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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

ANTIGA LENDA EGÍPCIA DO PEIXINHO VERMELHO


                 No centro de formoso jardim, havia grade lago, adornado de ladrilhos azul-turquesa.

                Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.

                Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas1 (1Local sob uma laje que serve de toca para peixes), frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.

                Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos.

                Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos.

                Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.

                O peixinho vermelho que nadasse e sofresse. Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula2  (2calor muito forte) ou atormentado de fome.

                 Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.

                Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.

                Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro.

                 À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo: “Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?”

                Optou pela mudança.

                Apesar de macérrimo pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.

                Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d’água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança...

                Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos.

                Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.

                Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.

                Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.

                Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo.

                De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que deveria e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.

                Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas.

                O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.

                Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delegados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz. 

                Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com
centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, uma vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude continuariam a correr para o oceano.

                O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagra-se à obra do progresso e salvação deles.

                Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? Não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações?

                Não hesitou.

                 Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.

                Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.

                Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros.

                Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmos gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.

                Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lótus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.

                Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, dera pela ausência dele.

                Ridiculizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhes a reveladora aventura.

                O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.

                O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem-fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceano e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranquilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.

                Assim que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.

                Ninguém acreditou nele.

                Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquela história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.

                O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até a grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou borbulhante:
                - Não vês que não cabe aqui nem uma si de minhas barbatanas? Grande tolo! Vai-te daqui! Não nos perturbes o bem-estar... Nosso lago é o centro do universo... Ninguém possui vida igual à nossa! ...

                Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.

                Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca.

                As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...

***

                Esta lenda narrada está na mensagem inicial escrita pelo Espírito Emmanuel, no livro Libertação, psicografado por Chico Xavier, pelo Espírito André Luiz. O Espírito Emmanuel ao final da narrativa desta lenda egípcia fala sobre o esforço que o Espírito André Luiz fez para mostrar a nós encarnados os outros caminhos que ele percorreu no plano espiritual, nos seus livros para nos informar de outros mundos e modo de viver, assim como de outras paisagens e horizontes... O Espírito Emmanuel encerrou a sua mensagem de abertura do Livro Libertação explicando sobre a lenda egípcia do peixinho vermelho, concluindo da seguinte forma para nos elucidar melhor:

                O esforço de André Luiz, buscando acender luz nas trevas, é semelhante à missão do peixinho vermelho.
                Encantado com as descobertas do caminho infinito, realizadas depois de muitos conflitos no sofrimento, volve aos recôncavos da crosta terrestre, anunciando aos antigos companheiros que, além dos cubículos em quem se movimentam, resplandece outra vida, mais intensa e mais bela, exigindo, porém, acurado aprimoramento individual para a travessia da estreita passagem de acesso ás claridades da sublimação.
                Fala, informa, prepara, esclarece...
                Há, contudo, muitos peixes humanos que sorriem e passam, entre a mordacidade e a indiferença, procurando locas passageiras ou pleiteando larvas temporárias.
                Esperam um paraíso gratuito com milagrosos deslumbramentos depois da morte do corpo.
                Mas, sem André Luiz e sem nós, humildes servidores de boa vontade, para todos os caminheiros da vida humana pronunciou o Pastor Divino as indeléveis palavras: “A cada um será dado de acordo com as suas obras.” – Emmanuel. Pedro Leopoldo (MG), 22 de fevereiro de 1949.  

domingo, 17 de fevereiro de 2019

OS SOFRIMENTOS

Artigo escrito por Divaldo Franco, Professor, médium e conferencista. Para o jornal A Tarde, coluna Opinião, em 09 de agosto de 2018. 

                       


     A vida para expressar-se exige o consumo de energia.


     O desgaste, portanto, é resultado do uso que produz o envelhecimento e a consumpção.

     O ser humano é o “princípio inteligente do Universo”, gerado por Deus a caminho da perfectibilidade relativa a que está destinado.

     Desde quanto criado reveste-se de inúmeros corpos que lhe constituem a organização material, desenvolvendo os valores que lhe jazem no íntimo até o momento em que se liberta do jugo carnal, tornando-se Espírito puro.

     Compreensível que em cada etapa desenvolva alguma aptidão que o dignifica, somando as experiências que mais lhe facultam o engrandecimento intelecto-moral.

     A existência carnal é-lhe, pois, uma provação, mediante a qual supera o primarismo do início.

     As conquistas positivas, assim como as negativas, programam as futuras, experimentando, no primeiro caso, ascensão e, no segundo, sofrimentos naturais, mediante os quais aprende a respeitar as Leis que regem a vida.

     O sofrimento, desse modo, expressa-se como mecanismo de evolução, por facultar-lhe a libertação das anfractuosidades morais que o mantêm nos níveis inferiores.

     Quando existe o despertar para a realidade daquilo que se é e das infinitas possibilidades que lhe estão ao alcance, mais fácil torna-se a aquisição da felicidade, mediante a libertação das paixões dissolventes e a aquisição dos sentimentos de amor.

     A ciência e a tecnologia diariamente descobrem os recursos que tornam a existência material amena, senão, quase destituída de padecimentos, necessitando do contributo ético-moral para alcançar-se a plenitude.

     Nesse sentido, a ciência espírita constitui um manancial de bênçãos ao alcance de todos quantos desejam superar os limites da organização material, utilizando-se das preciosas lições do Evangelho de Jesus Cristo, as mais belas que se conhece porque centralizadas no amor, transformando os instintos hostis em sentimentos de ternura e fraternidade.

     Esses sentimentos, no entanto, devem ser trabalhados com frequência, utilizando-se os valiosos tesouros da paciência, da humildade e da solidariedade que devem viger em todos os corações.

     Jamais houve na Terra tantas conquistas valiosas ao tempo em que multidões fragilizadas naufragam nos poços sombrios da depressão e do suicídio ou fogem para a violência.

Jesus continua sendo a solução, aguardando que cada qual cumpra com o seu dever de amar e servir sempre.


Escrito por Divaldo Franco. Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 09-08-2018.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

IDOLATRIA

A idolatria não está direcionada apenas a adoração de imagens, santos... Mas, abrange circunstâncias muito maiores e em vários parâmetros:


- Há quem idolatre santos, imagens em busca de fazer pedidos.
- Há quem idolatre o próprio corpo, em busca de um corpo perfeito e vaidade ao extremo, sujeitando-se até a correr risco de morte para chegar na tal ‘forma perfeita’.
- Há quem idolatre cantores, atores, atletas, time de futebol, jogos, festas... 
- Há quem idolatre os bens materiais, fama, dinheiro, status... E que passa por cima de tudo para conseguir acumular cada vez mais os bens passageiros e perecíveis.
- Há quem idolatre religião. E tendo atitudes contrárias aos preceitos morais pregados por tal religião seguida.
- Há quem idolatre o sexo. Tendo atitudes e pensamentos doentios, ou que muita vez acham normal sem ser, e ou para apimentar a relação com atitudes de baixa moral.
- Há quem idolatre pessoas, seja famosos ou não, seja políticos ou religiosos como padres, pastores, oradores, palestrantes espíritas. Esquecendo que todos são falhos como nós.
- Há quem idolatre os médiuns. E muitas vezes as vão em busca não dos ensinos e sim da pessoa do médium.
- Há quem idolatre os vícios de vários seguimentos, dentre eles a bebida alcoólica, cigarro, drogas ilícitas ou lícitas, ou o excesso de alimento... Assim, desrespeitando o corpo físico com os excessos e afetando a saúde.

Como há tantos tipos de idolatria. O que fica na maioria das vezes na nossa mente é a idolatria pela ‘imagem’, mas não paramos para refletir quantos tipos de idolatria tem, e que também de uma forma ou de outra em algum parâmetro somos idolatras. Idolatramos, veneramos alguma coisa, e assim atrapalhando nossa evolução espiritual.

No meio espírita há a idolatria por palestrantes, médiuns – as celebridades espíritas! E alguns desses idolatrados muita vez se deixam ser idolatrados, demonstrando orgulho e as falhas que todos nós carregamos em maior ou menor grau.

A consciência alheia vai entronizando médiuns, palestrantes, trabalhadores espíritas, inadvertidamente em pensamentos doentios, fantasiosos. É necessário reconhecer que aí se tem um perigo sutil, que por meio desses inúmeros trabalhadores tem resvalado para o despenhadeiro da inutilidade.


           É necessário considerar que nada e nem ninguém ocupe o lugar de Deus e de Jesus em nossa vida. É muito difícil descobrir o amor sem falha, imperfeições e a ele nos entregarmos sem reservas. E porque essa dificuldade é flagrante em todos os caminhos de nossa evolução, quase sempre incidimos no velho erro da idolatria.

Na 1ª Epístola aos Coríntios, cap. 10, v. 7, Paulo de Tarso nos recomenda: “Não vos façais, pois, idolatras.” Assim, é indispensável evitar a idolatria em todas as circunstâncias. Suas manifestações sempre representam sérios perigos para a vida espiritual.

No livro Missionários da Luz, psicografia de Chico Xavier, pelo Espírito André Luiz. O instrutor Alexandre nos fala que: “Nossa estrada de aperfeiçoamento, bem como a senda de progresso da humanidade terrestre, em geral, tem sido tortuoso caminho no qual pisamos sobre os ídolos quebrados. Sucedem-se nossas reencarnações e as civilizações repetem o curso em longas espirais de recapitulação, porque temos sido invigilantes quanto aos caminhos retos. (...) Temos criado muitos deuses à parte, para destruí-los, muita vez, em profundo desespero do coração, quando a realidade nos dilata a visão, ante o horizonte infinito da vida. Na procura do conforto individual, em face de problemas graves de nossa vida, raramente encontramos a solução, e sim a fuga, da qual nos valemos com todas as forças de que somos capazes, para adiar indefinidamente a ação imprescindível da corrigenda ou do resgate. Virá, porém, o dia da restauração da verdade, o momento de nosso testemunho pessoal.”  

Chico Xavier recusando-se aos perigos de envolvimento com a idolatria, dizia, humildemente, quando clamavam seu nome: “Sou cisco Xavier, apenas um cisco na ordem das coisas.”  Em uma entrevista Chico Xavier afirmou: “Considero-me, na mediunidade, um animal em serviço. Eu sou um animal a serviço dos bons espíritos, e nunca fiz mistério disto. E todas as vezes em que me externei a respeito do assunto, nunca me vi, absolutamente, como uma pessoa privilegiada. Sou uma criatura de condição muito primitiva. Não sei como os espíritos me suportam. Cada vez mais eu sinto a minha desvalida, porque nada tenho a dar de mim. O problema da idolatria corre por conta daqueles que gostam dos mitos.”

A humildade de Chico Xavier não era uma humildade aparente, os que conviveram com ele são unanimes em afirmar sua absoluta simplicidade e despretensão, exercitando aquela grandeza legítima que é o reconhecimento da própria pequenez. A postura de Chico é exemplo e uma advertência em relação aos cuidados que devemos ter no exercícios de atividades espíritas e como seguidores do Espiritismo para reflexão de postura perante os médiuns, palestrantes, trabalhadores do movimento espírita. Chico Xavier situava-se como um cisco diante da Doutrina Espírita. Lembremos que o primeiro recurso usado pelos espíritos obsessores, quando pretendem afastar o trabalhador do serviço, é incensar sua vaidade, alimentando a pretensão de que é uma luz que brilha na constelação espírita, com contribuição marcante em favor do movimento.

“É indispensável evitar a idolatria em todas as circunstancias. Suas manifestações sempre representam sérios perigos para a vida espiritual.” – Espírito Emmanuel. 


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

TRABALHAR

       
  Trabalho é a maior concessão de Deus no tempo, o grande renovador de tudo.

          Não há névoa que resista à luz, nem chaga que lhe escape ao consolo. Com ele olvidamos nossos pesares, encontramos os pesares alheios que nos solicitam concurso fraterno.

         É por ele que adquirimos o verdadeiro senso das proporções, de vez que nos ensina a sanar as dores maiores do que as nossas.

         Pelo trabalho a experiência terrestre se transforma em cântico de alegria.

         A ele devemos o berço que nos recolhe, o coração materno que nos afaga, a escola que nos instrui, o lar que nos acalenta e o caminho em que se nos desdobra a compreensão.

        Serviço é riqueza e cultura, educação e aprimoramento. Se entre os homens trabalhar é a honra da criatura, na Vida do Espírito trabalhar significa elevação e progresso. 
 
Temos, além da morte, a luta de mil faces diferentes, desafiando-nos a capacidade de auxiliar.

Entre a Terra e o Céu, há precipícios de angústia e vales de escuridão, nos quais a vaidade humana expia e chora... Dores incontáveis surgem, depois do túmulo, onde a colheita do remorso encontra espinheiros de sombra e fel.

Só o trabalho é bastante forte para penetrar nos antros do sofrimento, iniciando a obra da redenção para os companheiros que desejam renovação.

Por isso mesmo, a ele nos cabe empenhar o coração com ardoroso fervor, a fim de aprendermos que servir aos outros é servir a nós próprios.

Trabalhemos, na certeza de que os sentimentos e as ideias, as atitudes e os atos, as palavras e as mãos no trabalho do bem constituem as bases do santuário espiritual em que nos compete converter a própria vida, para que Jesus por nós se manifeste, na edificação do reino de Deus.

Pelo Espírito Aparecida. 
Psicografia de Chico Xavier. 


Fonte: Livro Temas da Vida. Psicografia Chico Xavier. Espíritos Diversos.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

MAU OLHADO, NO ENTENDIMENTO DO ESPIRITISMO

          No Espiritismo o mau olhado é examinado por meio dos fenômenos anímicos, que é uma atividade do espírito encarnado. Sendo entendido como resultado de uma emissão magnética intensa de vibração mental, de alguém que se deixa dominar ou é dominado por sentimentos de vibração inferior como a inveja, a competitividade, o rancor, o ódio, o ciúme... Dentre outros sentimentos sem nobreza. E ao descarregar esta onda de sentimentos/pensamentos negativos e de vibrações perversas, muitas vezes atinge aquele contra ao qual é dirigido esses pensamentos negativos, perturbador. E atinge-o porque o outro se encontra em uma faixa vibratória equivalente, e através do fenômeno da sintonia capta aquela descara perturbadora. Sendo que a sensibilidade em sofrer esta ação magnética varia de pessoa para pessoa.

         O pensamento é uma energia eletromagnética e a mais poderosa no Universo, que parte de um emissor e alcança a um ou vários receptores, impulsionada pela vontade. Essa energia tem densidade, cor, cumprimento de onda e outros atributos. Recebemos e emitimos pensamentos, ininterruptamente; dependendo de como é emitido pode construir ou destruir, e somado a vontade consciente ou inconsciente, acarretam distúrbios consideráveis afetando pessoas, animais e plantas.

        Como o amor tem a sua resposta e transmite uma reação positiva que volta para o que ama, o mal também transmite as energias maléficas que tanto leva ao seu alvo podendo ser devolvida ao emissor a resposta correspondente. 


                    

        Assim, o mau olhado é ocorrência no campo das vibrações. Quando diz que uma pessoa tem o olho mau, e produz a morte de plantas, de pequenos animais e adoecem pessoas, é verdade. Mas, não é o olhar, é a mente. A mente que dispara pensamentos venenosos, normalmente são pessoas egoístas, portadoras ainda de muitas imperfeições, como a maioria de nós, porém algo piores, com a inveja, o ressentimento... Então, disparam essa onda mental que atingem a outra pessoa em que é direcionado o pensamento, e podendo atingir também as plantas, os animais de pequeno porte. Mas, as vezes as pessoas não tem esse conhecimento, e fazem-no sem se dar conta, já alguns são conscientes do chamado poder negativo, de que são portadores, é uma questão portanto emocional e mental, porque na hora que pessoa mudar de atitude mental terá um poder curativo, poderá ajudar através de vibrações, poderá contribuir por meio dos fluidos benéficos para o paciente.

         Então, o mau olhado nada mais é do que a emanação de fluídos nocivos de um indivíduos em direção a outras pessoas ou à alguém em particular. Essas ondas carregadas de formas podem ser captadas caso exista uma sintonia mental entre emissor e receptor, caso contrário essas mesmas ondas voltam a quem direcionou, seguindo os princípios da Lei de Ação e Reação.

         Os instintos agressivos irradiados no ambiente são capazes de criar desarmonias físicas entre os semelhantes, até mesmo no reino animal, com diferença que estes ainda não conquistaram a consciência dos seus atos. Diferentes dos seres humanos responsáveis pelo conteúdo e direção dos seus pensamentos.

        No caso dos bebês, eles contam com o carinho e amor da mãe, para não serem afetados pelo mau olhado, as defesas dos sentimentos maternos os protegem. Ou seja, o amor materno e o amor do lar cria uma barreira protetora contra as más energias que podem trazer o mau olhado para o bebê.

        Em relação as benzedeiras, são, geralmente, senhoras maduras com desprendimento, e sem sentimentos negativos para com o próximo. Elas aplicam um passe sem saber. São pessoas portadoras de um bom magnetismo que colocam a

serviço do bem, Deus utiliza o seu sentimento bom, o seu desejo de ajudar, e os bons espíritos ajudam, e os resultados podem serem eficazes, principalmente se não forem pagos. No livro, O Consolador, o Espírito Emmanuel respondendo à pergunta: “A chamada benzedura, nos meios populares, será uma modalidade de passe?”, afirma categórico: “As chamadas ‘benzeduras’, tão comuns no ambiente popular, sempre que empregadas na caridade, são expressões humildes do passe regenerador, vulgarizando nas instituições espiritistas de socorro e assistência.” (Psicografia de Chico Xavier, O Consolador, p.68)

        O mau olhado ainda existe por causa que estamos em um mundo ainda atrasado moralmente, sendo decorrente do meio. A psicosfera do planeta Terra é muito densa, escura, sendo um dos mais atrasados. O Espírito Ramatis, nos esclarece que: "Tanto quanto mais delicado é o ser, mais ele também é afetado pelas hostilidades próprias do meio onde vive."

         O melhor recurso para nos defender dessas energias negativas é fazer prece sempre. Em qualquer circunstancia fazer prece. É o “Orai e Vigiai” que Jesus nos aconselhou. E a pratica de ações na esfera do bem, exercer a caridade, o amor ao próximo; a renovação do psiquismo, por pensamentos saudáveis; a busca da vivencia e a pratica dos ensinamentos morais de Jesus; e pra quem frequenta instituições espíritas, o passe, a água fluidificada, junto da evangelização; são eficazes para o reequilíbrio de nosso campo psíquico/espiritual, pois cria em torno de nós um campo vibratório benéfico e protetor, estabelecendo barreiras que nos protegerão destas vibrações maléficas.



terça-feira, 15 de janeiro de 2019

PENSAMENTOS

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” 
Paulo (Filipenses, 4:8) 


     Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental quê os produziu, nos movimentos incessantes da vida.

     O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração.



     É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências redentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos.

     Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção.

    O conselho de Paulo aos Filipenses apresenta sublime conteúdo.

    Os discípulos que puderem compreender-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-o, em cada dia, terão encontrado a divina equação.

Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Chico Xavier.


Fonte: Livro Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier.



terça-feira, 8 de janeiro de 2019

CAMPANHA JANEIRO BRANCO


                      Poucos sabem da existência da campanha Janeiro Branco, que é uma campanha totalmente dedicada à conscientização e prevenção da Saúde Mental, sendo uma campanha concebida por psicólogos e realizada por psicólogos e estudantes em parceria com todos os demais profissionais de saúde. Tendo sido criada por um grupo de psicólogos de Minas Gerais – Brasil, desde 2014.

                   Em uma época em que as taxas de suicídio, depressão e ansiedade tem crescido de forma exponencial em todo o mundo - segundo dados dos Ministérios da Saúde de todos os países e da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Campanha Janeiro Branco justifica-se como uma importante ação prestativa em relação a essas graves questões e, fundamentalmente, como uma necessária campanha voltada á promoção de mais saúde mental nas vidas das pessoas e à democratização, em meio à humanidade, dos conhecimentos relacionados a esse objetivo.



                Assim como há toda a mobilização com o Outubro Rosa e o Novembro Azul, o Janeiro Branco necessita também de mobilização e destaque em prol da saúde mental, pois sabemos que a mente controla todo o corpo, todo o organismo, e por meio da mente podemos viver no céu ou no inferno, termos saúde ou desenvolver enfermidades. Daí a importância do Janeiro Branco de chamar a atenção das pessoas para os temas da Saúde Mental e da Saúde Emocional nas vidas dos indivíduos, para levar a necessidade da Saúde Mental e do combate ao adoecimento das pessoas.

                O Janeiro Branco coloca os termos da saúde mental e da saúde emocional em evidencia na sociedade, estimulando as pessoas refletirem sobre a importância de uma mente e de um emocional saudáveis, e conscientizar em buscar ajuda ou ajudar aqueles que necessitam, contribuindo assim para o combate ao adoecimento emocional das pessoas. Porque, quando detemos o conhecimento temos a possibilidade de mudar a nossa realidade e a realidade dos outros que precisam.
          
                O Janeiro Branco ajuda a mostrar ao mundo inteiro que cuidar da mente é cuidar da vida e que, aonde há saúde mental, há paz, autoconhecimento e muita harmonia nos relacionamentos entre as pessoas.

                O mês de janeiro foi escolhido para a campanha, porque o primeiro motivo é que em janeiro, as pessoas tem a sensação de um novo começo, novos planos e novo estilo de vida. Os criadores da campanha quiseram aproveitar esse clima para que as pessoas comecem o ano pensando também em sua saúde mental. Além disso, muitas pessoas passam pela melancolia de fim de ano, e janeiro é um momento em que muitas pessoas estão fragilizadas por isso, sendo esse o momento ideal para buscar ajuda profissional e começar a cuidar da mente.


                 Já a cor branca representa o quadro em branco, o papel em branco, no qual escreveremos ou desenharemos uma nova historia da saúde mental, sem os tabus e preconceitos que a cercam.

                Infelizmente, a saúde mental é cercada de muito tabu.  A maioria das pessoas acha que ir ao psicólogo é “coisa de louco”. Isso é herança de uma cultura antiga e ultrapassada, de higienização, onde se tirava tudo aquilo que incomodava na sociedade e isolava em manicômios. Hoje a realidade é diferente, o tratamento da chamada “loucura” avançou muitíssimo e é humanizado. Há ações no sentido de inserção na sociedade e não mais o contrário, que era retirar da sociedade.

                 Os cuidados preventivos do corpo é propagado de forma aberta. Mas, porque a mente só recebe cuidados quando a coisa já está “no fundo do poço?” Parece mais do que justo que cuidemos da mente que controla todo o nosso corpo, pois se a cabeça vai mal, tudo vai mal.





terça-feira, 1 de janeiro de 2019

BEM VINDO 2019!



Que este novo ciclo de tempo que inicia-se no Planeta Terra, seja abençoado pelo Nosso Criador...

Que o ciclo de 2019 seja de bênçãos para a humanidade encarnada e desencarnada!

Que possamos ter saúde para trabalhar e desenvolver nossas atividades;

que possamos sorrir muito;

que possamos desenvolver mais o amor e a caridade;

que possamos descobrir e vivenciar cada vez mais os ensinamentos de Jesus;

que possamos respeitar e dar mais valor a natureza;

que possamos ir em busca de mais aprendizados e para compartilha-los com todos que quiserem;

que possamos ter mais compreensão e tolerância para com o próximo;

que as dificuldades que possam aparecer, que sirvam para o nosso desenvolvimento espiritual;

que as pessoas que praticam a violência permitam-se serem tocadas pelo amor de Jesus e deem mais respeito a vida;

que as famílias em desunião encontre a paz e o equilíbrio;

que os doentes e seus cuidadores tenham força e perseverança  provação a passar;

que possamos trabalhar cada vez mais para o bem, sermos fonte de amor, de luz, de caridade;

que possamos ter perseverança em nossos compromissos e trabalhos assumidos;

que possamos construir a paz interior para sermos pontos de luz no planeta Terra...

Que possamos seguir nossas inspirações, realizar nossos objetivos, ser fiel a nossa consciência; que possamos fazer brilhar nosso caminho em 2019, plantar cada vez mais o amor e o bem...

Que possamos praticar de acordo com nosso desenvolvimento e nível espiritual os ensinamentos de Mestre Jesus, cada vez mais!

        Desejo um saudável e feliz 2019! Agradeço por estarmos juntos, e que a humanidade possa ter um ano de paz e tranquilidade!

        Que 2019 seja iniciado e que permaneça sob a Luz do nosso Divino Mestre Jesus, com as bênçãos de Deus e a presença dos bons espíritos.

       BEM VINDO 2019 !!!!!!

Amor à todos!
Luz e boas vibrações!

Escrito pelo Jardim Espírita.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

RENOVAÇÃO DE ANO, É CELEBRAR A VIDA!




Celebrar mais uma renovação de ano, é celebrar a vida! De celebrar os bons e maus momentos, celebrar as pessoas que amamos está ao nosso lado, celebrar a saúde, celebrar o alimento em nossa mesa, celebrar o nosso trabalho que nos sustenta... Celebrar o dom da vida e a oportunidade de estarmos na experiência na matéria mais uma vez. E de ter a consciência que sempre podemos recomeçar e nos renovar independente de data, não esperemos o calendário mudar o ano para trabalhar a nossa renovação, pois a todo o momento é hora de trabalhar a educação do nosso espírito imortal. Nem nos apeguemos a cores determinadas, nem a rituais, pois somos nós mesmos os autores de nossa própria história e somos nós que determinamos a nossa paz, o nosso equilíbrio, e não cores de vestimentas ou rituais. A grande questão é o que carregamos dentro de nós, e como seres viventes em um mundo ainda imperfeito carregamos as falhas e os acertos em nós, mas  vamos convidar a nós mesmos para realçar e compartilhar mais o que temos de melhor, com muitos sorrisos, gentilezas, alegrias, esperanças, abraços fraternos...

Assim, como tudo no Universo estamos em constante transformação, e se transformar é se renovar. Se renovar nos ensinos de Jesus, pois é assim que vamos alcançar realmente uma transformação real na nossa senda evolutiva. Jesus com os seus ensinos e seus exemplos de vivencia, nos faz buscar novos horizontes de luz, de amor, de caridade... E quando nos permitimos irmos transformando os nossos pensamentos e sentimentos, os ensinos que Jesus nos trouxe vai sendo gravado em nosso coração e mente de forma natural, e irmos em busca do belo – no sentido do bem, do amor, da pratica da caridade e da fraternidade, isto porque aqueles velhos pensamentos e velhas formas de vivencia não nos cabe mais, é a certeza que Jesus renova todas as coisas.

Agradecemos a você Amigo(a) Leitor(a) pela companhia neste ano que passou, e te esperamos para compartilhar mais um ano que se inicia. Com a certeza de que somos nós mesmos autores de nossas vidas e cabe a nós o caminho a escolher para percorrer.

Com as bênçãos e proteção de Deus, com a luz de Jesus a iluminar nossos caminhos e o amparo dos bons espíritos, são os nossos votos para um ano novo com muita saúde e paz!

Deus conosco.
Paz, Luz e Harmonia.
Blog Jardim Espírita.

domingo, 23 de dezembro de 2018

NATAL DO CORAÇÃO

Abençoadas sejam as mãos que, em memória de Jesus, espalham no Natal a prata e o ouro, diminuindo a miséria e a necessidade, a fome e a nudez!...

Entretanto, se não forem iluminadas pelo amor que ajuda sempre, esses flagelos voltarão amanhã, como a erva daninha que espreita a ausência do
lavrador.

Não retenhas, assim, a riqueza do coração que poder dar, tanto quanto o maior potentado da Terra!

Deixa que a manjedoura de tua alma se abra, feliz, ao Soberano Celeste, para que a luz te banhe a vida.

Com Ele, estenderás o coração onde estiveres, seja para trocar um pensamento compassivo com a palavra escura e áspera ou para adubar uma semente de esperança, onde a aflição mantém o deserto! Com Ele, inflamarão de júbilo os olhos de algum menino triste e desamparado e uma simples criança, arrebatada hoje ao vendaval, pode amanhã ser o consolo da multidão... Com Ele, podes oferecer a bênção da tolerância aos que trabalham contigo, transformando o altar de teu coração em altar de Deus!...

Que tesouro terrestre pagará o gesto de compreensão no caminho empedrado, o sorriso luminoso da bondade no espinheiro da sombra e a oração do carinho e do entendimento no instante da morte?

Natal no espírito é a comunhão com Ele próprio.

Ainda que te encontres em plena solidão na manjedoura do infortúnio, sai de ti mesmo e reparte com alguém o dom inefável de tua fé.

Lembra-te de que Ele, em brilhando na manjedoura, tinha consigo apenas o amor a desfazer-se em humildade, e, em agonizando na cruz, possuía apenas o coração, a desfazer-se em renúncia...

Mas, usando tão somente o coração e o amor, sem uma pedra onde repousar a cabeça, converteu-se no Salvador do Mundo, e, embora coroado de espinhos, fez-se o Rei das Nações para sempre.
     

Pelo Espírito MEIMEI.
Psicografia de Chico Xavier. 


FONTE: Livro Antologia Mediúnica Do Natal. Espíritos Diversos. Psicografia: Francisco Cândido Xavier.