Translate

sábado, 31 de outubro de 2020

PANDEMIA E CORAGEM

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

 

         Passado o primeiro período em que a pandemia da Covid-19 alastrou-se pelo mundo com as suas garras destruidoras, a pouco e pouco fomos acostumando-nos com a sua fome de vidas.

          Passamos a descuidar-nos do uso das máscaras, de lavar as mãos com sabão e com frequência, bem como manter-nos a distância necessária para evitar o contágio maligno.

         Estamos voltando aos velhos hábitos nas ruas, nos lugares nos quais se aglomeram grupos, sem nenhum cuidado com a saúde. Dá-me a impressão de que o terrível surto com o prolongamento da contaminação em todo o mundo aconteceu e estamos procurando esquecer essa tragédia que sacudiu a civilização sem aviso prévio. No entanto, a cada momento surgem dezenas de milhares de novos casos, resultado de contaminação quase generalizada, enquanto se discutem medicina e política, e as pessoas morrem quase na mesma proporção.

        Enquanto não chega a vacina que nos previne do mal, pessoas de alta responsabilidade ironizam, criticam o seu uso, expõem-se.

          Até poucos dias eram as alegrias da retirada dos hospitais de campanha por falta de pacientes, enquanto, neste momento, eles estão sendo convocados porque em muitas cidades o número de doentes surpreende médicos e cuidadores.

       As ruas estão cheias a toda hora, as pessoas mantêm os anteriores hábitos de abraçar-se e manter-se juntas, sem a menor responsabilidade pela sua e pela vida das demais criaturas.

         Graças a esse comportamento podemos avaliar a responsabilidade de administradores políticos e população, que não se dão conta da gravidade do momento, porque o mal prossegue avançando, e uma onda nova da enfermidade cruel está atingindo número expressivo de vítimas, que se sentem aturdidas.

       Informa-se que a Aids está matando mais do que a Covid, portanto, a esses não parecem necessários os cuidados preventivos para livrar-se do mal de ambas doenças.

        Não será a presença de um mal que justificará o aumento de outros males, especialmente na área da saúde pública.

          Tenhamos cuidado!

 

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 29 de outubro de 2020.

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

O ENCONTRO DE EURÍPEDES BARSANULFO COM JESUS

Assista ao vídeo da FEBTV | Federação Espírita Brasileira, narrando esta linda história. 



Visão de Eurípedes 


     Começara Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da mediunidade, em Sacramento, no Estado de Minas Gerais, a observar-se fora do corpo físico, em admirável desdobramento, quando, certa feita, à noite, viu a si próprio em prodigiosa volitação. Embora inquieto, como que arrastado pela vontade de alguém num torvelinho de amor, subia, subia... 

        Subia sempre. 

    Queria parar, e descer, reavendo o veículo carnal, mas não conseguia. Braços intangíveis tutelavam-lhe a sublime excursão. Respirava outro ambiente. Envergava forma leve, respirando num oceano de ar mais leve ainda... Viajou, viajou, à maneira de pássaro teleguiado, até que se reconheceu em campina verdejante. Reparava na formosa paisagem, quando não longe, avistou um homem que meditava, envolvido por doce luz. 

        Como que magnetizado pelo desconhecido, aproximou-se... 

       Houve, porém, um momento, em que estacou, trêmulo. 

       Algo lhe dizia no íntimo para que não avançasse mais... 

        E num deslumbramento de júbilo, reconheceu-se na presença do Cristo. 

       Baixou a cabeça, esmagado pela honra imprevista, e ficou em silêncio, sentindo-se como intruso, incapaz de voltar ou seguir adiante. 

        Recordou as lições do Cristianismo, os templos do mundo, as homenagens prestadas ao Senhor, na literatura e nas artes, e a mensagem d’Ele a ecoar entre os homens, no curso de quase vinte séculos... 

        Ofuscado pela grandeza do momento, começou a chorar... 

        Grossas lágrimas banhavam-lhe o rosto, quando adquiriu coragem e ergueu os olhos, humilde. 

        Viu, porém, que Jesus também chorava... 

     Traspassado de súbito sofrimento, por ver-lhe o pranto, desejou fazer algo que pudesse reconfortar o Amigo Sublime... Afagar-lhe as mãos ou estirar-se à maneira de um cão leal aos seus pés... 

        Mas estava como que chumbado ao solo estranho... 

        Recordou, no entanto, os tormentos do Cristo, a se perpetuarem nas criaturas que até hoje, na Terra, lhe atiram incompreensão e sarcasmo... 

        Nessa linha de pensamento, não se conteve. 

        Abriu a boca e falou suplicante: 

       - Senhor, por que choras? 

       O interpelado não respondeu. 

      Mas desejando certificar-se de que era ouvido, Eurípedes reiterou: 

      - Choras pelos descrentes do mundo? 

       Enlevado, o missionário de Sacramento notou que o Cristo lhe correspondia agora ao olhar. 

      E, após um instante de atenção, respondeu em voz dulcíssima: 

     - Não, meu filho, não sofro pelos descrentes aos quais devemos amor. Choro por todos os 
que conhecem o Evangelho, mas não o praticam... 

       Eurípedes não saberia descrever o que se passou então. 

      Como se caísse em profunda sombra, ante a dor que a resposta lhe trouxera, desceu, 
desceu... 

      E acordou no corpo de carne. 

      Era madrugada. 

     Levantou-se e não mais dormiu. 

    E desde aquele dia, sem comunicar a ninguém a divina revelação que lhe vibrava na consciência, entregou-se aos necessitados e aos doentes, sem repouso sequer de um dia, servindo até a morte.


Fonte: Livro -  A vida Escreve, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelo Espírito Hilário Silva. Capitulo 27 – A Visão de Eurípedes.
Vídeo da FEBTV | Federação EspíritaBrasileira.



quinta-feira, 15 de outubro de 2020

A PRIMEIRA MENSAGEM DE EURÍPIDES BARSANULFO

Eurípides Barsanulfo, transmitiu a sua primeira mensagem à Francisco Cândido Xavier, em 30 de abril de 1950. Trazendo uma mensagem de esperança, de consolação perante as dificuldades que a vida na matéria apresenta. Mensagem esta de 1950, que é atual, nos trazendo otimismo e fé, deste espírito inspirador. 




         Aos Companheiros de Ideal

         Aos queridos amigos do Triângulo Mineiro:

        A nossa marcha continua e, como sempre, irmãos meus, confirmo a promessa de seguir convosco até a suprema vitória espiritual.

        Os anos correm incessantemente, a morte estabelece apreciáveis modificações, as paisagens se transformam, todavia, nossa confiança em Deus permanece inabalável.

        Somos numerosa caravana em serviço das divinas realizações.

       Velhos amigos nossos, ouvindo-me a palavra, sentirão os olhos úmidos. Para vós que ainda permaneceis na Terra, a travessia dos obstáculos parece mais dolorosa. As saudades orvalhadas das lágrimas vicejam ao lado das flores da esperança. As recordações represam-se na alma. Alguns companheiros estacionaram em caminho, atraídos pelo engano do mundo ou esmagados pelo desalento; não foram poucos os que desanimaram, receosos da luta. Por isso mesmo, as dificuldades se fizeram mais duras, a jornada mais difícil.

        Mas a nós, que temos sentido e recebido a bênção do Senhor, no mais íntimo d’alma, não será lícito o repouso.

        Nossas mãos continuam enlaçadas na cooperação pelo engrandecimento da verdade e do bem, e minha saudade, antes de ser um sofrimento é um perfume do céu. No coração vibram nossas antigas esperanças e continuamos a seguir, a seguir sempre, no ideal de sublime unificação com o Divino Mestre.

        Tenhamos para com os nossos irmãos ainda frágeis, a ternura do amor que examina e compreende. As ilusões passam como os rumores do vento. Prossigamos, desse modo, com a verdade, para a verdade.

       Falando-vos em nome de companheiros numerosos da espiritualidade, assinalo a nossa alegria pelo muito que já realizasteis, no entanto, amigos, outras edificações nos esperam, requisitando-nos o esforço. É preciso contar com os tropeços de toda sorte. O obstáculo sempre serviu para medir a fé, e o espírito de inferioridade nunca perdoou as árvores frutíferas. Quase toda gente deixa em paz o arbusto espinhoso a fim de atacar a árvore generosa, que estende os ramos em frutos aos viajantes que passam fatigados. A sombra, muita vez, ameaçará ainda os nossos esforços, os espinhos surgirão, inesperadamente, na estrada, a incompreensão cruel aparecerá, de surpresa. Conservemos porém, a limpidez de nosso horizonte espiritual, como quem espera as dificuldades, convictos de que a vida real se estende muito além dos círculos acanhados da Terra. Guardando a energia de nossa união, dentro da sublimidade do ideal, teremos à frente o archote poderoso da fé que remove montanhas. Quando o desânimo vos tente, intensificai os passos na estrada da realização. Não esperemos por favores do mundo, quando o próprio Jesus não os teve. A paz na Terra, muitas vezes, não merece outro nome, além de ociosidade. Procuremos, pois a paz de Cristo que excede o entendimento das criaturas. Semelhante vitória somente poderá ser conquista através de muita renúncia aos caprichos que nos ameaçam a marcha. Não seria justo aguardar as vantagens transitórias do plano material, quando o trabalho áspero ainda representa a nossa necessidade e o nosso galardão.

        Jamais vos sintais sozinhos na luta. Estamos convosco e seguiremos ao vosso lado. Invisibilidade não significa ausência.

        O Mestre espera que façamos do coração o templo destinado à sua Presença Divina.

       Enche-vos o mundo de sombras? Verificam-se deserções, dissabores, tempestades? Continuemos sempre. Atendamos ao programa de Cristo. Que ninguém permaneça nas ilusões venenosas de um dia.

       Deste “Outro Lado” da vida, nós vos estendemos as mãos fraternas. Unindo-nos mais intensamente no trabalho, em vão rugirá a tormenta. Jamais vos entregueis à hesitação ou ao desalento, porque, ao nosso lado, flui a fonte eterna das consolações com o amor de Jesus Cristo.


Fonte:
Mensagem extraída do livro: Eurípedes – O Homem e a Missão, autora Corina Novelino, editora ide (Instituto de Difusão Espírita).



segunda-feira, 5 de outubro de 2020

EURÍPEDES BARSANULFO

            Grande nome do Espiritismo, Eurípedes Barsanulfo, tem uma história de vida inspiradora. Para começarmos a desbravar um pouco sobre a sua biografia, encontramos no livro “Eurípides, o Homem e a Missão”, de Corina Novelino, a revelação do Espírito Emmanuel feita a Chico Xavier, dizendo que nos tempos evangélicos Eurípides fora educado por Inácio, pupilo de João, o Evangelista, que se tornara grande propagador da Boa Nova. Adolescente ainda, Eurípides naquela reencarnação passada substituíra o Benfeitor na pregação na Palestina, onde também manteve contatos com João e fora martirizado.  Assim, temos uma pequena amostra da evolução espiritual de Eurípides Barsanulfo. Há quem afirme ainda que Eurípedes, fora a reencarnação do escravo Rufo, um cristão praticante que aparece no livro Ave Cristo, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.



            Eurípides Barsanulfo, foi um educador, político, jornalista e médium, um dos expoentes e pioneiros do Espiritismo no Brasil. Nasceu em 1º de maio de 1880, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais. E faleceu em 1º de novembro de 1918, aos 38 anos de idade, também na cidade de Sacramento.

                Os seus pais foram Hermógenes Ernesto de Araújo (Seu Mogico) e D. Jerônima de Almeida (Dona Meca), ambos a princípio, podres de haveres materiais, mas ricos de virtudes cristãs, as quais enchiam o lar honrado de alegria e paz. Eurípides foi o terceiro de 15 irmão, muito jovem ainda, teve de enfrentar as vicissitudes do lar, promovendo os meios de auxiliá-lo. Cresceu e viveu sempre ao lado de seus progenitores, para os quais foi um verdadeiro arrimo. Desde cedo, na sua infância, Eurípides já dava sinais de bondade e preocupação com as pessoas necessitadas, manifestando os nobres sentimentos de que era dotado, mostrando-se um menino admirável pela sua inteligência precoce, pela sua dedicação ao trabalho e ao estudo, com uma grande capacidade de aprendizagem.

 

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Música Espírita: É Fácil Amar

Música: É Fácil Amar
CD: Luz de Chrystal
Cantora: Helena Cristina




LETRA DA MÚSICA: É Fácil Amar


É fácil amar o teu amigo,
Também é fácil amar teu
Opressor,
Se pensares nele como 
Irmão, filho do mesmo
Senhor

Deus ama suas criaturas
Por igual sem distinção,
Por que tu também não podes
Amar a todos como irmãos?

Somos centelhas no universo,
Filhos do mesmo criador,
Em busca da evolução
De uma vida sem dor

Deus ama suas criaturas...

Ama muito teu amigo,
Ama também teu opressor
Pois, ele também é
Filho de Deus amor!

Deus ama suas criaturas ...

É fácil amar o teu amigo,
Também é fácil amar teu
Opressor,
Se pensares nele como
Irmão, filho do mesmo
Senhor

Deus ama suas criaturas....

Somos centelhas no universo,
Filhos do mesmo criador,
Em busca daa evolução
De uma vida sem dor

Deus ama suas criaturas...

Ama muito teu amigo,
Ama também teu opressor
Pois, ele também é
Filho de deus amor!

Deus ama suas criaturas.... Leieriroro...

Introdução

Deus ama suas criaturas...

Introdução

Leireriloro. 


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Pergunta de um Leitor: Sobre Colônias Espirituais e Júpiter

      Recebemos do nosso Amigo Leitor Marcos Magagnatto, o seguinte pedido:

Eu Gostaria De Saber Das Colônias Espiritual De Nosso Lar Alvorada Nova E Júpiter.



        Amigo Marcos Magagnatto,
        As informações a cerca de Júpiter que temos, é as que foram publicadas na Revista Espírita, por Allan Kardec, que nos informa sobre as habitações do Planeta Júpiter, não sendo colônias espirituais, mas sim como os seres que lá habitam vivem. Segue os links dessas postagens da Revista Espírita sobre as Habitações de Júpiter, que já foram postadas aqui no Blog Jardim Espírita, e assim sendo de uma fonte segura e confiável:


                                                Na Revista Espírita, edição de Agosto de 1858.



                                                HABITAÇÕES DO PLANETA JÚPITER
                                            Na Revista Espírita, edição de Agosto de 1858.



                            DESCRIÇÃO DA VIDA EM JÚPITER POR BERNARD PALISSY
                                             Na Revista Espírita, edição de Abril de 1858.



            Em relação a informações seguras sobre a Cidade Espiritual Nosso Lar, temos os livros de André Luiz, psicografados por Chico Xavier, são as fontes mais seguras. Sendo indicado para esse tema os livros: Nosso Lar, Os Mensageiros, Ação e Reação, Libertação, Entre a Terra e o Céu... Todos tratam de cidades, colônias e postos de socorro espirituais. Todos esses livros pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier. São ótimas as leituras, trazendo informações confiáveis. Abaixo segue os links das postagens em que já publicamos aqui no Blog Jardim Espírita sobre os temas das colônias espirituais:


                                               CIDADE ESPIRITUAL ALVORADA NOVA




                                                             Nosso Lar e Alvorada Nova




                                          COMO É A VIDA NAS COLÔNIAS ESPIRITUAIS?




                                             VIDA SOCIAL DOS DESENCARNADOS




        Outra coleção de livros em que fala sobre colônias e a vida no mundo espiritual e de informações confiáveis é a coleção do Espírito Patrícia, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, com os livros: Violetas na Janela, O Voo da Gaivota, Vivendo no Mundo Espiritual e A casa do Escritor.


        Amigo Leitor Marcos, espero que te ajudemos de alguma forma, pois essas são as informações em que temos no momento, informações de fontes confiáveis. É de extrema importância que busquemos fontes confiáveis e seguras para nos informarmos sempre.



segunda-feira, 21 de setembro de 2020

DÉJÀ VU NO ENTENDIMENTO DO ESPIRITISMO

            O termo Déjà vu é uma expressão da língua francesa que significa: “Já visto”. Em que descreve a reação psicológica da transmissão de ideias de que já se esteve naquele lugar antes, ou já se viu aquelas pessoas, ou outro elemento externo, ou já ter vivido certa situação presente, quando na realidade isto não era de conhecimento anterior. Em alguns casos ocorre a habilidade de predizer os eventos que acontecerão em seguida, o que é denominado premonição. Outras vezes, a pessoa pode determinar o tempo exato e o local onde a experiência original ocorreu. 

            Déjà vu pode-se descrever como uma sensação desencadeada por um fato presente, que faz com que quem o sofra lhe pareça estranhamente que já presenciara aquela especifica situação, quando, em verdade, não o fizera. Ao verdadeiro déjà vu o sentimento, a sensação de estranheza é indispensável, de que se está vivenciando uma experiência do passado. Pode-se sentir um pouco confuso, ou indeciso, ou triste por sentir que a memória já não tem a limpidez de outros tempo, mas isso é natural; o sentimento associado ao déjà vu clássico não é o de confusão ou de dúvida, mas sim o de estranheza. Tem-se a sensação esquisita de estar revivendo alguma experiência passada, sabendo que é materialmente impossível que ela tenha algum dia ocorrido. 


Explicação científica
            O cérebro possui vários tipos de memória, como a imediata, responsável, por exemplo, pela capacidade de repetir imediatamente um número de telefone que é dito e logo em seguida esquecê-lo; a memória de curto praz, que dura algumas horas ou dias, mas que pode ser consolidada; e a memória de longo prazo, que dura meses ou até anos, exemplificada pela aprendizagem de uma língua. O déjà vu ocorre quando há uma falha cerebral: os fatos que estão acontecendo são armazenados diretamente na memória de longo ou médio prazo, sem passar pela memória imediata, o que nos dá a sensação de o fato já haver ocorrido. 

           Freud dizia que o déjà vu resultava da lembrança de desejos inconscientes ou fantasias do passado que eram ativadas pela situação presente. Também o déjà vu poderia ser uma autodefesa, ou seja, nosso inconsciente processava a informação de que aquilo já havia acontecido, por isso, não devia temer, pois já havia passado por aquela experiência anteriormente.


Explicação espiritual
            Com base nos ensinamentos do Espiritismo o déjà vu são lembranças de momentos vividos em outras vidas. E essas lembranças conseguem retomar à nossa mente quando vemos alguma imagem, ouvimos um som, sentimos um cheiro ou sentimos uma sensação. Nossas lembranças não são apagadas, ficam armazenadas em nosso espírito. Assim, o déjà vu permite acessar informações de outras encarnações. É o encontro do passado com o presente.

            Joanna de Ângelis explica que: “ O Ser real é constituído de corpo, mente e espírito. Dessa forma, uma abordagem psicológica pode ser verdadeiramente eficaz deve ter uma visão holística do ser, tratando de seu corpo (físico e periespirítico), de sua mente (consciente, inconsciente e subconsciente) e de seu espírito imortal que traz consigo uma bagagem de experiências anteriores à presente existência e está caminhando para a perfeição Divina.”

            Hans Holzer, em seu livro Vida Além Vida, descreve o seguinte: “A maioria dessas experiências déjà vu pode ser explicada com base na precognição. Uma experiência é prevista e não é registrada na hora. Mais tarde, quando a experiência se torna uma realidade objetiva e a pessoa passa por ela, de repente lembra-se “em um piscar de olhos” que já a conhecia. Em outras palavras, a maioria das experiências déjà vu nada mais são do que incidentes precógnitos esquecidos. Contudo, existe uma pequena parte dessas experiências que não pode ser explicada dessa maneira. Entre elas está em ir a uma cidade ou uma casa pela primeira vez e prever com exatidão como é a casa ou a cidade – a ponto até de conhecer os cômodos, os móveis, a disposição de objetos e outros detalhes que estão muito além do âmbito da proconição normal. (...) Em geral, as experiências precógnitas são parciais e enfatizam certos pontos notáveis, talvez alguns detalhes, mas nunca todo o quadro. Quando o número de detalhes lembrado torna-se muito grande, temos que desconfiar sempre de que se trata de lembranças de uma encarnação passada.

            Ainda no livro de Hans Holzer, ele descreve a experiência déjà vu de um soldado: “durante a Segunda Guerra Mundial, um soldado se viu na Bélgica. Enquanto seus companheiros se perguntavam como entrar em determinada casa em uma cidadezinha daquele país, ele lhes mostrou o caminho e subiu a escada à frente deles, explicando, enquanto subia, onde ficava cada cômodo. Quando, depois disso, lhe perguntaram se havia estado ali antes, ele negou, dizendo que nunca havia deixado seu lar nos Estados Unidos, e estava dizendo a verdade. Não conseguia explicar como, de repente, se vira dotado de um conhecimento que não possuía em condições normais”.

            Deve-se ter cuidado para que uma ilusão não se confunda com uma experiência déjà vu. O termo déjà vu se tornou popular dando amplo sentido a tudo que nos parece familiar. A experiência déjà vu é muito profunda e o sentimento é de estranheza. Devem ser separadas, as teorias de reencarnação, sonhos ou desdobramentos, das teorias de desejos inconscientes, fantasias do passado, mecanismo de autodefesa, ilusão epiléptica, entre outras, para melhor discernimento do que realmente é um déjà vu e o que é apenas uma ilusão de nossa imaginação fértil.


Fonte: Revista Cristã de Espiritismo,edição 35.

           Wikipedia

           Blog Letra Espírita



terça-feira, 8 de setembro de 2020

HISTÓRIA DE SUICÍDIO POR CIÚMES

Estamos no setembro amarelo, mês de prevenção contra o suicídio. E como espíritas temos a convicção de que a morte não é o fim, a vida continua.

No livro Sexo e Consciência, Divaldo Franco, organizado por Luiz Fernando Lopes. Divaldo Franco relata a seguinte história sobre suicídio, que nos leva a refletir sobre como as ilusões do mundo físico nos entorpece, podendo a nos levar a atos como o suicídio.

Em uma oportunidade eu tive notícias de um suicídio que me impressionou muito. Desde então comecei a orar por aquela pessoa desconhecida. Era uma jovem senhora que tirou a própria vida quando descobriu que o marido tinha uma amante.                      

Dez anos depois, em um momento de oração e meditação, ela me apareceu e contou-me o seu sofrimento no mundo espiritual, ainda demonstrando profundo desespero.

Vinte anos mais tarde ela veio ao meu encontro novamente. Já estava mais serena, embora estivesse amargurada devido a uma dolorosa constatação. Após as dores excruciantes da substância tóxica que havia ingerido, ela agora vivia as dores morais, ao observar os filhos que deixou na orfandade e a mãezinha que enlouqueceu de dor. Porque o suicida não mata somente ele. Mata também aqueles que o amam. E um ato de vingança contra os outros e contra a sociedade, que expõe as feridas não cicatrizadas de um drama psicológico de alta complexidade.

Profundamente entristecida, ela me concedeu o seguinte depoimento:

— Divaldo, o que mais me dói é a raiva que eu tenho de mim mesma! Eu me matei por ciúmes daquele homem! Nesses vinte anos em que estou do lado de cá eu nunca mais o tinha visto. Agora que estou lúcida, fui recentemente atraída até ele. E confesso-lhe que tive dificuldades de reconhecê-lo. Ele está com setenta anos, com mal de Parkinson, envelhecido e com clemência em fase avançada. Parece uma bola de carne de tão deteriorado e doente! Então eu pensei: “Meu Deus! Foi por causa dessa coisa que eu me matei? Eu merecia agora um castigo ainda maior! Onde está aquele homem lindo, sedutor, sexualmente atraente, másculo e confiante?!”.

Essa é uma importante lição para vermos como a juventude e o corpo são ilusões que o tempo dilui.

 

Fonte: Livro – Sexo e Consciência, Divaldo Franco, organizado por Luiz Fernando Lopes.



sábado, 22 de agosto de 2020

VIDA SOCIAL DOS DESENCARNADOS

- Como se apresenta a vida social dos Espíritos desencarnados?

- No plano espiritual imediato à experiência física, as sociedades humanas desencarnadas, em quase dois terços, permanecem naturalmente jungidas, de alguma sorte, aos interesses terrenos.

Egressas do próprio mundo em que se lhes tramam os elos da retaguarda, quando não se desvairam nas faixas infernais, igualmente imanizadas ao planeta de que se originam, trabalham com ardor não só pelo próprio adiantamento, como também no auxílio aos que ficaram.

Naturalmente as lamas que constituem a percentagem a que nos referimos, distanciadas ainda do aprimoramento ideal, procuram aperfeiçoar em si mesmas as qualidades nobres menos desenvolvidas, buscando clima adequado que lhes favoreça o trabalho.

Convictas de que tornarão à Terra para a solução dos problemas que lhes enevoam ou afligem o campo íntimo, situam-se em tarefas obscuras junto aos semelhantes, encarnados ou desencarnados, quando se reconhecem vitimadas pela vaidade ou pelo orgulho que ainda lhes medram no seio, e localizam-se em aprendizados valiosos da inteligência, vendo-se inábeis para os serviços especializados do pensamento, não obstante os talentos sentimentais que já entesourem consigo.

Quase todas, no entanto, obedecem aos ditames do amor ou do ideal que lhes inspiram a consciência.

Aglutinam-se em verdadeiras cidades e vilarejos, com estilos variados, como acontece aos burgos terrestres, característicos da metrópole ou do campo, edificando largos empreendimentos de educação e progresso em favor de si mesmas e em benefícios dos outros.

As regiões purgativas ou simplesmente infernais são por elas amparadas, quanto possível, organizando-se aí, sob o seu patrocínio, extensa obra assistencial.

No plano físico, a equipe doméstica atende à consanguinidade em que o vínculo é obrigatório, mas, no plano extrafísico, o grupo familiar obedece à afinidade em que o liame é espontâneo.

Por isso mesmo, na esfera seguinte à condição humana, temos o espaço das nações, com as suas comunidades, idiomas, experiências e inclinações, inclusive organizações religiosas típicas, junto das quais funcionam missionários de libertação mental, operando com caridade e discrição para que as ideias renovadoras se expandam sem dilaceração e sem choque.

Com esses dois terços de criaturas ainda ligadas, desse ou daquele modo, aos núcleos terrenos, encontramos um terço de Espíritos relativamente enobrecidos que se transformam em condutores da marcha ascensional dos companheiros, pelos méritos com que se fazem segura instrumentação das esferas superiores.

 

Fonte: Livro – Evolução em Dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira. Segunda Parte. Capítulo 7.



sábado, 15 de agosto de 2020

O LIVRO DOS ESPÍRITOS: DIVERSIDADE DAS RAÇAS HUMANAS

*As respostas são dos Espíritos Superiores,

LIVRO PRIMEIRO / AS CAUSAS PRIMEIRAS
CAPÍTULO III – CRIAÇÃO

 

52 – De onde vêm as diferenças físicas e morais que distinguem as variedades de raças humanas sobre a Terra?
- Do clima, da vida e dos costumes. O mesmo ocorre com dois filhos da mesma mãe que, educados um longe do outro e diferentemente, não se assemelham em nada quanto ao moral.

53 – O homem nasceu sobre diversos pontos do globo?
- Sim, e em épocas diversas, e isso é uma das causas da diversidade de raças; depois os homens, em se dispersando sob diferentes climas e aliando-se a outras raças, formaram os novos tipos. 

- Essas diferenças constituem espécies distintas?
- Certamente que não, todos são da mesma família; as diferentes variedades de um mesmo fruto impedem que pertençam à mesma espécie?

54 – Se a espécie humana não procede de um só, os homens devem deixar por isso de se reconhecerem como irmão?
- Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo espírito e tendem ao mesmo fim. Quereis sempre tomar as palavras, literalmente.