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quinta-feira, 25 de maio de 2017

ESPERANÇA

Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenham esperança. 
– Paulo (Romanos, 15:4.)

             A esperança é a luz do cristão.

            Nem todos conseguem, por enquanto, o voo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum.

           Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefícios da esperança.

           A dor costuma agitar os que se encontram no “vale da sombra e da morte”, onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o “ranger de dentes”, nas “trevas exteriores”, mas existe a luz interior que é a esperança.

          A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inextricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementeiras novas, desperta propósitos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas.

          A noite espera o dia; a flor, o fruto; o verme, o porvir... O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro.

         Jesus, na condição de Mestre divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor.

        Imensas tem sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações. Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o “Vinde a mim...”

        Levantemo-nos e prossigamos, convictos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiritual.

Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Chico Xavier.

Fonte: Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier. Coleção Fonte Viva.





“Fortalecemos nossa esperança em dias melhores, em nós mesmos e acima de tudo em Deus. Que como um Pai não deixa nenhum do seus filhos desamparados, segundo a sua obra. Que na escuridão da caminhada evolutiva os ensinos do Evangelho que Cristo nos trouxe possa ser a luz nos momentos escuros e a esperança de claridade futura. Que tenhamos a certeza que nunca estaremos desamparados, que o Amor de Deus, imensurável para nós, sempre está nos auxiliando, seja das maneiras mais desconhecidas e mais inesperadas que possamos imaginar. Que a luz de Mestre Jesus e sua energia nos ampare sempre, e que fortaleça a nossa esperança no futuro, no amor, na caridade... Que a esperança sempre floresça em nossos corações como uma lida flor perfumada.” - Jardim Espírita. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

DEUS PRIMEIRO

       Caminharás, muitas vezes, no mundo, à maneira de barco no oceano revolto, sob a ameaça de soçobro, a cada momento; entretanto, pensa em Deus primeiro e encontrarás o equilíbrio que reina, inviolável, no seio dos elementos.

       Se a natureza parece descer à desordem, prenunciando catástrofe, não permitas que a tua palavra se converta em agente da morte. Fala em Deus primeiro.

      Antes das destruições que hoje atribulam a Humanidade, outras destruições ocorreram ontem, mas Deus plantou, em silêncio, novas cidades e novos campos onde a ventania da transformação instalara o deserto.

     Se os profetas da calamidade e da negação anunciarem o fim do mundo, traçando quadros de aflição e terror, crê em Deus primeiro. Recordando que ainda mesmo da cova pequenina, em que a semente minúscula é sepultada, o Senhor faz nascer a graja do perfume e a beleza da cor, a abastança da seiva e a alegria do pão.

     Se a dor te constringe o peito, em forma de angústia ou abandono, tristeza ou enfermidade, recorre a Deus primeiro.

     Ele será teu refúgio na tempestade, companheiro na solidão, esperança nas lágrimas, remédio no sofrimento.

     Diante de toda provação e à frente dos próprios erros, busca Deus primeiro.

     Ele, que mantém as estrelas no Espaço e alimenta os vermes no abismo, ser-nos-á sustento e consolo.

     Nesse ou naquele problema, quanto nessa ou naquela dificuldade, confia em Deus primeiro e sentirás que a nossa própria vida é uma bênção de luz, para sempre guardada nos braços do Amor Eterno.


Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Chico Xavier.



                     


Fonte: do livro – Caminho Espírita.Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

DA NATUREZA E ATRIBUTOS DE DEUS

        O homem não pode compreender a natureza íntima de Deus, é um sentido que lhe falta. O homem só irá compreender o mistério da Divindade quando seu espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver próximo de Deus, então, o homem verá e compreenderá Deus. Pois, a inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem o confunde, frequentemente, com a criatura, da qual lhe atribui as imperfeições. Mas, à medida que o senso moral se desenvolve nele, seu pensamento penetra melhor o fundo das coisas, e dele faz uma ideia mais justa e mais conforme a sã razão.

        Como não podemos compreender a natureza íntima de Deus no nosso atual 
estagio evolutivo, podemos ter uma ideia de algumas de Suas Perfeições, porque vamos compreendendo melhor à medida que nos elevamos acima da matéria, e vamos entrevê as Suas Perfeições pelo pensamento. 

        Então, não é dado ao homem sondar a natureza íntima de Deus. Para compreender Deus nos falta, ainda, o sentido que não se adquire senão pela completa depuração do Espírito. Mas, se o homem não pode penetrar a sua essência, sendo a sua existência dada como premissa, pode, pelo raciocínio, chegar ao conhecimento dos seus atributos necessários; porque, em vendo o que não pode deixar, sem cessar, de ser Deus, disso conclui o que deve ser. 

                   


        Sem o conhecimento dos atributos de Deus, seria impossível compreender a obra da criação; é o ponto de partida de todas as crenças religiosas, e foi pela falta de a ela se referirem, como farol que poderia dirigi-las, que a maioria das religiões errou em seus dogmas. As que não atribuíram a Deus a onipotência, imaginaram vários deuses; as que não lhe atribuíram a soberana bondade, dele fizeram um deus ciumento, colérico, parcial e vingativo.

        - Deus é a suprema e soberana inteligência. A inteligência do homem é limitada, uma vez que não pode nem fazer e nem compreender tudo o que existe; a de Deus, abarcando o Infinito, deve ser infinita. Se se supusesse limitada em um ponto qualquer, poder-se-ia conceber um ser ainda mais inteligente, capaz de compreender e de fazer o que o outro não faria, e, assim, sucessivamente até o infinito.

        - Deus é eterno, quer dizer que não teve começo e nem terá fim. Se houvesse tido um começo, teria saído do nada; o nada não sendo nada, nada pode produzir; ou bem ele haveria sido criado por um ser anterior, e, então, esse ser é que seria Deus. Se se lhe supusesse um começo ou um fim, poder-se-ia, pois, conceber um ser tendo existido antes dele, ou podendo existir depois dele, e assim sucessivamente até o infinito.

        - Deus é imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo não teriam nenhuma estabilidade.

        - Deus é imaterial, quer dizer, que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria; de outro modo, não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria. Deus não tem forma apreciável pelos nossos sentidos; sem isto, seria matéria. (...)

       - Deus é todo-poderoso. Porque é único. Se não tivesse o supremo poder, poder-se-ia conceber um ser mais poderoso, e assim, sucessivamente até que se encontrasse o ser que nenhum outro poderia superar em poder, e este é que seria Deus.

        - Deus é soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela nas pequenas coisas como nas maiores, e essa sabedoria não permite duvidar nem da sua justiça, nem da sua bondade. (...) A soberana bondade implica na soberana justiça; porque se agisse injustamente, ou com parcialidade, em uma só circunstância, ou com relação a uma só das suas criaturas, não seria soberanamente justo e, por consequência, não seria soberanamente bom.


        - Deus é infinitamente perfeito. É impossível conceber Deus sem o infinito das perfeições, sem o que não seria Deus, porque se poderia sempre conceber um ser possuindo o que lhe faltasse. Para que nenhum ser possa superá-lo, é preciso que seja infinito em tudo.

        - Deus é único. A unidade de Deus é a consequência do infinito das perfeições. Um outro Deus não poderia existir senão com a condição de ser igualmente infinito em todas as coisas; porque se houvesse, entre eles, a mais leve diferença, um seria inferior ao outro, subordinado ao seu poder, e não seria Deus. Se houvesse, entre eles, igualdade absoluta, seria, de toda a eternidade, um mesmo pensamento, uma mesma vontade, um mesmo poder; assim, confundidos em sua identidade, não seriam, em realidade, senão um único Deus. Se cada um tivesse atribuições especiais, um faria o que o outro não faria, e, então, não teriam, entre eles, igualdade perfeita, uma vez que, nem um nem o outro, teria a soberana autoridade.

       Então, quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom, é uma ideia de como é Deus do nosso ponto de vista, porque cremos tudo abraçar. Mas há coisas acima da inteligência do homem mais inteligente, e para as quais nossa linguagem é limitada as nossas ideias e as nossas sensações, não tem expressão adequada.

       Foi a ignorância do infinito das perfeições de Deus que engendrou o politeísmo, culto de todos os povos primitivos; eles atribuíram divindade a todo poder que lhes pareceu acima da Humanidade; mais tarde, a razão levou-os a confundir essas diversas potências em uma única. Depois, à medida que os homens compreenderam a essência dos atributos divinos, suprimiram, dos seus símbolos, as crenças que dele eram a negação.

       Em resumo, Deus não pode ser Deus senão com a condição de ai ser superado, em nada, por um outro ser; porque, então, o ser que o superasse, no que quer que fosse, não fora senão na espessura de um cabelo, seria o verdadeiro Deus; por isso, é preciso que seja infinito em todas as cosias.

       É assim que, estando a existência de Deus constatada pelo fato das suas obras, chega-se pela simples dedução lógica, a determinar os atributos que o caracterizam.

       Deus é, pois, a suprema e soberana inteligência; é único, eterno, imutável, imaterial, todo-poderoso, soberanamente justo e bom, infinito em todas as suas perfeições, e não pode ser outra coisa. Tal é o eixo sobre o qual repousa o edifício universal; é o farol cujos raios se estendem sobre o Universo inteiro, e que, unicamente, pode guiar o homem na procura da verdade; seguindo-O, o homem não se perderá nunca, e se está tão frequentemente extraviado é por falta de ter seguido a rota que lhe estava indicada.

       Tal é, também, o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas; o homem tem, para julgá-las, uma medida, rigorosamente exata, nos atributos de Deus, e pode se dizer, com certeza, que toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença, toda prática que estivesse em contradição com um único dos seus atributos, que tendesse não somente a anulá-los, mas simplesmente enfraquecê-los, não poderia estar com a verdade.

       Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, não há de verdadeiro senão aquilo que não se desvie um iota das qualidades essenciais da Divindade. A verdadeira religião será aquela na qual nenhum artigo de fé esteja em oposição com essas qualidades, na qual todos os dogmas poderão sofrer a prova desse controle, sem dele receber nenhum prejuízo.

                     


Fonte: O Livro dos Espírito, de Allan Karde.
A Gênese – Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

EXISTÊNCIA DE DEUS

         Allan Kardec iniciou O Livro dos Espíritos com uma grande questão, que permeia a humanidade desde do inicio de sua existência, Kardec perguntou aos espíritos superiores:
        1 – Que é Deus?
E os espíritos superiores responderam: Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

        E Kardec continuou a indagar aos espíritos superiores, na segunda e terceira questão do livro dos espíritos encontramos as seguintes perguntas:
        2 – Que se deve entender por Infinito?
Resposta: O que não tem começo e nem fim; o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito.

       3 – Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?
Resposta: Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima de sua inteligência.
        Em nota explicativa a esta questão Kardec escreveu: Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo pela própria coisa, e definir uma coisa que não é conhecida, por uma coisa que também não o é.

       Na quarta pergunta de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta aos espíritos superiores sobre a prova da existência de Deus:
       4 – Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
Resposta: Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e vossa razão vos responderá.
       Em nota explicativa a esta questão Kardec escreveu: Para crer em Deus basta lançar os olhos sobre as obras da criação. O Universo existe; ele tem, pois, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa, e adiantar que o nada pode fazer alguma coisa. 


        Sendo Deus a causa primeira de todas as coisas, o ponto de partida de tudo, o eixo sobre o qual repousa o edifício da criação, é o ponto que importa considerar antes de tudo.

        É principio elementar que se julgue uma causa por seus efeitos, mesmo quando não se vê a causa. (...) Não é, pois, sempre necessário ter visto uma coisa para saber que ela existe. Em tudo, é observando-se os efeitos que se chega ao conhecimento das causas.

       Um outro princípio também elementar, passado ao estado de axioma, por força de verdade, é que todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente. (...)

       Lançando os olhos ao redor de si, sobre as obras da Natureza, observando a previdência, a sabedoria e a harmonia que presidem a tudo, reconhece-se que não há nenhuma delas que não sobrepasse o mais alto alcance da inteligência humana. Desde que o homem não pode produzi-las, é porque são o produto de uma inteligência superior à humanidade, a menos que se diga que há efeitos sem causa.
       No mecanismo do Universo, Deus não se mostra, mas se afirma pelas suas obras.

       A existência de Deus é, pois, um fato adquirido, não somente pela revelação, mas pela evidência material dos fatos. Os povos selvagens não tiveram revelação e, não obstante, creem, instintivamente, na existência de um poder sobre-humano; veem coisas que estão acima do poder humano, e delas concluem que provem de um ser superior à Humanidade.


Fonte: O Livro dos Espírito, de Allan Kardec.
           A Genêse – Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

PAZ ÍNTIMA PELO ESPÍRITO VICTOR HUGO

Victor Hugo

“Para que uma conduta pacifista se estabeleça e 
predomine no homem, faz-se necessária uma 
vontade forte que promova a revolução interior, 
em violência contra si mesmo, através da revisão 
e reestruturação dos conceitos sobre a vida, 
assumindo uma posição de princípios definidos, 
sem titubeios nem ambiguidades escapistas.

Tomada essa conduta, a marcha se faz amena, 
porque o homem passa a considerar todos os 
sucessos do ponto de vista espiritual, isto é, da 
transitoriedade da existência corporal e da 
perenidade do Espírito.

Desse modo, muda a paisagem dos fenômenos 
humanos que, efeitos de causas profundas, 
devem ser examinados e corrigidos nas suas 
gêneses, antes que mediante a irrupção de novos 
incidentes, em razão das reações tomadas contra 
os mesmos.

Agir com lucidez ao invés de reagir pela força, é 
a conduta certa, porque procedente da razão, 
antes que decorrente do instinto-paixão 
dissolvente.

Não há outra alternativa para o ser inteligente, 
senão o uso da razão em todo momento e em 
qualquer ocorrência nas quais seja colhido.

A sua reação não pode ultrapassar o limite do 
equilíbrio, sustando o golpe que lhe foi desferido 
ou o amortecendo no algodão da misericórdia em 
favor de quem lho aplicou...

Mediante esse processo, ruem as barreiras da 
intolerância, e do ódio; acabam-se as distâncias 
impeditivas à fraternidade; apagam-se as 
mágoas; diluem-se os rancores, porque ninguém 
logra vencer aquele que a si próprio já se venceu.

Os ultrajes não o afetam; as agressões não o 
intimidam; a morte não o atemoriza, porque ele 
é livre, portador de uma liberdade que algema 
nenhuma escraviza ou aprisiona, nem cárcere 
algum limita...

É, portanto, imbatível, terminando por fazer-se 
amado, mártir dos ideais e das aspirações de 
todos. Pronto!”

Pelo Espírito Victor Hugo.
Psicografia de Divaldo Franco. 


Livro: Árdua Ascensão


terça-feira, 25 de abril de 2017

MAIORAIS

E Ele, assentando-se, chamou os doze e disse-lhes: Se alguém 
quiser ser o primeiro, será o último de todos e servo de todos. (Marcos,9:35.)


         Ser dos primeiros na Terra não é problema de solução complicada.

        Há maiorais no mundo em todas as situações.

        A ciência, a filosofia, o sacerdócio, tanto quanto a política, o comércio e as finanças podem exibi-los, facilmente.

        Os homens principais da ciência, com legítimas exceções, costumam ser grandes presunçosos; os da filosofia, argutos sofistas do pensamento; os do sacerdócio, fanáticos sem compreensão da verdadeira fé. Em política, muitos dos maiorais são tiranos; no comércio, inúmeros são exploradores e, nas finanças, muitos deles não passam de associados das sombras contra os interesses coletivos.

        Ser dos primeiros, no entanto, nas esferas de Jesus sobre a Terra, não é questão de fácil acesso à criatura vulgar.

        Nos departamentos do mundo materializado, os principais devem ser os primeiros a serem e contam com a obediência compulsória de todos.

        Em Cristianismo puro, os espíritos dominantes são os últimos na recepção dos benefícios, porquanto são servos reais de quantos lhes procuram a colaboração fraterna.

        É por isso que em todas as escolas cristãs há numerosos pregadores, muitos mordomos, turbas de operários, cooperadores do culto, polemistas valiosos, doutores da letra, intérpretes competentes, reformistas apaixonados, mas raríssimos apóstolos.

        De modo geral, quase todos os crentes se dispõem ao ensino e ao conselho, prontos ao combate espetaculoso e à advertência humilhante ou vaidosa, poucos surgindo com o desejo de servir, em silêncio, convencidos de que toda a glória pertence a Deus.


Fonte: Vinha de Luz. Psicografia Chico Xavier. Pelo Espírito Emmanuel.




quarta-feira, 12 de abril de 2017

160 ANOS DO O LIVRO DOS ESPÍRITOS


         O Livros dos Espíritos, em francês - Le Livre des Esprits , publicado em 18 de abril de 1857, completa 160 anos de seu lançamento em 2017. O Livros dos Espíritos é o marco inicial da Doutrina Espírita, sendo o primeiro livro sobre o Espiritismo. Marcando também esta data de 18 de abril de 1857 a fundação do Espiritismo, que, até então, não possuía senão elementos esparsos sem coordenação, a partir desse momento, também, a doutrina fixa a atenção dos homens sérios (deixando para trás as distrações que eram as mesas girantes) e toma um desenvolvimento rápido. Em poucos anos, essas ideias acharam numerosos adeptos em todas as classes da sociedade e em todos os países. Esse sucesso, sem precedente, liga-se sem duvida as simpatias que essas ideias encontraram, mas deveu-se também, em grande parte, à clareza, que é um dos caracteres distintivos dos escritos do pedagogo, autor, tradutor, filosofo, educador Hippolyte Léon Denizard Rivail, que usou o pseudônimo de Allan Kardec para assinar todas as suas obras espíritas. Aproveitando seus recursos intelectuais e experiência no magistério, Kardec resolveu dar ao livro básico da codificação uma metodologia didática, a qual se revelou altamente indicada para as circunstâncias de implantação da nova doutrina. O método escolhido foi o de perguntas e respostas por parte dos espíritos, divididas em quatro grupos bem definidos de ideias, recebendo, cada um, o nome de parte ou “livro”.

         O Livros dos Espíritos foi lançado no Palais Royal (que é um palácio e jardim localizado no 1° arrondissement de Paris, França). A obra na forma de perguntas e respostas, os espíritos explicaram tudo o que a humanidade estava preparada para receber e compreender, esclarecendo-a quanto aos eternos enigmas de sabermos de onde viemos, por que aqui estamos, e para onde vamos, facilitando, assim, ao homem, a compreensão dos mais difíceis problemas que o envolvem. Allan Kardec, quando redigiu seus livros, escreveu para o povo, em linguagem simples.

   
     Originalmente em sua primeira edição contou com apenas 501 questões, mas três anos mais tarde, em 18 de março de 1860, Kardec lançou a segunda edição francesa de O Livros dos Espíritos. Para a segunda edição, Allan Kardec reuniu
Segunda edição de O Livro dos Espíritos
subsídios suficientes para publica-la, fundindo mais um conjunto de instruções que possuía, e aproveitando para dar à distribuição das matérias uma ordem muito mais metódica, inserindo notas explicativas, tendo O Livros dos Espíritos naquela reimpressão, sido revisto quase como um novo trabalho, embora os princípios não hajam sofrido nenhuma alteração, salvo pequeníssimo número de exceções, que são antes complementos e esclarecimentos que verdadeiras modificações. Para esta revisão, Kardec manteve contato com grupos espíritas de cerca de 15 países da Europa e das Américas. Foi nesta segunda edição que aparecem 1018 perguntas e respostas, sendo que algumas edições atuais trazem 1019 perguntas e respostas, acréscimo que, segundo a FEB (Federação Espírita Brasileira), foi devido a Kardec não ter numerado a pergunta imediatamente após a 1010, aquela que seria a 1011. Assim, sendo, o livro teria, na pratica 1019 e não, 1018 perguntas.


     

        Como um observador e cientifico que era, Kardec sempre usava diferentes
médiuns para atestar a veracidade das informações, além disso eram lhe enviadas varias mensagens psicografadas de diferentes lugares, cidades, países, que Kardec nunca esteve e que não conhecia os médiuns. É o Controle Universal do Ensino dos Espíritos, que Kardec definiu da seguinte forma: “Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos – a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares diferentes.

            Foi Kardec que criou as palavras “espírita” e “ Espiritismo”, segundo as palavras do estudioso: “Para coisas novas, nomes novos”. Os estudos eram ininterruptos e, com diversos testes e análises racionais, sob crivos filosóficos, científicos e religioso.

        O Livro dos Espíritos, divide-se em quatro partes ou “livros” (como vimos no inicio da postagem) como comumente se dividiam as obras filosóficas à época, que abordam respectivamente:
Das causas primárias - abordando as noção de divindade, Criação e elementos fundamentais do Universo.

Do mundo dos Espíritos - analisando a noção de espírito e toda a série de imperativos que se ligam a esse conceito, a finalidade de sua existência, seu potencial de autoaperfeiçoamento, sua pré e sua pós-existência e ainda as relações que estabelece com a matéria.
Das leis morais - trabalhando com o conceito de Leis de ordem Moral a que estaria submetida toda a Criação, quais sejam as leis de: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e justiça, amor e caridade.
Das esperanças e consolações - PENAS E GOZOS TERRENOS: 1) Felicidade e infelicidade relativas, 2) Perda de pessoas amadas; 3) Decepções, afeições destruídas; 4) Uniões antipáticas; 5) Medo da morte; 6) Desgosto da vida; suicídio. PENAS E GOZOS FUTUROS: 1) O nada; a vida futura; 2) Intuição das penas e dos gozos futuros; 3) Intervenção de Deus nas penas e recompensas; 4) Natureza das penas e dos gozos futuros; 5) Penas temporais; 6) Expiação e arrependimento; 7) Duração das penas futuras; 8) Ressurreição da carne; 9) Paraíso, inferno, purgatório, paraíso perdido.

“Com este livro, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo a era espírita (...) O livro dos espíritos é o código de uma nova fase da evolução humana. É exatamente essa a sua posição na história do pensamento. Este não é um livro comum, que se pode ler de um dia para o outro e depois esquecer num canto da estante. Nosso dever é estudá-lo e meditá-lo, lendo-o e relendo-o constantemente.Sobre este livro se ergue todo um edifício: o da doutrina espírita. Ele é a pedra fundamental do espiritismo, o seu marco inicial. O espiritismo surgiu com ele e com ele se propagou, com ele se impôs e consolidou no mundo”– Herculano Pires

domingo, 9 de abril de 2017

PRECE PARA AFASTAR OS MAUS ESPÍRITOS

Ai de vós, Escribas e Fariseus hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, e estais por dentro cheios de rapina e de impurezas. Fariseus cegos, limpai primeiramente o interior do copo e do prato, a fim de que o exterior também esteja limpo. Ai de vós, Escribas e Fariseus hipócritas! Porque sois semelhantes a sepulcros caiados, que por fora parecem belos aos olhos dos homens mas que, por dentro, estão cheios de toda sorte de podridão. Assim, por fora, pareceis justos aos olhos dos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e Ed iniquidades. (São Mateus, cap. XXIII, v. 25 a 28). 

PREFÁCIO. Os maus espíritos não vão senão onde acham com o que satisfazerem; para afastá-los, não basta pedir-lhes nem mesmo ordenar: é preciso despojar de si o que os atrai. Os maus espíritos farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo; do mesmo modo que limpais o corpo para evitar a bicheira, limpai também a alma de suas impurezas para evitar os maus espíritos. Como vivemos num mundo onde pululam os maus espíritos, as boas qualidades do coração não nos colocam ao abrigo de suas tentativas, mas dão a força de lhes resistir. 


PRECE

         Em nome de Deus Todo-Poderoso, que os maus espíritos se afastem de mim, e que os bons me sirvam de proteção contra eles!

        Espíritos malfazejos, que inspirais aos homens maus pensamentos; espíritos trapaceiros e mentirosos, que os enganais; espíritos zombeteiros, que vos divertis com a sua credulidade, eu vos repilo com todas as forças de minha alma e fecho o ouvido às vossas sugestões; mas peço para vós a misericórdia de Deus.

       Bons espíritos, que vos dignais me assistir, dai-me a força de resistir à influência dos maus espíritos, e as luzes necessárias para não ser vítima de seus embustes. Preservai-me do orgulho e da presunção; afastai do meu coração o ciúme, o ódio, a malevolência e todo sentimento contrário à caridade, que são tantas outras portas abertas ao espírito do mal.


Fonte: Coletânea de Preces Espíritas, de Allan Kardec.


domingo, 2 de abril de 2017

ALCOOLISMO, FUMO E DROGAS ILÍCITAS – NA VISÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA

          As nossas tendências, comportamentos, atitudes, pensamentos é que determinam as nossas companhias espirituais. Isto é a lei da afinidade. Se direcionarmos nossa vida para o bem, com bons pensamentos, bom comportamento, livre de vícios... teremos companhias espirituais benfeitoras em nossa vida; mas quando a vida é direcionada para comportamentos negativos e viciantes, atraímos para nós companhias espirituais inferiores. É a nossa vibração que determina em que faixa estamos, se boa ou inferior, pois, cada espírito estando encarnado ou desencarnado vibra em seu padrão. Assim, semelhante atrai semelhante.

        E quando desencarnamos permanecemos os mesmos que somos aqui no plano físico. Isto é a individualidade. Assim, após o desencarne o espírito carrega seus comportamentos, tendências e vícios de quando estava encarnado. O espírito de um viciado em drogas em consequência do seu estado de dependência a que ainda se acha no plano espiritual, sente os mesmos desejos e necessidades de consumir drogas, como se estivesse vivo na matéria. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que vária, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando estava vivendo na matéria. Como espírito precisa vincular-se à mente de um viciado encarnado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo de drogas, posteriormente, para saciar sua necessidade, inicia-se o processo de vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado encarnado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida. Estimulando nos encarnados viciados que acompanham o uso cada vez mais continuo e em maiores doses de drogas. 


                   

       O Espírito Emmanuel nos esclarece que: “O viciado ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daqueles, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos.”


        Os indivíduos que consomem álcool e outros tipos de drogas com frequência, modifica o seu padrão de pensamento rapidamente quando se drogam. Assim,

quando estão drogados o intercâmbio de ideias e sensações com os desencarnados fica automático, ficam com os mesmos sentimentos, as mesmas ideias fixas, os mesmos desejos ou a ausência total de desejos fora o uso da droga. O encarnado viciado torna-se marionetes nas mãos destes espíritos obsessores. Isto porque o indivíduo perde a vontade, ficando apático e dócil companheiro de espíritos infelizes. É compartilhar o vicio, as sensações com estes espíritos ainda viciados.

        Assim, o álcool, como o cigarro e outras drogas geradoras de dependência física, psíquica e espiritual tem varias consequências nocivas; desde os danos ao corpo físico, diminuindo a resistência física e o tempo de vida, como as consequentes companhias espirituais obsessoras, que se nutriam daqueles vícios quando estavam encarnados, e agora através de vínculos psíquicos e espirituais tentam manter a satisfação no vício que sentiam quando estavam encarnados, por meio da absorção de fluidos do vício através do encarnado. Outras vezes, os adversários espirituais, na execução de uma vingança programa pelo ódio, induzem os seus antigos desafetos à iniciação alcoólica, mediante pequenas doses, com as quais no transcurso do tempo os conduzem a obsessão, desorganizando-lhes a aparelhagem físico-psíquica e dominando-os totalmente.

        A ciência medica nos esclarece que o uso de drogas ao entrar no organismo físico do indivíduo, atinge o aparelho circulatório - o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células principalmente as neuroniais. O Espírito André Luiz no livro Missionários da Luz, nos informa que: “O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual.” Já no livro Evolução em Dois Mundos, novamente o Espírito André Luiz nos esclarece que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito. Assim, quando comparamos as informações do Espírito André Luiz com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e as células neuroniais também refletirá nas mesmas regiões do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer estas regiões do perispírito. A violência que a droga causa ao corpo faz surgir intenso desequilíbrio do espírito, uma vez que “o perispírito funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa.” Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias oriundas do perispírito para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e retornam aos centros de força.

        Engana-se quem acha que o álcool não é droga. É uma droga liberada e que 
causa inúmeras e serias consequências como lemos anteriormente, e que destrói o corpo físico por meio de muitas doenças que causa, assim reduzindo a resistência física, diminuindo o tempo de vida na matéria, por isso, que quem consume álcool, ou outras drogas é considerado um suicida. O Espírito Joanna de Ângelis no livro Dias Gloriosos, nos informa que: “Todo corpo físico merece respeito e cuidados, carinho e zelo continuo, por ser a sede do espírito, o santuário da vida em desenvolvimento.”

        O alcoólatra, na maioria das vezes, está envolvido em violência, sendo causador ou indutor de crimes, seja dentro do lar, com a própria família, ou no transito vitimando inocentes e a si próprio... As pessoas esquecem que cada bebida alcoólica comprada ajuda a sustentar a indústria que mata mais gente e destrói mais lares do que uma guerra. O alcoólatra, não destrói apenas a si mesmo. Destrói também a família, seja a mãe, o pai, a esposa(o), os filhos... o lar fica em desarmonia, sem sossego, com instabilidade emocional constante. No ambiente do lar existe repercussões de vibrações desagradáveis, para equilibrar estas vibrações nocivas no ambiente do lar e familiar, o culto do Evangelho no Lar e o equilíbrio dos familiares se faz necessário para equilibrar tais vibrações desagradáveis. 




        Os ambientes onde se consomem substâncias alcoólicas, como bar, festas ou no lar, se pudéssemos observar tais ambientes veríamos diversas entidades espirituais viciadas em álcool a sorver fluidos alcoólicos que saem das vísceras dos bebedores. Por isso é que muitas vezes a indução para começar ou continuar a beber é extremamente forte, pois há um espírito induzindo-o constantemente ao consumo, somente desta forma ele consegue ter a sua vontade saciada, tendo em vista não ser possível ao espírito desencarnado o consumo direto da substância.

         Há diversos tratamentos para vício em drogas, o tratamento imprescindível do acompanhamento médico que jamais deve ser interrompido. E tratamentos conjuntos como em centros especializados em tratamentos de viciados em drogas – para o alcoolismo Os Alcoólicos Anônimos. E as Casas Espíritas Kardecistas oferecem diversos tratamentos de apoio que o conduzirão a uma posição favorável ao não prosseguimento do uso, por meio de passe, de água fluidificada, de tratamento de desobsessão, as preces e os ensinamentos evangélicos com base no Evangelho de Jesus, e de reuniões publicas. A conscientização do viciado do seu estado é fundamental para que procure ajuda sincera, para iniciar um tratamento serio, junto com o apoio familiar que é imprescindível.


domingo, 26 de março de 2017

VAMPIRISMO ESPIRITUAL

          O vampirismo espiritual consiste de encarnado e desencarnado, que, desrespeitando as leis de Deus, com sentimento de vingança contra desafetos do passado, ou de sentimento oportunista, ou até mesmo sem intenção, passam a viver à custa de energia vital de outrem. Há também aqueles seres que embora tenham deixado o corpo físico, continuam ainda vivendo os prazeres obscuros da carne e dos vícios como o fumo e as drogas, bem como os desregramentos da bebida e do sexo, entre outros e que por se encontrarem impossibilitados de satisfazerem seus prazeres, induzem outras pessoas encarnadas a fazê-lo, e delas captam os fluidos, sentindo assim os mesmos prazeres produzidos pelo ato.

         O termo vampiro é usado analogamente para definir o ato do espírito que suga intencionalmente as energias do outro – em alusão à figura mítica de Drácula que hipnotizava suas vítimas e lhes sugava o sangue até a morte. Assim, há espíritos que sugam as energias sutis de seus hospedeiros a ponto de lhes causar sérios danos a saúde física e psicológica (cansaço, baixa imunidade às doenças, falta de equilíbrio e concentração, bem como excesso de irritabilidade podem ser indícios de uma perda energética provocada pelo vampirismo), uma vez que, além de lhes enfraquecer as forças, lhes envolvem em formas mentais grosseiras, que os martirizam mentalmente levando-os, às vezes, a casos de loucura. André Luiz chamou este processo de infecção fluídica, tão grave é o dano causado à vítima.

        Ao desencarnar o indivíduo leva consigo todos os seus vícios e necessidades. Assim, como as virtudes e méritos, não ocorrendo nenhuma mudança moral no indivíduo após a desencarnação. Dependendo da sua situação é muito comum que sinta as mesmas necessidades que tinha quando estava encarnado. Como não tem mais o corpo físico para desfrutar dos prazeres da vida corpórea, e sem condições de suprimir esta necessidade em sua nova condição no plano espiritual, ele busca apoio naqueles encarnados que podem lhe oferecer formas para a satisfação destas vontades. Tornando-se um sugador de forças vitais, que se aproxima de um encarnado que detém as mesmas necessidades que as suas, induzindo o indivíduo a prática em excesso dos vícios que tem em comum. Podemos citar os viciados no campo sexual, das drogas, do jogo, e até nas práticas mais comuns do dia a dia, mas que em excesso oferecem sérios prejuízos, como o caso da alimentação, em que encarnados se alimentam e bebem em excesso, o fazem por si e por outros espíritos, e quando em comportamento sexual vicioso, expõe sua vida íntima e privada a uma série de expectadores, que o induzem a buscar incessantemente novas experiências no campo sexual.  


                       

         O Espiritismo nos esclarece que, no plano espiritual, há entidades que pela ignorância e atraso moral, além de subjugar suas vítimas encarnadas e até mesmo desencarnadas, mantêm pela chama ideoplastia seu perispírito em formas monstruosas. Sentem-se bem sendo temidos e reconhecidos pela forma que se apresentam e, normalmente agem em bando visando intimidar os outros espíritos que encontram pela frente. Ambientes terrenos onde impera o vício e a imoralidade são roteiros preferidos destes espíritos, uma vez que lá encontram por afinidade suas presas com maior facilidade. Segundo o Espírito Miramez pela psicografia de João Nunes Maia, na séria de livros que trata da Vida Espiritual (editora Fonte Viva), bem como pelos livros do Espírito André Luiz, os matadouros de animais estão repletos destas criaturas que sugam a energia do animal abatido, saciando seus instintos ferozes com os fluidos da presa. Velórios e cemitérios cujos enterros não contam com a proteção fluídica da prece e a presença de espíritos nobres, podem também ficar vulneráveis à presença destas criaturas, que aproveitam para colher os resquícios de fluidos vitais dos recém desencarnados.

         Espíritos que mantém desavenças enquanto encarnados, também no plano espiritual, continuam nutrindo o mesmo ódio por seus inimigos. Sentindo-se em vantagem, travam forte perseguições a seus desafetos, aproximando-se deles e, muitas vezes, induzindo-os a tomar atitudes que prejudiquem como a pratica de vícios, ao excesso físico, além da escravidão psíquica.

   
    Tipos de vampirismo

- VAMPIRISMO DE DESENCARNADO PARA ENCARNADO: Como vimos acima, são os espíritos desencarnado presos às impressões da vida material que literalmente sugam as energias de suas vítimas com o propósito de se revitalizarem. Como por exemplo: se o desencarnado foi um dependente alcoólico procurará encarnados dependentes alcoólico para sorver-lhe o teor alcoólico e, consequentemente sugará suas energias.

- VAMPIRISMO DE ENCARNADO PARA DESENCARNADO: Ao desencarnar o homem passa ao plano espiritual, porém, os laços afetivos não se rompem. O pensamento daquele que está encarnado atravessa as barreiras físicas chegando ao espírito daquele que está vivendo no mundo dos espíritos. Se o pensamento do encarnado for de inconformismo e desespero, isto poderá causar desequilíbrios ao desencarnado que poderá sentir a necessidade de voltar a viver junto a seus entes queridos; e infelizmente é esta atitude que muitos tomam ao ouvir os chamados incessantes de seus entes queridos encarnados. Mas a presença do espírito normalmente torna-se um problema, pois ele passa a dividir o espaço com os encarnados e a tirar deles, mesmos involuntariamente, seus fluidos vitais e, pela ligação psíquica, podem passar sua insegurança emocional. Assim, ambos, encarnados e desencarnados, são prejudicados.
        Há também o exercício irresponsável da mediunidade, quando espíritos são praticamente escravizados por médiuns que os usam para a satisfação de prazeres pessoais e a manutenção de sua vaidade medianímica.

- VAMPIRISMO DE ENCARNADO PARA ENCARNADOS: Quando interagimos com outros indivíduos que de nós se aproximam, estabelecemos com eles os mais variados tipos de combinações energéticas, influenciando-os e por eles sendo influenciados. Desta maneira: quando nos aproximamos de outra pessoa sempre ocorrerá uma simbiose energética, ou seja, estamos permanentemente trocando energias com as outras pessoas. Por isso que muitas vezes depois de nos encontrarmos com determinadas pessoas nos sentimos fracos, com um mal-estar inexplicável. Ocorre que esta pessoa pode ter sugado nossas energias, até mesmo sem perceber que é o que ocorre na maioria das vezes. As pessoas se tornam vampiros, ou sugadoras de energia, ao absorverem a energia do outro. Normalmente estas pessoas encontram-se desequilibradas e por isso ficam debilitadas. Quase sempre essas pessoas são egoístas e egocêntricas e sua presença torna desagradável o ambiente.

- VAMPIRISMO DE DESENCARNADO PARA DESENCARNADO: Exemplo deste tipo de vampirismo encontramos no livro “Transição Planetária”, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda e psicografia de Divaldo Franco. É relatado que após o tsunami da Indonésia Espíritos nobres foram em auxílio dos desencarnados para que estes não fossem atacados por Entidades infelizes e vampirizadoras, interessadas em sorver o fluido vital dos recém desencarnados.


              

         Uma vez conectadas à atração e à sintonia, inicia-se um processo de obsessão de longo curso, que acaba por desaguar na “subjugação”, que é um estágio mais avançado da perturbação espiritual, que pode levar o encarnado à loucura. O sexo desregrado, o vício das drogas, do jogo, do fumo e do álcool, são atrações especiais para os “vampiros”, que se aproximam através da nossa “aura humana”, que contaminada pelas viciações, passa a exsudar odores relativos ao mal que carregamos conosco, e que não podemos evitar. Esses espíritos ainda inferiores, geralmente se apresentam para os médiuns videntes maltrapilhos, sujos, desleixados e irritados, causando susto em todas as pessoas que mantém contato direto com eles.

        As lutas, as provações, as dores, os sofrimentos e as aflições, estarão sempre conosco nessa caminhada terrestre, e por isso precisamos enfrentar com coragem, fé e determinação os obstáculos da vida, descartando sempre a ação insidiosa dos espíritos trevosos, exercendo vigilância permanente nos nossos pensamentos e sentimentos, evitando invadir fronteiras alheias ou fazer mal aos outros, levando uma vida ética, social, voltada para o bem dos nossos semelhantes, criando laços de amizade e fraternidade. Esta é a forma de fugir da vampirização. A mudança de hábitos. Ninguém pode nos forçar a fazer aquilo que não desejamos desde que tenhamos forças e consciência para resistir. Pois, estes espíritos vampirizadores agem sobre suas presas por indução mental e afetiva, induzindo-os a fazer o que desejam e que não podem fazer por si mesmos; e quanto mais são obedecidos, mais submissas as suas “vítimas” se tornam. Por isso que é preciso ter força para ignorar e resistir às más orientações, perdoar os inimigos e até mesmo a si mesmo, assim, além de melhorar a condição espiritual, os obsessores são convidados a seguirem para o caminho do melhoramento.

         Para concluir lembremos que, Buda ensinou aos seus discípulos que os extremos da vida deviam ser evitados, que o caminho do meio é a forma de chegar ao equilíbrio, ensinou ainda que, tanto o prazer extravagante ou a abnegação exagerada deviam ser evitados. Ambos os extremos provocam sofrimento. Assim, compreendemos que quanto mais andamos pelos lados extremos, mais perto do abismo chegamos, e cada vez mais ficamos vulneráveis a cair no precipício devido aos excessos que cometemos pelo caminho da vida, seja em decorrência de busca de prazer exagerado ou pela abnegação extrema. O caminho que devemos buscar para seguir é o caminho do meio, longe dos extremos que causam sofrimentos e quedas drásticas, pois o caminho do meio é a segurança, é viver em equilíbrio. Quando se consegue viver desta forma nos protegemos contra as investidas de espíritos inferiores e desavisados, que ainda necessitam dos fluidos viciantes dos encarnados para suprir as suas necessidades viciosas.