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sábado, 6 de dezembro de 2014

Post.187: CARIDADE E AMOR AO PRÓXIMO

O verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus é Benevolência (boa vontade) para com todos, indulgência (tolerância) para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas.

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem que está ao nosso alcance e que gostaríamos nos fosse feito a nós mesmos. Tal é o sentido das palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros, como irmãos.

A caridade, segundo Jesus, não está restrita à esmola. Ela abrange todas as relações que temos com nossos semelhantes, quer sejam nossos inferiores, nossos iguais ou nossos superiores. Ela nos ordena a indulgência (tolerância) porque nós mesmos temos necessidade dela. Proíbe-nos de humilhar o infortúnio, contrariamente ao que se pratica muito frequentemente. Se uma pessoa rica se apresenta, tem-se por ela mil atenções, mil amabilidades; se é pobre , parece não haver mais necessidade de se incomodar com ela. Quanto mais sua posição seja lastimável, mais se deve respeitar antes de aumentar seu sofrimento pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura realçar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distância entre ambos.


Disse Jesus também: amai mesmo vossos inimigos. Ora, o amor por nossos inimigos não é contrario às nossas tendências naturais e a inimizade não provém da ausência de simpatia entre os espíritos? Sem dúvida, não se pode ter pelos inimigos um amor terno e apaixonado; não foi isso que Jesus quis dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e retribuir bem por mal. Por este meio nos tornamos superiores a eles; pela vingança, colocamo-nos abaixo deles.

Que pensar da esmola?
O homem reduzido a pedir esmola se degrada moral e fisicamente: ele se embrutece. Numa sociedade baseada sobre a lei de Deus e a justiça, deve-se prover a vida do fraco sem humilhação para ele. Ela deve assegurar a existência daqueles que não podem trabalhar, sem deixar sua vida à mercê do acaso e da boa vontade.

Há homens reduzidos à mendicância por suas faltas, mas se uma boa educação moral os houvesse ensinado a praticar a lei de Deus, eles não cairiam nos excessos que causam sua perda; é disso sobreduto que depende o melhoramento do nosso planeta.

“Não é a esmola que é reprovável, frequentemente, é a maneira pela qual é feita. O homem de bem, que compreende a caridade segundo Jesus, se antecipa ao infeliz sem esperar que ele lhe estenda a mão.
A verdadeira caridade é sempre boa e benevolente; ela está mais no gesto que no fato. Um serviço feito com delicadeza duplica de valor; se é feito com ostentação, a necessidade pode fazê-lo aceitar, mas o coração não é tocado por ele.
Lembrai-vos também que a ostentação, aos olhos de Deus, tira o mérito do favor. Disse Jesus: Que a vossa mão esquerda ignore o que dá vossa mão direita; Ele vos ensina com isso a não deslustrar a caridade pelo orgulho.
É preciso distinguir a esmola propriamente dita da benevolência. O mais necessitado não é sempre aquele que pede; o receio de uma humilhação retém o verdadeiro pobre e, frequentemente, ele sofre sem se lamentar. É a este que o homem, verdadeiramente humano, sabe ir procurar sem ostentação.
Amai-vos uns aos outros é toda a lei, a lei divina pela qual Deus governa os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados; a atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.
Não esqueçam jamais que o espírito, qualquer que seja seu grau de adiantamento, sua situação como reencarnação ou erraticidade, está sempre colocado entre um superior que o guia e o aperfeiçoa, e um inferior diante do qual tem os mesmos deveres a cumprir. Portanto, sede caridosos, não somente dessa caridade que vos leva a tirar de vossa bolsa o óbolo que dais friamente àquele que ousa vo-lo pedir, mas ide ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes para com os defeitos dos vossos semelhantes; em lugar  de menosprezar a ignorância e o vício, instruí-os e moralizai-os. Sede dóceis e benevolentes para com todos os que vos são inferiores, assim como em relação aos seres mais inferior da criação, e tereis obedecido à lei de Deus.”  SÃO VICENTE DE PAULO.


Fonte: O Livro dos Espíritos, questões 886 à 889.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Post.186: CONVERTIDO DE DAMASCO

A história de Paulo de Tarso é uma inspiração para todos nós. Mostrando-nos que é possível uma edificação moral em meio ao que somos, aos erros que carregamos e que cometemos. No caso de Paulo de Tarso, de perseguidor dos Cristãos se tornou um dos maiores apóstolos do Cristo. Isso nos mostra que quando se quer e quando nos entregamos verdadeiramente aos Ensinamentos do Mestre Jesus é possível uma mudança de enorme magnitude em nossas vidas.
 É com grande alegria que publico está postagem.  Para quem não conhece e para quem conhece, convido-os para se inspirar nesta linda história de superação, de resignação, de entrega, de trabalho, de amor, de fé, de perseverança...



Antes de tudo, em Corinto vivia uma família de judeus composta por Jeziel (Estevão) Abigail e seu pai. Viviam tranquilos quando certo dia romanos tomaram tudo em nome de César, com raiva o pai de Jeziel acabou procurando uma forma de se vingar e ateou fogo em sua casa e em todas as coisas que foram tomadas, nisso os 3 foram presos e sofreram muitas injustiças, Jeziel sempre sereno confiou a Deus a vida dos 3 e resou por ajuda, nisso seu pai fora morto com açoites e Jeziel levado para cesareia como escravo e sua irmã conseguiu a liberdade com muita dificuldade. Jeziel no caminho para cesareia conheceu um pro cônsul no qual fora colocado para cuidar dele; o pro cônsul sofria com chagas, feridas, e Jaziel cuidou dele e orou pelo pro cônsul, nisso com muita bondade o pro cônsul o libertou e disse que ele mudasse de nome para não ser mais perseguido, chegando em Jerusalém fora conhecido como Estevão.

Ainda no ano 34 Jaziel chamado agora de Estevão conheceu Simão Pedro, João e Tiago, discípulos de Jesus. Passando a conhecer o Cristo em sua essência, pediu para ficar e ajudar com a igreja nova que conhecera.

Em certo dia pregou a boa nova diante de uma multidão em Jerusalém e foi aclamado. Muitos foram os seus feitos em nome de Jesus, curou pessoas, consolou gente humilde e desesperançada, mas isso atiçou  a ira do sinédrio que viu a nova doutrina como um perigo constante.

No auge de sua virtude,  Saulo de Tarso em Jerusalém era um promissor rabino discípulo de Gamaliel, cujo o tratava como um filho, e sendo um perseguidor do Cristo Jesus e de seus discípulos. Assim,  teve ira e ódio de Estevão e o vira como um inimigo a ser abatido, caçou e encarcerou ele em uma prisão, mas ninguém sabia que a irmã de Estevão era noiva de Saulo de Tarso em cidade próxima a Jerusalém; Saulo em seus descansos sempre cobria a noiva de afagos e carinho, a mesma pedido para que ele ajudasse a encontrar com o irmão desaparecido, prometendo ele cumprir o juramento. No entanto,  Saulo de Tarso capturou Estevão  sem saber que ele era irmão da sua noiva e o  levou para ser julgado pelo sinédrio junto com Simão Pedro e João, sendo depois os 2 libertos e ficado Estevão para sofrer as consequências dos atos por apenas pregar a Boa Nova em nome de Jesus.

Estevão fora condenado e  lapidado pela população, que isto era costume da época. Nas primeiras pedradas a noiva de Saulo fora convidada para assistir a campanha proferida por

Paulo de Tarso, em determinado momento Abgail irmã de Estevão o reconhece e corre para seus braços já semi morto, nisso Saulo de Tarso fica enlouquecido, mas Estevão o perdoa dos atos, pois disse que ele não sabia o que estava fazendo e pede para que ele esqueça o que ocorreu, e cuide de sua irmã.

Mas, tempo depois ele desiste de se casar com Abigail e promete caçar e julgar os discípulos de Jesus em todos os lugares. E quando rumava para Damasco em busca de um homem de nome  Ananias para julgar e torturar pelos crimes de apenas ajudar os necessitados, pregando pelo Cristo Jesus; no entanto, em pleno meio dia no deserto de Damasco foi que Saulo teve sua revelação viu uma luz muito forte que acabou o cegando, e ouviu as seguintes palavras: “Saulo, porque me persegues tanto?”, fora Jesus que ele tinha visto e ouvido, mas ficou cego com a revelação e pediu ajuda a dois companheiros de luta que o ajudassem a chegar na cidade mais próxima.


Na pequena cidade pediu para ficar em uma estalagem e deu ordem aos companheiros para voltarem para casa. Mas,  o homem que ele perseguia fora enviado por Jesus para que o ajudasse, nisso Ananias chega na estalagem e pede para falar com o promissor rabino, chegado ele no quarto deparou com um homem triste e acabado, e informou a Saulo de Tarso quem era e o porque estava lá, Ananias em sua benevolência cura Saulo de sua cegueira em nome de Jesus Cristo,. Assim, Saulo teve sua revelação e jurou proteger e dar graças a Jesus pela sua cura e revelação, agradeceu a aquele homem simples e seguiu com ele até a casa de seu amigo pessoal Gamaiel, e teve a boa surpresa de ver o amigo já velho dizendo que bebera da virtude de Jesus, e que ele fizesse o mesmo deixando tudo de lado e seguisse o bom Pastor.

Foi no deserto em que Saulo de Tarso voltou a ser tecelão coisa que aprendeu quando era menino, fez tapeçaria para vender e poder se sustentar e buscando mais conhecimento da Boa Nova e pregar os ensinamentos de Jesus. Foi neste período  conheceu um casal que teve que fugir para o deserto para não sofrer as represálias de Saulo de Tarso que tinha mando caçar e matar o pai. Com muita gentileza o devido casal aceitou Saulo para que ele pudesse viver no deserto e poder fazer as peças de tecelagem e aprender o evangelho e pregar a boa nova, em determinado momento ele revela ao casal quem ele é, e pediu o perdão deles, e como bons seguidores do Cristo o casal dar o seu perdão.

No ano de 36 ele e o casal voltam para Jerusalém e nisso Saulo de Tarso já convertido, vai a igreja de Simão Pedro para falar com ele, mas não foi recebido pelo mesmo,  devido a preocupação e medo de ser pego em algum emboscada preparada por Saulo de Tarso , depois de muito conversar com Tiago e João, é que eles pedem para Timóteo um dos discípulos de João, para que vá falar com ele, de imediato Timóteo ver em Saulo de Tarso uma brandura e uma calma jamais vista, ficaram amigos logo que se viram, e juntos foram para a igreja de Simão Pedro, e lá pediu perdão e começou a trabalhar em nome de Jesus Cristo.

Com o decorrer dos dias Saulo de Tarso já começava a pregar a boa nova em Jerusalém sendo mal visto pelo sinédrio que o ver como traidor da causa, em muita assembleia o sinédrio começa a ver em Saulo um perigoso inimigo a ser abatido, foi acusado de blasfêmia e como podia ajudar curando as pessoas de enfermidades e desamparo, foi acusado de feitiçaria pelo conselho , e foi preso,  humilhado e açoitado. Mas como possuía títulos de um nobre com o tempo foi solto, e voltou a pregar o Evangelho, mas o sinédrio continuou  fazendo ameaças a ele.

Saulo foi com Timóteo pregar os ensinamentos de Jesus na cidade de cesareia, enfrentaram fome frio e um assalto durante a noite, os ladrões levaram pergaminhos escritos por Saulo de Tarso para fazer a pregação de Jesus, nisso os bandidos ficaram interessados em saber mais sobre Jesus. A viagem prosseguiu, Saulo e Timóteo foram para cesaria para pregar, chegando lá sentiram frio e  fome, mas como ele conhecia a tecelagem foi arrumar trabalho em estalagem próxima e Timóteo foi trabalhar na estalagem, com o tempo e as pregações conquistaram novos adeptos para a fé Cristã e fundaram a sua primeira igreja. E depois, seguiram viagem para cidade de Jacó lá também enfrentaram dificuldades, mas no fim venceram mais uma etapa, ajudaram, curaram e fizeram uma nova igreja na cidade. Quando estava em caminho para Antioquia,  Saulo conheceu Lucas um médico que ajudava as pessoas, e  acabaram fazendo grande amizade. E juntos Saulo, Timóteo e Lucas foram pregar e novamente foram presos, mas como possuía títulos romanos sempre conseguia sair com a ajuda de Jesus, voltou para Jerusalém onde conversou com os discípulos de Jesus e falaram da Boa Nova, em conversa feliz com Simão Pedro falou de suas expectativa de falar do Cristo em Atenas, mas como as igrejas que tinha fundado haviam pedido que ele voltasse, adiou essas lutas, conheceu novamente  cárcere e o abandono de seus amigos e parentes.

Foi levado para o sinédrio para um novo julgamento, mas como Saulo conhecia a maldade do sinédrio pediu para ser julgado por César, e assim foi levado para Roma, mas ainda teve tempo  de pregar, conversar com Maria, Mãe de Jesus. Era um desejo de Saulo ter  feito uma biografia de Jesus na época, para que todos conhecessem esse grande homem.

Na partida para Roma muitos de seus filhos de coração, idosos e pessoas que ele ajudava ficaram na margem da praia vendo a embarcação sair, levando Saulo de Tarso, junto com Lucas e outros companheiros de luta. No caminho para Roma, ouve uma tempestade e um furacão, sendo a embarcação de Saulo de Tarso afundada,conseguindo chegar em uma ilha próxima onde ele teve um momento de paz e tranquilidade pregando os ensinamentos de Jesus e conquistando mais Cristãos.

Agora chamado de Paulo de Tarso depois do batismo, no ano de 45 já em Roma enfrentou muitas dificuldades, mas conseguiu ser atendido pelo César, o qual teve muita simpatia por Paulo de Tarso,  e assim foi liberto por César, e conseguiu fundar ali uma igreja em nome de Jesus, todos os conheciam, mas com o tempo pessoas que eram contra os ensinamentos de Jesus e seguiam o culto aos deuses, o perseguiram e novamente Paulo de Tarso foi preso,  ficou em uma cela escura e úmida e ele  sereno e tranquilo em suas meditações. Com o tempo fora solto e recomeçou a sua pregação nas catacumbas e cemitérios em Roma, sendo local tranquilo e pouco visitado.

           No ano de 60, Roma tem seu grande incêndio, devido a Nero que põe fogo em locais para construir uma nova Roma em sua grandiosidade, mas ocorreu o contrário o fogo se espalhou pela cidade inteira por cerca de 5 dias, Nero sai da cidade com o intuito de não ser culpado pelo que ocorreu, muitas pessoas perderam tudo, parentes perderam familiares com a terrível tragédia; no sexto dia Nero retorna a cidade que estava em ruínas, pensou em quem colocar a culpa do ocorrido e em seguida conversou com o prefeito da época no qual tiveram a ideia de culpar os cristãos pelo crime de colocar fogo em Roma. Assim, novamente Paulo de Tarso e seus companheiros de luta foram perseguidos e presos, somente em agosto do ano de 69, estado 9 anos preso,  

           Paulo de Tarso é encaminhado para fora da cidade por um grupo de soldados romanos com ordem de matar o discípulo de Jesus, Paulo de Tarso sereno como sempre resou pelos seus assassinos pedindo paz no momento de sua morte. Paulo foi decapitado, não sentiu nada apenas uma leve brisa vindo diante dele e um ar sereno e tranquilo, isto porque  os amigos das lutas vieram busca-lo para a vida eterna, viu o amigo Estevão a quem sorria muito para ele e sua irmã Abigail, sentiu o abraço fraterno de ambos e em seguida o toque no ombro vindo de Jesus no qual o abraçou com muito carinho.



PALAVRAS DE SAULO DE TARSO A SIMÃO PEDRO.

Nasci para uma luta sem tréguas, que deverá prevalecer até ao fim dos meus dias.
Antes de encontrar as luzes do Evangelho, errei criminosamente, embora com o sincer o desejo de servir a Deus.
Fracassei, muito cedo, na esperança de um lar.
Tornei-me odiado de todos, até que o Senhor se compadecesse de minha situação miserável, chamando-me às portas de Damasco.
Então, estabeleceu -se um abismo entre minha alma e o passado. Abandonado pelos amigos da infância, tive de procurar o deserto e recomeçar a vida.
 Da tribuna do Sinédrio, regressei ao tear pesado e rústico.
Quando voltei a Jerusalém, o judaísmo considerou-me doente e mentiroso.
Em Tarso experimentei o abandono dos parentes mais caros. Em seguida, recomecei em Antioquia a tarefa que me conduzia ao serviço de Deus. Desde então, trabalhei sem descanso, porque muitos séculos de serviço não dariam para pagar quanto devo ao Cristianismo.
E sai às pregações. Peregrinei por diversas cidades, visitei centenas de aldeias, mas de nenhum lugar me retirei sem luta áspera. Sempre saí pela porta do cárcere, pelo apedrejamento, pelo golpe dos açoites.
Nas viagens por mar, já experimentei o naufrágio mais de uma vez; nem mesmo no bojo estreito de uma embarcação, tenho podido evitar a luta. Mas Jesus me tem ensinado a sabedoria da paz interior, em perfeita comunhão de seu amor.



Fonte: Livro Paulo e Estêvão, do espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier  

domingo, 30 de novembro de 2014

PERGUNTA DE UM LEITOR: Sobre o desejo de voar das crianças

A amiga leitora Thairys fez a seguinte pergunta:

Quando eu era criança eu tinha a sensação nítida de que podia voar, não entendia pq não conseguia e pq as pessoas não se utilizavam desse meio para se locomoverem, já que na minha mente infantil isso era algo natural, então me esforçava, tentava me concentrar e focar o pensamento, achava que o simples ato de pensar faria com que eu volitasse... bom, agora me ocorreu que talvez não seja apenas imaginação das crianças! Ao reencarnar podemos trazer resquícios, lembranças mesmo que inconscientes do intervalo que passamos no mundo espiritual? Abraços. Paz contigo.

Resposta: Conheço uma pessoa que também tinha esse desejo, essa vontade de voar quando criança, em que chegava a subir em mesas tentando o voo.
Como a Doutrina Espírita nos esclarece, as crianças tem uma percepção espiritual maior do que os adultos, devido que o seu perispírito ainda “não está totalmente encaixado” no corpo físico. E também sabemos que durante o sono nosso espírito se desdobra para recompor as forças orgânicas e morais; e neste tempo o espírito goza das suas faculdades espirituais, podendo volitar, com visão, audição mais apurados... Então, entendendo tudo isso temos as possibilidades que são:
- Do espírito da criança se desdobrar durante o sono e tem a capacidade de volitar, e nisto quando acordar pode ter a lembrança vaga, ou fica com o desejo da experiência vivenciada no mundo espiritual por meio de desdobramento.
- Como também há a possibilidade de lembrança vaga de quando ainda estava vivendo no mundo espiritual tendo todas as faculdades do espírito e assim vivendo mais livremente.
-  E também sabemos que o conteúdo de nossa mente é muito rico, principalmente quando estamos dormindo. No nosso inconsciente existem as memórias dos fatos que vivemos em outras existências, que vivemos em nossa infância atual, existem também o conteúdo psíquico de filmes, eventos, novelas que de algum modo pode ter marcado certa fase de nossa vida e que ficaram neste inconsciente muito vasto. Como também nossa mente usa uma linguagem simbólica que interpretamos mal ao acordar.  

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PRECE PELOS ESPÍRITOS ENDURECIDOS

Senhor, dignai-vos lançar um olhar de bondade sobre os espíritos imperfeitos que estão ainda nas trevas da ignorância e vos desconhecem, notadamente sobre o de N...

Bons espíritos, ajudai-nos a fazê-lo compreender que induzindo os homens ao mal, obsidiando-os e atormentando-os, prolonga seus próprios sofrimentos; fazei com que o exemplo de felicidade de que gozais, seja um encorajamento para ele.

Espíritos que vos comprazeis ainda no mal, vindes de ouvir a prece que fizemos por vós; ela deve vos provar que desejamos vos fazer o bem, embora façais o mal.

Sois infelizes, porque é impossível ser feliz fazendo  o mal; por que, pois, permanecer em pena quando depende de vós dela sair? Olhai os bons espíritos que vos cercam; vede quanto são felizes, e se não vos seria mais agradável gozar da mesma felicidade!

Direi que isso vos é impossível; mas nada é impossível àquele que quer, porque Deus vos deu, como a todas as suas criaturas, a liberdade de escolher entre o bem e o mal; quer dizer, entre a felicidade e a infelicidade, e ninguém está condenado a fazer o mal. Se tendes a vontade de fazê-lo, podeis ter a de fazer o bem e de ser feliz.

Voltai vossos olhares para Deus; elevai-vos um só instante até ele pelo pensamento, e um raio de sua divina luz virá vos esclarecer. Dizei conosco estas simples palavras: Meu Deus, eu me arrependo, perdoai-me.  Experimentai o arrependimento e fazei o bem, em lugar de fazer o mal, e vereis que logo a sua misericórdia se estenderá sobre vós, e que um bem-estar desconhecido virá substituir as angustias que sentis.

Uma vez que houverdes dado um passo no bom caminho, o resto do percurso vos parecerá fácil. Compreendereis, então, quanto tempo perdestes, por vossa falta, de felicidade; mas um futuro radioso e cheio de esperança se abrirá diante de vós e vis fará esquecer vosso miserável passado, cheio de perturbação e de torturas morais que seriam, para vós, o inferno se devessem durar eternamente. Dia virá em que essas torturas serão tais que, a todo preço, querereis fazê-las cessar; quanto mais esperardes, porém, mais isso vos será difícil.

Não creiais que permanecereis sempre no estado em que estais; não, isso é impossível; tendes diante de vós duas perspectivas: uma é a de sofrer muito mais do que sofreis agora, a outra de ser feliz como os bons espíritos que estão ao vosso redor; a primeira é inevitável se persistis em vossa obstinação, e um simples esforço da vossa vontade basta para vos tirar da má situação em que estais. Apressai-vos, pois, porque cada dia de atraso é um dia perdido para a vossa felicidade.

Bons espíritos, fazei com que estas palavras encontrem acesso nessa alma atrasada, a fim de que a ajudem a se aproximar de Deus. Nós vos pedimos em nome de Jesus Cristo, que teve um tão grande poder sobre os maus espíritos.


Fonte: Coletânea de Preces Espíritas, de Allan Kardec. 

Post. 185: ESPÍRITOS ENDURECIDOS

Os maus espíritos são aqueles que o arrependimento ainda não tocou; que se comprazem no mal, e nele não concebem nenhum remorso; que são insensíveis às censuras, repelem a prece e, frequentemente, blasfemam contra o nome de Deus. São essas almas endurecidas que, depois da morte, se vingam, nos homens, dos sofrimentos que experimentam, e perseguem com o seu ódio aqueles a quem odiaram durante a vida, seja pela obsessão, seja por uma falsa influência qualquer.

Entre os espíritos perversos, há duas categorias bem distintas: aqueles que são francamente maus e os que são hipócritas.

Os espíritos francamente maus
São infinitamente mais fáceis de conduzir ao bem do que os espíritos hipócritas; são, o mais frequentemente, de natureza bruta e grosseira, como são vistos entre os homens, que fazem o mal mais por instinto do que por cálculo, e não procuram se fazer passar por melhores do que são; mas há neles um germe latente que é preciso fazer eclodir, o que é conseguido, quase sempre, com a perseverança, a firmeza unida à benevolência, pelos conselhos, pelo raciocínio e pela prece. Na mediunidade, a dificuldade que eles tem em escrever o nome de Deus é indicio de um temor instintivo, de uma voz íntima da consciência que lhes diz que são indignos; aquele com quem ocorre isso, está no limiar da conversão, e pode-se esperar tudo dele: basta encontrar o ponto vulnerável do coração.

Os espíritos hipócritas
São quase sempre muito inteligentes, mas não tem no coração nenhuma fibra sensível; nada os toca; simulam todos os bons sentimentos para captar confiança, e ficam felizes quando encontram tolos que os aceitam como santos espíritos, e que eles podem governar à sua vontade. O nome de Deus, longe de lhes inspirar o menor temor, lhes serve de máscara para cobrir as suas torpezas. No mundo invisível, como no mundo visível, os hipócritas são os seres mais perigosos porque agem na sombra, e deles não se desconfia. Eles tem as aparências da fé, mas não a fé sincera.


Fonte: Coletânea de Preces, de Allan Kardec

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

PRECE PARA ESPÍRITO OBSESSOR

Deus infinitamente Bom, imploro a vossa misericórdia para o espírito que obsidia (falar o nome da pessoa obsediada); fazei-o entrever as divinas claridades, a fim de que ele veja o falso caminho emque está empenhado. Bons espíritos, ajudai-me a fazê-lo compreender que tem tudo a perder fazendo o mal, e tudo a ganhar fazendo o bem.

Espírito que vos comprazeis de atormentar (falar o nome da pessoa obsediada), escutai-me porque eu vos falo em nome de Deus.

Se quiserdes refletir, compreendereis que o mal não pode impor-se ao bem, e que não podeis ser mais forte do que Deus e os bons espíritos.

Eles poderiam preservar (falar o nome da pessoa obsediada) de todo golpe da vossa parte; se não o fizeram, foi porque ele (ou ela) tinha uma prova a suportar. Mas quando essa prova tiver acabado, vos tirarão toda ação sobre ele; o mal que  lhe tendes feito, em lugar de prejudicá-lo, servirá para o seu adiantamento, e com isso não será senão mais feliz; assim vossa maldade terá sido uma pura perda para vós e reverterá contra vós.

Deus, que é todo-poderoso, e os espíritos superiores, seus servidores, que são mais poderosos do que vós, poderão, pois, por fim a essa obsessão quando o quiserem, e vossa tenacidade se quebrará diante dessa suprema autoridade. Mas, pelo fato mesmo de que Deus é bom, Ele quer vos deixar o mérito de cessá-la de vossa própria vontade. É uma moratória que vos é concedida; se não a aproveitais, sofrereis as suas deploráveis consequências; grandes castigos e cruéis sofrimentos vos esperam; sereis esforçados a implorar a piedade e as preces da vossa vítima, que já vos perdoa e ora por vós, o que é um grande mérito aos olhos de Deus, e apressará a sua libertação.

Refleti, pois, enquanto é tempo ainda, porque a justiça de Deus se abaterá sobre vós como sobre todos os espíritos rebeldes. Pensai que o mal que fazeis neste momento terá forçosamente um fim, enquanto que, se persistis no vosso endurecimento, vossos sofrimentos irão aumentando sem cessar.

Quando estáveis sobre a Terra, não teríeis achado estúpido sacrificar um grande bem por pequena satisfação de um momento? Ocorre o mesmo agora que sois espírito. Que ganhais com o que fazeis? O triste prazer de atormentar alguém, o que não vos impede de ser infeliz, o que quer que possais dizer, vos tornará mais infeliz ainda.

Ao lado disso, vede o que perdeis; olhai os bons espíritos que vos cercam e deve se sua sorte não é preferível à vossa. A felicidade que eles gozam será vosso quinhão quando o quiserdes. O que é preciso para isso? Implorar a Deus e fazer o bem, em lugar de fazer o mal. Eu sei que não podeis vos transformar de repente; mas Deus não pede o impossível; o que Ele Quer é a boa vontade. Experimentai pois, e nós vos ajudaremos. Fazei com que logo possamos dizer por vós a prece pelos espíritos arrependidos, e não mais vos situar entre os maus espíritos, até que possais estar entre os bons.

Que assim seja.


Fonte: Coletânea de Preces Espíritas, de Allan Kardec. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Pesquisa científica comprova veracidade das cartas de Chico Xavier

     A ciência vem comprovando cada vez mais a existência de “algo além” da matéria, como nós espíritas acreditamos, pelo fato que o Espiritismo está com base na ciência também, além das bases da filosofia e da religião. A mais nova notícia é esta sobre a pesquisa cientifica realizada sobre as cartas de Chico Xavier.  A matéria a baixo está no site da Globo, vejamos:

Pesquisa científica avalia veracidade das cartas de 

Chico Xavier

Estudo realizado na Universidade Federal de Juiz de Fora abrange supostas mensagens de afogado em 1974

POR ÉLCIO BRAGA
26/11/2014 7:42 / ATUALIZADO 26/11/2014 12:53


RIO — O domingo de 3 de fevereiro de 1974 prometia muitas alegrias para o estudante de Engenharia Jair Presente. Ele havia saído de casa, onde morava com os pais e a irmã, para um animado fim de semana com os amigos. Mas, o passeio terminaria em tragédia: Jair morreria afogado na Praia Azul, em Americana, a 37 quilômetros de Campinas. A história do rapaz, porém, não acabaria ali. Ele teria escrito 13 cartas após a morte, reproduzidas em psicografias do médium Chico Xavier. Quarenta anos depois, uma pesquisa científica investigou o conteúdo das mensagens e comprovou a autenticidade das informações.

O resultado do trabalho foi publicado pela revista científica “Explore”, da Editora Elservier, sediada em Amsterdã, na Holanda.

– Estas cartas produzem informações verificáveis. Não são informações genéricas. Trazem nomes de pessoas, situações que aconteceram, e estas informações eram, de modo geral, verídicas – observa o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, o diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes), da Universidade Federal de Juiz de Fora, o orientador da pesquisa.

O estudo das cartas atribuídas a Jair Presente é o primeiro de uma série realizada pelos pesquisadores Alexandre Caroli Rocha e Denise Paraná, resultado do trabalho de pós-doutorado, parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

– A grande discussão que existe no meio acadêmico é se estas cartas, efetivamente, proporcionam evidências, informações verídicas, sobre a pessoa falecida, e se o médium não teria tido acesso por meios normais. Esta é a grande pergunta – atesta Almeida, também coordenador das seções de Espiritualidade e Psiquiatria da Associação Mundial de Psiquiatria.

O médium Chico Xavier, que morreu em 2002, chegou a ser acusado de infiltrar seguidores entre o público durante as seções espíritas, justamente para conseguir informações essenciais e inseri-las nas cartas. A acusação sempre foi refutada por admiradores do médium.

– A grande limitação do estudo – reconhece Almeida – é que estamos analisando fatos que aconteceram 20, 30 anos atrás. É difícil ter certeza do grau de informações passadas para Chico Xavier.
A metodologia da pesquisa incluiu entrevistas em profundidade com familiares e pessoas que tiveram acesso aos fatos, além da checagem de recortes de jornal e de outros documentos.

– Houve casos, por exemplo, nos quais nem as pessoas que foram obter a carta com Chico Xavier tinham aquela informação que estava na mensagem – observa Almeida –. Apenas posteriormente foi feita uma investigação pelos próprios familiares para descobrir que aquelas informações eram também verídicas.


A pesquisa, porém, não é a comprovação de que as cartas foram mesmo escritas por alguém já morto, mas que as informações ali contidas são verdadeiras. Os pesquisadores se preparam para concluir as avaliações de conjuntos de mensagens de mais três casos psicografados por Chico Xavier. O médium passou pelo primeiro teste.




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

NÃO TRANSFORME O EVANGELHO NO LAR EM REUNIÃO MEDIÚNICA

O Evangelho no Lar não é uma reunião mediúnica, os médiuns presentes não podem e não devem deixar os espíritos se manifestarem. O Plano Espiritual recomenda insistentemente para não realizar sessões de desenvolvimento mediúnico, nem de desobsessão, não realizar qualquer tipo de comunicação com os desencarnados no ambiente familiar. Isto porque os lares não estão preparados para estes tipos de trabalhos, e nem o Evangelho no Lar é destinado para este fim, pois estes trabalhos requerem condições vibratórias especiais, que só é encontrado nos centros espíritas.

Carlos Baccelli esclarece que: “As reuniões que se improvisam no lar, quase sempre ficam a mercê de entidades mistificadoras, daquelas que, tendo o seu tempo ocioso na vida de além túmulo, se prevalecem da invigilância dos médiuns para ludibriar.”

Evite também conversas pessoais e sem objetivo, histórias irrelevantes (sem importância), criticas entre os participantes, e ataques ou criticas a outras denominações religiosas.

        O Evangelho no Lar é destinado para a evangelização da família. Pois, todos nós precisamos nos evangelizar sempre.



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

E COMO ESTÁ NOSSA CONVERSA COM DEUS?

Será que todos os dias conversamos com Deus? Será que nossas conversas diárias com Deus estão “saudáveis”? Será que em nossas preces diárias estamos mais pedindo a Deus do que agradecendo? Somos como crianças que em teimosia pedimos, pedimos e pedimos, mas será que o que estamos pedindo a Deus é realmente necessário? E será que nos vai fazer bem? Deus Pai, Sabe em Perfeição o que precisamos, o que nos vai fazer bem, por isso que muitas vezes o que pedimos a ELE, não recebemos, pelo fato que não vai ser bom, útil, verdadeiro para nós, não vai nos permitir crescer. Então, como essas crianças teimosas continuamos a pedir o que não sabemos. Nossos pais em nossa infância nos dar as coisas úteis e boas para nós. E nós para Deus estamos no período da nossa infância. E nem é necessariamente o que pedimos que recebemos, as vezes o nosso pedido vem “disfarçado” para podermos atingir nosso objetivo final, isso nos dar trabalho, e trabalho é progresso, é evolução, e Deus Quer isso para nós. É como dizem “Há males que vem para o bem”, só que quando estamos passando por esses males muitas vezes não conseguimos identificá-los.

Assim, prosseguimos na nossa jornada evolutiva, sempre conectados com Deus, Nosso Arquiteto. Pois, Deus nos Dar as ferramentas para que possamos construir.

Na mensagem abaixo podemos nos identificar ao menos com uma dessas situações. A mensagem se chama Conversando com Deus, da Seleção de Geovani Talles Batista de Sousa. Que possamos refletir sobre esta linda mensagem:



Conversando com Deus

Pedi força e vigor, Deus me mandou dificuldades para me fazer forte.
Pedi sabedoria, Deus me mandou problemas para resolver.
Pedi prosperidade, Deus me deu energia e cérebro para trabalhar.
Pedi coragem, Deus me mandou situações para superar.
Pedi amor, Deus me mandou pessoas com problemas para eu ajudar.
Pedi favores, Deus me deu oportunidades.
Não recebi nada do que queria; recebi tudo o que precisava: minhas preces foram atendidas!



Fonte da mensagem Conversando com Deus: Seleção de Geovani Talles Batista de Sousa – Manhuaçu/MG

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

NINGUÉM MORRE

Não reclames da terra
Os seres que partiram...
Olha a planta que volta
Na semente a morrer.
Chora, de vez que o pranto
Purifica a visão.
No entanto, continua
Agindo para o bem.
Lágrimas sem revolta
É orvalho da esperança.
A morte é a própria vida
Numa nova edição.

Emmanuel




Fonte: Livro Caravana de Amor, psicografia de Francisco C. Xavier.