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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

ORAÇÃO DOMINICAL | PAI NOSSO – DESENVOLVIDO, COMENTADO


Prefácio. Os espíritos recomendaram colocar a Oração Dominical à frente da Obra Coletânea de Preces Espíritas, Allan Kardec, não somente como prece, mas como símbolo, de todas as preces, é a que colocam em primeiro plano, seja porque ela veio do próprio Jesus (São Mateus, cap. VI, v. de 9 a 13), seja porque pode substituir a todas, segundo o pensamento que se lhe fixa; é o mais perfeito modelo de concisão, verdadeira obra-prima de sublimidade na sua simplicidade. Com efeito, sob a mais restrita forma, resume todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo, encerra uma profissão de fé, um ato de adoração e de submissão, o pedido das coisas necessárias à vida, e o princípio da caridade. Dizê-la em intenção de alguém, é pedir para ele o que se pediria para si.

                Entretanto, em razão mesmo da sua brevidade, o sentimento profundo encerrado em algumas palavras das quais ela se compõe, escapa à maioria; por isso é dita, geralmente, sem dirigir o pensamento sobre as aplicações de cada uma das suas partes; é dita como uma fórmula, cuja eficácia é proporcional ao número de vezes que é repetida (...).

Para completar o vago que a concisão dessa prece deixa no pensamento, segundo o conselho e com a assistência dos bons espíritos, foi juntado a cada proposição um comentário que lhes desenvolve o sentido e mostra suas aplicações. Segundo as circunstâncias e o tempo disponível, pode-se dizer, pois, a Oração Dominical simples ou desenvolvida.



Prece.

I – Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome!
Cremos em vós, Senhor, porque tudo revela o vosso poder e a vossa bondade. A harmonia do Universo testemunha uma sabedoria, uma prudência e uma previdência que suplantam todas as faculdades humanas; o nome de um ser soberanamente grande e sábio está inscrito em todas as obras da Criação, desde o ramo de erva e no menor inseto, até os astros que se movem no espaço, por toda parte vemos a prova de uma solicitude paterna; por isso, cego é aquele que não vos reconhece em vossas, obras, orgulhoso aquele que não vos glorifica e ingrato aquele que não vos rende ações de graça.

II – Venha o vosso reino!
Senhor, destes aos homens leis cheias de sabedoria e que fariam a sua felicidade se as observassem. Com essas leis, fariam reinar entre eles a paz e a justiça; se entre ajudariam mutuamente, em lugar de se prejudicarem como o fazem; o forte sustentaria o fraco em lugar de esmagá-lo; evitariam os males que engendram os abusos e os excessos de todos os gêneros. Todas as misérias desde mundo vem da violação de vossas leis, porque não há uma só infração que não tenha consequências fatais.
Destes ao animal o instinto que lhe traça o limite do necessário, e ele com isso maquinalmente se conforma; mas ao homem, além desse instinto, destes a inteligência e a razão; destes também a liberdade de observar ou infringir aquelas de vossas leis que lhe concernem pessoalmente, quer dizer, de escolher entre o bem e o mal, a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas ações.
Ninguém pode pretextar ignorância de vossas leis, porque em vossa previdência paternal, quisestes que elas fossem gravadas na consciência de cada um, sem distinção de culto nem de nações; aqueles que as violam é porque vos desconhecem.
Dia virá em que, segundo a vossa promessa, todos as praticarão; então, a incredulidade terá desaparecido; todos vos reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reino de vossas leis será o vosso reino na Terra.
Dignai-vos, Senhor, apressar o seu advento, dando aos homens a luz necessária para conduzi-los ao caminho da verdade.

III – Seja feita a vossa vontade, na Terra, como no céu! 
Se a submissão é um dever do filho com relação ao pai, do inferior para com o superior, quanto não deve ser maior a da criatura com relação ao seu criador. Fazer a vossa vontade, Senhor, é observar as vossas leis e se submeter, sem murmurar, aos vossos decretos divinos; o homem a isso se submeterá, quando compreender que sois a fonte de toda a sabedoria, e que sem vós, ele nada pode; então, fará vossa vontade na Terra, como os eleitos no céu.

IV – Dai-nos o pão de cada dia.
Dai-nos o alimento para a manutenção das forças do corpo; dai-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso espírito.
O animal encontra o seu alimento, mas o homem o deve à sua própria atividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criastes livre.
Vós lhe dissestes: “Tirarás teu alimento da terra com o suor da tua fronte”; com isso, lhe fizestes do trabalho uma obrigação, a fim de que ele exercite a sua inteligência na procura dos meios de prover as suas necessidades e seu bem-estar, uns pelo trabalho material, outros pelo trabalho intelectual; sem o trabalho, permaneceria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos espíritos superiores.
Secundais o homem de boa vontade que se confia a vós para o necessário, mas não aquele que se compraz na ociosidade e gostaria de tudo obter sem trabalho, nem aquele que procura o supérfluo.
Quantos são os que sucumbem por suas próprias faltas, por sua incúria, sua imprevidência ou sua ambição, e por não quererem se contentar com o que lhes destes! Estes são os artífices de seu próprio infortúnio e não tem o direito de se lamentar, porque são punidos naquilo em que pecaram. Mas a estes mesmos, não abandoneis, porque sois infinitamente misericordioso; vós lhe estendeis mão segura desde que, como o filho prodigo, retornem sinceramente a vós.
Antes de nos lamentarmos da nossa sorte, perguntemo-nos se ela não é obra nossa; a cada infelicidade que nos chegue, perguntemo-nos se não dependeu de nós evitá-la; mas digamos também que Deus nos deu a inteligência para nos tirar do lamaçal, e que depende de nós dela fazer uso.
Uma vez que a lei do trabalho é a condição do homem na Terra, dai-nos a coragem e a força para cumpri-la, dai-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perder-lhe o fruto.
Dai-nos, pois, Senhor, nosso pão de cada dia, quer dizer, os meios de adquirir, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porque ninguém tem direito de reclamar o supérfluo.
Se o trabalho nos é impossível, nos confiemos à vossa divina providência.
Se está em vossos desígnios nos experimentar pelas mais duras privações, malgrado os nossos esforços, nós as aceitaremos como uma justa expiação de faltas que tenhamos cometido nesta vida, ou numa vida precedente, porque sois justo; sabemos que não há penas imerecidas, e que não punis jamais sem causa.
Preservai-nos, ó meu Deus, de conceber a inveja contra aqueles que possuem o que não temos, nem mesmo contra aqueles que tem o supérfluo, quando nos falta o necessário. Perdoai-lhes, se olvidam a lei de caridade e de amor ao próximo, que lhes ensinastes.
Afastai também do nosso espírito o pensamento de negar a vossa justiça, vendo a prosperidade do mau e a infelicidade que oprime, por vezes, o homem de bem. Sabemos, agora, graças ás novas luzes que vos aprouve dar-nos, que a vossa justiça se cumpre sempre e não falta a ninguém; que a prosperidade material do mau é efêmera como a sua existência corporal, e que terá terríveis reveses, ao passo que a alegria reservada aquele que sofre com resignação será eterna.

V – Perdoai as nossas dívidas como nós as perdoamos aqueles que nos devem. Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aqueles que nos ofenderam.
Cada uma das nossas infrações às vossas leis, Senhor, é uma ofensa para convosco, e uma divida contraída que nos será preciso, cedo ou tarde, pagar. Para elas solicitamos o perdão de vossa infinita misericórdia, sob a promessa de fazer esforços para não contrair dividas novas.
Fizestes uma lei expressa da caridade; mas a caridade não consiste somente em assistir o semelhante na necessidade; consiste também no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a vossa indulgência, se nós mesmos faltamos com ela em relação aqueles dos quais temos do que nos queixar?
Dai-nos, ó meu Deus, a força para sufocar em nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor; fazei com que a morte não nos surpreenda com um desejo de vingança no coração. Se voz apraz nos retirar hoje mesmo deste mundo, fazei com que possamos nos apresentar a vós puros de toda animosidade, a exemplo do Cristo, cujas ultimas palavras foram por seus algozes.
As perseguições que os maus nos fazem suportar fazem parte das nossas provações terrestres; devemos aceitá-las sem murmurar, como todas as outras provas, e não maldizer aqueles que, por sua maldade, nos abrem o caminho da felicidade eterna, porque dissestes pela boca de Jesus: “Bem-aventurados aqueles que sofrem pela justiça!” Bendigamos, pois, a mão que nos fere e nos humilha, porque as contusões do corpo fortalecem nossa alma, e seremos levantados da nossa humildade.
Bendito seja o vosso nome, Senhor, por nos haverdes ensinado que a nossa sorte não está irremediavelmente fixada depois da morte; que encontraremos em outras existências os meios de resgatar e de reparar as nossas faltas passadas, de cumprir numa nova vida o que não pudemos fazer nesta por nosso adiantamento.
Assim se explicam, enfim, todas as anomalias aparentes da vida; é a luz lançada sobre nosso passado e nosso futuro, o sinal radioso da vossa soberana justiça e da vossa bondade infinita.

VI – Não nos abandoneis à tentação, mas livrai-nos do mal.
Dai-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos maus espíritos que tentarem nos desviar do caminho do bem, em nos inspirando maus pensamentos.
Mas, somos, nós mesmos, espíritos imperfeitos, encarnados sobre esta Terra para expiar e nos melhorarmos. A causa primeira do mal está em nós, e os maus espíritos não fazem senão aproveitar nossas tendências viciosas, nas quais nos mantêm, para nos tentar.
Cada imperfeição é uma porta aberta à sua influência, ao passo que nada podem, e renunciam a toda tentativa, contra os seres perfeitos. Tudo o que poderíamos fazer para os afastar é inútil se não lhes opusermos uma vontade inabalável no bem, e uma renúncia absoluta ao mal. É, pois, contra nós mesmos que é preciso dirigir nossos esforços, e então os maus espíritos se afastarão naturalmente, porque é o mal que os atrai, enquanto que o bem os repele.
Senhor, sustentai-nos em nossa fraqueza; inspirai-nos, pela voz dos nossos anjos guardiões e dos bons espíritos, a vontade de nos corrigir em nossas imperfeições, a fim de fechar, aos espíritos impuros, o acesso à nossa alma.
O mal não é vossa obra, Senhor, porque a fonte de todo bem não pode nada engendrar de mau; nós mesmos o criamos, infringindo as vossas leis, e pelo mal uso que fazemos da liberdade que nos concedestes. Quando os homens observarem vossas leis, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu dos mundos mais avançados.
O mal não é uma necessidade fatal para ninguém, e não parece irresistível senão aqueles que a ele se abandonam com satisfação. Se temos a vontade de fazê-lo, podemos ter também a de fazer o bem; por isso, ó meu Deus, pedimos a vossa assistência e a dos bons espíritos para resistirmos a tentação. 

VII – Assim seja.
Praza a vós, Senhor, que os nossos desejos se cumpram! Mas nos inclinamos diante da vossa sabedoria infinita. Sobre todas as coisas que não nos é dado compreender, que seja feito segundo a vossa santa vontade, e não segundo a nossa, porque não quereis senão o nosso bem, e sabeis melhor do que nós o que nos é útil.
Nós vos dirigimos esta prece, meu Deus, por nós mesmos; nós vo-la dirigimos também por todas as almas sofredoras, encarnadas ou desencarnadas, por nossos inimigos, por todos aqueles que reclamam a nossa assistência, e em particular por (dizer o nome da pessoa).
Pedimos para todos a vossa misericórdia e a vossa bênção.


Fonte: Livro – O Evangelho Segundo o Espiritismo, em Coletânea de Preces Espíritas. Allan Kardec. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

AS TESTEMUNHAS

“Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço.” — Paulo. 
(HEBREUS, CAPÍTULO 12, VERSÍCULO 1.) 


          Este conceito de Paulo de Tarso merece considerações especiais, por parte dos aprendizes do Evangelho. Cada existência humana é sempre valioso dia de luta — generoso degrau para a ascensão infinita — e, em qualquer posição que permaneça, a criatura estará cercada por enorme legião de testemunhas. Não nos reportamos tão-somente àquelas que constituem parte integrante do quadro doméstico, mas, acima de tudo, aos amigos e benfeitores de cada homem, que o observam nos diferentes ângulos da vida, dos altiplanos da espiritualidade superior.


         Em toda parte da Terra, o discípulo respira rodeado de grande nuvem de testemunhas espirituais, que lhe relacionam os passos e anotam as atitudes, porque ninguém alcança a experiência terrestre, a esmo, sem razões sólidas com bases no amor ou na justiça.

         Antes da reencarnação, Espíritos generosos endossaram as súplicas da alma arrependida, juizes funcionaram nos processos que lhe dizem respeito, amigos interferiram nos serviços de auxílio, contribuindo na organização de particularidades da luta redentora… Esses irmãos e educadores passam a ser testemunhas permanentes do tutelado, enquanto perdura a nova tarefa e lhe falam sem palavras, nos refolhos da consciência. Filhos e pais, esposos e esposas, irmãos e parentes consangüíneos do mundo são protagonistas do drama evolutivo. Os observadores, em geral, permanecem no outro lado da vida.

         Faze, pois, o bem possível aos teus associados de luta, no dia de hoje, e não te esqueças dos que te acompanham, em espírito, cheios de preocupação e amor. 


Fonte: Site da Federação Espírita Brasileira. https://www.febnet.org.br/blog/geral/mensagens-espiritas/as-testemunhas/


quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Música Espírita: Ergue-te

Música Espírita: Ergue-te
CD: Luz de Chrystal
Cantora: Helena Cristina




LETRA DA MÚSICA: Ergue-te

Desperta tu que dormes,
Ergue-te por dentre as sombras

Vê a luz, que brilha no horizonte
A chamar-te é...  Jesus!

Mestre que te espera,
Mestre que te ama,
Mestre que te guia,
Tira-te da lama

Há sempre uma luz
Que brilha no infinito
Espaço, ergue teus
Braços e descansa
Do teu... cansaço!

Renova-te na caminhada
Em busca da iluminação,
Trabalha, serve e consola
É Jesus.... A solução!

Dos problemas dos impropérios,
Das dores do coração

Só Jesus é remédio das almas
Que buscam... Consolação.

Desperta tu que dormes,
Ergue-te por dentre as sombras
Vê a luz, que brilha no horizonte
A chamar-te é...  Jesus!

Mestre que te espera,
Mestre que te ama,
Mestre que te guia,
Tira-te da lama

Há sempre uma luz
Que brilha no infinito
Espaço, ergue teus
Braços e descansa
Do teu... cansaço!

Renova-te na caminhada
Em busca da iluminação,
Trabalha, serve e consola
É Jesus.... A solução!

Dos problemas dos impropérios,
Das dores do coração

Só Jesus é remédio das almas
Que buscam... Consolação. 



terça-feira, 7 de janeiro de 2020

RECOMEÇAR




“Aquele que perseverar será salvo”


                Perante os desafios enfrentados no mundo, recorramos à ciência do recomeçar.

                Recompor o esforço da autossuperação, quando nos sentimos enfraquecidos na luta.

                Reativar forças quando os embates agigantam-se na estrada, a fim de suplantar os desafios.

                Reencetar planos de evolução mesmo após alguma derrocada, acreditando na gloriosa progressão do aperfeiçoamento espiritual.

                Recomeçar é princípio estabelecido nas leis universais, a começar pelo processo reencarnatório, campo abençoado que nos faz mergulhar nas experiências  físicas quantas vezes forem necessárias ao nosso aprimoramento.

                A natureza envia a sublime mensagem de recomeço a cada dia. O sol ressurge a cada manhã, renovando sobre a terra seu beijo luminoso de vitalidade. A lua reaparece nos céus, inspirando sonhos e enaltecendo o Criador, colaborando no equilíbrio magnético do planeta.

                A lagarta renasce na forma alada da borboleta, para dar continuidade as experiências, em metamorfose de profunda grandiosidade.

                Recomeça, a cada dia, a tua trajetória, renovando as tuas aspirações de crescimento.

                Recomeçar é ofertar a si mesmo a oportunidade de refazer, recompor, reajustar sentimentos e caminhos.

                A Lei de Deus é lei de recuperação. Daí o Mestre Inesquecível haver afirmado: “Aquele que persevera até o fim, será salvo”.

                Recomeçar é perseverar.

Pelo Espírito Marta.
Psicografia de Frederico Menezes.


Fonte: Livro  - Ajuda-te. Psicografia de Frederico Menezes. Ditado pelo Espírito Marta. Mensagem 15.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

BEM VINDO 2020

Que este novo ciclo de tempo que inicia-se no Planeta Terra, seja abençoado pelo Criador...

Que o ciclo de 2020 seja de bênçãos para a humanidade encarnada e desencarnada!

Que possamos ter saúde para trabalhar e desenvolver nossas atividades;

que possamos sorrir muito;

que possamos desenvolver mais o amor e a caridade;

que possamos aprender e vivenciar cada vez mais os ensinamentos de Jesus;

que possamos respeitar e dar mais valor a natureza;

que possamos ir em busca de mais aprendizados e para compartilha-los com todos que quiserem;

que possamos ter mais compreensão e tolerância para com o próximo;

que as dificuldades que possam aparecer, que sirvam para o nosso desenvolvimento espiritual;

que as pessoas que praticam a violência permitam-se serem tocadas pelo amor de Jesus e deem mais respeito a vida;

que as famílias em desunião encontre a paz e o equilíbrio;

que os doentes e seus cuidadores tenham força e perseverança para a  provação passar;

que possamos trabalhar cada vez mais para o bem, sermos fonte de amor, de luz, de caridade;

que possamos ter perseverança em nossos compromissos e trabalhos assumidos;

que possamos construir a paz interior para sermos pontos de luz no planeta Terra...

Que possamos seguir nossas inspirações, realizar nossos objetivos, ser fiel a nossa consciência; que possamos fazer brilhar nosso caminho em 2020, plantar cada vez mais o amor e o bem...

Que possamos praticar de acordo com nosso desenvolvimento e nível espiritual os ensinamentos de Mestre Jesus, cada vez mais!

        Desejo um saudável e feliz 2020! Agradeço por estarmos juntos, e que a humanidade possa ter um ano de paz, tranquilidade e equilíbrio!

        Que 2020 seja iniciado e que permaneça sob a Luz do nosso Divino Mestre Jesus, com as bênçãos de Deus e a presença dos bons espíritos.

       BEM VINDO 2020!!!!!!

Amor à todos!
Luz e boas vibrações!

Escrito pelo Jardim Espírita.

domingo, 29 de dezembro de 2019

E AS PROMESSAS DE ANO NOVO?!


          O tempo passa cada vez mais rápido. A substituição do dia para a noite e da noite para o dia é algo tão grandioso, mas que não damos atenção necessária, no entanto, a sucessão dos dias é uma oportunidade diária de renascimento, de recomeço, de criar novos objetivos, de recomeçar... Mas muitos de nós como não damos conta desta benção cotidiana, é necessário a existência de uma data marcada para que exista um novo começo, para a acolhida do novo, para novos caminhos serem traçados.

          Novas promessas muitos firmam, e nos primeiros dias do ano a empolgação leva para frente estes desejos, mas com o passar do tempo e a rotina recomeçada, tudo volta ao estado de antes, nisto já se vai esperar para mais um Ano Novo, novamente. Deste fato, tiramos a conclusão que, um Ano Novo não modifica aquilo que somos, nem o processo da nossa existência. O que pode nos modificar é quando em um dia qualquer olhamos para nós mesmos e a partir daí, dar um mergulho em nosso Eu, no nosso interior, nos nossos sentimentos e atitudes, e vem a compreensão de que é preciso mudar. Para isto, é preciso coragem para começar a mudança necessária. E esta mudança vai ocorrendo paulatinamente, ou seja, aos poucos, porque ninguém muda de uma hora para outra, nem de um dia para o outro, e nem de um ano para outro, é um processo longo e de muito trabalhado, e que é preciso muita oração e vigilância, perseverança, esperança e o querer em destaque dentro de nós, para que se possa viver em plenitude. E este processo de mudança tem uma inspiração maior que é, Jesus Cristo, para que não nos deixe esquecer do que necessitamos e nos passando coragem e esperança de que é possível e necessário nos transformarmos para sermos pessoas melhores e para concluir nossos objetivos traçados.

          Então, o seu Ano Novo pode ser agora nesta passagem de ano ou o seu Ano Novo pode acontecer em um dia comum. Porque cada dia é um recomeço, assim como o Ano Novo é.
         Que possamos trilhar novos objetivos e encontrar o caminho seguro e de Luz que nos leve em direção ao destino único, Deus. 


Escrito pelo Blog Jardim Espírita.



terça-feira, 24 de dezembro de 2019

JESUS PELAS NOSSAS VIDAS

                     

                Mestre Jesus, vieste a nos ensinar o amor, não se sabe se antes de vós houve quem falasse do amor ou praticasse como fizeste,  foi por meio dos teus exemplos que a humanidade aprendeu o que é o amor e a começar a amar.

      Deste da tua presença no plano físico deste amado planeta, já tivermos tantas vidas na matéria e a cada vida, a cada nova oportunidade de aprendizado, vós como um mestre, como um amigo de todas as horas se faz presente em nossas vidas passadas, a nos acompanhar até aqui e além.

                A nos seguir nesta senda evolutiva, por tantos caminhos que nos ensinastes e nos permitiste a andar, vida após vida, em momentos de separação, de desespero, de angustias, de despedidas, até mesmo em momentos das nossas próprias despedidas da matéria... Mas, estivesse também em momentos de alegria, de aprendizado, de esperança, de renovação, de renúncia, de encontros, de amor, de nascimentos, de renascimentos, de busca pelo equilíbrio... À nos conduzir em nosso aprendizado de amar.

                E em cada vida passamos a te ver e a te sentir de formas diferentes, de acordo com os aprendizados que vamos galgando em cada caminho que Deus nos permite a caminhar, e Jesus este amado amigo a nos acompanhar e iluminar os caminhos.

                Os ensinos que Mestre Jesus transmitiu, nos segue séculos após séculos, milênios após milênios, e como pequeninos aprendizes vamos formando consciência da sua grandeza e dos seus ensinos, embora carregando ainda nossas falhas, erros, débitos, mesmo assim, Ele vem acompanhando as nossas pequeninas vitórias e nossas conquistas espirituais que adquirimos por meio do amor que ele transmitiu para a humanidade.

                Ontem, hoje e sempre te glorificamos Amado Mestre Jesus, estás em nosso espírito como uma linda flor de luz para iluminar as nossas sendas no plano material e espiritual, e as trevas que ainda carregamos em nós, mas te rogamos humildemente Senhor do Amor que nos fortaleça a mantermos esta tua luz sempre acessa em nosso espírito até adquirirmos a nossa própria luz conforme nos orientes: “Que brilhe a vossa luz.” Poderemos está em outras formas existenciais, em outros planetas, mas sempre serás nosso Mestre Amado, que se fez um de nós para nos transmitir confiança. Depois que vieste a humanidade nunca mais foi a mesma. E nós nunca mais seremos os mesmos, sempre amparados pelo teu amor, vida após vida.

Escrito pelo Blog Jardim Espírita. 


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

NATAL

“Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens”.
(Lucas, 2:14).


As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não
apresentaram qualquer ação de reajuste violento. 

* 

Glória a Deus no Universo Divino. 
Paz na Terra. 
Boa vontade para com os Homens. 

* 

O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranquilidade ao mundo, 
não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir. 

* 

Nem castigo ao rico avarento.
Nem punição ao pobre desesperado.
Nem desprezo aos fracos.
Nem condenação aos pecadores.
Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.
Nem anátema contra o gentio inconsciente.
Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, 
para o serviço da Boa Vontade. 

* 

A justiça do “olho por olho” e do “dente por dente” encontrara, enfim, o Amor 
disposto à sublime renúncia até à cruz. 

* 

Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, 
assinalaram júbilo inexprimível... 

* 

Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria. 

* 

O algoz seria digno de piedade. 
O inimigo converter-se-ia em irmão transviado. 
O criminoso passaria à condição de doente. 
Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos. Em Sídon, 
os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores.
Em Jerusalém, os enfermos não mais sofreriam relegados ao abandono 
nos vales de imunidade.

*

Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a,
transitou, vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.

* 

Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, 
recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros. 

* 

Natal! Boa Nova! Boa Vontade!... 
Estendamos a simpatia a todos e comecemos a viver 
realmente com Jesus, sob nos esplendores de um novo dia. 


Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier.



Fonte: Livro Antologia Mediúnica Do Natal. Psicografia: Francisco Cândido Xavier. 
Espíritos Diversos. 


quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O ENCONTRO DIVINO

Quando o cavaleiro D´Arsonval, valoroso senhor em França, se ausentou do
medievo domicílio, pela primeira vez, de armadura fulgindo ao Sol, dirigia-se à Itáliapara solver urgente questão política.

Eminente cristão trazia consigo um propósito central – servir ao Senhor,
fielmente, para encontra-lo.

Não longe de suas portas, viu surgir, de inesperado, ulceroso mendigo a
estender-lhe as mãos descarnadas e súplices.

Quem seria semelhante infeliz a vaguear sem rumo?

Preocupava-o serviço importante, em demasia, e, sem se dignar fixa-lo, atirou-lhe a bolsa farta.

O nobre cavaleiro tornou ao lar e, mais tarde, menos afortunado nos negócios, deixou de novo a casa.

Demandava a Espanha, em missão de prelados amigos, aos quais se devotara.

No mesmo lugar, postava-se o infortunado pedinte, com os braços em rogativa.

O fidalgo, intrigado, revolveu grande saco de viagem e dele retirou pequeno
brilhante, arremessando-o ao triste caminheiro que parecia devora-lo com o olhar.

Não se passou muito tempo e o castelão, menos feliz no círculo das finanças, necessitou viajar para a Inglaterra, onde pretendia solucionar vários problemas, alusivos à organização doméstica.

No mesmo trato de solo, é surpreendido pelo amargurado leproso, cuja velha petição se ergue no ar.

O cavaleiro arranca do chapéu estimada joia de subido valor e projeta-a sobre o conhecido romeiro, orgulhosamente.

Decorridos alguns meses, o patrão feudal se movimenta na direção de porto
distante, em busca de precioso empréstimo, destinado à própria economia, ameaçada de colapso fatal, e, no mesmo sítio, com rigorosa precisão, é interpelado pelo mendigo,cujas mãos, em chaga abertas, se voltam ansiosas para ele.

D´Arsonval, extremamente dedicado à caridade, não hesita. Despe fino mantoe entrega-o, de longe, receando-lhe o contacto.

Depois de um ano, premido por questões de imediato interesse, vai a Paris
invocar o socorro de autoridades e, sem qualquer alteração, é defrontado pelo mesmo lázaro, de feição dolorida, que lhe repete a antiga súplica.

O Castelão atira-lhe um gorro de alto preço, sem qualquer pausa no galope, em que seguia, presto.

Sucedem-se os dias e o nobre senhor, num ato de fé, abandona a respeitada
residência, com séquito festivo.

Representará os seus, junto à expedição de Godofredo de Bouillon, na cruzada com que se pretende libertar os Lugares Santos.

No mesmo ângulo da estrada, era aguardado pelo mendigo, que lhe reitera a solicitação em voz mais triste.

O ilustre viajor dá-lhe, então, rico farnel, sem oferecer-lhe a mínima atenção.

E, na Palestina D´Arsonval combateu valorosamente, caindo, ferido, em poder dos adversários.

Torturado, combalido e separado de seus compatriotas, por anos a fio, padeceu miséria e vexame, ataques e humilhações, até que um dia, homem convertido em fantasma, torna ao lar que não o reconhece.

Propalada a falsa notícia de sua morte, a esposa deu-se pressa em substituí-lo, à frente da casa, e seus filhos, revoltados, soltaram cães agressivos que o dilaceraram, cruelmente, sem comiseração para com o pranto que lhe escorria dos olhos semimortos.

Procurando velhas afeições, sofreu repugnância e sarcasmo.

Interpretado, agora, à conta de louco, o ex-fidalgo, em sombrio crepúsculo,
ausentou-se, em definitivo, a passos vacilantes...

Seguir para onde? O mundo era pequeno demais para conter-lhe a dor.
Avançava, penosamente, quando encontro o mendigo.

Relembrou a passada grandeza e atentou para si mesmo, qual se buscasse
alguma coisa para dar.

Contemplou o infeliz pela primeira vez e, cruzando com ele o olhar angustiado, sentiu que aquele homem, chegado e sozinho, devia ser seu irmão.

Abriu os braços e caminhou para ele, tocado de simpatia, como se quisesse dar-lhe o calor do próprio sangue. Foi, então, que, recolhido no regaço do companheiro que considerava leproso, dele ouviu as sublimes palavras:

- D´Arsonval, vem a mim! Eu sou Jesus, teu amigo. Quem me procura no serviço ao próximo,
mais cedo me encontra... Enquanto me buscavas à distância, eu te aguardava, aqui tão perto! Agradeço o ouro, as jóias, o manto, o agasalho e o
pão que me deste, mas há muitos anos te estendia os meus braços, esperando
o teu próprio coração!...

O antigo cavaleiro nada mais viu senão vasta senda de luz entre a Terra e o
Céu...

Mas, no outro dia, quando os semeadores regressavam às lides do campo, sob a claridade da aurora, tropeçaram no orvalhado caminho com um cadáver.

D´Arsonval estava morto.

Pelo Espírito Irmão X. Psicografia de Chico Xavier.


Fonte: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÙNICA DO NATAL. Psicografia: Francisco Cândido Xavier.