Translate

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

IDADE MÉDIA, VISÃO ESPIRITUAL

A DESTRUIÇÃO DO IMPÉRIO

        A fraqueza e a impenitência dos homens não lhes deixou compreender que o Cristianismo fora chamado à tarefa do governo tão somente para educar o sentimento dos governantes, preparando-os para levar o esclarecimento e a fraternidade aos outros povos da Terra, então considerados bárbaros pela cultura do Império.

        Não obstante todos os esforços em contrário, dos mensageiros de Jesus, Bonifácio III cria o Papado em 607, contrapondo-se a todas as disposições de humildade que deveriam reger a vida da Igreja. As forças do mal, aliadas à incúria e vaidade dos homens, haviam obtido um triunfo relativo e transitório.

        Os gênios do Espaço, todavia, à claridade soberana da misericórdia do Senhor, reúnem-se no Infinito, adotando providências novas, concernentes ao progresso dos homens.

        Todos os recursos haviam sido prodigalizados a Roma, a fim de que as suas expressões políticas e intelectuais se estendessem pelo orbe, abrangendo todas as gentes no mesmo amplexo de amor e de unidade; sua alma coletiva, no entanto, havia deturpado todas as possibilidades sagradas de edificação e renegado todos os grandes ensinamentos. Advertências penosas não lhe faltaram do Alto, como nos acontecimentos inesquecíveis e dolorosos do Vesúvio, nas cidades da Campânia. Séculos de luta e de ensinamento se haviam escoado, sem que a alma do Império se compenetrasse dos seus deveres necessários.

        É então que Jesus determina a transformação do Império organizado e poderoso. Suas águias orgulhosas haviam singrado todos os mares, o Mediterrâneo era propriedade sua, todos os povos se lhe curvavam para a homenagem e para a obediência, mas uma força invisível arrancou-lhe todos os diademas, tirou-lhe as energias e lhe reduziu as glórias a um punhado de cinzas.

        Até hoje, o espírito que investiga o passado inquire o motivo desses sinistros arrasamentos; mas a verdade é que todos os fundamentos da Terra residem em Jesus Cristo.

        (...)

        A grande cidade dos Césares poderia ter evitado a catástrofe do desmembramento, se levasse a sua cultura a todos os corações, em vez de haver estacionado tantos séculos à mesa farta dos prazeres e das continuadas libações.


RAZÕES DA IDADE MÉDIA

        A queda do Império Romano determinara no mundo extraordinárias modificações. Muitas almas heroicas e valorosas, que se haviam purificado nas lutas depuradoras, não obstante o ambiente pantanoso dos vícios e das paixões desenfreadas, ascenderam definitivamente a planos espirituais mais elevados, apenas voltando às atmosferas do planeta para o cumprimento de enobrecedoras e santificantes missões.

        A desorganização geral com os movimentos revolucionários dos outros povos do globo terrestre, que embalde esperam o socorro moral do governo dos imperadores, originara um longo estacionamento nos processos evolutivos. É ai, nessa época de transições que agora atinge as suas culminâncias, que vamos encontrar as razões da Idade Média, ou o período escuro da história da Humanidade. Só esse ascendente místico da civilização pôde explicar o porque das organizações feudais, depois de tão grandes conquistas da mentalidade humana, nos grandes problemas da unidade e da centralização política do mundo. É que um novo ciclo de civilização começava sob a amorosa proteção do Divino Mestre, e as últimas expressões espirituais do grande Império retiravam-se para o silêncio dos santuários e dos retiros espirituais, para chorar na solidão dos conventos, sobre o cadáver da grande civilização que não soubera prover ao seu glorioso destino.


FIM DA IDADE MEDIEVAL

        Do plano invisível e em todos os tempos, os Espíritos abnegados acompanharam a Humanidade em seus dias de martírio e glorificação, lutando sempre pela paz e pelo bem de todas as criaturas.

        Referindo-nos, de escantilhão, à nobre figura de Joana d'Arc, que cumpriu elevada missão adstrita aos princípios de justiça e de fraternidade na Terra, e às guerras dolorosas que assinalaram o fim da idade medieval, registramos aqui, que, com as conquistas tenebrosas de Gêngis Khan e de Tamerlão e com a queda de Constantinopla, em 1453, que ficou para sempre em poder dos turcos, verificava-se o término da época medieval. Uma nova era despontava para a Humanidade terrestre, com a assistência contínua do Cristo, cujos olhos misericordiosos acompanham a evolução dos homens, lá dos arcanos do Infinito.



Fonte: Livro – A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier. Cap. XVI e XIX.



domingo, 12 de fevereiro de 2023

A DETURPAÇÃO DOS ENSINOS DO CRISTO NA HISTÓRIA



VITÓRIAS DO CRISTIANISMO

        Constantino, no seu caminho de realizações, consegue levar a efeito a nova organização administrativa do Império, começada no governo de Diocleciano, dividindo-o em quatro Prefeituras, que foram as do Oriente, da Ilíria, da Itália e das Gálias, que, por sua vez, eram divididas em dioceses dirigidas respectivamente por prefeitos e vigários.

        Com a influência do vencedor da ponte Mílvius, efetua-se o Concílio Ecumênico de Nicéia para combater o cisma de Ário, padre de Alexandria, que negara a divindade do Cristo. Os primeiros dogmas católicos saem, com força de lei, desse parlamento eclesiástico de 325.

        Findo o reinado de Constantino, aparecem os seus filhos, que lhe não seguem as tradições. Em seguida, Juliano, sobrinho do imperador, eleva-se ao poder tentando restaurar os deuses antigos, em detrimento da doutrina cristã, embora compreendesse a ineficácia do seu tentâmen.

        Mas, por volta do ano 381, surge a figura de Teodósio, que declara o Cristianismo religião oficial do Estado, decretando, simultaneamente, a extinção dos derradeiros traços do politeísmo romano. É então que todos os povos reconhecem a grande força moral da doutrina do Crucificado, pelo advento da qual milhares de homens haviam dado a própria vida no campo do martírio e do sacrifício, vendo-se o imperador, em 390, ajoelhar-se humildemente aos pés de Ambrósio, bispo de Milão, a penitenciar-se das crueldades com que reprimira a revolta dos tessalonicenses.



PRIMÓRDIOS DO CATOLICISMO

        O Cristianismo, porém, já não aparecia com aquela mesma humildade de outros tempos. Suas cruzes e cálices deixavam entrever a cooperação do ouro e das pedrarias, mal lembrando a madeira tosca, da época gloriosa das virtudes apostólicas.

        Seus concílios, como os de Nicéia, Constantinopla, Éfeso e Calcedônia, não eram assembleias que imitassem as reuniões plácidas e humildes da Galileia. A união com o Estado era motivo para grandes espetáculos de riqueza e vaidade orgulhosa, em contraposição com os ensinos d’Aquele que não possuía uma pedra para repousar a cabeça dolorida.

        As autoridades eclesiásticas compreendem que é preciso fanatizar o povo, impondo-lhe suas ideias e suas concepções, e, longe de educarem a alma das massas na sublime lição do Nazareno, entram em acordo com a sua preferência pelas solenidades exteriores, pelo culto fácil do mundo externo, tão do gosto dos antigos romanos pouco inclinados às indagações transcendentes.



A IGREJA DE ROMA

        A igreja de Roma, que antes da criação oficial do Papado considerava-se a eleita de Jesus, ao arvorar-se em detentora das ordenações de Pedro, não perdia ensejos de firmar a sua injustificável primazia junto às suas congêneres de Antioquia, de Alexandria e dos demais grandes centros da época. Herdando os costumes romanos e suas disposições multisseculares, procurou um acordo com as doutrinas consideradas pagãs, pela posteridade, modificando as tradições puramente cristãs, adaptando textos, improvisando novidades injustificáveis e organizando, finalmente, o Catolicismo sobre os escombros da doutrina deturpada. Os bispos de Roma, abusando do fácil entendimento com as autoridades políticas do Estado, impunham suas inovações arbitrárias, contrariando as sublimes finalidades do ensinamento d’Aquele que preconizara a humildade e o amor como os grandes caminhos da redenção.

        É assim que aparecem novos dogmas, novas modalidades doutrinárias, o culto dos ídolos nas igrejas, as espetaculosas festas do culto externo, copiados quase todos os costumes da Roma anticristã.



Fonte: Livro – A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier. Cap. XVI.


domingo, 5 de fevereiro de 2023

LIVRO APOCALIPSE: O NÚMERO 666 E A IDADE MÉDIA


        As informações abaixo estão contidas no livro A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier.


O APOCALIPSE DE JOÃO

        Alguns anos antes de terminar o primeiro século, após o advento da nova doutrina, já as forças espirituais operam uma analise da situação amargurosa do mundo, em face do porvir.

        Sob a égide de Jesus, estabelecem novas linhas de progresso para a civilização, assinalando os traços iniciais dos países europeus dos tempos modernos. Roma já não representa, então, para o plano invisível, senão um foco infeccioso que é preciso neutralizar ou remover. Todas as dádivas do Alto haviam sido desprezadas pela cidade imperial, transformada num Vesúvio de paixões e de esgotamentos.

        O Divino Mestre chama aos espaços o espírito de João, que ainda se encontrava preso nos liames da terra, e o apóstolo, atônito e aflito, lê a linguagem simbólica do invisível.

        Recomenda-lhe o Senhor que entregue os seus conhecimentos ao planeta como advertência a todas as nações e a todos os povos da terra, e o velho Apóstolo de Patmos transmite aos seus discípulos as advertências extraordinárias do Apocalipse.

        Todos os fatos posteriores à existência de João estão ali previstos. É verdade que frequentemente a descrição apostólica penetra o terreno mais obscuro; vê-se que a sua expressão humana não pôde copiar fielmente a expressão divina das suas visões de palpitante interesse para a história da humanidade. As guerras, as nações futuras, os tormentos porvindouros, o comercialismo, as lutas ideológicas da civilização ocidental, estão ali pormenorizadamente entrevistos. E a figura mais dolorosa, ali relacionada, que ainda hoje se oferece à visão do mundo moderno, é bem aquela da igreja transviada de Roma, simbolizada na besta vestida de púrpura e embriagada com o sangue dos santos.

 

IDENTIFICAÇÃO DA BESTA APOCALÍPTICA

        Reza o Apocalipse que a besta poderia dizer grandezas e blasfêmias por 42 meses acrescentando que o seu numero era o 666 (Apoc. XIII, 5 e 18). Examinando-se a importância dos símbolos naquela época e seguindo o rumo certo das interpretações, podemos tomar cada mês como sendo de 30 anos, em vez de 30 dias, obtendo, desse modo, um período de 1260 anos comuns, justamente o período compreendido entre 610 e 1870, da nossa era, quando o Papado se consolidava, após o seu surgimento, com o imperador Focas, em 607, e o decreto da infabilidade papal com Pio IX, em 1870, que assinalou a decadência e a ausência de autoridade do Vaticano, em face da evolução científica, filosófica e religiosa da humanidade.

        Quanto ao número 666, sem nos referirmos às interpretações com os números gregos, em seu valores, devemos recorrer aos algarismos romanos, em sua significação, por serem mais divulgados e conhecidos, explicando que e o Sumo-Potífice da igreja romana em usa os títulos de "VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS", "VICARIVS FILII DEI" e "DVX CLERI" que significam “Vigário-Geral de Deus na terra”, “Vigário do Filho de Deus” e “Príncipe do Clero”. Bastará ao estudioso um pequeno jogo de paciência, somando os algarismos romanos encontrados em cada título papal a fim de encontrar a mesma equação de 666, em cada um deles.

        Vê-se, pois, que o Apocalipse de João tem singular importância para os destinos da Humanidade terrestre.

        (...)
        O Imperador Focas favorece a criação do Papado, no ano de 607. A decisão imperial faculta aos bispos de Roma prerrogativas e direitos até então jamais justificados. Entronizam-se, mais uma vez, o orgulho e a ambição da cidade dos Césares. Em 610, Focas é chamado ao mundo dos invisíveis, deixando no orbe a consolidação do Papado. Dessa data em diante, ia começar um período de 1260 anos de amarguras e violências para a civilização que se fundava.

 

A INQUISIÇÃO

        Muito pouco valeram as lições do bem, diante do mal triunfante, porque em 1231 o Tribunal da Inquisição estava consolidado com Gregório IX. Esse instituto, ironicamente, nesse tempo não condenava os supostos culpados diretamente à morte – pena benéfica e consoladora em face dos martírios infligidos aos que lhe caíssem nos calabouços -, mas podia aplicar todos os suplícios imagináveis.

        A repressão das “heresias” foi o pretexto de sua consolidação na  Europa, tornando-se o flagelo e a desdita do mundo inteiro.

        Longo período de sombras invadiu os departamentos da atividade humana. A penumbra dos templos era teatro de cenas amargas e sacrílegas. Crimes tenebrosos foram perpetrados ao pé dos altares, em nome dAquele que é amor, perdão e misericórdia. A instituição sinistra da igreja ia cobrir a estrada evolutiva do homem com um sudário de trevas espessas.

 

A OBRA DO PAPADO

        Há quem tente justificar esses longos séculos de sombra pelos hábitos e concepções daquele tempo. Mas, a verdade é que o progresso das criaturas poderia dispensar esse mecanismo de crimes monstruosos. Por isso, nos débitos romanos pesam essas responsabilidades tão tremendas quão dolorosas.

        A inquisição foi obra direta do papado, e cada personalidade, como cada instituição, tem o seu processo de contas na Justiça Divina. Eis por que não podemos justificar a existência desse tribunal espantoso, cuja ação criminosa e perversa entravou a evolução da Humanidade por mais de seis longos séculos.


Fonte: Livro – A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier. Cap. XV e XVIII 


domingo, 29 de janeiro de 2023

MENSAGEM: CONVITE


Lidador de Jesus, contempla o campo à espera...

Tudo é renovação na imensa gleba humana...

Agitadas e hostis em torva caravana,

Fogem sombras do Mundo ao sol da Nova Era!

Desfralda o próprio sonho à luz da lama sincera,

Aprimorando a fé na Vida Soberana,

E atendendo à extensão da paz que nos irmana,

Age, estuda, constrói, ampara, persevera!

Liberta-te cumprindo o dever que te exalta,

“Eleva-se a servir” é a diretriz mais alta,

De quem honra o progresso em trabalho fecundo...

Alteia-te no bem!... Abençoa e confia,

E unidos em Jesus chegaremos um dia,

À vitória do amor na redenção do Mundo!

 

Pelo Espírito Casimiro Cunha.
Psicografia de Chico Xavier.

 

Fonte: Livro – Estrelas no Chão. Espíritos Diversos. Psicografia de Chico Xavier.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

SUBMISSÃO ÁS AUTORIDADES, POR PAULO DE TARSO


        Paulo de Tarso em sua Carta aos Romanos 13:1-7:

        Cada qual seja submisso ás autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação. Em verdade, as autoridades inspiram temor, não porém a quem pratica o bem, e sim a quem faz o mal! Queres não ter o que temer a autoridade? Faze o bem e terás o seu louvor. Porque ela é instrumento de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, porque não é sem razão que leva a espada: é ministro de Deus, para fazer justiça e para exercer a ira contra aquele que pratica o mal. Portanto, é necessário submeter-se, não somente por temor do castigo, mas também por dever de consciência.

        É também por essa razão que pagais os impostos, pois os magistrados são ministros de Deus, quando exercem pontualmente esse ofício. Pagai a cada um o que lhe compete: o imposto, a quem deveis o imposto; o tributo, a quem deveis o tributo; o temor e o respeito, a quem deveis o temor e o respeito.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

A SOCIEDADE ATUAL PRECISA TER JESUS

                                  

        O Brasil passa por um momento polarizado, em que até mesmo os ensinos, os valores que Jesus nos passou estão sendo distorcidos. O Cristo nunca incentivou o uso de armas, tanto que Jesus quando estava preste a ser preso no Jardim Getsêmani, quando Pedro foi tentar O defender, ele pediu: “Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão.” (Mateus 26:52) Isto é valorizar a vida, independente de quem seja. E não vamos esquecer que Jesus viveu no auge do cruel império romano, no entanto, nunca se rebelou e nem incentivou fazer revolução contra o poder romano. A escolha de Jesus sempre foi o amor, o respeito, e o respeito de Jesus pela lei, como o seu ensino: “Daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22:21)

        Deus está fora dos parâmetros físicos, mas Sua sublime afetividade é infinita... Cada pessoa “luta” por sua religião, “batalha” pela sua ideologia, “combate” pelo seu grupo político, mas Deus “luta”, “batalha”, “combate” pelo bem da humanidade com a Sua Divina e Infinita Misericórdia, esperando que nós possamos evoluir para atingir níveis mais altos na nossa senda evolutiva. E essa é a grande mensagem que seguiu o Cristo Jesus até seus últimos suspiros.

        Se fossemos educados e educássemos para sermos apaixonados pela humanidade, nos enxergaríamos como irmãos e não como inimigos. Mas, com a resalva de que pelo planeta Terra, há inúmeras pessoas com grande compromisso social. No entanto, as crianças raramente são educadas para se desenvolverem, emocionalmente e intelectualmente para terem compromissos com a humanidade e com o ecossistema do planeta; para saber amar, independente da cultura, religião, raça... Tal educação deveria ser básica para o coletivo. A educação das crianças e dos jovens vem sendo construída para eles serem competitivos, tal educação pode ser boa para manter o capitalismo, mas é uma transgressão para a humanidade, sem o desenvolvimento da empatia, da fraternidade, da caridade... O exemplo que Mestre Jesus nos deixou é o de servir a todos que precisassem, nunca tendo negado nenhuma ajuda a ninguém.

        As convicções de Jesus eram solidas, sempre demonstrando um respeito incondicional pelos outros. Nunca obrigou ninguém O seguir, convidava com o seu sublime amor, e deu sempre a liberdade para partir quando quisessem. Só alguém que tem compromisso social altaneiro e maduro tem tal coragem, só quem pensa primeiro nos outros pode não constrangê-los a seguir, vemos nos exemplos de Mestre Jesus a mais pura empatia. A própria escolha dos seus discípulos revela sua preocupação em mudar os ditames da sociedade. Quem ele convidou para serem seus discípulos? Intelectuais? Indivíduos sem conflitos psíquicos ou que viviam no luxo? Não! Ele chamou a pior estirpe de indivíduos da sua época, não eram intuitivo, tinham instintos apurados; não sabiam interiorizar-se, mas reagir; não tinham empatia, mas eram rápidos para condenar. Isto porque Jesus queria que esses homens intransigentes se transformassem a luz dos Seus exemplos e ensinos, tornando-se pontos de luz para a sociedade. Pretendia que vivessem não apenas para si mesmos, mas também para os outros. Utopia? Não! Capacidade! Jesus conseguiu, segundo sabemos, em cerca de 3 anos transformar esses homens rudes, os transformando não apenas para a sociedade que viviam, mas deixando um legado de transformação moral , de exemplo de seguir a Cristo e de transmitir através de milênios as máximas do amado Mestre de Nazaré.

        E é isto que os novos tempos nos pede, transformação. Podemos sim, nos transformar, assim como os discípulos, de começar a nossa transformação moral, segundo os ensinamento de Jesus e seus exemplos que ensinam por si só. Não vamos esquecer que Jesus está sempre do nosso lado nos orientando assim como fez com seus discípulos, basta queremos começar, pois Jesus não só convidou os seus discípulos, mas a todos nós, e ele continua a nos esperar, pacientemente.

        Antes de acharmos sermos donos da verdade, de pensarmos que não cometemos erros, que não carregamos falhas, que não julgamos o próximo com fúria, e que muitas vezes somos danosos... Lembremos de Jesus em praça publica com a mulher adultera, em que Ele não jogou nenhuma pedra, então antes de sermos radicais e de colocar a nossa fúria para fora, seja na forma das nossas atitudes, no pensar... Lembremos verdadeiramente de Jesus, pois o Cristo é que eleva, e que não polariza e não escolhe a ninguém. Seguir a Cristo não da boca para fora, mas verdadeiramente em nosso comportamento!



sábado, 7 de janeiro de 2023

A CARIDADE DESCONHECIDA


    A conversação em casa de Pedro versava, nessa noite, sobre a pratica do bem, com a viva colaboração verbal de todos.

    Como expressar a compaixão, sem dinheiro? Por que meios incentivar a beneficência, sem recursos monetários?

    Com essas interrogativas, grandes nomes da fortuna material eram invocados e a maioria inclinava-se a admitir que somente o poderosos da Terra se encontravam à altura de estimular a piedade ativa, quando o Mestre interferiu, opinando, bondoso:

    - Um sincero devoto da Lei foi exortado por determinações do Céu ao exercício da beneficência; entretanto, vivia em pobreza extrema e não podia, de modo algum, retirar a mínima parcela de seu salário para o socorro aos semelhantes. Em verdade, dava de si mesmo, quanto possível, em boas palavras e gestos pessoais de conforto e estimulo a quantos se achavam em sofrimento e dificuldade; porém, magoava-lhe o coração a impossibilidade de distribuir agasalho e pão com os andrajosos e famintos à margem de sua estrada.

    Rodeado de filhinhos pequeninos, era escravo do lar que lhe absorvia o suor.

    Reconheceu, todavia, que, se lhe era vedado o esforço na caridade pública, podia perfeitamente guerrear o mal, em todas as circunstancias de sua marcha pela Terra.

    Assim é que passou a extinguir, com incessante atenção, todos os pensamentos inferiores que lhe eram sugeridos; quando em contato com pessoas interessadas na maledicência, retraía-se, cortês, e, em respondendo a alguma interpelação direta, recordava essa ou aquela pequena virtude da vítima ausente; se alguém, diante dele, dava pasto à cólera fácil, considerava a ira como enfermidade digna de tratamento e recolhia-se à quietude; insultos alheios batiam-lhe no espírito à maneira de calhaus em barril de mel, porquanto, além de não reagir, prosseguia tratando o ofensor com a fraternidade habitual; a calúnia não encontrava acesso em sua alma, de vez que toda denúncia torpe se perdia, inútil, em seu grande silêncio; reparando ameaças sobre a tranquilidade de alguém, tentava desfazer as nuvens da incompreensão, sem alarde, antes que assumissem feição tempestuosa; se alguma sentença condenatória bailava em torno do próximo, mobilizava, espontâneo, todas as possibilidades ao seu alcance na defesa delicada e imperceptível; seu zelo contra a incursão e a extensão do mal era tão fortemente minucioso que chegava a retirar detritos e pedras da via pública, para que não oferecessem perigo aos transeuntes. Adotando essas diretrizes, chegou ao termo da jornada humana, incapaz de atender às sugestões da beneficência que o mundo conhece. Jamais pudera estender uma tigela de sopa ou ofertar uma pele de carneiro aos irmãos necessitados.

    Nessa posição, a morte buscou-o ao tribunal divino, onde o servidor humilde compareceu receoso e desalentado. Temia o julgamento das autoridades celestes, quando, de improviso, foi aureolado por brilhante diadema, e, porque indagasse, em lágrimas, a razão do inesperado prêmio, foi informado de que a sublime recompensa se referia à sua triunfante posição na guerra contra o mal, em que se fizera valoroso empreiteiro.

    Fixou o Mestre nos aprendizes o olhar percuciente e calmo e concluiu , em tom amigo:

    - Distribuamos o pão e a cobertura, acendamos luz para a ignorância e intensifiquemos a fraternidade aniquilando a discórdia, mas não nos esqueçamos do combate metódico e sereno contra o mal, em esforço diário, convictos de que, nessa batalha santificante, conquistaremos a divina coroa da caridade desconhecida.

 

Fonte: Livro – Jesus no Lar. Pelo Espírito Neio Lúcio. Psicografia de Chico Xavier. Cap. 20.  



domingo, 1 de janeiro de 2023

BEM VINDO 2023

                                 

Que este novo ciclo de tempo que inicia-se no Planeta Terra, seja abençoado pelo Criador...

 

Que o ciclo de 2023 seja de bênçãos para a humanidade encarnada e desencarnada!

 

Que possamos ter saúde para trabalhar e desenvolver nossas atividades;

 

Que possamos sorrir muito;

 

Que possamos desenvolver mais o amor e a caridade;

 

Que possamos aprender e vivenciar cada vez mais os ensinamentos de Jesus;

 

Que possamos respeitar e dar mais valor a natureza;

 

Que possamos ir em busca de mais aprendizados e para compartilha-los com todos que quiserem;

 

Que possamos ter mais compreensão e tolerância para com o próximo;

 

Que as dificuldades que venham aparecer, que sirvam para o nosso desenvolvimento espiritual;

 

Que as pessoas que praticam a violência permitam-se serem tocadas pelo amor de Jesus e deem mais respeito a vida;

 

Que as famílias em desunidas encontre a paz e o equilíbrio;

 

Que os doentes e seus cuidadores tenham força e perseverança para a provação passar;

 

Que possamos trabalhar cada vez mais para o bem, sermos fonte de amor, de luz, de caridade, de acordo com a nossa capacidade;

 

Que possamos ter perseverança em nossos compromissos e trabalhos assumidos;

 

Que possamos construir a paz interior para sermos pontos de luz no planeta Terra...

 

Que possamos seguir nossas inspirações, realizar nossos objetivos, ser fiel a nossa consciência; que possamos fazer brilhar nosso caminho em 2023, plantar cada vez mais o amor e o bem...

 

Que possamos praticar de acordo com nosso desenvolvimento e nível espiritual os ensinamentos de Mestre Jesus, cada vez mais!

 

        Desejo um saudável e feliz 2023! Agradeço por estarmos juntos, e que a humanidade possa ter um ano de paz, tranquilidade e equilíbrio!

 

        Que 2023 seja iniciado e que permaneça sob a Luz do nosso Divino Mestre Jesus, com as bênçãos de Deus e a presença dos Bons Espíritos.

 

       BEM VINDO 2023!!!!!!

 

Amor à todos os seres!

Luz e boas vibrações!

Vibremos pela saúde, por amor, pela fraternidade, por proteção!

Deus conosco.
Paz, Luz e Harmonia.
Blog  Jardim Espírita.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

O CRISTO INCONFUNDÍVEL

 


Preparação do cristianismo

As lições da palestina foram, desse modo, precedidas de laboriosa e longa preparação na intimidade dos milênios.

Os sacerdotes de todas as grandes religiões do passado supuseram, nos seus mestres e nos seus mais altos iniciados, a personalidade do Senhor, mas temos de convir que Jesus foi inconfundível.

À luz significativa da história, observamos muitas vezes, nos seus auxiliares ou instrumentos humanos, as características das vulgaridades terrestres. Alguns foram ditadores de consciências, enérgicos e ferozes no sentido de manter e fomentar a fé; outros, traídos em suas forças e desprezando os compromissos sagrados com o Salvador, longe de serem instrumentos do Divino Mestre, abusaram da própria liberdade, dando ouvidos às forças subversivas da treva, prejudicando a harmonia geral.

 

O Cristo inconfundível

Mas Jesus assinalada a sua passagem pela Terra com o selo constante da mais augusta caridade e do mais abnegado amor. Suas parábolas e advertências estão impregnadas do perfume das verdades eternas e gloriosa. A manjedoura e o calvário são lições maravilhosas, cujas claridades iluminam os caminhos milenários da humanidade inteira, e sobretudo os seus exemplos e atos constituem um roteiro de todas as grandiosas finalidades, no aperfeiçoamento da vida terrestre. Com esses elementos, fez uma revolução espiritual que permanece no globo há dois  milênios. Respeitando as leis do mundo, aludindo à efígie de César, ensinou as criaturas humanas a se elevarem para Deus, na dilatada compreensão das mais santas verdades da vida. Remodelou todos os conceitos da vida social, exemplificando a mais pura fraternidade. Cumprido a Lei Antiga, encheu-lhe o organismo de tolerância, de piedade e de amor, com as suas lições na praça pública, em frente das criaturas desregradas e infelizes, e somente Ele ensinou o “Amai-vos uns aos outros”, vivendo a situação de quem sabia cumpri-lo.

Os espíritos incapacitados de o compreender podem  alegar que as suas formulas verbais eram antigas e conhecidas; mas ninguém poderá contestar que a sua exemplificação foi única, até agora, na face da Terra.

A maioria dos missionários religiosos da antiguidade se compunha de príncipes, de sábios ou de grandes iniciados, que saíam da intimidade confortável dos palácios e dos templos; mas o Senhor da semeadura e da seara era a personificação de toda a sabedoria, de todo o amor, e o seu único palácio era a tenda humilde de um carpinteiro, onde fazia questão de ensinar à posteridade que a verdadeira aristocracia deve ser a do trabalho, lançando a fórmula sagrada, definida pelo pensamento moderno, como o coletivismo das mãos, aliado ao individualismo dos corações síntese social para a qual caminham as coletividades dos tempos que passam – e que, desprezando todas as convenções e honrarias terrestres, preferiu não possuir pedra onde repousasse o pensamento dolorido, a fim de que aprendessem os seus irmãos a lição inesquecível do “Caminho, da Verdade e da Vida”.

 

Fonte: Livro – A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier. Cap. IX.

sábado, 24 de dezembro de 2022

O NASCIMENTO DO MESTRE JESUS

                                

Nas vésperas do senhor

É então que se movimentam as entidades angélicas do sistema, nas proximidades da Terra, adotando providencias de vasta e generosa importância. A lição do Salvador deveria, agora, resplandecer para os homens, controlando-lhes a liberdade com a exemplificação do amor. Todas as providencias são levadas a efeito. Escolhem-se os instrutores, os precursores imediatos, os auxiliares divinos. Uma atividade única registra-se, então, nas esferas mais próximas do planeta, e, quando reinava Augusto, na sede do governo do mundo, viu-se uma noite cheia de luzes e de estrelas maravilhosas. Harmonias divinas cantavam um hino de sublimadas esperanças no coração dos homens e da natureza. A manjedoura é o teatro de todas as glorificações da luz e da humildade, e, enquanto alvorecia uma nova era para o globo terrestre, nunca mais se esqueceria o Natal, a “noite silenciosa, noite santa”.

 

A vinda de Jesus

A manjedoura

A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representava a chave de todas as virtudes.

Começava a era definitiva da maioridade espiritual da humanidade terrestre, de vez que Jesus, com a sua exemplificação divina, entregaria o código da fraternidade e do amor a todos os corações.

Debalde os escritores materialistas de todos os tempos vulgarizaram o grande acontecimento, ironizando os altos fenômenos fenômenos mediúnicos que o precederam. As figuras de Simeão, Ana, Isabel, João Batista, José, bem como a personalidade sublimada de Maria, tem sido muitas vezes objeto de observações injustas e maliciosas; mas a realidade é que somente com o concurso daqueles mensageiros da Boa Nova, portadores da contribuição de fervor, crença e vida, poderia Jesus lançar na Terra os fundamentos da verdade inabalável.

 

Fonte: Livro – A Caminho da Luz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier. Cap. XI e XII