Translate

Mostrando postagens com marcador Caridade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caridade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO



Instrução dos espíritos

            Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão contidos os destinos dos homens na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque aqueles que a tiverem praticado, encontrarão graça diante do Senhor. Esta divisa é a luz celeste, a coluna luminosa que guia o homem no deserto da vida para conduzi-lo à Terra Prometida, e brilha no céu como uma auréola santa na fronte dos eleitos, e na Terra está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, vós os benditos de meu Pai. Vós reconhecereis pelo perfume de caridade que espargem ao seu redor. Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada resume melhor os deveres do homem, do que esta máxima de ordem divina; o Espiritismo não podia provar melhor a sua origem do que dando-a por regra, porque ela é reflexo do mais puro Cristianismo; com um tal guia o homem não se perderá jamais. Aplicai-vos, pois, meus amigos, em compreender-lhe o sentido profundo e as consequências, e em procurar, por vós mesmos, rodas as suas aplicações. Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade, e vossa consciência vos responderá; não somente ela vos evitará de fazer o mal, mas vos levará a fazer o bem: porque não basta uma virtude negativa, é preciso uma virtude ativa; para fazer o bem é preciso sempre a ação da vontade; para não fazer o mal basta, frequentemente, a inércia e a negligência.

            Meus amigos, agradecei a Deus que vos permitiu pudésseis gozar da luz do Espiritismo; não porque só aqueles que a possuem podem ser salvos, mas porque vos ajudando a melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos; fazei, pois, que em vos vendo, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, porque todos aqueles que praticam a caridade são os discípulos de Jesus, qualquer seja o culto a que pertençam. (PAULO, apóstolo, Paris, 1860).  

 


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. XV. Item 10.



segunda-feira, 7 de agosto de 2023

FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO. FORA DA VERDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO


           Enquanto a máxima: Fora da caridade não a salvação se apoia sobre o princípio universal e abre a todos os filhos de Deus acesso à felicidade suprema, o dogma: Fora da igreja não há salvação se apoia, não sobre a fé fundamental em Deus e na imortalidade da alma, fé comum a todas as religiões, mas sobre a fé especial em dogmas particulares; é exclusivo e absoluto; em lugar de unir os filhos de Deus, os divide; em lugar de os excitar ao amor de seus irmãos, alimenta e sanciona a irritação entre os sectários dos diferentes cultos que se consideram reciprocamente como malditos na eternidade, fossem eles parentes ou amigos neste mundo; desconhecendo a grande lei de igualdade diante do túmulo, os separa até no campo do repouso. A máxima: Fora da caridade não há salvação é a consagração do princípio da igualdade diante de Deus e da liberdade de consciência; com esta máxima por regra, todos os homens são irmãos, e, qualquer que seja a sua maneira de adorar a Deus, eles se estendem as mãos e oram uns pelos outros. Com o dogma: Fora da igreja não há salvação, eles se lançam anátema, se perseguem e vivem em inimizade; o pai não ora pelo filho, nem o filho pelo pai, nem o amigo pelo amigo, desde que se julguem reciprocamente condenados para sempre. Esse dogma, pois, é essencialmente contrário aos ensinamentos do Cristo e à lei evangélica.

            Fora da verdade não há salvação seria o equivalente de: Fora da igreja não há salvação, e também exclusivista, porque não há uma só seita que não pretenda ter o privilégio da verdade. Qual é o homem que pode se gabar de possuí-la inteiramente, quando o circulo dos conhecimentos aumenta sem cessar, e as ideias se retificam a cada dia? A verdade absoluta não pertence senão aos Espíritos de ordem mais elevada, e a Humanidade terrestre não poderia pretendê-la, porque não lhe é dado tudo saber; ela não pode aspirar senão a uma verdade relativa e proporcional ao seu adiantamento. Se Deus houvesse feito da posse da verdade absoluta, a condição expressa da felicidade futura, isso seria uma sentença de proscrição geral; enquanto que a caridade, mesmo na sua acepção mais ampla, pode ser praticada por todos. O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo que a salvação independe da crença, conquanto que se observe a lei de Deus, não diz: Fora do Espiritismo não há salvação; e como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, máxima que dividiria em lugar de unir, e perpetuaria o antagonismo.      

 

 

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. XV. Itens 8 e 9.



segunda-feira, 31 de julho de 2023

NECESSIDADE DA CARIDADE SEGUNDO SÃO PAULO

        Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens, e mesmo a língua dos anjos, se não tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante, e um címbalo retumbante; e quando eu tivesse o dom de profecia, penetrasse todos os mistérios, e tivesse uma perfeita ciência de todas as coisas; quando tivesse ainda toda a fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse a caridade eu nada seria. E quando tivesse distribuído meus bens para alimentar os pobre, e tivesse entregue meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso não me serviria de nada.

        A caridade é paciente; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada; não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

        Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, permanecem; mas, entre elas, a mais excelente é a caridade. (São Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, v. de 1 a 7 e 13).

           

        São Paulo, de tal forma compreendeu essa verdade, que disse: “Ainda quando eu tivesse a linguagem dos anjos; quando eu tivesse o dom de profecia, e penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda a fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria. Entre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade.” Coloca, assim, sem equivoco, a caridade acima mesmo da fé, porque a caridade está ao alcance de todo o mundo, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre, e porque independe de toda a crença particular.

         E fez mais: definiu a verdadeira caridade; mostrou-a não somente na beneficência, mas na reunião de todas as qualidades do coração, na bondade e benevolência para com o próximo.

 

 

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. XV. Itens 6 e 7.



sábado, 7 de janeiro de 2023

A CARIDADE DESCONHECIDA


    A conversação em casa de Pedro versava, nessa noite, sobre a pratica do bem, com a viva colaboração verbal de todos.

    Como expressar a compaixão, sem dinheiro? Por que meios incentivar a beneficência, sem recursos monetários?

    Com essas interrogativas, grandes nomes da fortuna material eram invocados e a maioria inclinava-se a admitir que somente o poderosos da Terra se encontravam à altura de estimular a piedade ativa, quando o Mestre interferiu, opinando, bondoso:

    - Um sincero devoto da Lei foi exortado por determinações do Céu ao exercício da beneficência; entretanto, vivia em pobreza extrema e não podia, de modo algum, retirar a mínima parcela de seu salário para o socorro aos semelhantes. Em verdade, dava de si mesmo, quanto possível, em boas palavras e gestos pessoais de conforto e estimulo a quantos se achavam em sofrimento e dificuldade; porém, magoava-lhe o coração a impossibilidade de distribuir agasalho e pão com os andrajosos e famintos à margem de sua estrada.

    Rodeado de filhinhos pequeninos, era escravo do lar que lhe absorvia o suor.

    Reconheceu, todavia, que, se lhe era vedado o esforço na caridade pública, podia perfeitamente guerrear o mal, em todas as circunstancias de sua marcha pela Terra.

    Assim é que passou a extinguir, com incessante atenção, todos os pensamentos inferiores que lhe eram sugeridos; quando em contato com pessoas interessadas na maledicência, retraía-se, cortês, e, em respondendo a alguma interpelação direta, recordava essa ou aquela pequena virtude da vítima ausente; se alguém, diante dele, dava pasto à cólera fácil, considerava a ira como enfermidade digna de tratamento e recolhia-se à quietude; insultos alheios batiam-lhe no espírito à maneira de calhaus em barril de mel, porquanto, além de não reagir, prosseguia tratando o ofensor com a fraternidade habitual; a calúnia não encontrava acesso em sua alma, de vez que toda denúncia torpe se perdia, inútil, em seu grande silêncio; reparando ameaças sobre a tranquilidade de alguém, tentava desfazer as nuvens da incompreensão, sem alarde, antes que assumissem feição tempestuosa; se alguma sentença condenatória bailava em torno do próximo, mobilizava, espontâneo, todas as possibilidades ao seu alcance na defesa delicada e imperceptível; seu zelo contra a incursão e a extensão do mal era tão fortemente minucioso que chegava a retirar detritos e pedras da via pública, para que não oferecessem perigo aos transeuntes. Adotando essas diretrizes, chegou ao termo da jornada humana, incapaz de atender às sugestões da beneficência que o mundo conhece. Jamais pudera estender uma tigela de sopa ou ofertar uma pele de carneiro aos irmãos necessitados.

    Nessa posição, a morte buscou-o ao tribunal divino, onde o servidor humilde compareceu receoso e desalentado. Temia o julgamento das autoridades celestes, quando, de improviso, foi aureolado por brilhante diadema, e, porque indagasse, em lágrimas, a razão do inesperado prêmio, foi informado de que a sublime recompensa se referia à sua triunfante posição na guerra contra o mal, em que se fizera valoroso empreiteiro.

    Fixou o Mestre nos aprendizes o olhar percuciente e calmo e concluiu , em tom amigo:

    - Distribuamos o pão e a cobertura, acendamos luz para a ignorância e intensifiquemos a fraternidade aniquilando a discórdia, mas não nos esqueçamos do combate metódico e sereno contra o mal, em esforço diário, convictos de que, nessa batalha santificante, conquistaremos a divina coroa da caridade desconhecida.

 

Fonte: Livro – Jesus no Lar. Pelo Espírito Neio Lúcio. Psicografia de Chico Xavier. Cap. 20.  



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Post.189: EXCELÊNCIA DA CARIDADE

É impossível falar de caridade como vimos nas postagens anteriores,  e não mencionar o capítulo XIII da Primeira Epístola aos Coríntios do apóstolo Paulo. Paulo transmitiu nesta mensagem o verdadeiro sentido da caridade, mostrando que em todas as nuances da evolução do espírito é a caridade que faz elevar o ser imortal a dons superiores, que é o caminho mais seguro  a seguir para nos elevar a Deus. É amar o próximo como a nós mesmos, como Mestre Jesus nos ensinou.  Vamos ler essa linda mensagem de Paulo:


Excelência da caridade

Aspirai aos dons superiores. E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!
A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.
Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje, conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.  
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade.


Uma mensagem de entendimento complexo, magnífica, em que nos mostra que não adianta fazer coisas de grande magnitude, nem coisas de imenso valor se não existir o verdadeiro exercício de caridade, de forma abnegada. Mostrando que a caridade Não deve ser exercida com ostentação, com a necessidade de ser visto, é como Jesus nos ensinou: “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens.” (Mateus 6:2)  Isto porque a caridade em sua forma sincera não é invejosa, nem orgulhosa, nem arrogante, nem escandalosa, não busca seus próprios interesses, não guarda rancor... Pelo fato que a caridade não espera nenhum reconhecimento, nem agradecimento, lembremos do ensinamento de Jesus: “Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, Ele mesmo te recompensará publicamente.” (Mateus 6:3-4) 
O  livro, O Evangelho Segundo O Espiritismo, diz que Paulo compreendeu de tal forma a caridade quando disse que “Entre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade.” Coloca, assim, sem equívoco, a caridade acima mesmo da fé, porque a caridade está ao alcance de todo o mundo, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre, e porque independe de toda crença particular. E fez mais: definiu a verdadeira caridade; mostrou-a não somente na benevolência, mas na reunião de todas as qualidades do coração, na bondade e benevolência para com o próximo.
O exercício da caridade é sempre crescente, e que nunca terá fim. Quanto mais evoluirmos mais vamos fazer uso da caridade em suas múltiplas formas. 


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

OS TIPOS DE CARIDADE

A Doutrina Espírita nos esclarece no O Livro dos Espíritos, questão 893, que a mais meritória das virtudes é aquela que está fundada sobre a mais desinteressada caridade. Mas, será que é fácil compreender o que é o verdadeiro ato de caridade? Caridade não é só o ato de dar algo material, seja dinheiro, ou comida, ou roupas... Há a caridade moral que é tão importante e benéfica como a caridade material, e que muitas e muitas vezes as pessoas mais necessitam de um estimulo moral por meio de uma conversa para seguir em frente do que de coisas materiais.
Vamos refletir um pouco sobre os tipos de caridade:

Caridade material
Este tipo de caridade deve ser realizada com amor, desapego, generosidade, não humilhando quem está recebendo. Sendo referente as coisas do mundo físico, como a doação de roupas, de comida, de quantia de dinheiro, dentre outras doações materiais.
                A verdadeira caridade material, realizada com amor, não tolera ostentação e má vontade, ou seja, não é caridade dar algo apenas para se livrar de quem está pedindo ou para tentar aliviar a consciência; a caridade material tem que ser exercida com desejo sincero de auxiliar o próximo, sem esperar reconhecimento, ou algum tipo de retorno, ou gratidão, é praticar a caridade de forma desinteressada. Não importa a quantia, ou a quantidade quando se é dado com amor e sinceridade.

Caridade moral
A caridade moral também é de boa vontade para com todos, tolerância para com as imperfeições do próximo, e perdão as ofensas. Não sendo nada material a ofertar, pelo fato que a caridade moral é exercida pelos seguintes meios:
- Verbal: que são as palavras que consolam, esclarecem, edificam, silenciando ou suavizando o falar, realizando prece para estabelece aproximação com Deus.
- Mental: sendo as ondas mentais sob a forma de perdão, de prece, de amor, de paz, de harmonia; emitidas em favor de encarnados e desencarnados.
- Gestual: através de carinho fraternal, abraço, aperto de mão, sorriso... Aos necessitados de consolo.
- Passiva: esta caridade moral consiste em silenciar diante de uma ofensa; dar atenção perante um desabafo.
- Mediúnica: é o amparo a encarnados e a desencarnados, por meio da mediunidade.
      Para bom procedimento e realizar a caridade moral dentro dos nossos deveres, podemos exercitar nossa consciência através das três perguntas seguintes:
- Ao pensar, julgando ou avaliando o próximo, como devo proceder? Com tolerância.
- Como deve ser a minha ação para com o meu próximo? Com boa vontade, benevolência.
- Como devo receber a ação do próximo? Com perdão.
           Joanna de Ângelis, diz no livro Vigilância, psicografia Divaldo Franco: “A caridade moral é desafio para toda hora no lar, na rua, no trabalho.”

Deste modo todos nós podemos exercitar a caridade.  Assim, há sempre condições e oportunidades para a pratica da caridade, basta encontrar os meios de exercê-la com amor, se não temos condições materiais para auxiliar o próximo, temos a capacidade de dar palavras de consolo, de esperança, podemos emanar pensamentos positivos ao necessitados, fazer preces, dar um abraço fraternal; coisas que não custam nada materialmente, mas que engrandece o espírito de quem está doando e acolhe, consola o necessitado .  A medida em que vamos compreendendo a caridade em sua forma verdadeira, vamos nos esforçando cada vez mais para exercê-la por seus diversos meios, e assim vamos eliminando o egoísmo, o orgulho, a soberba, a ostentação... Pois, os possuímos de uma maneira ou de outra, uns mais outros menos. Lembramo-nos a pratica da caridade nos eleva cada vez mais para juntos de Deus, pelo fato que a caridade proporciona a nossa evolução.  Quando pedimos amor para Deus, Ele Envia-nos pessoas para que possamos auxiliar.

“A Caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus”  (Chico Xavier)


sábado, 6 de dezembro de 2014

Post.187: CARIDADE E AMOR AO PRÓXIMO

O verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus é Benevolência (boa vontade) para com todos, indulgência (tolerância) para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas.

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem que está ao nosso alcance e que gostaríamos nos fosse feito a nós mesmos. Tal é o sentido das palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros, como irmãos.

A caridade, segundo Jesus, não está restrita à esmola. Ela abrange todas as relações que temos com nossos semelhantes, quer sejam nossos inferiores, nossos iguais ou nossos superiores. Ela nos ordena a indulgência (tolerância) porque nós mesmos temos necessidade dela. Proíbe-nos de humilhar o infortúnio, contrariamente ao que se pratica muito frequentemente. Se uma pessoa rica se apresenta, tem-se por ela mil atenções, mil amabilidades; se é pobre , parece não haver mais necessidade de se incomodar com ela. Quanto mais sua posição seja lastimável, mais se deve respeitar antes de aumentar seu sofrimento pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura realçar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distância entre ambos.


Disse Jesus também: amai mesmo vossos inimigos. Ora, o amor por nossos inimigos não é contrario às nossas tendências naturais e a inimizade não provém da ausência de simpatia entre os espíritos? Sem dúvida, não se pode ter pelos inimigos um amor terno e apaixonado; não foi isso que Jesus quis dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e retribuir bem por mal. Por este meio nos tornamos superiores a eles; pela vingança, colocamo-nos abaixo deles.

Que pensar da esmola?
O homem reduzido a pedir esmola se degrada moral e fisicamente: ele se embrutece. Numa sociedade baseada sobre a lei de Deus e a justiça, deve-se prover a vida do fraco sem humilhação para ele. Ela deve assegurar a existência daqueles que não podem trabalhar, sem deixar sua vida à mercê do acaso e da boa vontade.

Há homens reduzidos à mendicância por suas faltas, mas se uma boa educação moral os houvesse ensinado a praticar a lei de Deus, eles não cairiam nos excessos que causam sua perda; é disso sobreduto que depende o melhoramento do nosso planeta.

“Não é a esmola que é reprovável, frequentemente, é a maneira pela qual é feita. O homem de bem, que compreende a caridade segundo Jesus, se antecipa ao infeliz sem esperar que ele lhe estenda a mão.
A verdadeira caridade é sempre boa e benevolente; ela está mais no gesto que no fato. Um serviço feito com delicadeza duplica de valor; se é feito com ostentação, a necessidade pode fazê-lo aceitar, mas o coração não é tocado por ele.
Lembrai-vos também que a ostentação, aos olhos de Deus, tira o mérito do favor. Disse Jesus: Que a vossa mão esquerda ignore o que dá vossa mão direita; Ele vos ensina com isso a não deslustrar a caridade pelo orgulho.
É preciso distinguir a esmola propriamente dita da benevolência. O mais necessitado não é sempre aquele que pede; o receio de uma humilhação retém o verdadeiro pobre e, frequentemente, ele sofre sem se lamentar. É a este que o homem, verdadeiramente humano, sabe ir procurar sem ostentação.
Amai-vos uns aos outros é toda a lei, a lei divina pela qual Deus governa os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados; a atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.
Não esqueçam jamais que o espírito, qualquer que seja seu grau de adiantamento, sua situação como reencarnação ou erraticidade, está sempre colocado entre um superior que o guia e o aperfeiçoa, e um inferior diante do qual tem os mesmos deveres a cumprir. Portanto, sede caridosos, não somente dessa caridade que vos leva a tirar de vossa bolsa o óbolo que dais friamente àquele que ousa vo-lo pedir, mas ide ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes para com os defeitos dos vossos semelhantes; em lugar  de menosprezar a ignorância e o vício, instruí-os e moralizai-os. Sede dóceis e benevolentes para com todos os que vos são inferiores, assim como em relação aos seres mais inferior da criação, e tereis obedecido à lei de Deus.”  SÃO VICENTE DE PAULO.


Fonte: O Livro dos Espíritos, questões 886 à 889.