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domingo, 29 de janeiro de 2023

MENSAGEM: CONVITE


Lidador de Jesus, contempla o campo à espera...

Tudo é renovação na imensa gleba humana...

Agitadas e hostis em torva caravana,

Fogem sombras do Mundo ao sol da Nova Era!

Desfralda o próprio sonho à luz da lama sincera,

Aprimorando a fé na Vida Soberana,

E atendendo à extensão da paz que nos irmana,

Age, estuda, constrói, ampara, persevera!

Liberta-te cumprindo o dever que te exalta,

“Eleva-se a servir” é a diretriz mais alta,

De quem honra o progresso em trabalho fecundo...

Alteia-te no bem!... Abençoa e confia,

E unidos em Jesus chegaremos um dia,

À vitória do amor na redenção do Mundo!

 

Pelo Espírito Casimiro Cunha.
Psicografia de Chico Xavier.

 

Fonte: Livro – Estrelas no Chão. Espíritos Diversos. Psicografia de Chico Xavier.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

SUBMISSÃO ÁS AUTORIDADES, POR PAULO DE TARSO


        Paulo de Tarso em sua Carta aos Romanos 13:1-7:

        Cada qual seja submisso ás autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação. Em verdade, as autoridades inspiram temor, não porém a quem pratica o bem, e sim a quem faz o mal! Queres não ter o que temer a autoridade? Faze o bem e terás o seu louvor. Porque ela é instrumento de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, porque não é sem razão que leva a espada: é ministro de Deus, para fazer justiça e para exercer a ira contra aquele que pratica o mal. Portanto, é necessário submeter-se, não somente por temor do castigo, mas também por dever de consciência.

        É também por essa razão que pagais os impostos, pois os magistrados são ministros de Deus, quando exercem pontualmente esse ofício. Pagai a cada um o que lhe compete: o imposto, a quem deveis o imposto; o tributo, a quem deveis o tributo; o temor e o respeito, a quem deveis o temor e o respeito.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

A SOCIEDADE ATUAL PRECISA TER JESUS

                                  

        O Brasil passa por um momento polarizado, em que até mesmo os ensinos, os valores que Jesus nos passou estão sendo distorcidos. O Cristo nunca incentivou o uso de armas, tanto que Jesus quando estava preste a ser preso no Jardim Getsêmani, quando Pedro foi tentar O defender, ele pediu: “Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão.” (Mateus 26:52) Isto é valorizar a vida, independente de quem seja. E não vamos esquecer que Jesus viveu no auge do cruel império romano, no entanto, nunca se rebelou e nem incentivou fazer revolução contra o poder romano. A escolha de Jesus sempre foi o amor, o respeito, e o respeito de Jesus pela lei, como o seu ensino: “Daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22:21)

        Deus está fora dos parâmetros físicos, mas Sua sublime afetividade é infinita... Cada pessoa “luta” por sua religião, “batalha” pela sua ideologia, “combate” pelo seu grupo político, mas Deus “luta”, “batalha”, “combate” pelo bem da humanidade com a Sua Divina e Infinita Misericórdia, esperando que nós possamos evoluir para atingir níveis mais altos na nossa senda evolutiva. E essa é a grande mensagem que seguiu o Cristo Jesus até seus últimos suspiros.

        Se fossemos educados e educássemos para sermos apaixonados pela humanidade, nos enxergaríamos como irmãos e não como inimigos. Mas, com a resalva de que pelo planeta Terra, há inúmeras pessoas com grande compromisso social. No entanto, as crianças raramente são educadas para se desenvolverem, emocionalmente e intelectualmente para terem compromissos com a humanidade e com o ecossistema do planeta; para saber amar, independente da cultura, religião, raça... Tal educação deveria ser básica para o coletivo. A educação das crianças e dos jovens vem sendo construída para eles serem competitivos, tal educação pode ser boa para manter o capitalismo, mas é uma transgressão para a humanidade, sem o desenvolvimento da empatia, da fraternidade, da caridade... O exemplo que Mestre Jesus nos deixou é o de servir a todos que precisassem, nunca tendo negado nenhuma ajuda a ninguém.

        As convicções de Jesus eram solidas, sempre demonstrando um respeito incondicional pelos outros. Nunca obrigou ninguém O seguir, convidava com o seu sublime amor, e deu sempre a liberdade para partir quando quisessem. Só alguém que tem compromisso social altaneiro e maduro tem tal coragem, só quem pensa primeiro nos outros pode não constrangê-los a seguir, vemos nos exemplos de Mestre Jesus a mais pura empatia. A própria escolha dos seus discípulos revela sua preocupação em mudar os ditames da sociedade. Quem ele convidou para serem seus discípulos? Intelectuais? Indivíduos sem conflitos psíquicos ou que viviam no luxo? Não! Ele chamou a pior estirpe de indivíduos da sua época, não eram intuitivo, tinham instintos apurados; não sabiam interiorizar-se, mas reagir; não tinham empatia, mas eram rápidos para condenar. Isto porque Jesus queria que esses homens intransigentes se transformassem a luz dos Seus exemplos e ensinos, tornando-se pontos de luz para a sociedade. Pretendia que vivessem não apenas para si mesmos, mas também para os outros. Utopia? Não! Capacidade! Jesus conseguiu, segundo sabemos, em cerca de 3 anos transformar esses homens rudes, os transformando não apenas para a sociedade que viviam, mas deixando um legado de transformação moral , de exemplo de seguir a Cristo e de transmitir através de milênios as máximas do amado Mestre de Nazaré.

        E é isto que os novos tempos nos pede, transformação. Podemos sim, nos transformar, assim como os discípulos, de começar a nossa transformação moral, segundo os ensinamento de Jesus e seus exemplos que ensinam por si só. Não vamos esquecer que Jesus está sempre do nosso lado nos orientando assim como fez com seus discípulos, basta queremos começar, pois Jesus não só convidou os seus discípulos, mas a todos nós, e ele continua a nos esperar, pacientemente.

        Antes de acharmos sermos donos da verdade, de pensarmos que não cometemos erros, que não carregamos falhas, que não julgamos o próximo com fúria, e que muitas vezes somos danosos... Lembremos de Jesus em praça publica com a mulher adultera, em que Ele não jogou nenhuma pedra, então antes de sermos radicais e de colocar a nossa fúria para fora, seja na forma das nossas atitudes, no pensar... Lembremos verdadeiramente de Jesus, pois o Cristo é que eleva, e que não polariza e não escolhe a ninguém. Seguir a Cristo não da boca para fora, mas verdadeiramente em nosso comportamento!



sábado, 7 de janeiro de 2023

A CARIDADE DESCONHECIDA


    A conversação em casa de Pedro versava, nessa noite, sobre a pratica do bem, com a viva colaboração verbal de todos.

    Como expressar a compaixão, sem dinheiro? Por que meios incentivar a beneficência, sem recursos monetários?

    Com essas interrogativas, grandes nomes da fortuna material eram invocados e a maioria inclinava-se a admitir que somente o poderosos da Terra se encontravam à altura de estimular a piedade ativa, quando o Mestre interferiu, opinando, bondoso:

    - Um sincero devoto da Lei foi exortado por determinações do Céu ao exercício da beneficência; entretanto, vivia em pobreza extrema e não podia, de modo algum, retirar a mínima parcela de seu salário para o socorro aos semelhantes. Em verdade, dava de si mesmo, quanto possível, em boas palavras e gestos pessoais de conforto e estimulo a quantos se achavam em sofrimento e dificuldade; porém, magoava-lhe o coração a impossibilidade de distribuir agasalho e pão com os andrajosos e famintos à margem de sua estrada.

    Rodeado de filhinhos pequeninos, era escravo do lar que lhe absorvia o suor.

    Reconheceu, todavia, que, se lhe era vedado o esforço na caridade pública, podia perfeitamente guerrear o mal, em todas as circunstancias de sua marcha pela Terra.

    Assim é que passou a extinguir, com incessante atenção, todos os pensamentos inferiores que lhe eram sugeridos; quando em contato com pessoas interessadas na maledicência, retraía-se, cortês, e, em respondendo a alguma interpelação direta, recordava essa ou aquela pequena virtude da vítima ausente; se alguém, diante dele, dava pasto à cólera fácil, considerava a ira como enfermidade digna de tratamento e recolhia-se à quietude; insultos alheios batiam-lhe no espírito à maneira de calhaus em barril de mel, porquanto, além de não reagir, prosseguia tratando o ofensor com a fraternidade habitual; a calúnia não encontrava acesso em sua alma, de vez que toda denúncia torpe se perdia, inútil, em seu grande silêncio; reparando ameaças sobre a tranquilidade de alguém, tentava desfazer as nuvens da incompreensão, sem alarde, antes que assumissem feição tempestuosa; se alguma sentença condenatória bailava em torno do próximo, mobilizava, espontâneo, todas as possibilidades ao seu alcance na defesa delicada e imperceptível; seu zelo contra a incursão e a extensão do mal era tão fortemente minucioso que chegava a retirar detritos e pedras da via pública, para que não oferecessem perigo aos transeuntes. Adotando essas diretrizes, chegou ao termo da jornada humana, incapaz de atender às sugestões da beneficência que o mundo conhece. Jamais pudera estender uma tigela de sopa ou ofertar uma pele de carneiro aos irmãos necessitados.

    Nessa posição, a morte buscou-o ao tribunal divino, onde o servidor humilde compareceu receoso e desalentado. Temia o julgamento das autoridades celestes, quando, de improviso, foi aureolado por brilhante diadema, e, porque indagasse, em lágrimas, a razão do inesperado prêmio, foi informado de que a sublime recompensa se referia à sua triunfante posição na guerra contra o mal, em que se fizera valoroso empreiteiro.

    Fixou o Mestre nos aprendizes o olhar percuciente e calmo e concluiu , em tom amigo:

    - Distribuamos o pão e a cobertura, acendamos luz para a ignorância e intensifiquemos a fraternidade aniquilando a discórdia, mas não nos esqueçamos do combate metódico e sereno contra o mal, em esforço diário, convictos de que, nessa batalha santificante, conquistaremos a divina coroa da caridade desconhecida.

 

Fonte: Livro – Jesus no Lar. Pelo Espírito Neio Lúcio. Psicografia de Chico Xavier. Cap. 20.  



domingo, 1 de janeiro de 2023

BEM VINDO 2023

                                 

Que este novo ciclo de tempo que inicia-se no Planeta Terra, seja abençoado pelo Criador...

 

Que o ciclo de 2023 seja de bênçãos para a humanidade encarnada e desencarnada!

 

Que possamos ter saúde para trabalhar e desenvolver nossas atividades;

 

Que possamos sorrir muito;

 

Que possamos desenvolver mais o amor e a caridade;

 

Que possamos aprender e vivenciar cada vez mais os ensinamentos de Jesus;

 

Que possamos respeitar e dar mais valor a natureza;

 

Que possamos ir em busca de mais aprendizados e para compartilha-los com todos que quiserem;

 

Que possamos ter mais compreensão e tolerância para com o próximo;

 

Que as dificuldades que venham aparecer, que sirvam para o nosso desenvolvimento espiritual;

 

Que as pessoas que praticam a violência permitam-se serem tocadas pelo amor de Jesus e deem mais respeito a vida;

 

Que as famílias em desunidas encontre a paz e o equilíbrio;

 

Que os doentes e seus cuidadores tenham força e perseverança para a provação passar;

 

Que possamos trabalhar cada vez mais para o bem, sermos fonte de amor, de luz, de caridade, de acordo com a nossa capacidade;

 

Que possamos ter perseverança em nossos compromissos e trabalhos assumidos;

 

Que possamos construir a paz interior para sermos pontos de luz no planeta Terra...

 

Que possamos seguir nossas inspirações, realizar nossos objetivos, ser fiel a nossa consciência; que possamos fazer brilhar nosso caminho em 2023, plantar cada vez mais o amor e o bem...

 

Que possamos praticar de acordo com nosso desenvolvimento e nível espiritual os ensinamentos de Mestre Jesus, cada vez mais!

 

        Desejo um saudável e feliz 2023! Agradeço por estarmos juntos, e que a humanidade possa ter um ano de paz, tranquilidade e equilíbrio!

 

        Que 2023 seja iniciado e que permaneça sob a Luz do nosso Divino Mestre Jesus, com as bênçãos de Deus e a presença dos Bons Espíritos.

 

       BEM VINDO 2023!!!!!!

 

Amor à todos os seres!

Luz e boas vibrações!

Vibremos pela saúde, por amor, pela fraternidade, por proteção!

Deus conosco.
Paz, Luz e Harmonia.
Blog  Jardim Espírita.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

O CRISTO INCONFUNDÍVEL

 


Preparação do cristianismo

As lições da palestina foram, desse modo, precedidas de laboriosa e longa preparação na intimidade dos milênios.

Os sacerdotes de todas as grandes religiões do passado supuseram, nos seus mestres e nos seus mais altos iniciados, a personalidade do Senhor, mas temos de convir que Jesus foi inconfundível.

À luz significativa da história, observamos muitas vezes, nos seus auxiliares ou instrumentos humanos, as características das vulgaridades terrestres. Alguns foram ditadores de consciências, enérgicos e ferozes no sentido de manter e fomentar a fé; outros, traídos em suas forças e desprezando os compromissos sagrados com o Salvador, longe de serem instrumentos do Divino Mestre, abusaram da própria liberdade, dando ouvidos às forças subversivas da treva, prejudicando a harmonia geral.

 

O Cristo inconfundível

Mas Jesus assinalada a sua passagem pela Terra com o selo constante da mais augusta caridade e do mais abnegado amor. Suas parábolas e advertências estão impregnadas do perfume das verdades eternas e gloriosa. A manjedoura e o calvário são lições maravilhosas, cujas claridades iluminam os caminhos milenários da humanidade inteira, e sobretudo os seus exemplos e atos constituem um roteiro de todas as grandiosas finalidades, no aperfeiçoamento da vida terrestre. Com esses elementos, fez uma revolução espiritual que permanece no globo há dois  milênios. Respeitando as leis do mundo, aludindo à efígie de César, ensinou as criaturas humanas a se elevarem para Deus, na dilatada compreensão das mais santas verdades da vida. Remodelou todos os conceitos da vida social, exemplificando a mais pura fraternidade. Cumprido a Lei Antiga, encheu-lhe o organismo de tolerância, de piedade e de amor, com as suas lições na praça pública, em frente das criaturas desregradas e infelizes, e somente Ele ensinou o “Amai-vos uns aos outros”, vivendo a situação de quem sabia cumpri-lo.

Os espíritos incapacitados de o compreender podem  alegar que as suas formulas verbais eram antigas e conhecidas; mas ninguém poderá contestar que a sua exemplificação foi única, até agora, na face da Terra.

A maioria dos missionários religiosos da antiguidade se compunha de príncipes, de sábios ou de grandes iniciados, que saíam da intimidade confortável dos palácios e dos templos; mas o Senhor da semeadura e da seara era a personificação de toda a sabedoria, de todo o amor, e o seu único palácio era a tenda humilde de um carpinteiro, onde fazia questão de ensinar à posteridade que a verdadeira aristocracia deve ser a do trabalho, lançando a fórmula sagrada, definida pelo pensamento moderno, como o coletivismo das mãos, aliado ao individualismo dos corações síntese social para a qual caminham as coletividades dos tempos que passam – e que, desprezando todas as convenções e honrarias terrestres, preferiu não possuir pedra onde repousasse o pensamento dolorido, a fim de que aprendessem os seus irmãos a lição inesquecível do “Caminho, da Verdade e da Vida”.

 

Fonte: Livro – A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier. Cap. IX.

sábado, 24 de dezembro de 2022

O NASCIMENTO DO MESTRE JESUS

                                

Nas vésperas do senhor

É então que se movimentam as entidades angélicas do sistema, nas proximidades da Terra, adotando providencias de vasta e generosa importância. A lição do Salvador deveria, agora, resplandecer para os homens, controlando-lhes a liberdade com a exemplificação do amor. Todas as providencias são levadas a efeito. Escolhem-se os instrutores, os precursores imediatos, os auxiliares divinos. Uma atividade única registra-se, então, nas esferas mais próximas do planeta, e, quando reinava Augusto, na sede do governo do mundo, viu-se uma noite cheia de luzes e de estrelas maravilhosas. Harmonias divinas cantavam um hino de sublimadas esperanças no coração dos homens e da natureza. A manjedoura é o teatro de todas as glorificações da luz e da humildade, e, enquanto alvorecia uma nova era para o globo terrestre, nunca mais se esqueceria o Natal, a “noite silenciosa, noite santa”.

 

A vinda de Jesus

A manjedoura

A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representava a chave de todas as virtudes.

Começava a era definitiva da maioridade espiritual da humanidade terrestre, de vez que Jesus, com a sua exemplificação divina, entregaria o código da fraternidade e do amor a todos os corações.

Debalde os escritores materialistas de todos os tempos vulgarizaram o grande acontecimento, ironizando os altos fenômenos fenômenos mediúnicos que o precederam. As figuras de Simeão, Ana, Isabel, João Batista, José, bem como a personalidade sublimada de Maria, tem sido muitas vezes objeto de observações injustas e maliciosas; mas a realidade é que somente com o concurso daqueles mensageiros da Boa Nova, portadores da contribuição de fervor, crença e vida, poderia Jesus lançar na Terra os fundamentos da verdade inabalável.

 

Fonte: Livro – A Caminho da Luz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier. Cap. XI e XII


domingo, 18 de setembro de 2022

VAMOS FALAR SOBRE SUICÍDIO?


Segundo o CVV(Centro de Valorização da Vida), a cada hora uma pessoa tira a sua vida no Brasil, mesmo período no qual outras três tentam se matar. Sendo considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública. E este tema deveria ser discutido em todos os lugares: nos lares, nos ambientes de trabalho, nas escolas, nas religiões... Mas, ainda há grande tabu, preconceito e vergonha nessa luta. Pois, a morte por suicídio toca em questões de crenças, escolhas, barreiras sociais...

Para o CVV quanto para a OMS, trata-se de um problema que se pode prevenir na grande maioria das vezes, a OMS estima que 90% dos casos de suicídio podem serem prevenidos desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional, e esse é um dos maiores esforços do CVV. Estudar e discutir sobre o suicídio é uma das formas mais eficientes de se promover a prevenção, pois esta só é possível quando a população, os profissionais de saúde, os jornalistas e governantes tem informações suficientes para conduzir as medidas adequadas e ao seu alcance nessa frente.

A população LGBTQIA+ é uma das que mais sofrem com essa epidemia silenciosa. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, LGBTQIA+ tem cinco vezes mais chances de cometer suicídio do que heterossexuais cisgêneros e a depender do ambiente que está inserido, esse número pode subir até 20 vezes.

No site Carta Capital com a matéria intitulada - Um olhar espírita sobre o suicídio: você não está sozinho. Conta-se tal relato de um amparo do CVV: “Do outro lado da linha, uma voz suave e firme atendeu ao meu chamado. Passava das duas da manhã. A insistência afetiva da atendente me encorajou a dizer as primeiras palavras: não está tudo bem! Você gostaria de conversar sobre o que te aflige? Disse ela. Chorei. Lembro que fiquei quase uma hora chorando e ela, pacientemente, me ouvindo. De vez em quando dizia que estava ali para me acolher e que eu podia confiar nela. A voz da atendente lembrava a voz da minha mãe, motivo, inclusive, do meu sofrimento. Sabe, disse tentando conter o choro, sempre fui um bom filho, mas minha mãe não aceita o fato de eu ser gay. Ela disse que sente vergonha de mim e por isso estou pensando em me matar, para ela não ter mais que sentir vergonha de mim. Ela me fez desistir da ideia.”

Tal empatia, permite que as pessoas falem dos seus sofrimentos, por se sentirem seguras, sem serem julgadas, acolher aqueles que estão nos seus momentos de mais desespero, são meios de evitar que parem de pensar que o suicídio é solução para suas dores e problemas.


sexta-feira, 9 de setembro de 2022

PRECE POR UM SUICIDA

Prefácio. 

O homem não tem jamais o direito de dispor da própria vida, porque só a Deus cabe tirá-lo do cativeiro terrestre, quando o julgo oportuno. Todavia, a justiça divina pode abrandar os seus rigores em favor das circunstâncias, mas reserva toda a sua severidade para aquele que quis se subtrair às provas da vida. O suicida é como o prisioneiro que se evade da prisão, antes de expirar a sua pena, e que, quando é recapturado, é mantido mais severamente. Assim ocorre com o suicida que crê escapar às misérias presentes, e mergulha em infelicidades maiores.

Prece.

Sabemos, ó meu Deus, a sorte reservada àqueles que violam as vossas leis, abreviando voluntariamente os seus dias; mas sabemos também que a vossa misericórdia é infinita: dignai-vos estendê-la sobre a alma de (dizer o nome da pessoa que cometeu suicídio) Possam as nossas preces e a vossa comiseração abrandar a amargura dos sofrimentos que ele experimenta por não ter tido a coragem de esperar o fim das suas provas!

Bons espíritos, cuja missão é assistir os infelizes, tomai-o sob a vossa proteção; inspirai-lhe o arrependimento de sua falta, e que a vossa assistência lhe dê a força de suportar com mais resignação as novas provas que terá de sofrer para repará-la. Afastai dele os maus espíritos que poderiam, de novo, levá-lo ao mal, e prolongar os seus sofrimentos, fazendo-o perder o fruto das suas futuras provas.

Vós, cuja infelicidade é o objeto das nossas preces, que a nossa comiseração possa abrandar-vos a amargura, fazer nascer em vós a esperança de um futuro melhor! Esse futuro está nas vossas mãos; confiai-vos à bondade de Deus, cujo seio está aberto a todos os arrependidos, e não permanece fechado senão para os corações  endurecidos.

 

Fonte: Coletânea De Preces Espíritas. Allan Kardec. itens 71 e 72.


segunda-feira, 29 de agosto de 2022

O ÓDIO


Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Sobretudo, tomai a tarefa de amar aqueles que vos inspiram indiferença, ódio e desprezo. O Cristo, de quem deveis fazer o vosso modelo, vos deu o exemplo desse devotamento; missionário de amor, amou até dar o seu sangue e a própria vida. O sacrifício que vos obriga a amar aqueles que vos ultrajam e vos perseguem é penoso; mas, é precisamente isso que vos torna superiores a eles; se vós os odiais como vos odeiam, não valeis mais do que eles; é a hóstia sem mancha ofertada a Deus sobre o altar de vossos corações, hóstia de agradável aroma cujos perfumes sobem até ele. Ainda que a lei do amor queira que se ame indistintamente a todos os irmãos, não endurece o coração contra os maus procedimentos; ao contrário, é a mais penosa prova, eu o sei, uma vez que durante minha última existência terrestre, experimentei essa tortura; mas Deus lá está, e pune nesta vida e na outra aqueles que faltam à lei de amor. Não vos esqueçais, meus caros filhos, que o amor nos aproxima de Deus, e que o ódio nos afasta dele. (FÉNELON, Bordéus, 1861).

 

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo.  Allan Kardec. Cap. XII; item 10.