
Na culpa saudável, o indivíduo sente o arrependimento sincero, apesar de sentir o peso da falta, o indivíduo se impulsiona a reparação, a mudança de sua faixa de pensamento. Assim, constata o erro cometido, em que o leva à não acumular mais dívidas, sem querer mais praticar tal falta. Mas, não deve-se apenas ficar em não repetir o mesmo erro, é necessário trabalhar pela reparação dos atos cometidos.
Na culpa patológica, indivíduo fecha-se em sua dor vivenciando o remorso; fica em seus pensamentos como se fosse uma área fechada; acreditando ‘de forma errada’ que se sentir a dor repetida, estará quitando o erro cometido; lamenta-se; acredita que não é merecedor de nada bom. Desta forma não está se ajudando em nada, e sim prolongando-se no erro, gastando as suas energias no processo errado, é como se estivesse estacionado na caminhada evolutiva, uma trava psicológica que leva a sérias doenças na mente e no corpo físico. Assim, não consegue amadurecer psicologicamente, para conquistar o autoperdão, e entender que é preciso trabalhar para reparar os erros cometidos, voltando suas energias para o processo libertador.
Não há mais que lamentar o erro cometido, nem viver no mesmo ciclo de ideias doentias causada pelas faltas. O que importa é ter a consciência do erro, do ato praticado, e o arrependimento verdadeiro, e seguir em frente, sim, pois Deus quer isto para nós. Seguir em frente com a pratica do amor, pois ‘o amor cobre a multidão de pecados’, como Jesus nos ensinou.
A Doutrina Espírita nos esclarece que, não existe erro que não seja possível de ser corrigido. Pois, todos nós cometemos erros. E as leis divinas permitem a todo o momento a reabilitação por diversos meios para reparar as nossas faltas.
Allan Kardec nos informa no livro O Céu e o Inferno, que: “O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regressão, não basta por si só; precisas a expiação e a reparação. (...) Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências.”
As boas ações que podemos praticar que nos faz entrar em um processo de mudança interior, de autoperdão, de libertação, e faz cobrir os erros cometidos, e fechar a ferida da culpa carregada, culpa esta muitas vezes inconsciente. Divalvo Franco, fala que: “Não estamos na Terra para pagar, mas, sim, para resgatar pelo amor os erros que cometemos pela arbitrariedade. Errar é normal. Reabilitar-nos é dever moral.”
Devemos saber que quando erramos, perturbamos a Ordem Universal, e apenas estamos reabilitados quando recompomos a Ordem Universal. Tudo que se fizer de bom é uma recompensa para a reparação do erro cometido, assim cada ato de amor vai aos poucos eliminando o mal praticado, e mudando o indivíduo interiormente e o seu estado mental.
“Não cultive a consciência de culpa e não olhe para trás! Não se autopuna e nem se entregue a depressão! A Divindade nos enseja, na reencarnação, a oportunidade abençoada de crescer e amar.” – Divaldo Franco.
“A vitória mais bela que se pode alcançar é vencer a si mesmo.”
– Santo Inácio de Loyola.









