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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

CULTIVA A PAZ


E, se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, ela voltará para vós. – Jesus (Lucas, 10:6)

  Em verdade, há muitos desesperados na vida humana. Mas quantos se apegam, voluptuosamente, à própria desesperação? Quantos revoltados fogem à luz da paciência? Quantos criminosos choram de dor por lhes ser impossível a consumação de novos delitos? Quantos tristes escapam, voluntariamente, às bênçãos da esperança?

    Para que um homem seja filho da paz, é imprescindível trabalhe intensamente no mundo íntimo, cessando as vozes da inadaptação à Vontade Divina e evitando as manifestações de desarmonia perante as leis eternas.

    Todos rogam a paz no planeta atormentado de horríveis discórdias, mas raros se fazem dignos dela.

    Exigem que a tranquilidade resida no mesmo apartamento onde mora o ódio gratuito aos vizinhos, reclamam que a esperança tome assento com a inconformação e rogam à fé lhes aprove a ociosidade, no campo da necessária preparação espiritual.

   Para esmagadora maioria dessas criaturas comodistas a paz legítima é realização muito distante.

    Em todos os setores da vida, a preparação e o mérito devem anteceder o benefício.

  Ninguém atinge o bem-estar em Cristo, sem esforço no bem, sem disciplina elevada de sentimentos, sem iluminação do raciocínio. Antes da sublime edificação, poderão registrar os mais belos discursos, vislumbrar as mais altas perspectivas do plano superior, conviver com os grandes apóstolos da Causa da Redenção, mas poderão igualmente viver longe da harmonia interior, que constitui a fonte divina e inesgotável da verdadeira felicidade, porque se o homem ouve a lição da paz cristã, sem o propósito firme de se lhe afeiçoar, é da própria recomendação do Senhor que esse bem celestial volte ao núcleo de origem, como intransferível conquista de cada um.  

Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Chico Xavier.


Fonte: Livro – Vinha de Luz. Psicografia de Chico Xavier. Pelo Espírito Emmanuel. Capítulo 65.


terça-feira, 25 de janeiro de 2022

HARMONIA DO UNIVERSO


Estabelecida em nós a existência de um princípio inteligente e racional, o encadeamento das causas e efeitos, para explicar a sua origem, mister se faz remontarmos à fonte donde ela dimana. Essa fonte, na pobre e insuficiente linguagem humana, é designada pelo nome de Deus.

Deus é o centro para o qual convergem e onde vão terminar todas as potencias do universo. É o foco de que emana toda a ideia de justiça, de solidariedade, de amor, o alvo comum para o qual todos os seres se encaminham, consciente ou inconscientemente. É das nossas relações com o grande Arquiteto dos mundos que decorre a harmonia universal, a comunhão, a fraternidade. Para sermos realmente irmãos, é necessário um pai comum, e esse pai só poder ser Deus.

Deus, dirão, tem sido apresentado sob aspectos tão estranhos, às vezes tão odiosos, pelos homens de seita, que o espírito moderno se desviou dele. Mas que importam as divagações dos sectários? Pretender que Deus pode ser rebaixado pelos intentos dos homens equivale a dizer que o Monte Branco e o Himalaia podem ser abalados pelo sopro de um mosquito. A verdade paira radiosa e deslumbrante muito acima das obscuridades teológicas.

Para entrever essa verdade, o pensamento deve desligar-se dos preceitos acanhados, das práticas vulgares; deve rejeitar as formas grosseiras com que as religiões envolveram o supremo ideal. Deve estudar Deus na majestade das suas obras.

À hora em que tudo repousa, quando a noite é transparente e o silencio se estende sobre a Terra adormecida, então, o homem, ó homem, ó meu irmão, eleva o teu olhar e contempla o infinito dos céus.

Observa a marcha cadenciada dos astros, evoluindo nas profundezas. Esses focos inumeráveis são mundos, comparada aos quais, a Terra não é mais que um átomo, sóis prodigiosos, rodeados por cortejos de esferas e cujo rápido percurso se mede, em cada minuto, por milhões de léguas. Distâncias espantosas os separam de nós, e eis por que nos parecem simples pontos luminosos. Mas projeta sobre eles essa luneta colossal da ciência, o telescópio. Distinguirás suas superfícies semelhantes a oceanos de fogo. Procurarás inutilmente contá-los; eles se multiplicam até as regiões mais remotas, confundindo-se pouco a pouco numa poeira luminosa. Verás, também, sobre os mundos vizinhos da Terra, desenharem-se mares, moverem-se as nuvens. Reconhecerás que as manifestações da vida se produzem por toda parte e que uma ordem admirável une, sob leis uniformes e em destinos comuns, a Terra e seus irmãos, os planetas errantes no Infinito. Saberás que todos esses mundos, habitados por outras sociedades humanas, se agitam, se afastam, se aproximam, impulsionados por diversas velocidades, percorrendo orbitas imensas; que por toda parte o movimento, a atividade e a vida se patenteiam em espetáculo grandioso. Observa também o nosso globo, esta Terra, nossa mãe, que parece dizer-nos: vossa carne é a minha; sois meus filhos. Observa esta grande nutriz da humanidade; vê a harmonia dos seus contornos, seus continentes no seio dos quais as nações cresceram e se multiplicaram, seus vastos oceanos sempre em movimento; segue o renovamento das estações que a revestem de verdes enfeites e messes douradas; contempla todos os seres vivos que a povoam: aves, insetos, animais, plantas e flores, cada um dos quais é uma obra maravilhosa, uma joia do escrínio divino. Observa-te a ti mesmo; vê o jogo admirável dos teus órgãos, o mecanismo maravilhoso e complicado dos teus sentidos. Que gênio humano poderia imitar obras-primas tão delicadas: os olhos e os ouvidos?

Considera todas essas coisas e pergunta à tua razão, ao teu discernimento, se tanta beleza, esplendor e harmonia podem resultar doa caso, ou se não devemos antes atribuir tudo isso a uma causa inteligente que preside a ordem do mundo e a evolução da vida. E se, em contestação, aludes aos flagelos, às catástrofes, enfim, a tudo o que vem perturbar essa ordem admirável, responderei: perscruta os problemas da natureza, não te detenhas a superfície, desce ao fundo das coisas e descobrirás com surpresa que essas aparentes contradições não fazem mais que confirmar a harmonia geral, pois tudo é útil ao progresso dos seres, único fim da existência.

Se Deus fez o mundo, replicam garbosamente certos materialistas, quem fez, portanto a Deus? Tal objeção é insensata. Deus não se vem adaptar à cadeia das suas criaturas. É o Ser universal, sem limites no tempo e no espaço, por conseguinte, é infinito e eterno. Não pode existir ser superior ou igual a Ele. Deus é a fonte e o principio de toda a vida. É por Ele que se unem, ligam e harmonizam todas as forças individuais, que, se não fosse Ele, estariam insuladas e divergentes. Abandonadas a si mesmas, não sendo regidas por uma lei, por uma vontade superior, essas forças só teriam produzido a confusão e o caos. A existência dum plano geral, dum alvo comum para o qual tendem todas as potencias do universo, prova a existência duma causa, duma inteligência suprema que é Deus.

 

Fonte: Livro - O porquê da vida, de Léon Denis. Cap. IV – Harmonia do Universo.


terça-feira, 11 de janeiro de 2022

SE TIVERES AMOR

                                 

Se tiveres amor, caminharás no mundo como alguém que transformou o próprio coração em chama divina a dissipar as trevas...

 

Encontrarás nos caluniadores almas invigilantes que a peçonha do mal entenebreceu, e relevarás toda ofensa com que te martirizem as horas...

 

Surpreenderás nos maldizentes criaturas desprevenidas que o veneno da crueldade enlouqueceu, e desculparás toda injúria com que te deprimam as esperanças...

 

Observarás no onzenário a vítima da ambição desregrada, acariciando a ignomínia da usura em que atormenta a si próprio, e no viciado o irmão que caiu voluntariamente na poça de fel em que arruína a si mesmo...

 

Reconhecerás a ignorância em toda manifestação contrária à justiça e descobrirás a miséria por fruto dessa mesma ignorância em toda parte onde o sofrimento plasma o cárcere da delinquência, o deserto do desespero, o inferno da revolta ou o pântano da preguiça...

 

Se tiveres amor saberás, assim, cultivar o bem, a cada instante, para vencer o mal a cada hora...

 

E perceberás, então, como o Cristo  fustigado na cruz, que os teus mais acirrados perseguidores são apenas crianças de curto entendimento e de sensibilidade enfermiça, que é preciso compreender e ajudar, perdoar e servir sempre, para que a glória do amor puro, ainda mesmo nos suplícios da morte, nos erga o espírito imperecível à bênção da vida eterna.


 

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

Reunião pública de 05/01/1959


 

Fonte: Livro – Religião dos Espíritos. Psicografia de Chico Xavier. Pelo Espírito Emmanuel.



domingo, 2 de janeiro de 2022

BEM VINDO 2022

 


Que este novo ciclo de tempo que inicia-se no Planeta Terra, seja abençoado pelo Criador...

 

Que o ciclo de 2022 seja de bênçãos para a humanidade encarnada e desencarnada!

 

Que possamos ter saúde para trabalhar e desenvolver nossas atividades;

 

Que possamos sorrir muito;

 

Que possamos desenvolver mais o amor e a caridade;

 

Que possamos aprender e vivenciar cada vez mais os ensinamentos de Jesus;

 

Que possamos respeitar e dar mais valor a natureza;

 

Que possamos ir em busca de mais aprendizados e para compartilha-los com todos que quiserem;

 

Que possamos ter mais compreensão e tolerância para com o próximo;

 

Que as dificuldades que venham aparecer, que sirvam para o nosso desenvolvimento espiritual;

 

Que as pessoas que praticam a violência permitam-se serem tocadas pelo amor de Jesus e deem mais respeito a vida;

 

Que as famílias em desunião encontre a paz e o equilíbrio;

 

Que os doentes e seus cuidadores tenham força e perseverança para a provação passar;

 

Que possamos trabalhar cada vez mais para o bem, sermos fonte de amor, de luz, de caridade;

 

Que possamos ter perseverança em nossos compromissos e trabalhos assumidos;

 

Que possamos construir a paz interior para sermos pontos de luz no planeta Terra...

 

Que possamos seguir nossas inspirações, realizar nossos objetivos, ser fiel a nossa consciência; que possamos fazer brilhar nosso caminho em 2022, plantar cada vez mais o amor e o bem...

 

Que possamos praticar de acordo com nosso desenvolvimento e nível espiritual os ensinamentos de Mestre Jesus, cada vez mais!

 

        Desejo um saudável e feliz 2022! Agradeço por estarmos juntos, e que a humanidade possa ter um ano de paz, tranquilidade e equilíbrio!

 

        Que 2022 seja iniciado e que permaneça sob a Luz do nosso Divino Mestre Jesus, com as bênçãos de Deus e a presença dos Bons Espíritos.

 

       BEM VINDO 2022!!!!!!

 

Amor à todos!

Luz e boas vibrações!

Vibremos pela saúde e por proteção!


Deus conosco.
Paz, Luz e Harmonia.
Blog  Jardim Espírita.

sábado, 25 de dezembro de 2021

OFERTA DE NATAL

Senhor!

Enquanto as melodias do Natal nos enternecem, recordamos também, ante o céu iluminado, a estrela divina que te assinalou o berço na palha singela!...

De novo, alcançam-nos os ouvidos as vozes angélicas:

- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!...

 E lembramo-nos do tópico inesquecível da narrativa de Lucas (Evangelho de Lucas 2:8-11):

“Havia na região da manjedoura pastores que viviam nos campos e velavam pelos rebanhos durante a noite; e um anjo do Senhor desceu onde eles se achavam e a glória do Senhor brilhou ao redor deles, pelo que se fizeram tomados de assombro... O anjo, porém, lhes disse: não temais! Eis que vos trago boas novas de grande alegria, que serão para todo o povo... É que hoje vos nasceu, na cidade de David, o Salvador, que é o Cristo, o Senhor”.

*

Desde o momento em que os pastores maravilhados se movimentaram para ver-te, na hora da alva, começaste, por misericórdia tua, a receber os testemunhos de afeição dos filhos da Terra.

Todavia, muito antes que te homenageassem com o ouro, o incenso e a mirra, expressando a admiração e a reverência do mundo, o teu cetro invisível se dignou acolher, em primeiro lugar, as pequeninas dádivas dos últimos!

Só tu sabes, Senhor, os nome daqueles que algo te ofertaram, em nome do amor puro, nos instantes da estrebaria:

A primeira frase de bênção...

A luz da candeia que principiou a brilhar quando se apagaram as irradiações do firmamento...
Os panos que te livraram do frio...

A manta humilde que te garantiu o leito improvisado...

Os primeiros braços que te enlaçaram ao colo para que José e Maria repousassem...

 A primeira tigela de leite...

O socorro aos pais cansados...

Os utensílios de empréstimo para que te não faltasse assistência...

A bondade que manteve a ordem, ao redor a manjedoura, preservando-a de possíveis assaltos...

O feno para o animal que devia transportar-te...

* 

Hoje, Senhor, que quase vinte séculos transcorreram, sobre o teu nascimento, nós, os pequeninos obreiros desencarnados, com a honra de cooperar em teu Evangelho Redivivo, pedimos vênia para algo te ofertar... Nada possuindo de nós, trazemos-te as páginas simples que Tu mesmo nos inspiraste, os pensamentos de gratidão e de amor que nos saíram do coração, em forma de letras, em louvor de tua infinita bondade!

Recebe-os, ó Divino Benfeitor! Com a benevolência com que acolheste as primeiras palavras e respeito e os primeiros gestos de carinho com que as criaturas rudes e anônimas te afagaram na gloriosa descida à Terra!... E que nós – espíritos milenares fatigados do erro, mas renovados na esperança – possamos rever-te a figura sublime, nos recessos do coração, e repetir, como o velho Simeão, após acariciar-te na longa vigília do Templo:

 - “Agora, Senhor, despede em paz os teus servos, segundo a tua palavra, porque os nossos olhos viram a salvação!...”.

 

Pelo Espírito Emmanuel.
Uberaba, 25 de dezembro de 1966.

 


FONTE: Livro - Antologia Mediúnica Do Natal - Psicografia: Francisco
Cândido Xavier. Espíritos Diversos.



terça-feira, 26 de outubro de 2021

GUARDAR O QUE É BOM

 


                Marca os dias em que te acontece um bem e esquece os desagradáveis.

                Pensa em progredir, em te realizar, em ser feliz, e aproveita o minuto de agora, o ensejo que se apresenta, abandonando as ideias negativas.

                O que é bom está vindo para ti.

                Sê, por ti mesmo, o agente poderoso de tua transformação. Olha para dentro, em volta e acima, e vê que tudo espera de ti uma tomada de posição, um querer positivo, um balanço do que és e do que fazes. Não te assustes contigo mesmo.

                Constrói uma personalidade rica, solida e alegre. Sê disposto, e sempre encontrarás quem se afinize contigo.

                 A felicidade é de quem realmente quer ser feliz.



segunda-feira, 18 de outubro de 2021

O LIVRO DOS ESPÍRITOS: SERES ORGÂNICOS E INORGÂNICOS

*As respostas são dos Espíritos Superiores.

LIVRO PRIMEIRO / AS CAUSAS PRIMEIRAS
CAPÍTULO IV – PRINCÍPIO VITAL

 

SERES ORGÂNICOS E INORGÂNICOS

Os seres orgânicos são aqueles que tem, em si mesmos, uma fonte de atividade íntima que lhes dá a vida. Eles nascem,crescem, reproduzem-se por si mesmos e morrem. São dotados de órgãos especiais para realizarem os diferentes atos da vida e que são apropriados às suas necessidades de conservação. Compreendem os homens, os animais e as plantas. Os seres inorgânicos são todos aqueles que não tem vitalidade, nem movimento próprio e não se formam senão pela agregação da matéria. Tais são os minerais, a água, o ar, etc.

60 – É a mesma força que une os elementos da matéria nos corpos orgânicos e nos corpos inorgânicos?
- Sim, a lei de atração é a mesma para tudo.

61 – Existe alguma diferença entre a matéria dos corpos orgânicos e aquela dos corpos inorgânicos?
- A matéria é sempre a mesma, porém, nos corpos orgânicos, está animalizada.

62 – Qual é a causa da animalização da matéria?
- Sua união com o princípio vital.

63 – O princípio vital reside num agente particular ou não é mais que uma propriedade da matéria organizada; numa palavra, é um efeito ou uma causa?
- É uma coisa e outra coisa. A vida é um efeito produzido pela ação de um agente sobre a matéria; esse agente sem a matéria não é a vida, da mesma forma que a matéria não pode viver sem esse agente. Ele dá a vida a todos os seres que o absorvem e assimilam.

64 – Vimos que o espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo; o princípios vital forma um terceiro?
- Sem dúvida, é um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas ele tem sua fonte na matéria universal modificada; é, para vós, um elemento como o oxigênio e o hidrogênio que, todavia, não são elementos primitivos, visto que tudo parte de um mesmo princípio.

- Parece resultar daí que a vitalidade não tem seu princípio num agente primitivo distinto, mas, numa propriedade especial da matéria universal, em razão de certas modificações?
- É a consequência do que dissemos.

65 – O princípio vital reside em alguns dos corpos que conhecemos?
- Ele tem sua fonte no fluido universal; é o que chamais de fluido magnético ou fluido elétrico animalizado. É o intermediário, o elo entre o espírito e a matéria.

66 – O princípio vital é o mesmo para todos os seres orgânicos?
- Sim, modificado segundo as espécies. É ele que lhes dá o movimento e atividade, e os distingue da matéria inerte, pois o movimento da matéria não é vida. Ela recebe esse movimento, não o dá.

67 – A vitalidade é um atributo permanente do agente vital ou se desenvolve apenas em razão do funcionamento dos órgãos?
- Não se desenvolve senão com o corpo. Não dissemos que esse agente sem a matéria não é a vida? É necessário a união dessas duas coisas para produzir a vida.

- Poder-se-á dizer que a vitalidade está em estado latente quando o agente vital não está unido ao corpo?
- Sim, é isso.

NOTA DE KARDEC: O conjunto dos órgãos constitui uma espécie de mecanismo que recebe estimulo da atividade íntima ou princípio vital que existe neles. O princípio vital é a força motriz dos corpos orgânicos.
       Ao mesmo tempo que o agente vital estimula os órgãos, a ação dos órgãos entretém e desenvolve a atividade do agente vital, aproximadamente como se dá com o atrito, que desenvolve o calor.


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

ESPÍRITO E MATÉRIA


             Não há efeito sem causa; o nada não poderia produzir coisa alguma. Então aí axiomas, isto é, verdades incontestáveis. Ora, como se verifica em casa um de nós a existência de forças, de potencias que não podem ser consideradas como materiais, há necessidade, para explicar a sua causa, de remontar a outra origem além da matéria, a esse princípio que designamos por alma ou espírito.

           Quando, perscrutando-nos a nós mesmos, queremos aprender a nos conhecer, a analisar as nossas faculdades; quando, afastando da nossa alma a escuma nela acumulada pela vida, o espesso invólucro de que os preconceitos, os erros, os sofismas revestiram a nossa inteligência, penetramos nos recessos mais íntimos do nosso ser e nos achamos então em face desses princípios augustos, sem os quais não há grandeza para a humanidade: o amor do bem, o sentimento da justiça e do progresso. Esses princípios, que se encontram em graus diversos, no ignorante do mesmo modo que no homem de gênio, não podem proceder da matéria, que está desprovida de tais atributos. E, se a matéria não tem essas qualidades, como poderia por si só formar os seres que estão com elas dotados? O sentimento do belo e do verdadeiro e a admiração que experimentamos pelas obras grandes e generosas teriam, assim, a mesma origem que a carne do nosso corpo e o sangue das nossas veias. Entretanto, devemos antes considerá-los como reflexões duma alta e pura luz que brilha em casa um de nós, do mesmo modo que o Sol se reflete sobre as águas, estejam estas turvas ou límpidas. Em vão se pretenderia que tudo fosse matéria. Pois quê! Somos suscetíveis de amor e bondade; amamos a virtude, a dedicação, o heroísmo; o sentimento de beleza moral está gravado em nós; a harmonia das leis e das coisas nos penetra, nos inebria; e nada de tudo isso nos distinguiria da matéria?  Sentimos, amamos, temos a consciência, a vontade e a razão e procederíamos duma causa que não tem essas qualidades em nenhum grau, duma causa que não sente, não ama, nem conhece coisa alguma, que é cega e muda! Superiores às forças que nos produz, seríamos mais perfeitos e melhores do que ela.

            Tal modo de ver não suporta um exame. O homem participa de duas naturezas. Pelo seu corpo, pelos seus órgãos, deriva da matéria; pelas suas faculdades intelectuais e morais, procede do espírito.

          Relativamente ao corpo humano, digamos ainda com mais exatidão que os órgãos componentes dessa máquina admirável são semelhantes a rodas incapazes de andar sem um motor, sem uma vontade que os ponha em ação. Esse motor é a alma. Um terceiro elemento liga a ambos, transmitindo ao organismo as ordens do pensamento. Esse elemento é o perispírito, matéria etérea que escapa aos nossos sentidos. Ele envolve a alma, acompanha-a depois da morte nas suas peregrinações infinitas, depurando-se, progredindo com ela, constituindo para ela um corpo diáfanos, vaporoso. Mais adiante, trataremos da existência do perispírito.

            O espírito reside na matéria como um prisioneiro na sua cela; os sentidos são as fendas pelas quais se comunica com o mundo exterior. Mas, enquanto a matéria declina cedo ou tarde, se enfraquece e se desagrega, o espírito aumenta em poder e se fortifica pela educação e pela experiência. Suas aspirações engrandecem, estendem-se por além-túmulo; sua necessidade de saber, de conhecer, de viver é sem limites. Tudo isso mostra que o ser humano só temporariamente pertence à matéria. O corpo não passa de um vestuário de empréstimo, de uma forma passageira, de um instrumento por meio do qual a alma prossegue neste mundo a sua obra de depuração e progresso. A vida espiritual é a vida normal, verdadeira, sem fim.


Fonte: Livro – O porquê da vida. Léon Denis. Cap. III.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

MINUTO DE SABEDORIA: Resolva Seu Problema!


    Resolva seu problema!

    Há muito tempo você se propõe reformar sua vida, melhorar seus atos,
cessar definitivamente suas fraquezas.

    Vamos, então, começar a partir deste momento!

    Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje...

    Decerto você não há de resolvê-lo do dia par a noite.

    Mas, come já!

    E se cair de novo, não desanime: saiba recomeçar quantas vezes for preciso!


Fonte: Livro – Minutos de Sabedoria. De C. Torres Pastorio. Mensagem 6.



quarta-feira, 8 de setembro de 2021

ANDRÉ LUIZ

        

        O Espírito André Luiz é considerado um dos grandes nomes do Espiritismo no Brasil. Tendo se apresentado a Chico Xavier informando que escreveriam juntos alguns livros. Até 1944 com a publicação do livro Nosso Lar ninguém havia contado com tanta riqueza de detalhes como seria o mundo espiritual, com a sua série de livros A Vida no Mundo Espiritual, de 13 volumes assinados escritos ao longo de 25 anos contando histórias do plano espiritual. As obras mostraram na prática, por meio de personagens, o funcionamento da codificação de Allan Kardec.

        Quando o Espírito André Luiz se apresentou à Chico Xavier informando que escreveriam alguns livros com ele, o médium aceitou e pediu o nome que seria assinado nos livros, mas desejando manter o anonimato, possivelmente respeitando os parentes que ainda estavam encarnados, sendo uma das hipóteses; escolheu um nome aleatório, como havia um rapaz dormindo na cama ao lado naquele momento, que era André Luiz, o meio-irmão de Chico, foi esse o nome que o espírito escolheu como pseudônimo para assinar as obras. O espírito André Luiz afirmou que optou pelo anonimato, porque: “existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade.”

        No livro Nosso Lar há uma pista de quem teria sido o espírito André Luiz quando vivo, que tendo sido um médico sanitarista conhecido no Rio de Janeiro do início do século 20. Especula-se os nomes de:
         - Oswaldo Cruz: que foi um médico, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista brasileiro. Pioneiro no estudo das moléstias tropicais, como febre amarela e varíola e da medicina experimental no Brasil, fundou em 1900 o Instituto Soroterápico Federal no bairro de Manguinhos, no Rio de Janeiro, transformado em Instituto Oswaldo Cruz, hoje a Fundação Oswaldo Cruz, respeitada internacionalmente.
E a segunda teoria que é a mais sustentada é que teria sido:
        - Carlos Chagas: que foi um biólogo, médico sanitarista, infectologista, cientista e bacteriologista brasileiro, que trabalhou como clínico e pesquisador. Atuante na saúde pública do Brasil, iniciou sua carreira no combate à malária. Destacou-se ao descobrir o protozoário Trypanosoma cruzi (cujo nome foi uma homenagem ao seu amigo Oswaldo Cruz) e a tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas. Ele foi o primeiro e até os dias atuais permanece o único cientista na história da medicina a descrever completamente uma doença infecciosa: o patógeno, o vetor (Triatominae), os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia. Esta hipótese é confirmada pelo médium Waldo Vieira, que trabalhou junto de Chico Xavier na psicografia de algumas obras da coleção A vida no Mundo Espiritual.

        Outra hipótese para o anonimato do espírito é por motivação jurídica. A teoria é que Chico Xavier queria se proteger de um processo, como aconteceu no caso de Humberto de Campos, quando a viúva do escritor requisitou os direitos autorais dos livros psicografados por Chico. Se o médium lançasse o livro atribuído a uma figura publica tão notória quanto Carlos Chagas ou Oswaldo Cruz, estaria abrindo a possibilidade de ser levado novamente aos tribunais caso as famílias julgassem que deveriam receber os direitos autorais pelas obras supostamente escritas pelos parentes.

        Quem o Espírito André Luiz foi realmente, na verdade não importa, devemos ter curiosidade para estudar as suas obras trazidas por meio de Chico Xavier e de Waldo Vieira, e tantas outras obras que vai muito além que a coleção A Vida no Mundo Espiritual, nos deixando com a mente bem ocupada, e em ótima companhia. As obras mediúnicas do espírito André Luiz tem uma influência enorme e considerável sobre o movimento Espírita, as descrições do plano espiritual, tornando mais preciso e detalhado nosso conhecimento do mundo espiritual, estabelecendo novo patamar de compreensão da vida espiritual.

        É interessante observar que o primeiro livro de André Luiz causou grande impacto pela novidade de suas informações, alguns chegaram a contestar suas descrições de uma vida espiritual muito semelhante a que levamos na Terra, mas o acúmulo de evidências - deste mensagens descrevendo de modo fragmentário a vida espiritual, até obras completas de outros espíritos, por médiuns como Yvonne A. Pereira - provaram sua veracidade. O mais curioso é que descrições semelhantes já existiam desde os primeiros tempos do "Modern Spiritualism" - por exemplo, as que foram registradas por Andrew Jackson Davis (nasc. 1826 - desenc. 1910) - mas tinham caido no esquecimento.


“Somos arquitetos de nossa própria estrada e seremos conhecidos pela influência  que projetamos naqueles que nos cercam.” – André Luiz