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sábado, 20 de dezembro de 2014

HUMILDADE CELESTE


Ninguém mais humilde que Ele, o Divino Governador da Terra.

Podia eleger um palácio para a gloria do nascimento, mas preferiu sem mágoa a manjedoura simples.

Podia reclamar os princípios da cultura para o seu ministério de paz e redenção; contudo, preferiu pecadores singelos para instrumentos sublimes do seu verbo de luz. Podia articular defesa irresistível a fim de dominar a governança política; no entanto, preferiu render-se à autoridade, presente em sua época, ensinando que o homem deve entregar ao mundo o que ao mundo pertence, e a Deus o que é de Deus.

Podia banir de pronto do colégio apostólico o amigo invigilante, mas preferiu que Judas conseguisse os seus fins, lamentáveis e excusos, descerrando-lhe aos pés o caminho melhor.

Podia erguer-se ao Sol da plena vida eterna, sem voltar-se jamais ao convívio humilhante daqueles que o feriram nos tormentos da cruz; no entanto, preferiu regressar para o mundo, estendendo de novo as mãos alvas e puras aos ingratos da véspera.

Podia constranger o espírito de Saulo a receber-lhe as ordens, mas preferiu surgir-lhe qual companheiro anônimo, rogando-lhe acordar, meditar e servir, em favor de si mesmo.

Em Cristo, fulge sempre a humildade celeste, pela qual aprendemos que, quanto mais poder, mais amplo o trilho augusto aberto às nossas almas para que nos façamos, não apenas humildes pelos padrões da Terra, mas humildes enfim pelos padrões de Deus.

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier


Fonte: Antologia Mediúnica do Natal, Espíritos Diversos – FEB.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

ORANDO NO NATAL




Senhor!
Enquanto vibram as emoções festivas e muitos homens se banqueteiam, evocando aquele Natal que Te trouxe à Terra, recolhemo-nos em silencio para orar.

Há tanta dor no mundo, Senhor!

Os canhões calam os seus troares, momentaneamente, as bombas destruidoras cessam de cair por alguns instantes, nos países em guerra, enquanto nós oramos pelos que mercantilizam vidas, fomentando conflitos e beligerâncias outras;

Pelos que escorcham as populações esfaimadas sob leis impiedosas e escravizantes;

Pelos que se comprazem, como se fosse abutres em forma humana, com a renda nefanda das casas do comercio carnal;

Pelos que exploram os vícios e acumulam usuras com o fruto da alucinação dos obsidiados ignorantes da própria enfermidade;

Pelos que malsinam moçoilas e rapazotes inexperientes,  deslumbrados com o fastígio mentiroso da ilusão;

Pelos que difundem a literatura perversa e favorecem a divulgação da criminalidade;

Pelos que fazem enlouquecer, através dos processos escuros, decorrentes da cultura que perverte mentes e corações;

Pelos que se locupletam com as moedas adquiridas mediante o infanticídio hediondo; pelos que dormem para a dignidade e sorriem nos pesadelos do torpor moral, que os invadem!

Senhor!

Diante das crianças tristonhas e dos velhinhos estropiados, dos enfermos ao abandono e dos atormentados à margem da sociedade, lembramo-nos de rogar por todos eles, mas não nos esquecemos de Te suplicar pelos causadores da miséria e do infortúnio.

“Não sabem o que fazem!” – perdoa-os, Senhor!

Neste Natal, evocando o mesmo em que as Altas Esferas seguiram contigo à Terra, até o singelo recinto de animais, para o Teu mergulho na nevoa dos homens, esparze, novamente, misericórdia e esperança para todos, a fim de que o Ano Novo seja, para sofredores e responsáveis pelo sofrimento, a antemanhã da Era do Espírito Imortal, de que Te fizeste paradigma após o martírio da Cruz.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia Divaldo Pereira Franco


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

PÁGINA DO NATAL

“Luz para alumiar as nações.” – Lucas, 2-32


Há claridade nos incêndios destruidores que consomem vidas e bens...

Resplendor sinistro transparece nos bombardeios que trazem a morte.

Reflexos radiosos surgem no lança-chamas.

Relâmpagos estranhos assinalam a movimentação das armas de fogo...

No Evangelho, porém, é diferente...

Comentando o Natal, assevera Lucas que o Cristo é a luz para alumiar as nações.

Não chegou impondo normas ou pensamentos religioso.

Não interpelou governantes sobre processos políticos.

Não disputou com os filósofos quanto às origens dos homens.

Não concorreu com os cientistas na demonstração de aspectos parciais e transitórios da vida...

Fez luz no espírito eterno...

Embora tivesse o ministério endereçando aos povos do mundo, não marcou a seu presença com expressões coletivas de poder, quais exércitos e sacerdócios, armamentos e tribunais.

Trouxe claridade para todos, projetando-a de si mesmo.

Revelou a grandeza do serviço à coletividade, por intermédio da consagração pessoal ao Bem infinito...

Nas reminiscências do Natal do Senhor, meu amigo, medita no próprio roteiro.

Tens suficiente luz para a marcha?

Que espécie de claridade acendes no caminho?

Foge ao brilho fatal dos curtos-circuitos da cólera, não te contentes com a lanterninha da vaidade que imita o pirilampo em voo baixo, dentro da noite, apaga a labareda do ciúme e da discórdia que atira corações aos precipícios do crime e do sofrimento.

Se procuras o Mestre Divino e a experiência cristã, lembra-te de que na Terra há clarões que ameaçam, perturbam, confundem e anunciam arrasamento...

Estarás realmente cooperando com o Cristo, na extinção das trevas, acendendo em ti mesmo aquela sublime luz para alumiar?


Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia Francisco Cândido Xavier


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

NA GLÓRIA DO CRISTO


Se entre as vidas magnificentes da Terra uma existe, na qual a mediunidade comparece com todas as características, essa foi a vida gloriosa do Cristo.

Surge o Evangelho do contacto entre dois mundos.

Zacarias, o sacerdote, faz-se clarividente de um instante para outro e vê um mensageiro espiritual que se identifica pelo nome de Gabriel, anunciando-lhe o nascimento de João Batista. 

O mesmo Gabriel, na condição de embaixador celestial, visita Maria de Nazaré e saúda-lhe o coração lirial, notificando-lhe a maternidade sublime.

Nasce, então, Jesus sob luzes e vozes dos Espíritos Superiores.

Usando o magnetismo divino que lhe é próprio, o Excelso Benfeitor transforma a água em vinho, nas bodas de Caná.

Intervém nos fenômenos obsessivos de variada espécie, nos quais as entidades inferiores provocam desajustes diversos, seja na alienação mental do obsidiado de Gadara ou na exaltação febril da sogra de Pedro.

Levanta corpos cadavéricos e regenera as forças vitais dos enfermos de todas as procedências.

Apazigua elementos desordenados da Natureza e multiplica alimentos para as necessidades do povo.

Sonda os ideias mais íntimos da filha de Magdala, quanto lê na samaritana os pensamentos ocultos.

Conversa, Ele mesmo, com desencarnados ilustres, no cimo do Tabor, ante os discípulos espantados.

Avisa a Pedro que Espíritos infelizes procurarão induzi-lo à queda moral, e faz sentir a Judas que não desconhece a trama de sombras de que o apóstolo desditoso está sendo vítima.

Ora no horto, antes da crucificação, assinalando a presença de enviados divinos.

E, depois da morte, volta a confabular com os amigos, fornecendo-lhes instruções quanto ao destino da Boa Nova.

Reaparece, plenamente materializado, diante dos aprendizes, no caminho de Emaús, e, mais tarde, em Espírito, procura Saulo de Tarso, nas vizinhanças de Damasco, para confiar-lhe elevada missão entre os homens.

E porque o jovem perseguidor do Evangelho nascente se mostre traumatizado, ante o encontro imprevisto, busca Ele próprio a cooperação de Ananias para socorrer o novo companheiro dominado de assombro. 

É inútil, assim, que cristãos distintos, nesse ou naquele setor da fé, se reúnam para confundir respeitosamente a mediunidade em nome da metapsíquica ou da parapsicologia – que mais se assemelham a requintados processos de dúvida e negação -, porque ninguém consegue empanar os fatos mediúnicos da vida de Jesus, que, diante de todas as religiões da Terra, permanece por Sol indiscutível, a brilhar para sempre.

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


Fonte: livro Antologia Mediúnica do Natal – Espíritos diversos. FEB

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

SUBLIME NATAL


Aquele nascimento, nas especiais circunstâncias em que ocorreu, deveria assinalar, conforme sucedeu, o período de renovação humana e social, alterando, por definitivo, os fatos históricos.

Antes delem o tumulto galopava o corcel da violência e a barbárie solucionava as disputas, favorecendo o perverso que elaborava as próprias leis.

É certo que, depois, por um largo período continuou predominando a força da estupidez e o desequilíbrio dos crimes hediondos na governança das nações.

Mergulhou, naquela oportunidade, Jesus, nas vestes humanas, a fim de conviver com os seres terrestres.

Ele, porém, dividiu as épocas, em face da significação de que se revestiu a Sua vida.
Renunciando ao sólio do Altíssimo, Ele entregou-se às atividades próprias daqueles que estagnavam nas faixas primárias da evolução moral.

Naquele período, a guerra alterava, a cada instante, o mapa terrestre; os impérios  sucediam-se uns aos outros, reduzidos sempre a escombros após os breves períodos de esplendor, enquanto a crueldade se encarregava de estabelecer os seus impositivos.

Reduzidos à condição de animália de carga, os pobres e esquecidos nada representavam no cenário convulsionado em que reinavam os execrandos dominadores.

Os exércitos alucinados sucediam-se sob comandos perversos, varrendo o planeta conhecido e a tudo transformado.

Suas glórias de efêmera duração cediam lugar a sofrimentos inomináveis.
Os triunfadores de uma dia logo cediam lugar a outros, não menos ensandecidos, posteriormente passando à servidão ou sendo consumidos por mortes vergonhosas...
Foi nesse clima que nasceu Jesus e um mundo novo se iniciou...

É certo que ainda vigem o abuso do poder, os crimes covardes, as dominações arbitrárias, a  arrogância dos poderosos, o horror dos extermínios em massa, a crueza do terrorismo...

Nada obstante, as leis, mesmo que não cumpridas por enquanto, bafejadas pelas Suas diretrizes vêm-se humanizando, enquanto se alargam as possibilidades para a vigência do amor, da solidariedade, do respeito pelos direitos humanos e pela Natureza...

Desenvolveram-se os sentimentos da compaixão e o anjo da caridade passou a cuidar do réprobos, dos oprimidos, dos considerados excluídos, que eram descartados sem consideração, tidos como peso negativo na economia da sociedade que os ignorava.
Certamente ainda ocorrem as lamentáveis execuções grupais, o olvido dos países miseráveis, o exclusivismo que se permite o poder... No entanto, periodicamente tomam forma humana estrelas espirituais fulgurantes em nome do Seu amor, iluminando as sendas sombrias, diminuindo a amargura generalizada e ensejando esperança e paz.

Sucede que a evolução é um processo muito lento, em razão das fixações perturbadoras que são trazidas das experiências primitivas.

A vinculação com a força predomina em a natureza humana durante muito tempo em detrimento dos valores morais, o que faz retardar a marcha do progresso.

Aquele nascimento insculpiu na memória dos tempos a grandeza do amor, então desconhecido ou ignorado.

Mediante os ensinamentos de Jesus, porém, ocorreram significativas alterações em favor do mais rápido desenvolvimento espiritual dos seres humanos.

A misericórdia, que era desconsiderada, passou a assinalar as consciências, ensejando visão diferente a respeito dos párias e dos deserdados.

Ele próprio entregou-se ao ministério de exemplificar, tomando-se a Sua vida um evangelho de feitos.

O Seu inefável amor renovou a face do planeta com a palavra libertadora, musical, severa e nobre.

Não amado, porfiou amando.

Não compreendido, manteve-se compreensível.

Não aceito, perseverou nos ensinamentos sublimes.

Jesus entre as criaturas humanas é o momento culminante no processo histórico da evolução.

Não mais se repetirão aqueles nascimentos, aqueles dias, aquelas bênçãos. Nem serão necessário, porquanto os acontecimentos permanecem indeléveis na consciência dos tempos idos, assinalando os porvindouros...

Estes são igualmente dias muito difíceis.

Durante a larga transição que se opera na Terra, atinge-se; neste momento, o ponto culminante das provações e dores acerbas, invitando à reflexão e à mudança de atitude comporta mental para melhor.

Não te desesperes em vão, se te sentes excruciado por problemas e dores.
Recorda-te de Jesus e deixa-te por Ele conduzir.

Na data evocativa dos Seu nascimento, faze uma reflexão mais profunda e verifica se Ele já nasceu em teu coração.

Após a constatação da Sua presença ou não em ti, sai do desconforto moral ou da comodidade, da indiferença ou do erro e deixa que este seja um sublime Natal em tua vida, passando a viver feliz e dedicado aos Bem de que Ele se fez vexilário.

Pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Psicografia de Divaldo Franco



Fonte: Página psicografada pelo médium Divaldo P. franco, na reunião mediúnica da noite de 21 de setembro de 2005, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

JESUS PARA O HOMEM

“E achando em forma como homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte de cruz”. – Paulo (Fillipenses,2:8).

O Mestre desceu para servir.
Do esplendor à escuridão...
Da alvorada eterna à noite plena...
Das estrelas à manjedoura...
Do infinito à limitação...
Da glória à carpintaria...
Da grandeza à abnegação...
Da divindade dos anjos à miséria dos homens...
Da companhia de gênios sublimes à convivência dos pecadores...
De governador do mundo a servo de todos...
De credor magnânimo a escravo...
De benfeitor a perseguido...
De salvador a desamparado...
De emissário do amor à vitima do ódio...
De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras...
De celeste pastor à ovelha oprimida...
De poderoso trono à cruz do martírio...
Do verbo santificante ao angustiado silêncio...
De advogado das criaturas a réu sem defesa...
Dos braços dos amigos ao contacto de ladrões...
De doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte...
Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!
Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino?

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia Francisco Cândido Xavier


Fonte: Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro Antologia Mediúnica do Natal – Espíritos Diversos – FEB.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Post.189: EXCELÊNCIA DA CARIDADE

É impossível falar de caridade como vimos nas postagens anteriores,  e não mencionar o capítulo XIII da Primeira Epístola aos Coríntios do apóstolo Paulo. Paulo transmitiu nesta mensagem o verdadeiro sentido da caridade, mostrando que em todas as nuances da evolução do espírito é a caridade que faz elevar o ser imortal a dons superiores, que é o caminho mais seguro  a seguir para nos elevar a Deus. É amar o próximo como a nós mesmos, como Mestre Jesus nos ensinou.  Vamos ler essa linda mensagem de Paulo:


Excelência da caridade

Aspirai aos dons superiores. E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!
A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.
Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje, conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.  
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade.


Uma mensagem de entendimento complexo, magnífica, em que nos mostra que não adianta fazer coisas de grande magnitude, nem coisas de imenso valor se não existir o verdadeiro exercício de caridade, de forma abnegada. Mostrando que a caridade Não deve ser exercida com ostentação, com a necessidade de ser visto, é como Jesus nos ensinou: “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens.” (Mateus 6:2)  Isto porque a caridade em sua forma sincera não é invejosa, nem orgulhosa, nem arrogante, nem escandalosa, não busca seus próprios interesses, não guarda rancor... Pelo fato que a caridade não espera nenhum reconhecimento, nem agradecimento, lembremos do ensinamento de Jesus: “Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, Ele mesmo te recompensará publicamente.” (Mateus 6:3-4) 
O  livro, O Evangelho Segundo O Espiritismo, diz que Paulo compreendeu de tal forma a caridade quando disse que “Entre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade.” Coloca, assim, sem equívoco, a caridade acima mesmo da fé, porque a caridade está ao alcance de todo o mundo, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre, e porque independe de toda crença particular. E fez mais: definiu a verdadeira caridade; mostrou-a não somente na benevolência, mas na reunião de todas as qualidades do coração, na bondade e benevolência para com o próximo.
O exercício da caridade é sempre crescente, e que nunca terá fim. Quanto mais evoluirmos mais vamos fazer uso da caridade em suas múltiplas formas. 


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

OS TIPOS DE CARIDADE

A Doutrina Espírita nos esclarece no O Livro dos Espíritos, questão 893, que a mais meritória das virtudes é aquela que está fundada sobre a mais desinteressada caridade. Mas, será que é fácil compreender o que é o verdadeiro ato de caridade? Caridade não é só o ato de dar algo material, seja dinheiro, ou comida, ou roupas... Há a caridade moral que é tão importante e benéfica como a caridade material, e que muitas e muitas vezes as pessoas mais necessitam de um estimulo moral por meio de uma conversa para seguir em frente do que de coisas materiais.
Vamos refletir um pouco sobre os tipos de caridade:

Caridade material
Este tipo de caridade deve ser realizada com amor, desapego, generosidade, não humilhando quem está recebendo. Sendo referente as coisas do mundo físico, como a doação de roupas, de comida, de quantia de dinheiro, dentre outras doações materiais.
                A verdadeira caridade material, realizada com amor, não tolera ostentação e má vontade, ou seja, não é caridade dar algo apenas para se livrar de quem está pedindo ou para tentar aliviar a consciência; a caridade material tem que ser exercida com desejo sincero de auxiliar o próximo, sem esperar reconhecimento, ou algum tipo de retorno, ou gratidão, é praticar a caridade de forma desinteressada. Não importa a quantia, ou a quantidade quando se é dado com amor e sinceridade.

Caridade moral
A caridade moral também é de boa vontade para com todos, tolerância para com as imperfeições do próximo, e perdão as ofensas. Não sendo nada material a ofertar, pelo fato que a caridade moral é exercida pelos seguintes meios:
- Verbal: que são as palavras que consolam, esclarecem, edificam, silenciando ou suavizando o falar, realizando prece para estabelece aproximação com Deus.
- Mental: sendo as ondas mentais sob a forma de perdão, de prece, de amor, de paz, de harmonia; emitidas em favor de encarnados e desencarnados.
- Gestual: através de carinho fraternal, abraço, aperto de mão, sorriso... Aos necessitados de consolo.
- Passiva: esta caridade moral consiste em silenciar diante de uma ofensa; dar atenção perante um desabafo.
- Mediúnica: é o amparo a encarnados e a desencarnados, por meio da mediunidade.
      Para bom procedimento e realizar a caridade moral dentro dos nossos deveres, podemos exercitar nossa consciência através das três perguntas seguintes:
- Ao pensar, julgando ou avaliando o próximo, como devo proceder? Com tolerância.
- Como deve ser a minha ação para com o meu próximo? Com boa vontade, benevolência.
- Como devo receber a ação do próximo? Com perdão.
           Joanna de Ângelis, diz no livro Vigilância, psicografia Divaldo Franco: “A caridade moral é desafio para toda hora no lar, na rua, no trabalho.”

Deste modo todos nós podemos exercitar a caridade.  Assim, há sempre condições e oportunidades para a pratica da caridade, basta encontrar os meios de exercê-la com amor, se não temos condições materiais para auxiliar o próximo, temos a capacidade de dar palavras de consolo, de esperança, podemos emanar pensamentos positivos ao necessitados, fazer preces, dar um abraço fraternal; coisas que não custam nada materialmente, mas que engrandece o espírito de quem está doando e acolhe, consola o necessitado .  A medida em que vamos compreendendo a caridade em sua forma verdadeira, vamos nos esforçando cada vez mais para exercê-la por seus diversos meios, e assim vamos eliminando o egoísmo, o orgulho, a soberba, a ostentação... Pois, os possuímos de uma maneira ou de outra, uns mais outros menos. Lembramo-nos a pratica da caridade nos eleva cada vez mais para juntos de Deus, pelo fato que a caridade proporciona a nossa evolução.  Quando pedimos amor para Deus, Ele Envia-nos pessoas para que possamos auxiliar.

“A Caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus”  (Chico Xavier)


sábado, 6 de dezembro de 2014

Post.187: CARIDADE E AMOR AO PRÓXIMO

O verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus é Benevolência (boa vontade) para com todos, indulgência (tolerância) para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas.

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem que está ao nosso alcance e que gostaríamos nos fosse feito a nós mesmos. Tal é o sentido das palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros, como irmãos.

A caridade, segundo Jesus, não está restrita à esmola. Ela abrange todas as relações que temos com nossos semelhantes, quer sejam nossos inferiores, nossos iguais ou nossos superiores. Ela nos ordena a indulgência (tolerância) porque nós mesmos temos necessidade dela. Proíbe-nos de humilhar o infortúnio, contrariamente ao que se pratica muito frequentemente. Se uma pessoa rica se apresenta, tem-se por ela mil atenções, mil amabilidades; se é pobre , parece não haver mais necessidade de se incomodar com ela. Quanto mais sua posição seja lastimável, mais se deve respeitar antes de aumentar seu sofrimento pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura realçar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distância entre ambos.


Disse Jesus também: amai mesmo vossos inimigos. Ora, o amor por nossos inimigos não é contrario às nossas tendências naturais e a inimizade não provém da ausência de simpatia entre os espíritos? Sem dúvida, não se pode ter pelos inimigos um amor terno e apaixonado; não foi isso que Jesus quis dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e retribuir bem por mal. Por este meio nos tornamos superiores a eles; pela vingança, colocamo-nos abaixo deles.

Que pensar da esmola?
O homem reduzido a pedir esmola se degrada moral e fisicamente: ele se embrutece. Numa sociedade baseada sobre a lei de Deus e a justiça, deve-se prover a vida do fraco sem humilhação para ele. Ela deve assegurar a existência daqueles que não podem trabalhar, sem deixar sua vida à mercê do acaso e da boa vontade.

Há homens reduzidos à mendicância por suas faltas, mas se uma boa educação moral os houvesse ensinado a praticar a lei de Deus, eles não cairiam nos excessos que causam sua perda; é disso sobreduto que depende o melhoramento do nosso planeta.

“Não é a esmola que é reprovável, frequentemente, é a maneira pela qual é feita. O homem de bem, que compreende a caridade segundo Jesus, se antecipa ao infeliz sem esperar que ele lhe estenda a mão.
A verdadeira caridade é sempre boa e benevolente; ela está mais no gesto que no fato. Um serviço feito com delicadeza duplica de valor; se é feito com ostentação, a necessidade pode fazê-lo aceitar, mas o coração não é tocado por ele.
Lembrai-vos também que a ostentação, aos olhos de Deus, tira o mérito do favor. Disse Jesus: Que a vossa mão esquerda ignore o que dá vossa mão direita; Ele vos ensina com isso a não deslustrar a caridade pelo orgulho.
É preciso distinguir a esmola propriamente dita da benevolência. O mais necessitado não é sempre aquele que pede; o receio de uma humilhação retém o verdadeiro pobre e, frequentemente, ele sofre sem se lamentar. É a este que o homem, verdadeiramente humano, sabe ir procurar sem ostentação.
Amai-vos uns aos outros é toda a lei, a lei divina pela qual Deus governa os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados; a atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.
Não esqueçam jamais que o espírito, qualquer que seja seu grau de adiantamento, sua situação como reencarnação ou erraticidade, está sempre colocado entre um superior que o guia e o aperfeiçoa, e um inferior diante do qual tem os mesmos deveres a cumprir. Portanto, sede caridosos, não somente dessa caridade que vos leva a tirar de vossa bolsa o óbolo que dais friamente àquele que ousa vo-lo pedir, mas ide ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes para com os defeitos dos vossos semelhantes; em lugar  de menosprezar a ignorância e o vício, instruí-os e moralizai-os. Sede dóceis e benevolentes para com todos os que vos são inferiores, assim como em relação aos seres mais inferior da criação, e tereis obedecido à lei de Deus.”  SÃO VICENTE DE PAULO.


Fonte: O Livro dos Espíritos, questões 886 à 889.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Post.186: CONVERTIDO DE DAMASCO

A história de Paulo de Tarso é uma inspiração para todos nós. Mostrando-nos que é possível uma edificação moral em meio ao que somos, aos erros que carregamos e que cometemos. No caso de Paulo de Tarso, de perseguidor dos Cristãos se tornou um dos maiores apóstolos do Cristo. Isso nos mostra que quando se quer e quando nos entregamos verdadeiramente aos Ensinamentos do Mestre Jesus é possível uma mudança de enorme magnitude em nossas vidas.
 É com grande alegria que publico está postagem.  Para quem não conhece e para quem conhece, convido-os para se inspirar nesta linda história de superação, de resignação, de entrega, de trabalho, de amor, de fé, de perseverança...



Antes de tudo, em Corinto vivia uma família de judeus composta por Jeziel (Estevão) Abigail e seu pai. Viviam tranquilos quando certo dia romanos tomaram tudo em nome de César, com raiva o pai de Jeziel acabou procurando uma forma de se vingar e ateou fogo em sua casa e em todas as coisas que foram tomadas, nisso os 3 foram presos e sofreram muitas injustiças, Jeziel sempre sereno confiou a Deus a vida dos 3 e resou por ajuda, nisso seu pai fora morto com açoites e Jeziel levado para cesareia como escravo e sua irmã conseguiu a liberdade com muita dificuldade. Jeziel no caminho para cesareia conheceu um pro cônsul no qual fora colocado para cuidar dele; o pro cônsul sofria com chagas, feridas, e Jaziel cuidou dele e orou pelo pro cônsul, nisso com muita bondade o pro cônsul o libertou e disse que ele mudasse de nome para não ser mais perseguido, chegando em Jerusalém fora conhecido como Estevão.

Ainda no ano 34 Jaziel chamado agora de Estevão conheceu Simão Pedro, João e Tiago, discípulos de Jesus. Passando a conhecer o Cristo em sua essência, pediu para ficar e ajudar com a igreja nova que conhecera.

Em certo dia pregou a boa nova diante de uma multidão em Jerusalém e foi aclamado. Muitos foram os seus feitos em nome de Jesus, curou pessoas, consolou gente humilde e desesperançada, mas isso atiçou  a ira do sinédrio que viu a nova doutrina como um perigo constante.

No auge de sua virtude,  Saulo de Tarso em Jerusalém era um promissor rabino discípulo de Gamaliel, cujo o tratava como um filho, e sendo um perseguidor do Cristo Jesus e de seus discípulos. Assim,  teve ira e ódio de Estevão e o vira como um inimigo a ser abatido, caçou e encarcerou ele em uma prisão, mas ninguém sabia que a irmã de Estevão era noiva de Saulo de Tarso em cidade próxima a Jerusalém; Saulo em seus descansos sempre cobria a noiva de afagos e carinho, a mesma pedido para que ele ajudasse a encontrar com o irmão desaparecido, prometendo ele cumprir o juramento. No entanto,  Saulo de Tarso capturou Estevão  sem saber que ele era irmão da sua noiva e o  levou para ser julgado pelo sinédrio junto com Simão Pedro e João, sendo depois os 2 libertos e ficado Estevão para sofrer as consequências dos atos por apenas pregar a Boa Nova em nome de Jesus.

Estevão fora condenado e  lapidado pela população, que isto era costume da época. Nas primeiras pedradas a noiva de Saulo fora convidada para assistir a campanha proferida por

Paulo de Tarso, em determinado momento Abgail irmã de Estevão o reconhece e corre para seus braços já semi morto, nisso Saulo de Tarso fica enlouquecido, mas Estevão o perdoa dos atos, pois disse que ele não sabia o que estava fazendo e pede para que ele esqueça o que ocorreu, e cuide de sua irmã.

Mas, tempo depois ele desiste de se casar com Abigail e promete caçar e julgar os discípulos de Jesus em todos os lugares. E quando rumava para Damasco em busca de um homem de nome  Ananias para julgar e torturar pelos crimes de apenas ajudar os necessitados, pregando pelo Cristo Jesus; no entanto, em pleno meio dia no deserto de Damasco foi que Saulo teve sua revelação viu uma luz muito forte que acabou o cegando, e ouviu as seguintes palavras: “Saulo, porque me persegues tanto?”, fora Jesus que ele tinha visto e ouvido, mas ficou cego com a revelação e pediu ajuda a dois companheiros de luta que o ajudassem a chegar na cidade mais próxima.


Na pequena cidade pediu para ficar em uma estalagem e deu ordem aos companheiros para voltarem para casa. Mas,  o homem que ele perseguia fora enviado por Jesus para que o ajudasse, nisso Ananias chega na estalagem e pede para falar com o promissor rabino, chegado ele no quarto deparou com um homem triste e acabado, e informou a Saulo de Tarso quem era e o porque estava lá, Ananias em sua benevolência cura Saulo de sua cegueira em nome de Jesus Cristo,. Assim, Saulo teve sua revelação e jurou proteger e dar graças a Jesus pela sua cura e revelação, agradeceu a aquele homem simples e seguiu com ele até a casa de seu amigo pessoal Gamaiel, e teve a boa surpresa de ver o amigo já velho dizendo que bebera da virtude de Jesus, e que ele fizesse o mesmo deixando tudo de lado e seguisse o bom Pastor.

Foi no deserto em que Saulo de Tarso voltou a ser tecelão coisa que aprendeu quando era menino, fez tapeçaria para vender e poder se sustentar e buscando mais conhecimento da Boa Nova e pregar os ensinamentos de Jesus. Foi neste período  conheceu um casal que teve que fugir para o deserto para não sofrer as represálias de Saulo de Tarso que tinha mando caçar e matar o pai. Com muita gentileza o devido casal aceitou Saulo para que ele pudesse viver no deserto e poder fazer as peças de tecelagem e aprender o evangelho e pregar a boa nova, em determinado momento ele revela ao casal quem ele é, e pediu o perdão deles, e como bons seguidores do Cristo o casal dar o seu perdão.

No ano de 36 ele e o casal voltam para Jerusalém e nisso Saulo de Tarso já convertido, vai a igreja de Simão Pedro para falar com ele, mas não foi recebido pelo mesmo,  devido a preocupação e medo de ser pego em algum emboscada preparada por Saulo de Tarso , depois de muito conversar com Tiago e João, é que eles pedem para Timóteo um dos discípulos de João, para que vá falar com ele, de imediato Timóteo ver em Saulo de Tarso uma brandura e uma calma jamais vista, ficaram amigos logo que se viram, e juntos foram para a igreja de Simão Pedro, e lá pediu perdão e começou a trabalhar em nome de Jesus Cristo.

Com o decorrer dos dias Saulo de Tarso já começava a pregar a boa nova em Jerusalém sendo mal visto pelo sinédrio que o ver como traidor da causa, em muita assembleia o sinédrio começa a ver em Saulo um perigoso inimigo a ser abatido, foi acusado de blasfêmia e como podia ajudar curando as pessoas de enfermidades e desamparo, foi acusado de feitiçaria pelo conselho , e foi preso,  humilhado e açoitado. Mas como possuía títulos de um nobre com o tempo foi solto, e voltou a pregar o Evangelho, mas o sinédrio continuou  fazendo ameaças a ele.

Saulo foi com Timóteo pregar os ensinamentos de Jesus na cidade de cesareia, enfrentaram fome frio e um assalto durante a noite, os ladrões levaram pergaminhos escritos por Saulo de Tarso para fazer a pregação de Jesus, nisso os bandidos ficaram interessados em saber mais sobre Jesus. A viagem prosseguiu, Saulo e Timóteo foram para cesaria para pregar, chegando lá sentiram frio e  fome, mas como ele conhecia a tecelagem foi arrumar trabalho em estalagem próxima e Timóteo foi trabalhar na estalagem, com o tempo e as pregações conquistaram novos adeptos para a fé Cristã e fundaram a sua primeira igreja. E depois, seguiram viagem para cidade de Jacó lá também enfrentaram dificuldades, mas no fim venceram mais uma etapa, ajudaram, curaram e fizeram uma nova igreja na cidade. Quando estava em caminho para Antioquia,  Saulo conheceu Lucas um médico que ajudava as pessoas, e  acabaram fazendo grande amizade. E juntos Saulo, Timóteo e Lucas foram pregar e novamente foram presos, mas como possuía títulos romanos sempre conseguia sair com a ajuda de Jesus, voltou para Jerusalém onde conversou com os discípulos de Jesus e falaram da Boa Nova, em conversa feliz com Simão Pedro falou de suas expectativa de falar do Cristo em Atenas, mas como as igrejas que tinha fundado haviam pedido que ele voltasse, adiou essas lutas, conheceu novamente  cárcere e o abandono de seus amigos e parentes.

Foi levado para o sinédrio para um novo julgamento, mas como Saulo conhecia a maldade do sinédrio pediu para ser julgado por César, e assim foi levado para Roma, mas ainda teve tempo  de pregar, conversar com Maria, Mãe de Jesus. Era um desejo de Saulo ter  feito uma biografia de Jesus na época, para que todos conhecessem esse grande homem.

Na partida para Roma muitos de seus filhos de coração, idosos e pessoas que ele ajudava ficaram na margem da praia vendo a embarcação sair, levando Saulo de Tarso, junto com Lucas e outros companheiros de luta. No caminho para Roma, ouve uma tempestade e um furacão, sendo a embarcação de Saulo de Tarso afundada,conseguindo chegar em uma ilha próxima onde ele teve um momento de paz e tranquilidade pregando os ensinamentos de Jesus e conquistando mais Cristãos.

Agora chamado de Paulo de Tarso depois do batismo, no ano de 45 já em Roma enfrentou muitas dificuldades, mas conseguiu ser atendido pelo César, o qual teve muita simpatia por Paulo de Tarso,  e assim foi liberto por César, e conseguiu fundar ali uma igreja em nome de Jesus, todos os conheciam, mas com o tempo pessoas que eram contra os ensinamentos de Jesus e seguiam o culto aos deuses, o perseguiram e novamente Paulo de Tarso foi preso,  ficou em uma cela escura e úmida e ele  sereno e tranquilo em suas meditações. Com o tempo fora solto e recomeçou a sua pregação nas catacumbas e cemitérios em Roma, sendo local tranquilo e pouco visitado.

           No ano de 60, Roma tem seu grande incêndio, devido a Nero que põe fogo em locais para construir uma nova Roma em sua grandiosidade, mas ocorreu o contrário o fogo se espalhou pela cidade inteira por cerca de 5 dias, Nero sai da cidade com o intuito de não ser culpado pelo que ocorreu, muitas pessoas perderam tudo, parentes perderam familiares com a terrível tragédia; no sexto dia Nero retorna a cidade que estava em ruínas, pensou em quem colocar a culpa do ocorrido e em seguida conversou com o prefeito da época no qual tiveram a ideia de culpar os cristãos pelo crime de colocar fogo em Roma. Assim, novamente Paulo de Tarso e seus companheiros de luta foram perseguidos e presos, somente em agosto do ano de 69, estado 9 anos preso,  

           Paulo de Tarso é encaminhado para fora da cidade por um grupo de soldados romanos com ordem de matar o discípulo de Jesus, Paulo de Tarso sereno como sempre resou pelos seus assassinos pedindo paz no momento de sua morte. Paulo foi decapitado, não sentiu nada apenas uma leve brisa vindo diante dele e um ar sereno e tranquilo, isto porque  os amigos das lutas vieram busca-lo para a vida eterna, viu o amigo Estevão a quem sorria muito para ele e sua irmã Abigail, sentiu o abraço fraterno de ambos e em seguida o toque no ombro vindo de Jesus no qual o abraçou com muito carinho.



PALAVRAS DE SAULO DE TARSO A SIMÃO PEDRO.

Nasci para uma luta sem tréguas, que deverá prevalecer até ao fim dos meus dias.
Antes de encontrar as luzes do Evangelho, errei criminosamente, embora com o sincer o desejo de servir a Deus.
Fracassei, muito cedo, na esperança de um lar.
Tornei-me odiado de todos, até que o Senhor se compadecesse de minha situação miserável, chamando-me às portas de Damasco.
Então, estabeleceu -se um abismo entre minha alma e o passado. Abandonado pelos amigos da infância, tive de procurar o deserto e recomeçar a vida.
 Da tribuna do Sinédrio, regressei ao tear pesado e rústico.
Quando voltei a Jerusalém, o judaísmo considerou-me doente e mentiroso.
Em Tarso experimentei o abandono dos parentes mais caros. Em seguida, recomecei em Antioquia a tarefa que me conduzia ao serviço de Deus. Desde então, trabalhei sem descanso, porque muitos séculos de serviço não dariam para pagar quanto devo ao Cristianismo.
E sai às pregações. Peregrinei por diversas cidades, visitei centenas de aldeias, mas de nenhum lugar me retirei sem luta áspera. Sempre saí pela porta do cárcere, pelo apedrejamento, pelo golpe dos açoites.
Nas viagens por mar, já experimentei o naufrágio mais de uma vez; nem mesmo no bojo estreito de uma embarcação, tenho podido evitar a luta. Mas Jesus me tem ensinado a sabedoria da paz interior, em perfeita comunhão de seu amor.



Fonte: Livro Paulo e Estêvão, do espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier