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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

PSICOMETRIA

                                 
 
        Psicometria é a faculdade mediúnica pela qual o médium, em contato com objetos, pessoas ou lugares relacionados com acontecimentos passados, sintoniza-se de tal maneira com eles, descrevendo-os com precisão. Alguns autores espíritas, inclusive, incluem não apenas o passado, mas também o presente e o futuro, na abrangência de informações precisas sobre particularidades e fenômenos ligados a objetos, lugares e pessoas, próximas ou distantes, encarnadas ou desencarnadas.

        Esta forma especial de vidência se caracteriza pela circunstância de desenvolver-se no campo mediúnico uma série de visões de coisas passadas, desde que seja posto em presença do vidente um objeto qualquer ligado aquelas cenas.

        Apresentando-se, por exemplo, ao vidente, um pedaço de madeira, poderá ele ver de onde ela proveio, onde foi a madeira cortada, por quem foi trabalhada, de que construção fez parte e tudo o mais que com ela se relacione. Os fatos relacionados com a vida dos objetos, indivíduos ou das coletividades, gravam-se indelevelmente na luz astral, em registros etéreos e se arquivam em lugares ou repartições apropriadas do Espaço, sob a guarda de entidades responsáveis e, em certos casos, podem ser consultados ou revelados a espíritos interessados na rememoração do passado.

        Segundo se diz, o célebre romance Últimos Dias de Pompéia de Lord Bulver Litton, foi escrito dessa maneira: visitando o escritor, as ruínas daquela extinta cidade, tomou de um fragmento de tijolo e, usando-o como polarizador, viu desenrolar-se no seu campo de vidência, todos os acontecimentos ligados à destruição da cidade.

        André Luiz, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier no livro Nos Domínios da Mediunidade, servindo-se da orientação do Espírito instrutor Áulus, define psicometria como registro, apreciação de atividade intelectual, mas, especificamente, reportando-se aos trabalhos mediúnicos, designa a faculdade de ler impressões e recordações ao contato com objetos comuns. Nas palavras do instrutor Áulus, o nosso pensamento espalha as nossas próprias emanações em toda parte a que se projeta. Dessa forma, deixamos vestígios espirituais, por onde passamos e tais vestígios podem ser percebidos por Espíritos de acordo com suas possibilidades evolutivas.

        Em se falando dos encarnados, por médium que detenha a faculdade dessa leitura. Cada objeto pode, pois, ser um mediador para se entrar em relação com as pessoas que por ele se interessaram e até a registros de fatos da Natureza. De tudo se impregna a matéria inanimada. Assim como o paleontologista pode reconstituir determinadas peças da fauna pré-histórica por um simples osso encontrado a esmo5, é possível, a partir de objetos, se descobrir traços das pessoas que os retiveram ou de fatos de que foram testemunhas. Tudo através das vibrações da energia que eles guardam em si.

        Os simples objetos do nosso cotidiano, da cadeira que ocupamos em nosso posto de trabalho aos adornos e a tudo que nos serve no lar, impregnamos com nossas vibrações. Assim, quem detenha possibilidade de captar tais registros poderá sentir os reflexos do que somos, as marcas de nossa individualidade e poderá se sentir bem ou mal, emocional e momentaneamente, conforme seja o padrão moral dos registros identificados.

        O possuidor de um objeto impregna neste uma “influência” real, a qual o ojeto tem a propriedade de receber e reter toda espécie de vibrações e emanações físicas, psíquicas e vitais.



Fonte: livros - Mediunidade. Edgard Armond. Cap. 9.
                       - Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier.




quinta-feira, 24 de outubro de 2019

POLARIDADE SEXUAIS E MEDIUNIDADE

Francisco Candido Xavier transcendeu a forma. A anima e o animus, os símbolos psíquicos do feminino e do masculino, fundiram-se no psiquismo de Chico Xavier, facultando que ele fosse um verdadeiro pai, quando necessário, e uma mãe generosa, quando indispensável, sem qualquer conflito de identidade sexual.


O médium que realmente se dedica ao trabalho de intercâmbio espiritual irá aos poucos desenvolvendo uma espécie de bipolaridade psicológica. Significa dizer que a médium que se esmera continuamente para atender aos compromissos iluminativos, com o transcorrer do tempo poderá apresentar uma tonalidade emocional nitidamente viril, sem nenhum prejuízo na sua afetividade feminina. Refiro-me ao fato de que ela passará a demonstrar certo vigor diante dos desafios que a existência impõe. São aquelas mulheres alçadas ao patamar de líderes naturais na sustentação de uma obra de amor ou de um ideal. Ou seja, ao lado da sua polaridade feminina, que funciona em regime de perfeita integração fisiopsíquica, ela terá o ensejo de ampliar o seu potencial na polaridade oposta, o que se torna uma excelente oportunidade evolutiva.

Da mesma forma, o médium que permanece dedicado à causa durante muitos anos, ininterruptamente, detectará em si mesmo o afloramento de uma sensibilidade afetiva mais aguçada, de uma tonalidade emocional tipicamente materna, sem nenhum prejuízo da sua condição masculina. Esta nova tonalidade emocional será o fruto da longa permanência na atividade mediúnica, já que a mediunidade é uma forma de maternidade. São aqueles homens que revelam uma especial ternura nas relações interpessoais. Ao lado da sua polaridade masculina ele também terá espaço para desenvolver o potencial anímico na polaridade oposta, o que será uma experiência evolutiva gratificante.

Conforme a conceituação da Psicologia Analítica de Jung, poderíamos sintetizar a tese dizendo que a médium lúcida e idealista desenvolve aos poucos o seu animus (o lado masculino da mulher), enquanto o médium dedicado favorece a manifestação saudável da sua anima (o lado feminino do homem).

Desejo frisar que esta bipolaridade psicológica não guarda relação com a orientação sexual adotada, que não sofre alterações por causa do fenômeno descrito.


Fonte: Livro Sexo e Consciência. Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.

domingo, 14 de julho de 2019

A ENERGIA SEXUAL E A MEDIUNIDADE


         Quem pretende exercer de forma saudável a sua faculdade mediúnica deve cultivar a educação sexual e afetiva. Mas esta educação precisa estender-se para outros aspectos, pois não adiantará ao médium educar as forças sexuais e cultivar o habito de falar da vida alheia, criticando as pessoas e preocupando-se com aquilo que não lhe diz respeito. Também não será equilibrada a mediunidade do indivíduo que experimenta o ódio e guarda ressentimentos.


Se uma pessoa é portadora de mediunidade e não trabalha suas energias sexuais para adquirir saúde integral, correrá o risco de ser uma presa fácil dos espíritos que se obstinam em prejudicá-la.

A maturação sexual do adolescente, por exemplo, guarda relação com uma variada gama de fenômenos mediúnicos. A atividade das glândulas sexuais e endócrinas demais modifica os padrões de funcionamento da vida psíquica do jovem, facultando a eliminação de uma grande quantidade de energia que poderá ser canalizada de forma inadequada, caso o jovem não receba uma orientação educacional eficaz.

Por essa razão, na produção de fenômenos de efeito físico, como os fenômenos denominados de poltergeist, a energia sexual funciona como um fator preponderante.

Ocorrências de apedrejamento, deslocamento de objetos, combustão espontânea e outros fenômenos mediúnicos de efeito físicos. É constado que nos locais onde esses episódios acontecem sempre existe um adolescente na residência ou nas proximidades.

No momento da puberdade, quando o organismo humano altera o seu funcionamento hormonal e desenvolve caracteres sexuais secundários, há uma energia fisiopsíquica que eclode no indivíduo e de que os espíritos levianos se utilizam. Esses desencarnados normalmente inimigos do passado do médium adolescente, dão curso a dolorosos processos de perseguição. Há casos em que pessoas em cuja pele eles cravam agulhas, produzem cortes profundos ou escrevem palavras na epiderme, fazendo-a sangrar, por causa do passado de delito da vítima e à energia liberada por ela na fase da puberdade.

A abordagem ideal para o atendimento de urgência a esses jovens é o passe, uma transmissão de bioenergia com finalidade terapêutica, que deverá ser seguida pela evangelização. E à medida que este indivíduo for realizando o seu transito para a fase adulta, concluindo o período da puberdade e da adolescência, ele deverá aprender técnicas de amadurecimento mental, de educação afetiva e sexual. 

Buda elaborou uma metáfora muito esclarecedora para entendermos as diversas formas como poderemos utilizar as nossas energias. Ele afirmou: “Se nós tomamos uma vela e acendermos o pavio em uma sala na qual não existam correntes de ar, o combustível que mantém a vela acesa durará, oito horas. Se abrirmos uma janela que possibilite a entrada de vento, incidindo sobre a chama e fazendo-a gastar mais energia para manter-se acesa, o combustível durará quatro horas. Se acendermos essa mesma vela nas duas extremidades o combustível não durará duas horas”.

Essa metáfora nos informa que quando gastamos o combustível com moderação e bom senso, multiplicamos o tempo de uso da nossa fonte de energia. Mas se consumimos demasiadamente esse  mesmo combustível desperdiçamos energia e reduzimos rapidamente o tempo de uso da nossa fonte.

A vitoria ou o insucesso na tentativa de sublimação sexual estará na dependência da nossa conduta mental.



Fonte: Livro Sexo e Consciência. Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.


segunda-feira, 8 de julho de 2019

ESTUDANDO A MEDIUNIDADE

Precisamos considerar que a mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos.

Não ignoramos que o universo, a estender-se no infinito, por milhões e milhões de sóis, é a exteriorização do pensamento divino, de cuja essência partilhamos, em nossa condição de raios conscientes da eterna Sabedoria, dentro do limite de nossa evolução espiritual.

Da superestrutura dos astros à infraestrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da mente de Deus, como os peixes e as plantas da água estão contidos no oceano imenso.

Filhos do Criador, dele herdamos a faculdade de criar e desenvolver, nutrir e transformar.

Naturalmente circunscritos nas dimensões conceptuais em que nos encontramos, embora na insignificância de nossa posição comparada à glória dos Espíritos que já atingiram a angelitude, podemos arrojar de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular.

Cada mundo possui o campo de tensão eletromagnética que lhe é próprio, o teor de forças gravítica em que se equilibra, e cada alma se envolve no círculo de forças vivas que lhe transpiram do ‘hálito’ mental, na esfera de criaturas a que se imana, em obediência às suas necessidades de ajuste ou crescimento para a imortalidade.


Cada planeta revoluciona na órbita que lhe é assinalada pelas leis do equilíbrio, sem ultrapassar as linhas de gravitação que lhe dizem respeito, e cada consciência evolve no grupo espiritual a cuja movimentação se subordina.

Somos, pois, vastíssimo conjunto de inteligência, sintonizadas no mesmo padrão vibratório de percepção, integrando um todo, constituído de alguns bilhões de seres, que formam por assim dizer a humanidade terrestre.

Compondo, assim, apenas humilde família, no infinito concerto da vida cósmica, em que cada mundo guarda somente determinada família da humanidade universal, conhecemos, por enquanto, simplesmente as expressões de vida que nos fala mais de perto, limitados ao degrau de conhecimento que já escalamos.

Dependendo dos nossos semelhantes, em nossa trajetória para a vanguarda evolutiva, à maneira de mundos que se deslocam no espaço, influenciados pelos astros que os cercam, agimos e reagimos uns sobre os outros, por intermédio da energia mental em que nos renovamos constantemente, criando, alimentando e destruindo formas e situações, paisagens e coisas, na estruturação dos nossos destinos.
Nossa mente é, dessarte, um núcleo de forças inteligentes gerando plasma sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação, sob o comando de nossos próprios desígnios.
A ideia é um ‘ser’ organizado por nosso Espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção.

Do conjunto de nossas ideias resulta a nossa própria existência.

Segundo é fácil de concluir, todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na frequência que lhes é própria. Esse psiquismo independe dos centros nervosos, uma vez que, fluindo da mente, é ele que condiciona todos os fenômenos da vida orgânica em si mesma.

Examinando, pois, os valores anímicos como faculdades de comunicação entre os espíritos, qualquer que seja o plano em que se encontrem, não podemos perder de vista o mundo mental do agente e do recipiente, porquanto, em qualquer posição mediúnica, a inteligência receptiva está sujeita às possibilidades e à coloração dos pensamentos em que vive, e a inteligência emissora jaz submetida aos limites e às interpretações dos pensamentos que é capaz de produzir.

(...)

É da Lei que nossas maiores alegrias sejam recolhidas ao contato daqueles que, compreendendo-nos, permitam conosco valores mentais de qualidade idênticas aos nossos, assim como as arvores oferecem maior coeficiente de produção se colocadas entre as companheiras da mesma espécie, com as quais trocam seus princípios germinativos.

Em mediunidade, portanto, não podemos olvidar o problema da sintonia.

Atraímos os espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de nós somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.

Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam os característicos em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós das esferas mais altas, por meio dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências.

Procederam acertadamente aqueles que compararam nosso mundo mental a
um espelho.

Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros as imagens que criamos.

E, como não podemos fugir ao imperativo da atração, somente retrataremos a claridade e a beleza se instalarmos a beleza e a claridade no espelho de nossa vida íntima.

Os reflexos mentais, segundo a sua natureza, favorecem-nos a estagnação ou nos impulsionam a jornada para a frente, porque cada criatura humana vive no céu ou no inferno que edificou para si mesma, nas reentrâncias do coração e da consciência, independentemente do corpo físico, porque, observando a vida em sua essência de eternidade gloriosa, a morte vale apenas como transição entre dois tipos da mesma experiência, no ‘hoje imperecível’.

Vemos a mediunidade em todos os tempos e em todos os lugares da massa humana.

Missões santificantes e guerras destruidoras, tarefas nobres e obsessões pérfidas guardam origem nos reflexos da mente individual ou coletiva, combinados com as forças sublimadas ou degradantes dos pensamentos de que se nutrem.

Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia.

Médiuns somos todos nós, nas linhas de atividade em que nos situamos.

A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos s seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da individualidade.

É contraproducente intensificar a movimentação da energia sem disciplinar-lhe os impulsos.

É perigoso possuir sem saber usar.

O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do sol.

O lago agitado não retrata a imagem da estrela que jaz no infinito. 

Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das grandes almas.

Mediunidade não basta só por si.

É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.

Aparelhos mediúnicos valiosos naturalmente não se improvisam. Como todas as edificações preciosas, reclamam esforço, sacrifício, coragem, tempo... E, sem amor e devotamento, não será possível a criação de grupos e instrumentos louváveis nas tarefas de intercambio.

Fonte: Livro Nos Domínios da Mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Chico Xavier. Cap.: 1 e 9.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Post.210: MÉDIUNS CURADORES

            
                 Este gênero de mediunidade consiste na faculdade, que certas pessoas possuem, de curar pelo simples toque, pela imposição das mãos, o olhar, um gesto mesmo, sem a ajuda de nenhum medicamento. Esta faculdade, incontestavelmente, tem o seu princípio na força magnética; dela difere, todavia, pela energia e pela instantaneidade da ação, ao passo que as curas magnéticas exigem um tratamento metódico mais ou menos longo. Todos os magnetizadores estão quase aptos para curar se sabem a isso se ligar convenientemente; eles tem a ciência adquirida; nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns a possuem sem jamais terem ouvido falar do magnetismo.

                A faculdade de curar pela imposição das mãos tem, evidentemente, o seu princípio numa força excepcional de expansão, mas é aumentada por diversas causas, entre as quais é necessário colocar em primeira linha: pureza dos sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o ardente desejo de aliviar, a prece fervorosa e a confiança em Deus em uma palavra, todas as qualidades morais. A força magnética é puramente orgânica; pode ser, como a força muscular, dada a todo o mundo, mesmo a homens perversos; mas só o homem de bem dela se serve exclusivamente para o bem, sem dissimulação de interesse pessoal, nem satisfação do orgulho ou da vaidade; seu fluido depurado possui propriedades benfazejas e reparadoras que não pode ter aquele do homem vicioso ou interessado.

                Todo efeito mediúnico, como foi dito, é o resultado da combinação dos fluidos emitidos por um espírito e pelo médium: por essa união, esses fluidos adquirem propriedades novas que não teriam separadamente, ou pelo menos não teriam no mesmo grau. A prece, que é uma verdadeira evocação, atrai os bons espíritos solícitos em virem secundar os esforços do homem bem intencionado; seu fluido benfazejo se une facilmente ao dele, ao passo que o fluido do homem vicioso se alia com o dos mau espíritos que o cercam.

                O homem de bem que não tivesse a força fluídica não poderia pois, senão pouca coisa por si mesmo; ele não pode senão chamar a assistência dos bons espíritos, mas a sua ação pessoal é quase nula; uma grande força fluídica, aliada à maior soma possível de qualidades morais, pode operar verdadeiros prodígios de curas.

                A ação fluídica, por outro lado, é poderosamente secundada pela confiança do enfermo, e Deus recompensa, frequentemente, a sua fé pelo sucesso.

                Só a supertição pode ligar uma virtude a certas palavras, e só os espíritos ignorantes e mentirosos podem manter semelhantes idéias prescrevendo quaisquer formulas. Entretanto, pode ocorrer que, para pessoas pouco esclarecidas e incapazes de compreenderem as coisas puramente espirituais, o emprego de uma fórmula de prece ou de uma pratica determinada, contribui para lhes dar confiança; neste caso, não é a fórmula que é eficaz, mas a fé que é aumentada pela idéia ligada ao emprego da formula.

                Não é necessário confundir os médiuns curadores com os médiuns receitistas; estes últimos são simples médiuns escreventes, cuja especialidade é de servirem, mais facilmente, de intérpretes aos espíritos para as prescrições medicas; mas não fazem absolutamente senão transmitir o pensamento do espírito, e não tem, por si mesmos nenhuma influência.


Fonte: Obras Póstumas. Allan Kardec. Cap.: Manifestações dos Espíritos. Caráter e consequências. Itens 52 à 55.

  

  *Jesus é o maior exemplo de médiuns curadores. Outro exemplo são as benzedeiras.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Post.118: ESCALA ESPÍRITA

            A escala espírita é um auxilio para sabermos a que classificação o espírito comunicante pertence.
Observações preliminares: A classificação dos espíritos baseia-se sobre o grau do seu adiantamento, sobre as qualidades que adquiriram e sobre as imperfeições das quais devem ainda se despojar.  Esta classificação, de resto, nada tem de absoluta; cada categoria não apresenta um caráter nítido senão no seu conjunto.
Todavia, de um grau a outro a transição é insensível e sobre seus limites a pequena diferença se apaga como nos reinos da natureza, como nas cores do arco-íris, ou ainda como nos diferentes períodos da vida do homem.
Não podemos esquecer jamais que: entre os espíritos, do mesmo modo que entre os homens, há os muito ignorantes, assim não podemos crer que todos os espíritos devem saber de tudo porque são espíritos, pois quem desencarna permanece do mesmo jeito de quando estava vivendo na matéria. E Toda classificação exige método, análise e conhecimento profundo do assunto.
Esta escala auxilia a determinar a ordem e o grau de superioridade ou inferioridade dos espíritos com os quais podem entrar em comunicação e, por, consequência, o grau de confiança e de estima que merecem , em uma comunicação.
Esta divisão nos parece perfeitamente racional e apresenta caracteres bem definidos.
Observamos, contudo, que os espíritos não pertencem para sempre exclusivamente a tal ou tal classe; seu progresso, não se realizando senão gradualmente em frequentemente, mais num sentindo que em outro, eles podem reunir os caracteres de varias categorias, o que se pode apreciar pela sua linguagem e pelos seus atos.


Terceira Ordem – Espíritos Imperfeitos

     Características gerais: predominância da matéria sobre o espírito. Propensão ao mal.   Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as más paixões que lhes são consequências.
     Tem a intuição de Deus, mas não o compreendem.
      Não são todos essencialmente maus; em alguns há mais de irreflexão, de inconsequência e de malícia, do que verdadeira maldade. Uns não fazem o bem, nem o mal, porém, só pelo fato de não fazerem o bem, denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram oportunidade de fazê-lo. Eles podem aliar a maldade e a malícia à inteligência, mas qualquer que seja seu desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e seus sentimentos mais ou menos inferiores.
     Os seus conhecimentos sobre as coisas do mundo espírita são limitadas e o pouco que sabem se confunde com as idéias e os preconceitos da vida corpórea. Não podem nos dar senão noções falsas e incompletas.
     O seu caráter se revela pela sua linguagem. Todo espírito que, em suas comunicações, revela um mau pensamento, pode ser classificado na terceira ordem. Assim como, todo mau pensamento que nos é sugerido, vem de espírito dessa ordem.
    Pode-se dividi-los em cinco classes principais, que são:
- Espíritos impuros: são inclinados ao mal e fazem dele objeto de suas preocupações.
Como espíritos, dão conselhos desleais, fomentam a discórdia, a desconfiança e se mascaram de todas as formas para melhor enganar. Podem ser reconhecidos, em suas manifestações, pela sua linguagem: a trivialidade e a grosseria das expressões, nos espíritos como nos homens, é sempre um indicio de inferioridade moral e/ou intelectual. Suas comunicações revelam a baixeza de suas inclinações, e se falam de uma maneira sensata é para enganar, eles não sustentam a faça por muito tempo e acaba se revelando quem realmente é.
Quando estão encarnados, os seres que eles animam são inclinados a todos os vícios que engendram as paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, o embuste, a hipocrisia, a cupidez e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, as vezes ate mesmo sem motivo.
- Espíritos Levianos:  são ignorantes, maliciosos, inconsequentes e zombeteiros. Envolvem-se em tudo,respondem a tudo, sem se preocuparem com a verdade. Se satisfazem em causar pequenos desgostos ou alegrias, atormentando, induzindo maliciosamente ao erro por meio de mistificações e travessuras. A esta classe pertencem os espíritos vulgarmente designados sob os nomes de gnomos, duendes, diabretes, trasgos. Nas suas comunicações, a sua linguagem é algumas vezes espirituais e engraçadas, mas, quase sempre, sem conteúdo. Se usam nomes supostos, é mais por malicia do que por maldade.
- Espíritos Pseudo-Sábios: seus conhecimentos são bastante amplos, mas crêem saber mais do que realmente sabem. Tendo, algumas vezes, progredido em diversos pontos de vista, sua linguagem tem um caráter serio que pode iludir sobre as suas capacidades e sua iluminação interior. É uma mistura de verdade ao lado dos erros mais absurdos, nos quais se percebe a presunção, o orgulho, a inveja e a obstinação das quais não puderam se despir.
- Espíritos Neutros: não são nem muito bons para fazerem o bem, nem muito maus para fazerem o mal, inclinando-se tanto para um como para outro, e não se elevam acima da condição vulgar da humanidade, tanto pelo moral como pela inteligência. Apegam-se às coisas
Deste mundo, cujas alegrias grosseiras não tem mais.
- Espíritos Batedores e Perturbadores: estes espíritos podem pertencer a todas as classes da terceira ordem. Manifestam sua presença por meio de efeitos sensíveis e físicos, tais como pancadas, o movimento e o deslocamento anormal dos corpos sólidos, a agitação do ar, etc. parecem ser, mais que os outros, agarrados à matéria, os agentes principais das perturbações dos elementos do globo, quer atuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, ou nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não são devidos a uma coisa fortuita e física, quando tem um caráter intencional e inteligente.  


                Segunda Ordem – Bons Espíritos

     Características gerais: predominância do espírito sobre a matéria. Desejo do bem. Suas qualidades e seu poder em fazer o bem estão relacionados com o adiantamento que alcançaram: uns tem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais avançados reúnem o saber às qualidades morais. Não estando completamente desmaterializados, conservam, mais ou menos segundo sua categoria, os traços da existência corpórea, seja na forma da linguagem, seja nos seus hábitos, onde se descobrem mesmo algumas de suas manias; de outro modo, seriam espíritos perfeitos.
     Compreendem Deus e o infinito e já desfrutam da felicidade dos bons. São venturosos pelo bem que fazem e pelo mal que impedem de ser feito. O amor que os une é para eles fonte indescritível bondade, que não se altera, nem pela inveja, nem pelo remorso, sem por qualquer das más paixões que fazem o tormento dos espíritos imperfeitos. Mas, todos ainda tem provas a suportar, até que alcancem a perfeição absoluta.
     Como espíritos, provocam bons pensamentos, deviam os homens do caminho do mal, protegem a vida daqueles que se mostram dignos e neutralizam a influência dos espíritos imperfeitos naqueles que não se comprazem em suportá-la.
     Quando encarnados, são bons e benevolentes. Não os move, nem o orgulho, nem o egoísmos, nem a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme, e fazem o bem pelo bem.
     Pode-se classificá-los em quatro grupos principais:
- Espíritos Benevolentes: sua qualidade dominante é a bondade. Alegram-se em prestar serviço aos homens e protegê-los, mas sue saber é limitado. Seu progresso é mais efetivo no sentido moral do que no sentido intelectual.
- Espíritos Sábios: são os que se distinguem, principalmente, pela extensão dos seus conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais que com as questões científicas, para as quais tem mais aptidão. Não consideram a ciência senão do ponto de vista de sua utilidade, e não a misturam com nenhuma das paixões que são próprias dos espíritos imperfeitos.  
- Espíritos de Sabedoria : caracterizam-se pelas qualidades morais da natureza mais elevada. Sem possuírem conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes possibilita um julgamento sadio sobre os homens e as coisas.
- Espíritos Superiores: reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem, é benevolente, e constantemente digna, elevada e, frequentemente, sublime. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros para nos darem noções mais justas sobre as coisas do mundo incorpóreo, nos limites do que é permitido aos homens conhecerem. Comunicam-se voluntariamente com aqueles que procuram a verdade de boa fé e que tem a alma desligada dos laços terrenos para compreendê-la. Distanciam-se daqueles que se animam só de curiosidade ou que a influência da matéria afasta da pratica do bem. Quando, por exceção, encarnam sobre a Terra, é para cumprirem missão de progresso, oferecendo-nos o modelo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.



                Primeira Ordem – Espíritos Puros

    Características gerais: não sofrem influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta em relação aos espíritos das outras ordens.
    Pertencem a uma única classe.
    Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não tem mais que suportar provas ou expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, é para eles a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus.
     Gozam de inalterável felicidade, visto que não estão sujeitos, nem às necessidades, nem às vicissitudes da vida material; mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona a transcorrer numa contemplação perpétua. São os mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os espíritos que lhe são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem a lhes designam as suas missões. Assistir os homens em suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os mantêm distanciados da felicidade suprema é, para eles, uma doce ocupação. São designados, às vezes, sob o nome de anjos, arcanjos ou serafins.
    Os homens podem entrar em comunicação com eles, mas bem presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens. 


Fonte: O Livro dos Espíritos

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Post. 117: RESPONSABILIDADE E ACEITAÇÃO DE TRABALHAR A MEDIUNIDADE

     

      Muitos dizem: “Não quero ser médium”, mas não adianta, porque todos somos portadores da mediunidade, embora cada um esteja num nível de desenvolvimento diferente. O que se pode fazer é escolher exercê-la ou não; e se, sabendo desse fato, optamos por não exercitá-la, será preciso, então, nos prepararmos para assumir as consequências dessa escolha, porque a mediunidade é um dos meios que  possibilita nos regenerar perante nossos erros cometidos em existências anteriores, bem como nos harmonizarmos com todos aqueles que sofrem as consequências dos nossos deslizes, ajudar o próximo sem querer nem esperar nada em troca...  Além disto, não trabalhando e não empregando a sua faculdade mediúnica, o médium não se livra da presença e atuação dos espíritos em geral, mas pelo contrário, fica mais a mercê e vulnerável aos maus espíritos por lhe faltar autoridade moral; o estudo dos ensinamentos de Jesus e praticar o bem  com amor e consciência é que faz nossa moral ser elevada.

Vigiar e Orar é fundamental para todos nós, independente de  quem não apresenta mediunidade desenvolvida e principalmente quem possui mediunidade mais desenvolvida, é essencial está sempre em oração e vigiando algum deslize que se pode tomar, pois quando se pratica a Vigília  e a Oração, as baixas e más vibrações são dispersadas, não ficando brecha para maus espíritos se aproximar e causar muitas vezes obsessão e mau para nós.

O desenvolvimento da mediunidade e o seu exercício devem estar apoiados, sobretudo, na prática dos ensinamentos de Jesus, o que, em suma, representa nossa reforma interior. E é justamente isso que as pessoas não querem ou acham difícil e até mesmo impossível a modificação de si mesmos, abandonando os velhos hábitos, as tendências negativas, abandonar a comodidade ... Não é difícil o trabalho mediúnico, pois tudo que é feito com amor nos leva a nos sentirmos em outro nível mais elevado, com mais serenidade dentro de nós. E as Casas Espíritas Kardecistas acolhem os médiuns e os ajudam no desenvolvimento da sua faculdade, com estudos e trabalhos que o médium possa executar segundo a sua faculdade e o desenvolvimento dela.


Quando nos dedicamos ao desenvolvimento e ao exercício da mediunidade, além de equilibrarmos nossas energias e de passamos a nos sentir melhores, também aprendemos a manter sintonia com os bons espíritos que nos assistem,e  que passam a nos auxiliar sempre que necessitamos. Assim, ganhamos verdadeiros amigos de luz.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

TIPOS DE MEDIUNIDADE

Como vimos na postagem 114, a mediunidade é inerente ao homem não sendo um privilegio exclusivo de alguns. A mediunidade não se revela da mesma maneira em todos, geralmente os médiuns tem mais aptidão para um tipo de manifestação mediúnica do que outro; ou possuir mais que um tipo de mediunidade. Vejamos alguns tipos de mediunidade:

Médiuns de efeitos físicos
     As manifestações físicas produz comunicações materiais, como ruídos, movimentação, deslocamento objeto, levantamento e transporte de objetos. Essas manifestações precisa de médiuns com faculdades  especiais, seja um médium voluntario ou involuntário.
    As pancadas, os movimentos e as suspensão de objetos, são fenômenos simples, que se operam pela concentração e dilatação de certos fluidos. Já os transportes são complexos, exigem circunstancias especiais, não podem se operar senão por um só espírito e um só médium, e precisam, fora das necessidades da tangibilidade, de uma combinação toda particular para isolar e tornar visível o objeto ou os objetos que foram o motivo do transporte. 
    Para que aconteça tais manifestações físicas, é preciso que o espírito combine uma parte do seu fluido com o fluido do médium, próprio para esse efeito, é necessário a união desses dois fluidos. Os espíritos que produzem os efeitos físicos, são sempre espíritos inferiores, que não estão, ainda, inteiramente despojados de toda a influencia material. Já os espíritos superiores não se ocupam de coisas que estão abaixo deles, pois eles tem a força moral como os outros tem a força física, quando necessitam dessa força, servem-se daqueles que a possuem, é como se os espíritos inferiores fossem o meio dos espíritos superiores poderem agir na matéria.

Médiuns sensitivos ou impressionáveis  
    São pessoas que tem a capacidade de sentirem a presença dos espíritos por uma vaga impressão, como se fosse um atrito leve sobre todos os membros, uma sensação que elas não podem ou não sabem explicar. Esta variedade de médium tem um caráter bem definido; pois todos os médiuns são necessariamente sensitivos, desta forma a mediunidade sensitiva é uma qualidade geral do que especial: porque é a faculdade rudimentar indispensável ao desenvolvimento de todas as outras. Neste ponto é importante fazer uma observação: essa sensibilidade, impressionabilidade não tem nada haver com o sistema nervoso humano, por isso é importante não confundir, porque tem pessoas que não tem nervos delicados e que sentem mais ou menos a presença dos espíritos , enquanto que outras que tem o sistema nervoso sensível não os sentem.
    Esta faculdade se desenvolve pelo hábito, e pode  adquirir tal sutileza que o médium reconhece pela impressão que sente a natureza boa ou má do espírito que está ao seu lado e a sua individualidade; tornando-se em relação aos espíritos um verdadeiro sensitivo. Um bom espírito tem sempre uma impressão doce e agradável; e um mau espírito sempre deixa uma impressão penosa, ansiosa e desagradável.

Médiuns audientes
    Estes ouvem a voz dos espíritos. É como se escutassem uma voz interna, que se faz ouvir no foro íntimo; ou uma voz exterior, clara e distinta como uma de uma pessoa viva. Desta forma os médiuns audientes podem, ter conversação com os espíritos. Quando tem o hábito de se comunicar com determinados espíritos, reconhecem imediatamente pela natureza da voz. Podendo servir de interprete do espírito para outras pessoas. 
    Esta faculdade é agradável, quando o médium só ouve espíritos bons, ou apenas aqueles que chama; mas quando um espírito mau lhe persiste em ficar junto e o faz ouvir a cada instante as coisas mais desagradáveis e as mais inconvenientes, resta ao médium procurar se libertar desses espíritos por meio do trabalho de desobsessão.

Médiuns psicofônicos ou falantes   
     Estes médiuns com muita frequência, não ouvem nada; neles o espírito atua sobre
os órgãos da fala; desta forma os espíritos se comunicam para transmitir a palavra audível a todos que estão presentes.
     Através desta faculdade os espíritos podem narrar, quando é permitido e desejam os seus problemas, recebendo dos orientadores encarnados esclarecidos, consolação e a fraternidade Cristã. E os mentores espirituais, espíritos trabalhadores da Seara de Deus, usam esta faculdade de intercambio para esclarecerem, orientarem os encarnados, confirmando a continuidade do labor nas duas esferas da vida.
     Os médiuns falantes se expressão geralmente sem ter consciência do que diz, e, frequentemente, diz coisas completamente fora do alcance da sua inteligência. Embora esteja totalmente desperto e num estado normal, raramente conserva a lembrança do que disse. Já os médiuns psicofônicos semiconscientes conservam o estilo e a idéia do espírito que se comunica.

Médiuns videntes
     Os médiuns videntes podem ver os espíritos; podendo vê-los quando estão acordados, guardando a lembrança do que viram; outros apenas a possui no estado sonambúlico ou próximo do sonambulismo. Sendo rara esta faculdade ser
permanente, pois quase sempre é passageira.
     O médium vidente julga ver com os olhos, mas na realidade, é a alma que ver, e é por este fato que eles podem ver os espíritos tanto com os olhos abertos, como com os olhos fechados. Assim, se conclui que um cego pode ver os espíritos, do mesmo jeito que qualquer outro que tem a visão perfeita.
    É preciso distinguir as aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de ver os espírito; a faculdade consiste na possibilidade, senão permanente, pelo menos muito freqüente, de ver qualquer espírito que se apresente, mesmo aqueles que nos são os mais estranhos. É esta característica que constitui os médiuns videntes.
    Entre esses médiuns, alguns há que só vêem os espíritos evocados e cuja descrição podem fazer com exatidão minuciosa. Descrevem-lhes, com as menores particularidades, os gestos, a expressão da fisionomia, os traços do semblante, as vestes e, até, os sentimentos que estão sentindo. Outros há em quem a faculdade da vidência é ainda mais ampla: vêem toda a população espírita no ambiente, a se mover em todos os sentidos, cuidado, pode-se dizer, de seus afazeres.

Médiuns sonâmbulos
    Nesta faculdade há duas ordens de comunicação que se acham reunidas com frequência:
- Quando o sonâmbulo age sob a influência do seu próprio espírito, é a sua alma que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe fora dos limites dos sentidos do corpo; o que ele externa tira-o de si mesmo, ou seja sendo idéias suas, que em geral são mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos mais extensos, porque sua alma está livre naquele momento. Em resumo este exprime seu próprio pensamento.
- Como médium sonambúlico expressa o pensamento dos espíritos, é instrumento de outra inteligência, é passivo e o que diz não vem de si. O médium sonambúlico em estado de emancipação da alma pode facultar a comunicação. Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os espíritos e os descrevem com tanta precisão como os médiuns videntes; podem conversar com eles e nos transmitir seus pensamentos; o que dizem fora do circulo dos seus conhecimentos pessoais lhe é frequentemente sugerido por outros espíritos.

Médiuns curadores
    Esse gênero mediúnico consiste principalmente no dom que certas pessoas tem de curar pelo simples toque, pelo olhar, por um gesto, sem o socorro ou auxilio de nenhuma medicação. Geralmente a faculdade é espontânea e, embora haja a utilização do fluido magnético, alguns médiuns curadores jamais ouviram falar do magnetismo. A intervenção de uma potencia oculta, que constitui a mediunidade, torna-se evidente em certas circunstancias, sobretudo quando se considera que a maioria das pessoas que se pode com razão qualificar de médiuns curadores, recorre à prece, que é uma verdadeira evocação. Exemplo de médiuns curadores são as benzedeiras, e o maior exemplo é Jesus Cristo.

Médiuns pneumatógrafos
    Estes médiuns tem aptidão para obter a escrita direta, o que não é possível a todos os médiuns escreventes. Sendo uma faculdade rara; se desenvolve pelo exercício, pois as mensagens se produz de maneira espontânea. Segundo a maior ou menor potencia do médium, obtêm-se simples traços, sinais, letras, palavras, frases, e mesmo paginas inteiras. Para conseguir a comunicação por meio da pneumatógrafia é colocada uma folha de papel dobrada e algum lugar, numa gaveta ou simplesmente sobre um móvel e, se houver condições convenientes depois de um tempo mais ou menos longo, encontra-se escrito no papel caracteres traçados; o mais freqüente com uma substancia acinzentada, semelhante à aparência de chumbo, de outras vezes com lápis vermelho, tinta comum e mesmo tinta de imprensa.

Médiuns escreventes ou psicógrafos
    De todos os meios de comunicação, a escrita manual é a mais simples, amais cômoda e a mais completa. Permitindo estabelecer com os espíritos relações tão continuadas e tão regulares com as que existem entre nós. E é por esse meio que os espírito revelam melhor sua natureza e seu grau de perfeição, ou de sua inferioridade. Esta faculdade se desenvolve pela pratica, exercitando. Os médiuns psicógrafos se classificam em:
- Médiuns mecânicos: neste o espírito atua diretamente sobre a mão do médium, impulsionando-a. O que caracteriza este gênero é que o médium não tem a menor consciência do que escreve; é esta inconsciência absoluta que constitui os médiuns mecânicos. Esta faculdade é preciosa pelo fato de não poder deixar nenhuma dúvida sobre a independência do pensamento daquele que escreve.
- Médiuns intuitivos: o espírito não atua sobre a mão do médium para movê-la, mas, atua sobre a alma do médium, identificando-se com ela e lhe transmitindo sua vontade e suas idéias. A alma recebe o pensamento do espírito comunicante e o transcreve. Nesta situação, o médium escreve voluntariamente e tem consciência do que escreve, embora não grafe seus próprios pensamentos. Assim, o pensamento vem antes da escrita, o médium atua como um intérprete. Este, para transmitir o pensamento, deve compreendê-lo, para traduzi-lo fielmente e, portanto, esse pensamento não é o seu: não faz mais que atravessar seu cérebro.
- Médiuns semimecânicos: estes sentem que, à sua mão é dada uma impulsão, sem seu consentimento, mas ao mesmo tempo, tem consciência do que escrevem, à medida que as palavras se formam. O pensamento acompanha as palavras. Assim, sendo também semi-intuitivos.
- Médiuns inspirados: toda pessoa que recebe, seja no estado normal, seja no estado de êxtase, pelo pensamento,   comunicações estranhas às suas idéias preconcebidas, pode ser incluído na categoria dos médiuns inspirados, sendo difícil distinguir o pensamento próprio do que é sugerido. A espontaneidade é o que caracteriza esta faculdade. As pessoas que não são dotadas de uma inteligência excepcional, e sem saírem do estado normal, tem relâmpagos de lucidez intelectual que lhe dá, momentaneamente, uma facilidade de concepção e elocução, fora do costume. Os homens de gênio em todos os gêneros, artistas, sábios, literatos, são, sem duvida, espíritos avançados, capazes por si mesmos de compreender e de conceber grandes coisas; ora, é precisamente porque são julgados capazes, que os espíritos, que querem o cumprimento de certos trabalhos, lhes sugerem as idéias necessárias, e é  assim que, o mais frequentemente, são médiuns sem o saberem. Tem, no entanto, uma vaga intuição de uma assistência estranha, porque quem apela à inspiração, não faz outra coisa senão uma evocação.
- Médiuns de pressentimentos: o pressentimento é uma intuição vaga das coisas futuras. Certas pessoas tem essa faculdade mais ou menos desenvolvida; podem devê-la a uma espécie de segunda vista que lhes permitem entreverem as consequências das coisas presentes e a filiação dos acontecimentos; mas, frequentemente, também ela é fato de comunicação ocultas, e é nesse caso, sobretudo, que se pode dar, aqueles que dela são dotados, o nome de médiuns de pressentimentos, que são uma variedade dos médiuns inspirados.  


Se quer saber mais sobre mediunidade acesse as seguintes postagens:
Mediunidade


 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Post. 115: OS MÉDIUNS

              Há pessoas que tem conhecimento da sua faculdade ou das suas faculdades, porque uma pessoa pode ter mais de uma. E há outras pessoas que desconhecem que são médiuns, mas mesmo assim servem de meio de comunicação para os espíritos. Vamos conhecer a classificação dos médiuns:
Médiuns Facultativos ou Voluntários:
                    Esses médiuns tem conhecimento da faculdade que possuem, não permitindo que aconteça comunicação espontâneas e em momentos impróprios. Sabem que possuem a faculdade e se predispõe ao intercâmbio com o mundo espiritual , em um momento destinado a comunicação, não que realizam as manifestações quando queiram, pois sem a vontade do espírito que irá se comunicar nada conseguirão. São os que tem consciência da sua mediunidade, e que produzem as manifestações espíritas da própria vontade.
Médiuns Inconscientes ou Involuntários:
                     São também chamados de médiuns naturais. Esses não tem consciência da faculdade que possuem, exercendo influência sem seu conhecimento.  Existem pessoas que nenhuma idéia fazem do Espiritismo, ou do espiritualismo, até mesmo entre as mais incrédulas e que servem de instrumento para os espíritos sem saber e sem querer.
               As manifestações espíritas de todos os gêneros podem operar-se por influencias destes últimos, que sempre existiram, em todas as épocas e em todos os povos. A ignorância e a credulidade lhe atribuíram um poder sobrenatural e, conforme os tempos e os lugares, fizeram deles santos, feiticeiros, loucos ou visionários. O Espiritismo mostra que com eles, apenas dá a manifestação espontânea de uma faculdade natural e inerente a todas as pessoas.


E em relação a categoria dos médiuns, Kardec os dividiu em duas grandes categorias que são:
Médiuns de Efeitos Físicos:
                   São aqueles que tem o poder de provocar efeitos materiais ou manifestações ostensivas.
Médiuns de Efeitos Intelectuais:
                  Os que são mais propensos a receberem e a transmitirem as comunicações inteligentes.
Todas as outras variedades se prendem mais ou menos diretamente a uma ou a outra dessas duas categorias. 


Se quer saber mais sobre mediunidade acesse as seguintes postagens:
Post.114 - Mediunidade: http://jardim-espirita.blogspot.com.br/2014/01/post-114-mediunidade.html
Post.116 - Tipos de Mediunidade: http://jardim-espirita.blogspot.com.br/2014/02/post116-tipos-de-mediunidade.html