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segunda-feira, 28 de maio de 2018

BEM E MAL SOFRER



          Quando o Cristo disse: “Bem aventurados os aflitos, que deles é o reino dos céus”, não se referia aqueles que sofrem em geral, porque todos aqueles que estão neste mundo sofrem, estejam sobre o trono ou sobre a palha; mas, ah! Poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem condu-los ao reino de Deus. O desencorajamento é uma falta; Deus vos recusa consolações porque vos falta coragem. A prece é um sustentáculo para a alma, porém, ela não basta: é preciso que esteja apoiada sobre uma fé viva na bondade de Deus. Frequentemente, ele vos disse que não colocava fardos pesados em ombros fracos; o fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e à coragem; maior será a recompensa quanto a aflição não seja penosa; mas essa recompensa é preciso merecê-la, e é por isso que a vida está cheia de tribulações.

        O militar que não é enviado ao campo de batalha não fica contente, porque o repouso da retaguarda no acampamento não lhe proporciona promoção; sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enfraqueceria e a vossa alma se entorpeceria. Ficai satisfeitos quando Deus vos envia à luta. Essa luta não é o fogo da batalha, mas as amarguras da vida, onde é preciso, algumas vezes, mais coragem do que num combate sangrento, porque aquele que ficaria firme diante do inimigo, se dobrará sob o constrangimento de uma pena moral. O homem não é recompensado por essa espécie de coragem, mas Deus lhe reserva louros e um lugar glorioso. Quando vos atinge um motivo de inquietação ou de contrariedade, esforçai-vos por superá-lo, e quando chegardes a dominar os ímpetos da impaciência, da cólera ou do desespero, dizei-vos co justa satisfação: “Eu fui o mais forte.”

       Bem-aventurados os Aflitos por, pois, ser traduzidos assim: bem-aventurados aqueles que tem oportunidades de provarem sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão em cêntuplo a alegria que lhes falta na Terra, e depois do trabalho virá o repouso. (LACORDAIRE, Havre, 1863)


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Capítulo V, item 18.  Instruções dos Espíritos.


quinta-feira, 24 de maio de 2018

SERMOS AGRADECIDOS


            


            Quanto reclamamos da vida abençoada que temos, que apesar das dificuldades sempre temos o necessário para nosso sustento material.

           Temos que agradecer mais ao Criador pelo dia que se inicia e a noite que se encerra, algumas vezes com suas dificuldades e conquistas;
            Agradecer pela nossa saúde, e quando a saúde nos falta agradecer pela oportunidade de aprender a sofrer com resignação;
           Agradecer pelo sopro da vida física;
           Agradecer, pela nossa capacidade física de interagir na matéria sem ter deficiência, e se alguma deficiência física tiver ou aparecer agradecer pela oportunidade de estarmos expurgando as nossas falhas espirituais que foram adquiridas pelos caminhos da vida;
          Agradecer pelo alimento abençoado que fortalece nosso corpo físico, as vezes sem fatura, mas que tantos outros não tem nada para ingerir;
         Agradecer pelo nosso trabalho que traz o sustento material, que as vezes pode não ser tão bom e gratificante realizar, mas que tantos outros irmãos gostariam de estar exercendo algum compromisso profissional e não estão, seja por falta de emprego ou por falta de saúde;
         Agradecer pelas pessoas do nosso convívio, pois são elas que nos fazem aprender e são a elas que ensinamos, que apesar de existir alguma dificuldade de convívio esta é a oportunidade de reparação ou de superação de si mesmo;
        Agradecer pela água fonte de vida e preciosa, que faz florescer a vida e nossa esperança;
       Agradecer pelo perdão;
       Agradecer pelos livramentos das causas inferiores físicas e espirituais que muitas vezes nem nos damos conta da proteção que recebemos;
        Agradecer pela nossa casa que nos abriga e nos protege;
        Agradecer pelas oportunidades que aparecem...

        Ah, como há tantas coisas para agradecer ao nosso Criador. Passaríamos horas em agradecimento. Quando agradecemos nossa vida ilumina-se. 

        Que possamos refletir mais sobre as circunstâncias da vida. E parar de reclamar de coisas pequenas, enquanto que coisas realmente grandes e serias estão acontecendo. É começar a exercer diariamente a eliminação das nossas mesquinharias, fazemos questão por tudo. Sem paciência para nada, nem para agradecer a vida que temos, seja ela boa ou ruim.

        Lembremos é aqui que devemos estar e devemos ser muito agradecidos por isto. Pois, Deus nos coloca sempre no melhor lugar para o nosso adiantamento. Já vivemos muitas vidas por diversas raças e países que a Terra possui. Mas, o nosso grande momento e o nosso palco é este que estamos vivendo agora. Que não deixemos de amar a Terra em que nos acolhe com tanto amor, pois é ela que proporciona o ensino necessário que temos que aprender, é por este fato que estamos aqui. A vida nunca erra, nós é que erramos, mas que temos a capacidade de refazer e acertar. 

       Será que somos realmente agradecidos?
       Que sejamos antenas para o amor e para o bem. Não esqueçamos de ser gratos e de amar.


Escrito pelo Jardim Espírita



segunda-feira, 21 de maio de 2018

OS CINCO SEGREDOS DA FELICIDADE DO HOMEM MAIS FELIZ DO MUNDO


          O monge Matthieu Ricard é a pessoa mais feliz do mundo. É o que afirmam os cientistas após estudarem seu cérebro.

         Ricard fala que: “Felicidade não é a busca infinita por uma série de experiências prazerosas.

         Aos 70 anos, Ricard dá cinco dicas para alcançar a felicidade:

1 -  Defina o que é felicidade.
Felicidade é um jeito de ser. É um estado mental ótimo, excepcionalmente saudável que dá a você os recursos para lidar com os altos e baixos da vida.

2 - Seja paciente.
Não seja como uma criança que faz pirraça... “Eu quero ser feliz agora”. Isso não funciona. A fruta amadurece com paciência e vira uma fruta e uma geleia deliciosas. Você não pode fazer isso com uma fruta verde. Leva tempo cultivar todas aquelas qualidades humanas fundamentais que criam bem-estar.

3 - Saiba que pode treinar a mente.
O que você fizer vai mudar seu cérebro. Se você aprender malabarismo, a mergulhar ou a esquiar, seu cérebro vai mudar. Da mesma forma, se você treinar sua concentração, se você treinar para ter mais compaixão, se você treinar para ser mais altruísta seu cérebro vai mudar, você será uma pessoa diferente. Todas essas habilidades podem ser aprendidas, assim como tocar piano ou jogar xadrez.

4 - Pratique pouco e sempre.
É como quando você rega as plantas no seu apartamento. Você precisa regar um pouco todos os dias. Se você derramar um balde uma vez por mês a planta vai morrer. É melhor fazer sessões curtas de meditação com frequência, do que uma muito longa de tempos em tempos, porque o processo de neuroplasticidade não será ativado ou mantido.

5 - Não deixe o tédio desencorajá-lo.
Devemos perseverar, porque, às vezes, quando está chato é que uma mudança de verdade ocorre. A regularidade é uma das grandes dicas de meditação e treinamento mental, para se tornar uma pessoa melhor, mais feliz e mais altruísta.


Assista abaixo o vídeo da BBC do monge Matthieu Ricard.



segunda-feira, 14 de maio de 2018

MÚSICA ESPÍRITA: POEMA DA VIDA

Música: Poema da Vida 
CD: Luz de Chrystal 
Cantora: Chrystal (Helena Cristina)





LETRA DA MÚSICA: POEMA DA VIDA

Somos, como as águas,
uns são rios, outros riachos,
Mas todos com um destino certo...
Uns secam antes de concluírem o percurso,
Outros... desembocam vencedores
nos braços do grande mar...

Descansam... por um certo tempo,
retornam ao azul do céu

Preparam-se
Para a gloriosa volta
Como gotículas de chuva
das mãos do Criador.


Somos, como as águas,
uns são rios, outros riachos,
Mas todos com um destino certo...
Uns secam antes de concluírem o percurso,
Outros... desembocam vencedores
nos braços do grande mar...

Descansam... por um certo tempo,
retornam ao azul do céu

Preparam-se
Para a gloriosa volta
Como gotículas de chuva
das mãos do Criador.

das mãos do Criador. 
das mãos do Criador. 
das mãos do Criador. 



CLIQUE AQUI para conhecer mais sobre a história do CD Luz de Chrystal e das Músicas Espírita da cantora Helena Cristina.


terça-feira, 8 de maio de 2018

MÃE, PONTE PARA AS EXPERIÊNCIAS

           A principal finalidade de o espírito nascer criança outra vez é a de ser educado novamente. E é a mãe que carrega o principal encargo nesta tarefa redentora. Quando chegamos esquecidos de quem somos, esquecidos do nosso passado, é ela que nos orienta e nos passa as primeiras impressões de como funciona o tempo da sociedade que renascemos, e nos educa novamente. Incentivando-nos a despertar os valores que estão adormecidos dentro de nós, e corrigir os desvios de caráter de que ainda somos portadores que acumulamos no decorrer de nossas existências passadas.

          Assumir o compromisso de gerar e educar filho, é compromisso perante as Leis Divina, é oferecer a oportunidade para que um espírito volte ao plano físico por meio da reencarnação, para adquirir novos conhecimentos, cabendo aos pais o amparo necessário para o filho galgar novos aprendizados na caminhada evolutiva.

         O amor de mãe, que doa o melhor de si para a evolução de um espírito que renasce, acolhendo-o, é também um reencontro com aqueles que na maioria das vezes foi uma alma amiga do passado ou alguém que traz a necessidade de reconciliação,  como oportunidade de reconstruírem uma nova história, e o ventre materno se torna uma monte de conexão entre o plano astral e o plano físico para tais reencontros e novas experiências.


          Em mundos mais evoluídos não existe a reprodução como a conhecemos, para eles pode parecer muito estranho mudarmos de plano astral para o plano físico por meio de um ser que já esteja no plano físico. De sermos plantados dentro deste ser e desenvolver no seu ventre a nossa forma física, utilizando os recursos materiais que chegam até nós pela mãe, que nos abriga, alimenta, sustenta e protege dentro do seu ventre, enfrentando todos os tormentos que uma gravidez e um parto traz, mas que seu amor preenche e supera todos estes tormento.   

          Aqui na Terra já sabemos que no futuro haverá o útero artificial para gerar as formas físicas no lugar da mãe. Chico Xavier previu tal acontecimento e informou que tal avanço cientifico irá acontecer no futuro. E atualmente a ciência já estuda tal diretriz de útero artificial, claro que o estudo ainda está em seus expoentes iniciais, em que os cientistas usam fetos de cordeiros prematuros para sobreviverem por 4 semanas fora do útero de suas mães. A ideia é que a pesquisa revolucione o tratamento de bebês prematuros, aumentando suas chances de vida. Os pesquisadores já deixaram claro que seria impossível tirar a mãe do processo, a intenção do estudo é simplesmente melhorar as chances de sobrevivência de fetos em urgência médica.  Para ler a postagem sobre útero artificial e a previsão de Chico Xavier clique aqui.

         Mas, compreendemos por meio da previsão que Chico Xavier informou no programa Pinga Fogo que participou, em 1971, pela Rede Tupi. Que quando a humanidade estiver pronta haverá o útero artificial para desenvolver as formas físicas dos bebês. Pois, sabemos que a ciência só faz evoluir, chegando em um certo nível sabe que há outros níveis e outras possibilidades a serem exploradas.  Já no livro intitulado “Chico Xavier, o Santo de Nossos Dias” de R. A. Ranieri, encontramos a seguinte informação que Chico informou em um certo dialogo:  “Olha gente, a ciência vai desenvolver o ser humano no laboratório. Eles (os cientistas) vão fabricar um enorme útero no laboratório e aí dentro vão gerar o ser. Levarão talvez de duzentos a quatrocentos anos até conseguirem realizar. Mas vão realizar. Aí libertarão a mulher do parto. E tem outra coisa. Nesse útero, os espíritos vão reencarnar, tudo direitinho, sem problema. Esse fato não vai alterar coisa alguma, a ciência vai conseguir isso. Ora, o avanço da ciência é obra da espiritualidade através dos missionários. “

          Se esta questão irá impedir o amor entre mãe e filho? Pelo contrário, o
verdadeiro amor estará desenvolvido na humanidade futura, não um amor apegado como sentimos, mas a vinculação do amor saudável. Pois, como segundo Chico Xavier falou: “Temos que educar o amor, porque não temos sabido amar uns aos outros como Jesus nos amou.” É amar de uma forma universalista.

        A imagem materna permeia nosso ser desde o primórdio da existência da Criação Universal com o Big Bang. Deus também Se Fez Mãe para Criar o Universo e a infinitude de vidas em diferentes formas e mundos, e em múltiplas dimensões, sustentando estas magnânimas criações até hoje com desvelo de Mãe e que continua a expadir. Mas, Deus proporcionou a estes seres também ter o poder da formação da vida, em gerar os seus iguais para a Lei da Evolução, seja em diferentes formas de gerar. Em todas as épocas e em todos os mundos o brilho de uma verdadeira mãe, nunca irá parar de brilhar e de aquecer, pois são também divinas em seu compromisso santificante.


sexta-feira, 4 de maio de 2018

PRECE POR ALGUÉM QUE ESTEJA EM AFLIÇÃO


PREFÁCIO DA PRECE:
          Se é do interesse do aflito que a sua prova siga o seu curso, ela não será abreviada pelo nosso pedido; mas seria ato de impiedade desencorajar-se porque o pedido não foi atendido; aliás, na falta de cessação da prova, pode-se esperar obter qualquer outra consolação que modere a sua amargura. O que é verdadeiramente útil para aquele que sofre é a coragem e a resignação, sem as quais o que suporta é sem proveito para ele, porque será obrigado a recomeçar a prova. É, pois, para essa finalidade que é preciso, sobretudo, dirigir seus esforços, seja em apelando aos bons Espíritos em sua ajuda, seja reerguendo por si mesmo o moral do aflito por aconselhamentos e encorajamentos, seja, enfim, em o assistindo materialmente, se for possível. A prece, neste caso, pode, por outro lado, ter um efeito direto, dirigindo sobre a pessoa uma corrente fluídica para fortalecer seu moral.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. V, nº 5 e 27; cap. XXVII, nº 6 e 10).





PRECE:
        Meu Deus, cuja bondade é infinita, dignai-vos abrandar a amargura da posição (dizer o nome da pessoa), se isso for da vossa vontade.

        Bons Espíritos, em nome de Deus Todo-Poderoso, eu vos suplico assisti-lo em suas aflições. Se, no seu interesse, elas não podem lhe ser poupadas, fazei-o compreender que são necessárias ao seu adiantamento. Dai-lhe a confiança em Deus e no futuro, que as tornará menos amargas. Dai-lhe também a força de não sucumbir ao desespero, que lhe faria perder seu fruto, e tornaria sua posição futura ainda mais penosa. Conduzi meu pensamento até ele, e que ajude a sustentar a sua coragem.  




Fonte: Coletânea de Preces Espíritas. Allan Kardec. 


sábado, 28 de abril de 2018

CONHECENDO UMA CANTORA ESPÍRITA – HELENA CRISTINA

          Embora não muito divulgadas e pouco conhecida no meio espírita, existe músicas espíritas, com letras edificantes, conteúdo elevado e doutrinário, em que muitas vezes nos transporta para as harmonias das esferas espirituais. Assim, é com as músicas apresentadas pela cantora Helena Cristina, conhecida como Chrystal.

         Helena Cristina recebeu por meio mediúnico todas as letras e melodias que compõem o CD Luz de Chrystal, fazendo a psicografia das músicas. Cristina, acabou adotando o nome artístico “Chrystal” devido a várias pessoas passarem a lhe chamar desta forma.

        A mediunidade sempre esteve presente na vida de Cristina, desde a primeira infância, mas só passou a entender o que acontecia depois que começou a estudar o Espiritismo. Um certo dia, quando ela já era espírita, passou a escutar músicas, melodias distorcidas, como se fosse de algum rádio e tentava sintonizar o aparelho de som para escutar melhor, mas nada acontecia. Um dia sentiu a presença de alguém ao seu lado, era o Espírito chamado Gabriel, que Cristina passou a saber posteriormente o seu nome. E ele pediu para que ela pegasse papel e lápis, assim, ela providenciou o material sem saber o que iria acontecer, mas com tranquilidade e sem pretensões, começou a escrever o que lhe era ditado pelo Espírito Gabriel.


        De inicio não tinha ideia de que se tratava de músicas, acreditava serem poemas, mas logo depois percebeu que as melodias que escutava, embora distorcidas, estavam relacionadas com as mensagens que estava recebendo. Isto porque, depois que escrevia as letras começava a ouvir as melodias. Cristina ficou muito surpresa por está recebendo letras e melodias para compor músicas, pois ela não tinha nenhum conhecimento musical. Então, o que fazer com aquelas canções? Por mais que perguntasse para aquela entidade que vinha lhe trazer as letras e melodias, não obtinha nenhuma resposta, apenas lhe transmitia mais uma música, e mais uma, chegando a receber três músicas de uma só vez, uma estrofe de cada vez até que ao terminar haviam três musicas prontas, e isso tudo de forma muito rápida.

        Sem entender ao certo o que era tudo aquilo, e sem saber o que fazer com o material, Cristina decidiu não dar mais atenção aquela voz e passou algum tempo resistindo aos apelos. Mas, os pedidos foram mais fortes, até que um dia o Espírito Gabriel disse que teria que trabalhar nas músicas, era um compromisso que ela tinha em trabalha-las e canta-las, embora não fosse cantora. Era um chamado incessante ao trabalho. Gabriel pediu que Cristina mostrasse o material a José Luiz da Silva, que era músico e frequentava a mesma casa espírita que Cristina na época. Com timidez foi falar com o senhor José Luiz, mostrando as letras das  canções, ele perguntou-lhe como eram cantadas. E timidamente Cristina começou a cantar uma das canções. O senhor José Luiz, se emocionou, pois, ele percebeu que as melodias e letras eram de músicas realmente simétricas, ficando impressionado, tinha cifras bastante melódicas que só quem conhece de música poderia fazer. Então, ele cifrou as músicas a medida que Cristina cantava, e assim, as músicas começam a se estruturar aqui no plano material. A partir daí ambos se tornaram amigos. Mas, tempos depois o senhor José Luiz desencarnou, antes da gravação do CD.

        Embora, Cristina houvesse pensado que tudo tinha acabado e ficado desanimada com a partida do amigo e incentivador musical para o plano espiritual, era o início da jornada. A partir daí conheceu o cantor e também compositor de músicas espíritas Totonho, e este posteriormente apresentou-a ao produtor Sóstenes. O caminho estava trilhado, o CD iria nascer fruto de muito esforço, superação e determinação. E em todo o processo de produção e gravação do CD, o Espírito Gabriel estava lá ao lado de Cristina. O nome para o CD também foi inspirado por Gabriel, que o chamou de Luz de Chrystal.

        O caminho não foi fácil e ainda hoje não o é, desde o início há um processo de superação para Cristina aprender a cantar, vencer a timidez, aprender a se apresentar, desenvolver o CD, e hoje adentrar com esse belíssimo trabalho que é o conjunto de músicas do CD Luz de Chrystal no meio espírita é um exercício de persistência, porque falta apoio e incentivo, mas como sabemos se ao menos uma pessoa for tocada por esse lindo trabalho que começou no plano espiritual e veio por meio de Helena Cristina para o plano terreno, já valeu todos os esforços dos dois planos da vida.  

Capa do CD - Luz de Chrystal

        Toda parte financeira para o desenvolvimento do CD saiu das próprias finanças de Helena Cristina e de seu esposo Elenilson, que muito se esforçou para tornar este projeto realidade.  Toda a renda arrecadada com a venda dos CDs é destinado as ações sociais das casas espíritas. Pois, devemos dar de graça o que de graça recebemos.

         O CD Luz de Chrystal é composto de 14 músicas, todas voltadas para os temas espíritas, além claro de divulgar a Doutrina Espírita através da música. São músicas muito ricas em conteúdo, que nos eleva, nos conecta com o mais alto, com a espiritualidade amiga, nos faz refletir, e como uma boa canção nos transporta para paisagens de luz.


        Acompanhe aqui o Blog Jardim Espírita os vídeos com as músicas do CD Luz de Chrystal, que iremos publicando no decorrer das postagens. Assista abaixo o vídeo com a música O Espiritismo, que compõe o CD Luz de Chrystal. 



segunda-feira, 23 de abril de 2018

MINUTOS DE SABEDORIA: Não dê importância à sua idade!


Não dê importância à idade de seu corpo físico: seja sempre jovem e bem disposto espiritualmente.

A alma não tem idade.

A mente jamais envelhece.

Mesmo que o corpo assinale os sintomas da idade física, mantenha-se jovem e bem disposto, porque isto depende de sua mentalização positiva.

Faça que a juventude de seu espírito se irradie através de seu corpo, tenha ela a idade que tiver.




Fonte: Livro: Minutos de Sabedoria. De C. Torres Pastorino. Mensagem 58. 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

REENCARNAÇÃO DE BEZERRA DE MENEZES COMO PARMÊNIO E A DESTRUIÇÃO DA CASA DOS BENEFÍCIOS

          Nesta mensagem recebida por Francisco Cândido Xavier, na noite de 6 de novembro de 1986, em sua residência, em Uberaba — MG. O Espírito Bezerra de Menezes explica como se deu a destruição da Casa dos Benefícios, no século VI, em sua encarnação como o Irmão Parmênio.

        A finalidade da Casa Dos Benefícios, é abrigar os desvalidos, doentes, perturbados e abandonados do mundo.

        Se sabe que em suas vidas anteriores à sua reencarnação como Bezerra de Menezes, fundou sete casas de benefícios. Com exceção da última, todas foram destruídas pelos inimigos da luz. A última Casa dos Benefícios criada em 1891 na cidade do Rio de Janeiro –Brasil com denominação de Grupo Espírita Regeneração, permanece em atividade até hoje. Leia aqui as sobre as outras encarnações de Dr. Bezerra de Menezes.



                                             



HISTÓRIA DA DESTRUIÇÃO DA CASA DOS BENEFÍCIOS 

Nos últimos dias do Século V, da nossa Era, considerada a Era Cristã, duas meninas gêmeas eram vistas numa residência nobre do Palatium em Roma, suscitando admiração pela beleza com que se distinguiam.

Entretanto, nos traços psicológicos eram, em si, a antítese uma da outra.


Ceres trazia, no coração pessimista, no processo de inadaptação ao mundo que a incompabilizava com a vida. Rancorosa e apaixonada pelas próprias fantasias, fazia-se difícil pelo temperamento complexo. Cecília, porém guardava o íntimo possuído por belos ideais. Amava a natureza, praticava a benemerência com espontaneidade de sentimento e conquistava a simpatia de quantos lhe desfrutassem o convívio.


Acariciadas pelos pais amorosos, estudavam com preceptores gregos, alguns deles escravos, que muito cedo conseguiram avaliar a diferença das duas.


Apesar desse desajuste no caráter, eram ambas inteligentes e assimilavam, sem dificuldade, os ensinamentos que os professores lhes ministravam.

Em meio de toda uma legião de amizades, as duas se desenvolveram adquirindo larga compreensão da vida social, esmerando-se em conservar o nome que os pais lhes haviam transmitido.

Não tardou muito e Cecília, como era natural, nas qualidades apreciáveis de que se fazia portadora, angariou as atenções de nobre romano, Coriolano Rufus, rapaz cioso da própria posição e homem da sua época, cedo habituado aos preconceitos do tempo. Proprietário de grande império rural na Camparia, Coriolano se caracterizava pela prodigalidade, embora a honradez que lhe pautava os atos.

Em longos diálogos com a escolhida, empenhava-se em mostrar-lhe as virtudes romanas, como sendo o modelo de conduta para todas as mulheres, não apenas de Roma e sim de todas as regiões que se lhe faziam satélites. Conversava longamente sobre a inconveniência dos Constantinos, que teimavam em manter a capital do Império em Bizâncio, mais tarde Constantinopla. Quando Roma devia ser resguardada por cidade padrão, com realizações que interessavam o mundo inteiro.

Na época, com a promulgação do Edito de Milano, que tornava o Cristianismo um movimento religioso tão digno quanto os demais, a divisão das crenças no campo familiar era assunto compreensível e não constituía razão para qualquer atitude separatista. Com isso, Coriolano não estranhava as predileções da futura noiva, que se inclinava para os ensinos do Crucificado. Adorador incondicional de Júpiter, o rapaz, de quando em vez, revelava o escasso respeito pelo povo das catacumbas, nome pelo qual se designava, no tempo, qualquer agrupamento cristão, improvisando chalaças e motejos que não feriam Cecília, espírito habituado à veneração pelos antepassados, mas dada pela espontaneamente aos princípios cristãos que lhe pareciam mais consentâneos com uma sociedade que não se distanciasse da caridade e da compaixão

Os pais não interferiam na escolha da filha e o rapaz aceitava-lhe as inclinações sem maiores dificuldades.

Depois de algum tempo, com quanto o ciúme de Ceres, que seguia os acontecimentos com aparente sinceridade, o casamento de Cecília e Coriolano se realizou com os vinhos e alegrias do noivo e com as distribuições de alimentos e agasalhos, em homenagem a Deus, para com os desvalidos, que, convidados para a festa, compareceram em grande número.

Instalado em sua própria residência, o casal se rejubilava com as benções de que se reconheciam depositários, recebendo amigos e comparecendo a reuniões sociais do grande mundo a que pertenciam.

Após doze meses de felicidade, os cônjuges foram agraciados pela Divina Providência com o nascimento de um filho, ao qual deram o nome de Pompílio, como preito de gratidão de Coriolano a um dos avós, que se acostumara a amar em sua infância. A existência se desdobrava com a segurança pecuniária por base à rotina das ocorrências de cada dia.

Coriolano e Cecília, porém, ignoravam que Apio Claudius, um rico rapaz do tempo, fixava Cecília com a lascívia a se lhe desprender dos próprios olhos.

Disputava com pares de sua época juvenil, em determinados jogos, em que milhares de sestércios entravam, como sendo o material cobiçado especialmente pelos mais jovens que se entregavam às garantias do futuro.

Em tempo estreito, o adversário culto de Coriolano se enriquecia e não fazia mistério disso. Claudius não conseguia aproximar-se da jovem senhora, senão nas solenidades públicas ou domésticas, e isso o enfurecia. Ao contrário, aliciara a afeição de Ceres, de quem não admirava os dotes pessoais, mas, que, mais tarde, poderia serví-lo.

Muitos amigos chegavam à conclusão de que o cavalheiro e a irmã de Cecília se reuniriam em casamento, tão logo se lhes aprofundassem as afinidades.


Isso, porém, não aconteceu, e o nascimento do primeiro filhinho provocava nos outros a certeza de que a união de Cecília e Coriolano se tornava cada vez mais segura.

Temperamento exclusivista e apaixonado, Coriolano se consagrava ao filho com fervoroso carinho e, para a esposa, se tornava difícil fazê-lo entender que todos somos filhos de Deus, em luta com o próprio aperfeiçoamento na terra.

Acontece, no entanto, que o menino Pompílio foi acometido pela escarlatina complicada, e as melhores sumidades médicas da vida romana passaram pelo caso, com absoluta ignorância, sem qualquer medida que pudesse alcançar a extinção do mal que atingia a criança com a marca de inumeráveis padecimentos.

Cecília, mãe aflita, soube, por amiga fiel – Domitila Pompônia -, que na povoação de Possidônia, outrora chamada Pestum, havia um homem piedoso, que não só abraçara o Cristianismo, mas também se dedicara à sustentação de uma casa rústica em que hospedava os doentes e os infelizes. Tratava-se do Irmão Parmênio, que, em idade avançada e abandonado pela família anticristã, construíra o recanto a que chamava Casa dos Benefícios, para melhor cumprir os seus deveres de homem, cujo coração se represara dos ensinos do Divino Mestre, abrigando sofredores de qualquer procedência.

A Casa dos Benefícios se localizava, no ano 513, no sexto século do Cristianismo, em pequena colina, cujos alicerces se espraiavam em formosas capinas, freqüentemente pródigas de flores, que embalsamavam o ambiente com perfumes considerados medicamentos.

Ali vivia toda uma comunidade formada por viúvas de guerreiros aniquilados em conflitos políticos ou em hostilidades de raças; de enfermos que vinham buscar socorro, desde as edificações do posto de Óstia e das diversas cidades e aldeias da periferia romana, à caça de apoio e consolação. O irmão Parmênio presidia a esse núcleo de gente sofrida e dilacerada por amargas provações humanas.

A Casa dos Benefícios era a escola e o lar, o templo e o recanto de cura para centenas de pessoas dos mais diversos níveis sociais, que lá se irmanavam pelos desenganos e pelas próprias lágrimas.

Valendo-se de uma viagem claramente inadiável, Coriolano se ausentara por tempo breve, a caminho de Pádua, ocasião em que Cecília, induzida pela amiga que lhe prestava assistência em todos os passos difíceis da existência, resolveu tomar o filho nos braços e, em companhia dela, a amiga de sempre, procurar o irmão Parmênio, em Possidônia, para que o doentinho lá recebesse a bênção e as instruções possíveis à cura da enfermidade que o feria, tomando para isso um carro quais os do tempo, movimentado à força de cavalos dóceis, que lhe facilitavam a excursão.

Em casa, porém, Ceres não descansou no ciúme que lhe marcava os sentimentos. Convidou Claudius para uma refeição íntima, alegando haver recebido preciosos vinhos da Sicília, e solicitou de Túlia, uma servidora de sua confiança pessoal, a seguisse de perto no ágape, pelo tempo em que se prolongassem os serviços.

Cláudius compareceu, muito bem apessoado e, enquanto se fartava das finas viandas e dos vinhos licorosos que a jovem anfitriã havia reservado, notou que Ceres lhe endereçava olhares inflamados de sensualidade, a que ele, algo, conturbado pelas bebidas entontecedoras, não conseguia resistir. E, ante a própria serva que os observava, beijou a jovem com loucura.

Decorridos dois dias em que Cecília e a amiga com a criança se instalaram na Casa dos Benefícios, Coriolano regressou quase de inesperado, e a serva, que igualmente se embriagara na noite da visita do rapaz convidado de Ceres, se prontificou a comunicar ao dono da casa as cenas de que fora testemunha, numa intriga totalmente tramada.

Coriolano, indignado com a ausência da esposa e do filho que se puseram em peregrinação, buscando o apoio de um homem, que ele, patrício de muitas gerações, considerara charlatão e impostor, indagou da escrava:

- Mas, Cecília se encontrava nesta mistura de desequilíbrio e obscenidade ?

Ei-la que respondeu com maldade intencional, dizendo simplesmente:

- Senhor, Ceres e Cecília são gêmeas. Eu não posso diferenciar uma da outra.



Diante de semelhante calúnia, Coriolano organizou toda uma legião de homens fortes, em maioria assinalados por instintos bestiais, e colocou o pelotão em caminho, conduzido por cavalos ágeis, que facilmente cobriram a distância, atingindo a Casa dos Benefícios, nas sombras da noite.

Coriolano, informado por uma guarda de que era proibido incomodar os doentes na hora tardia em que se apresentava, deixou que todas as suas reservas de desespero e inclemência lhe assomassem o pensamento, exigindo que o fogo fosse atirado à instituição por todos os lados. Conquanto os gemidos de muitos abrigados, o incêndio destruiu tudo o que as chamas alcançassem e todos os que tentassem opor-lhes resistência.


Em poucas horas o Irmão Parmênio e a sua obra humanitária não passavam de um montão de cinzas fumegantes.

O delito não encontrou censores nem corretivos, porque o tempo permitia aos poderosos do momento qualquer espécie de ímpetos loucos, sem que a justiça lhes viesse tomar contas, punindo-lhes os desacatos.

Foi assim que no Século VI, da nossa Era, a Casa dos Benefícios se viu destruída e Cecília, com outras entidades amigas, prometeu a Jesus que a obra do Irmão Parmênio seria reconstituída, para o que daria a sua própria vida, antes que o milênio terminasse.

Prometemos que vos diríamos no instante oportuno, algo sobre o assunto e aí tendes – com o auxílio de muitos dos implicados no delito que varou os séculos e que hoje são companheiros do Cristo, devotados ao Bem, transformados pelo sofrimento – a tarefa edificante em que vos unistes, rendendo louvores ao Pai Misericordioso pelo trabalho bendito a que fomos todos chamados, no Grupo Espírita Regeneração.

Louvado seja Deus!

Bezerra de Menezes. 




No dia 5 de agosto de 1965, o Dr. Alcides Neves Ribeiro de Castro, que havia institucionalizado o Regeneração em 1952, que foi seu Presidente de 1948 a 1964 (quando desencarnou), e cuja história à frente do Regeneração já foi contada na “Origem Próxima” do nosso Grupo, enviou uma mensagem (soneto) aos companheiros que constituíam o Grupo Ismael, da Federação Espírita Brasileira. Na oportunidade, pediu desculpas porque não era poeta e havia reunido um grande esforço para mensagear-se poeticamente:

Já muitos, muitos séculos rolaram
Sobre essa noite alvar de malefícios
Que mentes mórbidas mentalizaram
Vendo o fim da Mansão dos Benefícios ...

A rudes golpes logo amortalharam
O templo azul que reprimia os vícios
E onde os humildes o Senhor buscaram
Para adoçar o fel dos sacrifícios ...

Mas novos, novos séculos passaram
Até que a Grande Lei fez renascer
Todos os que seu culto molestaram ...

Ressurge a Casa à custa dos autores
Que a destroçaram, para reascender
A luz que antes velaram sem temores!...

Estudiosos companheiros sobre a história do Regeneração registram que Alcides de Castro antecipou-se, com essa mensagem, à promessa que Bezerra de Menezes fizera em 1952, pela mediunidade de Chico Xavier, de nos contar a origem remota do Regeneração, vez tratar-se ele da antiga “Casa dos Benefícios”, existente em uma colina nas cercanias de Roma no século V. Por isso havia pedido a ele (Alcides), naquela oportunidade que agregasse ao nome “Grupo Espírita Regeneração” a expressão “Casa dos Benefícios”. Há-de se registrar entretanto que Alcides, desencarnado, só quis trazer a mensagem de que a “Casa dos Benefícios” havia sido destruída e que havia sido reconstruída por Bezerra em 1891. Testemunho flagrante dessa conclusão é o de que Chico Xavier, na noite de 6 de novembro de 1986, em sua residência, em Uberaba – MG, recebeu, psicograficamente, a “História da Destruição da Casa dos Benefícios”, contada pelo Dr. Bezerra de Menezes, cujo original integra os arquivos históricos do Regeneração, e a qual transcrevemos neste espaço para conhecimento do público em geral.



Fonte: Site do Grupo Espírita Regeneração – Casa dos Benefícios. http://www.regeneracao.org.br/2014/palavras.php

quarta-feira, 11 de abril de 2018

AS REENCARNAÇÕES DE BEZERRA DE MENEZES

       Sempre nos chama atenção vidas passadas, e falar de reencarnações, como por exemplo, de grandes vultos do Espiritismo não é fácil, embora procuremos pesquisar muito sobre esse tema para não informar ao leitor de forma errada. E vocês amigos leitores, muito nos ajudam e auxiliam prestando informações que detém e que nós ainda não possuímos, o importante é isto trocar informações, principalmente quando se tem fontes em livros e em autores confiáveis. 

       Em relação as reencarnações de Dr. Bezerra de Menezes, há informações em que entram em conflito, em relação a sua vida no tempo em que Jesus estava no plano terrestre. 

       Pois, no livro A Grande Espera, pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo, psicografia de Corina Novelino, da editora IDE - Instituto de Difusão Espírita; que retrata momentos históricos dos Essênios e do Cristianismo do século I; neste livro encontramos a informação de que Bezerra de Menezes foi um essênio chamado Lisandro, e que Eurípedes Barsanulfo era um essênio chamado Marcos, em que os dois tinham grande amizade. Esta informação consta em alguns lugares da internet, se fazendo uma pesquisa apurada. 

       Já de forma mais vasta na internet, ou com muitos estudiosos sérios do movimento espírita, ou em livros diversos, como por exemplo, O 13º Apóstolo - As Reencarnações de Bezerra de Menezes, do autor Jorge Damas, que é um livro fruto de trabalho e de pesquisa do autor, em que retrata as reencarnações de Bezerra de Menezes. Consta nestas fontes que Dr. Bezerra de Menezes foi Zaqueu, o coletor de impostos que subiu na árvore para poder ver Jesus. Em que passou a se  chamar de Matias,  depois de ter se tornado um apóstolo tal como Pedro e Paulo de Tarso, vivendo a Mensagem de Jesus com toda a sinceridade da sua alma generosa e fraternal. Esta informação em que ele passou a se chamar Matias, é uma informação histórica deixada por Clemente de Alexandria, em seu livro Stromata, onde afirma ter sido Zaqueu chamado de Mathias, pelos apóstolos, e ficado no lugar de Judas Iscariotes após a ascensão de Jesus. Posteriormente, já chamado como Matias cria a Casa de Benefícios para abrigar os desvalidos, doentes, perturbados e abandonados do mundo. Durante as suas sucessivas reencarnações, fundou sete casas de benefícios. Com exceção da última, todas foram destruídas pelos inimigos da luz. O que chama atenção nesta questão são as construções das casas de benefício em que foram criadas, sendo a primeira supostamente em sua vida como Zaqueu já se chamando de Matias; depois reencarna como Parmênio e cria uma nova casa de benefícios; e por último em sua vida como Bezerra de Menezes cria novamente uma outra casa de benefícios. 



                                

OUTRAS VIDAS DE BEZERRA DE MENEZES DEPOIS DE ZAQUEU

Quinto Varro e Quinto Celso
        No livro Ave Cristo, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier. Conhecemos mais duas encarnações de Dr. Bezerra, como Quinto Varro e posteriormente como Quinto Celso. Para converter seu filho Taciano, reencarna duas vezes: uma como Quinto Varro (irmão Corvino) e a seguir como Quinto Celso.

Parmênio
        Posteriormente no século V, volta a reencarnar como Irmão Parmênio, onde, como as suas outras vidas, mais uma vez é martirizado. Irmão Parmênio, que, em idade avançada é abandonado pela família anticristã, construíra o recanto a que chamava Casa dos Benefícios, para melhor cumprir os seus deveres de homem, cujo coração se represara dos ensinos do Divino Mestre, abrigando sofredores de qualquer procedência. Leia aqui mais sobre sua vida como Parmênio e sobre a Casa dos Benefícios. 

Adolfo Bezerra de Menezes
        Finalmente, reencarna no Brasil como Adolfo Bezerra de Menezes, com o objetivo de concretizar a fixação do Espiritismo em terras brasileira e à união dos espíritas.
       Não foi por acaso que chegou ao status de Bezerra de Menezes, em quem se realizaram as virtudes da humildade, desapego e simplicidade: tudo isso já vinha sendo trabalhado no seu íntimo há milênios, pois as virtudes somente se consolidam com o exercício, a repetição, a impregnação, a troca dos valores do “homem velho” pelos valores do “homem novo”, ou sejam, as coisas e interesses do mundo material vão sendo substituídas pelas coisas e interesses do mundo espiritual, o que demanda esforço de milênios.




         Estas informações sobre reencarnações devemos encarar de forma educativa, para nos inspirar cada vez mais tomar o caminho do bem, do amor, da caridade, para progredirmos como esses amados espíritos que já percorreram tais caminhos e que hoje nos passam exemplos por meio das suas vidas passadas, em sabermos quem foram antes e quem hoje são, com uma consciência madura nos caminhos do progresso evolutivo. E que nos avisa por meios de suas mensagens e de seus históricos de vida, que também é possível para nós avançarmos e levantarmos voos mais altos como eles alcançaram, por meio do trabalho com sinceridade, perseverança, caridade, amor, esperança, alegria...




Fonte: Livro Bezerra de Menezes. Pelo Espírito Irmão Gilberto. Psicografia de Luiz Guilherme Marques.
Livro O 13º Apóstolo. De Jorge Damas.
Site: Fronteira da Paz.
Mensagem recebida por Francisco Cândido Xavier, na noite de 6 de novembro de 1986, em sua residência, em Uberaba — MG.
Livro A Grande Espera. Pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo. De Corina Novelino.