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segunda-feira, 16 de março de 2026

ORIGEM DA FRASE: “A MAIOR CARIDADE QUE PODEMOS FAZER PELA DOUTRINA ESPÍRITA É A SUA PRÓPRIA DIVULGAÇÃO.”

    A frase: “A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua própria divulgação.” Tornou-se muito conhecida no meio espírita e se propaga sem o conhecimento real desta como realmente o Espírito Emmanuel a transmitiu por meio da mediunidade de Chico Xavier.


    Encontrar realmente a origem desta frase nos livros ditados por Emmanuel a Chico Xavier é um pouco complicado, pois ela não foi exatamente dita desta forma por Emmanuel a Chico Xavier.

    A referida citação está contida no livro: Estude e Viva, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira, encontra-se no capitulo 40, na mensagem intitulada Socorro Oportuno. Está escrita da seguinte forma no livro: Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação.

    Isso nos mostra como as coisas são mal interpretadas, alteradas consciente ou inconscientemente, e também quando passadas de um para outro interlocutor. Lembrando que no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capitulo VI – item 5, está a seguinte mensagem que o Espírito de Verdade transmitiu: “Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram”. Isto nos aponta a necessidade de sempre está em busca das reais informações, e não aceitar de cara o que é nos dito, não se descuidar da razão e do bom senso, seja ele em qualquer informação que recebemos.

    Segue a mensagem Socorro Oportuno, do livro Estude e Viva, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira, capitulo 40.


Socorro Oportuno

Sensibiliza-te diante do irmão positivamente obsidiado e esmera-te em ofertar-lhe o esclarecimento salvador com que a Doutrina Espírita te favorece.

Bendito seja o impulso que te leva a socorrer semelhante doente da alma; entretanto, reflete nos outros, os que se encontram nas últimas trincheiras da resistência ao desequilíbrio espiritual.

Por um alienado que se candidata às terapias do manicômio, centenas de fronteiriços da obsessão renteiam contigo na experiência cotidiana. Desambientados num mundo que ainda não dispõe de recursos que lhes aliviem o íntimo atormentado, esperam por algo que lhes pacifiquem as energias, à maneira de viajores tresmalhados nas trevas, suspirando por um raio de luz... Marchavam resguardados na honestidade e viram-se lesados a golpes de crueldade, mascarada de inteligência; abraçaram tarefas edificantes e foram espancados pela injúria, acusados de faltas que jamais seriam capazes de cometer; entregaram-se, tranquilos, a compromissos que supuseram inconspurcáveis e acabaram espezinhados nos sonhos mais puros; edificaram o lar, como sendo um caminho de elevação, e reconheceram-se, dentro dele, à feição de prisioneiros sem esperança; criaram filhos, investindo em casa toda a sua riqueza de ideal e ternura, na expectativa de encontrarem companheiros abençoados para a velhice, e acharam-se relegados a extremo abandono; saíram da juventude, plenos de aspirações renovadoras e toparam enfermidades que lhes atenazam a vida. . . E, com eles, os que se acusam desajustados, temos ainda os que vieram do berço em aflição e penúria, os que se emaranharam em labirintos de tédio, por demasia de conforto, os que esmorecem nas responsabilidades que esposaram e os que carregam no corpo dolorosas inibições...

Lembra-te deles, os quase loucos de sofrimento, e trabalha para que a Doutrina Espírita lhes estenda socorro oportuno. Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação.