Translate

segunda-feira, 28 de março de 2016

DEFESA SEGURA

          As provas, que no mundo nos examinam a fé, aparecem todos os dias. Identificam-se por nomes variados, à feição de matérias professadas na escola, a benefício de nosso próprio aperfeiçoamento.

Tribulações.
Desencantos.
Entraves.
Incompreensões.
Enfermidades.
Conflitos.
Desafios.
Problemas.
Acidentes.
Amarguras.
Infortúnios.
Separações.
Antagonismos.
Mudanças.

         Todas estas oportunidades para a demonstração de confiança em Deus e em nós mesmo, passam por nossa estrada quais tempestades renovadoras.

        Muitos companheiros se deixam levar pela força de semelhantes ciclones, fugindo para regiões que lhes desmentem os votos.

        Entretanto, existe a âncora que resiste a todas as ventanias da adversidade. Resguardando-te nessa defesa, não há desequilíbrio que te arraste para fora do lugar e do dever que te competem.

       Apega-te a essa âncora e não temas, porque essa amarra bendita, ao alcance de todos é, claramente, Jesus Cristo.


Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia Francisco Cândido Xavier.




Fonte: Livro - Paz. Francisco Cândido Xavier. Emmanuel.


sexta-feira, 18 de março de 2016

JEJUM NOS PENSAMENTOS, NOS ATOS E NA FALA

         A palavra jejum vem do latim – jejunus – que significa: privação, abstenção de toda espécie de alimento durante o dia ou de outro período de tempo, por penitência.


        Estamos com a consciência madura para direcionar o nosso “jejum” para nossa mente, atos e fala. Isto por que, o que adianta nos privar de comida se direcionamos nossas atitudes, conversação e pensamentos para a inferioridade? É como Jesus falou: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.”(Mt 15:11) Não é o jejum que torna o ser melhor, nem que vai ser “mais visto” por Deus, mas sim, o que se faz da vida, como direcionamos nossos pensamentos, fala, atitudes, visão, audição; como tratamos as pessoas, como nos comportamos a cada dia... Não é o que entra pela boca, mas como Cristo Jesus falou, é o que procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicações, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.(Mt 15:18-19)

       Voltemos a nossa determinação para o aprimoramento espiritual, pois antes de tudo, somos seres espirituais vivenciando a experiência física. Nossas necessidades não se limitam as físicas, mas vai muito além, na nossa essência – nosso espírito. Jejuemos da preguiça, da raiva, da falta de compaixão, da maledicência – fofoca, da falta de educação, dos pensamentos inferiores, dos atos negativos, dos sentimentos torpes, das mentiras, do egoísmo, da inveja, do julgamento alheio, da cobiça... De tudo que faz mal e traz negatividade à nossa vida e a vida alheia.

       Há um texto bastante enriquecedor de São João Crisóstomo, sobre o Jejum, segue abaixo para refletirmos:


“A honra do jejum consiste não na abstinência da comida, mas em evitar as ações pecaminosas; quem limita o seu jejum apenas à abstinência de carnes o desonra. Praticas o jejum? Prova-me por tuas obras! Perguntas que tipo de obras? 

Se vires um inimigo, reconcilia-te com ele!

Se vires um amigo tendo sucesso, não o inveje!

Se vires uma mulher bonita, passe sem olhar!

Que não apenas a boca jejue, mas também os olhos, e os ouvidos, e os pés, e as mãos, e todos os membros de nossos corpos. 

Que as mãos jejuem sendo puras da avareza e da rapina.

Que os pés jejuem, deixando de caminhar para espetáculos imorais.

Que os olhos jejuem, não se detendo sobre feições belas, ou se ocupando de belezas exóticas.

Pois o que é visto é a comida dos olhos, mas se o que for visto for imoral ou proibido, macula-se o jejum e perturba toda a segurança da alma; mas se for moral e seguro, o que é visto adorna o jejum. Pois seria absurdo abster-se da comida permitida por causa do jejum, mas devem os olhos absterem-se até de tocar o que é proibido. Não comes carne? Então não se alimente de luxúria através dos olhos. 

Que também os ouvidos jejuem. O jejum dos ouvidos consiste em recusar-se a ouvir assuntos perversos e calúnias. ‘Não receberás notícias falsas’, já foi dito.

Que a boca também jejue de falar coisas vergonhosas e de ficar reclamando. Pois que ganhas se te absténs de pássaros e peixes, e mesmo assim mordes e devoras teu próximo? O que tem fala maligna come a carne de seu irmão, e morde o corpo de seu próximo.” (São João Crisóstomo)


quinta-feira, 17 de março de 2016

ORAÇÃO PELO BRASIL


Senhor!


Tu nos deste o Brasil por pátria de luz para o trabalho!

Ajuda-nos a viver de modo a nos transformarmos nos teus braços no mundo.


Contudo, nesta hora grave, pela qual passa o povo brasileiro, faze com que o Espiritismo nos permita contribuir de forma lúcida e competente.


Então, Senhor, concede-nos o momento para pedirmos por esta nação e, sobretudo, por nossa gente:

- Que nenhum brasileiro seja o símbolo da guerra;

- Que nenhum de nós fomente a discórdia e a desunião;

- Que nas lutas da vida nossas armas sejam a honestidade, a bondade, a dignidade e a força irrefreável do labor;

- Que nossas críticas ferinas sejam transmutadas no apoio moral e na ordem que do alto emana: Pacificai!

- Que as disputas no cenário político sejam um convite à reflexão; e que o refletir traduza a necessidade da ação por meio da disciplina e da democracia conscientes!

Irmãos!

Amemos o Brasil!

Confiemos nas milícias celestes que guiadas pelo Cristo nos inspiram força e coragem!

O poder no mundo é uma experiência na qual poucos triunfam.

Confiemos na bondade mesmo quando os homens dela se esquecerem!

Os espíritos do Senhor nos pedem:

- Amemos a Pátria do Cruzeiro!

Ao soldado importa a batalha.

Somos soldados do Cristo!

Nosso exército, porém, é de luz.

Então, irmãos, ouvi a nossa voz:

- Jovens, levantai e estudai! Usai a vossa inteligência e aplicai a vossa cultura consolando e alterando o panorama social.

- Pais, educai os vossos filhos! Não no consumo que domina, não na permissividade que os transforma em pequenos tiranos, mas na disciplina, no afeto,  e na correção, firme ou fraterna, ajudando-os no rumo certo;

- Professores, assumi as vossas funções e educai;

- Advogados, honrai a vossa tradição e representai a justiça;

- Juízes, agi com probidade fazendo com que os brasileiros confiem em vosso juízo;

- Espíritas, tendes o Evangelho por pérola poderosa; tendes os ensinos de Jesus por fanal portentoso a vos iluminar. Segui confiantes, cooperando com o vosso esforço iluminando o planeta com o vosso exemplo!

Mas, se o Sol for, momentaneamente, obumbrado pelas densas nuvens do testemunho, coragem!

E enquanto vossas lutas purificam a vossa alma, continuai confiantes!

Tendes certeza: por mais trevosa que seja a noite as estrelas mais tênues fazem lume!

Quando em vossas horas de angústia sabei: dos páramos de luz e glória, espíritos celestes, a todos amando, bradam altissonantes:


- Confiai em Jesus!

Eurípedes Barsanulfo

(Psicografia dp médium Emanuel Cristiano em 19/12/2015 durante a Vibração de Natal do Centro Espírita “Allan Kardec” de Campinas/SP).

segunda-feira, 14 de março de 2016

DICA DE LIVRO: LIVROS DO ESPÍRITO PATRÍCIA – SUA EXPERIÊNCIA E VIVÊNCIA NO MUNDO ESPIRITUAL

          Os livros do Espírito Patrícia, e psicografados por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, são os seguinte: Violetas na Janela, Vivendo no Mundo dos Espíritos, A Casa do Escritor e O Voo da Gaivota.

         Patrícia, por meio da psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (que é tia de Patrícia), nos mostra de uma forma suave e relaxante na leitura, o Mundo Espiritual. São livros que nos possibilitam com a escrita objetiva de Patrícia entendermos mais sobre o mundo espiritual, de como é a vida lá, de uma forma simples e meiga, é como ler o relato de uma amiga. O Espírito Patrícia esclarece: “Recebo muitos pedidos para continuar trabalhando na literatura. Embora eu fique emocionada com tanto carinho, peço aos meus leitores que me perdoem por não escrever mais. Tive como tarefa fazer quadro livros, narrar o que vi, o que encontrei e o que senti no plano espiritual. Concluídos esses livros fui realizar meu sonho, pois, quando estava encarnada, estudava, lecionava e queria continuar fazendo isso.”


Violetas na Janela
          Patrícia desencarnou aos dezenove anos, de forma tranquila: foi como dormir e acordar no plano espiritual, entre amigos.
      
*As capas podem mudar de acordo com a edição 
 Violetas na Janela mostra o relato de uma pessoa consciente do que é a desencarnação. Narra com simplicidade as belezas que encontrou no plano espiritual, além das duvidas que teve, do tipo: Como se alimentar? Como se vestir? Sentira frio? Usaria o banheiro?
         Patrícia descreve com clareza a colônia para onde foi levada, e o mais importante: fala da ajuda que obteve dos familiares espíritas e da sustentação psicológica que recebeu de seu pai, exemplificando como proceder diante da morte de entes queridos. 

        Sem duvida, esta maravilhosa descrição encantará a todos os leitores!
        É o livro espírita de maior sucesso dos últimos tempos, já foi vendido mais de 2,2 milhões de exemplares. 

Vivendo no Mundo dos Espíritos
          Este é a continuação do livro Violetas na Janela. Neste livro, temos a oportunidade de conviver um pouco mais com Patrícia, sua autora, espírito simples,
*As capas podem mudar de acordo com a edição 
mas cheio de amor à vida. Amor este que se traduz em sua felicidade de ser uma manifestação do criador. Patrícia narra, com simplicidade que lhe é peculiar, seu caminhar no mundo dos espíritos. Fala com detalhes do estudo que fez para conhecer sua nova morada. Seu curso a levou, e nos levará, a conhecer e entender o umbral, as colônias, os postos de socorro, a reencarnação, a desencarnação, a Lei de Causa e Efeito, além de muitas outras informações que descobrimos acompanhando-a nessa incrível viagem. Sua narrativa prenderá o leitor do começo ao fim, enriquecendo-o de conhecimentos e o incentivando a seguir sempre em frente.




A Casa do Escritor

*As capas podem mudar de acordo com a edição 
          Neste livro, Patrícia apresenta-nos um lugar especial: A Casa do Escritor, que é uma colônia onde espíritos são preparado, estudam para serem no futuro escritores ou médiuns. Mostra-nos ainda a grande influência dos espíritos sobre aqueles que trabalham com livros, revistas e jornais, e toda a dedicação e o preparo necessário para que os textos ditados sejam mensagens que elevam a alma.







O Voo da Gaivota         
*As capas podem mudar de acordo com a edição 

 

         Revela o que ocorre com aqueles que se envolvem com drogas. Explica, em linguagem simples e envolvente, as graves consequências da dependência química e do suicídio – no corpo material e espiritual. Ao mesmo tempo, descortina o amparo divino que recebem todos os que manifestam a firme determinação de vencer os obstáculos que a jornada terrestre lhe apresenta. Servidora do bem, Patrícia consola e esclarece aqueles que sofreram desilusões e sentem dificuldades para vencer a dor. Nas asas do amor, a escritora do Além conduz o leitor a vislumbrar, do mais alto, uma vida melhor.

sexta-feira, 11 de março de 2016

A HISTÓRIA DA REENCANAÇÃO DE UM POLÍTICO BRASILEIRO - POR RAUL TEIXEIRA

Raul Teixeira:Conferencista dos mais requisitados no Brasil e no Exterior,
Já levou a mensagem espírita a 45 países, tendo servido como médium
na recepção de 35 livros, publicados pela Editora Fráter.
          José Raul Teixeira, mais conhecido como Raul Teixeira, trouxe ao conhecimento do público uma história que nos faz refletir sobre a vida dos políticos corruptos e o que pode o futuro os apresentar. A experiência de Raul Teixeira foi a seguinte:


Certo dia Raul Teixeira ia a uma conferência em uma cidade importante do Brasil, e ao dirigir-se para almoçar no restaurante, com os seus anfitriões, enquanto esperavam que o semáforo abrisse para atravessarem larga avenida, ele observou uma mulher andrajosa ao lado, no caixote do lixo a procurar comida e a separar o lixo mais limpo do mais sujo.

Tal cena causou-lhe tamanha impressão, que perdeu a vontade de almoçar, embora a necessidade de o fazer.

Enquanto tentava se recompor mentalmente, já no restaurante, pensando naquele ser que nada tinha, e ele ali num restaurante com os seus amigos, apareceu-lhe, através do fenômeno da vidência espiritual, um Espírito Amigo que o acompanha na sua tarefa doutrinária, que o acalmou, referindo que mesmo que fosse dar comida aquela senhora ela recusaria.

E o Espírito, em breves pinceladas contou a história daquela mulher, que nesta vida era a reencarnação de um famoso político brasileiro, ainda hoje muito conceituado, e que por ter prejudicado tanto o povo, tinha reencanado numa condição miserável, devido ao mecanismo do complexo de culpa que fez, após a morte do corpo de carne, no mundo espiritual (onde não conseguimos esconder nada, nem de nós, nem dos outros), voltando numa condição miserável para aprender a valorizar aquilo que ele tanto desprezara na vida anterior: as dificuldades financeiras do próximo. Curiosamente, o nome desse famoso político estava afixado nesse local, dando nome à avenida, e essa mulher, por um mecanismo de fixação inconsciente, não largava aquele local onde outrora lhe prestaram grandes homenagens.

Não era um castigo divino, mas sim uma decorrência da Lei de Causa e Efeito, onde cada um colhe de acordo com os seus atos, pensamentos e sentimentos.



          Certa vez Chico Xavier fez a seguinte afirmação: “Devemos orar pelos políticos, pelos administradores da vida pública. A tentação do poder é muito grande. Eu não gostaria de estar no lugar de nenhum deles. A omissão de quem pode e não auxilia o povo é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade interira. Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual.

         Que está história também sirva para todos nós, pois “A plantação é livre, mas a colheita é obrigatória”.


segunda-feira, 7 de março de 2016

ORAÇÃO DA MULHER

          Missionária da vida! Ampara o homem para que o homem te ampare!
          Não te corrompas no prazer e nem te mergulhes no vício. 
          A felicidade da Terra depende de ti, como fruto depende da árvore. 
          Mãe - ser o anjo do lar. 
          Esposa – auxilia sempre.
         Companheira – acende o lume da esperança. 
         Irmã – sacrifica-te e ajuda. 
         Mestra – ilumina o caminho.
         Enfermeira – compadece-te.
         Fonte sublime, se as feras do mal te poluírem as águas, imita a corrente cristalina que, no serviço infatigável a todos, expulsa do próprio seio a lama que lhe atiram. 
        Por mais que te aflijam as dificuldades, não te entregues à tristeza ou ao desânimo.
        Lembra os órfãos, os doentes, os velhos e os desvalidos da estrada, que esperam por teus braços; e sorri com serenidade para a luta.
        Deixa que o trabalho tanja as cordas celestes do teu sentimento para que não falte a música da harmonia aos pedregosos trilhos da existência terrestre. 
       Teu coração é uma estrela encarcerada. 
       Não lhe apague a luz, para que o amor resplandeça sobre as trevas.
       - Eleva-te, elevando-nos...
       Não te esqueças de que trazes nas mãos a chave da vida, porque a chave da vida é a glória de Deus!

Meimei

Fonte: Mãe. Psicografia de Chico Xavier. Espíritos Diversos.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

NUNCA TE DETENHAS

Tem sempre presente, que a pele se enruga,
que o cabelo se torna branco,
que os dias se convertem em anos,
mas o mais importante não muda!

Tua força interior e tuas convicções não tem idade.
Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha.

Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada trunfo, há outro desafio.

Enquanto estiveres vivo, sente-te vivo.
Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo.

Não vivas de fotografias amareladas.
Continua, apesar de alguns esperarem que abandones.

Não deixes que se enferruje o ferro que há em você.
Faz com que em lugar de pena, te respeitem.

Quando pelos anos não consigas correr, trota.
Quando não possas trotar, caminha.
Quando não possas caminhar, usa bengala.

Mas nunca te detenhas!


Madre Teresa de Calcutá




domingo, 28 de fevereiro de 2016

3 anos de Jardim Espírita

         É com alegria e muito aprendizado que o Jardim Espírita completa hoje, 28 de fevereiro de 2015, três anos. 


        Espero que o Jardim Espírita esteja contribuindo da forma mais sincera possível para a divulgação do Espiritismo, é com imenso amor, dedicação, cuidado, zelo... que realizo este pequeno trabalho, em meio a tantos outros trabalhos e colaboradores da Doutrina Espírita. Espero que o objetivo esteja sendo atingindo que é de criar um local de paz, harmonia; de levar esperança, o bem, o estimulo a caridade e ao amor; de um espaço que as pessoas se sintam acolhidas em meio ao caus que a vida se apresenta em vários parâmetros, com mensagens, preces, consolação.

        O Jardim Espírita é um grande presente que foi dado-me. Agradeço muito a Deus, a Jesus, aos bons amigos benfeitores espirituais que inspiram-me; e aos meus “amigos de eras” que acompanham-me no plano físico, e que ajudam-me e incentivam. E agradeço a cada um de vocês Amigos Leitores, que fazem parte do Jardim Espírita, Leitores estes de todas as partes do Planeta, vou citar alguns, pois é impossível de colocar todos que acessam, a lista seria grande, como: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, Suíça, França, Ucrânia, Rússia, Angola, África do Sul, Japão, Índia, Austrália, Guiana Francesa, México, Venezuela, Argentina, e claro o BRASIL a mãe pátria que nos acolhe nesta encarnação. Os outros países que não citei sintam-se agradecidos por nos acompanhar. E espero está contribuindo de alguma forma para vocês expandirem os seus horizontes.


       Com a Doutrina Espírita, codifica pela mente racional de Allan Kardec, os Horizontes se desdobram para nós e nos possibilita ir além deles, chegando a um patamar em que não existe mais linha nos horizontes, não havendo assim separação e nem desigualdades. É aprender sobre a vida, por meio dos ensinos de Mestre Jesus, da ciência, da filosofia. É termos consolação, em todos os momentos, seja nos períodos na nossa vida que tudo anda bem, e/ou nos períodos da vida quando a noite chega e pensamos que nunca mais vamos ver o sol brilhar novamente, são estes os períodos difíceis. É ter a certeza que a vida não se acaba com a morte e que nos encontraremos novamente. É ter a certeza que amigos espirituais, trabalhadores de Jesus zelam por nós. É ter a certeza que estamos no trabalho de auto purificação e que ainda temos uma longínqua jornada pela frente, com grandes amigos que vamos fazendo e solidificando por esta grande viagem até tornamo-nos anjos, que é este o destino final de todos nós.

“Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objetivo é observar, crescer, amar... E depois vamos para casa.” (Provérbio Aborígene)


Deus conosco.
Que Jesus nos abençoe e nos ampare sempre.
Paz, Luz e Harmonia.
Jardim Espírita.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

ABORTO CRIMINOSO

          Em meio a tantos casos de microcefalia poderá está havendo inúmeros casos de aborto criminoso de fetos que carreguem a dificuldade física da microcefalia. O aborto é uma das práticas mais criminosas em que não dar a oportunidade da vítima se defender, isto ocorrendo pelo grandíssimo egoísmo por parte da mais responsável, a mãe, pois não sabe aceitar o seu bebê como ele é, e não sabe assim amar. Desta forma ao invés de progredir a sua evolução recebendo um bebê, com o aborto é a contração de mais dívidas perante as Leis Divinas, e posteriormente mais sofrimentos para sanar tais erros.

         Encontramos no livro Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, e psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. O texto que transcrevo abaixo sobre o aborto criminoso, em que André Luiz nos explica as responsabilidades que cabem ao pai e a mãe, assim como no futuro as doenças físicas mais graves em que o aborto vai causar tanto na mãe a mais responsável, e no pai que também é lesado por doenças futuras por não ter assumido a responsabilidade que o cabia, assim como também a pessoa que realizou o aborto; como nos informa também as causas emocionais e psíquicas que esta prática criminosa causa nos que a prática. 






- Reconhecendo-se que os crimes do aborto provocado criminosamente surgem, em esmagadora maioria, nas classes mais responsáveis da comunidade terrestre, como identificar o trabalho expiatório que lhes diz respeito, se passam quase totalmente despercebidos da justiça humana?

         Temos no plano terrestre cada povo com o seu código penal apropriado à evolução em que se encontra, mas, considerando o Universo em sua totalidade como Reino divino, vamos encontrar o bem do Criador para todas as criaturas, como Lei básica, cujas transgressões deliberadas são corrigidas no próprio infrator, com o objetivo natural de conseguir-se, em casa circulo de trabalho no campo cósmico, o máximo de equilíbrio com o respeito máximo aos direitos alheios, dentro da mínima cota de pena.

         Atendendo-se, no entanto, a que a Justiça perfeita se eleva, indefectível, sobre o perfeito amor, no hausto de Deus “em que nos movemos e existimos”, toda reparação, perante a lei básica a que nos reportamos, se realiza em termos de vida eterna, e não segundo a vida fragmentaria que conhecemos na encarnação humana, porquanto uma existência pode estar repleta de acertos e desacertos, méritos e deméritos, e a misericórdia do Senhor preceitua não que o delinquente seja flagelado, com extensão indiscriminada de dor expiatória, o que seria volúpia de castigar nos tribunais do destino, invariavelmente regidos pela Equidade soberana, mas sim que o mal seja suprimido de suas vítimas, com a possível redução do sofrimento.

        Desse modo, segundo o princípio universal do Direito cósmico a expressar-se, claro, no ensino de Jesus que manda conferir “a cada um de acordo com as próprias obras”. Arquivamos em nós as raízes do mal que acalentamos, para extirpá-las à custa do esforço próprio, em companhia daqueles que se nos afinem à faixa de culpa, com os quais, perante a Justiça eterna, os nossos débitos jazem associados.

         Em face de semelhantes fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de creditos e dividas, pode terminar com aparência de regularidade irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as consequências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, a fim de reabilitar-se ante a harmonia divina, caminhando, assim transitoriamente, ao lado de espíritos incursos em regeneração da mesma espécie. 




         É dessa forma que a mulher e o homem acumpliciados nas ocorrências do aborto delituoso, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma sementeira de males que frutescerão, mais tarde, em regime de produção a tempo certo.


        Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no ser, à feição de víbora magnética, mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústias e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino.

        No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata aquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção.

        Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves. O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesa-maternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, uma vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e os obséquios dos espíritos amigos e benfeitores que lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitindo num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia.

         Dessarte, ressurgem na vida física, externando gravidade, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana, nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes hemorrágicas de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragípara que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras de órgãos germinal em desajuste. 


          Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas aparecem, flagelando a vida feminina, como sejam o deslocamento da placenta eutópica, por hiperatividade histolítica da vilosidade corial; a hipocinesia uterina, favorecendo a germicultura do estreptococo ou do gonococo, depois das crises endometríticas puerperais; a salpingite tuberculosa; a degeneração cística do cório; a salpingo-oforite, em que o edema e o exsudato fibrinoso provocam a aderência das pregas da mucosa tubária, preparando campo propício às grandes inflamações anexiais, sem que o ovário e a trompa experimentam a formação de tumores purulentos que os identificam no mesmo processo de desagregação; as síndromes circulatórias da gravidez aparentemente normal, quando a mulher, no pretérito, viciou também o centro cardíaco, em consequência do aborto calculado e seguido por disritmia das forças psicossomáticas que regulam o eixo elétrico do coração, ressentindo-se, como resultado, na nova encarnação e em pleno surto de gravidez, da miopraxia do aparelho cardiovascular, com aumento da carga plasmática na corrente sanguínea, por deficiência no orçamento hormonal, daí resultando graves problemas da cardiopatia consequente.

          Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores, inocula automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe evidenciarem na existência próxima pela vasta acumulação do antígeno que lhe imporá as divergências sanguíneas com que asfixia, gradativamente, por meio da hemólise, o rebento de amor que alberga carinhosamente no próprio seio, a partir da segunda ou terceira gestação, porque as enfermidades do corpo humano, como reflexos das depressões profundas da alma, ocorrem dentro de justos períodos etários.

          Além dos sintomas que abordamos em sintética digressão na etiopatogenia das moléstias do órgão genital da mulher, surpreenderemos largo capítulo a ponderar no campo nervoso, em face da hiperexcitação do centro cerebral, com inquietantes modificações da personalidade, a raiarem, muitas vezes, no martirológio da obsessão, devendo-se ainda salientar o caráter doloroso dos efeitos espirituais do aborto criminoso para os ginecologistas e obstetras delinquentes. 


- Para melhorar a própria situação, que deve fazer a mulher que se reconhece, na atualidade, com dívidas no aborto provocado, antecipando-se, desde agora, no trabalho da sua própria melhoria moral, antes que a próxima existência lhe imponha as aflições regenerativas? 

          Sabemos que é possível renovar o destino todos os dias. Quem ontem abandonou os próprios filhos pode hoje afeiçoar-se aos filhos alheios, necessitados de carinho e abnegação.
         O próprio Evangelho do Senhor, na palavra do apóstolo Pedro, adverte-nos quanto à necessidade de cultivarmos ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobre a multidão de nossos males (I Pedro, 4:8).





Fonte: Evolução em Dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira.

Para saber mais sobre o aborto criminoso/provocado, leia a postagem: http://jardim-espirita.blogspot.com.br/2013/12/post-98-aborto-provocado-diga-nao.html

sábado, 13 de fevereiro de 2016

OS PRECURSORES DO ESPIRITISMO: AS MESAS GIRANTES

Fenômenos espirituais sempre teve em todas as épocas da humanidade. Como encontramos na bíblia inumeráveis casos mediúnicos, em que antes eram tidos como sobrenaturais,como também encontramos várias outras histórias por meio do tempo, mas que depois da Codificação do Espiritismo são explicados e que fazem parte das Leis da Natureza. Uma dessas histórias que encontramos através do tempo é a das Mesas Girantes.


AS MESAS GIRANTES 
          No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes; este fenômeno é conhecido também como mesas falantes ou dança das mesas. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade, era um objeto de distração, o interesse era apenas a diversão, uma vez que ter o poder de levantar e girar mesas parecia instigante, tanto que há desenhos da época que revelam elegantes senhores e senhoras em volta de uma mesa, fazendo-as rodopiar no ar. E até eram feitas extensas reportagens nos jornais e charges, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão.

 



          No princípio, elas só giravam. Varias pessoas em torno de uma mesa colocavam as mãos sobre ela e o móvel começava a girar. Via-se, então, um corpo mais pesado que o ar flutuar sem ser tocado por ninguém. Quando o efeito começava a se produzir, geralmente se ouvia um pequeno estalido na mesa, que era o prelúdio do movimento; parecia fazer esforços para desprender-se, depois o movimento de rotação se pronunciava; se acelerava ao ponto de adquirir uma rapidez tal que os assistentes experimentavam serias dificuldades para segui-la. Uma vez estabelecido o movimento podia-se mesmo afastar-se da mesa, que continuava a se mover, em diversos sentidos, sem contato. Alguns moveis dançavam ou subiam até o teto. A única prescrição, rigorosamente obrigatória era o recolhimento, um silêncio absoluto, e, sobretudo, a paciência se o efeito se fazia esperar. Ele poderia produzir-se em alguns minutos, como poderia tardar meia hora ou uma hora; isso depende da força medianímica dos coparticipantes. 


Em outras circunstâncias, a mesa se levantava e se endireitava, tanto sobre um só pé, tanto sobre outro, depois retoma docemente sua posição natural. Outras vezes ela se balança imitando o movimento transversal ou longitudinal de um barco. De outras vezes, enfim, mas para isso é preciso uma força medianímica considerável, se destacava inteiramente do solo, e se mantinha em equilíbrio no espaço, sem ponto de apoio, erguendo-se mesmo, por vezes, até o teto, de modo que se podia passar-lhe por debaixo; depois descia lentamente, balançando como o faria uma folha de papel, ou caia violentamente e se quebrava, o que provava, de maneira patente, que não era joguete de uma ilusão de ótica.


          A forma da mesa, a substancia da qual foi feita, a presença de metais, não tinha importância. Só o volume da mesa tinha alguma importância, mas somente no caso de que a força medianímica seja insuficiente para vencer a resistência; em caso contrário, uma única pessoa, uma criança mesmo, que possuía mediunidade, poderia fazer erguer uma mesa de 100 quilos, enquanto que, em condições menos favoráveis, doze pessoas não fariam mover a menor mesinha.

         Um outro fenômeno que se produzia, muito frequentemente, segundo a natureza do médium, é o dos golpes dados na própria textura da madeira, sem nenhum movimento da mesa; esses golpes, algumas vezes muito fracos, outras vezes bastante fortes, se faziam ouvir igualmente nos outros móveis do resinto, contra as portas, as paredes e o teto.

         Posteriormente, colocando as mãos encima da mesa, enquanto recitava o alfabeto, a mesa batia um golpe a cada uma das letras que o espírito queria para formar as palavras. Esse procedimento, era muito lento, mas produzia excelentes resultados, e assim se tinha desta forma, as mesas falantes e girantes, em que também fazia rotação, e movimentos em todos os sentidos, erguimentos e pancadas com violência, etc. Esses fatos estranhos chamaram a atenção geral e virou moda, um dos maiores entretenimento da época.


         Até então, os fatos eram explicados somente por uma suposta ação magnética ou de uma corrente elétrica, mas não tardou a se reconhecer nesses fenômenos, efeitos inteligentes, porque o movimento obedecia a uma vontade; a mesa se dirigia à direita ou à esquerda, sobre um ou dois pés, batendo o número de pancadas convencionadas para a obtenção de respostas, etc. Desde então ficou evidente que a causa não era puramente física.

Para melhorar a comunicação entre os espíritos e os homens, outras formas foram sendo criadas. Como as comunicações por pancadas eram lentas e incompletas; reconheceu-se que a adaptando-se um lápis a uma cesta ou a uma prancheta ou a outro objeto qualquer sob o qual colocam-se os dedos, esse objeto se punha em movimento e traçava caracteres. Mais tarde, certificou-se que esses objetos não eram senão acessórios os quais podia-se dispensar. A experiência demonstrou que o espírito agindo sobre um corpo inerte para dirigi-lo a vontade, poderia agir do mesmo modo sobre o braço ou a mão, a fim de conduzir o lápis. Desde este momento, as comunicações não tiveram mais limites e a troca de ideias pode ser feita com tanta rapidez e desenvolvimento quanto entre os vivos. Era um vasto campo aberto à exploração, à descoberta de um mundo novo: O mundo dos Espírito.




A Codificação Espírita
          Hippolyte Leon Denizard Rivail, não aceitou de imediato os fenômenos das
mesas girantes, mas estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e investigou a natureza dessa força, que se identificou como os “espíritos dos homens” que haviam morrido. Rivail fez centenas de perguntas aos espíritos, analisou as respostas, comparou-as e codificou-as, tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e não divulgando nada que não passasse por esse crivo. Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O professor Rivail, imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec.


A Doutrina Codificada por Allan Kardec tem caráter cientifico, religioso e filosófico. Essa proposta de aliança da Ciência com a Religião está expressa em uma das máximas de Kardec, no livro “A Gênese”: “ O Espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado porque, se novas descobertas demonstrassem estar em erro sobre um certo ponto, ele se modificaria sobre esse ponto; se um nova verdade se revelar, ele a aceitará”.



Gravura apresentada nos noticiários da época na Alemanha, 1853. Para mostrar como as
pessoas se reunião em torno de uma mesa para fazê-la mover. 

Charge das mesas girantes.