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quinta-feira, 26 de março de 2015

QUEM FOI O SOLDADO QUE PERFUROU JESUS COM UMA LANÇA?

Existem pouquíssimos relatos acerca da vida deste soldado romano que perfurou Jesus. O seu nome era Longinus. Ele tinha um problema ocular no qual dificultava sua visão, e para que ninguém soubesse do seu problema de visão, e nem coloca-lo para fora do exercito romano, ele procurava lutar sem medo e com destreza tinha força e velocidade em sua lança. E com o passar do tempo, perto de se aposentar, foi enviado para Jerusalém para designar seu último serviço como comandante de guarda. Seu nome Longinus é derivado do grego que significa “uma lança”, é referido como tendo sido o soldado romano que perfurou Jesus com uma lança (Jo 19,34), ou como o centurião que, na crucificação, reconheceu Jesus como “o filho de Deus” (Mt 27,54; Mc 15,39; Lc 23,47)

Durante o percurso do calvário Longinus escutou alguns homens do Sinédrio comentar que os joelhos de Jesus deveriam serem quebrados, pois, as profecias diziam que o messias não teria nenhum osso quebrado (Salmo34:20 – Êxodo12:46), e também pelo fato  de que ao pôr do sol iria iniciar-se o Shabat, para que os corpos dos condenados não profanassem o dia santo, assim os seus joelhos deveriam serem quebrados para apressar a morte e para que a profecia não fosse cumprida. Longinus escutando tal conversa ficou indignado com tal perversidade articulada contra um homem humilde, já com o corpo abatido, e sem ter realizado nenhuma reclamação ou revolta estando em tal situação.

Então, no momento de quebrarem os joelhos dos crucificados, Longinus vai até Jesus, e assim para comprovar-lhe o óbito sem a necessidade dos seus joelhos serem quebrados como queria o Sinédrio, perfurou-lhe o corpo com uma lança. O líquido saído do corpo de Jesus bateu nos olhos do Longinus, curando-o instantaneamente da sua grave doença ocular, e também o curando na alma, pois atribui-se a ele as palavras de um soldado presente na hora da morte de Jesus: “Verdadeiramente este homem era o filho de Deus.” Depois desse fato Longinus converteu-se e abandonou o exercito romano.

Após abandonar o exercito romano por causa de sua conversão, Longinus fugiu para Cesárea e, depois, Capadócia, na atual Turquia. Mas, foi descoberto pelo Governador da Capadócia e denunciado a Pôncio Pilatos. No processo, foi acusado de desertor e condenado a pena de morte. Se ele renunciasse à sua fé em Jesus Cristo seria perdoado. Mas, ele se manteve firme e não renegou Jesus. Por isso, foi torturado, teve seus dentes arrancados e sua língua cortada. Depois, foi decapitado.

Longinus foi canonizado santo pela Igreja Católica no ano de 999, pelo Papa Silvestre II. tendo recebido o nome de São Longuinho.

Depois desta vida, Longinus reencarnou várias vezes, a última sendo como o imperador Dom Pedro II.



LONGINUS REENCARNA COMO D. PEDRO II

Definitivamente proclamada a independência do Brasil, o guia espiritual do Brasil, Ismael, leva a Jesus o relato de todas as conquistas verificadas, solicitando o amparo do seu coração compassivo e misericordioso para a organização política e social do Brasil.

Corriam os primeiros messes de 1824, encontrando-se a emancipação do pais mais ou menos consolidada perante a metrópole portuguesa. Os estadistas topavam com dificuldades para a organização estatal da terra do Cruzeiro. A constituição, depois de calorosos debates e dos famosos incidentes dos Andradas, incidentes que haviam terminado com a dissolução da Assembleia  Constituinte e com o exílio desses notáveis brasileiros, só fora aclamada e jurada, justamente naquela época , a 25 de março de 1824. Nesse dia, findava a mais difícil de todas as etapas da independência e o coração inquieto do primeiro imperador podia gabar-se de haver refletido, muitas vezes, naqueles dias turbulentos, os ditames dos emissários invisíveis, que revestiram as suas energias de novas claridades, para o formal desempenho da sua tarefa nos primeiros anos de liberdade da pátria.

Recebendo as confidencias de Ismael, que apelava para a sua misericórdia infinita, considerou o Senhor a necessidade de polarizar as atividades do Brasil num centro de exemplos e de virtudes, para modelo geral de todos. Assim, Jesus chamou Longinus à sua presença, e falou com bondade:

- Longinus, entre as nações do orbe terrestre, organizei o Brasil como coração do mundo. Minha assistência misericordiosa tem velado constantemente pelos seus destinos e, inspirado a Ismael e seus companheiros do Infinito, consegui evitar que a pilhagem das nações ricas e poderosas fragmentasse o seu vasto território, cuja configuração geográfica representa o órgão do sentimento no planeta, como um coração que deverá pulsar pela paz indestrutível e pela solidariedade coletiva e cuja evolução terá de dispensar, logicamente, a presença continua dos meus emissários para a solução dos seus problemas de ordem geral. Bem sabes que os povos tem a sua maioridade, como os indivíduos, e se bem não os percam de vista os gênios tutelares do mundo espiritual, faz-se mister se lhes outorgue toda a liberdade de ação, a fim de aferirmos o aproveitamento das lições que lhes foram prodigalizadas. Sente-se o teu coração com a necessária fortaleza para cumprir uma grande missão na Pátria do Evangelho?”

 - Senhor – respondeu Longinus, num misto de expectativa angustiosa e de refletida esperança – bem conheceis o meu elevado propósito de aprender as vossas lições divinas e de servir à causa das vossas verdades sublimes, na face triste da Terra. Muitas existências de dor tenho voluntariamente experimentado, para gravar no íntimo do meu espírito a compreensão do vosso amor infinito, que não pude entender ao pé da cruz dos vossos martírios no Calvário, em razão dos espinhos da vaidade e da impenitência, que sufocam, naquele tempo, a minha alma. Assim, é com indizível alegria, Senhor, que receberei vossa incumbência para trabalhar na terra generosa, onde se encontra a árvore magnânima da vossa inesgotável misericórdia. Seja qual for o gênero de serviço que me forem confiados, acolherei as vossas determinações como um sagrado ministério.

- Pois bem – redarguiu Jesus com grande piedade – essa missão, se for bem cumprida por ti, constituirá a tua última romagem pelo planeta escuro da dor e do esquecimento. A tua tarefa será daquelas que requerem o máximo de renúncias e devotamentos. Serás imperador do Brasil, até que ele atinja a sua perfeita maioridade, como nação. Concentrarás o poder e a autoridade para beneficiar a todos os seus filhos. Não é preciso encarecer aos teus olhos a delicadeza e sublimidade desse mandato, porque os reis terrestres, quando bem compenetrados das suas elevadas obrigações diante das leis divinas, sentem nas suas efêmeras um peso maior que o das algemas dos forçados. A autoridade, como a riqueza, é um patrimônio terrível para os espíritos dos seus grandes deveres. Dos teus esforços se exigirá de meio século de lutas e dedicações permanentes. Inspirarei as tuas atividades; mas, considera sempre a responsabilidade que permanecerá nas tuas mãos. Ampara os fracos e os desvalidos, corrige as leis despóticas e inaugura um novo período de progresso moral para o povo das terras do Cruzeiro. Institui, por toda parte do continente, o regime do respeito e da paz, e lembra-te da prudência e da fraternidade que deverá manter o país nas suas relações com as nacionalidades vizinhas.  Nas lutas internacionais, guarda a tua espada na bainha e espera o pronunciamento da minha justiça, que surgirá sempre, no momento oportuno. Fisicamente consideradas, todas as nações constituem o patrimônio comum da humanidade e, se algum dia for o Brasil menosprezado, saberei providenciar para que sejam devidamente restabelecidos os princípios da justiça e da fraternidade universal. Procura aliviar os padecimentos daqueles que sofrem nos martírios do cativeiro, cuja abolição se verificará nos últimos tempos do teu reinado. Tuas lides terminarão ao fim deste século, e não deves esperar a gratidão dos teus contemporâneos; ao fim delas, serás alijado da tua posição por aqueles mesmos a quem proporcionares os elementos de cultura e liberdade. As mãos aduladoras, que buscarem a proteção das tuas, voltarão aos teus palácios transitórios, para assinar o decreto da tua expulsão do solo abençoado, onde semearás o respeito e a honra, o amor e o dever, com lágrimas redentoras dos teus sacrifícios. Contudo, amparar-te-ei o coração nos angustiosos transes do teu último resgate, no planeta das sombras. Nos dias da amargura final, minha luz descerá sobre os teus cabelos brancos, santificando a tua morte. Conserva as tuas esperanças na minha misericórdia, porque se observares as minhas recomendações, não cairá uma gota de sangue no instante amargo em que experimentares o teu coração igualmente trespassado pelo gládio da ingratidão. A posteridade, porém, saberá descobrir as marcas dos teus passos na Terra, para se firmar no roteiro da paz e da missão evangélica do Brasil.

Longinus recebeu com humildade a designação de Jesus, implorando o socorro de suas inspirações divinas para a grande tarefa do trono.

Ele nasceria no ramo enfermo da família dos Braganças; mas, todas as enfermidades tem na alma as suas raízes profundas.

Foi assim que Longinus preparou a sua volta à Terra, depois de outras existências tecidas de abnegações edificantes em favor da humanidade, e, no dia 2 de dezembro de 1825, no Rio de janeiro, nascia de Dona Leopoldina, esposa de D. Pedro, aquele que seria no Brasil o grande imperador e que, na expressão dos seus próprios adversários, seria “o maior de todos os republicanos de sua pátria.”

No fim da sua vida, D. Pedro II, que já houvera perdido a esposa, que estava abandonado, esquecido, num modesto quarto de hotel, longe da pátria e dos amigos protegidos pelo boníssimo monarca. Mas tudo isso não conseguia “turva-lhe a majestática serenidade de ânimo” e apenas levou-o a mandar buscar do Brasil um caixotinho de terra, talvez da mesma terra da sua vivenda em Petrópolis; só a uns dois ou três amigos íntimos revelou o motivo daquela encomenda, que era: repousar a cabeça depois de morto! Sendo este o conteúdo do seu belíssimo e perfeito soneto: Terra do Brasil.

Depois, alquebrado pela moléstia e pela velhice, expulso da pátria como um réprobo, privado de tudo quanto amava, no modestíssimo Hotel Bedford, à rua de l’Arcade, 17, em paris, faleceu o ex-imperador do Brasil a 5 de dezembro de 1891. Suas derradeiras palavras foram estas: “Nunca me esqueci do Brasil. Morro pensando nele. Deus o proteja.”

Soneto de D. Pedro II:

Terra do Brasil
“Espavorida agita-se a criança
De noturno fantasmas com receio.
Mas se abrigo lhe dá materno seio,
Fecha os doridos olhos e descansa.

Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de lá me veio
Um pugilo de terra: e neste, creio,
Brando será meu sono e sem tardança...

Qual infante a dormir em peito amigo,
Tristes sombras varrendo da memória,
Ó doce Pátria, sonharei contigo!

E entre visões de paz, de luz, de glória
Sereno aguardarei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da História!”




Fonte: Livro – Brasil, Coração do Mundo – Pátria do Evangelho. Pelo espírito Humberto de Campos. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
             Livro – Chico Xavier D. Pedro II e o Brasil. De Walter José Faé
             Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Longino

segunda-feira, 23 de março de 2015

Post.197: O EGOÍSMO – PELO ESPÍRITO EMMANUEL

O Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, contém uma mensagem do Espírito Emmanuel, intitulada “O Egoísmo”, em que menciona a figura de Pôncio Pilatos. Esta mensagem está no capítulo XI – item 11. Segue a baixo a mensagem de Emmanuel sobre o egoísmo:

O egoísmo

                O egoísmo, esta chaga da Humanidade, deve desaparecer da Terra, cujo progresso moral retarda; ao Espiritismo está resevada a tarefa de fazê-la subir na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o objetivo para o qual todos os verdadeiros crentes devem dirigir suas armas, suas forças e sua coragem; digo coragem porque é preciso mais coragem para vencer a si mesmo do que para vencer os outros. Que cada um, pois, coloque todos os seus cuidados para combatê-lo em si, porque esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho, é a fonte de todas as misérias deste mundo. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.
                Jesus vos deu o exemplo da caridade e, Pôncio Pilatos, o do egoísmo; porque enquanto o Justo vai percorrer as santas estações do seu martírio, Pilatos lava as mãos dizendo: Que me importa! Ele disse aos judeus: Este homem é justo, por que quereis crucificá-lo? E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.
                É a esse antagonismo da caridade e do egoísmo, à invasão dessa lepra do coração humano, que o Cristianismo deve não ter cumprido ainda toda a sua missão. É a vós, apóstolos novos da fé e que os Espíritos Superiores esclarecem, a quem incumbe a tarefa e o dever de extirpar esse mal, para dar ao Cristianismo toda a sua força e limpar o caminho das sarças que lhe entravam a marcha. Extirpai o egoísmo da Terra, para que ela possa gravitar na escala dos mundos, porque já é tempo de a Humanidade vestir o seu traje viril e, para isso, é preciso primeiro extirpá-lo do vosso coração. (EMMANUEL, Paris, 1861).


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XI, item 11.

quinta-feira, 19 de março de 2015

INDICAÇÃO DE PEDRO

"Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a." 
- Pedro. (I PEDRO, 3:11.)


           A indicação do grande Apóstolo, para que tenhamos dias felizes, parece extremamente simples pelo reduzido número de palavras, mas revela um campo imenso de obrigações. 

         Não é fácil apartar-se do mal, consubstanciando nos desvios inúmeros de nossa alma através de consecutivas reencarnações, e é muito difícil praticar o bem, dentro das nocivas paixões pessoais que nos empolgam a personalidade, cabendo-nos ainda reconhecer que, se nos conservarmos envolvidos na túnica pesada de nossos velhos caprichos, é impossível buscar a paz e segui-la.

         Cegaram-nos males numerosos, aos quais nos inclinamos nas sendas evolutivas, e, acostumados ao exclusivismo e ao atrito inútil no desperdício de energias sagradas, ignoramos como procurar a tranquilidade consoladora. Esta é a situação real da maioria dos encarnados e de grande parte dos desencarnados que se acomodam aos círculos do homem, porque a morte física não soluciona problemas que condizem com o foro íntimo de cada um.

          A palavra de Pedro, desse modo, vale por desafio generoso.

          Nosso esforço deve convergir para a grande realização. 
  
          Dilacere-se-nos o ideal ou fira-se-nos a alma, apartemo-nos do mal e pratiquemos o bem possível, identifiquemos a verdadeira paz e sigamo-la. E tão logo alcancemos as primeiras expressões do sublime serviço, referente à própria edificação, lembremo-nos de que não basta evitar o mal e sim nos afastarmos dele, semeando sempre o bem, e que não vale tão somente desejar a paz, mas buscá-la e segui-la com toda a persistência de nossa fé.


Fonte: Vinha de Luz – Chico Xavier pelo espírito Emmanuel

domingo, 15 de março de 2015

O HOMEM TEM SEU LIVRE-ARBÍTRIO OU ESTÁ SUBMETIDO À FATALIDADE?

          Se a conduta do homem estivesse submetida à fatalidade, ele não  teria nem responsabilidade do mal, nem mérito do bem; desde então toda punição seria injusta e toda recompensa sem sentido. O livre-arbítrio do homem é uma consequência da justiça de Deus, é o atributo que lhe dá sua dignidade e o eleva acima de todas as outras criaturas. Isso é tão verdadeiro que a estima dos homens, uns pelos outros, está em razão do livre-arbítrio; aquele que o perde acidentalmente, por doença, loucura, embriaguez, é lamentado ou desprezado.

         O materialismo, que faz depender do organismo todas as faculdades morais e intelectuais, reduz o homem ao estado de máquina, sem livre-arbítrio,a consequência seria que o indivíduo não teria responsabilidade do mal e nem o mérito do bem que ele faz.




Fonte: O que é o Espiritismo – Allan Kardec 

quarta-feira, 11 de março de 2015

LIVRE-ARBÍTRIO

É no pensamento que o homem possui uma liberdade sem limites, porque não conhece entraves. E sendo a consciência um pensamento íntimo que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos.

O ser humano seria uma máquina sem livre-arbítrio. Visto que temos a liberdade de pensar, e de agir. Há liberdade de agir desde que haja liberdade de fazer. Nos primeiros tempos da vida na matéria a liberdade é quase nula; ela se desenvolve e muda de objetivo conforme o crescimento do indivíduo. A criança, tendo pensamentos relacionados com as necessidades de sua idade, aplica seu livre-arbítrio às coisas que lhe são necessárias.

As predisposições instintivas que o homem traz ao nascer são as do espírito antes de sua encarnação. Conforme for ele mais ou menos avançado, elas podem solicitá-lo para atos repreensíveis, e ele será auxiliado nisso pelos espíritos que simpatizam com essas disposições, mas não há arrebatamento irresistível, quando se tem a vontade de resistir.  Devemos lembrar de que querer é poder. 


O espírito é influenciado pelo corpo físico que o pode entravar em suas manifestações. Eis por que, nos mundos onde os corpos são menos materiais comparado a Terra, as faculdades se desdobram com mais liberdade, mas o instrumento não dá a faculdade. De resto, é preciso diferenciar aqui as faculdades morais das faculdades intelectuais; se um homem tem o instinto de homicida, é seguramente seu espírito que o possui e que lhe transmite, mas não seus órgãos. Aquele que anula seu pensamento para não se ocupar senão com a matéria, torna-se semelhante ao bruto, e pior ainda, ele nem sonha mais em se precaver contra o mal, e é nisto que é culpado, visto que age assim por sua vontade. Pois, o corpo físico não é senão um envoltório do espírito, como a roupa é o envoltório do corpo. Unindo-se ao corpo, o espírito conserva os atributos de sua natureza espiritual.

Já a perturbação das faculdades intelectuais por embriaguez não é desculpa para os atos censuráveis, porque o bêbado está voluntariamente privado de sua razão para satisfazer paixões brutais: em lugar de uma falta, ele comete duas.

No homem em estado selvagem, a faculdade dominante é o instinto, o que não o impede de agir com uma liberdade para certas coisas. Mas, como a criança, aplica essa liberdade às suas necessidades, e ela se desenvolve com a inteligência. Por conseguinte, os adultos que é mais esclarecido que um selvagem, é também mais responsável que ele pelo que faz; ou seja, quanto mais consciência mais responsabilidade sob o atos.

A questão 850 de O Livro dos Espíritos nos esclarece o livre-arbítrio em relação a posição social:
850 – A posição social, algumas vezes, não é um obstáculo à interia liberdade dos atos?
Resposta: “O mundo tem, sem dúvida, suas exigências. Deus é justo e leva tudo em conta, mas deixa-nos a responsabilidade do pouco esforço que fazemos para superar os obstáculos.”



Fonte: O Livro dos Espíritos – cap. X

quinta-feira, 5 de março de 2015

PRECE PELOS ESPÍRITOS ARREPENDIDOS

Seria injusto situar na categoria dos maus espíritos os espíritos sofredores e arrependidos que pedem preces; estes puderam ser maus, mas não o são mais do momento em que reconhecem as suas faltas e as lamentam: eles não são senão infelizes; alguns mesmo começam a ter uma felicidade relativa.

Prece:
Deus de misericórdia, que aceitais o arrependimento sincero do pecador, encarnado ou desencarnado, eis um espírito que se comprazia no mal, mas que reconheceu seus erros e entra no bom caminho; dignai, ó Deus, recebê-lo como um filho pródigo e perdoai-lhe.
Bons espíritos, cuja voz ele desconheceu, ele quer vos escutar de hoje em diante; permiti-lhe entrever a felicidade dos eleitos do Senhor, a fim de que persista no desejo de se purificar para alcançá-lo; sustentai-o em suas boas resoluções e dai-lhe a força de resistir aos seus maus instintos.
                Espírito de N..., nós vos felicitamos pela vossa mudança, e agradecemos aos bons espíritos que vos ajudaram.
                Se vos comprazíeis outrora em fazer o mal, foi porque não compreendíeis o quanto é doce a alegria de fazer o bem; vós vos sentíeis também muito baixo para esperar atingi-lo. Mas desde o instante em que colocaste o pé no bom caminho, uma luz se fez para vós; começastes a provar uma felicidade desconhecida, e a esperança entrou no vosso coração. É que Deus escuta sempre a prece do pecador arrependido e não repele nenhum daqueles que vão a Ele.
                Para entrar completamente em graça junto Dele, aplicai-vos de hoje em diante, não somente a não mais fazer o mal, mas a fazer o bem, e sobretudo a reparar o mal que fizestes; então, tereis satisfeito a justiça de Deus; cada boa ação apagará uma das vossas faltas passadas.
                O primeiro passo está dado; agora quanto mais avançares, tanto mais o caminho vos parecerá fácil e agradável. Perseverai, pois, e, um dia, tereis a glória de ser contado entre os bons espíritos e os espíritos felizes.  


Fonte: Coletânea de Preces Espíritas – Allan Kardec 

segunda-feira, 2 de março de 2015

COUSAS MÍNIMAS

 “Pois se nem ainda podeis com as coisas mínimas, porque estais ansiosos pelas outras?” - Lucas: - 12-26

Pouca gente conhece a importância da boa execução das cousas mínimas.

Há homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se não fossem imprescindíveis ao êxito dos trabalhos de maior envergadura.

Um sábio não poderá esquecer que, um dia, necessitou aprender com as letras simples do alfabeto.

Além disso nenhuma obra poderá ser perfeita, se os detalhes não foram considerados e compreendidos.

De um modo geral, o homem está sempre atarefado com as situações de grande evidencia, com os destinos dramáticos e empolgantes.

Destacar-se, entretanto, exige sempre muitos cuidados.

Os espinhos também se destacam, as pedras salientam-se na estrada comum.

Convirá, desse modo, atender-se a todas as cousas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que nossa ação se destaque com real proveito à vida.

A sinfonia estará perturbada, se faltou uma nota; o poema é confuso quando se omite um verso.

Cuidemos das cousas pequeninas. Elas são partes integrante e inalienável dos grandes feitos.

Compreendendo a importância disso, o Mestre nos interroga no Evangelho de Lucas: “Pois se nem podeis ainda com as cousas mínimas, porque estais ansiosos pelas outras?”

Emmanuel
Psicografia Francisco Cândido Xavier


Fonte: Livro - Luz no Caminho

sábado, 28 de fevereiro de 2015

2 ANOS DE JARDIM ESPÍRITA


Hoje, 28 de fevereiro de 2015, o blog Jardim Espírita está fazendo 2 anos. E a palavra perfeita para o dia de hoje é gratidão. Gratidão a Deus por permitir este pequeno trabalho para a Doutrina Espírita, gratidão a Jesus por seus ensinamentos, gratidão aos amigos iluminados espirituais pelas inspirações, e gratidão a todos os leitores que passam pelo Jardim Espírita.

É com alegria que percebo que estamos juntos durante todo o tempo, seja nos dias normais ou nos feriados, como passar natal e réveillon como vocês fazendo um pouco de companhia, como também nas madrugadas que estamos juntos por meio do Jardim Espírita. É sempre um grande aprendizado para mim. E é com grande amor que recebo cada um de vocês.

Agradeço os acessos ao blog Jardim Espírita. Que Deus nos permita continuar este pequeno trabalho por muito tempo, com a mesma dedicação e entusiasmo do inicio. Espero sempre vocês aqui no Jardim Espírita, e espero que vocês venham até aqui para aprender, harmonizar-se com preces e mensagens, encontrar  força, entusiasmo, alegria, esperança...
Agradeço ao amigo leitor.
Amor à todos!

Que os espíritos benevolentes estejam sempre ao nosso lado.
Que Deus nos abençoe. E que Jesus nos ampare sempre.
Paz, luz e harmonia.
Jardim Espírita. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Matéria de Divaldo Pereira Franco no programa Fantástico da TV Globo

          Ontem, dia 22 de fevereiro de 2015, foi ao ar uma matéria com Divaldo Pereira Franco no programa Fantástico da TV Globo. Foi uma linda e emocionante matéria; e com um sentimento de despedida, de um até logo, como nós espíritas sabemos. Mostrando todo o resultado da vida de trabalho de Divaldo, voltado para o amor ao próximo, para o trabalho de iluminação, para o bem... E sempre com o seu bom humor e sorriso no rosto.
          Coloco abaixo o vídeo da matéria, e o link do site do Programa do Fantástico. Para quem viu é ótimo ver novamente e para quem não viu sintam-se a vontade para acompanhar está linda e inspiradora matéria sobre Divaldo, que foi feita de uma forma imparcial. Vamos ao play?!:


         O repórter da TV Globo, Marcelo Canellas quer esteve e fez a matéria com Divaldo, deu o seguinte depoimento:
Marcelo Canellas
Brasília/DF
"Não sou espírita, nem acredito em reencarnação, mas um homem que dedica a vida a uma obra social que tirou 160 mil pessoas da pobreza absoluta ao longo de 60 anos merece respeito. A reportagem que eu, Lúcio Alves e Júnior Predes fizemos com o médium Divaldo Franco mostrará que ele não deu apenas pão aos pobres. Ofereceu escola, profissão e dignidade a algumas das famílias mais miseráveis da periferia de Salvador sem perguntar a religião de ninguém. Quem puder, assista."

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

EMMANUEL

O espírito Emmanuel foi o guia espiritual de Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier. Juntos tiveram a missão de divulgar a Doutrina Espírita, de acordo com os propósitos superiores. A partir da década de 30 responsabilizou-se Emmanuel pela mais ampla produção bibliográfica da história da língua portuguesa e pela supervisão da grande produção mediúnica de Francisco Cândido Xavier. O trabalho de ambos resultou em um grande acervo de informações e conhecimentos , muitos dos quais traduzidos para diversos idiomas, sendo romances históricos,  livros de interpretação bíblica, aconselhamento espiritual, dentre outras temáticas. E os direitos autorais sempre foram cedidos para instituições de caridade.
Vejamos as encarnações conhecidas de Emmanuel na Terra, vidas de superação, de aprendizagem, para depois ser de trabalho pelo próximo,de vivência evangélica:

1ª encarnação:
Simas, Grão-Sacerdote do Egito
Século IX A.C.
Esta é a primeira encarnação de Emmanuel conhecida na Terra, como Grão-sacerdote do templo de Ámon-Rã em Tebas, no Egito. Foi reitor da escola Tanis e pai da futura rainha Samura-Mat, ou Semíramis, do império da Assíria, da Babilônia, do Súmer e do Akad. Viveu no século IX antes de Cristo e sua história é descrita na obra de Camilo Rodrigues Chaves, cujo título é Semíramis: rainha da Assíria, da Babilônia e do Súmer (LAKE, 1995).



2ª encarnação:
Cônsul Públio Cornelius Lentulus Sura
Século II e I A.C.
Cônsul à época de Lucius Sergius Catilina, conspirador e inimigo de Sulla e Cícero, condenado à morte no ano 63 a.C. Partidário e amigo particular de Lucius Sergius Catilina, tentou apoiá-lo várias vezes a conquistar o consulato, inclusive cerrando fileiras com a parceria dos lideres democratas César e Crasso. Esperavam aprovar um projeto pelo tribuno Sérvio Rulo, que afirmava, em escala bem mais ampla, a lei agrária de Caio Graco. Tinha como inimigos a oposição do Senado e a perseverança de Marco Túlio Cícero, que acabou sendo eleito para o consulato, derrotando as pretensões da Lei de Rulo em 63 a.C. Com o inevitável, Catilina perdeu o apoio de César e de Crasso, iniciando, ao lado de Públio Lentulus Sura, uma anárquica revolta, simultânea em Roma e na Etrúria. Pretendiam o massacre dos magistrados e senadores, ateando fogo à cidade de Roma e assumindo o seu controle, enquanto os veteranos de seu aliado, Sila, marchariam da Etrúria para tomar a cidade e organizar um novo governo. Descoberta a conspiração, graças à vigorosa ação de Marco Túlio Cícero, Catilina foi expulso de Roma, enquanto os seus  partidários mais diretos, dentre os quais Públio Lentulus Sura, foram presos em Roma e executados sem julgamento por proposta de Catão, o moço, apoiado por Marco Túlio Cícero e com a aprovação do Senado. Finalmente, o exercito de Catilina foi derrotado e ele tombou na batalha. Públio Lentulus Cornelius Sura foi o segundo esposo de Julia, mãe do conhecido General Marco Antônio, que, anos mais tarde, participaria do segundo triunvirato romano junto com lépido e Otávio.
No livro Há Dois Mil Anos, ficamos sabendo que Publuis Lentulus Cornelius Sura era um homem cruel, infligia aos inimigos políticos o suplicio da cegueira, por meio de ferro incandescente. Tendo falecido por meio de estrangulamento na Revolução de Catilina.
Publuis Lentulus Cornelius Sura era bisavó paterno do senador romano Públio Lentulus Cornelius.



3ª encarnação
Senador Públio Lentulus Cornelius
Época do Cristo
 Senador romano que exercia funções legislativas e judiciais, de acordo com os direitos de descendência de antiga e tradicional família de senadores e cônsules da república. Unido em matrimônio com Lívia, teve dois filhos: Flávia Lentúlia e Marcus. Fora o legado romano do imperador Tibério César na província da Palestina, à época das pregações de Jesus em Cafarnaum da Galileia, comissionado para investigar as acusações de corrupção que pesavam contra o governador Pôncio Pilatos.
 No livro Há Dois Mil Anos, ficamos sabendo que Publius Lentulus foi um senador romano muito atuante no cenário político de Roma, desde a sua juventude até a sua velhice. Morou cerca de 20 anos entre Jerusalém e a Galileia, próximo a Cafarnaum. Participou nos bastidores do julgamento de Jesus, esteve na destruição de Jerusalém, e em várias outras cenas políticas que decidiram rumos do império romano.
 Publius Lentulus chegou a se encontrar pessoalmente com Jesus, lhe rogando a cura da filha Flavia Lentúlia, que sofria na época de sua infância de lepra. E Jesus curou a filha do Senador Publius Lentulus, pela fé que Lívia tinha em Jesus. E ainda Jesus advertiu Publius Lentulus de seguir pelo caminho da humildade para não ter uma vida de sofrimento.
       A grande questão da vida de Publius Lentulus era vencer a si mesmo, pois era um homem com extremo orgulho, vaidade, arrogância... chegando até mesmo incriminar a sua esposa Lívia inocente de traição, com Pôncio Pilatos. Lívia foi uma mulher extraordinária, deixou de lado toda a sua tradição familiar, e nível social para seguir a Jesus Cristo, renunciou a tudo. Lívia foi uma das pessoas que foram os primeiros cristãos, e chegou ao fim da vida, morta em coletividade com outros cristãos, no circo de uma das festas de Nero.
      E foi depois da morte de Lívia que Publius Lentulus entregou seu coração a Jesus, compreendendo a grandeza dos ensinamentos do Mestre.
A vida de Publius Lentulus foi de grandes sofrimentos, como havia avisado Jesus, na destruição de Jerusalém veio a ficar cego, como circunstâncias do destino, para pagar dividas da sua existência passada como o Cônsul Públio Cornelius Lentulus Sura em que cegava seus inimigos por meio de ferro em brasa.
Publius Lentulus veio desencarnar no ano de 79 d.C. em Pompeia quando o vulcão Vesúvio, entrou em erupção e acabou com toda a cidade. Nos momentos finais da sua vida, Publius Lentulus lembrou das palavras que Jesus havia lhe falado no encontro de décadas atrás na Galileia que, “Toda a grandeza romana era bem miserável e num minuto breve poderia o império ser reduzido a um punhado de pó.”

            Este retrato do espírito Emmanuel foi feito pelo pintor mineiro Delpino Filho. Chico Xavier informou que o espírito não “posou” para o pintor. Na verdade, o artista foi auxiliado por um pintor desencarnado, que era amigo de Emmanuel. O médium afirmou que o retrato produzido é fiel ao benfeitor, quando na personalidade do senador romano Publius Lentulus Cornelius. O único detalhe que poderia ser corrigido no retrato se refere aos lábios, que são na realidade mais estreitos e masculinos. A pintura original se encontra na sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, numa sala de preces, feitas no quarto onde Chico nasceu, em 1910.



4ª encarnação
Escravo Nestório
Século I
Depois de 50 anos de sua vida como o senador Publius Lentulus, reencarna na condição de escravo, chamado Nestório. De origem judia, apesar de nascido em Éfeso, Grécia. Criou-se às margens do Mar Egeu, onde constituiu família. Chegou a ouvir, na infância, as pregações de João Evangelista, tendo colaborado com ele na evangelização da Ásia Menor.  Foi escravizado por romanos na Judéia, e posteriormente liberto. Em sua vida como escravo dedicou-se  ao aprendizado do Evangelho. Vivendo uma vida digna, e dirigida para o bem. Tinha um filho, de nome Ciro. Ambos chegaram a morte física sendo martirizados no circo romano ao tempo da perseguição aos adeptos do Cristianismo, durante reinado de Élio Adriano. Nesta vida como escravo, Nestório vivenciou a lei de causa e efeito, para aprender sobre humildade.



5ª encarnação
Filósofo  Basílio
Século III
          Esta história da vida do Espírito Emmanuel está no livro Ave, Cristo!
      Romano, filho de escravos gregos, pelo ano de 233 vivia em Chipre como liberto, dedicando-se a estudos filosóficos. Foi casado com a escrava Júnia Glaura, com quem teve uma filha, ambas mortas precocemente. Em Chipre, a vida lhe deu uma outra filha, esta sendo adotiva, Lívia, encontrada abandona em uma estrada, para a qual viveu até o fim de seus dias. Para criar Lívia, tornou-se afinador de instrumentos musicais, transferindo-se para Marselha, onde a educou. Desencarnou supliciado em Lyon, ao tempo do governo de Treboniano Galo nas Gálias, após a perseguição aos cristãos da igreja local.



6ª encarnação
Bispo de Reims | São Remígio
Séculos V e VI
De família nobre e religiosa, nasceu Remígio na cidade de Lyon, em 439. Inteligente, talentoso e disciplinado, foi considerado o maior orador sacro do reino dos francos pela sua especialidade em retórica. Era distinguido por sua pureza de espírito, seu grande amor a Deus e ao próximo, e pela fé ardente. Foi eleito Bispo de Reims ainda muito jovem, onde permaneceu por 60 anos, sendo considerado o apóstolo dos pagãos nas Gálias. Foi o grande conselheiro e, ao lado da rainha Clotilde, responsável pela conversão de Clóvis I, o primeiro rei dos francos, depois de suas vitórias sobre os povos da Gália.  Pelo seu árduo e ininterrupto trabalho de evangelização, fortaleceu os alicerces do Cristianismo no território francês. Ensinava não somente aos reis e príncipes, mas também aos camponeses e a todos os súditos do novo reinado. Desde a sua morte, em janeiro de 535, aos 96 anos de idade, foi aclamado pela população humilde como um santo. Mais tarde, considerado santo pela Igreja Católica Romana com o nome de São Remígio, teve o seu dia consagrado, o dia 3 de outubro. Em 1853, quando reconheceram o seu túmulo, seu corpo foi encontrado ainda intacto, onde até hoje é visitado na Abadia Beneditina de Reims.
Entre os seus ditos e ensinos, podemos destacar como dois de seus lemas: “Sê paciente e perseverante nas provações!” e “Sê corajoso em empreender o bem!”



7ª encarnação
Padre Manoel da Nóbrega
Século XVI
Nascido em 18 de outubro de 1517, em Sanfins do Douro, entre Douro e Minho, norte de Portugal. Em Salamanca estudou Humanidades, na Universidade local, e em 1541 bacharelou-se em cânones em Coimbra. Ingressou na Companhia Jesuíta em 1544, onde foi incumbido de chefiar a primeira missão, em Terras de Santa Cruz, justamente com mais cinco companheiros. Padre Manoel da Nóbrega foi um dos grandes lutadores, de grande iluminação e legitimo missionário de Jesus, conhecedor da verdadeira natureza do homem e de Deus.
Aportou na Bahia em 29 de março de 1549 e fundou uma igreja, na qual foi o seu pároco, entregando-se de corpo e alma, levando a palavra e meiga de Jesus aos nativos.
      Criou desde logo um método pedagógico e didático, com a instrução elementar e secundária. O seu trabalho foi de tamanha elevação que foi contrário aos pseudos-valores dos colonizadores. Estes, revoltaram-se e desencadearam forte oposição, sendo obrigado a intervir o Rei de Portugal – D. João III – criando um bispado para que a catequese fosse investida de maior autoridade e força. Já o padre Manoel da Nóbrega respeitou sempre os valores, usos e costumes do povo colonizado. Aconselhava, mas, sem impor. Recusando-se a cumprir atos de violência, gerou graves desavenças com o novo bispo, D. Pero Fernandes (sendo também o primeiro bispo do Brasil). Nos finais de 1552, padre Manoel da Nóbrega foi obrigado a abandonar Salvador e partiu para a capitania de São Vicente, onde em 1553 fundou a aldeia de Piratininga e nela, o Colégio de São Paulo, dando origem e sendo o fundador da atual cidade de São Paulo. Em 1553 fundou nova igreja, em Maniçoaba, uma pequena aldeia, além de uma confraria, com o nome Menino Jesus, que era constituída por crianças órfãs de portugueses, escravos e indígenas. Isso tudo independente de costumes, etnias ou diversidade de populações. Continuando sua notável missão, fundou mais residências com esse propósito, gerando grande confusão para os colonos e seus superiores. Em 1559 foi demitido do cargo de provincial, devido ao seu heroico comportamento, onde lutava firmemente contra a escravidão dos nativos, propondo a igualdade dos povos e a luta contra a exploração do homem pelo homem. Nada apreciado pelos seus superiores.
        Em 1565, a Rainha D. Catarina encarregou Estácio de Sá, administrador e militar que supervisionava as terras brasileiras, de fundar uma nova colônia, com a participação dos jesuítas do qual o padre Manoel da Nóbrega foi o primeiro superior máximo desta nova povoação, que hoje tem o nome da cidade do Rio de Janeiro. Estendeu a sua jurisdição a outras cidades; Santos, Piratininga, Espírito Santo, São Vicente, sendo também fundador da cidade de Salvador, a primeira capital do Brasil.
        Escreveu “Terras do Brasil”, “Cartas da Bahia e de Pernambuco”, publicadas em Veneza entre 1559 a 1570.     
Padre Manoel da Nóbrega desencarnou em 18 de outubro de 1570, no dia em que completava 53 anos, no Rio de Janeiro.  



8ª encarnação
Padre Damiano
Século XVII
Nascido em 1613, na Espanha. Aos 50 anos, residia em Ávila, Castela-a-Velha, oficiando na Igreja de São Vicente. À época da instauração do Santo Ofício, revelou ideias diferentes, combatendo o fanatismo da Igreja Católica e as injunções políticas da Inquisição.         Acreditava na imortalidade da alma e na pluralidade das existências e, embora envergando o labor no ministério católico, abraçava, no íntimo, as premissas da Doutrina Espírita, antes mesmo de seu aparecimento, no século XIX. Desencarnou no Prebistério de São Jaques do Passo Alto, no burgo de São Marcelo, em Paris, em idade avançada.



9ª encarnação
Educador Jean Jacques Turville
Século XVIII
Educador da nobreza e prelado católico romano no período que antecede à Revolução Francesa. Viveu na região norte da França até a época do recrudescimento do Terror, quando decidiu fugir da ferocidade revolucionária, encaminhando-se para a Espanha, onde passou a viver até a morte.



Emmanuel, espírito integrante da falange do Espírito da Verdade
Século XIX
Emmanuel, como espírito liberto integrante da falange do Espírito da Verdade, encarregada pelo Cristo de inaugurar no mundo o advento do Consolador, colaborou ativamente no plano espiritual na estrutura da codificação espírita de Allan Kardec, tendo, inclusive, escrito a mensagem intitulada “O EGOÍSMO”, inserida no item 11 do Capítulo XI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, em que menciona a figura de Pôncio Pilatos.



10ª encarnação
Padre Amaro, Sacerdote no Brasil
Séculos XIX e XX
Humilde sacerdote católico romano encarnado no último quartel do século XIX, no Estado do Pará, Brasil, com a finalidade de se mergulhar mentalmente na língua portuguesa contemporânea, preparando-se para a missão que lhe seria confiada no vindouro século XX. Reencarnou em abastada família paraense, de origem mulata, e depois de sagrado sacerdote dirigiu-se à cidade do Rio de Janeiro onde passou a dedicar-se à condução da pregação do Evangelho de Jesus, reunindo naquela pequena paróquia milhares de ouvintes de todos os bairros do Rio de Janeiro, que faziam questão de chegar muito cedo para ouvi-lo assentados. Nesta ocasião, travou particular conhecimento com o insigne médico Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, com quem conversou abertamente sobre a codificação espírita. Segundo informação de Chico Xavier, ele pediu esta reencarnação por ter necessidade interior de recolhimento, para ficar esquecido das personagens de destaque que, historicamente, vinha vivenciando nas suas diversas etapas reencarnatórias, a fim de ter tempo e silêncio para meditar e estudar convenientemente o Evangelho do divino Mestre. Seu retrato, ainda há pouco tempo, encontrava-se na sacristia da referida igreja no bairro carioca de Bonsucesso. Viveu pouco na Terra, retornando à pátria espiritual nas primeiras décadas do século XX, a tempo de assumir a condução espiritual da tarefa que lhe estaria afeita por determinação de Jesus, guiando a missão psicográfica do médium Francisco Cândido Xavier, em Pedro Leopoldo | MG, para quem aparece, inicialmente, em 1931. No livro Notáveis Reportagens com Chico Xavier, de Hércio Marcos Cintra Arantes, IDE, capítulo 32, páginas 183-184, há uma interessante mensagem psicografada por Chico, em 15 de maio de 1934, em que o benfeitor Emmanuel relata a sua própria desencarnação nesta época, com sua consequente chegada ao Mundo Maior.



Emmanuel, Espírito responsável pela obra mediúnica de Chico Xavier
Século XX
 É o espírito responsável por um grande trabalho missionário. Trabalho este  de relevante e inegável valor, doutrinário e literário, devido ao dinamismo espiritual de Emmanuel.
           Seus livros tratam dos mais variados temas, em feliz abordagem dos mais complexos e transcendentes assuntos, num estilo transparente e comunicativo, entre belezas de simplicidade e de sentimento. Sábio condutor de almas, sua palavra de luz se tem dirigido, sem distinções, a todos os que lhe batem à porta do coração, em dádivas de paz, de esclarecimento e bom-ânimo, do espírito evangélico. É ele o supervisor, o coordenador de toda a obra literário-mediúnica de Chico Xavier.



Nova reencarnação
Século XXI
 “Conforme atestam várias pessoas que conviviam na intimidade com o médium Chico Xavier, por afirmativas dele mesmo, o espírito do benfeitor Emmanuel já está entre nós, na face da Terra, pela via da reencarnação. Um destes depoimentos, da Sra. Suzana Maia Mousinho, presidente e fundadora do Lar Espírita André Luiz (LEAL), de Petrópolis | RJ, amiga do médium desde 8 de novembro de 1957, Francisco Cândido Xavier lhe confidenciou detalhes sobre a reencarnação de Emmanuel, que voltaria à Terra no interior do Estado de São Paulo, no seio da família constituída pelo casal D. Laura e Sr. Ricardo, personagens do livro Nosso Lar, de André Luiz. Tempos depois, novamente o estimado médium Chico Xavier tornou a tocar no assunto em pauta com D. Suzana, afirmando ter presenciado o retorno à vida física de seu benfeitor no ano de 2000, vendo, então, confirmadas as previsões espirituais a respeito. Este fato está em sintonia com depoimentos públicos do médium mineiro em três ocasiões distintas, veiculados em dois de seus livros publicados, a saber:
a) no livro Entrevistas, (IDE, 1971), quando, respondendo à questão 61, sobre a futura reencarnação de Emmanuel, Chico Xavier disse: “Ele (Emmanuel) afirma que, indiscutivelmente, voltará à reencarnação, mas não diz exatamente o momento preciso em que isso se verificará. Entretanto, pelas palavras dele, admitimos que ele estará regressando ao nosso meio de espíritos encarnados no fim do presente século (XX), provavelmente na última década”,
b) também no livro A Terra e o Semeador, (IDE, 1975), quando, respondendo à pergunta de número 33, Chico Xavier disse: “Isso tem sido objeto de conversações entre ele (Emmanuel) e
nós. Ele costuma dizer que nos espera no Além, para, em seguida, retornar à vida física.”; e,
c) assim também vamos observar outra confirmação de Chico sobre o assunto no livro organizado pela Dra. Marlene Nobre, e editado em 1997 pela Folha Espírita, cujo título é Lições de Sabedoria, que traz à página 171 da segunda edição a pergunta de Gugu Liberato a Chico Xavier: “É verdade que o espírito Emmanuel, que lhe ditou a base do Espiritismo prático no
Brasil, se prepara para reencarnar?” Ao que Chico respondeu: “Ele diz que virá novamente, dentro de pouco tempo, para trabalhar como professor.”
E também em conversa com Geraldo Lemos Neto, e falando sobre a volta de Emmanuel, Chico nos confidenciou: “Geraldinho, o nosso compromisso, meu e de Emmanuel, com o Espiritismo na face da Terra tem a duração de três séculos, e só terminará no final do século XXI.”


Em uma das suas conversas com Chico Xavier, Emmanuel disse-lhe:
“(...) conheci de perto as angústias dos simples e as aflições dos degredados (...)quis o Senhor, que (...) o serviço do Brasil não me saísse do coração. A tarefa evangelizadora continua. A permuta de nomes não importa.”


Fonte:  Livro: Deus conosco
Livro: Há dois mil anos
Livro: 50 anos depois
Revista Cristã de Espiritismo – ano IX-ed.64