Translate

sexta-feira, 31 de julho de 2020

O LIVRO DOS ESPÍRITOS: POVOAMENTO DA TERRA. ADÃO.

*As respostas são dos Espíritos Superiores,

 LIVRO PRIMEIRO / AS CAUSAS PRIMEIRAS
CAPÍTULO III – CRIAÇÃO

 

50 – A espécie humana começou por um só homem?
- Não; aquele a quem chamais de Adão não foi o primeiro, nem o único que povoou a Terra.

 

51 – Podemos saber em que época viveu Adão?
- Mais ou menos na que assinalais: aproximadamente 4000 anos antes de Cristo.

NOTA DE KARDEC: O homem, cuja tradição se conservou sob o nome de Adão, foi um dos que sobreviveram, em certo país, após alguns dos grandes cataclismos que, em épocas diversas, perturbaram a superfície do globo e veio a ser o troco de uma das raças que hoje o povoam. As leis da natureza se opõem a que os progressos da Humanidade, constatados muito tempo antes de Cristo, tenham-se cumprido em alguns séculos, se o homem não estivesse sobre a Terra depois da época assinalada para a existência de Adão. Alguns consideram, e com muita razão, Adão como um mito ou uma alegoria, personificando as primeiras idades do mundo.





quarta-feira, 29 de julho de 2020

MENSAGEM: CORTE ISSO

A existência na Terra é comparável a um filme que você está protagonizando.

O diretor e o intérprete se conjugam em você mesmo, porque a objetiva da livre escolha jaz em suas mãos, tanto quanto as imagens da película são arquitetadas por seus próprios pensamentos.

Atenda aos seus encargos, tão bem quanto lhe seja possível.

Muitos episódios e trechos inconvenientes podem ser evitados para que se lhe destaque a excelência do trabalho:

Lembranças amargas;

Ideias de vingança; ressentimentos;

Desilusões; prejuízos e fracassos;

Doenças e tristezas;

Irritação e azedume;

Condenação e queixa;

Cólera e impaciência;

Reclamações...

Quando qualquer desses lances vier a surgir em seu caminho ou em sua imaginação, corte isso.

Converta a sombra em luz, na vivência da esperança e do bem, e arrede de você tudo o que lhe possa tisnar a tranquilidade, porque em futuro próximo ou menos próximo, o seu filme estará na tela da verdade e as suas escolhas vão passar.


Pelo Espírito André Luiz.
Psicografia de Chico Xavier.

 

Fonte: Livro – Taça de Luz.




domingo, 26 de julho de 2020

CONVIDAR OS POBRES E OS ESTROPIADOS

                Ele disse também aquele que o havia convidado: Quando derdes a jantar ou a ceiar, para isso não convideis nem vossos amigos, nem vossos irmãos, nem vossos parentes, nem vossos vizinhos que serão ricos, de medo que eles vos convidem em seguida, a seu turno, e que, assim, retribuam o que haviam recebido de vós. Mas quando fizerdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos; e estareis felizes porque não terão meios para vo-lo retribuir; porque isso vos será retribuído na ressurreição dos justos.

                Um daqueles que estavam à mesa, tendo ouvido essas palavras, lhe disse: Feliz aquele que comer do pão no reino de Deus! (São Lucas, cap. XIV, v de 12 a 15).

 


“Quando fizeres um festim, disse Jesus, para ele não convideis os vossos amigos, mas os pobres e os estropiados.” Estas palavras, absurdas se tomadas ao pé da letra, são sublimes se nelas se procura o espírito. Jesus não podia ter querido dizer quem em lugar dos amigos, é preciso reunir à sua mesa os mendigos da rua; sua linguagem era quase sempre figurada, e a homens incapazes de compreenderem as nuanças delicadas do pensamento, seria preciso imagens fortes, produzindo o efeito de cores berrantes. O fundo do pensamento se revela nessas palavras: “Sereis felizes porque não terão meios para vo-lo retribuir”; quer dizer que ao se deve fazer o bem com vistas a uma devolução, mas pelo único prazer de fazê-lo. Para dar uma comparação surpreendente, disse: Convidai para os vossos festins os pobres, porque sabeis que estes não poderão nada vos retribuir; e por festins é preciso entender, não o repasto propriamente dito, mas a participação na abundância de que desfrutais. 

Estas palavras podem, entretanto, também receber sua aplicação num sentido mais literal. Quantas pessoas não convidam à sua mesa senão aqueles que podem, como dizem, lhes honrar, ou que podem convidá-las, a seu turno! Outras, ao contrário, encontram satisfação em receber aqueles de seus parentes ou amigos que são menos felizes; ora, quem é que não os possui entre os seus? É, por vezes, prestar-lhes um grande serviço sem aparentá-lo. Estes, sem irem recrutar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e se sabem dissimular o benefício por uma sincera cordialidade.

 

Fonte: livro -  O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. XIII. Itens 7 e 8.


sexta-feira, 17 de julho de 2020

MENSAGEM: PRESENÇA DA CRUZ

                

                Ela representa mais que o madeiro da crucificação gerando diversas simbologias.

               A cruz, tão decantada nos meios cristãos, representa as lutas e desafios que nos convidam ao testemunho. Em observação à sua estrutura, apresenta-se ela fincada na terra, significando que está em contato com as dores do mundo, o lodaçal do sofrimento humano e a brutalidade das paixões e corrupções da carne.

              Ergue-se porém, em direção aos céus, remontando à concepção, que essas mesmas provações do mundo, bem sofrida, servirão de ponte para uma realidade mais bela, superiora.

             E também o contato do homem com sua dimensão espiritual, cuja natureza mais elevada busca a inspiração do Pai, em mecanismo de sustentação de forças pelo manancial que jorra da fonte Divina à alma que peregrina nos vales das lutas redentoras.

            A trava que se estende horizontalmente significa ainda que, mesmo sob o jugo de lancinantes dores, sob o guante das ríspidas batalhas, os braços do discípulo da luz devem encontrar-se abertos para a vida, abraçando a abençoada existência na carne e simbolizando o abraço que deve ofertar às dores do próximo, aconchegando-o na concha do coração.

            Quando te sentires em plena crucificação dos teus anseios de felicidade e paz, rememora o grande Sacrificado, entende a cruz das tuas lições, amplia a abertura dos teus braços e abraça até os que, porventura, sejam veículos de teu sofrimento.

            Necessitamos, todos, das luminosas experiências muitas vezes dilacerantes, estendendo nossas forças íntimas para o futuro, no acrisolamento da Sabedoria espiritual.

           Cala qualquer revolta, silencia qualquer exigência, entrega-te à oração e serve, ainda sob o peso do teu madeiro.

           Sentirás sublime acalanto balsamizar-te as feridas do sacrifício e a cantiga do infinito abrindo-te, na acústica da alma, as estradas da felicidade, acima de todos os óbices e obstáculos.

           Perante tua cruz, não retrocedas nem capitules. Ama e aguarda.

 

Fonte: livro - Presença de Jesus. Caminhos da Sabedoria. Psicografado por Frederico Menezes. Ditado pelo Espírito Marta. Mensagem na Presença da Cruz.

 


quinta-feira, 9 de julho de 2020

A MISSÃO PROFÉTICA DO CORONAVÍRUS

A matéria a baixo é da Revista Reformador, da Federação Espírita Brasileira, ano 138, nº 2.295, junho 2020, sendo a matéria de capa.




A MISSÃO PROFÉTICA DO CORONAVÍRUS

“Nada temais, pequenino rebanho: aprouve ao Senhor Deus vos dar o seu Reino.” – Jesus (Lucas,12:32) 

////////////////////////////////////////////////

Mário Frigéri

 

        Este artigo contem um breve relato histórico da evolução de nosso planeta e de sua Humanidade, desde sua criação aos dias presentes, tendo por objetivo explicar a razão de estar ocorrendo em todos os seus quadrantes o atual surto de coronavírus. A explanação não tem o rigor de um trabalho científico e, em suas referencias, cita fontes gerais e não especificas, pois se funda na fé e no conhecimento doutrinário e espiritual, que estão muito acima das comprovações requeridas pelo intelecto humano, sempre falível em seus fundamentos, não obstante sua pretensa precisão matemática. Contamos, pois, com a compreensão do leitor, que deverá entender esta abordagem como uma das muitas possíveis para intrincado problema.

 

JESUS É COCRIADOR DA TERRA COM DEUS
    1. Jesus criou este planeta por agregação atômica há aproximadamente quatro bilhões e setecentos milhões de anos, revestiu-o de vida vegetal e animal, e colocou nele o homem, ou seja, esta Humanidade que aqui se encontra até hoje. Pela lei da reencarnação, a Humanidade que aqui está, desde o primeiro homem que habitou o mundo, é a mesma que aqui permanecerá até o dia em que o planeta desaparecer no Universo, por dissolução atômica. Isto deverá ocorrer talvez daqui a oito bilhões de anos, como explano em meu livro O Homem – da caverna à vida eterna, com forte embasamento científico, filosófico e religioso.

 

O HOMEM TEM UM ESPÍRITO IMORTAL 
    2. O homem – que é mortal e, em cada encarnação, nasce num corpo gerado pela união de um espermatozoide com um óvulo – tem um Espírito imortal, que nasceu das mãos de Deus, no Infinito, em um tempo que foge à nossa limitada compreensão intelectual. À medida que os corpos foram se multiplicando na Terra, os Espíritos, na mesma proporção, foram também trazidos gradativamente por Jesus de outros orbes do Universo, de onde precisaram ser excluídos por sua obstinação no mal.

 

A TERRA É HOSPITAL E PENITENCIÁRIA 
    3. A Terra é, portanto, um hospital e uma penitenciária ao mesmo tempo – hospital, porque todos os seus habitantes estão espiritualmente doentes; e penitenciária, porque todos estão impedidos de ascender a mundos mais felizes até a quitação de seus débitos cármicos perante a Lei Divina. Como Deus respeita o livre-arbítrio humano, não há prazo determinado para a regeneração e cura da Humanidade, e esse prazo pode durar ainda alguns  milhares de anos. A despeito disso e contrariado a própria palavra do Cristo, alguns formadores de opinião vêm, ao longo do tempo, estabelecendo datas de forma temerária para essa realização.

 

DEUS ENVIA MENSAGEIROS DE LUZ 
    4. Desde que há algumas dezenas de milênios começou a desabrochar na mente do homem as primeiras manifestações do raciocínio e da razão, Deus também começou a enviar-lhe Mensageiros de Amor e Luz que, de forma gradativa, lhe foram revelado a religião, a filosofia e a ciência que regem os Planos Superiores da Vida. A missão desses Emissários era acender luzes no espírito humano que lhe despertassem a alma para a fé, encurtassem o tempo de suas provas e expiações, e o conduzissem à sua quitação e plenificação espiritual.

 

JESUS VIVEU ENTRE NÓS 
    5. Essa estratégia da Misericórdia Divina culminou, há dois mil anos, com a vinda do Cristo ao nosso meio, para nos trazer o Evangelho Redentor, no qual se encontram semeadas e exemplificadas por nosso Divino Mestre todas as virtudes capazes de fazer do homem um anjo de luz. Essas virtudes, como diamante a faiscar perante nossos olhos, se contrapunham a todas as chagas morais que nos levaram, como Espíritos, a ser exilados na Terra: a humildade para eliminar a nossa soberba; a caridade para eliminar o nosso egoísmo; e a solidariedade para eliminar a guerra psíquica e física enraizada dentro de nós.

 

NÓS ESCARNECEMOS DE JESUS 
    6. E o que aconteceu? A Humanidade caiu de joelhos, em lágrimas, diante da presença do Cristo, agradecida por essa concessão da Bondade de Deus em prol de sua redenção? A Humanidade passou imediatamente a viver esses princípios sagrados, agarrando-se a eles como o naufrago se agarra a uma única tábua de salvação? Não. Não. Não. Mil vezes, não! Ela cuspiu no Evangelho, escarneceu do Mensageiro Sublime que o trouxe e, com instinto carniceiro, o levou à ignomínia da cruz. E não satisfeita com isso, para deixar patente sua repulsa à interferência de Deus nos negócios humanos, assumindo um debito cármico terrível perante a Vida, rogando que o sangue d’Aquele Justo caísse sobre si e seus descendentes para sempre. E esse sangue, de que estão retintas nossas mãos, está caindo sobre o mundo até hoje.

 

HOJE NÓS TEMOS O EVANGELHO 
    7. E não se diga que isto aconteceu por culpa de romanos e judeus, e que nós nada temos com esse infausto acontecimento. Seria o mais grosseiro sofisma. Na esteira da História, nós somos aqueles romanos e judeus. Pela lei da reencarnação, nós é que estávamos lá esbravejando contra o Cristo. E hoje, dois mil anos depois, ainda permanecemos em situação pior que a deles, porque eles, até aquela data, não tinham as lições do Evangelho para nortear as suas ações. Mas nós, faz dois mil anos que temos o Evangelho diante de nossos olhos, sempre lembrado e recitado, mas não praticado nem vivido, pois isto demandaria uma reforma espiritual dificultosa que o ser humano não quer enfrentar nem assumir. Não temos, portanto, desculpas.

 

A GANÂNCIA TEM ENCEGUECIDO O HOMEM 
    8.  Hoje, o mundo permanece absolutamente surdo à voz do Alto, envolvido pela trama da treva e voltado somente para o poder, o sexo, a droga, o enriquecimento material, a diversão que anestesia a mente, as fantasias que embriagam o coração, e todas as formas de prazeres transitórios que a matéria lhe proporciona. As religiões que, em princípio deveriam ser o farol da Humanidade neste momento infeliz, também estão enceguecidas pela ganância, porque, com as louváveis exceções de praxe, vivem em sua maioria para extorquir seus adeptos financeiramente e subjugá-los espiritualmente.

 

DEUS MANDA SEUS MINISTROS À TERRA 
    9. Não é de admirar, portanto, que Deus ponha em ação seus Ministros Redentores, que existem para dar direção segura à Humanidade sempre que esta necessitar de correção em seus rumos. A meta é a redenção do homem, não a sua destruição; a renovação do planeta, não o seu fim. Para isso o arsenal de Deus está cheio de recursos a que nenhum poder humano pode se opor. Dentre esses recursos, podem ser citados os Quatro Cavaleiros do Apocalipse que, segundo os intérpretes mais acreditados, são a Luz, a Treva, a Doença e a Morte; os rebates de guerra das Sete Trombetas que, de tempos em tempos, a cada clarinada, revolvem as camadas da sociedade para arejá-las; e as Sete Taças com as Sete Últimas Pragas, uma delas despejada no ar e disseminada pela redondeza da Terra, talvez para atingir o homem na sua fonte de vida: a respiração.

 

O CORONAVÍRUS TEM MISSÃO REEDUCATIVA 
    10. É nossa firme convicção, com fundamento nas profecias bíblicas, que o coronavírus, em sua versão de Covid-19, não surgiu na Terra sem a determinação de Deus e não deixará a Terra sem a sua autorização. Ele tem uma importante missão reeducativa a cumprir e somente cessará essa atividade quando houver realizado integralmente a sua tarefa. Se, como revelou Jesus, não há um fio de cabelo de nossa cabeça que caia sem que Deus saiba, como é que vai cair um homem, milhares ou milhões de homens sem que Deus o permita? O vírus é sem dúvida terrível, mas não mais terrível que o carma virulento da Humanidade. Tudo isso encerra uma grande lição, muito bem lembrada pelo Apóstolo Paulo e ainda não assimilada pela mente infantil do ser humano: “Tudo aquilo que o homem semear, isto mesmo terá de colher”.

 

A HUMANIDADE SERÁ SEPARADA EM JOIO E TRIGO 
    11. Mas não nos iludamos quanto à resiliência da natureza humana. Quando Deus permitir à Ciência debelar o vírus de hoje – que deverá ocorrer em breve -, a Humanidade retornará à normalidade de seu curso. E então esquecerá a peste que a atormenta nos dias atuais e retornará também às ações irresponsáveis de antes, exatamente como o cão retorna ao vômito. Mas um dia que não vem longe, o gênero humano, por amadurecimento, estará separado em trigo e joio, segundo a parábola do Senhor. Nesse abençoado dia, Deus fará o banimento da Terra para planetas inferiores daquela parcela do mundo que permanecer impermeável às suas Diretrizes Divinas. Isto foi o que aconteceu no passado, de outros planetas para cá, e é o que acontecerá de novo, daqui para planetas mais primitivos, porque a História se repete nas regiões inferiores do Universo. É o que diz Jesus, em suas parábolas do Evangelho (que muitos leram e poucos entenderam), e é  o que diz também em suas profecias do Apocalipse (que poucos leram e nada entenderam). Só restará um pequeno rebanho que, em face de um Novo Céu e uma Nova Terra, dará início a uma nova e gloriosa fase na História da Humanidade.

 

FÉ E CARIDADE SÃO A SALVAGUARDA DO HOMEM 
    12. A fé em Deus, no Cristo e no Espírito Santo ou Paráclito, e a prática permanente da caridade nos seus aspectos físicos, moral e espiritual são a salvaguarda dos verdadeiros operário do Bem neste mundo, o único antídoto para o pânico que está tomando conta da Humanidade neste momento. Deus não tem religião. Os Mandamentos Divinos encontram-se revelados no seio das principais religiões, em muitas correntes filosóficas e em partes mais saudáveis da Ciência. E como Deus é justo e dá a cada um segundo suas obras, a vivência desses princípios em qualquer tempo ou lugar, por crentes e ateus, é que dará segurança a cada um, situando-o dentro de um casulo magnético protetor que o isolará de qualquer ataque a que não faça jus. Tudo o que há de bom já está em trânsito entre Deus e nós.

 

JESUS É O FAROL QUE RESPLANDECE NAS TREVAS

        13. Que as palavras do Cristo, portanto, sejam o nosso farol no momento grave que estamos vivendo. Primeiro, Jesus falando ao Pai Celestial e revelando que nem todos no mundo cerrarão fileiras ao seu lado na hora da Transição Planetária: 1. Pai, Eu não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste do mundo, porque são teus. 2. E Eu não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal [João, 17:9 e 15].
        E agora, Jesus falando a cada um de nós e revelando que Fé, Amor e Boas Obras são o diferencial para a nossa segurança e salvação: 1. Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto, Ele limpa, para que dê mais fruto ainda. 2. Como o Pai me amou, também Eu vos amei; permanecei no meu amor [João, 15:1,2 e 9]. 3. [...] No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo: Eu venci o mundo. 4. Não se turbe, portanto o vosso coração nem se arreceie, porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo [João, 16:33; 14:27; Mateus, 28:20].

 

COM JESUS SOMOS INVENCÍVEIS

        14. Jesus declarou que o Reino de Deus está dentro de nós. Elevemos então a Ele esta súplica, nesta hora gravíssima para a Humanidade: “Senhor Jesus, permite que o Reino de Deus que existe dentro de mim esteja conectado ao Reino de Deus que existe dentro de ti, a fim de sermos um, como tu desejas no teu Evangelho”. E completemos nossa sintonia espiritual com o Cristo por meio desta chave luminosa de Casimiro Cunha: “O mundo faz vencedores, mas Jesus faz invencíveis”.
        Chico Xavier contou, certa vez, que um aprendiz, chegando perto de um pastor de ovelhas, perguntou:
-
Se uma ovelha cair na fossa, o que você fará?
Eu a retiro da fossa e levo comigo – respondeu o pastor.
    - Mas e se a ovelha se machucar, se estiver ferida? – tornou o aprendiz.
Eu a curo, e mesmo se estiver sangrando, ei a carrego – retrucou o pastor.
aprendiz pensou demoradamente e indagou, por fim:
Mas e se a ovelha fugir para muito longe, léguas e léguas?
pastor, zeloso e experimentado, fitando o rebanho que pastava no vale, respondeu:
Eu não devo ir atrás dela, porque não posso deixar todo o rebanho por causa de uma ovelha rebelde. Então eu mando o cão buscá-la...
    Coroando os preciosos apontamentos da tarde, Chico arremata com as seguintes palavras:
- A mesma coisa acontece com o Cristo diante de nós, quando nos afastamos léguas e léguas do caminho certo. Ele não vai atrás, mas vai o cão, que é o sofrimento...

    E esse cão, completamos nós, para quem tem olhos de ver, pode muito bem ser o cãoronavírus...


Fonte: Revista Reformador, da Federação Espírita Brasileira, ano 138, nº 2.295, junho 2020. Matéria de capa.



terça-feira, 30 de junho de 2020

DESENCARNAÇÃO


- Podemos considerar a desencarnação da alma, em plena infância, como uma punição das Leis Divinas, na maioria das vezes?

- Muitas existências são frustradas no berço não por simples punição externa da Lei Divina, mas porque a própria Lei Divina funciona em todos nós, desde todos existimos no hausto do Criador.

Frequentemente, por meio do suicídio, integralmente deliberado, ou do próprio desregramento, operamos em nossa alma calamitosos desequilíbrios, quais tempestades ocultas, que desencadeamos, por teimosia, no campo da natureza íntima.

Cargas venenosas, instrumentos perfurantes, projetis fulminatórios, afogamentos, enforcamentos, quedas calculadas de grande altura e multiformes viciações com que as criaturas responsáveis arruínam o próprio corpo ou o aniquilam, impondo-lhe a morte prematura, com plena desaprovação da consciência, determinam processos degenerativos e desajustes nos centros essenciais do psicossoma, notadamente naqueles que governam o córtex, encefálico, as glândulas de secreção interna, a organização emotiva e o sistema hematopoético.

Ante o impacto da desencarnação provocada, semelhantes recursos da alma entram em pavoroso colapso, sob traumatismo profundo, para o qual não há termo correlato na diagnose terrestre.

Indescritíveis flagelações, que vão da inconsciência descontínua à loucura completa, senhoreiam essas mentes torturadas, por tempo variável, conforme as atenuantes e agravantes da culpa, induzindo as autoridades superiores a reinterná-las no plano carnal, quais enfermos graves, em celas físicas de breve duração, para que se reabilitem, gradativamente, com a justa cooperação dos Espíritos reencarnados, cujos débitos com eles se afinem.

Eis por que um golpe suicida no coração, acompanhado pelo remorso, causará comumente diátese hemorrágica, com perda considerável da protrombina do sangue, naqueles que renascem para tratamento de recuperação do corpo espiritual em distonia; o autoenvenenamento ocasionará, nas mesmas condições, deploráveis desarmonias nas regiões psicossomáticas correspondentes à medula vermelha, conturbando o nascimento das hemácias, tanto em sua evolução intravascular, dentro dos sinusoides, como também na sua constituição extravascular, no retículo, gerando as distrofias congênitas do eritrônio com hemopatias diversas; os afogamentos e enforcamentos, em identidade de circunstâncias, impõem naqueles que os provocam os fenômenos da incompatibilidade materno-fetal, em que os chamados fatores Rh, de modo geral, após a primeira gestação, permitem que a hemolisina alcance a fronteira placentária, sintonizando-se com a posição mórbida da entidade reencarnante, a se externarem na eritroblastose fetal, em suas variadas expressões; e o voluntário esfacelamento do crânio, a queda procurada de grande altura e as viciações do sentimento e do raciocínio estabelecem no veículo espiritual múltiplas ocorrências de arritmia cerebral, a se revelarem nos doentes renascituros, por meio da eclampsia e da tetania dos latentes, da hidrocefalia, da encefalite letárgica, das encefalopatias crônicas, da psicose epiléptica, da idiotia, do mongolismo e de várias doenças oriundas da insuficiência glandular.

Claro está que não relacionamos nessa sucinta apreciação os problemas do suicídio associado ao homicídio, os quais, muita vez, se fazem seguidos, em reencarnação posterior do infeliz, por lamentáveis reações, com a morte acidental ou violenta na infância, traduzindo estação inevitável no ciclo do resgate.

No que tange, porém, às moléstias mencionadas, surgem todas elas no mais diferentes períodos, crestando a existência do veículo físico, via de regra, desde a vida in útero até os 18 e 20 anos da experiência recomeçante e, como vemos, são doenças secundárias, porquanto a etiologia que lhes é própria reside na estrutura complexa da própria alma.

Urge ainda considerar que todos os enfermos dessa espécie são conduzidos a outros enfermos espirituais – os homens e as mulheres que corromperam os próprios centros genésicos pela delinquência emotiva ou pelos crimes reiterados do aborto provocado, em existências do pretérito próximo, para que, servindo na condição de atendentes e guardiões de companheiros que também se conspurcaram perante a eterna Justiça, se recuperem, a seu turno, regenerando a si mesmo pelo amoroso devotamento com que lutam e choram, no amparo aos filhinhos condenados à morte, ou atormentados desde o berço.

Segundo observamos, portanto, as existências interrompidas, no alvorecer do corpo denso, raramente constituem balizas terminais de prova indispensável na senda humana, porque, na maioria dos sucessos em que se evidenciam, representam cursos rápidos de socorro ou tratamento do corpo espiritual desequilibrando por nossos próprios excessos e inconsequências, compelindo-nos a reconhecer, com o apóstolo Paulo (I Coríntios, 6:19 e 20), que o nosso instrumento de manifestação, seja onde for, é templo da força divina, por intermédio do qual, associando corpo e alma, nos cabe a obrigação de aperfeiçoar-nos, aprimorando a vida, na exaltação constante a Deus.

- Há casos de desencarnação estando o Espírito desdobrado, por exemplo, nas zonas umbralinas e o corpo em estado comatoso?

- Isso pode acontecer perfeitamente, do ponto de vista da exteriorização do pensamento, porque céu e inferno, exprimindo equilíbrio e perturbação, alegria e dor, começam invariavelmente em nós mesmos.


- Os Espíritos encarnados que sofreram desequilíbrio mental de alta expressão voltam imediatamente à lucidez espiritual após a desencarnação?

-  Isso nunca sucede, porquanto a perturbação dilatada exige a convalescença indispensável, cuja duração naturalmente varia com o grau de evolução do enfermo em reajuste.

 

Fonte: Livro – Evolução em dois mundos. Psicografia de Chico Xavier. Pelo Espírito André Luiz. Segunda parte, capítulo 17.




quarta-feira, 24 de junho de 2020

DEPOIMENTO DE UMA SUICIDA

            Este depoimento de uma suicida está no livro Estante da Vida, psicografia de Chico Xavier, pelo Espírito Irmão X, capítulo 2. Esta entrevista nos leva ao conhecimento do que pode ocorrer com os suicidas, lembrando que cada caso é um caso, e não existem dois casos iguais. Mas, esta experiência desta suicida nos leva a reflexão do que pode ocorrer com o suicida depois da morte do corpo físico, nos trazendo melhor compreensão, para nos conscientizarmos de que suicídio nunca vai ser a melhor opção, e nunca será uma saída para soluções de problemas, e sim, complicar mais ainda a situação e a vida, levando a sofrimentos inimagináveis.


Depoimento

Aqui vai, meu amigo, a entrevista rápida  que você solicitou ao velho jornalista desencarnado com uma suicida comum. Sabe você, quanto eu, que não existem casos absolutamente iguais. Cada um de nós é um mundo por si. Para nosso esclarecimento, porém, devo dizer-lhe que se trata de jovem senhora que, há precisamente catorze anos, largou o corpo físico, por deliberação própria, ingerindo formicida. 

Mais alguns apontamentos, já que não podemos transformar o doloroso assunto em novela de grande porte: ela se envenenou no Rio, aos trinta e dois de idade, deixando o esposo e um filhinho em casa; não era pessoa de cultura excepcional, do ponto de vista de cérebro, mas caracterizava-se, na Terra, por nobres qualidades morais, moça tímida, honesta, operosa, de instrução regular e extremamente devotada aos deveres de esposa e mãe. 

Passemos, no entanto, às suas onze questões e vejamos as respostas que ela nos deu e que transcrevo, na íntegra:

A irmã possuía alguma fé religiosa, que lhe desse convicção na vida depois da morte?                         Seguia a fé religiosa, como acontece a muita gente que acompanha os outros no jeito de crer, na mesma situação com que se atende aos caprichos da moda. Para  ser sincera, não admitia fosse encontrar a vida aqui, como a vejo, tão cheia de problemas ou, talvez, mais cheia de problemas que a minha existência no mundo.

 Quando sobreveio a morte do corpo, ficou inconsciente ou consciente?                                                  Não conseguia sequer mover um dedo, mas, por motivos que ainda não sei explicar, permaneci completamente lúcida e por muito tempo.

Quais as suas primeiras impressões ao verificar-se desencarnada?                                                         Ao lado de terríveis sofrimentos, um remorso indefinível tomou conta de mim. Ouvia os lamentos do meu marido e de meu filho pequenino, debalde gritando também, a suplicar socorro. Quando o rabecão me arrebatou o corpo imóvel, tentei ficar em casa mas não pude. Tinha a impressão de que eu jazia amarrada ao meu próprio cadáver pelos  nós de uma corda grossa. Sentia em mim, um fenômeno de repercussão que não sei definir, todos os baques do corpo ao veículo em correria; atirada com ele a um comportamento do necrotério, chorava de enlouquecer. Depois de poucas horas, notei que alguém me carregava para a mesa de exame. Vi-me desnuda de chofre e tremi de vergonha. Mas a vergonha fundiu-se no terror que passei a experimentar ao ver que dois homens moços me abriam o ventre sem nenhuma cerimônia, embora o respeitoso silêncio com que se davam à pavorosa tarefa. Não sei o que me doía mais, se a dor indescritível que me percorria a forma, em meu novo estado de ser, quando os golpes do instrumento cortante me rasgavam a carne. Mas, o martírio não ficou nesse ponto, porque eu, que horas antes me achava no conforto do meu leito domestico, tive de aguentar duchas de água fria na vísceras expostas, como se eu fosse um animal dos que eu vira morrer, quando menina, no sítio de meu pai ... Então, clamei ainda mais por socorro, mas ninguém me escutava, nem via..

Recorreu à prece no sofrimento?                                                                                                                 Sim, mas orava, à maneira dos loucos desesperados, sem qualquer noção de Deus... Achava-me em franco delírio de angústia, atormentada por dores físicas e mentais... Além disso, para salvar o corpo que eu mesma destruíra, a oração era um recurso de que lançava mão, muito tarde. 

Encontrou amigos ou parentes, em suas primeiras horas no plano espiritual?                                       Hoje sei que muitos deles procuravam auxiliar-me, mas inutilmente, porque a minha condição de suicida me punha em plenitude de forças físicas. As energias do corpo abandonado como que me eram devolvidas por ele e me achava tão materializada em minha forma espiritual quanto na forma terrestre. Sentia-me completamente sozinha, desamparada... 

Assistiu ao seu próprio enterro?                                                                                                                   Com o terror que o meu amigo é capaz de imaginar. 

Não havia espíritos benfeitores no cemitério?                                                                                             Sim, mas não poderia vê-los. Estava mentalmente cega de dor. Senti-me sob a terra, sempre ligada ao corpo, como alguém a se debater num quarto abafado, lodoso e escuro... 

Que aconteceu em seguida?                                                                                                                          Até agora, não consigo saber quanto tempo estive na cela do sepulcro, seguindo, hora a hora, a decomposição de meus restos... Houve, porém, um instante em que a corda magnética cedeu e me vi libertada. Pus-me de pé sobre a cova. Reconhecia-me fraca, faminta, sedenta, dilacerada...Não havia tomado posse de meus próprios raciocínios, quando me vi cercada por uma turma de homens que, mais tarde, vim a saber serem obsessores cruéis. Deram-me voz de prisão. Um deles me notificou que o suicídio era falta grave, que eu seria julgada em corte de justiça e que não me restava outra saída, senão acompanhá-los ao tribunal. Obedeci e, para logo, fui por eles encarcerada em tenebrosa furna, onde pude ouvir o choro de muitas outras vítimas. Esses malfeitores me guardaram em cativeiro e abusavam da minha condição de mulher, sem qualquer noção de respeito ou misericórdia... Somente após muito tempo de oração e remorso, obtive o socorro de espíritos missionários, que me retiraram do cárcere, depois de enormes dificuldades, a fim de me internarem num campo de tratamento.

 Por que razão decidiu matar-se?                                                                                                                  Ciúmes de meu esposo, que passara a simpatizar com outra mulher.

Julga que a sua atitude lhe trouxe algum benefício?                                                                                  Apenas complicações. Após seis anos de ausência, ferida por terríveis saudades, obtive permissão para visitar a residência que eu julgava como sendo minha casa no Rio. Tremenda surpresa!... Em nada adiantara o suplício. Meu esposo, moço ainda, necessitava de companheira e escolhera para segunda esposa a rival que eu abominava... Ele e meu filho estavam sob os cuidados da mulher que suscitava ódio e revolta... Sofri muito em meu orgulho abatido. Desesperei-me. Auxiliada pacientemente, contudo, por instrutores caridosos, adquiri novos princípios de compreensão e conduta... Estou aprendendo agora a converter aversão em amor. Comecei procedendo assim por devotamento ao meu filho, a quem ansiava estender as mãos, e só possuía, no lar, as mãos dela, habilitadas a me prestarem semelhante favor... A pouco e pouco, notei-lhe as qualidades nobres de caráter e coração e hoje a amo, deveras, por irmã  de minh’alma... Como pode observar, o suicídio me intensificou a luta íntima e me impôs, de imediato, duras obrigações.

 Que aguarda para o futuro?                                                                                                                         Tenho fome de esquecimento e de paz. Trabalho de boa vontade em meu próprio burilamento e qualquer que seja a provação que me espere, nas corrigendas que mereço, rogo à Compaixão Divina me permita nascer na Terra, outra vez, quando então conto retornar o ponto de evolução em que estacionei, para consertar as terríveis consequências do erro que cometi.

                                                               ***

Aqui, meu caro, termina o curioso depoimento em que figurei na posição de seu secretário

Sinceramente, não sei porque você deseja semelhante entrevista com tanto empenho. Se é para curar doentia ansiedade em pessoa querida, inclinada a matar-se, é possível que você alcance o objetivo almejado. Quem sabe? O amor tem força para converter e instruir. Mas se você supõe que esta mensagem pode servir de instrumento para alguma transformação na sociedade terrena, sobre os alicerces da verdade espiritual, não estou muito certo quanto ao êxito do tenta-me. Digo isso, porque, se estivesse aí, no meu corpo de carne, entre o frango assado e o café quente, e se alguém me trouxesse a ler a presente documentação, sem duvida que eu julgaria tratar-se de uma história da carochinha.

 

Fonte: Livro – Estante da Vida. Psicografia de Chico Xavier. Pelo Espírito Irmão X. Capítulo 2 – Depoimento. 


quinta-feira, 18 de junho de 2020

O RAMO DA VIDEIRA E O ESPIRITISMO

Cepa Espírita da 1ª edição de O Livro dos Espírito (1857)


            O Espiritismo não possui um símbolo que o represente, priorizando uma linguagem denotativa. No entanto, o ramo da videira espírita ou cepa espírita, presente em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec,  que é a única gravura usada por Kardec na Codificação Espírita – é considerado pela Doutrina como a imagem metafórica perfeita da relação entre o espírito e o corpo humano, sendo uma representação gráfica da obra divina e tem sido usada normalmente como emblema do Espiritismo, embora absolutamente não constitua um símbolo sagrado.

Esta arte tem origem mediúnica, indicado por Espíritos para compor a obra, que marcaria o inicio da Doutrina Espírita. Quando Kardec já estava em trabalho para lançar O Livro dos Espíritos, ele recebeu uma comunicação mediúnica (a identidade do médium é desconhecida), esta mensagem foi assinada por vários espíritos, cujo texto seria utilizado dentro do prefácio do livro, intitulado “Prolegômenos”, que é a noção para os estudos. O referido parágrafo assim se expressa:

“Coloca no cabeçalho do livro a cepa de vinha que te desenhamos(1), porque ela é o emblema do trabalho do Criador; todos os princípios materiais que podem melhor representar o corpo e o espírito nela se encontram reunidos: o corpo é o tronco; o espírito é o licor; a alma ou o espírito unido à matéria é o grão. O homem purifica o espírito pelo trabalho e tu sabes que não é senão pelo trabalho do corpo que o espírito adquire conhecimentos.”

(1)  Nota de rodapé de Kardec: A cepa da página anterior é o fac-símile daquela que foi desenhada pelos Espíritos.

Como está explicado na comunicação, o desenho representa o Trabalho de Deus, ou seja, a Criação. Embora pareça ilustrar especificamente a criação dos espíritos (os seres inteligentes, indivíduos, pessoas), não deixa de representar também o princípio material (da qual se originam os corpos físicos, substâncias, planetas etc.), ao se referir ao “corpo”, assim como o termo “espírito” pode representar o princípio espiritual (do qual se originam as individualidades, ou seja, os espíritos). 

O Galho da Videira – que dá sustentação aos frutos, significa a forma física, quer dizer, o corpo humano, pois é esse envoltório físico que possibilita a manifestação do espírito no mundo material.

O Licor da Uva – a essência, o líquido que contém o sabor, significa o espírito, pois este é a própria essência do Ser, a consciência, o indivíduo.

O Bago – a uva, a parte carnosa que contém o licor, é a representação da alma (espírito encarnado), da ligação entre o espírito e o organismo físico, intermediada pelo perispírito.



É interessante o tipo de fruto escolhido pelos espíritos para a representação da Obra Divina. A uva é a típica matéria-prima do vinho -  a bebida sagrada de varias religiões. Porém, desconsiderando esse caráter sacro, podemos supor que a escolha da espiritualidade tenha sido em função do valor histórico desta iguaria, uma vez que o seu cultivo data para mais de 6.000 a.C. e atravessa as mais tradicionais civilizações, sendo cultivado hoje em toda a parte do planeta – portanto, um fruto global.

A arte da cepa – a única utilizada na codificação espírita – tem sido bastante difundida como emblema do Espiritismo, contudo, simplesmente como metáfora, não tendo o caráter de símbolo sagrado ou mesmo de insígnia oficial, uma vez que o Espiritismo tem como um de seus fundamentos ser uma doutrina totalmente desprovida de formalidades, de liturgia, ritual, etc. Dois detalhes relacionados ao desenho da cepa espírita dão ênfase a esse desprovimento doutrinário:

1) A comunicação endereçada a Kardec indicava expressamente que a imagem fosse posta na cabeceira do livro. No entanto, ela foi reproduzida na seção intitulada prolegâmenos, já depois da introdução. A “não obediência” do codificador a essa indicação pode ter sido devido questões técnicas, afinal, em seu tempo, os recursos gráficos eram limitados e caríssimos. Entretanto, se fosse admitido o caráter sacra, não importasse como, o desenho deveria figurar-se na capa do livro.

2) O desenho original, reproduzido na edição de lançamento de  O Livro dos Espíritos, não é o mesmo que aparece na 2ª edição (veja o quadro a seguir), cuja alteração, fosse o caso de simbolismo religioso, poderia ser considerado adulteração. A “despreocupação” do codificador reflete bem o que importante é realmente a mensagem , não a forma.



Fonte: O Livro dos Espíritos
Site: Enciclopédia Espírita Online 



domingo, 14 de junho de 2020

MINUTO DE SABEDORIA: Não se Desespere Diante das Dificuldades


Não se desespere diante das dificuldades.

 Colhemos aquilo que plantamos.

 Somos escravos do ontem, mas somos donos de nosso amanhã.

 Se construiu um presente doloroso, fique alerta, para construir um futuro alegre, saudável, no qual possamos colher os frutos do amor e da felicidade sem limites.

 Faça o bem de todas as formas, para preparar um futuro melhor.

 

Fonte: Livro – Minutos de Sabedoria. De C. Torres Pastorio. Mensagem 168.


segunda-feira, 8 de junho de 2020

PRECE A ISMAEL, GUIA ESPIRITUAL DO BRASIL, PARA A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

        Muitas vezes as palavras nos faltam, mas jamais a prece deve nos faltar em todos os momentos da vida, principalmente neste momento de pandemia em que a humanidade atravessa, sendo um momento de provação. A prece nos sustenta, nos consola, nos traz esperança e sabemos que estamos sendo amparos, mesmo que muitas vezes não percebemos, mas amigos tutelares nos auxilia. 

        “A forma nada vale, o pensamento é tudo. Ore, pois, cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração.” Allan Kardec, Evangelho Segundo. 

        A prece a seguir, é à Ismael, que é o guia espiritual do Brasil, para o Coronavírus. A autoria da prece é de Christiane Drux. Coordenadora da área de comunicação espírita do CEERJ. E a produção do vídeo é da FEBtv. Elevemos os nosso pensamentos em amor e esperança e juntos façamos a prece para o bem do Brasil e de toda a humanidade em todos os países do planeta Terra. 




PRECE A ISMAEL

        Querido Ismael. Hoje me reporto a vós, anjo tutelar do nosso Brasil. 
        Recebestes do divino Rabi a incumbência de alçar ao alto a imagem da cruz: A essência do evangelho, a imolação de nosso Mestre, traduzida em constelação no céu da Pátria do Cruzeiro. 
        A pandemia nos visita, conclamando as nações e a humanidade a uma reflexão, a uma pausa para retomada de curso. 
        Neste momento decisivo sabemos que é necessário ouvir, enxergar o que está por trás dos acontecimentos. 

        Olha por nós Ismael, 
        Rogo a tua intercessão junto a todos os espíritos de primeira ordem, tutores dos demais países do nosso planeta. 
        Que a humanidade seja envolta num manto de paz e esperança, de resignação e fé. 
        Somos filhos de Deus e um pai não abandona seu rebento. 

        Olha por nós Ismael. 
        Cuida deste Brasil, Pátria do Evangelho. 
        É chegado o momento de darmos o testemunho da confiança, que alimentará a nós mesmos e as almas sedentas de irmãos de vários outros países. Somos coração e este faz verter ao corpo maior que é o mundo, a seiva em sangue dos propósitos maiores do amor. 

        Confiamos em ti Ismael. 
        Que o verde das matas, O azul do oceano, rios e lagos O solo bom em que tudo floresce e frutifica seja esteio, para alçarmos pensamentos ao alto. 
        Que nós sejamos celeiro para o mundo em atos de renúncia e resignação. 

        Confiamos em ti Ismael 

        Fostes designado para ser o zelador dos patrimônios imortais, dos valores que constituem a Terra do Cruzeiro. 
        Que possamos colocar também sobre nossos braços, mobilizar os refúgios mais íntimos do nosso espírito a cerrar fileira contigo,na sublime ação de acolhimento e consolo a todos que sofrem. 

        Seja conosco Ismael, Inspira-nos ações no Bem Pois somos filhos diletos, embora sementes ainda imperfeitas do bondoso jardineiro, Jesus. 

        Em nossa marcha através dos tempos, enquanto nação, temos como brasileiros o dever de considerar o valor espiritual da nossa pátria, e com nossas ações e movimentos, chancelarmos a vocação deste grandioso destino. 

        Seja conosco Ismael. fazendo vigorar na terra do Cruzeiro a doutrina de amor, do Mestre Nazareno . 


Prece de Christiane Drux. Coordenadora da área de comunicação espírita do CEERJ.
Produção: FEBtv
Imagens: Vídeo Blocks
Trilha sonora: Evenstar – The Lord og Rings – The two towers.