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domingo, 14 de junho de 2020

MINUTO DE SABEDORIA: Não se Desespere Diante das Dificuldades


Não se desespere diante das dificuldades.

 Colhemos aquilo que plantamos.

 Somos escravos do ontem, mas somos donos de nosso amanhã.

 Se construiu um presente doloroso, fique alerta, para construir um futuro alegre, saudável, no qual possamos colher os frutos do amor e da felicidade sem limites.

 Faça o bem de todas as formas, para preparar um futuro melhor.

 

Fonte: Livro – Minutos de Sabedoria. De C. Torres Pastorio. Mensagem 168.


segunda-feira, 8 de junho de 2020

PRECE A ISMAEL, GUIA ESPIRITUAL DO BRASIL, PARA A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

        Muitas vezes as palavras nos faltam, mas jamais a prece deve nos faltar em todos os momentos da vida, principalmente neste momento de pandemia em que a humanidade atravessa, sendo um momento de provação. A prece nos sustenta, nos consola, nos traz esperança e sabemos que estamos sendo amparos, mesmo que muitas vezes não percebemos, mas amigos tutelares nos auxilia. 

        “A forma nada vale, o pensamento é tudo. Ore, pois, cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração.” Allan Kardec, Evangelho Segundo. 

        A prece a seguir, é à Ismael, que é o guia espiritual do Brasil, para o Coronavírus. A autoria da prece é de Christiane Drux. Coordenadora da área de comunicação espírita do CEERJ. E a produção do vídeo é da FEBtv. Elevemos os nosso pensamentos em amor e esperança e juntos façamos a prece para o bem do Brasil e de toda a humanidade em todos os países do planeta Terra. 




PRECE A ISMAEL

        Querido Ismael. Hoje me reporto a vós, anjo tutelar do nosso Brasil. 
        Recebestes do divino Rabi a incumbência de alçar ao alto a imagem da cruz: A essência do evangelho, a imolação de nosso Mestre, traduzida em constelação no céu da Pátria do Cruzeiro. 
        A pandemia nos visita, conclamando as nações e a humanidade a uma reflexão, a uma pausa para retomada de curso. 
        Neste momento decisivo sabemos que é necessário ouvir, enxergar o que está por trás dos acontecimentos. 

        Olha por nós Ismael, 
        Rogo a tua intercessão junto a todos os espíritos de primeira ordem, tutores dos demais países do nosso planeta. 
        Que a humanidade seja envolta num manto de paz e esperança, de resignação e fé. 
        Somos filhos de Deus e um pai não abandona seu rebento. 

        Olha por nós Ismael. 
        Cuida deste Brasil, Pátria do Evangelho. 
        É chegado o momento de darmos o testemunho da confiança, que alimentará a nós mesmos e as almas sedentas de irmãos de vários outros países. Somos coração e este faz verter ao corpo maior que é o mundo, a seiva em sangue dos propósitos maiores do amor. 

        Confiamos em ti Ismael. 
        Que o verde das matas, O azul do oceano, rios e lagos O solo bom em que tudo floresce e frutifica seja esteio, para alçarmos pensamentos ao alto. 
        Que nós sejamos celeiro para o mundo em atos de renúncia e resignação. 

        Confiamos em ti Ismael 

        Fostes designado para ser o zelador dos patrimônios imortais, dos valores que constituem a Terra do Cruzeiro. 
        Que possamos colocar também sobre nossos braços, mobilizar os refúgios mais íntimos do nosso espírito a cerrar fileira contigo,na sublime ação de acolhimento e consolo a todos que sofrem. 

        Seja conosco Ismael, Inspira-nos ações no Bem Pois somos filhos diletos, embora sementes ainda imperfeitas do bondoso jardineiro, Jesus. 

        Em nossa marcha através dos tempos, enquanto nação, temos como brasileiros o dever de considerar o valor espiritual da nossa pátria, e com nossas ações e movimentos, chancelarmos a vocação deste grandioso destino. 

        Seja conosco Ismael. fazendo vigorar na terra do Cruzeiro a doutrina de amor, do Mestre Nazareno . 


Prece de Christiane Drux. Coordenadora da área de comunicação espírita do CEERJ.
Produção: FEBtv
Imagens: Vídeo Blocks
Trilha sonora: Evenstar – The Lord og Rings – The two towers.



domingo, 31 de maio de 2020

Música Espírita: É Chegada a Hora

Música: É chegada a hora 
CD: Luz de Chrystal 
Cantora: Helena Cristina



LETRA DA MÚSICA: É Chegada a Hora

Por que estas parado ai, irmão?
Sem rumo, sem direção.

A boa nova nos chama
É jesus quem clama
Por nossa renovação! (BIS)

Meu irmão não te demora
Tudo na vida tem hora,
Ela é evolução.

O momento é agora
É chegada a hora da
Grande separação

Do joio e do trigo, grão a grão (BIS)

Um mundo novo surgirá
Dessa transformação
Um mundo novo surgirá
De paz e união.

INTRODUÇÃO

REPETE TODA A MÚSICA NA INTEGRA




quinta-feira, 28 de maio de 2020

TEMPOS DE PANDEMIA

Artigo publicado de Divaldo Franco no jornal A Tarde, coluna Opinião, 14 de maio de 2020.


                                       DIVALDO P. FRANCO
                          Professor, médium e conferencista


   Sabemos, os cristãos, que a humanidade passará por terríveis aflições, mais ou menos neste período. O Velho como o Novo Testamento referem-se a esses testemunhos mais de uma vez, elucidando que defluirão da conduta das pessoas no seu transcurso carnal.

  Ninguém ignora que o Universo é mantido por Leis cosmofísicas extraordinárias, tenha-se ou não religião. A ordem mantém a Natureza dentro do equilíbrio que, em algumas vezes, se apresenta como um caos. E, mesmo nele, existe uma ordem que nos escapa.

     Os seres humanos alcançamos em nossa evolução antropológica um nível invejável nas conquistas da ciência e da filosofia, sem que nos fizéssemos acompanhar de grau idêntico de moralidade. Os valores morais foram deixados à margem como castradores e ultrapassados.

    As paixões sensoriais dominam a humanidade que estorcega entre as asselvajadas e o vazio existencial, denominado como falta de sentido para a vida.

     De tal maneira foram exauridos os gozos, que se saltou para as aberrações em grande violência contra o próprio viver, a fim de fruir-se prazer, que passou a ser o objetivo existencial, especialmente para os maduros e jovens.

      As ansiedades pelas novidades moldam-lhes a cada momento, além das experiências mais chocantes num desrespeito total às resistências e constituições do organismo. Somente interessa o que choca e o que provoca satisfações quase sempre sadistas.

     Violentadas as leis de harmonia que devem viger dentro de uma ordem transcendente, elas atendem as ansiedades mentais e emocionais em conteúdos semelhantes aos seus apelos.

       … E o COVID-19 surgiu, ameaçador…

     Autoridades e povos desprevenidos e acostumados à desordem e aos seus hábitos não lhe deram valor e deixaram-se contaminar, complicando com as suas demandas políticas de baixo nível moral, tornando muito difícil os comportamentos que já são desvairados, pelo excesso de informações conscientemente equivocadas ou ocultando interesses subalternos da pior qualidade.

   Uns governantes impõem o isolamento enquanto outros estimulam a convivência perigosa e o horror, como o desprezo por informações que conduzem outros.

     As terapias sofrem a interferência de pessoas totalmente desinformadas, mas poderosas, e embora já hajamos alcançado um milhão de curados, estamos sofrendo incertezas devastadoras.

     Que fazer? Todos sabemos como ocorre o contágio desse mal: o contato direto com o vírus. Seja qual for a orientação que recebamos, sigamos o bom senso, a cultura já adquirida.

      Assim, mantenhamos distância física do nosso próximo, usando máscara, lavando-nos com sabão e álcool em gel (especialmente as mãos) e oremos a Deus, o Supremo Governador do Universo.

            Mantenhamos a calma e o respeito ao próximo, no lar ou fora dele.


Fonte: Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, 14 de maio de 2020.


segunda-feira, 25 de maio de 2020

PERDA DE PESSOAS AMADAS

A perda de pessoas que nos são queridas nos causa um desgosto, essa causa de desgosto atinge tanto o rico quanto o pobre: é uma prova ou expiação, é a lei comum.


A dor inconsolável dos sobreviventes afetam os espíritos a que se dirigem, pois o espírito é sensível à lembrança e aos lamentos daqueles que amou, mas uma dor incessante e irracional o afeta penosamente, porque ele vê nessa dor excessiva uma falta de fé no futuro e de confiança em Deus em por conseguinte, um obstáculo ao progresso e, talvez, ao reencontro.

O espírito, estando mais feliz que sobre a Terra, lamentar-lhe a vida é lamentar que ele seja feliz. Dois amigos são prisioneiros e encerrados no mesmo cárcere; ambos devem ter um dia sua liberdade, mas um deles a obtém antes do outro. Seria caridoso, aquele que fica, estar descontente de que seu amigo seja libertado antes dele? Não haveria mais egoísmo que afeição de sua parte, em querer que partilhasse seu cativeiro e seus sofrimentos tanto tempo quanto ele? Ocorre o mesmo com dois seres que se amam, sobre a Terra: aquele que parte primeiro, está livre primeiro, e deve felicitá-lo por isso, esperando com paciência o momento em que estaremos por nossa vez.

Faremos, sobre esse assunto, uma outra comparação. Tendes um amigo que, perto de vós, está numa situação muito penosa; sua saúde ou seu interesse exige que ele vá para um outro país, onde estará melhor sob todos os aspectos. Ele não estará mais perto de vós, momentaneamente, mas estareis sempre em correspondência com ele: a separação não será senão material. Estaríeis descontentes com seu afastamento, visto que é para seu bem?

A Doutrina Espírita, pelas provas que não deixam dúvidas que dá da vida futura, da presença em torno de nós, daqueles que amamos, da continuidade da sua afeição e da sua solicitude, pelas relações que nos faculta manter com eles, nos oferece uma suprema consolação numa das causas mais legítimas de dor. Com o Espiritismo, não há mais solidão, mais abandono, porquanto o homem mais isolado, tem sempre amigos perto de si, com os quais pode conversar. 

Suportamos impacientemente as tribulações da vida e elas nos parecem tão intoleráveis que não compreendemos que as possamos suportar. Todavia, se as suportarmos com coragem, se houvermos imposto silencio às nossas murmurações, nós nos felicitaremos quando estivermos fora dessa prisão terrestre, como o paciente que sofre se felicita, quando está curado, de se ter resignado a um tratamento doloroso.

 

Fonte: O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Livro IV – Cap. I – Penas e Gozos Terrestres, questões: 934 e 936



quinta-feira, 14 de maio de 2020

DESENCARNE COLETIVO

            Os espíritos ao reencarnarem unem-se em grupos, em famílias e em situações com os quais possuem necessidades e provas a partilharem, em que eles mesmos deram origem em outras vidas. Então estes espíritos se unem tanto no erguimento de obras para o bem, para o progresso, como em situações de flagelos e de sofrimentos levando às chamadas mortes coletivas. Por trás das mortes coletivas tem todo um conjunto de razões que está de acordo com as leis de Deus; que são justas, perfeitas e misericordiosa. É a Lei da Ação e Reação. Então, as mortes coletivas acontecem por causa de dívidas contraídas no passado, sendo este tipo de morte o meio para se pagar determinados tipos de dívidas, contraídas em vidas passadas.


            Joanna de Ângelis nos informa alguns crimes contra a humanidade que são justificados num flagelo destruidor, incluindo: “Comparsas de hediondas chacinas, grupos de vândalos; malta de inveterados agressores; corsários e marinhagens desvairados; soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora; incendiários contumazes de lares e celeiros; cúmplices e seviciadores de vítimas inermes; pesquisadores e cientistas impenitentes; legisladores sádicos e injustos; conquistadores arbitrários, carniceiros; mentes vinculadas entre si pelo ódio, ciúme e inveja que incendeiam paixões.” Ou seja, esses são criminosos que “reunidos em vidas futuras, atravessando os portais da Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram, escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente... a fim de se reajustarem no concerto Cósmico da Vida...”


            Precisamos entender que o ser humano está sob três aspectos, que são: indivíduo; membro da família; e cidadão. Sob cada um desses três aspectos pode ser criminoso ou virtuoso; por isso existem as faltas do indivíduo, da família e da nação. Qualquer aspecto deste em que o ser humano esteja em falta, as dívidas são reparadas com a Lei da Ação e Reação. Esta mesma Lei age sobre o indivíduo, sobre a família, sobre as nações, raças, enfim, o conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.

            Os erros praticados em conjunto, são reparados de uma forma solidária, coletiva, ou seja, os mesmos espíritos que erram juntos reúnem-se para reparar suas faltas. Aqueles que em coletividade desrespeitaram as leis universais, se encontram em determinada reencarnação para pagarem os crimes realizados. Esse reencontro se dar pela lei de afinidade para pagar por aqueles crimes, delitos terríveis que cometeram, quitando suas dívidas por meio de fenômenos naturais como maremotos, terremotos, ou tragédias como acidentes de avião, incêndios, ou epidemias; ou guerras...

            Emmanuel nos informa que as comoções geológicas não são simples acidentes da natureza, uma vez que o mundo não está sob a direção de forças cegas. E Emmanuel ainda esclarece que, as comoções geológicas são instrumentos de provações coletivas, ríspidas e penosas. A multidão resgata igualmente os seus crimes e cada elemento integrante da mesma quita-se do passado em relação aos débitos pessoais.


            E Joanna de Ângelis no livro Após a Tempestade, nos informa que: “Esses flagelos destruidores tem objetivos saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem elimina e aspira em continua intoxicação.” Compreendemos que a atmosfera se compõe também das energias emitidas pelos espíritos encarnados e que precisa periodicamente ser renovada. Eventos de catástrofes produzem uma energia diferente e compensadora que é a que emana da solidariedade que costuma ser vista em momentos assim.

            A misericórdia Divina é tão inenarrável, que aqueles que se dedicam ao bem, à caridade, ao amor ao próximo, podem mudar a forma de pagamento de sua dívida. Está neste grupo aqueles que escaparam por pouco, por sorte, dos resgate coletivos.

            A reparação dos débitos se dá porque a alma, quando volta para o mundo dos espíritos, conscientiza-se da responsabilidade própria, faz o levantamento dos seus débitos passados e, por isso mesmo, roga os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente, e se libertar de tais faltas. Os seja, os erros coletivos exigem reparação coletivas conforme os padrões da Justiça Divina, é uma reparação pedagógica.


quarta-feira, 6 de maio de 2020

FLAGELOS DESTRUIDORES

O objetivo dos flagelos destruidores é fazer a humanidade avançar mais depressa. A destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos, que adquirem, a cada nova existência, um novo grau de perfeição. É preciso ver o fim para poder apreciar os resultados. Esses transtornos são, frequentemente, necessários  para fazer alcançar, mais prontamente, uma ordem melhor de coisas, em alguns anos o que exigiria séculos.

           Deus emprega todos os dias outros meios sem ser os flagelos destruidores para aprimorar a humanidade, visto que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É que o homem não aproveita; é preciso o homem ser tocado no seu orgulho e fazê-lo sentir sua fraqueza.

          Durante a vida, o homem relaciona tudo com o seu corpo, mas, depois da morte, ele pensa de outra forma, pois a vida do corpo é pouca coisa. Um século no mundo material é um relâmpago na eternidade. Portanto, os sofrimentos de alguns meses ou alguns dias, não são nada, apenas um ensinamento para nós, e que nos servirá no futuro. O mundo espiritual é o mundo real, preexistente e sobrevivente a tudo, são os filhos de Deus e o objeto de toda a sua solicitude; os corpos físicos são apenas os trajes com os quais eles aparecem no mundo material. Nas grandes calamidades que dizimam os homens, é como um exército que, durante a guerra, vê seus trajes usados, rasgados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com suas vestes.

           Mas as vítimas desses flagelos não são menos vítimas?

          Se considerarmos a vida por aquilo que ela é, e o pouco que é com relação ao infinito, se atribuiria menos importância a isso. Essas vítimas encontrarão, em uma outra existência, uma larga compensação aos seus sofrimentos, se elas sabem suportá-los sem murmurar.

          Que chegue a morte por um flagelo ou por uma causa comum, não se pode escapar a ela quando soa a hora de partida: a única diferença é que com isso, nos desencarnes por flagelo, parte um maior número de uma vez.

          Se pudéssemos nos elevar, pelo pensamento, de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la inteiramente, esses flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais que tempestades passageiras no destino do mundo.

         Os flagelos destruidores tem uma utilidade, sob o ponto de vista físico, pois eles mudam, algumas vezes, o estado de uma região; mas o bem que disso resulta não é, frequentemente, percebido senão pelas gerações futuras.

          Os flagelos são provas que fornecem ao homem a ocasião de exercitar sua inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação à vontade de Deus, e o orientam para demonstrar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se ele não está mais dominado pelo egoísmo.

         O homem pode evitar os flagelos por uma parte, mas não como se pensa, geralmente. Muitos flagelos são o resultado da imprevidência do homem; à medida que o homem adquire conhecimentos e experiência, pode evitá-los, quer dizer, preveni-los, se sabe procurar-lhes as causas. Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os gerais que estão nos desígnios da Providência, e dos quais cada indivíduo recebe mais ou menos, a repercussão.  A estes o homem não pode opor senão a resignação à vontade de Deus e, ainda, esses males são agravados, frequentemente, pela sua negligência.

          Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, é preciso incluir na primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não encontrou na ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e na irrigação, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar, ou pelo menos atenuar, os desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão preservadas hoje? Que não fará, portanto, o homem por seu bem-estar material quando souber aproveitar todos os recursos de sua inteligência e quando ao cuidado de sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade por seus semelhantes?



Fonte: O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Cap.VI – Lei de Destruição, questões 737 à 741.

 


quarta-feira, 22 de abril de 2020

PRECE: NAS AFLIÇÕES DA VIDA


26. PREFÁCIO. Podemos pedir a Deus favores terrestres, e Ele pode no-los conceder, quando tem uma finalidade útil e séria; mas, como julgamos a utilidade das coisas pelo nosso ponto de vista, e nossa visão é limitada ao presente, nem sempre vemos o lado mau daquilo que desejamos. Deus, que vê melhor do que nós, e não Quer senão o nosso bem, Pode, nos recusar, como um pai recusa a seu filho o que poderia prejudicá-lo. Se o que pedimos não nos é concedido, nisso não devemos conceber nenhum desencorajamento; é preciso pensar, ao contrário, que a privação do que desejamos, nos é imposta como prova ou expiação, e que a nossa recompensa será proporcional à resignação com a qual a tivermos suportado. 
(Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. XXVII, nº 6, cap II, nº 5,6 e 7).


27. PRECE. 

Deus Todo-Poderoso, que Vedes as nossas misérias, Dignai-Vos Escutar favoravelmente os votos que vos dirijo neste momento. Se o meu pedido for inconveniente, Perdoai-mo; se for justo e útil aos Vossos Olhos, que os bons Espíritos, que executam Vossas Vontades, venham em minha ajuda para o seu cumprimento.
         O que quer que me advenha, meu Deus, que a Vossa Vontade Seja Feita. Se meus desejos não são atendidos, é porque entra nos Vossos desígnios experimentar-me, e eu me submeto sem murmurar. Fazei com que eu não conceba nisso nenhum desencorajamento, e que nem minha fé, nem minha resignação, sejam abaladas.
          (Formular pedido).



Fonte: Coletânea de Preces Espíritas.  Allan Kardec. 




domingo, 12 de abril de 2020

PÁSCOA É ESPERANÇA



A Páscoa é símbolo de ESPERANÇA. Não há data mais simbólica do que esta, que nos traz confiança em um futuro melhor, nos traz ESPERANÇA.

Jesus nos traz luz na escuridão. Jesus renova todas as coisas. E a ressurreição é fonte de ESPERANÇA, de saber que depois das trevas a luz aparece. De que nada está determinado, e podemos reescrever nossa própria história, de que temos a possibilidade do recomeço sempre.

Esta Páscoa, é muito especial, em que estamos a buscar ESPERANÇA, para dias melhores. Longe de nossa família, mas ligados com laços ainda mais fortes pelo amor verdadeiro que nos unem com mais força do que antes. A palavra para esses dias é ESPERANÇA, e quem mais nos traz ESPERANÇA, é o nosso Mestre Jesus, que nos dar luz por meio dos seus ensinamentos nesses dias difíceis em que toda a humanidade está enfrentado e sofrendo.  Com a sua partida do plano físico do planeta Terra, ainda nos deixou a certeza de vida depois da morte, deixando a Páscoa Cristã como um símbolo de ESPERANÇA que passa de milênios após milênios. Que Mestre Inenarrável, que nos segue até mesmo depois de sua partida, e nunca nos deixa, estando sempre a nos governar nas diretrizes das nossas vidas, de encarnação após encarnação.

Lembremos que Jesus está no leme do barco. Jesus é o comandante deste barco. Isso não significa falta de tempestade, de mar revolto, e que o barco não irá sofrer perdas, ou ser danificado, mas significa que o comandante do barco tem a destreza de levar este barco com os passageiros a porto seguro.

Amados, tenhamos a esperança, a fé em dias melhores, na superação desta pandemia, mas que superar esta pandemia depende de nós, os passageiros do barco, em fazer a nossa parte dentro desse barco, para que possamos ajudar uns aos outros e estamos saudáveis, até que o nosso comandante aporte este barco em um porto seguro, com as bênçãos de Deus, Força Criadora.

Desejo a todos da humanidade, nos mais recônditos lugares deste planeta esperança, amor, caridade. Minhas saudações!


Escrito pelo Blog Jardim Espírita.




sexta-feira, 3 de abril de 2020

AJUDA-TE, E O CÉU TE AJUDARÁ

Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porque todo aquele que pede recebe, quem procura acha, e se abrirá àquele que bater à porta.
Também, qual é o homem dentre vós que dá uma pedra ao filho quando lhe pede o pão? Ou se lhe pede um peixe, lhe dará uma serpente? Se, pois, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, com quanto mais forte razão vosso Pai, que está nos céus, dará os verdadeiros bens aqueles que lhos pedem. (São Mateus, cap. VII, v. de 7 a 11).




2. Sob o ponto de vista terrestre, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta: Ajuda-te, e o céu te ajudará. É o princípio da Lei do Trabalho, e, por conseguinte, da Lei do Progresso, porque o progresso é filho do trabalho, e o trabalho coloca em ação as forças da inteligência.
Na infância da Humanidade, o homem não aplica sua inteligência senão à procura de sua alimentação, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos; mas Deus lhe deu,  a mais do que ao animal, o desejo incessante do melhor, e é este desejo do melhor que o impele à procura dos meios de melhorar sua posição, que o conduz às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da ciência, porque é a ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Através das suas pesquisas, sua inteligência aumenta, sua moral se depura; às necessidades do corpo sucedem as necessidades do espírito; após o alimento material, é preciso o alimento espiritual, e é assim que o homem passa da selvageria à civilização.
Mas o progresso que cada homem cumpre, individualmente, durante a sua vida, é bem pouca coisa, imperceptível mesmo num grande número; como então a Humanidade poderia progredir sem a preexistência e a reexistência da alma? As almas, indo-se cada dia para não mais voltarem, a Humanidade se renovaria sem cessar com os elementos primitivos, tendo tudo a fazer, tudo a aprender; não haveria, pois, razão para que o homem fosse mais avançado hoje do que nas primeiras idades do mundo, uma vez que, a cada nascimento, todo o trabalho intelectual estaria por recomeçar. A alma, ao contrário, voltando com o seu progresso realizado, e adquirido cada vez alguma coisa a mais, é assim que ela passa gradualmente da barbárie à civilização material, e desta à civilização moral. (Ver cap. IV, n° 17).

3. Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho do corpo, seus membros estariam atrofiados; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal; por isso, lhe fez o trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás, trabalha e produzirás; dessa maneira, serás o filho das tuas obras, delas terás o mérito e serás recompensado segundo o que tiveres feito.

4. É pela aplicação desse princípio que os espíritos não vem poupar o homem do trabalho das pesquisas, trazendo-lhes descobertas e invenções feitas e prontas para produzir, de maneira a não ter que tomar senão o que se lhe colocasse na mão, sem ter o trabalho de se abaixar para recolher, nem mesmo o de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia se enriquecer, e o mais ignorante tornar-se sábio de graça, e um e outro se dar o mérito do que não teriam feito. Não, os Espíritos não vem isentar o homem da lei do trabalho, mas mostrar-lhe o fim que deve atingir e o caminho que a ele conduz, dizendo-lhe: Caminha e chegarás. Encontrarás pedra sob os teus passos: olha, e tira-as tu mesmo; nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar. (O Livro dos Médiuns, cap. XXVI, n°s 291 e seguintes).

5. Sob o ponto de vista moral, aquelas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que deve clarear o vosso caminho, e ela vos será dada; pedi a força de resistir ao mal, e a tereis; pedi a assistência dos bons espíritos, e eles virão vos acompanhar e, como o anjo de Tobias, vos servirão de guias; pedi bons conselhos, e não vos serão jamais recursados; batei à nossa porta, e ela vos será aberta, mas pedi sinceramente, com fé fervor e confiança; apresentai-vos com humildade e não com arrogância; sem isso, sereis abandonados às vossas próprias forças, e as próprias quedas que tereis serão a punição do vosso orgulho.
Tal é o sentido destas palavras: Procurai e achareis, batei e se vos abrirá.


Fonte: Livro -  O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. XXV – Itens 1 à 5.