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quarta-feira, 22 de maio de 2019

O LIVRO DOS ESPÍRITOS: DEUS


*As respostas são dos Espíritos Superiores. 

LIVRO PRIMEIRO/ AS CAUSAS PRIMEIRAS
CAPÍTULO I – DEUS



DEUS E O INFINITO.

1) O que é Deus?
- Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

2) Que se deve entender por Infinito?
- O que não tem começo e nem fim; o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito.

3) Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?
- Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima de sua inteligência.

Nota de Kardec: Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo pela própria coisa, e definir uma coisa que não é conhecida, por uma coisa que também não o é.


PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS.

4) Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
- Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e vossa razão vos responderá.

Nota de Kardec: Para crer em Deus basta lançar os olhos sobre as obras da criação. O Universo existe; ele tem, pois, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa, e adiantar que o nada pode fazer alguma coisa.

5) Que consequência se pode tirar do sentimento intuitivo que todos os homens carregam em si mesmos da existência de Deus?
- Que Deus existe; porque de onde lhe viria esse sentimento se ele não repousasse sobre o nada? É ainda uma consequência do princípio de que não há efeito sem causa.

6) O sentimento íntimo, que temos em nós mesmos, da existência de Deus, não seria o fato da educação e o produto de ideias adquiridas?
- Se assim fosse, porque os vossos selvagens teriam esse sentimento?

Nota de Kardec: Se o sentimento da existência de um ser supremo não fosse senão o produto de um ensinamento, ele não seria universal, e não existiria, como as noções de ciência, senão naqueles que teriam podido receber esse ensinamento.

7) Poder-se-ia encontrar a causa primeira da formação das coisas nas propriedades íntimas da matéria?
- Mas então qual seria a causa dessas propriedades? É preciso sempre uma causa primeira.

Nota de Kardec: Atribuir a formação primeira das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porque essas propriedades são eles mesmas um efeito que deve ter uma causa.

8) Que pensar da opinião que atribui a formação primeira a uma combinação fortuita da matéria, isto é, ao acaso?
- Outro Absurdo! Que homem de bom senso pode olhar o acaso como um ser inteligente? Aliás, que é o acaso? Nada.

Nota de Kardec: A harmonia que regula as atividades do Universo revela combinações e fins determinados e, por isso mesmo, revela a força inteligente. Atribuir a formação primeira ao acaso seria um contrassenso, porque o acaso é cego e não pode produzir os efeitos da inteligência. Um acaso inteligente não seria mais o acaso.

9) Onde se vê, na causa primeira, uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências?
- Tendes um provérbio que diz isto: pela obra se reconhece o artífice. Pois bem! Olhai a obra e procurai o artífice. É o orgulho que engendra a incredulidade. O homem orgulhoso não vê nada acima dele e é por isso que ele se chama de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!

Nota de Kardec: Julga-se o poder de uma inteligência pelas suas obras; nenhum ser humano não podendo criar o que produz a Natureza, a causa primeira, pois, é uma inteligência superior à Humanidade.
Quais que sejam os prodígios realizados pela inteligência humana, essa inteligência tem, ela mesma, uma causa, e quanto mais o que ela realiza é grande, mais a causa primeira deve ser grande. Esta inteligência é a causa primeira de todas as coisas, qualquer que seja o nome sob o qual o homem a designe.



Fonte: O Livro dos Espíritos. Allan Kardec. Capítulo I - Questões de 1 a 9.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

O FILME DE KARDEC


          Está nos cinemas brasileiros com laçamento em dia 16 de maio de 2019 o filme: Kardec - A história por trás do nome. Filme brasileiro de Wagner de Assis, mesmo diretor de Nosso Lar - O filme. 

         A cinebiografia acompanha a trajetória de Hypolite Leon Deizard Rivaoil desde o período em que atuava como educador, passando pela investigação dos fenômenos das mesas girantes, pelo processo de codificação da doutrina espírita, até a publicação e repercussão de “O Livro dos Espíritos”, que usou o pseudônimo Allan Kardec.

        Assista abaixo o trailer oficial do filme: 


VAMOS PRESTIGIAR esta grande história que deu inicio a enormes transformações na vida de milhões de pessoas desde a época das mesas girantes e que continua a transformar milhões a quem se permite.  


terça-feira, 14 de maio de 2019

O CONTROLE UNIVERSAL DO ENSINAMENTO DOS ESPÍRITOS

O texto abaixo está contido no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Karde, na introdução da obra, item II. Em que Kardec explica como se deu o recebimento da Doutrina e como se deu o controle dos ensinamentos passados pelos Espíritos Superiores. 
Há várias edições de editoras diversas dos livros acima,
em que as capas mudam, mas o conteúdo é o mesmo. 


        Se a Doutrina Espírita fosse uma concepção puramente humana, ela não teria por garantia senão as luzes daquele que a tivesse concebido; ora, ninguém neste mundo teria a pretensão fundada de possuir só para si a verdade absoluta. Se os Espíritos que a revelaram tivessem se manifestado a um único homem, nada lhe garantiria a origem, porque seria preciso crer sobre a palavra em quem dissesse ter recebido seus ensinamentos. Admitindo uma perfeita sinceridade da sua parte, quando muito, poderia convencer as pessoas do seu meio; poderia ter seus seguidores, mas não chegaria jamais a reunir a todos. 

       Deus quis que a nova revelação chegasse aos homens por uma via mais rápida e mais autentica; por isso encarregou os Espíritos de irem levá-la de um polo a outro, manifestando-se por toda parte, sem dar a ninguém o privilégio exclusivo de ouvir sua palavra. Um homem pode ser enganado, pode enganar a si mesmo, mas isso não ocorreria quando milhões veem e ouvem a mesma coisa: é uma garantia para cada um e para todos. Aliás, pode-se fazer desaparecer um homem, mas não se pode fazer desaparecerem as massas; podem-se queimar os livros, mas não se podem queimar os Espíritos; ora, queimem-se os livros, e a fonte da doutrina não seria, por isso, menos inesgotável, pelo fato mesmo de que ela não está na Terra, as surge de toda parte e cada um a pode haurir. Na falta dos homens para propagá-la, haverá sempre os Espíritos, que alcançam todo o mundo e que ninguém pode atingir.

        São, pois, os próprios Espíritos, em realidade, que fazem a propaganda, com a ajuda dos inumeráveis médiuns que eles suscitam de todos os lados. Se não tivesse havido um interprete único, por mais favorecido que fosse, o Espiritismo seria mal conhecido; o próprio intérprete, a qualquer classe que pertencesse, teria sido objeto de prevenções da parte de muitas pessoas; todas as nações não o teriam aceitado, ao passo que os Espíritos se comunicando por toda a parte, a todos os povos, a todas as seitas e a todos os partidos, são aceitos por todos. O Espiritismo não tem nacionalidade, está fora de todos os cultos particulares e não foi imposto por nenhuma classe social, uma vez que cada um pode receber instruções de seus parentes e de seus amigos de além-túmulo. Era preciso que fosse assim para que se pudessem chamar todos os homens à fraternidade; se não tivesse se colocado sobre um terreno neutro, ele teria mantido as dissensões ao invés de apaziguá-las.

        Esta universalidade no ensinamento dos Espíritos faz a força do Espiritismo, e é também a causa da sua propagação tão rápida; ao passo que a voz de um único homem, mesmo com o socorro da imprensa, empregaria séculos antes de chegar ao ouvido de todos, eis que milhares de vozes se fazem ouvir simultaneamente sobre todos os pontos da Terra, para proclamar os mesmos princípios, e transmiti-los aos mais ignorantes e aos mais sábios, a fim de que ninguém seja deserdado. É uma vantagem da qual não gozou nenhuma das doutrinas que surgiram até hoje. Se, pois, o Espiritismo é uma verdade, ele não teme nem a má vontade dos homens, nem as revoluções morais, nem as comoções físicas do globo, porque nenhuma dessas coisas pode atingir os Espíritos.

(...)

        Sabe-se que os Espíritos, em consequência da diferença que existe e suas capacidades, estão longe de, individualmente, estarem na posse de toda a verdade; que não é dado a todos penetrar certos mistérios; que seu saber é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares não sabem mais que os homens, e menos que certos homens; que há entre eles, como entre estes últimos, presunçosos e pseudo-sábios que creem saber o que não sabem e sistemáticos que tomam suas ideias pela verdade; enfim, que os Espíritos de ordem mais elevada, aqueles que estão completamente desmaterializados, são os únicos despojados das ideias e preconceitos terrestres; mas sabe-se também que os Espíritos enganadores não tem escrúpulos em se abrigarem sob nomes que tomam emprestados, para fazerem aceitar suas utopias. Disso resulta que, para tudo o que está fora do ensinamento exclusivamente moral, as revelações que cada um pode obter tem um caráter individual, sem autenticidade; que elas devem ser consideradas como opiniões pessoais de tal ou tal Espírito, e que haveria imprudência em aceitá-las e promulgá-las levianamente como verdades absolutas.

        O primeiro controle é, sem contradita, o da razão, ao qual é preciso submeter, sem exceção, tudo o que vem dos Espíritos; toda teoria em contradição manifesta com o bom senso, como uma lógica rigorosa e com os dados positivos que se possui, com qualquer nome respeitável que esteja assinada, deve ser rejeitada. Mas esse controle é incompleto em muitos casos, em consequência da insuficiência de luzes de certas pessoas, e da tendência de muitos em tomar seu próprio julgamento por único árbitro da verdade. Em semelhante caso, que fazem os homens que não tem em si mesmos uma confiança absoluta? Eles tomam o conselho de maior número, e a opinião da maioria é seu guia. Assim deve ser com respeito ao ensinamento dos Espíritos, que nos fornecem, eles mesmos, os meios de controle.

         A concordância no ensinamento dos Espíritos é, pois, o melhor controle; mas é preciso, ainda, que ela ocorra em certas condições. A menos segura de todas é quando o próprio médium interroga vários Espíritos sobre um ponto duvidoso; é bem evidente que, se está sob o império de uma obsessão ou se relaciona com um Espírito enganador, esse Espírito pode lhe dizer a mesma coisa sob nomes diferentes. Não há uma garantia suficiente na conformidade que se pode obter pelos médiuns de um único centro, porque eles podem sofrer a mesma influência.

         A garantia única, séria, do ensinamento dos espíritos está na concordância que existe entre as revelações feitas espontaneamente, por intermédio de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares.

        Concebe-se que não se trata aqui de comunicações relativas a interesses secundários, mas das que se prendem aos próprios princípios da doutrina. A experiência prova que, quando um princípio novo deve receber sua solução, ele é ensinado espontaneamente sobre diferentes pontos ao mesmo tempo, e de maneira idêntica, se não quanto à forma, pelo menos quanto ao fundo. Se, pois, apraz a um Espírito formular um sistema excêntrico, baseado sobre suas próprias ideias, e fora da verdade, pode-se estar certo que esse sistema ficará circunscrito,e cairá diante da unanimidade das instruções dadas por toda parte, alhures, como já se tem disso vários exemplos. Foi esta unanimidade que fez cair todos os sistemas parciais que despontaram na origem do Espiritismo, quando cada um explicava os fenômenos à sua maneira, e antes que se conhecessem as leis que regem as relações do mundo visível e do mundo invisível.

        Tal é a base a qual nos apoiamos quando formulamos um princípio da doutrina; não é porque está de acordo com as nossas ideias que o damos como verdadeiro; não nos colocamos, de modo algum, como árbitro supremo da verdade, e não dizemos a ninguém: “Crede em tal coisa, porque nós vo-la dizemos”. Nossa opinião não é, aos nossos próprios olhos, senão uma opinião pessoal que pode ser justa ou falsa, porque não somos mais infalíveis que um outro. Não é porque um princípio nos é ensinado que ele é para nós a verdade, mas porque recebeu a sanção da concordância.

        Na nossa posição, recebemos as comunicações de perto de mil centros espíritas sérios,disseminados sobre os diversos pontos do globo, estamos em condições de ver os princípios sobre os quais essa concordância se estabelece; é esta observação que nos tem guiado até hoje, e é, igualmente, a que nos guiará nos novos campos a que o Espiritismo está chamado a explorar. É assim que, estudando atentamente as comunicações chegadas de diversas partes, tanto da França como do exterior, reconhecemos, na natureza toda especial das revelações, que há tendência para entrar em um novo caminho, e que é chegado o momento de dar um passo à frente. Essas revelações, por vezes feitas com palavras veladas, frequentemente, passaram desapercebidas para muitos daqueles que as obtiveram; muitos outros acreditam tê-las com exclusividade. Tomadas isoladamente, para nós seria sem valor; só a coincidência lhes dá gravidade; depois, quando é chegado o momento de liberá-las à luz da publicidade, cada um, então se lembra de ter recebido instruções no mesmo sentido. É este o movimento geral que observamos, que estudamos, com a assistência dos nossos guias espirituais, e que nos ajuda a julgar da oportunidade para fazermos uma coisa ou dela nos abstermos.

       Este controle universal é uma garantia para a unidade futura do Espiritismo, e anulará todas as teorias contraditórias. É nele que, no futuro, se procurará o critério da verdade. O que fez o sucesso da doutrina formulada em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns, foi que, por toda parte, cada um pode receber diretamente dos Espíritos a confirmação do que eles contêm. Se, de todas as partes, os Espíritos tivessem vindo contradizê-los, esses livros teriam, depois de tanto tempo, suportado a sorte de todas as concepções fantásticas. O próprio apoio da imprensa não os teria salvo do naufrágio, ao passo que, privados desse apoio, não tiveram um caminho menos rápido, porque tiveram o apoio dos Espíritos, cuja boa vontade compensou, em muito, a má vontade dos homens. Assim o será com todas as ideias emanadas dos Espíritos ou de homens que não puderam suportar a prova deste controle, do qual ninguém pode contestar o poder.

(...)

        O princípio da concordância é, ainda, uma garantia contra as alterações que poderiam infligir ao Espiritismo as seitas que gostariam de se apoderar dele em seu proveito, e acomodá-lo à sua maneira. Quem tentasse desviá-lo do seu objetivo providencial, fracassaria, pela simples razão de que os Espíritos, pela universalidade de seu ensinamento, farão cair toda modificação que se afaste da verdade.

        Resulta de tudo isso uma verdade capital: é que quem quisesse se colocar contra a corrente de ideias, estabelecidas e sancionadas, poderia causar uma pequena perturbação local e momentânea, mas jamais dominar o conjunto, mesmo no presente, e ainda menos no futuro.

        Disso resulta mais: que as instruções dadas pelos Espíritos sobre os pontos da doutrina ainda não elucidados, não seriam lei, porquanto ficariam isoladas; que elas não devem, por conseguinte, ser aceitas senão com todas as reservas e a título de informação.

        Daí a necessidade de se ter, na sua publicação, a maior prudência, e, no caso em que se acreditasse dever publicá-las, importaria não as apresentar senão coo opiniões individuais, mais ou menos prováveis, mas tendo, em todos os casos, necessidade de confirmação. É esta confirmação que se precisa alcançar antes de se apresentar um princípio como verdade absoluta, se não se quer ser acusado de leviandade ou de credulidade irrefletida.

        Os Espíritos superiores procedem, nas suas revelações, com uma extrema sabedoria; eles não abordam as grandes questões da doutrina senão gradualmente, à medida que a inteligência está apta a compreender verdades de uma ordem mais elevada, e que as circunstâncias são propícias para a emissão de uma ideia nova. É por isso que, desde o princípio, eles não disseram tudo, e não disseram tudo ainda hoje, não cedendo jamais à impaciência de pessoas apressadas que querem colher os frutos antes de amadurecidos. Seria, pois, supérfluo querer antecipar o tempo assinalado para cada coisa pela Providência, porque então, os Espíritos verdadeiramente sérios recusariam positivamente seu concurso; mas os Espíritos levianos, pouco se incomodando com a verdade, respondem a tudo; é por essa razão que, sobre todas as questões prematuras, há sempre respostas contraditórias.

        Os princípios acima não são o resultado de uma teoria pessoal, mas a consequência inevitável das condições nas quais os espíritos se manifestam. É evidente que, se um espírito diz uma coisa de um lado, enquanto que milhões de espíritos dizem o contrario alhures, a presunção da verdade não pode estar com aquele que está só, ou quase só na sua opinião ora, pretender ter razão sozinho contra todos, seria tão ilógico da parte de um espírito, como da parte dos homens. Os espíritos verdadeiramente sábios, se não se sentem suficientemente esclarecidos sobre uma questão, não a decidem jamais de um modo absoluto; eles declaram não tratá-la senão sob seu ponto de vista, e aconselham esperar sua confirmação.

        Por grande, bela e justa que seja uma ideia, é impossível que ela reúna, desde o princípio, todas as opiniões. Os conflitos que dela resultam são a consequência inevitável do movimento que se opera; são mesmo necessários para melhor fazer ressaltar a verdade, e é útil que eles ocorram no princípio para que as ideias falsas sejam mais prontamente desgastadas. Os espíritas que nisso concebessem alguns temores devem estar, pois, tranquilizados. Todas as pretensões isoladas cairão, pela força das coisas, diante do grande e poderoso critério do controle universal.

        Não é à opinião de um homem que se deverá aliar-se, mas à voz unânime dos espíritos; não é um homem, não mais nós que um outro, que fundará a ortodoxia espírita; não é, tampouco, um espírito vindo se impor a quem quer que seja; é a universalidade dos espíritos se comunicando sobre toda a Terra por ordem de Deus; aí está o caráter essencial da doutrina espírita, sua força e sua autoridade. Deus quis que sua lei fosse assentada sobre uma base inabalável, por isso não a fez repousar sobre a cabeça frágil de um único homem.

(...)


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Introdução – item II.


terça-feira, 7 de maio de 2019

Música Espírita: O Espiritismo

Música Espírita: O Espiritismo
CD: Luz de Chrystal
Cantora: Helena Cristina



LETRA DA MÚSICA: O Espiritismo

Espiritismo é uma Doutrina, que nos ensina a amar,
ensina a fazer o bem e também a perdoar

Ele é o Consolador, prometido por JESUS,
Codificado por Kardec com os Espíritos de luz

Não se espante meu amigo com essa revelação!
O espiritismo é a luz da nossa transformação

Caminho que leva a Jesus nesse imenso turbilhão(bis)
        
Foi Kardec, nosso amigo, e também o nosso irmão,
o precursor da doutrina e da codificação,

Chico Xavier, o médium do amor, Também a divulgou com muita dedicação
                   
Foi um ser iluminado, que o Pai nos enviou para que se faça  fé em nosso coração (bis)

Essa doutrina com certeza nos levará a Jesus enche o coração de paz e o espírito de luz (bis)

Ela também nos revela com confiante precisão que fora da caridade não haverá salvação!

introdução

Foi Kardec, nosso amigo, e também o nosso irmão,
o precursor da doutrina e da codificação,

Chico Xavier, o médium do amor, Também a divulgou com muita dedicação
                   
Foi um ser iluminado, que o Pai nos enviou para que se faça fé em nosso coração (bis)

Essa doutrina com certeza nos levará a Jesus enche o coração de paz e o espírito de luz

Ela também nos revela com confiante precisão

que fora da caridade não haverá salvação 

que fora da caridade não haverá salvação

terça-feira, 30 de abril de 2019

O SINAL ESPÍRITA

         Quando a pessoa entrou no Espiritismo, é fácil verificar: basta perquirir um fichário ou escutar uma indicação. Entretanto, a fim de positivar se o Espiritismo entrou na pessoa, é indispensável que a própria criatura faça menção disso, através de manifestações evidentes. 

         Vejamos dez das inequívocas expressões do sinal espírita na individualidade, que sempre se representa pelo designativo “mais”, nos domínios do bem:

Mais serviço espontâneo e desinteressado aos semelhantes;
Mais empenho no estudo;
Mais noção de responsabilidade;
Mais zelo na obrigação;
Mais respeito pelos problemas dos outros;
Mais devotamento à verdade;
Mais cultivo de compaixão;
Mais equilíbrio nas atitudes;
Mais brandura na conversa;
Mais exercício de paciência.

        Ser espírita de nome, perante o mundo, decerto que já significa trazer legenda honrosa e encorajadora na personalidade, mas, para que a criatura seja espírita, à frente dos Bons Espíritos, é necessário apresentar o sinal espírita da renovação interior, que, ante a Vida Maior, tem a importância que se confere na Terra às prerrogativas de um passaporte ou ao valor de uma certidão.


Albino Teixeira.
Psicografia Chico Xavier.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

AS DÚVIDAS MAIS FREQUENTES SOBRE A DOUTRINA ESPÍRITA

Confira algumas das Dúvidas mais frequentes enviadas à Federação Espírita Brasileira (FEB) e suas respostas, embasadas na Doutrina Espírita. São mais esclarecimentos sobre como é, o que é o Espiritismo. Para quem está conhecendo agora a Doutrina Espírita é um ótimo meio de instrução,e para quem já conhece não custa nada ler e aprender mais ainda: 


• O que é o Espiritismo?
É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas
Allan Kardec
obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.
“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.” Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)
“O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.” Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. VI – 4)

• O que é reencarnação?
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu aprimoramento. O objetivo da reencarnação é a evolução.

• O que é mediunidade?
A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem. Mas atenção: prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã. Portanto, em hipótese alguma o médium poderá cobrar dinheiro, exigir ou aceitar qualquer forma de recompensa (presentes, dádivas, agrados, etc.) por suas atividades mediúnicas.

• O que são os Espíritos?
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo. Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.

• O que o Espiritismo informa sobre Jesus?

Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou eexemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

• Onde vivem e o que fazem os Espíritos desencarnados?
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados. Eles estudam, trabalham e desenvolvem diversas atividades no mundo espiritual.

• O Espiritismo tem entre seus princípios a crença em Deus?
Sim. O Espiritismo explica que Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais. Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.

• O Espiritismo tem, entre seus princípios, a existência de vida em outros mundos?
Sim. A Doutrina Espírita esclarece que no Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.

• Quantos adeptos do Espiritismo há no Brasil?
De acordo com o Censo 2010 (IBGE), há 3,8 milhões de espíritas no Brasil.

• Quantos Centros Espíritas existem no Brasil?
Cadastrados junto à Federação Espírita Brasileira há 14 mil Centros Espíritas.

• Os Espíritos sabem todas as coisas?
Os Espíritos são as almas dos homens que já perderam o corpo físico. A exemplo do que observamos na Humanidade encarnada, o conhecimento que eles têm é correspondente ao seu grau de adiantamento moral e intelectual. A morte é uma passagem para a vida espiritual e não dá valores morais ou de inteligência a quem não os tem.

• Os Espíritos podem reencarnar em corpos de animais?
Não. Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.

• Espiritismo é o mesmo que Umbanda ou Candomblé?
Não. O Espiritismo é uma doutrina que surgiu na França, em 1857. O Candomblé (de origem africana) e a Umbanda (originária do Brasil) são doutrinas espiritualistas.

• Todos os Espíritos são iguais?
Não. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

• Somente pelo Espiritismo se pode ter contato com os Espíritos?
Não. As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.

• O que é lei de causa e efeito?

É uma lei criada por Deus e que dispõe que o homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas consequências de suas ações. O que fazemos de mal e de bem retornará para nós nessa mesma vida ou em existência posteriores. A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.

• O que é a prece, de acordo com o Espiritismo?
A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a ideia da existência do Criador. A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.
                                  
                                   

• Nas instituições espíritas há algum tipo de pagamento?
Não. Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.

• O Espiritismo revela algo novo?
Sim. O Espiritismo revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida. Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

• O Espiritismo tem rituais ou sacerdotes?
Não. A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade. O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.

• O Espiritismo é proselitista? Existem campanhas para que as pessoas se tornem Espíritas.
Não. O Espiritismo não impõe jamais os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.

• Como o Espiritismo se relaciona com as demais religiões?
O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.



Fonte: Conteúdo do texto do Site da Federação Espírita Brasileira. 
Imagens colocadas pelo Blog Jardim Espírita, para ilustrar a postagem.



terça-feira, 23 de abril de 2019

NAS PROFUNDEZAS



O que te contraria revela o ponto frágil de tua personalidade. 

O que te irrita coloca à mostra o teu orgulho sob disfarce. 

O que te melindra trás à tona o sentimento que vive em tuas profundezas. 

O que consegue te provocar denuncia as imperfeições que dissimulas. 

O que te desequilibra diagnostica o teu grau de intemperança. 

Quase sempre, o homem se assemelha às águas aparentemente tranquilas e cristalinas de um lago, bastando, porém, que algo lhe revolva as entranhas, para que elas se turvem, indicando quanto carecem ainda purificar-se. 

Carlos Baccelli




sexta-feira, 12 de abril de 2019

OLHAI OS LÍRIOS


“... Considerai como crescem os lírios do campo...” – Jesus (Mateus, 6:28)

“Olhai os lírios do campo...” - exortou-nos Jesus.


A lição nos adverte contra as inquietações improdutivas, sem compelir-nos à ociosidade.

Os lírios para se evidenciarem quais se revelam não se afligem e nem ceifam; no entanto, esforçam-se com paciência, desde a germinação, no próprio desenvolvimento, abstendo-se de agitações pela conquista de reservas desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.

Não fiam nem tecem para mostrarem na formosura que os caracteriza; todavia, não desdenham fazer o que podem, a fim de cooperar no enriquecimento do esforço humano.

Não se preocupam em ser gerânios ou cravos e sim aceitam-se na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.

Não cogitam de criticar as outras plantas que lhes ocupam a vizinhança, deixando a cada uma o direito de serem elas mesmas, nas atividades que lhes dizem respeito à própria destinação.

Admitem calor e frio, vento e chuva, deles aproveitando aquilo que lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.
               
Não indagam quanto à condição ou à posição daqueles a quem consigam prestar serviço, seja
acrescentando beleza e perfume à Terra ou ornamentando festas e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.

E, sobretudo, desabrocham e servem, no lugar em que foram situados pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.

Evidentemente, nós, os Espíritos humanos, não somos elementos do reino vegetal, mas podemos aprender com os lírios, serenidade e aceitação, paz e trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem.

Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Chico Xavier.


Fonte: Livro Aulas da Vida. Psicografia de Chico Xavier. Espíritos Diversos.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

MINUTOS DE SABEDORIA: A beleza transitória da matéria passa depressa!




A beleza transitória da matéria passa depressa!

Procure sondar a beleza interna das pessoas com quem convive.

Há flores belíssimas e perfumadas, que só duram poucas horas.

No entanto, apesar de feias, as pedras duram milênios, realizando suas tarefas.
Não seja, pois, leviano.

Não prefira o efêmero ao eterno, a beleza à sabedoria.

Firme-se no que dura para sempre, que é o Espírito imortal, nosso verdadeiro EU, e não no que cedo desaparece.



Fonte: Livro: Minutos de Sabedoria. De C. Torres Pastorino. Mensagem 125.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

EM PRECE


Senhor Jesus! 

Por três séculos de aflição, na alvorada nascente do Evangelho, quantos te seguiam, cultivando-te os princípios e venerando-te a ressurreição além da morte, eram perseguidos, espezinhados, enxovalhados, espancados, espoliados nos bens mais singelos, trancafiados nos cárceres, algemados em postes de martírios, atirados às presas sanguissedentas de animais ferozes ou apartado daqueles a quem mais amavam, a fim de serem assassinados nas praças públicas!... 

Hoje, que as leis humanas evoluíram, cortando, quando possível, os abusos da autoridade e do poder, os espíritas cristãos, que te restauram o ensinamento, não são conduzidos para as arenas de suplícios; entretanto, são igualmente escarnecidos, humilhados, injuriados, desprezados, batidos nas mínimas esperanças, relegados ao desapreço do mundo, marcados a fogo de zombaria, indicados aos golpes da calúnia ou incompreendidos nos sentidos mais santos, por buscarem a Religião da Fraternidade e da Justiça com a certeza do túmulo vazio... 

Afirmaste, porém, que se quisermos encontrar-Te, não nos resta outra alternativa senão a de tornar nossa cruz e seguir-Te. 

Sabemos que estás junto de nós, não por símbolo morto, mas por Mestre vivo – e infatigável, sustentando-nos a fé. Em razão disso, oh! Inefável Amigo, é que os espíritas cristãos e nós outros, - os pequeninos tarefeiros desencarnados que os assistem, - aspiramos acompanhar-Te! 

Apaga em nós qualquer impulso à violência, unge-nos o espírito nas fontes vivas da caridade, inclina-nos ao amor e à tolerância, e, embora trilhemos ainda o carreiro obscuro de velhas imperfeições, deixa que te possamos repetir: 

- Senhor, as nossas almas endividadas, a caminho de tua bênção, te glorificam e te saúdam!... 

Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Chico Xavier.


Fonte: Livro Hoje. Psicografia de Chico Xavier. Pelo Espírito Emmanuel.