico Xavier.


    Encontrar realmente a origem desta frase nos livros ditados por Emmanuel a Chico Xavier é um pouco complicado, pois ela não foi exatamente dita desta forma por Emmanuel a Chico Xavier.

    A referida citação está contida no livro: Estude e Viva, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira, encontra-se no capitulo 40, na mensagem intitulada Socorro Oportuno. Está escrita da seguinte forma no livro: Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação.

    Isso nos mostra como as coisas são mal interpretadas, alteradas consciente ou inconscientemente, e também quando passadas de um para outro interlocutor. Lembrando que no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capitulo VI – item 5, está a seguinte mensagem que o Espírito de Verdade transmitiu: “Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram”. Isto nos aponta a necessidade de sempre está em busca das reais informações, e não aceitar de cara o que é nos dito, não se descuidar da razão e do bom senso, seja ele em qualquer informação que recebemos.

    Segue a mensagem Socorro Oportuno, do livro Estude e Viva, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira, capitulo 40.


Socorro Oportuno

Sensibiliza-te diante do irmão positivamente obsidiado e esmera-te em ofertar-lhe o esclarecimento salvador com que a Doutrina Espírita te favorece.

Bendito seja o impulso que te leva a socorrer semelhante doente da alma; entretanto, reflete nos outros, os que se encontram nas últimas trincheiras da resistência ao desequilíbrio espiritual.

Por um alienado que se candidata às terapias do manicômio, centenas de fronteiriços da obsessão renteiam contigo na experiência cotidiana. Desambientados num mundo que ainda não dispõe de recursos que lhes aliviem o íntimo atormentado, esperam por algo que lhes pacifiquem as energias, à maneira de viajores tresmalhados nas trevas, suspirando por um raio de luz... Marchavam resguardados na honestidade e viram-se lesados a golpes de crueldade, mascarada de inteligência; abraçaram tarefas edificantes e foram espancados pela injúria, acusados de faltas que jamais seriam capazes de cometer; entregaram-se, tranquilos, a compromissos que supuseram inconspurcáveis e acabaram espezinhados nos sonhos mais puros; edificaram o lar, como sendo um caminho de elevação, e reconheceram-se, dentro dele, à feição de prisioneiros sem esperança; criaram filhos, investindo em casa toda a sua riqueza de ideal e ternura, na expectativa de encontrarem companheiros abençoados para a velhice, e acharam-se relegados a extremo abandono; saíram da juventude, plenos de aspirações renovadoras e toparam enfermidades que lhes atenazam a vida. . . E, com eles, os que se acusam desajustados, temos ainda os que vieram do berço em aflição e penúria, os que se emaranharam em labirintos de tédio, por demasia de conforto, os que esmorecem nas responsabilidades que esposaram e os que carregam no corpo dolorosas inibições...

Lembra-te deles, os quase loucos de sofrimento, e trabalha para que a Doutrina Espírita lhes estenda socorro oportuno. Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação.


sábado, 28 de fevereiro de 2026

13 ANOS DO BLOG JARDIM ESPÍRITA

                         

Hoje 28 de fevereiro de 2026, o blog Jardim Espírita completa 13 anos. Já faz algum tempo que nos encontramos por aqui, na esperança que o vento desse jardim sopre sempre nos lugares que procura conhecimentos sobre o Espiritismo e que deixe esperança nos leitores que aqui passam. É uma alegria encontrar vocês sempre por aqui, e receber os seus comentários. Nos enche de alegria e de perseverança. Agradeço a cada um que aqui sempre vem!

 

Gratidão a Deus, a Mestre Jesus, a Mãe Maria Santíssima e aos Amigos Espirituais Benfeitores por todo amparo e auxilio sempre.

 

 

Deixo esta mensagem recebida por meio de inspiração para nossa reflexão: 

Em meio aos séculos nos arrastamos no caminho da evolução para Deus, caminhos escuros atravessamos em meio a escuridão de nossas almas, com dificuldade para começar a fazer brilhar nossa própria luz espiritual, seguimos teimosos que somos ainda de forma confortável por meio dos caminhos pedregosos da escuridão preferindo este do que a luz, pois os caminhos escuros  são mais largos, fáceis e  de uma forma ou de outra confortáveis. Seguir o Cristo não é fácil, é um caminho árduo, mas é este caminho que nos leva a iluminação, aos caminhos da evolução para sermos partes de algo maior e para nós inimaginável, sermos partes da luz, seres de amor.

 

Deus conosco.
Paz, Luz e Harmonia.
Blog Jardim Espírita.

 






quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO DE EMMANUEL SOBRE O CARNAVAL

    Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.

    Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

    Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.

    Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.

    Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

    É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloquente atestado de sua miséria moral.




Fonte: Espírito Emmanuel. Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier - Julho de 1939. Revista Internacional de Espiritismo, Janeiro de 2001.




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A TAREFA DOS GUIAS ESPIRITUAIS

 



Os guias invisíveis do homem não poderão, de forma alguma, afastar as dificuldades materiais dos seus caminhos evolutivos sobre a face da Terra.

O Espaço está cheio de incógnitas para todos os Espíritos.

Se os encarnados sentem a existência de fluidos imponderáveis que ainda não podem compreender, os desencarnados estão marchando igualmente para a descoberta de outros segredos divinos que lhes preocupam a mente.

Quando falamos, portanto, da influência do Evangelho nas grandes questões sociológicas da atualidade, apontamos às criaturas o corpo de leis, pelas quais devem nortear as suas vidas no planeta. O chefe de determinados serviços recebe regulamentos necessários dos seus superiores, que ele deverá pôr em prática na administração. Nossas atividades são de colaborar com os nossos irmãos no domínio do conhecimento desses códigos de justiça e de amor, a cuja base viverá a legislação do futuro. Os Espíritos não voltariam à Terra apenas para dizerem, aos seus companheiros, das beatitudes eternas nos planos divinos da imensidade. Todos os homens conhecem a fatalidade da morte e sabem que é inevitável a sua futura mudança para a vida espiritual. Todas as criaturas estão, assim, fadadas a conhecer aquilo que já conhecemos. Nossa palavra é para que a Terra vibre conosco nos ideais sublimes da fraternidade e da redenção espiritual. Se falamos dos mundos felizes, é para que o planeta terreno seja igualmente venturoso. Se dizemos do amor que enche a vida inteira da Criação Infinita, é para que o homem aprenda também a amar a vida e os seus semelhantes. Se discorremos acerca das condições aperfeiçoadas da existência em planos redimidos do Universo, é para que a Terra ponha em prática essas mesmas condições. Os códigos aplicados, em outras esferas mais adiantadas, baseados na solidariedade universal, deverão, por sua vez, merecer ai a atenção e os estudos precisos.

O orbe terreno não está alheio ao concerto universal de todos os sóis e de todas as esferas que povoam o Ilimitado; parte integrante da infinita comunidade dos mundos, a Terra conhecerá as alegrias perfeitas da harmonia da vida. E a vida é sempre amor, luz, criação, movimento e poder.

Os desvios e os excessos dos homens é que fizeram do vosso planeta a mansão triste das sombras e dos contrastes.

Fluidos misteriosos ligam a Deus todas as belezas da sua criação perfeita e inimitável. Os homens terão, portanto, o seu quinhão de felicidade imorredoura, quando estiverem integrados na harmonia com o seu Criador.

Os sóis mais remotos e mais distantes se unem ao vosso orbe de sombras, através de fluidos poderosos e intangíveis. Há uma lei de amor que reúne todas as esferas, no seio do éter universal, como existe essa força ignorada, de ordem moral, mantendo a coesão dos membros sociais, nas coletividades humanas. A Terra é, pois, componente da sociedade dos mundos. Assim como Marte ou Saturno já atingiram um estado mais avançado em conhecimentos, melhorando as condições de suas coletividades, o vosso orbe tem, igualmente, o dever de melhorar-se, avançando, pelo aperfeiçoamento das suas leis, para um estágio superior, no quadro universal.

Os homens, portanto, não devem permanecer embevecidos, diante das nossas descrições.

O essencial é meter mãos à obra, aperfeiçoando, cada qual, o seu próprio coração primeiramente, afinando-o com a lição de humildade e de amor do Evangelho, transformando em seguida os seus lares, as suas cidades e os seus países, a fim de que tudo na Terra respire a mesma felicidade e a mesma beleza dos orbes elevados, conforme as nossas narrativas do Infinito.



Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier



Fonte: Livro Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier. Pelo Espírito Emmanuel


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

BEM-VINDO 2026

             



Que este novo ciclo de contagem de tempo que inicia-se no Planeta Terra, seja abençoado pelo Criador...

 

Que o ano de 2026 seja de bênçãos para a humanidade encarnada e desencarnada!

 

Que possamos ter saúde para trabalhar e desenvolver nossas atividades;

 

Que possamos ter trabalho para nosso sustento na matéria, e nãos ermos pesados a ninguém, assim como para nosso desenvolvimento intelectual e moral;

 

Que possamos sorrir muito;

 

Que possamos desenvolver mais o amor e a caridade;

 

Que possamos aprender e vivenciar cada vez mais os ensinamentos de Jesus;

 

Que possamos respeitar e dar mais valor a natureza;

 

Que possamos ir em busca de mais aprendizados, e para compartilha-los com todos que quiserem;

 

Que possamos ter mais compreensão e tolerância para com o próximo;

 

Que as dificuldades que venham aparecer, que sirvam para o nosso desenvolvimento espiritual, e para o crescer de nossa fé;

 

Que as pessoas que praticam a violência permitam-se serem tocadas pelo amor de Jesus e deem mais respeito a vida;

 

Que as famílias desunidas encontre a paz e o equilíbrio;

 

Que os doentes e seus cuidadores tenham força e perseverança para superar a provação;

 

Que possamos trabalhar cada vez mais para o bem, sermos fonte de amor, de luz, de caridade, de acordo com a nossa capacidade;

 

Que possamos ter perseverança em nossos compromissos e trabalhos assumidos;

 

Que possamos construir a paz interior para sermos pontos de luz no planeta Terra...

 

Que possamos seguir nossas inspirações, realizar nossos objetivos, ser fiel a nossa consciência; que possamos fazer brilhar nosso caminho em 2026, plantar cada vez mais o amor e o bem...

 

Que possamos praticar de acordo com nosso desenvolvimento e nível espiritual os ensinamentos de Mestre Jesus, cada vez mais!

 

        Desejo um saudável e feliz 2026! Agradeço por estarmos juntos, e que vibremos todos para que a humanidade possa ter um ano de paz, tranquilidade e equilíbrio!

 

        Que 2026 seja iniciado e que permanecemos sob a Luz do nosso Divino Mestre Jesus, com as bênçãos de Deus e o amparo dos Bons Espíritos.

 

      BEM VINDO 2026!!!!!!

 

Vibremos pela saúde, pelo amor, pela fraternidade, por proteção, pela paz!

Luz e boas vibrações!

Amor à todos os seres!

 

Deus conosco.
Paz, Luz e Harmonia.
Blog  Jardim Espírita.

 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

ROGATIVA DE NATAL


Senhor Jesus!

Quando chegaste à Terra, através dos panos da manjedoura, aguardava-te a Escritura como sendo a luz para os que jazem assentados nas trevas!...

E, em verdade, Senhor, as sombras dominavam o mundo inteiro...

Sombras no trabalho, em forma de escravidão...

Sombras na justiça, em forma de crueldade...

Sombras no templo, em forma de fanatismo...

Sombras na governança, em forma de tirania...

Sombras na mente do povo, em forma de ignorância e de miséria...

Pouco a pouco, no entanto, ao clarão de tua infinita bondade, quebraram-se as algemas da escravidão, transformou-se a crueldade em apreciáveis direitos humanos, transmudou-se o fanatismo em fé raciocinada, converteu-se a tirania em administração e, gradualmente, a ignorância e a miséria vão recebendo o socorro da escola e da solidariedade.

Entretanto, Senhor, ainda sobram trevas no amor, em forma de egoísmo!

Egoísmo no lar...

Egoísmo no afeto...

Egoísmo na caridade...

Egoísmo na prestação de serviço...

Egoísmo na devoção...

Mestre, dissipa o nevoeiro que nos obscurece ainda os horizontes e ensina-nos a amar como nos amaste, sem buscar vaidosamente naqueles que amamos o reflexo de nós mesmos, porque, somente em nos sentindo verdadeiros irmãos uns dos outros, é que atingiremos, com a pura fraternidade, a nossa ressurreição para sempre.



Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier.



Fonte: Livro Antologia Mediúnica Do Natal. Espíritos Diversos. Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

PSICOMETRIA

                                 
 
        Psicometria é a faculdade mediúnica pela qual o médium, em contato com objetos, pessoas ou lugares relacionados com acontecimentos passados, sintoniza-se de tal maneira com eles, descrevendo-os com precisão. Alguns autores espíritas, inclusive, incluem não apenas o passado, mas também o presente e o futuro, na abrangência de informações precisas sobre particularidades e fenômenos ligados a objetos, lugares e pessoas, próximas ou distantes, encarnadas ou desencarnadas.

        Esta forma especial de vidência se caracteriza pela circunstância de desenvolver-se no campo mediúnico uma série de visões de coisas passadas, desde que seja posto em presença do vidente um objeto qualquer ligado aquelas cenas.

        Apresentando-se, por exemplo, ao vidente, um pedaço de madeira, poderá ele ver de onde ela proveio, onde foi a madeira cortada, por quem foi trabalhada, de que construção fez parte e tudo o mais que com ela se relacione. Os fatos relacionados com a vida dos objetos, indivíduos ou das coletividades, gravam-se indelevelmente na luz astral, em registros etéreos e se arquivam em lugares ou repartições apropriadas do Espaço, sob a guarda de entidades responsáveis e, em certos casos, podem ser consultados ou revelados a espíritos interessados na rememoração do passado.

        Segundo se diz, o célebre romance Últimos Dias de Pompéia de Lord Bulver Litton, foi escrito dessa maneira: visitando o escritor, as ruínas daquela extinta cidade, tomou de um fragmento de tijolo e, usando-o como polarizador, viu desenrolar-se no seu campo de vidência, todos os acontecimentos ligados à destruição da cidade.

        André Luiz, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier no livro Nos Domínios da Mediunidade, servindo-se da orientação do Espírito instrutor Áulus, define psicometria como registro, apreciação de atividade intelectual, mas, especificamente, reportando-se aos trabalhos mediúnicos, designa a faculdade de ler impressões e recordações ao contato com objetos comuns. Nas palavras do instrutor Áulus, o nosso pensamento espalha as nossas próprias emanações em toda parte a que se projeta. Dessa forma, deixamos vestígios espirituais, por onde passamos e tais vestígios podem ser percebidos por Espíritos de acordo com suas possibilidades evolutivas.

        Em se falando dos encarnados, por médium que detenha a faculdade dessa leitura. Cada objeto pode, pois, ser um mediador para se entrar em relação com as pessoas que por ele se interessaram e até a registros de fatos da Natureza. De tudo se impregna a matéria inanimada. Assim como o paleontologista pode reconstituir determinadas peças da fauna pré-histórica por um simples osso encontrado a esmo5, é possível, a partir de objetos, se descobrir traços das pessoas que os retiveram ou de fatos de que foram testemunhas. Tudo através das vibrações da energia que eles guardam em si.

        Os simples objetos do nosso cotidiano, da cadeira que ocupamos em nosso posto de trabalho aos adornos e a tudo que nos serve no lar, impregnamos com nossas vibrações. Assim, quem detenha possibilidade de captar tais registros poderá sentir os reflexos do que somos, as marcas de nossa individualidade e poderá se sentir bem ou mal, emocional e momentaneamente, conforme seja o padrão moral dos registros identificados.

        O possuidor de um objeto impregna neste uma “influência” real, a qual o ojeto tem a propriedade de receber e reter toda espécie de vibrações e emanações físicas, psíquicas e vitais.



Fonte: livros - Mediunidade. Edgard Armond. Cap. 9.
                       - Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier.




segunda-feira, 8 de setembro de 2025

GRAVAÇÕES ETÉREAS E VIDÊNCIA NO TEMPO

    


    Todos os fatos da vida universal, individuais ou coletivos, gravam-se indelevelmente na luz etérea, e por essas gravações tais fatos podem ser reproduzidos em qualquer tempo.

    Tudo o que fazemos fica registrado na Luz Etérea.

    A vidência no tempo, permite o médium vê cenas representando fatos a ocorrer ou já ocorridos em outros tempos.

    Os fatos relacionados com a vida dos objetos, indivíduos ou das coletividades, gravam-se indelevelmente na luz astral, em registros etéreos e se arquivam em lugares ou repartições apropriadas do Espaço, sob a guarda de entidades responsáveis e, em certos casos, podem ser consultados ou revelados a espíritos interessados na rememoração do passado.

    Opera, então, em pleno domínio quadrimensional. Ele está no Tempo, que é a sucessão interminável dos eventos. Abrem-se aí, para o médium, as regiões pouco determinadas em que existem os registros da eternidade (akásicos), os quais, desfilando à sua frente, dar-lhe-ão como uma fita cinematográfica, a visão nítida e sequente de acontecimentos passados e futuros.

    Colocados em um “ângulo de tempo”, isto é, em “um momento”, entre dois ciclos de tempo, seu olhar pode abarcar o que já foi e o que ainda vai ser, visto que, o futuro não está preparado, mas sim realizado constantemente no Tempo; as causas, passadas ou presentes, de forma que, colocado o médium vidente fora dessa linha de ligação entre dois pontos, pode abrangê-los de extremo a extremo.

    No primeiro caso, como se compreende, de coisas do passado, a visão é rememorativa e, no segundo, de coisas do futuro, é profética.

    Há ainda a observar que, neste caso de visão do Tempo, tanto pode o médium ser transportado em desdobramento à região ou ponto onde se encontram os clichês astrais, como podem ser estes projetados, pelos Espíritos instrutores, no ambiente em que se encontra o médium.



Fonte: Livro - Almas afins. Edgard Armond. Cap. 2 e 6.
            Livro - Mediunidade. Edgard Armond. Cap. 9.