Translate

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

REGRAS DE SAÚDE

1. Guarde o coração em paz à frente de todas as situações e de todas as coisas. Todos os patrimônios da vida pertencem a Consciência Divina.

2. Apoie-se no dever rigorosamente cumprido. Não há equilíbrio físico sem harmonia espiritual.

3. Cultive o hábito da oração. A prece é a luz na defesa do corpo e da alma. 

4. Ocupe o seu tempo disponível com o trabalho proveitoso, sem esquecer o descanso imprescindível ao justo refazimento. A sugestão das trevas chega até nós pela inércia. 

5. Estude sempre. A renovação das ideias favorece a evolução do espírito. 

6. Evite a cólera. Enraivecer-se é animalizar-se, caindo nas sombras de baixo nível.

7. Fuja à maledicência. O lobo agitado atinge a quem o revolve. 

8. Sempre que possível, respire a longos haustos e não olvide o banho diário, ainda que ligeiro. O ar puro é precioso alimento e o banho revigora as energias. 

9. Coma pouco. A criatura sensata come para viver, enquanto a criatura imprudente vive para comer. 

10. Use a paciência e o perdão infatigavelmente. Todos nós temos sido caridosamente tolerados pela Bondade Divina, milhões de vezes, e conservar o coração no vinagre da intolerância é provocar a própria queda na morte inútil.


Pelo Espírito André Luiz
Psicografia de Chico Xavier


terça-feira, 28 de julho de 2015

ORAÇÃO DA CURA

Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de meu ser. Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos, micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse no meu corpo, que é templo de Divindade.

Pai Teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a própria cura. Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. Mesmo que a imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.

Todas as energias curadores existentes em mim estão atuando intensamente, como um exercito poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o meu corpo. Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da cura perfeita.  

Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.

Agradeço-Te, oh! Pai, porque Tu ouvistes a minha oração.

Dou-Te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque tua vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.
Assim é e assim será.

Autor: Dr. Manoel Dantas



Fonte: Site – Mensagem Espírita.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

JESUS E AS CURAS

Jesus apenas curou aqueles que já estavam preparados, os que tinham merecimento, em que tinham começado com sinceridade seu processo de auto aprendizado, estes estavam aptos para serem curados e não mais voltar a cair nos mesmos erros. Pois, se Jesus tivesse curado deliberadamente a todos Ele não teria dado a oportunidade dessas pessoas buscarem a sua iluminação, de irem  em busca de seu melhoramento. Iriam cometer os mesmos erros, e assim atrasar o seu processo evolutivo. Aquelas pessoas que foram curadas já estavam aptas, tinham a capacidade de entender , e seguir as máximas de Cristo Jesus.

Jesus era um passista; com um potencial magnético inigualável. E o exemplo maior de médium curador. É por isso que realizou tantas curas. Os que tinham merecimento para serem curados, eram curados. Jesus doava fluidos terapêuticos medicamentosos, e ensinou os seus discípulos tal meio de cura e recomendou-os claramente para também realizarem: “Curai os enfermos.” (Mt. 10:8). No final do dia, quando as tarefas diárias eram encerradas, as pessoas levavam seus parentes até Jesus, na esperança de serem curados.  Lucas nos informa sobre os poderes curativos de Jesus, que: “Ao pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de varias moléstias lhos traziam; e Ele os curava impondo as mãos sobre cada um.” (Lc 4:40)

O fato preponderante para a cura é a postura do paciente, sua fé e o empenho de renovação.  Por isso que Jesus deixava bem claro, em duas expressões que usava com frequência, a primeira: “A fé te salvou”. Pois, nem todos eram curados. Havia uma condição essencial: a fé, a certeza de que haveria o beneficio da cura. Não se tratava de premiar os fervorosos, mas, apenas atender aos imperativos da sintonia, porque quem acreditava, sintonizava com Jesus e podia ser beneficiado. A outra expressão: “Vai e não peques mais,para que não te suceda pior”, significa que os nossos males estão subordinados ao comportamento, a Lei de Causa e Efeito. Portanto, é preciso que estejamos dispostos a mudar, superando nossas mazelas. Caso contrário, eles sempre aumentarão. 

O fluido que Jesus liberava era muito puro, desta forma curou muitos pela imposição divina de suas mãos. Posteriormente, os discípulos de Jesus por meio do ensino do Mestre usaram a imposição de mãos com fins terapêuticos, como também para curas. O ato dessa transmissão de fluidos terapêuticos de uma para outra pessoa nada tem de milagroso e fantástico. É uma natural conjunção de recursos que podem ser cultivados e aprimorados. Essa transmissão fluídica será tanto mais qualificada quanto sejam as qualidades morais do doador. Assim, é que a fé, o equilíbrio emocional e espiritual do doador, aliado à boa vontade e sintonia com os bons espíritos são fatores primordiais para a boa transmissão desses fluidos.


E como vimos, a fé das pessoas enfermas contribuíam para essas curas. Porque, a fé tem o poder de plasmar a forma mental da coisa desejada. Paulo, na Carta aos Hebreus, diz: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem.”

É lógico que Jesus não veio apenas curar nossos corpos físicos mas, sobretudo, a paralisia de nossas almas. Seus apóstolos e discípulos sabiam que as moléstias refletiam a enfermidade da alma.

As doenças no estado de evolução em que encontramos são numerosas porque numerosas são nossas falhas e dificuldades. Além das desarmonias atuais, trazemos outras dificuldades das nossas vidas passadas. Nossas enfermidades, portanto, começam e terminam no nosso espírito. Tanto a saúde quanto a enfermidade tem a sua origem na mente, nas emoções, nos sentimentos e em todas as sensações da criatura, como um ser vivo formado de corpo e alma.

A doença nasce primeiramente na organização perispiritual, para então ser projetada em nosso corpo. O mal viver, o mal sentir e o mal pensar podem nos levar a quadros mórbidos dolorosos. Daí vem a necessidade de abandonar as praticas negativas, para deixar surgir um novo modo de viver, com amor e harmonia. Temos que cuidar da nossa mente para que a saúde reflita-se em nosso corpo. É como Jesus afirmou: “Procuremos as coisas de Deus (espirituais) e tudo o mais nos será dado por acréscimo.” Quem quer saúde não pode continuar a viver pensando mal, agindo mal, odiando e guardando mágoas e ódio em seu coração.

Quando tivermos os ensinos de Cristo Jesus no íntimo, as nossas necessidades serão completamente modificadas, pois para renovar as noções de dor e sofrimento é preciso compreender e levar o evangelho no nosso coração, é o processo da auto iluminação, ou seja, é educar o espírito, é entrar em um processo de auto conhecimento e auto descobrir-se, para trabalhar nossas dificuldades, nossas falhas. A afirmação de Mestre Jesus: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e o que crê em mim, nunca mais terá sede.” (Jo 6:35)

O Espiritismo é uma doutrina que visa promover a evolução do homem, por meio da sua transformação ética e moral, ajudando-nos a encontrar-nos com nós mesmos para entendermos nossas necessidades, e trabalharmos nas mudanças para a reforma interna do nosso ser imortal. A Doutrina Espírita não é uma corrente religiosa de caráter salvacionista, mas sim de doutrina que impulsiona a renovação humana. Pois, a cura para todos os males físicos e espirituais está no processo de renovação do ser humano à luz dos ensinos de Jesus Cristo.

A Doutrina Espírita nos mostra que somos seres em evolução, conscientizado-nos da nossa realidade espiritual, que incentiva-nos ao soerguimento e à busca de conquistas espirituais, que são os bens imperecíveis e que impulsiona no progresso e cura todas as nossas enfermidades tanto física como espiritual.

Então, não haverá cura sem renovação de atos e atitudes, sem reforma interior. Se observarmos atentamente o Evangelho veremos que Jesus falou para grandes multidões, porém, curou poucos.

Como Ele mesmo disse: “Não vim destruir a Lei”, ou seja, não veio curar a todos que cruzavam seu caminho, e sim aqueles que já estavam preparados para a cura. Jesus nos impulsiona a vencer a nossa paralisia espiritual.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo o espírito de J. B. Vianney, Cura D’Ars, assim se exprime:
“Meu Pai, curai-me, mas fazei com que a minha alma doente seja curada antes das enfermidades do corpo; que minha carne seja castigada, se necessário, para que a minha alma se eleve para vós com a brancura que possuía quando a criastes.”



Fonte: Livro A Casa do Caminho. De Sergito de Souza Cavalcanti. 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Post.210: MÉDIUNS CURADORES

            
                 Este gênero de mediunidade consiste na faculdade, que certas pessoas possuem, de curar pelo simples toque, pela imposição das mãos, o olhar, um gesto mesmo, sem a ajuda de nenhum medicamento. Esta faculdade, incontestavelmente, tem o seu princípio na força magnética; dela difere, todavia, pela energia e pela instantaneidade da ação, ao passo que as curas magnéticas exigem um tratamento metódico mais ou menos longo. Todos os magnetizadores estão quase aptos para curar se sabem a isso se ligar convenientemente; eles tem a ciência adquirida; nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns a possuem sem jamais terem ouvido falar do magnetismo.

                A faculdade de curar pela imposição das mãos tem, evidentemente, o seu princípio numa força excepcional de expansão, mas é aumentada por diversas causas, entre as quais é necessário colocar em primeira linha: pureza dos sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o ardente desejo de aliviar, a prece fervorosa e a confiança em Deus em uma palavra, todas as qualidades morais. A força magnética é puramente orgânica; pode ser, como a força muscular, dada a todo o mundo, mesmo a homens perversos; mas só o homem de bem dela se serve exclusivamente para o bem, sem dissimulação de interesse pessoal, nem satisfação do orgulho ou da vaidade; seu fluido depurado possui propriedades benfazejas e reparadoras que não pode ter aquele do homem vicioso ou interessado.

                Todo efeito mediúnico, como foi dito, é o resultado da combinação dos fluidos emitidos por um espírito e pelo médium: por essa união, esses fluidos adquirem propriedades novas que não teriam separadamente, ou pelo menos não teriam no mesmo grau. A prece, que é uma verdadeira evocação, atrai os bons espíritos solícitos em virem secundar os esforços do homem bem intencionado; seu fluido benfazejo se une facilmente ao dele, ao passo que o fluido do homem vicioso se alia com o dos mau espíritos que o cercam.

                O homem de bem que não tivesse a força fluídica não poderia pois, senão pouca coisa por si mesmo; ele não pode senão chamar a assistência dos bons espíritos, mas a sua ação pessoal é quase nula; uma grande força fluídica, aliada à maior soma possível de qualidades morais, pode operar verdadeiros prodígios de curas.

                A ação fluídica, por outro lado, é poderosamente secundada pela confiança do enfermo, e Deus recompensa, frequentemente, a sua fé pelo sucesso.

                Só a supertição pode ligar uma virtude a certas palavras, e só os espíritos ignorantes e mentirosos podem manter semelhantes idéias prescrevendo quaisquer formulas. Entretanto, pode ocorrer que, para pessoas pouco esclarecidas e incapazes de compreenderem as coisas puramente espirituais, o emprego de uma fórmula de prece ou de uma pratica determinada, contribui para lhes dar confiança; neste caso, não é a fórmula que é eficaz, mas a fé que é aumentada pela idéia ligada ao emprego da formula.

                Não é necessário confundir os médiuns curadores com os médiuns receitistas; estes últimos são simples médiuns escreventes, cuja especialidade é de servirem, mais facilmente, de intérpretes aos espíritos para as prescrições medicas; mas não fazem absolutamente senão transmitir o pensamento do espírito, e não tem, por si mesmos nenhuma influência.


Fonte: Obras Póstumas. Allan Kardec. Cap.: Manifestações dos Espíritos. Caráter e consequências. Itens 52 à 55.

  

  *Jesus é o maior exemplo de médiuns curadores. Outro exemplo são as benzedeiras.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Post.209: CURAS

O fluido universal, como se viu, é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, que dele não são senão transformações. Pela identidade de sua natureza, este fluido, condensado no perispírito, pode fornecer ao corpo os princípios reparadores; o agente propulsor é o espírito,  encarnado ou desencarnado, que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância de seu envoltório fluídico. A cura se opera pela substituição de uma molécula sã a uma molécula malsã. O poder curador está, pois, em razão da pureza da substância inoculada; ele depende ainda da energia da vontade, que provoca uma emissão fluídica mais abundante, e dá ao fluido uma maior força de penetração; enfim, as intenções que animam aquele que quer curar, quer seja homem ou espírito. Os fluidos que emanam de uma fonte impura são como substâncias medicinais alteradas.

Os efeitos da ação fluídica sobre as enfermidades são extremamente variados, segundo as circunstâncias; esta ação, algumas vezes, é lenta e reclama um tratamento continuado, como no magnetismo comum; de outras vezes, ela é rápida como uma corrente elétrica. Há pessoas dotadas de uma força tal que elas operam, sobre certos enfermos, curas instantâneas pela só imposição das mãos, ou mesmo só por um ato de vontade. Entre os dois polos extremos desta faculdade, há nuanças ao infinito. Todas as curas deste gênero são variedade do magnetismo e não diferem senão pelo poder e a rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo: é o fluido que desempenha o papel de agente terapêutico, e cujos efeitos estão subordinados à sua qualidade e às circunstâncias especiais.


A ação magnética pode se produzir de várias maneiras:
1º Pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano, cuja ação está subordinada ao poder e, sobretudo, à  qualidade do fluido;
2° Pelo fluido dos espíritos agindo diretamente, e sem intermediário, sobre um encarnado, seja para curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico espontâneo, seja para exercer, sobre o indivíduo, uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade está em razão das qualidades do espírito.
3° Pelos fluidos que os espíritos despejam sobre o magnetizador e ao qual este serve de condutor. É o magnetismo misto, semi-espiritual ou, querendo-se, humano-espiritual. O fluido espiritual, combinado com o fluido humano, dá a este as qualidades que lhe faltam. O concurso dos espíritos, em semelhante circunstância, é por vezes espontâneo, mas, o mais frequentemente, é provocado pelo pedido do magnetizador.

A faculdade de curar por influência fluídica é muito comum, e pode se desenvolver pelo exercício; mas a de curar instantaneamente, pela imposição das mãos, é a mais rara, e o seu apogeu pode ser considerado como excepcional. Entretanto, foram vistos em diversas épocas, e quase entre todos os povos, indivíduos que a possuíam em grau eminente. Nestes últimos tempos, viram-se vários exemplos notáveis, cuja autenticidade não pode ser contestada. Uma vez que estas espécies de cura repousam sobre um princípio natural, e que o poder de operá-las não é um privilégio, é que elas não saem da natureza e não tem de miraculosas senão a aparência.



Fonte: A Gênese . Allan Kardec. Capítulo XIV, itens 31 à 34. 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Post.208: NATUREZA E PROPRIEDADES DOS FLUIDOS

ELEMENTOS FLUÍDICOS

                A ciência deu a chave dos milagres que resultam, mais particularmente, do elemento material, seja explicando-os, seja demonstrando-lhes a impossibilidade, pelas leis que regem a matéria; mas os fenômenos em que o elemento espiritual toma parte preponderante, não podendo ser explicados unicamente pelas leis da matéria, escapam às investigações da ciência: é por isso que eles tem, mais que os outros, os caracteres aparentes do maravilhoso. É, pois, nas leis que regem a vida espiritual que se pode encontrar a chave dos milagres desta categoria.

                O fluido cósmico universal é, assim como foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, da qual as modificações e transformações constituem a inumerável variedade de corpos da Natureza. Quanto ao princípio elementar universal, ele oferece dois estados distintos: o da eterização ou de imponderabilidade, que se pode considerar como o estado normal primitivo, e o da materialização ou de ponderabilidade que, de alguma sorte, não lhe é senão consecutivo. O ponto intermediário é o da transformação do fluido em matéria tangível; mas, ainda aí, não há transição brusca, porque se podem considerar nossos fluidos imponderáveis como um termo médio entre os dois estados.

                Cada um destes dois estados dá, necessariamente, lugar a fenômenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo  visível, e os primeiros, os do mundo invisível. Uns, chamados fenômenos materiais, são da alçada da ciência propriamente dita; os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam mais especialmente à existência dos espíritos, estão nas atribuições do Espiritismo; mas como a vida espiritual e a vida corpórea estão em contato incessante, os fenômenos destas duas ordens se apresentam, com frequência, simultaneamente. O homem, no estado de encarnação, não pode ter a percepção senão dos fenômenos psíquicos que se ligam à vida corpórea; aqueles que são do domínio exclusivo da vida espiritual escapam aos sentidos materiais, e não podem ser percebidos senão no estado de espírito.  

                No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, ele sofre modificações bastante variadas em seu gênero, e mais numerosas talvez que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem os fluidos diferentes que, se bem que procedendo do mesmo princípio, estão dotados de propriedades especiais, e dão lugar aos fenômenos particulares do mundo invisível.

                Tudo sendo relativo, esses fluidos tem, para os espíritos, que são eles mesmos fluídicos, uma aparência tão material quanto à dos  objetos tangíveis para os encarnados, e são para eles o que são para nós as substâncias do mundo terrestre; eles os elaboram, os combinam para produzirem efeitos determinados, como fazem os homens com os seus materiais, todavia, por procedimentos diferentes.

                Mas lá, como neste mundo, não é dado senão aos espíritos mais esclarecidos compreenderem o papel dos elementos constitutivos de seu mundo. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar os fenômenos de que são testemunhas, e para os quais, com frequência, concorrem maquinalmente, quando os ignorantes da Terra o são para explicarem os efeitos da luz ou da eletricidade, de dizerem como veem e ouvem.

                Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção de nossos sentidos, feitos para a matéria tangível  e não para a matéria etérea. Há os que pertencem a um meio de tal modo diferente do nosso, que não podemos julgá-los senão por comparações, tão imperfeitas quanto aquelas pelas quais um cego de nascença procura fazer para si uma idéia de teoria das cores.

                Mas, entre estes fluidos, alguns estão intimamente ligados à vida corpórea, e pertencem, de alguma sorte, ao meio terrestre. Na falta de percepção direta, pode-se observar-lhe os efeitos, como se obsevam os do fluido do ímã, que nunca se viu, e adquirir sobre a sua natureza conhecimento de uma certa precisão. Este estudo é essencial, porque é a chave de uma multidão de fenômenos inexplicáveis unicamente pelas leis da matéria.

                O ponto de partida do fluido universal é o grau de pureza absoluta, de que nada pode nos dar uma idéia; o ponto oposto é a sua transformação em matéria tangível. Entre estes dois extremos, existem inumeráveis transformações, que se aproximam, mais ou menos, de um ou do outro. Os fluidos mais vizinhos da materialidade, os menos puros por consequência, compõem o que se pode chamar a atmosfera espiritual terrestre. É neste meio, onde se encontram igualmente diferentes graus de pureza, que os espíritos encarnados e desencarnados da Terra haurem os elementos necessários à economia de sua existência. Estes fluidos, por sutis e impalpáveis que sejam para nós, não o são menos de uma natureza grosseira, comparativamente aos fluidos etéreos das regiões superiores.

                Ocorre o mesmo na superfície de todos os mundos, salvo as diferenças de constituição e as condições de vitalidade próprias a cada um. Quanto menos a vida é material, menos os fluidos espirituais tem afinidade com a matéria, propriamente dita.

                A qualificação de fluidos espirituais não é rigorosamente exata, uma vez que, em definitivo, é sempre da matéria mais ou menos quintessenciada. Não há de realmente espiritual senão a alma ou principio inteligente. São assim designados por comparação, e em razão, sobretudo, de sua afinidade com os espíritos. Pode-se dizer que são a matéria do mundo espiritual: é por isso que são chamados fluidos espirituais.

                Quem conhece, aliás, a constituição íntima da matéria tangível? Talvez não seja ela compacta senão em relação aos nossos sentidos, e o que o provaria é a facilidade com que é atravessada pelos fluidos espirituais, e os espíritos, para os quais não são mais obstáculos do que os corpos transparentes não o são para a luz.

                A matéria tangível, tendo por elemento primitivo o fluido cósmico etéreo, deve poder, em se desagregando, retornar ao estado de eterização, como o diamante, o mais duro dos corpos, pode se volatizar em gás impalpável. A solidificação da matéria, em realidade, não é senão um estado transitório do fluido universal, que pode retornar ao seu estado primitivo quando as condições de coesão deixam de existir.

                Quem sabe mesmo se, no estado de tangibilidade, a matéria não seria suscetível de adquirir uma espécie de eterização que lhe daria propriedades particulares? Certos fenômenos, que parecem autênticos, tendem a fazê-lo supor. Não possuímos ainda senão as balizas do mundo invisível, e o futuro nos reserva, sem dúvida, o conhecimento de novas leis que nos permitirão compreender  que é ainda, para nós, um mistério. 



Fonte: A Gênese . Allan Kardec. Capítulo XIV, itens 1 à 6. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

FLUIDOTERAPIA

A fluido terapia é o tratamento feito com fluidos, sendo através dos passes e da água fluidificada. A constância do tratamento da fluidoterapia, aos poucos, propiciará ao assistido as energias de que carece e o alívio que tanto busca.


É no atendimento fraterno das Casas Espíritas que são identificados os casos que necessitam da fluidoterapia. Geralmente o tratamento fluidoterapico tem duração de quatro semanas. Após este período, o paciente volta ao atendimento fraterno para avaliação dos resultados. Se houve o melhoramento o assistido é liberado, ou se não houve melhora ou se foi pouca, todo o procedimento precisa ser continuado, refeito.

É importante que o assistido pela fluidoterapia:
- Acompanhe as reuniões publicas doutrinarias.
- Siga corretamente as recomendações que foram passadas para o tratamento.
- Que trabalhe a postura moral, por meio do esforço íntimo de renovação.
- Evitar vícios durante o tratamento.
- A alimentação no dia do tratamento deve ser leve, evitando o uso de alimentos pesados, como carnes.
- Manter uma boa conduta moral através de prece, meditação e leituras edificantes.

Cada assistido deve levar seu recipiente individual com água, para que possa ser fluidificada a água.

O corpo reflete o que há no espírito, sendo assim, o espírito precisa ser curado primeiro. Em casos de enfermidade o tratamento espiritual há de ser associado à medicina humana, em função que uma cuida do corpo e a outra cuida do espírito.


Se você não leu é importante ler os seguintes links, para entender melhor o assunto:







segunda-feira, 22 de junho de 2015

Post.206: AUTO PASSE

Como sabemos o Passe atua no sistema energético da pessoa, desbloqueando-o e lhe injetando novas e mais saudáveis energias, fluidos. E é possível uma pessoa aplicar em si mesmo o passe.  Léon Dennis, no livro No Invisível, nos esclarece que: “Pode assim a pessoa, pela auto magnetização, tratar-se a si mesma, descarregando com o auxílio de passes ou de fricções os órgãos enfraquecidos e impregnado-os das correntes de força desprendidas das mãos.”  O auto passe funciona eficientemente como instrumento de limpeza e reequilíbrio do nosso sistema energético, utilizado para limpeza psíquica de si mesmo e o carregamento de energias dos plexos, centros de força.

Do ponto de vista espírita, o auto passe seria as orações, as boas meditações e as ligações mentais e psíquicas com o mais alto. Assim, para aplicar-se o auto passe, é necessário concentração, oração, e é fundamental desvincular-se do psiquismo negativo, para revigora-se. Lembrando que um fluido desarmônico, em tese, não se rearmoniza sozinho polo simples posicionamento das mãos do próprio paciente/assistido em certos locais. Assim, o melhor auto passe é a oração fervorosa, a meditação serena e profunda, o recolhimento com distanciamento do negativo.

Pois, como o homem pode através dos seus fluidos influenciar o seu semelhante, estando presente ou à distancia, pode também igualmente agir sobre si mesmo. Como vimos o auto passe requer concentração para poder colocar-se na condição de receptor. A seguir, é necessária a meditação e a prece fervorosa. Segundo André Luiz, no livro “Nos Domínios da Mediunidade”, a oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai. A prece vigorosa, associada à fé na ajuda espiritual, acelera as nossas vibrações e facilita a ligação com os benfeitores. As energias espirituais somadas às nossas, retornam sobre nós trazendo-nos fluidos renovadores.

O auto passe funciona, sim, mas dentro de parâmetros adequados, as restrições são aos que buscam o recurso como que pretende possuir uma “varinha mágica” ou aquele que crê que simples gestos superficiais irão resolver seu problema de interior. O passista/assistido pode se auxiliar em muitas circunstâncias, mas manter a mente equilibrada, em oração e em busca de elevação de seu estado mental, emocional e espiritual é fundamental.



Como realizar o auto passe
Comece elevando sua frequência vibratória, voltando seu pensamento para Deus.
Em um local quieto e calmo, fique de pé.
Concentre-se, pensando em Deus, pedindo a presença do seu guia espiritual.
Faça uma prece com fé e entusiasmo.
Se você tiver mediunidade desenvolvida logo reconhecerá a presença do seu guia, se não à tiver não tem importância, pois o resultado é o mesmo.
A oração e a presença do seu guia espiritual é a preparação para o começo do auto passe.
Terminada a prece, levante os braços verticalmente, de modo que a cabeça fique entre eles, e com a cabeça levantada e olhando para o alto. Permaneça assim por alguns segundos. Quando sentir os braços formigando (que é normal devido a circulação do sangue), percebendo leve aquecimento ou notar os fluidos descendo por eles, é sinal de que as energias vitais estão percorrendo-o de cima para baixo.
Desça os braços e como se estivesse tirando sujeira que se acumulou em sua áurea passe as mãos cruzando-as pelo alto da cabeça sem tocá-la. É como se estivesse retirando algo invisível pairando acima dela, e jogando fora para os lados.
Vá descendo as mãos, repedindo os mesmos gestos, agora pelo rosto, pescoço, ombros, braços, peito, abdome, sempre descendo até os pés. Faça isso algumas vezes até sentir seu corpo suavemente leve.
Terminada a limpeza, levante novamente os braços para o alto, a fim de receber novos fluidos salutares, e aguarde alguns segundos.
Em seguida, desça as mãos suavemente, passando-as por sobre a cabeça, tendo as palmas voltadas para o corpo, e vá descendo lentamente ao longo do corpo. As mãos apenas descem como se acariciassem, mas sem tocar o corpo. Faça isso algumas vezes. Quando as mãos subirem para recomeçar nova descida, não esqueça de estar com elas fechadas para não desperdiçar fluidos.
Encerrando o auto passe, faça uma prece de agradecimento pela assistência prestada, em uma cooperação fraterna do seu guia espiritual ou irmãos afins.

Estes detalhes todos você mesmo vai podendo observar e sentir em si mesmo, agindo e reagindo de acordo com as circunstâncias. Pode-se inclusive, misturar os diversos tipos e modos de emissão de magnetismo na forma de passes, adaptando-se ao qual melhor achar. A prática, e a experiência indica a melhor maneira de realizar a emissão de fluidos salutares no auto passe. Na prática, podemos sentir com absoluta segurança os seus efeitos. Mas, lembrando que sempre realizando o auto passe de forma segura e com responsabilidade, não fazer de forma aleatória, por “brincadeira”, sem ter necessidade.

O vídeo abaixo é mais um exemplo de como realizar o auto passe, vamos assistir?!


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Post.205: PASSE, FLUIDOS E MAGNETISMO


Como sabemos o Passe é a doação, transferência de fluidos, por meio da prece e imposição de mãos.   Os fluidos são o veículo do pensamento dos espíritos, tanto encarnados quanto desencarnados. Todos estamos mergulhados no fluido cósmico universal, substância básica da Criação, que varia da imponderabilidade até a ponderabilidade. Os fluidos espirituais estão impregnados dos pensamentos dos espíritos, portanto varia de qualidade ao infinito. A atmosfera fluídica é formada pela qualidade dos pensamentos nela predominantes.

Existem três tipos de magnetismo: o humano, o espiritual e o misto. O tipo de magnetismo para o Passe utilizado nas casas espíritas é o misto, pois à ação dos encarnados soma-se a ajuda benéfica dos espíritos da equipe espiritual, qualificando, direcionando e potencializando os fluidos.

Alguns falam de passe anímico, em que o animismo é um termo usado para designar a ação oriunda do próprio médium, ou seja, o passe anímico seria aquele em que se utiliza apenas o magnetismo humano (do passista). Mas, Allan Kardec nos ensina que os fluidos oriundos do magnetizado (passista)  sempre recebe a ação espiritual, mesmo que ele não acredite nisso, pois todos nós temos guias espirituais. Além do mais, estando mergulhado no fluido cósmico universal, o passista sofre a ação do mundo espiritual sobre ele.  Assim, nos centros espíritas, onde há a equipe espiritual, em que estão trabalhando em grande escala, não há um passe sem a ajuda deles. Seria um contra senso. Os passes aplicados nos centros espíritas não são, portanto, anímicos. 

A prece é indispensável ao passe, para que tenha bons resultados. Segundo o espírito Batuíra “O passe deve ser aplicado à luz da oração seguindo Jesus.”“O passe na dignidade da prece, foi sempre auxilio divino às necessidades humanas. Basta lembrar que o Evangelho apresenta Jesus aos pés dos sofredores, impondo-lhes as mãos.”




quinta-feira, 4 de junho de 2015

O PASSE, NA DOUTRINA ESPÍRITA

Passe é doação de energia psíquicas, vindo das forças espirituais. O Passe no Centro Espírita, vem da sintonia mental com os espíritos superiores, os espíritos colaboram oferecendo seus fluidos, que se casa ao magnetismo do passista, mas não é uma vinculação para incorporação, ou seja, não é um ato mediúnico. O Passe é uma doação de energias que o médium passista coloca ao alcance do indivíduo, de modo que o receptor possa ter seus centros vitais reestimulados e, em consequência disso, recobre o equilíbrio ou ajude na recuperação da  saúde, se for o caso.

O Passe é, usualmente, transmitido pelas mãos, mas também pode ser pelo olhar, pelo sopro ou, à distancia, por intermédio das irradiações mentais. A transmissão e a recepção do Passe tem relação com o poder da vontade de quem doa as energias benéficas e de quem as recebe.



Do ponto de vista “técnico”, o Passe é a ação dirigida de certos fluidos. Sua aplicação processa-se de perispírito à perispírito. Os fluidos são assimilados pelos centros de forças situados no perispírito e transmitidos aos plexos e não diretamente ao organismo físico.  E por estar o perispírto ligado ao corpo físico célula a célula, exerce sobre ele preponderante influência. Daí se compreende, por exemplo, o bem estar físico que decorre da ação do Passe. A energia salutar transmitida ao perispírito repercute no corpo, nos órgãos enfermos, por um processo de ressonância. É por isso que o passista não necessita tocar o corpo do assistido.

A aplicação do Passe tem como finalidade auxiliar a recuperação de desarmonias físicas e psíquicas, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos; equilibrar o funcionamento de células e tecidos lesados; promover a harmonização do funcionamento de estruturas neurológicas que garantem o estado de lucidez mental e intelectual do indivíduo. O Passe cuida dos efeitos. As causas de nossos males somente nós podemos remover, ou seja, com a reforma íntima, à luz dos princípios de Jesus, pois a cura verdadeira das doenças está relacionada ao processo de reajuste do espírito. Essa auto reeducação, pode extrapolar o limite de tempo de uma reencarnação. Assim, sendo o Passe apenas um instrumento de auxílio. Para prevenir-se contra enfermidades ou perturbações, não previstas na Lei de Causa e Efeito, é necessário que a pessoa defina e siga uma programação de melhoria moral, de esclarecimento espiritual.  É por essa razão que a aplicação do Passe nos Centros Espíritas deve vim sempre depois das palestras doutrinárias, oferecendo às pessoas que procuram o benefício do Passe os esclarecimentos necessários, e despertando os assistidos para os valores nobres da vida, meditando sobre suas ações, corrigindo rumos. Se a pessoa não está disposta à renovação, com o tempo o Passe deixará de surtir efeito. No livro Mediunidade, tudo o que Você Precisa Saber, André Luiz diz que: os mentores espirituais são tolerantes. Ajudam por dez vezes, quando nos submetemos ao tratamento magnético, aliviando nossos padecimentos. Depois disso, se continuarmos acomodados, suspendem o amparo e deixam a dor usar de seus rigores para nos convencer de que é preciso mudar.

Como deve ser o passe
O Passe na Casa Espírita deve ser silencioso, simples e natural, sem excesso de gesticulação e  de outros maneirismos, como o estalido de dedos, respiração ofegante, sopros,assovios, gemidos, massagens, aplicação de unguentos, etc. Durante o Passe não há necessidade de toques físicos no assistido, isto porque os fluidos transmitidos atuam diretamente sobre o perispírito, e não no corpo físico.
Perguntado sobre qual seria a melhor técnica para transmissão do Passe em, O Consolador, nº99, Emmanuel respondeu: “O Passe deverá obedecer à formula que forneça maior porcentagem de confiança, não só a quem o dá, como a quem o recebe. Devemos esclarecer, todavia, que o Passe é a transmissão de uma força psíquica e espiritual, dispensando qualquer contato físico na sua aplicação.
E André Luiz, adverte: “Lembrar-se de que a aplicação de passes não se faz precisa a gesticulação violenta, a respiração ofegante ou o bocejo contínuo (...). A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular.” (No livro Conduta Espírita, cap.)


Quem pode aplicar o passe
Existe um preparo para ser passista, todo serviço exige cuidado. Os Centros Espíritas devem instituir cursos de passes, dando aos candidatos orientação, conhecimento especializado, desenvolvendo o conhecimento sobre o magnetismo,mecanismo, seus efeitos,  técnicas, posturas, cuidados... Ausência de estudo é estagnação, e a aprendizagem favorece o trabalho da entidade espiritual que assiste o passista na tarefa. Para lograr bom resultado, todo trabalho espiritual necessita de preparo, esse preparo deve ser constante. É preciso muito esforço, muita vontade, muita disciplina, e perseverança na tarefa  para ir adquirindo certas condições mínimas, e continuar a desempenhar o trabalho.  

O passista deve está em bom estado de saúde física e mental, dotadas de boa vontade e disposição para ajudar o semelhante, desde que esteja devidamente preparada para tal. Em face da gravidade da tarefa, algumas recomendações se fazem necessárias. Nesse sentido o passista deve:
                - Cuidar de sua saúde física: porque há uma contribuição magnética no Passe; e do estado de saúde do passista dependerão a quantidade e a qualidade dos fluidos por ele doados. Devem abster-se de dar Passe pessoas com doenças graves, infecciosas, fisicamente debilitadas, ou em estado de desequilíbrio espiritual.
- Abolir vícios: como por exemplo, a ingestão excessiva de alimentos, consumo de fumo, tóxicos, drogas, álcool, etc., já que tais práticas, além de atraírem espíritos inferiores, impregnam negativamente os fluidos, lesionando o organismo, obscurecendo o raciocínio.
- Primar por uma conduta cristã:  o passista deve conduzir a sua vida segundo os ensinamentos do Cristo Jesus, colocando o amor no dia a dia, como base da vida. Para que seu trabalho seja cada vez mais eficiente, e que a necessidade da sua ajuda para a atividade pode surgir a qualquer momento.
- Disciplina: as atividades espirituais precisam de preparo íntimo, meditação, está sereno tanto no físico como no mental, e comprimento dos horários estabelecidos é fundamental. 
- Buscar equilíbrio emocional: não dando espaço para mágoas, ressentimentos, nervosismo e ódios, raivas...
- Alimentação: deve ser equilibrada, adequada ao organismo, sem os excessos da gula e do jejum. Hábitos alimentares sadios, com a ingestão de frutas, legumes, verduras. O trabalhador dos serviços de passe e, aliás, da mediunidade em geral, não deve apresentar-se de estômago cheio, nas horas que antecedem as atividades deve evitar a ingestão de alimentos de difícil digestão, como carnes e gorduras, de condimentos forte e de excitantes, como café, chás (exceto de ervas), etc.
- Cuidar da higiene pessoal: para evitar constrangimento aos assistidos, e como sabemos banho é fundamental e promove bem estar.
- Conduta sexual. A atividade sexual em si é instintiva, mas o seu uso é moral. O sexo só deve ser exercido com equilíbrio, nobreza, acompanhado do verdadeiro amor.
- Paciência, é indispensável a quem se dispõe a acolher os necessitados e aflitos. Equilíbrio emocional. Fé e oração.

Se o passista não estiver bem, o assistido vai depender do concurso dos mentores espirituais. Para que um passista prejudique um paciente seria necessário a intenção do passista, exprimindo pensamentos negativos diretamente para o assistido.


O ambiente onde será aplicado o passe
O local apropriado para a aplicação dos passes é a instituição espírita por contar com pessoas devidamente habilitadas para o serviço e com local adequado e preparado pelos espíritos benfeitores. Os Centros Espíritas devem ter uma sala destinada ao serviço, a chamada câmara ou sala de passes, que os mentores espirituais preparam adequadamente, com a limpeza psíquica do ambiente e a utilização de aparelhos, conforme tem sido descrito pelos videntes.
Não constitui regra geral a diminuição da luminosidade do ambiente onde se processa o serviço dos Passes, esta questão está sob à orientação da equipe espiritual da Casa. A diminuição da luminosidade deve ser feita a não ser para facilitar a concentração do assistido evitando a dispersão de sua atenção.
A aplicação de Passes só deve ser realizada fora da Casa Espírita em casos de extrema necessidade onde a pessoa necessitada não pode dirigir-se ao Centro em virtude de suas limitações físicas ou enfermidade. O passe fora do Centro Espírita tem o inconveniente de um  ambiente possívelmente desfavorável, impregnado de miasmas fluídicos de ira, maledicência, alcoólicos, fumantes, de sentimentos e pensamentos negativos, etc. Para esse atendimento é aconselhável designar uma pequena equipe de passistas que se dirigirá ao local onde se encontra o assistido. No ambiente de aplicação do passe só devem estar presentes os passistas e familiares do assistido que estejam em condições de colaborar.  Tal cuidado se justifica para o exercício do intercambio espiritual seguro. Mesmo assim, é caridade atender e vencer com equilíbrio os obstáculos, quando tem um pedido sincero e um mínimo de boa vontade por parte do enfermo e seus familiares. O bom senso e a caridade são sempre os elementos que devem preponderar na tomada de qualquer decisão a esse respeito. 


Preparação do assistido para o Passe
Para ter uma melhor receptividade dos fluidos o assistido deve:
-  Aprimorar a sua conduta ético-moral, voltando-a para a vivência do bem.
-  Manter-se em estado de oração, respeito e fé é muito relevante, durante o decorrer da aplicação do Passe, para assimilar os fluidos que estão sendo doados;
- Mentalizar sua recuperação porque a mente tem grande participação na captação e fixação das energias.
- Acomodar-se de forma confortável. O assistido deve ficar na posição que lhe dê mais conforto físico. O Passe transmite-se ao perispírito, independente da posição do corpo físico. Dependendo do lugar, pode ficar deitado, sentado ou de pé. Mas, em qualquer caso, deverá ficar relaxado, respirando normalmente. Não há necessidade de ficar com as mãos espalmadas para cima, como se fosse “receber” algo material.

Sensações de calor, frio, tremor, suor, arrepio, choro podem ocorrer durante o passe. São, geralmente, motivadas por causas psicológicas. O misticismo, de que muitos ainda se não desvencilharam, pode provocar efeitos ilusórios variados.

Nem o passista nem o paciente precisam retirar pulseiras, colares, relógios, óculos, sapatos, etc. Tais objetos não interferem no passa, porque são de natureza diversa daquela dos fluidos.