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quarta-feira, 26 de julho de 2017

MISSÃO DO HOMEM INTELIGENTE NA TERRA

         Não vos orgulheis do que sabeis, porque esse saber tem limites bem estreitos no mundo em que habitais. Mas suponho que sejais uma dessas sumidades inteligentes desse globo e não tendes nenhum direito para disso vos envaidecerdes. Se Deus, em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que ele quer que dela useis para o bem de todos; porque é uma missão que vos dá, colocando em vossas mãos o instrumento com a ajuda do qual podeis desenvolver, a vosso turno, as inteligências retardatárias e as conduzir a Deus. A natureza do instrumento não indica o uso que dele se deve fazer? A enxada que o jardineiro coloca entre as mãos de seu operário não lhe mostra que ele deve cavar? E que diríeis se esse operário, ao invés de trabalhar, levantasse a enxada para com ela atingir seu patrão? Diríeis que é horrível e que ele merece ser expulso. Pois bem, não ocorre o mesmo com aquele que se serve de sua inteligência para destruir a ideia de Deus e a da Providência entre seus irmãos? Não ergue contra seu senhor a enxada que lhe foi dada para roçar o terreno? Tem ele o direito ao salário prometido e não merece, ao contrário, ser expulso  do jardim? E o será, não duvideis disso, e arrastará existências miseráveis e cheias de humilhações até que se curve diante d’Aquele a quem tudo deve.

         A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas com a condição de ser bem empregada; se todos os homens dotados, se servissem dela segundo os desígnios de Deus, a tarefa dos espíritos seria fácil para fazer a humanidade avançar; infelizmente, muitos fazem dela um instrumento de orgulho e de perdição para si mesmos. O homem abusa da inteligência como de todas as outras faculdades e, entretanto, não lhe faltam lições para adverti-lo de que uma poderosa mão pode lhe retirar aquilo que ela mesma lhe deu. (FERDINANDO, Espírito protetor, Bordéus, 1862).


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Capítulo VII – item 13. 


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