Translate

domingo, 31 de julho de 2016

ENERGIA SOLAR


         O sol é uma fonte imensurável de vida, é um acumulo energético do nosso sistema planetário, é a maior expressão física de Deus em favor dos espíritos que carecem dele.

         A sua origem data de bilhões de anos que, para a eternidade, correspondem a frações de segundos. Ele é uma candeia divina sustentadora da vida na Terra. Sem a presença dos raios solares, pereceriam a vegetação, os animais e os homens e, certamente, as águas se tornariam gelos petrificados e a atmosfera iria se modificando, por faltar o oxigênio; não haveria chuvas, enfim, fugiria, a vida estuante, que ocorre pelas bênçãos desse foco de luz, que o amor de Deus criou, para que pudéssemos viver.

       A energia solar se encontra em todas as divisões das mínimas coisas, desde o átomo até as grandes árvores, desde o animal até os homens, desde os oceanos até a totalidade da atmosfera.

       Quando meditamos na grandeza do sol e no que ele significa para nós e para as coisas da Terra, a sensibilidade nos leva à analogia profunda e, por assim dizer, a uma humildade benéfica que se traduz em amor ao Criador. A profusão de energias positivas, oriundas do Sol, atenua o magnetismo exudado do ambiente da Terra e desintegra grande parte de ondas mentais que, por invigilância, deu-se oportunidade de formar.

        A luz é realmente benfeitora em todas as circunstâncias. Ela é como câmara fotográfica de alta sensibilidade, plasmando tudo o que clareia e viajando para o cosmo infinito com todo o arquivo daquilo que presenciou. Os fotônios da luz do Astro-Rei viajam em todas as direções com a velocidade que lhe é peculiar. Eis aí a pressa de fazer o bem, onde quer que seja. Cada filete luminoso é uma mensagem de esperança ou diminuta partícula do amor universal de Deus para estabelecer a paz e a alegria.

        Procurai, na hora das vossas orações, visualizar um sol saindo no horizonte, banhando todo o vosso corpo, e infiltrando em vós energias novas, como, também, em quem desejardes que seja beneficiado pelas vossas rogativas.

        A autossugestão, para que isso se torne uma realidade, é muito interessante, porque isso é fé, é esperança, são ideias positivas de valores incontestáveis. Se não presenciastes ainda um nascer do sol, em dias límpidos, fazei o favor de assistir ao maior espetáculo da Terra. E conversai com essa luz que vos olha, que vos entende, que vos beneficia. O sol é como um olho de Deus em favor da existência do planeta. Quando estais comendo uma fruta, sabeis quanto tem nela de sol? Quando estais bebendo um copo de água, já pensastes o quanto de energia solar ali está para vos beneficiar? Quando estais respirando, a gama solar está penetrando em vós. Ele ainda é pai e mãe dos planetas que nos cercam.

         Qualquer um de nós pode ser um sol na vida de muitas pessoas. Depende de desentulharmos a mente, quebrarmos a casca que nos envolve, de egoísmo e presunção, de maldade e de orgulho, reconhecendo o Soberano Arquiteto do Universo como a fonte de vida universal. E passaremos a participar, positivamente, de todos os elementos da Terra, infiltrando energias superiores em todos os corações.

         O Sol, como centro energético de todo o nosso sistema, recebe, diretamente,
fluido imponderáveis espiritual das mãos luminosas dos engenheiros siderais junto ao Cristo. E como reator cósmico distribui, a nós outros, na cadência que lhe é própria. E a alma, quando se torna um Sol espiritual, sintoniza-se igualmente com grandes benfeitores do mundo maior, recebendo destes uma profusão de energias divinas, consubstanciando-as em fluidos eletromagnéticos, e redistribuindo-as para os sofredores, para todos os homens, animais e coisas que os cercam.

         Já pensastes no valor da vossa disposição no bem? Antes de tomardes o vosso leito, para o devido descanso do corpo, limpai a vossa mente dos contrates do mundo, colocai em vossos pensamentos a paz, nos vossos lábios um sorriso, e formulai uma pequena prece de agradecimento pela escola da Terra durante o dia e ide para o além, lutar em outra dimensão, tranquilo de terdes cumprido o vosso dever.

        E no amanhecer, fazei o mesmo. Cantai por dentro, que alguém canta para vós por fora, e a vossa vida se tornará um sol para a vida.


Fonte: Horizontes da Mente. João Nunes Maia. Pelo Espírito Miramez. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

EVOLUÇÃO ESTELAR. DO INÍCIO A TUDO!

         Em astronomia, evolução estelar é a sequência de mudanças radicais que uma estrela sofre durante seu tempo de vida. Dependendo da massa da estrela, sua vida varia entre alguns milhões de anos (para as mais massivas) até trilhões de anos (para as menos massivas.

         A evolução estelar não é estudada pela observação do ciclo de vida de uma única estrela; a maioria das mudanças estelares ocorre tão vagarosamente que só seriam detectáveis depois de muitos e muitos séculos. Em vez disto, astrofísicos tentam entender como as estrelas evoluem pela observação de numerosas estrelas, cada uma em um diferente ponto do ciclo da vida, e pela simulação da estrutura estelar com modelos em computador.

         As estrelas "nascem" a partir de nebulosas constituídas, em grande parte, por gases, poeira e partículas sólidas. Alguns cientistas explicam que existe uma atração recíproca entre as partículas de matéria que compõe a grande nuvem ou a nebulosa. Essa atração é denominada força de gravidade. Em razão da força de gravidade, a matéria que constitui uma nebulosa se agrupa, compondo uma massa compacta e formando os astros.

          Alguns astros alcançam um tamanho gigantesco, e a temperatura no seu interior é elevadíssima. A pressão e o aquecimento se tornam tão intensos no centro desses astros que uma grande quantidade de energia é liberada sob forma de calor e luz. Essa propriedade de produzir o próprio calor e a própria luz é o que diferencia as estrelas dos planetas e de outros astros.

          O brilho das estrelas é produzido por parte de sua energia, que se irradia pelo espaço sob a forma de luz. As estrelas não duram para sempre. Elas "nascem", “evoluem”, "morrem" e “transformam-se”. Esse mesmo processo ocorre com o sol, pois ele também é uma estrela.

         As estrelas causam fascínio desde os primeiros registros históricos da humanidade. De mitos à navegação, elas foram durante muitos anos os únicos guias geográficos dos viajantes.

         Mas quando uma estrela morre, simplesmente ela se transforma em algo muito mais complexo como um berçário para a formação de novas estrelas ou até mesmo um buraco negro massivo. Vejamos a segui como trabalha os elementos químicos durante o processo de morte de uma estrela:


Quando o hidrogênio, combustível do núcleo das estrelas, acaba, aquelas com massa equivalente a até 40% do nosso sol começam a morrer.




Apesar do pouco que sabemos sobre o universo (que é 95% composto pela massa escura, sobre a qual não sabemos absolutamente nada), as estrelas sempre estiveram na linha de estudo dos astrônomos. Afinal, é por causa de uma delas, o sol, que existimos.



Um dos fenômenos que mais impressionam os cientistas é a morte dessas bolas de gás. O verdadeiro show de luzes pode ser visto, inclusive, do quintal de uma casa, com a ajuda de um telescopio, com as brilhantes estrelas vermelhas em seus últimos momentos de vida sendo vistas como pontos no céu noturno.


Veja na galeria de fotos abaixo como foi o processo da estrela nebula m2-9, registrado pelo telescópio hubble:



A primeira fase do processo é se transformarem em estrelas gigantes vermelhas, grandes bolas de gás hélio em combustão.



Os ventos estelares criados por essa explosão empurram as camadas mais superficiais da estrela.



Quando o hélio acaba, o núcleo restante se contrai até virar uma estrela anã-branca, um corpo que produz uma intensa luz ultravioleta.



Essa luz ioniza os átomos afastados pelo vento. Quando os elétrons de fora se recombinam, a estrela morta emite luzes em diferentes ondas.



Os átomos de hidrogênio se tornam vermelhos e os de oxigênio, enxofre, sódio, carbono e nitrogênio produzem luzes verdes, azuis e amarelas.



Cerca de 80% das estrelas emitem essas luzes em variadas direções, a maioria com difusão bipolar. Ou seja, dois feixes de luz, cada um saindo de um polo da estrela.
         Esses feixes fazem uma rotação junto da estrela e vão colidindo com o restante dos elétrons soltos das camadas exteriores, aqueles que foram soprados pelo vento da explosão.

        Observações mostram que cerca de 10 vezes do peso da lua em material é ejetado por estrelas a cada ano.



         Sob as Leis Divinas que regem o Universo, nada se perde, mas se transforma assim como tudo o que vemos ao nosso redor. Como vimos até as estrelas “nascem”, “evoluem”, “morrem” e “transformam-se”, assim como todo ser vivo que conhecemos e que desconhecemos por todo o Universo, e como nós humanos, pois a morte do corpo físico é que possibilita a passagem para o espírito chegar na dimensão espiritual. Assim, nada se perde ou simplesmente se destrói ou acaba, mas tudo em absoluto se transforma, apenas não vemos porque não temos a sutileza de enxergar; um exemplo básico ao nossos olhos é quando a água entra em ebulição e se transforma em vapor estando em um tom mais leve. Assim é como a morte, em que o espírito deixa o envoltório físico, e parte para o mundo espiritual estando em um tom mais leve, por isso que nossos olhos não conseguem enxergar o corpo espiritual com facilidade por não está no mesmo nível vibratório que nós. Assim, também é com os diferentes tipos de vidas, seres em outros orbes, em que não conseguimos enxergar por estarem vibrando em níveis diferentes que nós. Então lembremos, nada acaba, tudo se transforma, para algo melhor, para progredir, para o progresso evolutivo.

        E cada vez mais com o avanço da ciência sob a Permissão de Deus, equipamentos mais aperfeiçoados serão criados que nos permitirá ver os vislumbres do Universo, com as bençaos de Deus em seu infinito amor.



Se você gostou desta postagem, você vai gostar da postagem sobre:

O Universo, uma pequena viagem


sexta-feira, 15 de julho de 2016

ORAÇÃO NOSSA


Senhor,
ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho,
a dar sem olhar a quem,
a servir sem perguntar até quando,
a sofrer sem magoar seja a quem for,
a progredir sem perder a simplicidade,
a semear o bem sem pensar nos resultados,
a desculpar sem condições,
a marchar para a frente sem contar os obstáculos,
a ver sem malícia,
a escutar sem corromper os assuntos,
a falar sem ferir,
a compreender o próximo sem exigir entendimento,
a respeitar os semelhantes sem reclamar consideração,
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever sem cobrar taxas de reconhecimento.

Senhor,
fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós.
Auxilia-nos sobretudo a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente aquela de cumprir os desígnios, onde e como queiras, hoje, agora e sempre.


Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Chico Xavier.



Escute no vídeo abaixo a Oração Nossa na voz de Chico Xavier:



Fonte: Livro: A Luz da Oração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Pelo Espírito Emmanuel.

domingo, 10 de julho de 2016

ELIMINANDO A CULPA

          Quando toma-se consciência de uma falta cometida, o sentimento de culpa aparece, assim a razão traz o sofrimento do dano material ou moral cometido a si mesmo ou a outro indivíduo. E este sentimento pode ser encarado de uma forma saudável ou patológica. 


         Na culpa saudável, o indivíduo sente o arrependimento sincero, apesar de sentir o peso da falta, o indivíduo se impulsiona a reparação, a mudança de sua faixa de pensamento. Assim, constata o erro cometido, em que o leva à não acumular mais dívidas, sem querer mais praticar tal falta. Mas, não deve-se apenas ficar em não repetir o mesmo erro, é necessário trabalhar pela reparação dos atos cometidos.

         Na culpa patológica, indivíduo fecha-se em sua dor vivenciando o remorso; fica em seus pensamentos como se fosse uma área fechada; acreditando ‘de forma errada’ que se sentir a dor repetida, estará quitando o erro cometido; lamenta-se; acredita que não é merecedor de nada bom. Desta forma não está se ajudando em nada, e sim prolongando-se no erro, gastando as suas energias no processo errado, é como se estivesse estacionado na caminhada evolutiva, uma trava psicológica que leva a sérias doenças na mente e no corpo físico. Assim, não consegue amadurecer psicologicamente, para conquistar o autoperdão, e entender que é preciso trabalhar para reparar os erros cometidos, voltando suas energias para o processo libertador.

         Não há mais que lamentar o erro cometido, nem viver no mesmo ciclo de ideias doentias causada pelas faltas. O que importa é ter a consciência do erro, do ato praticado, e o arrependimento verdadeiro, e seguir em frente, sim, pois Deus quer isto para nós. Seguir em frente com a pratica do amor, pois ‘o amor cobre a multidão de pecados’, como Jesus nos ensinou.

         A Doutrina Espírita nos esclarece que, não existe erro que não seja possível de ser corrigido. Pois, todos nós cometemos erros. E as leis divinas permitem a todo o momento a reabilitação por diversos meios para reparar as nossas faltas.

        Allan Kardec nos informa no livro O Céu e o Inferno, que: “O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regressão, não basta por si só; precisas a expiação e a reparação. (...) Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências.”

        As boas ações que podemos praticar que nos faz entrar em um processo de mudança interior, de autoperdão, de libertação, e faz cobrir os erros cometidos, e fechar a ferida da culpa carregada, culpa esta muitas vezes inconsciente. Divalvo Franco, fala que: “Não estamos na Terra para pagar, mas, sim, para resgatar pelo amor os erros que cometemos pela arbitrariedade. Errar é normal. Reabilitar-nos é dever moral.”

       Devemos saber que quando erramos, perturbamos a Ordem Universal, e apenas estamos reabilitados quando recompomos a Ordem Universal. Tudo que se fizer de bom é uma recompensa para a reparação do erro cometido, assim cada ato de amor vai aos poucos eliminando o mal praticado, e mudando o indivíduo interiormente e o seu estado mental.

       “Não cultive a consciência de culpa e não olhe para trás! Não se autopuna e nem se entregue a depressão! A Divindade nos enseja, na reencarnação, a oportunidade abençoada de crescer e amar.” – Divaldo Franco.

“A vitória mais bela que se pode alcançar é vencer a si mesmo.” 
– Santo Inácio de Loyola.



segunda-feira, 4 de julho de 2016

PROCESSOS DE LIBERTAÇÃO DA CULPA


          Há uma culpa saudável que deve acompanhar os atos humanos quando os mesmos não correspondem aos padrões do equilíbrio e da ética. Esse sentimento, porém, deve ser encarado como um sentido de responsabilidade.

         Sem ela, perder-se-ia o controle da situação, permitindo que os indivíduos agissem irresponsavelmente.

         Todas as criaturas cometem erros, alguns de natureza grave. No entanto, não tem por que desanimar na luta ou abandonar os compromissos de elevação moral.

         O antídoto para a culpa é o perdão. Esse perdão poderá ser direcionado a si mesmo, a quem foi a vítima, à comunidade, à Natureza.

         Desde que a paz e a culpa não podem conviver juntas, porque uma elimina a presença da outra, torna-se necessário o exercício da compreensão da própria fraqueza, para que possa a criatura libertar-se da dolorosa injunção.

         A coragem de pedir perdão e a capacidade de perdoar são dois mecanismos terapêuticos liberadores da culpa.

        Consciente do erro, torna-se exequível que se busque uma forma de reparação, e nenhuma é mais eficiente do que a de auxiliar aquele a quem se ofendeu ou prejudicou, ensejando-lhe a recomposição do que foi danificado.

        Tratando-se de culpa que remanesce no inconsciente, procedente de existência passada, a mudança de atitude em relação à vida e aos relacionamentos, ensejando-se trabalho de edificação, torna-se o mais produtivo recurso propiciador do equilíbrio e libertador da carga conflitiva.

        Ignorando-se-lhe a procedência, não se lhe impede a presença em forma de angústia, de insegurança, de insatisfação, de ausência de merecimento a respeito de tudo de bom e de útil quanto sucede... Assim mesmo, o esforço em favor da solidariedade e da compaixão, elabora mecanismos de diluição do processo afligente.

        É comum que o sentimento de vergonha se instale no período infantil, quando ainda não se tem ideia de responsabilidade de deveres, mas se sabe o que é correto ou não para praticar. Não resistindo ao impulso agressivo ou à ação ilegítima, logo advém a vergonha pelo que foi feito, empurrando para fugas psicológicas automáticas que irão repercutir na idade adulta, embora ignorando-se a razão, o porquê.

         A culpa tem a ver com o que foi feito de errado, enquanto que o sentimento de vergonha denota a consciência da irresponsabilidade, o conhecimento da ação negativa que foi praticada.

        Somente a decisão de permitir-se herança perturbadora, que remanesce do período infantil, superando-a, torna possível a conquista do equilíbrio, da auto-segurança, da paz.

       A saúde mental e comportamental impõe a liberação da culpa, utilizando-se do contributo valioso do discernimento que avalia a qualidade das ações e permite as reparações quando equivocadas e o prosseguimento delas quando acertadas.



Fonte: Do livro “Conflitos Existenciais” pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco.

terça-feira, 28 de junho de 2016

AS CONSEQUÊNCIAS DA CULPA NÃO LIBERADA - PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS


A culpa encontra sintonia com as paisagens mais escuras da personalidade humana em que se homizia.

Os conflitos e as mesquinhezes dos sentimentos nutrem-se da presença da culpa, levando a estertores agônicos aquele que lhe sofre a injunção.

Acabrunha e desarticula os mecanismos da fraternidade, tornando o paciente arredio e triste, quando não infeliz e desmotivado.

As suas ações tornam-se policiadas pelo medo de cometer novos desatinos e quase sempre é empurrado para a depressão.

Vezes, porém, outras, apresenta-se com nuanças muito especiais, mediante as quais há uma forma de escamoteá-la através de escusas e de justificações indevidas.

Assevera-se, nessa conduta, que é normal errar, e, sem dúvida, o é, mas não permanecendo em contínua postura de equívocos, prejudicando outras pessoas, sem o reconhecimento das atitudes infelizes que devem sempre ser recuperadas.

Tormentosa é a existência de quem se nutre de culpa, sustentando-a com a sua insegurança. Tudo quanto lhe acontece de negativo, mesmo as ocorrências banais, é absorvido como sentimentos necessários à reparação.

A infância conflituosa, não poucas vezes induz o educando à raiva, ao desejo de vingança, à morte dos pais ou dos mestres. Isto ocorre como catarse liberadora do desgosto. Quando, mais tarde, ocorre algo de infelicitador com aquele a quem foram dirigidos a ira e o desejo de desforço, a culpa instala-se, automaticamente, no enfermo, provocando arrependimento e dor.

Determinados acontecimentos têm lugar, não porque sejam desejados, mas porque sucedem dentro dos fenômenos humanos. Entretanto, a consciência aturdida aflige-se e procura mecanismo de autopunição, encontrando na culpa a melhor forma de descarregar o conflito.

Quando, num acidente, alguém morre ao lado de outrem que sobreviveu, em caso de este não possuir estabilidade emocional, logo se refugia na culpa de haver tomado o lugar na vida que pertencia ao que sucumbiu, sem dar-se conta de que sempre teve igualmente direito à existência.

Tal comportamento mórbido castra muitas iniciativas e desencadeia outros processos autopunitivos de que a vítima não se dá conta.

O arrependimento, que deve ser um fenômeno normal de avaliação das ações, mediante os resultados decorrentes, torna-se, na consciência de culpa, uma chaga a purgar mal-estar e desconfiança.

Como forma de esconder o conflito, surge a autocomiseração, a autocompaixão, quando seria mais correto a liberação do estado emocional, mediante a reparação, se e quando possível.

Reprimir a culpa, tentar ignorá-la é tão negativo quando aceitá-la como ocorrência natural, sem o discernimento da gravidade das ações praticadas.

À medida que é introjetada, porém, a culpa assenhoreia-se da emoção e torna-se punitiva, castradora e perversa.

Gerando perturbações emocionais, pode induzir a comportamentos doentios e atitudes criminosas, em face de repressões da agressividade, de sentimentos negativos incapazes de enfrentamentos claros e honestos que empurram para a traição, para os abismos sombrios da personalidade.

Porque se nutre dos pensamentos atormentadores, o indivíduo sente-se desvalorizado e aflige-se com ideias pessimistas e desagradáveis. Acreditando-se desprezíveis, algumas personalidades de construção frágil escorregam para ações mais conflitivas.

Nos criminosos seriais, por exemplo, a culpa inconsciente propele-os a novos cometimentos homicidas, além do inato impulso psicopata e destrutivo que lhes anula os sentimentos e a lucidez em torno das atrocidades cometidas. Portadores de uma fragmentação da mente, permanecem incapazes de uma avaliação em torno dos próprios atos.

Podem apresentar-se gentis e atraentes, conseguindo, dessa forma, conquistar as suas futuras vítimas, antegozando, no entanto, a satisfação da armadilha que lhes prepara, estimulando-os ao golpe final.

Bloqueando a culpa, saciam-se, por breve tempo, na aflição e no desespero de quem leva à consumpção. Quanto maior for o pavor de que o outro dê mostra, mais estímulo para golpear experimenta o agressor. A fúria sádica explode em prazer mórbido e cessa até nova irrupção.


Fonte: Do livro “Conflitos Existenciais” pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

CULPA – PELO ESPÍRITO EMMANUEL


        Quando fugimos ao dever precipitamo-nos no sentimento de culpa, do qual se origina o remorso, com múltiplas manifestações, impondo-nos brechas de sombra aos tecidos sutis da alma.

        E o arrependimento, incessantemente fortalecido pelos reflexos de nossa lembrança amarga, transforma-se num abcesso mental, envenenando-nos, pouco a pouco, e expelindo, em torno, a corrente miasmática de nossa vida íntima, intoxicando o hausto espiritual de quem nos desfruta o convívio.

         À feição do ímã, que possui campo magnético específico, toda criatura traz consigo o halo ou aura de forças criativas ou destrutivas que lhe marca a índole, no feixe de raios invisíveis que arroja de si mesma. É por esse halo que estabelecemos as nossas ligações de natureza invisível nos domínios da afinidade.

         Operando a onda mental em regime de circuito, por ela incorporamos, quando moralmente desalentados, os princípios corrosivos que emanam de todas as Inteligências, encarnadas ou desencarnadas, que se entrosem conosco no âmbito de nossa atividade e influência.

         Projetando as energias dilacerantes de nosso próprio desgosto, ante a culpa que adquirimos, quase sempre somos subitamente visitados por silenciosa argumentação interior que nos converte o pesar, inicialmente alimentado contra nós mesmos, em mágoa e irritação contra os outros.

         É que os reflexos de nossa defecção, a torvelinharem junto de nós, assimilam, de imediato, as indisposições alheias, carreando para a acústica de nossa alma todas as mensagens inarticuladas de revolta e desânimo, angústia e desespero que vagueiam na atmosfera psíquica em que respiramos, metamorfoseando-nos em autênticos rebelados sociais, famintos de insulamento ou de escândalo, nos quais possamos dar pasto à imaginação virulada pelas mórbidas sensações de nossas próprias culpas.

        É nesse estado negativo que, martelados pelas vibrações de sentimentos e pensamentos doentios, atingimos o desequilíbrio parcial ou total da harmonia orgânica, enredando corpo e alma nas teias da enfermidade, com a mais complicada diagnose da patologia clássica.

        A noção de culpa, com todo o séquito das perturbações que lhe são consequentes, agirá com os seus reflexos incessantes sobre a região do corpo ou da alma que corresponda ao tema do remorso de que sejamos portadores.

        Toda deserção do dever a cumprir traz consigo o arrependimento que, alentado no espírito, se faz acompanhar de resultantes atrozes, exigindo, por vezes, demoradas existências de reaprendizado e restauração.

        Cair em culpa demanda, por isso mesmo, humildade viva para o reajustamento tão imediato quanto possível de nosso equilíbrio vibratório, se não desejamos o ingresso inquietante na escola das longas reparações.

        É por essa razão que Jesus, não apenas como Mestre Divino mas também como Sábio Médico, nos aconselhou a reconciliação com os nossos adversários, enquanto nos achamos a caminho com eles, ensinando-nos a encontrar a verdadeira felicidade sobre o alicerce do amor puro e do perdão sem limites.



Fonte: Livro Pensamento e Vida, de Emmanuel, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier. Cap. 22.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

A PSICOLOGIA DA CULPA

         O Texto a seguir é do Espírito Joanna de Ângelis, em que ela aborta a culpa decorrente de vidas passadas e a culpa que tem origem na infância. E mostra-nos a resultante do que este sentimento causa no indivíduo. Boa leitura.


         Duas são as causas psicológicas da culpa: a que procede da sombra escura do passado, da consciência que se sente responsável por males que haja praticado em relação a outrem e a que tem sua origem na infância, como decorrência da educação que é ministrada.

          A culpa é resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro, em forma de sensação de algo que foi feito erradamente.

          Este procedimento preexiste à vida física, porque originário, na sua primeira proposta, como gravame cometido contra o próximo, que gerou conflito de consciência.

          Quando a ação foi desencadeada, a raiva, o ódio ou o desejo de vingança, ou mesmo a inconsequência moral, não se permitiram avaliação do desatino, atendendo ao impulso nascido na mesquinhez ou no primarismo pessoal. Lentamente, porém, o remorso gerou o fenômeno de identificação do erro, mas não se fez acompanhar de coragem para a conveniente reparação, transferindo para os arquivos do Espírito o conflito em forma de culpa, que ressuma facilmente ante o desencadear de qualquer ocorrência produzida pela associação de ideias condutora da lembrança inconsciente.

          Quando isto ocorre, o indivíduo experimenta insopitável angústia, e procura recurso de autopunição como mecanismo libertador para a consciência responsável pelo delito que ninguém conhece, mas se lhe encontra ínsito no mapa das realizações pessoais, portanto, intransferível.

          Apresenta-se como uma forte impregnação emocional, em forma de representações ou idéias (lembranças inconscientes), parcial ou totalmente reprimidas, que ressurgem no comportamento, nos sonhos, com fortes tintas de conflito psicológico.

          Na segunda hipótese, a má formação educacional, especialmente quando impede a criança de desenvolver a identidade, conspira para a instalação da culpa.

          Normalmente exige-se que o educando seja parcial e adulador, concordando

com as ideias dos adultos – pais e educadores – que estabelecem os parâmetros da sua conduta, sem terem em vista a sua espontaneidade, a sua liberdade de pensamento, a sua visão da existência humana em desenvolvimento e formação.

         É de lamentar-se que as crianças sejam manipuladas por genitores e professores, quando frustrados, que lhes transmitem a própria insegurança, insculpindo-lhes comportamentos que a si mesmos se agradam em detrimento do que é de melhor para o aprendiz.

         Precipita-se-lhe a fase do desenvolvimento adulto com expressões pieguistas, nas quais se afirmam: “já é uma mocinha”, “trata-se de um rapazinho”, inculcando-lhes condutas extravagantes, sem que deixem de ser realmente crianças.

        A vida infantil é relevante na formação da personalidade, na construção da consciência do Si, na definição dos rumos existenciais.

        A conduta dos adultos grava no educando a forma de ser ou de parecer, de conviver ou de agradar, de conquistar ou de utilizar-se, dando surgimento, quase sempre, quando não correta, a inúmeros conflitos, a diversas culpas.

       Constrangida a ocultar a sua realidade, a fim de não ser punida, sentindo-se obrigada a agradar os seus orientadores, a criança compõe um quadro de aparência como forma de conveniência, frustrando-se profundamente e perturbando o caráter moral que perde as diretrizes de dignidade, os referenciais do que é certo e do que é errado.

       Essa má-educação é imposta para que os educandos sejam bons meninos e boas meninas, o que equivale dizer, que atendam sempre aos interesses dos adultos, não os contrariando, não os desobedecendo. Bem poucas vezes pensa-se no bem estar da criança, no que lhe apraz, naquilo que lhe é compatível com o entendimento.

       Vezes outras, como forma escapista da própria consciência os pais cumulam os filhos com brinquedos e jogos, em atitude igualmente infantil de suborno emocional, a fim de os distrair, em realidade, no entanto, para fugirem ao dever da sua companhia, dos diálogos indispensáveis, da convivência educativa mais pelos atos do que pelas palavras.

        Apesar de pretender-se tornar independente o educando, invariavelmente ele cresce co-dependente, isto é, sem liberdade de ação, de satisfação, culpando-se toda vez que se permite o prazer pessoal fora dos padrões estabelecidos e das imposições programadas.

       Para poupar-se a problemas, perde a capacidade de dizer não, a espontaneidade de ser coerente com o que pensa, com o que sente, com o que deseja.

       Não poucas vezes, a criança é punida quando se opõe, quando externa o seu pensamento, quando se nega, alterando a maneira de ser, a fim e evitar-se os sofrimentos.

       Há uma necessidade psicológica de negar-se, de dizer-se não, sempre que se faça próprio, sem a utilização de métodos escapistas que induzem à pusilanimidade, à incoerência de natureza moral

       Não se pode concordar com tudo, e, ipso facto, omitir-se de dizer-se o que se pensa, de negar-se, de ser-se autêntico. Certamente a maneira de expressar a opinião é que se torna relevante, evitando-se a agressividade na resposta negativa, a prepotência na maneira de traduzir o pensamento oposto. Torna-se expressivo, de certo modo, não exatamente o que se diz, mas a maneira como se enuncia a informação.

       Esse hábito, porém, deve ser iniciado na infância, embutindo-se no comportamento do educando a coragem de ser honesto, mesmo que a preço de algum ônus.

       Essa insegurança na forma de proceder e a dubiedade de conduta, a que agrada aos outros e aquela que a si mesmo satisfaz, quase sempre desencadeiam processos sutis de culpa, que passam a zurzir o indivíduo na maioria das vezes em que é convidado a definir rumos de comportamento.

       A culpa pode apresentar-se a partir do momento em que se deseja viver a independência, como se isso constituísse uma traição, um desrespeito àqueles que contribuíram para o desenvolvimento da existência, que deram orientação, que se esforçaram pela educação recebida. Entretanto, merece considerar que, se o esforço foi realizado com o objetivo de dar felicidade, a mesma começa a partir do instante em que o indivíduo afirma-se como criatura, em que tem capacidade para decidir, para realizar, para fazer-se independente.

       Os adultos imaturos, no entanto, diante desse comportamento cobram o pagamento pelo que fizeram, dizendo-se abandonados, queixando-se de ingratidão, provocando sentimentos injustificáveis de culpa, conduta essa manipuladora e infeliz.

       Esse método abusivo é normalmente imposto à infância, propiciando que a culpa se instale, quando a criança dá-se conta de que pensa diferente dos seus pais, exigindo desses educadores sabedoria para poderem diluí-la e apoiarem o que seja correto, modificando o que não esteja compatível com a educação.

       A culpa é algoz persistente e perigoso, que merece orientação psicológica urgente.


Fonte: Do livro “Conflitos Existenciais” pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O SENTIMENTO DE CULPA

          Já tivermos inúmeras vidas, passamos por varias culturas, raças, níveis sociais, tempos da história terrena... Com erros e acertos, possivelmente errando mais que acertando. E determinados erros grava no espírito o sentimento de culpa.

          Estes erros acarreta no espírito quando desencarna uma condição moral precária. Carrega no plano espiritual os tormentos das suas falhas, com remorso e sem esquecer os erros que cometeu, com a situação difícil de vivenciar, para esquecer temporariamente os atos cometidos, para trabalhar a sua culpa, redimir-se, perdoar-se, implora pela oportunidade de reencarnar novamente, muitas vezes em condições precárias, assim a vida na matéria surge como um refugio em seu socorro, para esquecer de si mesmo temporariamente e dos erros praticados.

          Deus concede a benção do esquecimento quando reencarnamos, porque seria impossível de convivermos com fatores do nosso passado, como vimos a reencarnação no assunto de culpa é um refugio, por esquecer temporariamente os atos cometidos em outra experiência física. No entanto, apesar do esquecimento do passado carrega-se traços, resquícios da personalidade passada, ou seja, as reencarnações anteriores deixa características psíquicas, pelo jeito como se ver, se encara o mundo, a vida, como se vive, as aspirações, as tendências... Apesar do esquecimento.


          Assim, há pessoas que carregam o sentimento de culpa sem saber o por que, e do que acarretou tal sentimento, sendo isto reminiscências, lembranças inconscientes da vida passada, devido a intensidade da experiência e porque quando estava na erraticidade (vivendo no mundo espiritual entre uma encarnação e outra) imporam a si mesmos de forma punitiva o pensamento fixo do ato negativo cometido, que quando reencarnam novamente passam o tempo inteiro esperando sofrimento, tragédia.

          A culpa produz inúmeras aflições, isto porque instala-se de modo doentio e é como corroesse as emoções, permitindo que se instale na mente conflitos que leva a loucura, sendo consequência da insegurança psicológica no julgamento das próprias ações. O espírito Joanna de Ângelis afirma que: “A culpa deflui de uma ação física ou mental portadora de carga emocional negativa em relação a outrem ou a si mesmo.”

          Estas faltas cometidas são como fantasmas que assombram a consciência do indivíduo culpado, podendo leva-lo a passar a existência física consumindo-se em desespero, raiva, tristeza, lamentação, mágoa... Abrindo-se para o estado depressivo, e assim para as incidências obsessivas, pois devido ao seu estado de culpa os espíritos inferiores o manipulam para causar graves danos espirituais, provocando quadros de pessimismo, desânimo, desconforto emocional, podendo em casos mais graves e crônicos levar à loucura, ou até mesmo à morte física.

          Os espíritos culpados estão no caminho da regeneração, mas precisam estar sempre prevenido-se contra as reminiscências infelizes do passado de culpa, isto porque ficar trazendo a mente a lembrança dos erros cometidos não ajuda em nada, o que se tem que ter é consciência do estado em que a sua moral se apresenta no caminho evolutivo, para poder saber onde se deve trabalhar com maior perseverança e avançar sem medo de recomeçar sempre que falhar novamente, é buscar melhoras com a auto ajuda de forma permanente, até vencer a si mesmo. Não é necessário ficar sempre buscando nas lembranças desta ou de outras existências as causas dos sofrimentos atuais, que estas falhas podem-se e devem-se serem solucionadas. Lembremos de Mestre Jesus: “Orai e vigiai.” É a atitude que sempre temos que tomar.

           No livro Sendas Luminosas de Divaldo Franco, pelo espírito de Joanna de Ângelis, encontramos que: “A ascensão é experiência grave que exige esforço e decisão imbatíveis. Qualquer desalento ou incerteza frustra o programa de crescimento íntimo, conspirando contra o prosseguimento da marcha... Não há, na Terra, pessoa alguma que se encontre sem haver passado pelo caminho do erro para acertar, da sombra para alcançar a luz, do sofrimento para melhor amar...
Consciência de culpa é porta aberta para a reparação e não para a descida ao abismo do sofrimento.”