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sexta-feira, 30 de junho de 2023

ENTREVISTA COM O ESPÍRITO DE MARILYN MONROE NA ESPIRITUALIDADE

        A morte não transforma ninguém, muitos creem que depois da morte física os indivíduos se transformam de forma instantânea em um ser de pureza, sabedoria, vivendo nas altas moradas... O caminho do espíritos depois da morte física, só pertence a ele indo de acordo de como viveu a experiência física, seu gênero de morte, de como encara a morte, o apego a matéria... Como o Cristo Jesus afirmou: “A cada um será dado segundo as suas obras.” Sendo assim, a felicidade dos espíritos é sempre proporcional à sua elevação (O Livro dos Espíritos, questão 967). Todos nós caminhamos para o despertar, que se dar de forma lenta, assim como o reequilíbrio depois da morte física, dependendo do estado de consciência, evolução de cada espírito.

 


        No livro Estante da Vida, psicografia de Chico Xavier, ditado pelo Espírito Irmão X, Capitulo 1. Encontramos uma entrevista com o espírito de Marilyn Monroe feita em 1969, pelo Espírito Irmão X. Acompanhemos abaixo a entrevista:

        Caminhávamos, alguns amigos, admirando a paisagem do Wilshire Boulevard, em Hollywood, quando fizemos parada, ante a serenidade do Memoriam Park Cemetery, entre o nosso caminho e os jardins de Glendon Avenue.

        A famosa mansão dos mortos mostrava grande movimentação de Espíritos libertos da experiência física, e estranhos.

        Tudo, no interior, tranquilidade e alegria.

        Os túmulos simples pareciam monumentos erguidos à paz, induzindo à oração. Entre as árvores que a primavera pintara de verde novo, numerosas entidades iam e vinham, muitas delas escoradas umas nas outras, à feição de convalescentes, sustentadas por enfermeiros em pátio de hospital agradável e extenso.

        Numa esquina que se alteava com o terreno, duas laranjeiras ornamentais guardavam o acesso para o interior de pequena construção que hospedava as cinzas de muitas personalidades que demandaram o Além, sob o apreço do mundo. A um canto, li a inscrição: Marilyn Monroe – 1926-1962. Surpreendido, perguntei a Clinton, um dos amigos que nos acompanhavam:

        - Estão aqui os restos de Marilyn, a estrela do cinema, cuja historia chegou até mesmo aos conhecimento de nós outros, os desencarnados de longo tempo no Mundo Espiritual?

        - Sim – respondeu ele, e acentuou com expressão significativa: - não se detenha, porém, a tatear-lhe a legenda mortuária... Ela está viva e você pode encontrá-la. Aqui e agora...

         - Como?

         O amigo indicou frondoso olmo chinês, cuja galharia compõe esmeraldino refúgio no largo recinto, e falou:

         - Ei-la que descansa, decerto em visita de reconforto e reminiscência...

        A poucos passos de nós, uma jovem desencarnada, mas ainda evidentemente enferma, repousava a cabeleira loura no colo de simpática senhora que a tutelava. Marilyn Monroe, pois era ela, exibia a face desfigurada e os olhos tristes. Informados de que nos seria licito abordá-la, para alguns momentos de conversa, aproximando-nos, respeitosos.

        Clinton fez a apresentação e aduzi:

        - Sou um amigo do Brasil que deseja ouvi-la.

        - Um brasileiro a procurar-me, depois da morte?

        - Sim, e porque não? – acrescentei – a sua experiência pessoal interessa a milhões de pessoas no mundo inteiro...

        E o dialogo prosseguiu:

        - Uma experiência fracassada...

        - Uma lição talvez.

         - Em que lhe poderia ser útil?

         - A sua vida influenciou muitas vidas e estimaríamos receber ainda que fosse um pequeno recado de sua parte para aqueles que lhe admiraram os filmes e que lhe recordam no mundo a presença marcante...

         - Quem gostaria de acolher um grito de dor?

         - A dor instrui...

         - Fui mulher como tantas outras e não tive tempo e nem disposição para cogitar de filosofia.

         - Mas fale mesmo assim...

         - Bem, diga então às mulheres que não se iludam a respeito de beleza e fortuna, emancipação e sucesso... Isso dá popularidade e a popularidade é um trapézio no qual raras criaturas conseguem dar espetáculos de grandeza moral, incessantemente, no circo do cotidiano.

         - Admite, desse modo, que a mulher deve permanecer no lar, de maneira exclusiva?

         - Não tanto. O lar é uma instituição que pertence à responsabilidade tanto da mulher quanto do homem. Quero dizer que a mulher lutou durante séculos para obter a liberdade... Agora que a possui nas nações progressistas, é necessário aprender a controlá-la. A liberdade é um bem que reclama senso de administração, como acontece ao poder, ao dinheiro, à inteligência...

         Pensei alguns momentos na fama daquela jovem que se apresentara à Terra inteira, dali mesmo, em Hollywood, e ajuntei:

         - Miss Monroe, quando se refere à liberdade da mulher, você quer mencionar a liberdade do sexo?

        - Especialmente.

        - Porque?

        - Concorrendo sem qualquer obstáculo ao trabalho do homem, a mulher, de modo geral, se julga com direito a qualquer tipo de experiência e, com isso, na maioria das vezes, compromete as bases da vida. Agora que regressei à Espiritualidade, compreendo que a reencarnação é uma escola com muita dificuldade de funcionar para o bem, toda vez que a mulher foge à obrigação de amar, nos filhos, a edificação moral a que é chamada.

        - Deseja dizer que o sexo...

         - Pode ser comparado à porta da vida terrestre, canal de renascimento e renovação, capaz de ser guiado para a luz ou para as trevas, conforme o rumo que se lhe dê.

        - Ser-lhe-ia possível clarear um pouco mais este assunto?

        - Não tenho expressões para falar sobre isso com o esclarecimento necessário; no entanto, proponho-me a afirmar que o sexo é uma espécie de caminho sublime para a manifestação do amor criativo, no campo das formas físicas e na esfera das obras espirituais, e, se não for respeitado por uma sensata administração dos valores de que se constitui, vem a ser naturalmente tumultuado pelas inteligências animalizadas que ainda se encontram nos níveis mais baixos da evolução.

        - Miss Monroe – considerei, encantado, em lhe ouvindo os conceitos - , devo asseverar-lhe, não sem profunda estima por sua pessoa, que o suicídio não lhe alterou a lucidez.

        - A tese do suicídio não é verdadeira como foi comentada – acentuou ela sorrindo. – Os vivos falam acerca dos mortos o que lhes vem à cabeça, sem que os mortos lhe possam dar a resposta devida, ignorando que eles mesmos, os vivos, se encontrarão, mais tarde, diante desse mesmo problema... A desencarnação me alcançou através de tremendo processo obsessivo. Em verdade, na época, me achava sob profunda depressão. Desde menina, sofri altos e baixos, em matéria de sentimento, por não saber governar a minha liberdade... Depois de noites horríveis, nas quais me sentia desvairar, por falta de orientação e de fé, ingeri, quase semi-inconsciente, os elementos mortíferos que me expulsaram do corpo, na suposição de que tomava uma simples dose de pílulas mensageiras do sono...

        - Conseguiu dormir na grande transição?

        - De modo algum. Quando minha governanta bateu à porta do quarto, inquieta ao ver a luz acesa, acordei às súbitas da sonolência a que me confiara, sentindo-me duas pessoas a um só tempo... Gritei apavorada, sem saber, de imediato, identifica-me, porque lograva mover-me e falar, ao lado daquela outra forma, a vestimenta l que me largara... Infelizmente para mim, o aposento abrigava alguns malfeitores desencarnados que, mais tarde, vim a saber, me dilapidaram as energias. Acompanhei, com indescritível angústia, o que se seguiu com o meu corpo inerme; entretanto, isso faz parte de um capitulo do meu sofrimento que lhe peço permissão para não relembrar...

        - Ser-lhe-á possível explicar-nos porque terá experimentado essa agudeza de percepção, justamente no instante em que a morte, de modo comum, traz anestesia e repouso?

        - Efetivamente, não tive a intenção de fugir da existência, mas, no fundo, estava incursa ao suicídio indireto. Malbaratara minhas forças, em nome da arte, entregara-me a excessos que me arrasaram as oportunidades de elevação... Ultimamente, fui informada por amigos daqui de que não me foi possível descansar, após a desencarnação, enquanto não me desvencilhei da influência perniciosa de Espíritos vampirizadores a cujos propósitos eu aderira, por falta de discernimento quanto às leis que regem o equilíbrio da alma.

        - Compreendo que dispõe agora de valiosos conhecimentos, em torno da obsessão...

        - Sim, creio hoje que a obsessão, entre as criaturas humana, é um flagelo muito pior que o câncer. Peçamos a Deus que a ciência no mundo se decida a estudar-lhe os problemas e resolvê-los...

        A entrevista mostrava sinais de fadiga e, pelos olhos da enfermeira que lhe guardava a cabeça no regaço amigo, percebi que não me cabia avançar.

        - Miss Monroe – conclui -, foi um prazer para mim este encontro em Hollywood. Podemos, acaso, saber quais são, na atualidade, os seus planos para o futuro?

        Ela emitiu novo sorriso, em que se misturavam a tristeza e a esperança, manteve o silencio por alguns instantes e afirmou:

        - Na condição de doente, primeiro, quero melhorar-me... Em seguida, como aluna no educandário da vida, preciso repetir as lições e provas em que fali... Por agora, não devo e nem posso ter outro objetivo que não seja reencarnar, lutar, sofrer e reaprender...

        Pronunciei algumas frases curtas de agradecimento e despedida e ela agitou a pequenina mão num gesto de adeus. Logo após, alinharei estas notas, à guisa de reportagem, a fim de pensar nas bênçãos do Espiritismo Evangélico e na necessidade da sua divulgação.

 


 

Fonte: Livro – Estante da Vida. Pelo Espírito Irmão X. Psicografia de Chico Xavier. Capitulo 1.


segunda-feira, 26 de junho de 2023

MENSAGEM: PRESENÇA DO OLHAR


“Se o teu olho está na luz, todo o teu Ser tem luz”

        O Espírito enxerga e sente por todo o seu Ser, porém, nos caminhos da carne os olhos simbolizam o foco de atenção do indivíduo.

        A forma como se olha o mundo reflete nesga da intimidade do Ser.

        Conforme sente, vive, experimenta as águas das emoções, isso terá inegável influencia sobre a forma como a vida, em volta, será percebida.

        O olhar malicioso caracteriza a alma envolta nas vibrações maliciosas.

        O ver de maneira pessimista reflete a inquietação negativa que viceja no coração.

        A percepção de permanentes tempestades, em volta, marca as turbulências intimas que angustiam o indivíduo.

        O otimismo que ilumina com o Sol da esperança significa a alma confiante, tomada pelas Santas energias do Bem, acreditando nos sagrados objetivos da existência.

        A alma que se permite irradiar a própria luz, como consequência de sua espiritualização, toca de forma sensível as emanações da vida.

        Quanto maior cota de Bondade no universo interno, mais as energias do ser interpenetram com as forças sutis que a tudo e todos permeia.

        O olhar enternecido pelos valores mais profundos é aquele que, em sua limpidez, enxerga com transparência os fenômenos da vida, transcendendo ao mundo das aparências e alcançando níveis mais delicados do Reino, que, em ultima instância, pontifica no santuário da alma, impregnando-a.

        Na trajetória de nossa educação íntima observemos como olhamos a vida e os outros.

        Servirá como termômetro de nossa realidade evolutiva, solicitando-nos a visão de aprendizado para modificar o que necessita sê-lo e aperfeiçoar o que precisa aformosear-se em nós.

        Estejamos abertos para compreender como olhamos, a fim de que possamos melhor aferir onde precisamos iluminar no escarninhos do nosso ser, visando maiores conquistas do Evangelho em nosso mundo íntimo.

        A presença da luz é o alimento do nosso ser: seu encantamento divino, sua natureza real, a realidade suprema da cada filho de Deus.

        E que nossa passagem em qualquer ambiente da vida represente sempre, a presença da luz clareando as sendas do Universo, falando de Deus.

 

Pelo Espírito Marta.
Psicografia de Frederico Menezes.

 

Fonte: Livro – Presença de Jesus. Pelo Espírito Marta. Psicografia de Frederico Menezes. Mensagem: Presença do Olhar.



terça-feira, 20 de junho de 2023

ABORTO ESPONTÂNEO, VISÃO ESPIRITUAL

                                          

        Na ocorrência de aborto espontâneo estaremos sempre diante de um mecanismo da Lei de Causa e Efeito, que compõe o conjunto de princípios da Doutrina Espírita. As causas desse tipo de interrupção natural da gravidez podem ser encontradas a partir de uma visão espiritual.

        Muitas vezes, o Espírito que vai renascer elege um programa ao qual se submeterá durante a reencarnação, cabendo ao próprio interessado fazer ajustes que julgue convenientes e que o seu livre-arbítrio permita. Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec explica que chega um momento, durante a fase gestacional, em que o ser se reconhece impossibilitado de assumir as tarefas para as quais se preparou, mudando de atitude e desistindo de levar adiante o processo reencarnatório, o que tem como consequência o aborto espontâneo.

        Noutras vezes, trata-se da gestação de indivíduos em degrau evolutivo muito primário, o que dificulta sua adaptação à forma física sem provocar danos ao metabolismo embrionário ou fetal. Também pode ser um Espírito que já foi abortado em outras vidas ou que se tornou inimigo implacável daquela que está na iminência de recebê-lo como filho.

        De outra forma, Espíritos que encerraram a encarnação anterior em decorrência de um suicídio ficaram em débitos perante as Leis Cósmicas, tendo como consequência essas reencarnações malsucedidas que resultam em aborto espontâneo na tentativa seguinte. A interrupção do renascimento será uma prova ou expiação que o ser se permite para resgatar aquele tempo de vida que não foi devidamente cumprido.

        Acrescentemos também que um expressivo número de mulheres pode provocar psiquicamente o aborto ao rejeitarem uma gestação e se negarem a receber a criança em seus braços. A mente materna, talvez inconscientemente, bombardeia o embrião ou o organismo fetal com energias psíquicas desarticuladoras do funcionamento celular, responsáveis por expulsar o reencarnante da câmara uterina.

        Em todas as circunstâncias descritas a própria densidade vibratória do reencarnante extermina a vida em formação, desencadeando a sua expulsão do útero materno.

        Não nos deveremos esquecer que os pais que estarão incursos no processo provacional ou expiatório de alguma forma se encontram implicados na trama ocorrida no pretérito daquele grupo.

        Muitas mulheres entram em desespero com o aborto espontâneo, desenvolvendo estados psicológicos que demandam acompanhamento especializado por profissionais da área de saúde. A mulher que vivenciou uma situação de aborto espontâneo, normalmente experimenta um trauma muito grande. É provável até que o episódio venha a exercer influência em futuras gestações.

        As alterações fisiológicas e psíquicas provenientes da interrupção da gravidez podem desencadear na mãe frustrada certos transtornos emocionais e mentais, como a depressão, que ela conseguirá superar após um período mais ou menos longo, a depender do seu esforço pessoal. Tudo isso estará previsto nos Códigos da Vida.

        Se considerarmos a vida do Espírito, o fenômeno da interrupção da gestação será percebido como uma experiência evolutiva, integrando a relação dos incidentes naturais que permeiam a nossa trajetória no rumo da felicidade. Essa interpretação vale tanto para o reencarnante, que teve a vida orgânica obstruída, quanto para os pais, particularmente a gestante, que momentaneamente estará privada de experimentar a maternidade.

        Poderemos dirigir-nos à mulher que experimentou semelhante sofrimento, sugerindo que ela procure adotar a paciência como conselheira. Vamos dizer-lhe que supere a dor, que persevere e que se prepare, pois numa situação desta ordem, invariavelmente ocorrerá, mais tarde, uma nova gestação. Aquele Espírito cuja reencarnação foi interrompida, se for bem-intencionado, retornará aos braços de quem o aguardava com carinho e ansiedade, permitindo que ela experimente a grande alegria de tornar-se mãe.

        Algumas mulheres têm muitas dificuldades para engravidar. Mesmo que biologicamente tudo esteja bem com a sua saúde, elas não conseguem iniciar ou terminar o processo gestacional.

        Conforme a Lei de Causa e Efeito, tudo aquilo que nos acontece hoje é o resultado de atos que praticamos ontem. Na ocorrência da dificuldade para engravidar ou levar até o final a gestação, podemos entender que se trata de pessoas que no passado se comprometeram negativamente na área da maternidade. Em face do mau uso da oportunidade de ser cocriadora da vida, a mulher retorna com esses fatores impeditivos para que possa ter êxito na condição maternal. Um dos exemplos desse mau uso é a prática do aborto.

        Desta forma, certos fatores que impedem a gravidez são biológicos, enquanto outros estão relacionados à estrutura psicológica da mulher. Mas, quando estes aspectos estão saudáveis e mesmo assim ela não consegue realizar o sonho de conceber um filho, é fácil concluir que nela está instalada uma dinâmica provacional-expiatória que traduz a sua necessidade evolutiva naquele momento.

        Como consequência, a candidata à maternidade desenvolve uma ansiedade imensa para alcançar o seu objetivo. Este estado ansioso converte-se em mais um fator impeditivo, porque produz uma descarga psíquica de alta intensidade que, de alguma forma, perturba a produção e a liberação dos óvulos pelo sistema reprodutor feminino, reforçando o bloqueio para que a gestação não aconteça, ou, se ocorrer, para que seja levada com êxito até o final.

         Entretanto, nós não estamos na Terra para sofrer nem para pagar algo, como afirmam muitos estudiosos superficiais do Espiritismo. Estamos na estrada terrena para nos reabilitarmos, matriculando-nos em um programa de reeducação para progredirmos. Por isso, o esforço pela conquista de serenidade perante os desafios da vida permitirá que a mulher modifique lentamente o plano das suas experiências. Cabe-lhe insistir no seu sonho, utilizando os recursos da oração, da prática das virtudes e da terapia bioenergética dos passes, que quase sempre propiciam uma reversão do processo e permitem que a mulher realize o desejo de ser mãe.

 

 

Fonte: Livro – Sexo e Consciência. Divaldo Franco, organizado por Luiz Fernando Lopez.



segunda-feira, 12 de junho de 2023

ABORTO PELO ESPÍRITO EMMANUEL


        “De todos os institutos sociais existente na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida.

        É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no Planeta; em virtude disso, entre pais e filhos residem os mecanismos da sobrevivência humana, quanto à forma física, na face do orbe.

        Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pai, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor – do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da terra para os Céus.

        Com semelhantes notas, objetivamos tão só destacar a expressão calamitosa do aborto criminosos, praticando exclusivamente pela fuga ao dever.

        Habitualmente – nunca sempre - somos nós mesmos quem planificamos a formação da família, antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos, à maneira da casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos e técnicos distintos.

        Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria.

        Criamos projetos, aventamos sugestões, articulamos providências e externamos votos respeitáveis, englobando-nos com eles em salutares compromissos que, se observados, redundarão em bênçãos substanciais para todo o grupo de corações a que se nos vincula a existência. Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de nossos erros de outras épocas, ontem convertidos, no Plano Espiritual, em amigos potenciais, à custa das nossas promessas de compressão e de auxílio, fazem-se hoje – e isso ocorre bastas vezes, em todas as comunidades da Terra – inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos-problema, impondo-nos trabalho e inquietação.  

        Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões”.

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier.



Fonte: Livro Vida e Sexo. Psicografia de Chico Xavier. Pelo Espírito Emmanuel. Cap. 17


domingo, 4 de junho de 2023

O ESPIRITISMO DIZ NÃO A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

        Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
        O de viver. Por isso ninguém tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer a sua existência corpórea.
(Questão 880 do O Livro dos Espíritos. Allan Kardec)



        O Movimento Espírita posiciona-se contrario aos projetos de revisão da legislação que visam à legalização do aborto em nosso país.

        Em face do desenvolvimento da ciência, facilmente se comprova o início da vida humana desde o momento da concepção no ventre materno, e não somente quando ocorre o nascimento, como afirmam muitos.

        Constitui-se em grave comprometimento com as Leis Divinas a provocação do aborto em qualquer fase da gravidez, uma vez que tal iniciativa impede que o espírito, já ligado ao embrião, renasça no corpo físico que lhe servirá como instrumento de progresso.

        Os que lutam a favor do aborto sempre colocam em questão: o princípio da dignidade da pessoa humana; os direitos sexuais e reprodutivos da mulher; o direito à autonomia da mulher; o direito à integridade física e psíquica da gestante; o direito da igualdade da mulher... No ordenamento jurídico brasileiro o direito a vida é inviolável, conforme art. 5° da Constituição Federal. A Vida é, portanto, o nosso bem maior e o mais importante direito natural, de acordo com a resposta da Espiritualidade Maior à questão n° 880 de O Livro dos Espíritos. E esquecem, também que sem a Vida, todos os demais direitos ficam cerceados, pois sem a Vida não há que se falar de liberdade, autonomia, dignidade ou igualdade.

        Quantos métodos contraceptivos se tem acesso atualmente, de forma fácil, e até mesmo gratuitos, assim, não há muitas desculpas para não se prevenir de uma gravidez inesperada. O que falta é consciência e responsabilidade, e não métodos contraceptivos, preservativos.

        No livro Sexo e Consciência, Divaldo Franco fala que:
        Qualquer justificativa legal para matar, estará sempre ferindo a ética! Se abrirmos um precedente para a interrupção da gestação do anencéfalo, em breve surgirão propostas muito graves no tecido social...
        Em 1935, quando Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha nazista, ele começou seu governo tornando legal a prática do aborto. Na chamada noite dos cristais ele liberou o assassinato em massa de milhões de indivíduos. Logo depois, na mesma sede de sangue e na alucinação que dele se apoderou, o líder alemão pediu aos pais que tivessem filhos deficientes, até mesmo aqueles que apenas sofriam de enurese noturna, que os enviassem às câmaras de gás e aos campos de extermínio, a fim de depurarem a raça alemã... Milhares de crianças foram mortas em nome de uma super-raça que estava apenas na imaginação delirante de um psicótico. Em seguida, ele autorizou o assassinato em massa de mais de seis milhões de judeus e de mais de três milhões de outras etnias, somente porque as considerava inferiores, exaltando o biótipo germânico.
      Stalin, no início do século XX, enviou milhares de inimigos políticos para o exílio na Sibéria, sem contar aqueles que ele internou compulsoriamente em hospitais psiquiátricos ou que mandou executar através de injeção letal, porque divergiam politicamente da doutrina do Estado.
     Tanto na Alemanha quanto na União Soviética milhares de vidas foram sumariamente dizimadas com apoio “legal” e justificativas diversas. Penso que a legalização do aborto eugênico ensejará passos mais audaciosos no futuro, em favor da prática do aborto generalizado, o que será muito lamentável. E a legalização do aborto pela sociedade humana será um perigoso precedente que se abrirá em direção a outras propostas de aniquilação da vida.
      (...) Na mesma linha de raciocínio, outra pessoa de sentimentos torpes irá propor que todos os portadores de transtornos mentais severos, que praticam crimes e são internados para tratamento, deverão ser expungidos da sociedade por meio do homicídio patrocinado pelo Estado, mediante injeção letal e outras técnicas bárbaras, quando é dever desse mesmo Estado prover os meios para a recuperação da saúde mental de seus cidadãos, bem como utilizar de medidas paliativas, quando a recuperação completa não for viável. E se a proposta de assassinato ganhar cidadania, em pouco tempo alguém afirmará que tem direito a tirar a vida de seus pais, que são portadores de doenças neurológicas degenerativas, como o Mal de Parkinson e o Mal de Alzheimer, conforme referido anteriormente, que se transformam em um verdadeiro peso na sua vida de jovem que deseja estar livre para buscar seus sonhos.
     Como as leis humanas são injustas, porque refletem a injustiça dos seres que as elaboram, algumas medidas procuram punir em vez de educar ou reabilitar. E isso não poderá generalizar-se para ser aplicado em qualquer circunstância, pois corresponderia à instalação do caos na vida social.
     Numa sociedade que anseia pela justiça real, a reverência pela vida é fundamental, uma vez que deveremos respeitar as Leis Divinas que governam a Natureza e as relações humanas. Não me refiro a nenhuma conotação com denominações religiosas específicas, mas apenas ao respeito pela vida.
     Eis por que o Espiritismo é frontalmente contra a proposta de matar. Qualquer iniciativa que tenha a intenção de fazê-lo irá configurar uma violência deplorável contra as Leis Divinas.
     E o que dizer a uma mãe que está gerando uma criança destinada a ter uma vida breve? Deveremos dizer-lhe que agradeça a Deus pela gestação, pois se trata de uma oportunidade de reabilitação para todos os envolvidos.



Fonte: Livreto da FEB – Em defesa da vida. Aborto não.
Site da FEP – Luta contra o aborto.
Livro – Sexo e consciência. Divaldo Franco, organizado por Luiz Fernando Lopez.


segunda-feira, 29 de maio de 2023

MINUTO DE SABEDORIA: VOCÊ JAMAIS ESTÁ ABANDONADO!

Você jamais está abandonado!

Absolutamente!


O Pai não abandona ninguém.

Ele veste de plumas multicoloridas as pequeninas aves, enfeita de beleza e perfume as flores e não deixa morrer de fome nem os insetos nem os pequeninos vermes.

Esteja certo: não cai um fio de cabelo de sua cabeça, sem que Ele o permita.

Confie no Pai!

Você jamais está abandonado!

 


Fonte: Livro – Minutos de Sabedoria. De C. Torres Pastorino. Mensagem 16.



segunda-feira, 22 de maio de 2023

JOSÉ ARIGÓ

         José Pedro de Freitas, nascido em Fazenda do Fria, Congonhas do Campo – Minas Gerais, 18 de outubro de 1921. Médium brasileiro, conhecido como José Arigó ou simplesmente Zé Arigó.

        Desenvolveu suas atividades mediúnicas em Congonhas/MG durante cerca de 20 anos, tornando nacional e internacionalmente conhecidas as cirurgias e curas realizadas por intermédio de sua faculdade mediúnica, pelo espírito Dr. Fritz, um médico alemão falecido em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial.

        Significado do nome Arigó : Aquele trabalhador que não exerce função intelectual, e sim tem direito a seu salário por exercer trabalho braçal, árduo, bruto, independente de inteligência. Também conhecido como caipira, jeca etc...



Relato do próprio J. Herculano Pires

        “Zé Arigó era uma mistura de trabalhador rural com caminhoneiro. Seria difícil imaginá-lo como cirurgião”...

        Arigó, um dos 08 filhos de um sitiante. Embora tenha tido uma infância normal, afirma ter sido perseguido por uma luz muito brilhante, que quase o cegava. Depois começou a ouvir uma voz que falava uma língua estrangeira.

        Com 25 anos, casou-se com Arlete André, sua prima de 4º grau, e deixou a casa paterna, indo trabalhar numa Mina de ferro. Enquanto os filhos chegavam, um atrás do outro, Arigó começou a ter muitos pesadelos dores de cabeça muito fortes.

        Nos sonhos, sempre ouvia a mesma voz gutural, num idioma que não entendia. Certa noite, teve um sonho nítido: Estava numa sala de cirurgia, entre médicos e enfermeiras, usando trajes antigos, reunidos em torno de um paciente. Quem Dirigia a operação era um homem alto e calvo, cuja voz era muito familiar a Arigó.

 

Sua Preparação Espiritual

        Noite após noite, repetiu-se o mesmo sonho, e, depois de algum tempo, a figura central dos sonhos se apresentou como o Dr. Adolpho Fritz, médico alemão desencarnado durante a 1ª Guerra Mundial. E ele disse a Arigó que o escolhera como médium que deveria levar a cabo sua obra.

        Outros Espíritos, que tinham sido médicos quando encarnados, também o ajudariam. Arigó deveria dedicar-se a tarefa de curar os enfermos e aflitos.

         Acordando assustado, Arigó pulou da cama e saiu correndo para a rua, aos gritos, nu, chorando . Os parentes e vizinhos o levaram para casa, com muito cuidado, vendo-o chorar copiosamente. Os médicos solicitaram exames clínicos e psicológicos, cujos resultados apontaram para uma situação de plena normalidade, mas os pesadelos e as dores de cabeça continuavam. O padre da cidade tentou ajudá-lo com sessões de exorcismo (achava o padre que Arigó estivesse endemoninhado), mas não obteve nenhum resultado.

        Pressionado pela desagradável situação, Arigó resolveu atender, para experiência, aos pedidos feitos em sonho pelo médico alemão. Tendo encontrado um amigo aleijado, que era obrigado a usar muletas para andar, Arigó se viu de repente gritando:

        - Já é tempo de você largar estas muletas! E arrancando-as, ordenou ao homem que caminhasse, o que ele fez, e continuou a andar perfeitamente deste dia em diante.


O Caso do Senador Brasileiro Lúcio Bittencourt

        Estava fazendo campanha naquele distrito eleitoral, para tentar a reeleição, e também para a eleição de Getúlio Vargas.Os médicos haviam diagnosticado que Lúcio Bittencourt sofria de câncer pulmonar, aconselharam-no a operar-se imediatamente, de preferência nos Estados Unidos. (Tinham, na verdade, pouca esperança de êxito na operação).

        Resolveu adiar a cirurgia para depois da campanha eleitoral e quando foi a Congonhas do Campo, ficou conhecendo Arigó, que já fora dirigente sindical, e, impressionado com o seu magnetismo convidou-o para participar de um comício em Belo Horizonte, onde ficaram hospedados no mesmo hotel.

        Mais tarde, estando Lúcio Bittencourt estendido na cama, pensativo, preocupado com sua enfermidade, viu a porta do quarto abrir-se vagarosamente. Um vulto escuro, que lhe parecia ser de Arigó, entrou no quarto a acendeu a luz. Era realmente Arigó, de pé, imóvel, com uma navalha aberta na mão. Estarrecido, o senador tentou sentar-se mas uma estranha fraqueza dominou-o e ele caiu deitado de costas. Tudo se tornou confuso e afinal escureceu de todo. Na manhã seguinte, ao acordar, verificou que o paletó de seu pijama estava rasgado nas costas e coberto de sangue já coagulado. O câncer fora removido com absoluto sucesso, como se confirmou mais tarde, o senador ficou completamente curado.

 

O Caso do Dr. Puahrich



        Apesar da perseguição da Igreja e das autoridades, Arigó fundou uma clínica, onde tratava gratuitamente até 200 pessoas por dia.

        Dois cientistas norte-americanos (Dr. Puahrich e Dr. Belk) vieram especialmente para estudar e testar os fenômenos com Arigó, acompanhados de dois intérpretes da Universidade do Rio de Janeiro.

        O Dr. Puahrich era portador de um tumor, sem caráter maligno, um lipoma, há mais de sete anos, dentro do cotovelo esquerdo, que, apesar de indolor, incomodava um tanto. Uma cirurgia normal levaria cerca de 20 minutos para removê-lo. Depois de angustiosa indecisão, o Dr. Puahrich resolveu pedir a Arigó para extirpar o lipoma.

        Quando Puahrich chegou a clínica, na manhã seguinte, Arigó virou-se para os pacientes, que já enchiam a sala e perguntou:

         - Alguém aí tem um bom canivete brasileiro para usar neste americano?

        Embora horrorizado, Puahrich não podia mais recuar. De todos os lados apareceram canivetes. Arigó escolheu um e voltou-se para o paciente: - Arregace a manga, doutor! -Olhe para lá! - recomendou Arigó.

        Alguns segundos depois, Puahrich sentiu na palma da mão algo macio, juntamente com o canivete. Era o lipoma. Olhou para seu braço e notou a parte onde ficava o tumor totalmente desinchada. Havia apenas uma pequena incisão, de menos de cinco centímetros de comprimento e uma pequena quantidade de sangue. O americano experimentou apenas uma vaga sensação e declarou mais tarde:

        - Nada senti. Não podia acreditar no que aconteceu e, entretanto, acontecera pois, quanto a isso, não pode haver mais dúvida.

        A cirurgia não foi seguida de qualquer infecção e o ferimento cicatrizou completamente. Tudo filmado por Jorge Rizzini ficou muito nítido e mostrou que a operação durara apenas cinco segundos. Os americanos não tiveram mais dúvidas e ficaram totalmente convencidos da veracidade dos fenômenos.

        Arigó continuou a exercer a medicina, sem jamais aceitar pagamento pelos seus serviços.


Nosso amigo, nosso irmão Arigó

        Aparentemente rude, simplório, bom apetite, leigo, mas para os que conviveram com ele, alegre, bonachão, simpático. Católico fervoroso, sem nenhuma instrução sobre Espiritismo, leis da física, ciência ou religião. Porém dotado de um senso ético, coração bondoso, forte senso de justiça.


        Apesar de sua família (seus pais) terem tido uma boa condição social, a vida de Arigó teve vários altos e baixos, exerceu várias profissões desde agricultor, trocador de ônibus, trabalhador de minas, comerciante (mais emprestava que ganhava), dentre outras atividades..

        Mesmo sem saber Zé Arigó era acompanhado por uma equipe Espiritual da mais elevada Luz. Houve uma ocasião em que Arigó havia marcado uma noitada com os amigos. Foi trabalhar em um prédio como ajudante, passaria o dia trabalhando e á noite iria para o encontro, que deveria ser com amigos, regado a bebidas e mulheres. Na hora da saída ele entrou no banheiro para ser arrumar, porém não o viram lá, a porta do banheiro travou por fora.

        Todos foram embora e Zé Arigó passou o final de semana inteiro preso no banheiro, só sendo liberado na segunda pela manhã quando os trabalhadores retornaram ao trabalho depois do final de semana. Com certeza isto foi uma ajuda do plano espiritual para que ele Arigó não se envolvesse em situações comprometedoras e energias inferiores.

        Ele mesmo conta que sempre houve impedimentos nas ações menos edificantes.

        Arigó não entendia o que acontecia a ele, então por algumas vezes a equipe espiritual permitiu que ele perdesse os sentidos para atuar em seus semelhantes e realizar as cirurgias, o que depois quando ele voltava a si, era a ele relatado o ocorrido, e mesmo assim ele não acreditava. Por mais provas que ele recebia, ainda relutava muito, com medo de estar cometendo heresia.

        Após muitos acontecimentos, provas, e curas enfim Zé Arigó resolveu aceitar sua condição. Tudo o que ele mais queria era ajudar o próximo, e aceitando a companhia dos Espíritos iria contribuir para curas então tudo bem, vamos curar!

        Nunca houve uma morte ou uma infecção, nenhuma complicação para as pessoas que foram atendidas por Zé Arigó. Os cientistas, os médicos, as pessoas não entendiam como podia facas e objetos cortantes enferrujados nunca causarem males!

        Sendo assim, Arigó dispôs suas faculdades para a equipe espiritual, que era composta por Dr. Fritz (especialista em tumores e câncer), Frei Fabiano de Cristo (responsável pela equipe espiritual, ficava em um local em profunda meditação, energizando o local e as pessoas, emitindo uma Luz Verde que tinha o efeito de energizar, fazer assepsia, e também ação calmante nos pacientes, devido a isto nunca ocorria infecções, dores ou sangramentos nas intervenções cirúrgicas), Drº Takahashi (ginecologista japonês), Drº Charles Pierre (oftalmologista Francês), dentre outros médicos que compunham a equipe...

        Arigó foi preso por 2 vezes, as denúncias partiram da Sociedade Brasileira de Medicina em união com a Igreja católica. Foi denunciado como charlatão, e curandeiro. Foi liberto por um indulto expedido pelo Presidente Kubitschek. em 1956, e condenado em 1964 a 16 meses de prisão, onde foi para a prisão dirigindo o próprio jipe, pois a polícia não tinha carro disponível. Arigó disse que agora sim teria tempo para ler o Evangelho.


A Prisão de Arigó



        Após a prolongada leitura da sentença, Arigó levantou-se e agradeceu ao Juiz e ao Promotor Marcelo José de Paula. Nessa altura, já havia gente chorando no recinto do tribunal. Parentes e amigo José Arigó A emoção redobrou, quando uma tia de Arigó, entrando na sala de audiências, bradou em pranto convulsivo:
        - “Conforme-se, meu filho, porque até Jesus foi condenado!”

        E o trabalho continuou até mesmo na prisão...


        Arigó recebeu vários ilustres conhecidos, vários cientistas, jornalistas, políticos, gente que veio de fora do Brasil para conhecer o fenômeno José Arigó.

        Á todos impressionou por seu carisma, humildade, sinceridade, a muitos auxiliou na cura, muitos foram desmascarados pela equipe espiritual!

        Na foto acima, Francisco Cândido Xavier e o médium Dr. Waldo Vieira de Uberaba, em viajarem para os Estados Unidos e a Europa, em 1964, a serviço Doutrinário, foram visitar José Arigó, em Conselheiro Lafaiete..


Abaixo alguns exemplos de como se dava as cirurgias





O desencarne  de Arigó


        Arigó teve um sonho em que previa para breve a sua passagem para o plano espiritual, através de uma morte violenta. No dia 11 de junho de 1971, ele esteve na clínica, como de costume, mas avisou aos seus pacientes que teria que ir a uma cidade vizinha, a fim de apanhar um carro de segunda mão, que acabava de comprar.

        E, às 12h 23 do dia 11 de janeiro de 1971, o médium Zé Arigó, ao voltar de um sítio perto de Congonhas do Campo - MG, foi acometido por um mal súbito que o fez perder repentinamente o controle de seu carro Opala que, passando a contramão, bateu de frente num veículo do DNER. Na violência do choque, desencarnou por traumatismo crâniano. Assim, nosso querido irmão José Arigó retornou à Pátria Espiritual.
Atualmente o Trabalho de Zé Arigó

O Trabalho atual de Zé Arigó

    Integra a Equipe Espiritual do Dr. Fritz Auxiliando da mesma forma amorosa irmãos que buscam o amparo as suas dores físicas e enfermidades, muitas incuráveis pela medicina Terrena. Atua na Casa Espírita Caminheiros da Fraternidade, como Responsável pela Triagem do Tratamento Médio Espiritual, sob a direção de Dr. Fritz.










terça-feira, 16 de maio de 2023

DEIXAI AOS MORTOS O CUIDADO DE ENTERRAR SEUS MORTOS

Ele disse a um outro: segui-me, e ele lhe respondeu: Senhor, permiti-me ir antes enterrar meu pai. Jesus lhe respondeu: deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos, mas por vós ide anunciar o reino de Deus. (São Lucas, cap. IX, v 59,60)



Nos ensinos de Jesus não devemos nos apegar a letra; lembremos de Paulo quando escreveu aos Coríntios: “porque a letra mata e o espírito vivifica.” (2 Coríntios 3:6). O sentido espiritual é o enfoque dos ensinos de Mestre Jesus; nos possibilitando conclusões com lógica. Pois, se observarmos apenas a letra, chegaremos em conclusões equivocadas e sem o sentido real do ensinamento.

Assim quando Jesus instruiu: “deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos”, Ele se referiu aos indivíduos “Mortos de Espírito”, os mortos espirituais, que são os que ainda não despertaram para a conscientização espiritual, sendo ainda prisioneiros das ilusões do mundo material, que vive pela matéria, é um ensinamento para chamar a atenção para as coisas espirituais.

No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXIII. Itens 7 e 8, Allan Kardec nos explica:            

            Que podem significar estas palavras: “Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos?” As considerações precedentes mostram primeiro que, na circunstância em que foram pronunciadas, não poderiam exprimir uma censura contra aquele que considera um dever de piedade filial ir enterrar seu pai; elas encerram, porém, um sentido profundo, que só um conhecimento mais completo da vida espiritual poderia fazer compreender.
           A vida espiritual, com efeito, é a verdadeira vida; é a vida normal do espírito; sua existência terrestre não é senão transitória e passageira; é uma espécie de morte comparada ao esplendor e à atividade da vida espiritual. O corpo não é senão uma veste grosseira que reveste momentaneamente o espírito, verdadeira cadeia que o prende à gleba da Terra, e da qual se sente feliz de estar livre. O respeito que se tem pelos mortos não se prende à matéria, mas, pela lembrança, ao espírito ausente; é análogo àquele que se tem pelos objetos que lhe pertenceram, que tocou, e que aqueles que o amam guardam como relíquia. É o que esse homem não poderia compreender por si mesmo; Jesus lho ensina, dizendo: Não vos inquieteis com o corpo, mas pensai antes no espírito; ide ensinar o reino de Deus; ide dizer aos homens que sua pátria não está na Terra, mas no céu,porque lá somente está a verdadeira vida.

E o Espírito Emmanuel na mensagem Acorda e Ajuda, do Livro Fonte Viva, psicografia de Chico Xavier, nos esclarece:

Jesus não recomendou ao aprendiz deixasse aos cadáveres o cuidado de enterrar os cadáveres e sim conferisse “aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.”
             Há, em verdade, grande diferença.
             O cadáver é carne sem vida, enquanto quem um morto é alguém que se ausenta da vida.
         Há muita gente que perambula nas sombras da morte sem morrer.
         Trânsfugas da evolução, cerram-se entre as paredes da própria mente, cristalizados no egoísmo ou na vaidade, negando-se a partilhar a experiência comum.
         Mergulham-se em sepulcros de ouro, de vício, de amargura e ilusão.
         Se vitimados pela tentação da riqueza, moram em túmulos de cifrões, se derrotados pelos hábitos perniciosos, encarceram-se em grades de sombra; se prostrados pelo desalento, dormem no pranto da bancarrota moral, e, se atormentados pelas mentiras com que envolvem a si mesmos, residem sob as lápides, dificilmente permeáveis, dos enganos fatais.

Na mesma mensagem, Emmanuel ainda nos orienta segundo esse ensino de Jesus:
            Aprende a participar da luta coletiva.
            Sai, cada dia, de ti mesmo, e busca sentir a dor do vizinho, a necessidade do próximo, as angustias de teu irmão e ajuda quanto possas.
            Não te galvanizes na esfera do próprio “eu”.
            Desperta e vive com todos, por todos e para todos, porque ninguém respira tão somente para si.
            Em qualquer parte do Universo, somos usufrutuários do esforço e do sacrifício de milhões de existências.
             Cedamos algo de nós mesmos, em favor dos outros, pelo muito que os outros fazem por nós.
             Recordemos, desse modo, o ensinamento do Cristo.
             Se encontrares algum cadáver, dá-lhe a bênção da sepultura, na relação das tuas obras de caridade mas, em se tratando da jornada espiritual. Deixa sempre “os mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.”
           

Jesus falava uma frase, mas interpretando se torna sempre um grande texto em todos os sentido! Cristo ontem, Cristo hoje, Cristo Sempre!


domingo, 7 de maio de 2023

O LIVRO DOS ESPÍRITOS: ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS

*As respostas são dos Espíritos Superiores.

LIVRO SEGUNDO / MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO I – DOS ESPÍRITOS

 

ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS

76 – Que definição se pode dar dos espíritos?
- Pode-se dizer que os espíritos são os seres inteligentes da Criação. Povoam o Universo fora do mundo material.

Nota: O vocábulo Espírito é empregado aqui para designar as individualidades dos seres extra-corpóreos, e não mais o elemento inteligente universal.

77 – Os espíritos são seres distintos da Divindade ou seriam apenas emanações ou porções da Divindade e chamados, por essa razão, filhos de Deus?
- Meu Deus! São sua obra absolutamente como um homem que faz uma máquina;  essa maquia é obra do homem e não ele mesmo. Sabes que quando o homem faz uma coisa bela, útil, ele a chama sua filha, sua criação. Pois bem, o mesmo se dá com relação a Deus: somos seus filhos, uma vez que somos sua obra.

78 – Os Espíritos tiveram princípio, ou existem como Deus, de toda a eternidade?
- Se os espíritos não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, ao passo que eles são sua criação e submetidos à sua vontade. Deus existe de toda eternidade e isto é incontestável; mas saber quando e comonos criou, não o sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se entenderes com isso que sendo Deus eterno, tem criado sem descanso; mas quando e como ele criou cada um de nós, digo-te, ainda, ninguém o sabe; aí é que está o mistério.

79 – Visto que existem dois elementos gerais no Universo – o elemento inteligente, e o elemento material – poder-se-á dizer que os espíritos são formados do elemento inteligente como os corpos inertes são formados do elemento material?
- Evidentemente; os espíritos são individualizações do princípio inteligente como os corpos são individualizações do princípio material. A época e o modo dessa formação é que são desconhecidos.

80 – A criação dos espíritos é permanente, ou só ocorreu na origem dos tempos?
- É permanente; quer dizer, Deus não cessou jamais de criar.

81 – Os espíritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?
- Deus os criou, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas, ainda uma vez, a origem deles é mistério.

82 – É exato dizer-se que os espíritos são imateriais?
- Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem insuficiente? Pode um cego de nascimento definir a luz? Imaterial não é o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que sendo o espírito uma criação, deve ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que não pode ser percebida pelos vossos sentidos.

Nota de Kardec: Dizemos que os espíritos são imateriais, porque sua essência difere de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Uma comunidade de cegos não teria termos para definir a luz e seus efeitos. Um cego de nascença crê possuir todas as percepções pelo ouvido, o odor, o gosto e o tato; ele não compreende as ideias que lhe dariam o sentido que lhe falta. Da mesma forma, com relação à essência dos seres sobre-humanos somos verdadeiros cegos. Não os podemos definir senão por comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da nossa imaginação.

83 – Os espíritos tem fim? Compreende-se que o principio de onde eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se sua individualidade tem um termo e se, num tempo dado, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina e não retorna à massa donde saiu, como ocorre com os corpos materiais. É difícil de conceber-se que uma coisa que teve começo, possa não ter fim.
- Existem coisas que não compreendeis porque a vossa inteligência é limitada e isso não é razão para que as rejeiteis. A criação não compreende tudo o que seu pai compreende, nem o ignorante tudo o que o sábio compreende.
Dissemos que a existência do espíritos não tem fim; é tudo o que podemos dizer, por enquanto.