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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

PRECE DO NATAL


Senhor Jesus!...

Conhecemos os teus ensinamentos.

Auxilia-nos a cumpri-los.

Guardamos as tuas palavras.

Ampara-nos, a fim de que venhamos a traduzi-las em trabalho, no serviço aos semelhantes.

Legaste-nos o amor uns aos outros, por legenda da própria felicidade.

Guia-nos à prática dessa lição bendita, de maneira a que o nosso dia-a-dia se faça caminho de fraternidade e luz.

Senhor!... Disseste-nos: -“Dou a vós outros a minha paz” e tens mantido a tua promessa, através de todos os séculos da vida cristã.

Inspira-nos, por misericórdia, o respeito e a fidelidade aos teus desígnios para que não venhamos a perder a paz que nos deste, com a intromissão de nossos caprichos, na paz que nos vem de Deus.

Assim seja.

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

domingo, 21 de dezembro de 2014

BILHETE DE NATAL

Meu amigo, não te esqueças,
Pelo Natal de Jesus,
De cultivar na lembrança
A paz, a verdade e a luz.

Não olvides a oração
Cheia de fé e de amor,
Por quem passa, sobre a Terra,
Encarcerado na dor.

Vai buscar o pobrezinho
E o triste que nada tem...
O infeliz que passa ao longe
Sem o afeto de ninguém.

Consola as mães sofredoras
E alegra o órfão que vai
Pelas estradas do mundo
Sem os carinhos de um pai.

Mas escuta: Não te esqueças,
Na doce revelação,
Que Jesus deve nascer
No altar do teu coração.

Pelo Espírito Casimiro Cunha
Psicografia de Francisco Cândido Xavier



Fonte: Antologia Mediúnica do Natal, Espíritos Diversos – FEB.

sábado, 20 de dezembro de 2014

HUMILDADE CELESTE


Ninguém mais humilde que Ele, o Divino Governador da Terra.

Podia eleger um palácio para a gloria do nascimento, mas preferiu sem mágoa a manjedoura simples.

Podia reclamar os princípios da cultura para o seu ministério de paz e redenção; contudo, preferiu pecadores singelos para instrumentos sublimes do seu verbo de luz. Podia articular defesa irresistível a fim de dominar a governança política; no entanto, preferiu render-se à autoridade, presente em sua época, ensinando que o homem deve entregar ao mundo o que ao mundo pertence, e a Deus o que é de Deus.

Podia banir de pronto do colégio apostólico o amigo invigilante, mas preferiu que Judas conseguisse os seus fins, lamentáveis e excusos, descerrando-lhe aos pés o caminho melhor.

Podia erguer-se ao Sol da plena vida eterna, sem voltar-se jamais ao convívio humilhante daqueles que o feriram nos tormentos da cruz; no entanto, preferiu regressar para o mundo, estendendo de novo as mãos alvas e puras aos ingratos da véspera.

Podia constranger o espírito de Saulo a receber-lhe as ordens, mas preferiu surgir-lhe qual companheiro anônimo, rogando-lhe acordar, meditar e servir, em favor de si mesmo.

Em Cristo, fulge sempre a humildade celeste, pela qual aprendemos que, quanto mais poder, mais amplo o trilho augusto aberto às nossas almas para que nos façamos, não apenas humildes pelos padrões da Terra, mas humildes enfim pelos padrões de Deus.

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier


Fonte: Antologia Mediúnica do Natal, Espíritos Diversos – FEB.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

ORANDO NO NATAL




Senhor!
Enquanto vibram as emoções festivas e muitos homens se banqueteiam, evocando aquele Natal que Te trouxe à Terra, recolhemo-nos em silencio para orar.

Há tanta dor no mundo, Senhor!

Os canhões calam os seus troares, momentaneamente, as bombas destruidoras cessam de cair por alguns instantes, nos países em guerra, enquanto nós oramos pelos que mercantilizam vidas, fomentando conflitos e beligerâncias outras;

Pelos que escorcham as populações esfaimadas sob leis impiedosas e escravizantes;

Pelos que se comprazem, como se fosse abutres em forma humana, com a renda nefanda das casas do comercio carnal;

Pelos que exploram os vícios e acumulam usuras com o fruto da alucinação dos obsidiados ignorantes da própria enfermidade;

Pelos que malsinam moçoilas e rapazotes inexperientes,  deslumbrados com o fastígio mentiroso da ilusão;

Pelos que difundem a literatura perversa e favorecem a divulgação da criminalidade;

Pelos que fazem enlouquecer, através dos processos escuros, decorrentes da cultura que perverte mentes e corações;

Pelos que se locupletam com as moedas adquiridas mediante o infanticídio hediondo; pelos que dormem para a dignidade e sorriem nos pesadelos do torpor moral, que os invadem!

Senhor!

Diante das crianças tristonhas e dos velhinhos estropiados, dos enfermos ao abandono e dos atormentados à margem da sociedade, lembramo-nos de rogar por todos eles, mas não nos esquecemos de Te suplicar pelos causadores da miséria e do infortúnio.

“Não sabem o que fazem!” – perdoa-os, Senhor!

Neste Natal, evocando o mesmo em que as Altas Esferas seguiram contigo à Terra, até o singelo recinto de animais, para o Teu mergulho na nevoa dos homens, esparze, novamente, misericórdia e esperança para todos, a fim de que o Ano Novo seja, para sofredores e responsáveis pelo sofrimento, a antemanhã da Era do Espírito Imortal, de que Te fizeste paradigma após o martírio da Cruz.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia Divaldo Pereira Franco


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

PÁGINA DO NATAL

“Luz para alumiar as nações.” – Lucas, 2-32


Há claridade nos incêndios destruidores que consomem vidas e bens...

Resplendor sinistro transparece nos bombardeios que trazem a morte.

Reflexos radiosos surgem no lança-chamas.

Relâmpagos estranhos assinalam a movimentação das armas de fogo...

No Evangelho, porém, é diferente...

Comentando o Natal, assevera Lucas que o Cristo é a luz para alumiar as nações.

Não chegou impondo normas ou pensamentos religioso.

Não interpelou governantes sobre processos políticos.

Não disputou com os filósofos quanto às origens dos homens.

Não concorreu com os cientistas na demonstração de aspectos parciais e transitórios da vida...

Fez luz no espírito eterno...

Embora tivesse o ministério endereçando aos povos do mundo, não marcou a seu presença com expressões coletivas de poder, quais exércitos e sacerdócios, armamentos e tribunais.

Trouxe claridade para todos, projetando-a de si mesmo.

Revelou a grandeza do serviço à coletividade, por intermédio da consagração pessoal ao Bem infinito...

Nas reminiscências do Natal do Senhor, meu amigo, medita no próprio roteiro.

Tens suficiente luz para a marcha?

Que espécie de claridade acendes no caminho?

Foge ao brilho fatal dos curtos-circuitos da cólera, não te contentes com a lanterninha da vaidade que imita o pirilampo em voo baixo, dentro da noite, apaga a labareda do ciúme e da discórdia que atira corações aos precipícios do crime e do sofrimento.

Se procuras o Mestre Divino e a experiência cristã, lembra-te de que na Terra há clarões que ameaçam, perturbam, confundem e anunciam arrasamento...

Estarás realmente cooperando com o Cristo, na extinção das trevas, acendendo em ti mesmo aquela sublime luz para alumiar?


Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia Francisco Cândido Xavier


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

NA GLÓRIA DO CRISTO


Se entre as vidas magnificentes da Terra uma existe, na qual a mediunidade comparece com todas as características, essa foi a vida gloriosa do Cristo.

Surge o Evangelho do contacto entre dois mundos.

Zacarias, o sacerdote, faz-se clarividente de um instante para outro e vê um mensageiro espiritual que se identifica pelo nome de Gabriel, anunciando-lhe o nascimento de João Batista. 

O mesmo Gabriel, na condição de embaixador celestial, visita Maria de Nazaré e saúda-lhe o coração lirial, notificando-lhe a maternidade sublime.

Nasce, então, Jesus sob luzes e vozes dos Espíritos Superiores.

Usando o magnetismo divino que lhe é próprio, o Excelso Benfeitor transforma a água em vinho, nas bodas de Caná.

Intervém nos fenômenos obsessivos de variada espécie, nos quais as entidades inferiores provocam desajustes diversos, seja na alienação mental do obsidiado de Gadara ou na exaltação febril da sogra de Pedro.

Levanta corpos cadavéricos e regenera as forças vitais dos enfermos de todas as procedências.

Apazigua elementos desordenados da Natureza e multiplica alimentos para as necessidades do povo.

Sonda os ideias mais íntimos da filha de Magdala, quanto lê na samaritana os pensamentos ocultos.

Conversa, Ele mesmo, com desencarnados ilustres, no cimo do Tabor, ante os discípulos espantados.

Avisa a Pedro que Espíritos infelizes procurarão induzi-lo à queda moral, e faz sentir a Judas que não desconhece a trama de sombras de que o apóstolo desditoso está sendo vítima.

Ora no horto, antes da crucificação, assinalando a presença de enviados divinos.

E, depois da morte, volta a confabular com os amigos, fornecendo-lhes instruções quanto ao destino da Boa Nova.

Reaparece, plenamente materializado, diante dos aprendizes, no caminho de Emaús, e, mais tarde, em Espírito, procura Saulo de Tarso, nas vizinhanças de Damasco, para confiar-lhe elevada missão entre os homens.

E porque o jovem perseguidor do Evangelho nascente se mostre traumatizado, ante o encontro imprevisto, busca Ele próprio a cooperação de Ananias para socorrer o novo companheiro dominado de assombro. 

É inútil, assim, que cristãos distintos, nesse ou naquele setor da fé, se reúnam para confundir respeitosamente a mediunidade em nome da metapsíquica ou da parapsicologia – que mais se assemelham a requintados processos de dúvida e negação -, porque ninguém consegue empanar os fatos mediúnicos da vida de Jesus, que, diante de todas as religiões da Terra, permanece por Sol indiscutível, a brilhar para sempre.

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


Fonte: livro Antologia Mediúnica do Natal – Espíritos diversos. FEB

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

SUBLIME NATAL


Aquele nascimento, nas especiais circunstâncias em que ocorreu, deveria assinalar, conforme sucedeu, o período de renovação humana e social, alterando, por definitivo, os fatos históricos.

Antes delem o tumulto galopava o corcel da violência e a barbárie solucionava as disputas, favorecendo o perverso que elaborava as próprias leis.

É certo que, depois, por um largo período continuou predominando a força da estupidez e o desequilíbrio dos crimes hediondos na governança das nações.

Mergulhou, naquela oportunidade, Jesus, nas vestes humanas, a fim de conviver com os seres terrestres.

Ele, porém, dividiu as épocas, em face da significação de que se revestiu a Sua vida.
Renunciando ao sólio do Altíssimo, Ele entregou-se às atividades próprias daqueles que estagnavam nas faixas primárias da evolução moral.

Naquele período, a guerra alterava, a cada instante, o mapa terrestre; os impérios  sucediam-se uns aos outros, reduzidos sempre a escombros após os breves períodos de esplendor, enquanto a crueldade se encarregava de estabelecer os seus impositivos.

Reduzidos à condição de animália de carga, os pobres e esquecidos nada representavam no cenário convulsionado em que reinavam os execrandos dominadores.

Os exércitos alucinados sucediam-se sob comandos perversos, varrendo o planeta conhecido e a tudo transformado.

Suas glórias de efêmera duração cediam lugar a sofrimentos inomináveis.
Os triunfadores de uma dia logo cediam lugar a outros, não menos ensandecidos, posteriormente passando à servidão ou sendo consumidos por mortes vergonhosas...
Foi nesse clima que nasceu Jesus e um mundo novo se iniciou...

É certo que ainda vigem o abuso do poder, os crimes covardes, as dominações arbitrárias, a  arrogância dos poderosos, o horror dos extermínios em massa, a crueza do terrorismo...

Nada obstante, as leis, mesmo que não cumpridas por enquanto, bafejadas pelas Suas diretrizes vêm-se humanizando, enquanto se alargam as possibilidades para a vigência do amor, da solidariedade, do respeito pelos direitos humanos e pela Natureza...

Desenvolveram-se os sentimentos da compaixão e o anjo da caridade passou a cuidar do réprobos, dos oprimidos, dos considerados excluídos, que eram descartados sem consideração, tidos como peso negativo na economia da sociedade que os ignorava.
Certamente ainda ocorrem as lamentáveis execuções grupais, o olvido dos países miseráveis, o exclusivismo que se permite o poder... No entanto, periodicamente tomam forma humana estrelas espirituais fulgurantes em nome do Seu amor, iluminando as sendas sombrias, diminuindo a amargura generalizada e ensejando esperança e paz.

Sucede que a evolução é um processo muito lento, em razão das fixações perturbadoras que são trazidas das experiências primitivas.

A vinculação com a força predomina em a natureza humana durante muito tempo em detrimento dos valores morais, o que faz retardar a marcha do progresso.

Aquele nascimento insculpiu na memória dos tempos a grandeza do amor, então desconhecido ou ignorado.

Mediante os ensinamentos de Jesus, porém, ocorreram significativas alterações em favor do mais rápido desenvolvimento espiritual dos seres humanos.

A misericórdia, que era desconsiderada, passou a assinalar as consciências, ensejando visão diferente a respeito dos párias e dos deserdados.

Ele próprio entregou-se ao ministério de exemplificar, tomando-se a Sua vida um evangelho de feitos.

O Seu inefável amor renovou a face do planeta com a palavra libertadora, musical, severa e nobre.

Não amado, porfiou amando.

Não compreendido, manteve-se compreensível.

Não aceito, perseverou nos ensinamentos sublimes.

Jesus entre as criaturas humanas é o momento culminante no processo histórico da evolução.

Não mais se repetirão aqueles nascimentos, aqueles dias, aquelas bênçãos. Nem serão necessário, porquanto os acontecimentos permanecem indeléveis na consciência dos tempos idos, assinalando os porvindouros...

Estes são igualmente dias muito difíceis.

Durante a larga transição que se opera na Terra, atinge-se; neste momento, o ponto culminante das provações e dores acerbas, invitando à reflexão e à mudança de atitude comporta mental para melhor.

Não te desesperes em vão, se te sentes excruciado por problemas e dores.
Recorda-te de Jesus e deixa-te por Ele conduzir.

Na data evocativa dos Seu nascimento, faze uma reflexão mais profunda e verifica se Ele já nasceu em teu coração.

Após a constatação da Sua presença ou não em ti, sai do desconforto moral ou da comodidade, da indiferença ou do erro e deixa que este seja um sublime Natal em tua vida, passando a viver feliz e dedicado aos Bem de que Ele se fez vexilário.

Pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Psicografia de Divaldo Franco



Fonte: Página psicografada pelo médium Divaldo P. franco, na reunião mediúnica da noite de 21 de setembro de 2005, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

JESUS PARA O HOMEM

“E achando em forma como homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte de cruz”. – Paulo (Fillipenses,2:8).

O Mestre desceu para servir.
Do esplendor à escuridão...
Da alvorada eterna à noite plena...
Das estrelas à manjedoura...
Do infinito à limitação...
Da glória à carpintaria...
Da grandeza à abnegação...
Da divindade dos anjos à miséria dos homens...
Da companhia de gênios sublimes à convivência dos pecadores...
De governador do mundo a servo de todos...
De credor magnânimo a escravo...
De benfeitor a perseguido...
De salvador a desamparado...
De emissário do amor à vitima do ódio...
De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras...
De celeste pastor à ovelha oprimida...
De poderoso trono à cruz do martírio...
Do verbo santificante ao angustiado silêncio...
De advogado das criaturas a réu sem defesa...
Dos braços dos amigos ao contacto de ladrões...
De doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte...
Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!
Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino?

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia Francisco Cândido Xavier


Fonte: Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro Antologia Mediúnica do Natal – Espíritos Diversos – FEB.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Post.189: EXCELÊNCIA DA CARIDADE

É impossível falar de caridade como vimos nas postagens anteriores,  e não mencionar o capítulo XIII da Primeira Epístola aos Coríntios do apóstolo Paulo. Paulo transmitiu nesta mensagem o verdadeiro sentido da caridade, mostrando que em todas as nuances da evolução do espírito é a caridade que faz elevar o ser imortal a dons superiores, que é o caminho mais seguro  a seguir para nos elevar a Deus. É amar o próximo como a nós mesmos, como Mestre Jesus nos ensinou.  Vamos ler essa linda mensagem de Paulo:


Excelência da caridade

Aspirai aos dons superiores. E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!
A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.
Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje, conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.  
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade.


Uma mensagem de entendimento complexo, magnífica, em que nos mostra que não adianta fazer coisas de grande magnitude, nem coisas de imenso valor se não existir o verdadeiro exercício de caridade, de forma abnegada. Mostrando que a caridade Não deve ser exercida com ostentação, com a necessidade de ser visto, é como Jesus nos ensinou: “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens.” (Mateus 6:2)  Isto porque a caridade em sua forma sincera não é invejosa, nem orgulhosa, nem arrogante, nem escandalosa, não busca seus próprios interesses, não guarda rancor... Pelo fato que a caridade não espera nenhum reconhecimento, nem agradecimento, lembremos do ensinamento de Jesus: “Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, Ele mesmo te recompensará publicamente.” (Mateus 6:3-4) 
O  livro, O Evangelho Segundo O Espiritismo, diz que Paulo compreendeu de tal forma a caridade quando disse que “Entre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade.” Coloca, assim, sem equívoco, a caridade acima mesmo da fé, porque a caridade está ao alcance de todo o mundo, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre, e porque independe de toda crença particular. E fez mais: definiu a verdadeira caridade; mostrou-a não somente na benevolência, mas na reunião de todas as qualidades do coração, na bondade e benevolência para com o próximo.
O exercício da caridade é sempre crescente, e que nunca terá fim. Quanto mais evoluirmos mais vamos fazer uso da caridade em suas múltiplas formas. 


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

OS TIPOS DE CARIDADE

A Doutrina Espírita nos esclarece no O Livro dos Espíritos, questão 893, que a mais meritória das virtudes é aquela que está fundada sobre a mais desinteressada caridade. Mas, será que é fácil compreender o que é o verdadeiro ato de caridade? Caridade não é só o ato de dar algo material, seja dinheiro, ou comida, ou roupas... Há a caridade moral que é tão importante e benéfica como a caridade material, e que muitas e muitas vezes as pessoas mais necessitam de um estimulo moral por meio de uma conversa para seguir em frente do que de coisas materiais.
Vamos refletir um pouco sobre os tipos de caridade:

Caridade material
Este tipo de caridade deve ser realizada com amor, desapego, generosidade, não humilhando quem está recebendo. Sendo referente as coisas do mundo físico, como a doação de roupas, de comida, de quantia de dinheiro, dentre outras doações materiais.
                A verdadeira caridade material, realizada com amor, não tolera ostentação e má vontade, ou seja, não é caridade dar algo apenas para se livrar de quem está pedindo ou para tentar aliviar a consciência; a caridade material tem que ser exercida com desejo sincero de auxiliar o próximo, sem esperar reconhecimento, ou algum tipo de retorno, ou gratidão, é praticar a caridade de forma desinteressada. Não importa a quantia, ou a quantidade quando se é dado com amor e sinceridade.

Caridade moral
A caridade moral também é de boa vontade para com todos, tolerância para com as imperfeições do próximo, e perdão as ofensas. Não sendo nada material a ofertar, pelo fato que a caridade moral é exercida pelos seguintes meios:
- Verbal: que são as palavras que consolam, esclarecem, edificam, silenciando ou suavizando o falar, realizando prece para estabelece aproximação com Deus.
- Mental: sendo as ondas mentais sob a forma de perdão, de prece, de amor, de paz, de harmonia; emitidas em favor de encarnados e desencarnados.
- Gestual: através de carinho fraternal, abraço, aperto de mão, sorriso... Aos necessitados de consolo.
- Passiva: esta caridade moral consiste em silenciar diante de uma ofensa; dar atenção perante um desabafo.
- Mediúnica: é o amparo a encarnados e a desencarnados, por meio da mediunidade.
      Para bom procedimento e realizar a caridade moral dentro dos nossos deveres, podemos exercitar nossa consciência através das três perguntas seguintes:
- Ao pensar, julgando ou avaliando o próximo, como devo proceder? Com tolerância.
- Como deve ser a minha ação para com o meu próximo? Com boa vontade, benevolência.
- Como devo receber a ação do próximo? Com perdão.
           Joanna de Ângelis, diz no livro Vigilância, psicografia Divaldo Franco: “A caridade moral é desafio para toda hora no lar, na rua, no trabalho.”

Deste modo todos nós podemos exercitar a caridade.  Assim, há sempre condições e oportunidades para a pratica da caridade, basta encontrar os meios de exercê-la com amor, se não temos condições materiais para auxiliar o próximo, temos a capacidade de dar palavras de consolo, de esperança, podemos emanar pensamentos positivos ao necessitados, fazer preces, dar um abraço fraternal; coisas que não custam nada materialmente, mas que engrandece o espírito de quem está doando e acolhe, consola o necessitado .  A medida em que vamos compreendendo a caridade em sua forma verdadeira, vamos nos esforçando cada vez mais para exercê-la por seus diversos meios, e assim vamos eliminando o egoísmo, o orgulho, a soberba, a ostentação... Pois, os possuímos de uma maneira ou de outra, uns mais outros menos. Lembramo-nos a pratica da caridade nos eleva cada vez mais para juntos de Deus, pelo fato que a caridade proporciona a nossa evolução.  Quando pedimos amor para Deus, Ele Envia-nos pessoas para que possamos auxiliar.

“A Caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus”  (Chico Xavier)