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segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

JESUS


        Ele não era um conquistador armado e, de século a século, aumenta a multidão daqueles que o seguem, n ´Ele reconhecendo o Modelo Divino, ao qual se oferece a vida; surgiu na palha, ao calor dos animais que o hospedaram na estrebaria a recorda-se-lhe o nascimento assinalado pelo fulgor de uma estrela; não dispunha de uma pedra em que repousar a cabeça e fundou o Reino de Deus, entre as nações; conquanto se reportasse aos mundos da imensidade por diversas moradas da Casa universal do Todo-Misericordioso, escolheu uma pátria que procurou conchegar ao coração; referia-se aos homens na condição de filhos do Pai Celestial e devotou-se a um círculo íntimo de companheiros queridos, vinculando-se a uma abnegada mãe, a quem amou enternecidamente; embora revelasse a vida imperecível, encontrou em si mesmo bastante sentimento humano para chorar a ausência de um amigo morto; conversou mais detidamente apenas com alguns sofredores, entre os quais se destacaram pobres mulheres e crianças de lugarejos esquecidos e traçou os mais altos ensinamentos que regem a paz e a felicidade dos povos; viveu em lares singelos e continua inspirando, até agora, na literatura e na arte, as mais belas obras-primas da Humanidade; humilde, fez-se poderoso renovador de consciências; discutido, sobreleva-se, ainda hoje, pela bondade, a todos os sofismas dos incrédulos que o desafiam; perseguido pelo mal, triunfou e triunfa com o bem, esquecendo as afrontas e abençoando os inimigos; crucificado, venceu a morte e ressurgiu entre os homens, junto dos quais permanece, sempre e cada vez mais vivo, em espírito, como sendo de todos os reformadores da Terra o mais digno e o mais querido, o mais contestado e o mais invencível!...


        Mensageiro do Pai, erguido à posição de Mestre Divino, consagrado à nossa educação para a vida eterna, amou-nos antes que o amassemos e tudo nos dá de si próprio, sem nada pedir-nos!...

         É por isso que todos nós, ano a no, somos induzidos, sem distinção de credo e raça, a cultivar o poder da fraternidade, uns diante dos outros, pelo menos um dia – O Dia de Natal -, transformando o mundo, por algumas horas, em Reino de Amor, prelibando as alegrias do Bem Eterno que nos governará de futuro, a repetir com as vozes milenárias dos anjos:

        - Glória Deus nas Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!...





FONTE: Livro Antologia Mediúnica do Natal. Psicografia: Francisco Cândido Xavier. Pelo Espírito Emmanuel.



sábado, 25 de dezembro de 2021

OFERTA DE NATAL

Senhor!

Enquanto as melodias do Natal nos enternecem, recordamos também, ante o céu iluminado, a estrela divina que te assinalou o berço na palha singela!...

De novo, alcançam-nos os ouvidos as vozes angélicas:

- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!...

 E lembramo-nos do tópico inesquecível da narrativa de Lucas (Evangelho de Lucas 2:8-11):

“Havia na região da manjedoura pastores que viviam nos campos e velavam pelos rebanhos durante a noite; e um anjo do Senhor desceu onde eles se achavam e a glória do Senhor brilhou ao redor deles, pelo que se fizeram tomados de assombro... O anjo, porém, lhes disse: não temais! Eis que vos trago boas novas de grande alegria, que serão para todo o povo... É que hoje vos nasceu, na cidade de David, o Salvador, que é o Cristo, o Senhor”.

*

Desde o momento em que os pastores maravilhados se movimentaram para ver-te, na hora da alva, começaste, por misericórdia tua, a receber os testemunhos de afeição dos filhos da Terra.

Todavia, muito antes que te homenageassem com o ouro, o incenso e a mirra, expressando a admiração e a reverência do mundo, o teu cetro invisível se dignou acolher, em primeiro lugar, as pequeninas dádivas dos últimos!

Só tu sabes, Senhor, os nome daqueles que algo te ofertaram, em nome do amor puro, nos instantes da estrebaria:

A primeira frase de bênção...

A luz da candeia que principiou a brilhar quando se apagaram as irradiações do firmamento...
Os panos que te livraram do frio...

A manta humilde que te garantiu o leito improvisado...

Os primeiros braços que te enlaçaram ao colo para que José e Maria repousassem...

 A primeira tigela de leite...

O socorro aos pais cansados...

Os utensílios de empréstimo para que te não faltasse assistência...

A bondade que manteve a ordem, ao redor a manjedoura, preservando-a de possíveis assaltos...

O feno para o animal que devia transportar-te...

* 

Hoje, Senhor, que quase vinte séculos transcorreram, sobre o teu nascimento, nós, os pequeninos obreiros desencarnados, com a honra de cooperar em teu Evangelho Redivivo, pedimos vênia para algo te ofertar... Nada possuindo de nós, trazemos-te as páginas simples que Tu mesmo nos inspiraste, os pensamentos de gratidão e de amor que nos saíram do coração, em forma de letras, em louvor de tua infinita bondade!

Recebe-os, ó Divino Benfeitor! Com a benevolência com que acolheste as primeiras palavras e respeito e os primeiros gestos de carinho com que as criaturas rudes e anônimas te afagaram na gloriosa descida à Terra!... E que nós – espíritos milenares fatigados do erro, mas renovados na esperança – possamos rever-te a figura sublime, nos recessos do coração, e repetir, como o velho Simeão, após acariciar-te na longa vigília do Templo:

 - “Agora, Senhor, despede em paz os teus servos, segundo a tua palavra, porque os nossos olhos viram a salvação!...”.

 

Pelo Espírito Emmanuel.
Uberaba, 25 de dezembro de 1966.

 


FONTE: Livro - Antologia Mediúnica Do Natal - Psicografia: Francisco
Cândido Xavier. Espíritos Diversos.



quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

NATAL

“Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens”.
(Lucas, 2:14).


As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não
apresentaram qualquer ação de reajuste violento. 


Glória a Deus no Universo Divino. 
Paz na Terra. 
Boa vontade para com os Homens. 


O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranquilidade ao mundo, 
não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir. 


Nem castigo ao rico avarento.
Nem punição ao pobre desesperado.
Nem desprezo aos fracos.
Nem condenação aos pecadores.
Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.
Nem anátema contra o gentio inconsciente.
Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, 
para o serviço da Boa Vontade. 


A justiça do “olho por olho” e do “dente por dente” encontrara, enfim, o Amor 
disposto à sublime renúncia até à cruz. 


Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, 
assinalaram júbilo inexprimível... 


Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria. 


O algoz seria digno de piedade. 
O inimigo converter-se-ia em irmão transviado. 
O criminoso passaria à condição de doente. 
Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos. Em Sídon, 
os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores.
Em Jerusalém, os enfermos não mais sofreriam relegados ao abandono 
nos vales de imunidade.

*

Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a,
transitou, vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.


Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, 
recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros. 


Natal! Boa Nova! Boa Vontade!... 
Estendamos a simpatia a todos e comecemos a viver 
realmente com Jesus, sob nos esplendores de um novo dia. 


Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier.



Fonte: Livro Antologia Mediúnica Do Natal. Psicografia: Francisco Cândido Xavier. 
Espíritos Diversos. 


domingo, 24 de dezembro de 2017

LOUVOR DO NATAL


Senhor Jesus!

Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado,
cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.

Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura com que lhes fulgia as vitórias,
alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição do
solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.

Levantaram-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e
cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade.

Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para
sempre.

Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te
ofertaram esburacada manta, por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor
que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.

Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.

Escolhes-te vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime...Buscaste
para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes
favoreciam os voos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem
propaganda condicionada.

No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos
joelhos amigos, nem das mãos fatigadas a quem te dirigiste na via pública!

A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia Tibério,
comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em pessoa, ao lado
de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e as personagens de
tua epopéia chamam-se “o cego Bartimeu”, “o homem de mão mirrada”, “o servo
do centurião”, “o mancebo rico”, a “mulher Cananéia”, “o gago de Decápolis”, “a
sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de Marta e Maria”.

Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e
sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem,
chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que
surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a
tranquilidade e a alegria, com bênção de todos.

É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em
prece:

- Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz
de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!...


Espírito Emmanuel.
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.



FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL. Psicografia: Francisco Cândido Xavier. Espíritos Diversos.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

NATAL...


Diante do bolo iluminado, abraças, feliz, os entes amados que chegaram de
longe...

Ouves a música festiva que passa, de leve, por moldura de harmonia às telas
da natureza... Entretanto, quando penetrarem o tempo da oração, reverenciando o
Mestre que dizes amar, mentaliza o estábulo pobre.

Ignoramos de que estrela chegando o Sublime Renovador, mas todos sabemos
em que ponto da Terra começou ele o apostolado divino.

Recorda as mãos fatigadas dos tratadores de animais, os dedos calosos dos
homens do campo, o carinho das mulheres simples que lhes ofertaram as primeiras
gotas do próprio leite e o sorriso ingênuo dos meninos descalços que lhe recebera, do
olhar a primeira nota de esperança.

Lembra-te do Senhor, renunciando aos caminhos constelados de luz para
acolher-se, junto dos corações humildes que o esperavam, dentro da noite, e desce
também da própria alegria, para ajudar no vale dos que padecem...

Contemplará, de alma surpresa, a fila dos que se arrastam, de olhos
enceguecidos pela garoa das lágrimas. Ladeando velhinhos que tossem ao desabrigo,
há doentes e mutilados que suspiram pelo lençol de refúgio na terra seca. Surgem
mães infelizes que te mostram filhinhos nus e crianças desajustadas para quem o pão farto nunca chegou. Trabalhadores cansados falam de abandono e jovens subnutridos se referem ao consolo da morte...

Divide, porém, com eles o tesouro de teu conforto e de tua fé e, nos recintos de
palha e sombra a que te acolhes, encontrarás o Cristo no coração, transfigurando-te a vida, ao mesmo tempo em que, nos escaninhos da própria mente, escutarás, de novo, o cântico do Natal, como que repetido na pauta dos astros:

- Glória a Deus nas alturas e boa vontade para com os homens!...

Pelo Espírito MEIMEI.
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.




FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL. Psicografia: Francisco Cândido Xavier. Espíritos Diversos.


sábado, 16 de dezembro de 2017

CARTÃO DE NATAL

        


        Ao clarão do Natal, que em ti acorda a música da esperança, escuta a voz de alguém que te busca o ninho da própria alma!... Alguém que te acende a estrela da generosidade nos olhos e te adoça o sentimento, qual se trouxesses uma harpa de ternura escondida no peito.

       Sim, é Jesus, o amigo fiel, que volta.

       Ainda que não quisesses, lembrar-lhe-ias hoje os dons inefáveis, ao recordares as canções maternais que te embalaram o berço, o carinho de teu pai, ao recolher-te nos braços enternecidos, a paciência dos mestres que te guiaram na escola e o amor puro de velhas afeiçoes que te parecem distantes.

       Contemplas a rua, onde luminárias e cânticos lhe reverenciam a gloria; entretanto, vergaste ao peso das lagrimas que te desafogam o coração... É que ele te fala no íntimo, rogando perdão para os que erram, socorro aos que sofrem, agasalho aos que tremem na vastidão da noite, consolação aos que gemem desanimados e luz para os que jazem nas trevas.

      Não hesites! Ouve-lhe a petição e faze algo!... Sorri de novo para os que te ofenderam; abençoa os que te feriram; divide o farnel com os irmão em necessidade; entrega um minuto de reconforto ao doente; oferece uma fatia de bolo aos que moram, sozinhos, sob ruínas e pontes abandonadas; estende um lençol macio aos que esperam a morte, sem aconchego do lar; cede pequenina parte de tua bolsa no auxílio às mães fatigadas, que se afligem ao pé dos filhinhos que enlanguescem de fome, ou improvisa a felicidade de uma criança esquecida.

      Não importa se diga que cultivas a bondade somente hoje quando o Natal te deslumbra!... Comecemos a viver com Jesus, ainda que seja por algumas horas, de quando em quando, e aprendemos, pouco a pouco, a estar com ele, em todos os instantes, tanto quanto ele permanece conosco, tornando diariamente ao nosso convívio e sustentando-nos para sempre.

Pelo Espírito Meimei.
Psicografia de Chico Xavier.



FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL. Psicografia: Francisco Cândido Xavier. Espíritos Diversos.


sábado, 24 de dezembro de 2016

PRECE DIANTE DA MANJEDOURA

Vídeo com a Prece Diante da Manjedoura, na voz de Chico Xavier.



Senhor, 
diante da manjedoura em que nos descerras o coração, ensina-nos a abrir os braços para receber-te. 

Não nos relegues ao labirinto de nossas ilusões, nem nos abandones ao luxo de nossos problemas. 

Vimos ao teu encontro, cansados de nossa própria fatuidade. 

Sol da Vida, não nos confies às trevas da morte. 

Fortalece-nos o bom ânimo. 

Reaviva-nos a fé. 

Induze-nos à confiança e à boa vontade. 

Tu que renunciaste ao Céu, em favor da Terra, ajuda-nos a descer, com o Supremo Bem, para sermos mais úteis!... 

Tu que deixaste a companhia dos anjos sábios e generosos, por amor aos homens ignorantes e infelizes, auxilia-nos a estender com os irmãos mais necessitados que nós mesmos o tesouro de luz que nos trazes!... 

Defende-nos contra os vermes da vaidade. 

Ampara-nos contar as serpes do orgulho. 

Conduze-nos ao caminho do trabalho e da humildade. 

E, reconhecidos à frente do teu berço de luminosa esperança, nós te rogamos, sobretudo, os dons da simplicidade e da paz, para que sejamos contigo fiéis a Deus, hoje e sempre. 

Assim Seja. 


Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Chico Xavier.



Fonte: Livro Antologia Mediúnica do Natal. Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

ALGO A MAIS NO NATAL


Senhor Jesus!
Diante do Natal, que te lembra a glória da manjedoura, nós te agradecemos:

a música da oração; 
o regozijo da fé; 
a mensagem de amor; 
a alegria do lar;
o apelo à fraternidade; 
o júbilo da esperança; 
a bênção do trabalho;
a confiança no bem; 
o tesouro de tua paz; 
a palavra da Boa Nova;
e a confiança no futuro!...

Entretanto oh! Divino Mestre, de corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais!...

Concede-nos, Senhor, o dom inefável da humildade, para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!

Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Chico Xavier.


domingo, 18 de dezembro de 2016

Mensagem: NATAL


Natal! Grande bolo à mesa, 
A árvore linda em festa. 
O brilho da noite empresta 
Regozijo ao coração...
É como se a natureza
Trouxesse Belém de novo
Para os júbilos do povo
Em doce fulguração. 

Tudo é bênção que se enflora, 
De envolta na melodia
Da luminosa alegria
Que te beija se segue além...
Mas se reparas, lá fora, 
O quadro que tumultua, 
Verás quem passa na rua
Sem ânimo e sem ninguém. 

Contemplarás pequeninos 
De faces agoniadas, 
Pobres mães desesperadas,
Doentes em chagas e dor...
E, ajudando aos peregrinos
Da esperança quase morta,
Talvez enxergues à porta
O Mestre pedindo amor.

É sim!... É Jesus que volta
Entre os pedestres sem nome,
Dando pão a quem tem fome, 
Luz às trevas, roupa aos nus!
Anjos dos Céus sem escolta,
Embora a expressão serena,
Tem nas mãos com que te acena
Os tristes sinais da cruz. 

Natal! Reparte o carinho
Que te envolve a noite santa.
Veste, alimenta e levanta
O companheiro a chorar.
E, na gloria do caminho
Dos teus gestos redentores, 
Recorda por onde fores
Que o Cristo nasceu sem lar. 

Pelo Espírito Irene S. Pinto
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


Fonte: Do livro – Antologia Mediúnica do Natal.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O CENÁRIO DO PRESÉPIO


          Em um cenário simplório, humilde, sem valor à maioria dos olhos humanos O Maior Espírito nasceu no planeta Terra. Assim, Jesus foi acolhido no mundo físico e de atmosfera densa da Terra com total amor e sob os cuidados de Maria e José, espíritos magníficos, de alta estirpe. Contemplado em seus primeiros instantes pela natureza, que estavam lá além de seus pais eram os animais, natureza está que sempre O acompanhou, seja nas suas parábolas inesquecíveis, seja no modo como ensinava com contato direto com a natureza, seja em suas meditações...

Como era realmente o cenário, não podemos saber, como foi o primeiro olhar de Maria e José para Jesus não temos conhecimento. Entretanto, pelas circunstâncias  de um nascimento de um Ser Angelical podemos imaginar que foi algo imensamente magnífico e inenarrável. Quem sabe, com uma luz espiritual incomparável no ambiente; com Seus Amigos Espirituais Elevados; talvez com leves e doces cânticos espirituais inaudíveis aos ouvidos humanos, mas que o menino Jesus e seus pais escutaram por estarem em estado de Graça; quem sabe, o planeta Terra ficou com uma atmosfera diferente, mas que poucos perceberam...

O cenário do presépio  nos transmite grandes ensinamentos, em que podemos ser felizes e receber grandes bênçãos mesmo estando em uma situação humilde, de aparente desamparo, mas que nunca estamos desamparados; em que a união é sempre necessária para vencer as intempéries da vida; que a família sempre foi, é, e será o grande núcleo da sociedade, sendo o  meio de amparo no mundo físico e que estabelece as diretrizes para o futuro e uma sociedade mais justa; em que o amor, o cuidado, a proteção dos pais é inexorável na vida do filho, tendo os pais que ajuda em todas as etapas na construção da vida dos seus, os apoiando moralmente e cuidado do seu futuro na matéria; em que filhos são Dádivas Divinas, são seres que Deus confiou aos pais na grande jornada na matéria, assim entendemos que os filhos não pertencem aos pais e sim a Deus, mas que a responsabilidade, a colaboração dos pais é algo imprescindível para o grande projeto do Nosso Pai Maior; percebemos no cenário do presépio que os filhos tem estradas e caminhos completamente distintas dos pais, embora os caminhos se cruzem; e acima de tudo percebemos o AMOR...

Que possamos nos inspirar no amor universalista de Jesus, para aprendermos a amar cada vez mais uns aos outros. A amar a vida, que a sociedade de hoje está esquecendo o seu valor, e o sagrado que o sopro de vida representa. Que as mulheres possam seguir os passos de Maria de como exercer o sagrado da maternidade cada vez mais com paciência, com amor, com abnegação, olhando mais para as necessidades emocionais, espirituais de seus filhos. Que os homens sigam  José com a sua dedicação incomparável, com amor redentor, para com os filhos e com o próximo. E os filhos inspirem-se em Jesus, o exemplo maior de filho.

Feliz Natal!
Que fiquemos sob a luz do nosso amado Mestre Jesus.
Escrito pelo Blog Jardim Espírita.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O VERDADEIRO PRESENTE DE NATAL

O verdadeiro presente de natal é concedido todos os dias à nós, que é termos à Jesus e um ao outro, estes são os magnífico presentes em que nem sempre pensamos, damos valor, e desprezamos, e que acima de tudo é concedido por Deus. É o valor da vida, que é desprezado; é a oportunidade de estarmos em mais uma experiência na matéria, em busca da nossa evolução, aprendendo um com o outro.


Que possamos meditar que a importância da vida está nas pessoas e não nas coisas, que as pessoas são a obra prima de Deus, apesar dos seus defeitos e acertos, mas que nosso Pai Celestial tem a certeza em que possamos ser cada vez melhores, isso porque Ele não desiste de nós, muitas vezes o que o corre é uma auto desistência, em que nos abandonamos, no entanto, Deus jamais desiste de nós, isso é inexorável. Então, que possamos valorizar mais durante todo o ano as pessoas que amamos; desenvolver mais tolerância um para com o outro; e também dar mais valor as pessoas que são “indiferentes” para conosco ou nós para com os outros, pois há grandes aprendizados nesses relacionamentos conturbados, além de haver provas a serem superadas, portanto devemos dar a devida atenção, sem rancor, sem mágoa e sim trabalhando o perdão a todo o momento, seguindo os ensinamentos do Cristo Jesus, como Ele nos ensinou na seguinte passagem: “Então Pedro se aproximou dele e disse: ‘Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?’ Respondeu Jesus: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.’” (Mateus 18:21-22). Que não esquecemos deste ensinamento e tenhamos sempre ele cultivado em nossa mente, para ser usado quando preciso for.

E será que a noite de natal é a mais especial do ano? Para mim não. A noite mais especial do ano é todas em que tenho a oportunidade de está com as pessoas que amo, pois para mim Jesus tem que nascer e nasce todos os dias, em nossos corações. Por que, todos os dias é um dia de recomeço e principalmente quando cometemos erros, pois o Menino que é lembrado o seu nascimento no dia 25 de dezembro  nos ensina que Deus é Nosso Pai, que nos oferece presentes todos os dias, a todos os momentos, nós é que não damos o devido valor e não percebemos, e que nos dar a chance de sempre recomeçar apesar de tudo o que somos e fazemos.  É Deus Amor. Que sejamos mais gratos a Deus, agradecendo pelas experiências boas e ruins, pois tudo tem o seu sentido e podemos retirar aprendizado de cada centelha de vivencia. 

Este período de final de ano é de maior consumo material, em que muitas vezes as pessoas esquecem o verdadeiro sentido deste período. Que possamos “consumir” mais o amor, a caridade, a paz, o respeito, a harmonia, as boas atitudes, os ensinamentos de Jesus, a humildade, a perseverança, a resignação... Coisas imperecíveis, que podemos levar em todos os tempos, em todas as encarnações, em todos os mundos... E tudo isso é conquistado para o nosso ser imortal seguindo as máximas do Eterno Menino Jesus.
Jesus ontem,
Jesus hoje,
Jesus Sempre.

Desejo a todos nós paz, luz e harmonia.
Que Jesus nos ampare sempre.
Jardim Espírita.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

PRECE DO NATAL


Senhor Jesus!...

Conhecemos os teus ensinamentos.

Auxilia-nos a cumpri-los.

Guardamos as tuas palavras.

Ampara-nos, a fim de que venhamos a traduzi-las em trabalho, no serviço aos semelhantes.

Legaste-nos o amor uns aos outros, por legenda da própria felicidade.

Guia-nos à prática dessa lição bendita, de maneira a que o nosso dia-a-dia se faça caminho de fraternidade e luz.

Senhor!... Disseste-nos: -“Dou a vós outros a minha paz” e tens mantido a tua promessa, através de todos os séculos da vida cristã.

Inspira-nos, por misericórdia, o respeito e a fidelidade aos teus desígnios para que não venhamos a perder a paz que nos deste, com a intromissão de nossos caprichos, na paz que nos vem de Deus.

Assim seja.

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

domingo, 21 de dezembro de 2014

BILHETE DE NATAL

Meu amigo, não te esqueças,
Pelo Natal de Jesus,
De cultivar na lembrança
A paz, a verdade e a luz.

Não olvides a oração
Cheia de fé e de amor,
Por quem passa, sobre a Terra,
Encarcerado na dor.

Vai buscar o pobrezinho
E o triste que nada tem...
O infeliz que passa ao longe
Sem o afeto de ninguém.

Consola as mães sofredoras
E alegra o órfão que vai
Pelas estradas do mundo
Sem os carinhos de um pai.

Mas escuta: Não te esqueças,
Na doce revelação,
Que Jesus deve nascer
No altar do teu coração.

Pelo Espírito Casimiro Cunha
Psicografia de Francisco Cândido Xavier



Fonte: Antologia Mediúnica do Natal, Espíritos Diversos – FEB.

sábado, 20 de dezembro de 2014

HUMILDADE CELESTE


Ninguém mais humilde que Ele, o Divino Governador da Terra.

Podia eleger um palácio para a gloria do nascimento, mas preferiu sem mágoa a manjedoura simples.

Podia reclamar os princípios da cultura para o seu ministério de paz e redenção; contudo, preferiu pecadores singelos para instrumentos sublimes do seu verbo de luz. Podia articular defesa irresistível a fim de dominar a governança política; no entanto, preferiu render-se à autoridade, presente em sua época, ensinando que o homem deve entregar ao mundo o que ao mundo pertence, e a Deus o que é de Deus.

Podia banir de pronto do colégio apostólico o amigo invigilante, mas preferiu que Judas conseguisse os seus fins, lamentáveis e excusos, descerrando-lhe aos pés o caminho melhor.

Podia erguer-se ao Sol da plena vida eterna, sem voltar-se jamais ao convívio humilhante daqueles que o feriram nos tormentos da cruz; no entanto, preferiu regressar para o mundo, estendendo de novo as mãos alvas e puras aos ingratos da véspera.

Podia constranger o espírito de Saulo a receber-lhe as ordens, mas preferiu surgir-lhe qual companheiro anônimo, rogando-lhe acordar, meditar e servir, em favor de si mesmo.

Em Cristo, fulge sempre a humildade celeste, pela qual aprendemos que, quanto mais poder, mais amplo o trilho augusto aberto às nossas almas para que nos façamos, não apenas humildes pelos padrões da Terra, mas humildes enfim pelos padrões de Deus.

Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier


Fonte: Antologia Mediúnica do Natal, Espíritos Diversos – FEB.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

ORANDO NO NATAL




Senhor!
Enquanto vibram as emoções festivas e muitos homens se banqueteiam, evocando aquele Natal que Te trouxe à Terra, recolhemo-nos em silencio para orar.

Há tanta dor no mundo, Senhor!

Os canhões calam os seus troares, momentaneamente, as bombas destruidoras cessam de cair por alguns instantes, nos países em guerra, enquanto nós oramos pelos que mercantilizam vidas, fomentando conflitos e beligerâncias outras;

Pelos que escorcham as populações esfaimadas sob leis impiedosas e escravizantes;

Pelos que se comprazem, como se fosse abutres em forma humana, com a renda nefanda das casas do comercio carnal;

Pelos que exploram os vícios e acumulam usuras com o fruto da alucinação dos obsidiados ignorantes da própria enfermidade;

Pelos que malsinam moçoilas e rapazotes inexperientes,  deslumbrados com o fastígio mentiroso da ilusão;

Pelos que difundem a literatura perversa e favorecem a divulgação da criminalidade;

Pelos que fazem enlouquecer, através dos processos escuros, decorrentes da cultura que perverte mentes e corações;

Pelos que se locupletam com as moedas adquiridas mediante o infanticídio hediondo; pelos que dormem para a dignidade e sorriem nos pesadelos do torpor moral, que os invadem!

Senhor!

Diante das crianças tristonhas e dos velhinhos estropiados, dos enfermos ao abandono e dos atormentados à margem da sociedade, lembramo-nos de rogar por todos eles, mas não nos esquecemos de Te suplicar pelos causadores da miséria e do infortúnio.

“Não sabem o que fazem!” – perdoa-os, Senhor!

Neste Natal, evocando o mesmo em que as Altas Esferas seguiram contigo à Terra, até o singelo recinto de animais, para o Teu mergulho na nevoa dos homens, esparze, novamente, misericórdia e esperança para todos, a fim de que o Ano Novo seja, para sofredores e responsáveis pelo sofrimento, a antemanhã da Era do Espírito Imortal, de que Te fizeste paradigma após o martírio da Cruz.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia Divaldo Pereira Franco


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

PÁGINA DO NATAL

“Luz para alumiar as nações.” – Lucas, 2-32


Há claridade nos incêndios destruidores que consomem vidas e bens...

Resplendor sinistro transparece nos bombardeios que trazem a morte.

Reflexos radiosos surgem no lança-chamas.

Relâmpagos estranhos assinalam a movimentação das armas de fogo...

No Evangelho, porém, é diferente...

Comentando o Natal, assevera Lucas que o Cristo é a luz para alumiar as nações.

Não chegou impondo normas ou pensamentos religioso.

Não interpelou governantes sobre processos políticos.

Não disputou com os filósofos quanto às origens dos homens.

Não concorreu com os cientistas na demonstração de aspectos parciais e transitórios da vida...

Fez luz no espírito eterno...

Embora tivesse o ministério endereçando aos povos do mundo, não marcou a seu presença com expressões coletivas de poder, quais exércitos e sacerdócios, armamentos e tribunais.

Trouxe claridade para todos, projetando-a de si mesmo.

Revelou a grandeza do serviço à coletividade, por intermédio da consagração pessoal ao Bem infinito...

Nas reminiscências do Natal do Senhor, meu amigo, medita no próprio roteiro.

Tens suficiente luz para a marcha?

Que espécie de claridade acendes no caminho?

Foge ao brilho fatal dos curtos-circuitos da cólera, não te contentes com a lanterninha da vaidade que imita o pirilampo em voo baixo, dentro da noite, apaga a labareda do ciúme e da discórdia que atira corações aos precipícios do crime e do sofrimento.

Se procuras o Mestre Divino e a experiência cristã, lembra-te de que na Terra há clarões que ameaçam, perturbam, confundem e anunciam arrasamento...

Estarás realmente cooperando com o Cristo, na extinção das trevas, acendendo em ti mesmo aquela sublime luz para alumiar?


Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia Francisco Cândido Xavier