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segunda-feira, 12 de junho de 2023

ABORTO PELO ESPÍRITO EMMANUEL


        “De todos os institutos sociais existente na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida.

        É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no Planeta; em virtude disso, entre pais e filhos residem os mecanismos da sobrevivência humana, quanto à forma física, na face do orbe.

        Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pai, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor – do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da terra para os Céus.

        Com semelhantes notas, objetivamos tão só destacar a expressão calamitosa do aborto criminosos, praticando exclusivamente pela fuga ao dever.

        Habitualmente – nunca sempre - somos nós mesmos quem planificamos a formação da família, antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos, à maneira da casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos e técnicos distintos.

        Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria.

        Criamos projetos, aventamos sugestões, articulamos providências e externamos votos respeitáveis, englobando-nos com eles em salutares compromissos que, se observados, redundarão em bênçãos substanciais para todo o grupo de corações a que se nos vincula a existência. Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de nossos erros de outras épocas, ontem convertidos, no Plano Espiritual, em amigos potenciais, à custa das nossas promessas de compressão e de auxílio, fazem-se hoje – e isso ocorre bastas vezes, em todas as comunidades da Terra – inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos-problema, impondo-nos trabalho e inquietação.  

        Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões”.

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier.



Fonte: Livro Vida e Sexo. Psicografia de Chico Xavier. Pelo Espírito Emmanuel. Cap. 17


domingo, 4 de junho de 2023

O ESPIRITISMO DIZ NÃO A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

        Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
        O de viver. Por isso ninguém tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer a sua existência corpórea.
(Questão 880 do O Livro dos Espíritos. Allan Kardec)



        O Movimento Espírita posiciona-se contrario aos projetos de revisão da legislação que visam à legalização do aborto em nosso país.

        Em face do desenvolvimento da ciência, facilmente se comprova o início da vida humana desde o momento da concepção no ventre materno, e não somente quando ocorre o nascimento, como afirmam muitos.

        Constitui-se em grave comprometimento com as Leis Divinas a provocação do aborto em qualquer fase da gravidez, uma vez que tal iniciativa impede que o espírito, já ligado ao embrião, renasça no corpo físico que lhe servirá como instrumento de progresso.

        Os que lutam a favor do aborto sempre colocam em questão: o princípio da dignidade da pessoa humana; os direitos sexuais e reprodutivos da mulher; o direito à autonomia da mulher; o direito à integridade física e psíquica da gestante; o direito da igualdade da mulher... No ordenamento jurídico brasileiro o direito a vida é inviolável, conforme art. 5° da Constituição Federal. A Vida é, portanto, o nosso bem maior e o mais importante direito natural, de acordo com a resposta da Espiritualidade Maior à questão n° 880 de O Livro dos Espíritos. E esquecem, também que sem a Vida, todos os demais direitos ficam cerceados, pois sem a Vida não há que se falar de liberdade, autonomia, dignidade ou igualdade.

        Quantos métodos contraceptivos se tem acesso atualmente, de forma fácil, e até mesmo gratuitos, assim, não há muitas desculpas para não se prevenir de uma gravidez inesperada. O que falta é consciência e responsabilidade, e não métodos contraceptivos, preservativos.

        No livro Sexo e Consciência, Divaldo Franco fala que:
        Qualquer justificativa legal para matar, estará sempre ferindo a ética! Se abrirmos um precedente para a interrupção da gestação do anencéfalo, em breve surgirão propostas muito graves no tecido social...
        Em 1935, quando Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha nazista, ele começou seu governo tornando legal a prática do aborto. Na chamada noite dos cristais ele liberou o assassinato em massa de milhões de indivíduos. Logo depois, na mesma sede de sangue e na alucinação que dele se apoderou, o líder alemão pediu aos pais que tivessem filhos deficientes, até mesmo aqueles que apenas sofriam de enurese noturna, que os enviassem às câmaras de gás e aos campos de extermínio, a fim de depurarem a raça alemã... Milhares de crianças foram mortas em nome de uma super-raça que estava apenas na imaginação delirante de um psicótico. Em seguida, ele autorizou o assassinato em massa de mais de seis milhões de judeus e de mais de três milhões de outras etnias, somente porque as considerava inferiores, exaltando o biótipo germânico.
      Stalin, no início do século XX, enviou milhares de inimigos políticos para o exílio na Sibéria, sem contar aqueles que ele internou compulsoriamente em hospitais psiquiátricos ou que mandou executar através de injeção letal, porque divergiam politicamente da doutrina do Estado.
     Tanto na Alemanha quanto na União Soviética milhares de vidas foram sumariamente dizimadas com apoio “legal” e justificativas diversas. Penso que a legalização do aborto eugênico ensejará passos mais audaciosos no futuro, em favor da prática do aborto generalizado, o que será muito lamentável. E a legalização do aborto pela sociedade humana será um perigoso precedente que se abrirá em direção a outras propostas de aniquilação da vida.
      (...) Na mesma linha de raciocínio, outra pessoa de sentimentos torpes irá propor que todos os portadores de transtornos mentais severos, que praticam crimes e são internados para tratamento, deverão ser expungidos da sociedade por meio do homicídio patrocinado pelo Estado, mediante injeção letal e outras técnicas bárbaras, quando é dever desse mesmo Estado prover os meios para a recuperação da saúde mental de seus cidadãos, bem como utilizar de medidas paliativas, quando a recuperação completa não for viável. E se a proposta de assassinato ganhar cidadania, em pouco tempo alguém afirmará que tem direito a tirar a vida de seus pais, que são portadores de doenças neurológicas degenerativas, como o Mal de Parkinson e o Mal de Alzheimer, conforme referido anteriormente, que se transformam em um verdadeiro peso na sua vida de jovem que deseja estar livre para buscar seus sonhos.
     Como as leis humanas são injustas, porque refletem a injustiça dos seres que as elaboram, algumas medidas procuram punir em vez de educar ou reabilitar. E isso não poderá generalizar-se para ser aplicado em qualquer circunstância, pois corresponderia à instalação do caos na vida social.
     Numa sociedade que anseia pela justiça real, a reverência pela vida é fundamental, uma vez que deveremos respeitar as Leis Divinas que governam a Natureza e as relações humanas. Não me refiro a nenhuma conotação com denominações religiosas específicas, mas apenas ao respeito pela vida.
     Eis por que o Espiritismo é frontalmente contra a proposta de matar. Qualquer iniciativa que tenha a intenção de fazê-lo irá configurar uma violência deplorável contra as Leis Divinas.
     E o que dizer a uma mãe que está gerando uma criança destinada a ter uma vida breve? Deveremos dizer-lhe que agradeça a Deus pela gestação, pois se trata de uma oportunidade de reabilitação para todos os envolvidos.



Fonte: Livreto da FEB – Em defesa da vida. Aborto não.
Site da FEP – Luta contra o aborto.
Livro – Sexo e consciência. Divaldo Franco, organizado por Luiz Fernando Lopez.


segunda-feira, 29 de maio de 2023

MINUTO DE SABEDORIA: VOCÊ JAMAIS ESTÁ ABANDONADO!

Você jamais está abandonado!

Absolutamente!


O Pai não abandona ninguém.

Ele veste de plumas multicoloridas as pequeninas aves, enfeita de beleza e perfume as flores e não deixa morrer de fome nem os insetos nem os pequeninos vermes.

Esteja certo: não cai um fio de cabelo de sua cabeça, sem que Ele o permita.

Confie no Pai!

Você jamais está abandonado!

 


Fonte: Livro – Minutos de Sabedoria. De C. Torres Pastorino. Mensagem 16.



segunda-feira, 22 de maio de 2023

JOSÉ ARIGÓ

         José Pedro de Freitas, nascido em Fazenda do Fria, Congonhas do Campo – Minas Gerais, 18 de outubro de 1921. Médium brasileiro, conhecido como José Arigó ou simplesmente Zé Arigó.

        Desenvolveu suas atividades mediúnicas em Congonhas/MG durante cerca de 20 anos, tornando nacional e internacionalmente conhecidas as cirurgias e curas realizadas por intermédio de sua faculdade mediúnica, pelo espírito Dr. Fritz, um médico alemão falecido em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial.

        Significado do nome Arigó : Aquele trabalhador que não exerce função intelectual, e sim tem direito a seu salário por exercer trabalho braçal, árduo, bruto, independente de inteligência. Também conhecido como caipira, jeca etc...



Relato do próprio J. Herculano Pires

        “Zé Arigó era uma mistura de trabalhador rural com caminhoneiro. Seria difícil imaginá-lo como cirurgião”...

        Arigó, um dos 08 filhos de um sitiante. Embora tenha tido uma infância normal, afirma ter sido perseguido por uma luz muito brilhante, que quase o cegava. Depois começou a ouvir uma voz que falava uma língua estrangeira.

        Com 25 anos, casou-se com Arlete André, sua prima de 4º grau, e deixou a casa paterna, indo trabalhar numa Mina de ferro. Enquanto os filhos chegavam, um atrás do outro, Arigó começou a ter muitos pesadelos dores de cabeça muito fortes.

        Nos sonhos, sempre ouvia a mesma voz gutural, num idioma que não entendia. Certa noite, teve um sonho nítido: Estava numa sala de cirurgia, entre médicos e enfermeiras, usando trajes antigos, reunidos em torno de um paciente. Quem Dirigia a operação era um homem alto e calvo, cuja voz era muito familiar a Arigó.

 

Sua Preparação Espiritual

        Noite após noite, repetiu-se o mesmo sonho, e, depois de algum tempo, a figura central dos sonhos se apresentou como o Dr. Adolpho Fritz, médico alemão desencarnado durante a 1ª Guerra Mundial. E ele disse a Arigó que o escolhera como médium que deveria levar a cabo sua obra.

        Outros Espíritos, que tinham sido médicos quando encarnados, também o ajudariam. Arigó deveria dedicar-se a tarefa de curar os enfermos e aflitos.

         Acordando assustado, Arigó pulou da cama e saiu correndo para a rua, aos gritos, nu, chorando . Os parentes e vizinhos o levaram para casa, com muito cuidado, vendo-o chorar copiosamente. Os médicos solicitaram exames clínicos e psicológicos, cujos resultados apontaram para uma situação de plena normalidade, mas os pesadelos e as dores de cabeça continuavam. O padre da cidade tentou ajudá-lo com sessões de exorcismo (achava o padre que Arigó estivesse endemoninhado), mas não obteve nenhum resultado.

        Pressionado pela desagradável situação, Arigó resolveu atender, para experiência, aos pedidos feitos em sonho pelo médico alemão. Tendo encontrado um amigo aleijado, que era obrigado a usar muletas para andar, Arigó se viu de repente gritando:

        - Já é tempo de você largar estas muletas! E arrancando-as, ordenou ao homem que caminhasse, o que ele fez, e continuou a andar perfeitamente deste dia em diante.


O Caso do Senador Brasileiro Lúcio Bittencourt

        Estava fazendo campanha naquele distrito eleitoral, para tentar a reeleição, e também para a eleição de Getúlio Vargas.Os médicos haviam diagnosticado que Lúcio Bittencourt sofria de câncer pulmonar, aconselharam-no a operar-se imediatamente, de preferência nos Estados Unidos. (Tinham, na verdade, pouca esperança de êxito na operação).

        Resolveu adiar a cirurgia para depois da campanha eleitoral e quando foi a Congonhas do Campo, ficou conhecendo Arigó, que já fora dirigente sindical, e, impressionado com o seu magnetismo convidou-o para participar de um comício em Belo Horizonte, onde ficaram hospedados no mesmo hotel.

        Mais tarde, estando Lúcio Bittencourt estendido na cama, pensativo, preocupado com sua enfermidade, viu a porta do quarto abrir-se vagarosamente. Um vulto escuro, que lhe parecia ser de Arigó, entrou no quarto a acendeu a luz. Era realmente Arigó, de pé, imóvel, com uma navalha aberta na mão. Estarrecido, o senador tentou sentar-se mas uma estranha fraqueza dominou-o e ele caiu deitado de costas. Tudo se tornou confuso e afinal escureceu de todo. Na manhã seguinte, ao acordar, verificou que o paletó de seu pijama estava rasgado nas costas e coberto de sangue já coagulado. O câncer fora removido com absoluto sucesso, como se confirmou mais tarde, o senador ficou completamente curado.

 

O Caso do Dr. Puahrich



        Apesar da perseguição da Igreja e das autoridades, Arigó fundou uma clínica, onde tratava gratuitamente até 200 pessoas por dia.

        Dois cientistas norte-americanos (Dr. Puahrich e Dr. Belk) vieram especialmente para estudar e testar os fenômenos com Arigó, acompanhados de dois intérpretes da Universidade do Rio de Janeiro.

        O Dr. Puahrich era portador de um tumor, sem caráter maligno, um lipoma, há mais de sete anos, dentro do cotovelo esquerdo, que, apesar de indolor, incomodava um tanto. Uma cirurgia normal levaria cerca de 20 minutos para removê-lo. Depois de angustiosa indecisão, o Dr. Puahrich resolveu pedir a Arigó para extirpar o lipoma.

        Quando Puahrich chegou a clínica, na manhã seguinte, Arigó virou-se para os pacientes, que já enchiam a sala e perguntou:

         - Alguém aí tem um bom canivete brasileiro para usar neste americano?

        Embora horrorizado, Puahrich não podia mais recuar. De todos os lados apareceram canivetes. Arigó escolheu um e voltou-se para o paciente: - Arregace a manga, doutor! -Olhe para lá! - recomendou Arigó.

        Alguns segundos depois, Puahrich sentiu na palma da mão algo macio, juntamente com o canivete. Era o lipoma. Olhou para seu braço e notou a parte onde ficava o tumor totalmente desinchada. Havia apenas uma pequena incisão, de menos de cinco centímetros de comprimento e uma pequena quantidade de sangue. O americano experimentou apenas uma vaga sensação e declarou mais tarde:

        - Nada senti. Não podia acreditar no que aconteceu e, entretanto, acontecera pois, quanto a isso, não pode haver mais dúvida.

        A cirurgia não foi seguida de qualquer infecção e o ferimento cicatrizou completamente. Tudo filmado por Jorge Rizzini ficou muito nítido e mostrou que a operação durara apenas cinco segundos. Os americanos não tiveram mais dúvidas e ficaram totalmente convencidos da veracidade dos fenômenos.

        Arigó continuou a exercer a medicina, sem jamais aceitar pagamento pelos seus serviços.


Nosso amigo, nosso irmão Arigó

        Aparentemente rude, simplório, bom apetite, leigo, mas para os que conviveram com ele, alegre, bonachão, simpático. Católico fervoroso, sem nenhuma instrução sobre Espiritismo, leis da física, ciência ou religião. Porém dotado de um senso ético, coração bondoso, forte senso de justiça.


        Apesar de sua família (seus pais) terem tido uma boa condição social, a vida de Arigó teve vários altos e baixos, exerceu várias profissões desde agricultor, trocador de ônibus, trabalhador de minas, comerciante (mais emprestava que ganhava), dentre outras atividades..

        Mesmo sem saber Zé Arigó era acompanhado por uma equipe Espiritual da mais elevada Luz. Houve uma ocasião em que Arigó havia marcado uma noitada com os amigos. Foi trabalhar em um prédio como ajudante, passaria o dia trabalhando e á noite iria para o encontro, que deveria ser com amigos, regado a bebidas e mulheres. Na hora da saída ele entrou no banheiro para ser arrumar, porém não o viram lá, a porta do banheiro travou por fora.

        Todos foram embora e Zé Arigó passou o final de semana inteiro preso no banheiro, só sendo liberado na segunda pela manhã quando os trabalhadores retornaram ao trabalho depois do final de semana. Com certeza isto foi uma ajuda do plano espiritual para que ele Arigó não se envolvesse em situações comprometedoras e energias inferiores.

        Ele mesmo conta que sempre houve impedimentos nas ações menos edificantes.

        Arigó não entendia o que acontecia a ele, então por algumas vezes a equipe espiritual permitiu que ele perdesse os sentidos para atuar em seus semelhantes e realizar as cirurgias, o que depois quando ele voltava a si, era a ele relatado o ocorrido, e mesmo assim ele não acreditava. Por mais provas que ele recebia, ainda relutava muito, com medo de estar cometendo heresia.

        Após muitos acontecimentos, provas, e curas enfim Zé Arigó resolveu aceitar sua condição. Tudo o que ele mais queria era ajudar o próximo, e aceitando a companhia dos Espíritos iria contribuir para curas então tudo bem, vamos curar!

        Nunca houve uma morte ou uma infecção, nenhuma complicação para as pessoas que foram atendidas por Zé Arigó. Os cientistas, os médicos, as pessoas não entendiam como podia facas e objetos cortantes enferrujados nunca causarem males!

        Sendo assim, Arigó dispôs suas faculdades para a equipe espiritual, que era composta por Dr. Fritz (especialista em tumores e câncer), Frei Fabiano de Cristo (responsável pela equipe espiritual, ficava em um local em profunda meditação, energizando o local e as pessoas, emitindo uma Luz Verde que tinha o efeito de energizar, fazer assepsia, e também ação calmante nos pacientes, devido a isto nunca ocorria infecções, dores ou sangramentos nas intervenções cirúrgicas), Drº Takahashi (ginecologista japonês), Drº Charles Pierre (oftalmologista Francês), dentre outros médicos que compunham a equipe...

        Arigó foi preso por 2 vezes, as denúncias partiram da Sociedade Brasileira de Medicina em união com a Igreja católica. Foi denunciado como charlatão, e curandeiro. Foi liberto por um indulto expedido pelo Presidente Kubitschek. em 1956, e condenado em 1964 a 16 meses de prisão, onde foi para a prisão dirigindo o próprio jipe, pois a polícia não tinha carro disponível. Arigó disse que agora sim teria tempo para ler o Evangelho.


A Prisão de Arigó



        Após a prolongada leitura da sentença, Arigó levantou-se e agradeceu ao Juiz e ao Promotor Marcelo José de Paula. Nessa altura, já havia gente chorando no recinto do tribunal. Parentes e amigo José Arigó A emoção redobrou, quando uma tia de Arigó, entrando na sala de audiências, bradou em pranto convulsivo:
        - “Conforme-se, meu filho, porque até Jesus foi condenado!”

        E o trabalho continuou até mesmo na prisão...


        Arigó recebeu vários ilustres conhecidos, vários cientistas, jornalistas, políticos, gente que veio de fora do Brasil para conhecer o fenômeno José Arigó.

        Á todos impressionou por seu carisma, humildade, sinceridade, a muitos auxiliou na cura, muitos foram desmascarados pela equipe espiritual!

        Na foto acima, Francisco Cândido Xavier e o médium Dr. Waldo Vieira de Uberaba, em viajarem para os Estados Unidos e a Europa, em 1964, a serviço Doutrinário, foram visitar José Arigó, em Conselheiro Lafaiete..


Abaixo alguns exemplos de como se dava as cirurgias





O desencarne  de Arigó


        Arigó teve um sonho em que previa para breve a sua passagem para o plano espiritual, através de uma morte violenta. No dia 11 de junho de 1971, ele esteve na clínica, como de costume, mas avisou aos seus pacientes que teria que ir a uma cidade vizinha, a fim de apanhar um carro de segunda mão, que acabava de comprar.

        E, às 12h 23 do dia 11 de janeiro de 1971, o médium Zé Arigó, ao voltar de um sítio perto de Congonhas do Campo - MG, foi acometido por um mal súbito que o fez perder repentinamente o controle de seu carro Opala que, passando a contramão, bateu de frente num veículo do DNER. Na violência do choque, desencarnou por traumatismo crâniano. Assim, nosso querido irmão José Arigó retornou à Pátria Espiritual.
Atualmente o Trabalho de Zé Arigó

O Trabalho atual de Zé Arigó

    Integra a Equipe Espiritual do Dr. Fritz Auxiliando da mesma forma amorosa irmãos que buscam o amparo as suas dores físicas e enfermidades, muitas incuráveis pela medicina Terrena. Atua na Casa Espírita Caminheiros da Fraternidade, como Responsável pela Triagem do Tratamento Médio Espiritual, sob a direção de Dr. Fritz.










terça-feira, 16 de maio de 2023

DEIXAI AOS MORTOS O CUIDADO DE ENTERRAR SEUS MORTOS

Ele disse a um outro: segui-me, e ele lhe respondeu: Senhor, permiti-me ir antes enterrar meu pai. Jesus lhe respondeu: deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos, mas por vós ide anunciar o reino de Deus. (São Lucas, cap. IX, v 59,60)



Nos ensinos de Jesus não devemos nos apegar a letra; lembremos de Paulo quando escreveu aos Coríntios: “porque a letra mata e o espírito vivifica.” (2 Coríntios 3:6). O sentido espiritual é o enfoque dos ensinos de Mestre Jesus; nos possibilitando conclusões com lógica. Pois, se observarmos apenas a letra, chegaremos em conclusões equivocadas e sem o sentido real do ensinamento.

Assim quando Jesus instruiu: “deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos”, Ele se referiu aos indivíduos “Mortos de Espírito”, os mortos espirituais, que são os que ainda não despertaram para a conscientização espiritual, sendo ainda prisioneiros das ilusões do mundo material, que vive pela matéria, é um ensinamento para chamar a atenção para as coisas espirituais.

No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXIII. Itens 7 e 8, Allan Kardec nos explica:            

            Que podem significar estas palavras: “Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos?” As considerações precedentes mostram primeiro que, na circunstância em que foram pronunciadas, não poderiam exprimir uma censura contra aquele que considera um dever de piedade filial ir enterrar seu pai; elas encerram, porém, um sentido profundo, que só um conhecimento mais completo da vida espiritual poderia fazer compreender.
           A vida espiritual, com efeito, é a verdadeira vida; é a vida normal do espírito; sua existência terrestre não é senão transitória e passageira; é uma espécie de morte comparada ao esplendor e à atividade da vida espiritual. O corpo não é senão uma veste grosseira que reveste momentaneamente o espírito, verdadeira cadeia que o prende à gleba da Terra, e da qual se sente feliz de estar livre. O respeito que se tem pelos mortos não se prende à matéria, mas, pela lembrança, ao espírito ausente; é análogo àquele que se tem pelos objetos que lhe pertenceram, que tocou, e que aqueles que o amam guardam como relíquia. É o que esse homem não poderia compreender por si mesmo; Jesus lho ensina, dizendo: Não vos inquieteis com o corpo, mas pensai antes no espírito; ide ensinar o reino de Deus; ide dizer aos homens que sua pátria não está na Terra, mas no céu,porque lá somente está a verdadeira vida.

E o Espírito Emmanuel na mensagem Acorda e Ajuda, do Livro Fonte Viva, psicografia de Chico Xavier, nos esclarece:

Jesus não recomendou ao aprendiz deixasse aos cadáveres o cuidado de enterrar os cadáveres e sim conferisse “aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.”
             Há, em verdade, grande diferença.
             O cadáver é carne sem vida, enquanto quem um morto é alguém que se ausenta da vida.
         Há muita gente que perambula nas sombras da morte sem morrer.
         Trânsfugas da evolução, cerram-se entre as paredes da própria mente, cristalizados no egoísmo ou na vaidade, negando-se a partilhar a experiência comum.
         Mergulham-se em sepulcros de ouro, de vício, de amargura e ilusão.
         Se vitimados pela tentação da riqueza, moram em túmulos de cifrões, se derrotados pelos hábitos perniciosos, encarceram-se em grades de sombra; se prostrados pelo desalento, dormem no pranto da bancarrota moral, e, se atormentados pelas mentiras com que envolvem a si mesmos, residem sob as lápides, dificilmente permeáveis, dos enganos fatais.

Na mesma mensagem, Emmanuel ainda nos orienta segundo esse ensino de Jesus:
            Aprende a participar da luta coletiva.
            Sai, cada dia, de ti mesmo, e busca sentir a dor do vizinho, a necessidade do próximo, as angustias de teu irmão e ajuda quanto possas.
            Não te galvanizes na esfera do próprio “eu”.
            Desperta e vive com todos, por todos e para todos, porque ninguém respira tão somente para si.
            Em qualquer parte do Universo, somos usufrutuários do esforço e do sacrifício de milhões de existências.
             Cedamos algo de nós mesmos, em favor dos outros, pelo muito que os outros fazem por nós.
             Recordemos, desse modo, o ensinamento do Cristo.
             Se encontrares algum cadáver, dá-lhe a bênção da sepultura, na relação das tuas obras de caridade mas, em se tratando da jornada espiritual. Deixa sempre “os mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.”
           

Jesus falava uma frase, mas interpretando se torna sempre um grande texto em todos os sentido! Cristo ontem, Cristo hoje, Cristo Sempre!


domingo, 7 de maio de 2023

O LIVRO DOS ESPÍRITOS: ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS

*As respostas são dos Espíritos Superiores.

LIVRO SEGUNDO / MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO I – DOS ESPÍRITOS

 

ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS

76 – Que definição se pode dar dos espíritos?
- Pode-se dizer que os espíritos são os seres inteligentes da Criação. Povoam o Universo fora do mundo material.

Nota: O vocábulo Espírito é empregado aqui para designar as individualidades dos seres extra-corpóreos, e não mais o elemento inteligente universal.

77 – Os espíritos são seres distintos da Divindade ou seriam apenas emanações ou porções da Divindade e chamados, por essa razão, filhos de Deus?
- Meu Deus! São sua obra absolutamente como um homem que faz uma máquina;  essa maquia é obra do homem e não ele mesmo. Sabes que quando o homem faz uma coisa bela, útil, ele a chama sua filha, sua criação. Pois bem, o mesmo se dá com relação a Deus: somos seus filhos, uma vez que somos sua obra.

78 – Os Espíritos tiveram princípio, ou existem como Deus, de toda a eternidade?
- Se os espíritos não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, ao passo que eles são sua criação e submetidos à sua vontade. Deus existe de toda eternidade e isto é incontestável; mas saber quando e comonos criou, não o sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se entenderes com isso que sendo Deus eterno, tem criado sem descanso; mas quando e como ele criou cada um de nós, digo-te, ainda, ninguém o sabe; aí é que está o mistério.

79 – Visto que existem dois elementos gerais no Universo – o elemento inteligente, e o elemento material – poder-se-á dizer que os espíritos são formados do elemento inteligente como os corpos inertes são formados do elemento material?
- Evidentemente; os espíritos são individualizações do princípio inteligente como os corpos são individualizações do princípio material. A época e o modo dessa formação é que são desconhecidos.

80 – A criação dos espíritos é permanente, ou só ocorreu na origem dos tempos?
- É permanente; quer dizer, Deus não cessou jamais de criar.

81 – Os espíritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?
- Deus os criou, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas, ainda uma vez, a origem deles é mistério.

82 – É exato dizer-se que os espíritos são imateriais?
- Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem insuficiente? Pode um cego de nascimento definir a luz? Imaterial não é o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que sendo o espírito uma criação, deve ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que não pode ser percebida pelos vossos sentidos.

Nota de Kardec: Dizemos que os espíritos são imateriais, porque sua essência difere de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Uma comunidade de cegos não teria termos para definir a luz e seus efeitos. Um cego de nascença crê possuir todas as percepções pelo ouvido, o odor, o gosto e o tato; ele não compreende as ideias que lhe dariam o sentido que lhe falta. Da mesma forma, com relação à essência dos seres sobre-humanos somos verdadeiros cegos. Não os podemos definir senão por comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da nossa imaginação.

83 – Os espíritos tem fim? Compreende-se que o principio de onde eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se sua individualidade tem um termo e se, num tempo dado, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina e não retorna à massa donde saiu, como ocorre com os corpos materiais. É difícil de conceber-se que uma coisa que teve começo, possa não ter fim.
- Existem coisas que não compreendeis porque a vossa inteligência é limitada e isso não é razão para que as rejeiteis. A criação não compreende tudo o que seu pai compreende, nem o ignorante tudo o que o sábio compreende.
Dissemos que a existência do espíritos não tem fim; é tudo o que podemos dizer, por enquanto.



sexta-feira, 28 de abril de 2023

MENSAGEM: EM TORNO DA PROFISSÃO

                       

A sua profissão é privilégio e aprendizado.

Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer parte, será sempre um rio de bênçãos.

O seu cliente, em qualquer situação, é semelhante à árvore que produz, em seu favor, respondendo sempre na pauta do tratamento que recebe.

Toda tarefa corretamente exercita é degrau de promoção.

Em tudo aquilo que você faça, na atividade que o Senhor lhe haja concedido, você está colocando o seu retrato espiritual.

Se você busca melhorar-se, melhorando o seu trabalho, guarde a certeza de que o trabalho lhe dará vida melhor.

O essencial em seu êxito não é tanto aquilo que você distribui e sim a maneira pela qual você se decide a servir.

Ninguém procura ninguém para adquirir condenação ou azedume.

Sempre que alguém se queixe de alguém, está criando empeços na própria estrada para o sucesso.

Toda pessoa que serve além do dever, encontrou o caminho para a verdadeira felicidade.

                                

Pelo Espírito André Luiz
Psicografia de Chico Xavier

 

Fonte: Livro Sinal Verde. Psicografia de Chico Xavier. Pelo Espírito André Luiz.

 

quarta-feira, 19 de abril de 2023

MENSAGEM: SOMBRAS

“Orai e Vigiai”

Muitos caminham reclamando das tentações a desafiarem as melhores e mais nobres promessas de conquistas espirituais.

Alguns acreditam ser quase impossível superar as atrações da carne.

Outros desanimam ante o assédio das tendências amargas que persistem. Diversos não creditam às insinuações das sombras a razão de ser da derrota iminente, apresentando-se vencidos e exaustos.

            Não permitas tal estado de espírito em teus passos. As sombras, na realidade, somos nós mesmos que criamos e as carregamos por dentro da alma.

            As sombras são “plugs” de deficiências que estratificamos no ser, ao longo de milênios, rogando as luzes da educação por antídoto eficiente.

            Persevera nos teus propósitos de auto-superação. Ainda que te sintas quase só, persevera sempre. Podemos modificar nossos hábitos e redirecionar nossas energias.

            Nenhuma deficiência da alma é maior que a própria alma.

            “Nossas” sombras que favorecem a ação das sombras perturbadoras do invisível, não resistirão aos raios luminosos do nosso coração aberto ao amor.

            Iluminemos nossos pensamentos. Travemos o bom combate certos da vitória. Vigiemos como quem estuda e aquilata cada emoção e expressão de nosso ser, em dedicado serviço de autoconhecimento e oremos buscando mais forças no reservatório celeste que nos supre.

            As sombras baterão em retirada e ao derredor de nós apenas sol de meio-dia espargirá claridades de paz e esperança para todos.

 


Fonte: Livro – Ajuda-te. Ditado pelo Espírito Marta. Psicografia de Frederico Menezes. Cap. 3.



 

terça-feira, 11 de abril de 2023

LINDOS CASOS DE BEZERRA DE MENEZES: O ÚLTIMO DIA DE DR. BEZERRA DE MENEZES

                                        

        Dr. Bezerra de Menezes faleceu em decorrência de um acidente vascular cerebral em 11 de abril de 1900, quando tinha 68 anos de idade. Então hoje lembramos a sua desencarnação ocorrida há 123 anos.

        No livro Lindos Casos de Bezerra de Menezes, de Ramiro Gama, a sobrinha-neta de Dr. Bezerra, dona Fausta Bezerra Silva, narrou na tarde de 9 de agosto de 1962, momentos da vida de Bezerra de Menezes, dentre esses o seu último dia.

        Quando Dr. Bezerra de Menezes desencarnou, sua sobrinha-neta contava com doze anos de idade. Dr. Bezerra lhe dedicara particular estima por ela possuir um espírito sensível e os dons da vidência e audiência.

        E dona Fausta continua contando que...

        “No dia 10 de abril de 1900, às vésperas de seu desencarne, pedi à minha mãe para levar à sua casa. Sabia-o gravemente enfermo. Aqui e pelos morros havia um clima de tristeza. Todos sentíamos que íamos perder o nosso grande Amigo, o querido Médico dos pobres, o Anjo encarnado da caridade, um dos raros discípulos de Jesus, quando o Espiritismo codificado contava seus 43 anos de consolações.

        Ainda me lembro, emocionada.   

        Penetrei em seu quarto ornado de uma cama e outros moveis simples e sentei-me numa cadeira junto à sua cabeceira.

        Olhou-me e sorriu. Não falava. Somente, minutos antes de seu desencarne, voltou-lhe a voz e mesmo assim, como desejara, para orar à Virgem, de Quem foi devoto sincero e humilde e agradecer-lhe os socorros, a assistência, o amor imenso de mãe querida.

        Aquela cadeira tornou-se histórica.

        Desejei guardá-la e não o conseguir.

        Senti muito.

        Nela sentaram-se infinidades de pessoas, ricas e pobres, sãs e doentes, visitando-o nos seus últimos momentos.

        Diante da serenidade, do testemunho que nos deu de resignação na sua enfermidade, congestão cerebral agravada com a anasarca, todos choravam, evangelizados com aquela página de luz e dor, de humildade e fé.

        O ambiente que possibilitou, mesmo naquela conjuntura, foi de emoção e cura, até para os que, doentes do corpo e da alma, o procuravam no leito da agonia.

        E saíam, dali, melhorados.

        Aquela cadeira registrou prantos e milagres, vibrações sinceras e piedosos agradecimentos.

        No dia seguinte, às 11 horas e meia da manhã, como um justo, entregou sua alma ao Criador.

        Seu enterro foi uma apoteose. Gente dos morros, a cidade e dos subúrbios, homens e mulheres, levaram-lhe o corpo, a pé, daqui até ao cemitério São Francisco Xavier, no Caju.

        Está enterrado logo na entrada, ao lado direito da Capela.

        Há sempre flores no seu túmulo.

        Flores dos corações agradecidos ao Apostolo da Bondade nas terras do Brasil!”


Túmulo/Nicho de Dr. Adolfo Bezerra de Menezes
Cemitério de São Francisco Xavier,  também conhecido como Cemitério do Caju.
Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo



Desencarne
        Foi em meio a grandes dificuldades financeiras que sofreu um acidente vascular cerebral, que o deixou acamado, em janeiro de 1900. Durante três meses Bezerra de Menezes ficou sem poder falar ou se movimentar. Só os olhos se moviam. Houve verdadeira peregrinação à casa do médico dos pobres, no subúrbio modesto. Assim, como acontecia no seu consultório, pobres e ricos misturaram-se em sua casa para visitar o doente. Cada pessoa entrava uma a uma no quarto onde Bezerra ficava, sentava-se em uma cadeira, não falava nada, porque ele não poderia responder, ficava alguns minutos e saía comovida pelo olhar que Bezerra lhe dirigia. E as visitas seguiu-se dia e noite.
        Bezerra de Menezes desencarnou em 11 de abril de 1900, às 11:30 horas da manhã, na Rua 24 de Maio. Tendo ao seu lado a dedicada companheira de tantos anos, Cândida Augusta. A cidade agitou-se com a noticia do seu desencarne, prestando-lhe homenagens.

 

Fonte: livro - Lindos Casos de Bezerra de Menezes, de Ramiro Gama. Uma entrevista com uma sobrinha-neta do Dr. Bezerra de Menezes. 



quarta-feira, 5 de abril de 2023

A EDIFICAÇÃO CRISTÃ

                                     

OS PRIMEIROS CRISTÃOS

        Atingindo um período de nova compreensão concernente aos mais graves problemas da vida, a sociedade da época sentia de perto a insuficiência das escolas filosóficas conhecidas, no propósito de solucionar as suas grandes questões. A ideia de uma justiça mais perfeita para as classes oprimidas tornara-se assunto obsidente para as massas anônimas e sofredoras.

        Em virtude dos seus postulados sublimes de fraternidade, a lição do Cristo representava o asilo de todos os desesperados e de todos os tristes. As multidões dos aflitos pareciam ouvir aquela misericordiosa exortação: - "Vinde a mim, vós todos que sofreis e tendes fome de justiça e eu vos aliviarei" - e da cruz chegava-lhes, ainda, o alento de uma esperança desconhecida.

        A recordação dos exemplos do Mestre não se restringia aos povos da Judéia, que lhe ouviram diretamente os ensinos imorredouros. Numerosos centuriões e cidadãos romanos conheceram pessoalmente os fatos culminantes das pregações do Salvador. Em toda a Ásia Menor, na Grécia, na África e mesmo nas Gálias, como em Roma, falava-se dEle, da sua filosofia nova que abraçava todos os infelizes, cheia das claridades sacrossantas do reino de Deus e da sua justiça. Sua doutrina de perdão e de amor trazia nova luz aos corações e os seus seguidores destacavam-se do ambiente corrupto do tempo, pela pureza de costumes e por uma conduta retilínea e exemplar.

        A princípio, as autoridades do Império não ligaram maior importância à doutrina nascente, mas os Apóstolos ensinavam que, por Jesus Cristo, não mais poderia haver diferença entre os livres e os escravos, entre patrícios e plebeus, porque todos eram irmãos, filhos do mesmo Deus. O patriciado não podia ver com bons olhos semelhantes doutrinas. Os cristãos foram acusados de feiticeiros e heréticos, iniciado-se o martirológio com os primeiros editos de proscrição. O Estado não permitia outras associações independentes, além daquelas consideradas como cooperativas funerárias e, aproveitando essa exceção, os seguidores do Crucificado começaram os famosos movimentos das catacumbas.

 

A PROPAGAÇÃO DO CRISTIANISMO

        Na Judéia cresce, então, o número dos prosélitos da nova crença. O hino de esperanças da manjedoura e do calvário espalha nas almas um suave e eterno perfume. É assim que os Apóstolos, cuja tarefa o Cristo abençoara com a sua misericórdia, espalham as claridades da Boa Nova por toda a parte, repartindo o pão milagroso da fé com todos os famintos do coração.

        A doutrina do Crucificado propaga-se com a rapidez do relâmpago.

        Fala-se dela, tanto em Roma como nas Gálias e no norte da África. Surgem os advogados e os detratores. Os prosélitos mais eminentes buscam doutrinar, disseminando as ideias e interpretações. As primeiras igrejas surgem ao pé de cada Apóstolo, ou de cada discípulo mais destacado e estudioso.

        A centralização e a unidade do Império Romano facilitaram o deslocamento dos novos missionários, que podiam levar a palavra de fé ao mais obscuro recanto do globo, sem as exigências e os obstáculos das fronteiras.

        Doutrina alguma alcançara no mundo semelhante posição, em face da preferência das massas. É que o Divino Mestre selara com exemplos as palavras de suas lições imorredouras.

        Maior revolucionário de todas as épocas, não empunhou outra arma além daquelas que significam amor e tolerância, educação e aclaramento. Condenou todas as hipocrisias, insurgiu-se contra todas as violências oficializadas, ensinando simultaneamente aos discípulos o amor incondicional à ordem, ao trabalho e à paz construtiva. É por essa razão que os Evangelhos constituem o livro da Humanidade, por excelência. Sua simplicidade e singeleza transparecem na tradução de todas as línguas da Terra, prendendo a alma dos homens entre as luzes do Céu, ao encanto suave de suas narrativas.

 

Fonte: Livro – A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier. Cap. XIV.